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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Solzhenitsyn quebra o último tabu da revolução Soviética

Por Nick Paton Walsh (25 de Janeiro de 2003)

Alexander Solzhenitsyn, que revelou ao mundo os horrores dos gulags Estalinistas, está, agora, a tentar lidar com um dos tópicos mais sensíveis da sua carreira como escritor: o papel dos Judeus dentro da revolução Bolchevique e dentro das purgas Soviéticas.

No seu livro mais recente, Solzhenitsyn, de 84 anos [ed: morreu em 2008], lida com um dos últimos tabus da revolução comunista: que os Judeus foram, ao mesmo tempo, os perpetradores da repressão, como foram as vítimas.

O livro "Two Hundred Years Together" ["Duzentos Anos Juntos"] - referência à anexação parcial da Polónia e da Rússia em 1772 que aumentou de modo considerável a população judaica na Rússia - contém três capítulos que discutem o papel dos Judeus no genocídio revolucionário e nas purgas da Rússia Soviética.

Mas os líderes Judeus e alguns historiadores reagiram de modo furioso ao livro, e colocaram em causa os motivos que levaram Solzhenitsyn a escrever este livro, acusando-o de imprecisões factuais e de atiçar as labaredas do anti-semitismo na Rússia.

Solzhenitsyn alega que alguma da sátira Judaica do período revolucionário "conscientemente ou inconscientemente ataca os Russos" como estando por trás do genocídio. Mas ele declara que todos os grupos étnicos têm que partilhar da culpa, e que as pessoas evitam falar a verdade em relação à experiência Judaica.

Numa declaração sua, que enfureceu os Judeus russos, ele escreve:

Se eu quisesse generalizar, e dissesse que a vida dos Judeus nos campos [gulags] era especialmente difícil, eu poderia generalizar, e não enfrentaria repreensão devido a uma generalização nacional injusta. Mas nos campos onde estive, as coisas eram diferentes. Os Judeus cuja experiência eu testemunhei tinham uma vida mais facilitada que os demais.

No entanto, ele acrescentou:

No entanto, é impossível encontrar a resposta a essa questão eterna: quem é o culpado, quem nos levou à morte? Explicar as acções da Tcheka de Kiev [polícia secreta] apenas através do facto de dois terços da mesma ser composta por Judeus está certamente incorrecto.

Solzhenitsyn, que recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1970, passou a maior parte da sua vida nos campos-prisão Soviéticos, sofrendo perseguição sempre que escrevia sobre as suas experiências.

Actualmente, ele está com saúde frágil, mas numa entrevista dada durante o mês passado, ele disse que a Rússia tem que resolver a questão do Estalinismo e dos genocídios revolucionários, e que a população Judaica tem que se ofender do seu papel nas purgas tal como eles estão ofendidos com o poder Soviético que também os perseguiu.

O meu livro tem como objectivo gerar empatia com os pensamentos, os sentimentos e a psicologia dos Judeus - a sua componente espiritual. Nunca fiz conclusões gerais em torno dum povo. Eu irei sempre distinguir entre as várias camadas de Judeus. Uma camada rumou directo à revolução, mas outra, pelo contrário, tentou ficar à margem das coisas.

Há já muito tempo que o tópico Judaico tem sido proibido: Zhabotinsky [escritor judeu] disse a dada altura que 'a melhor coisa que os amigos Russos poderiam fazer por nós é nunca falar em voz alta sobre nós.'


(...)

O Professor Robert Service da Universidade de Oxford, perito na história Russa do século 20, disse que, em relação ao que ele já tinha lido sobre o livro, Solzhenitsyn está  "absolutamente correcto". 

Pesquisando um livro sobre Lenine, o Prof. Service deparou-se com detalhes sobre a forma como Trotsky, que era de origem Judaica, pediu ao  politburo em 1919 para garantir que Judeus eram alistados ao exército Vermelho. Trotsky disse que os Judeus estavam desproporcionalmente representados na burocracia civil Soviética, incluindo na Tchecka

A ideia de Trotsky era de que a propagação do anti-semitismo era [parcialmente] devido às objecções em torno da sua entrada no serviço civil. Há alguma verdade nisto, nomeadamente, de que eles não foram apenas espectadores passivos da revolução. Eles foram parte-vítimas e parte perpetradores.

Esta não é um questão que alguém pode escrever sem te consigo uma enorme quantidade de bravura, e isto tem que ser feito na Rússia visto que os Judeus são frequentemente alvo de escrita por parte de fanáticos. O livro de Solzhenitsyn parece muito mais equilibrado que isso
(...)

* * * * * * * 

Certamente que o Judeu Trotsky estava certo nas suas afirmações quando disse que os Judeus estavam desproporcionalmente representados na burocracia civil Soviética, especialmente se levarmos em conta o seguinte:






quarta-feira, 13 de maio de 2015

Kim Philby e a grande traição

Por

No crepúsculo da espionagem internacional, um nome mais do que outros invoca uma imagem de traição paciente e magistral, a insidiosa presença do inimigo no interior do santuário.

Independentemente do país que sirvam, espera-se que gerações de estagiários de espionagem e de  contra-espionagem saibam o seu nome: Philby. Por mais de meio século até aos dias de hoje, Harold Adrian Russell “Kim” Philby (1912-1988) continua a ser, tanto na história da espionagem bem como na literatura popular, a toupeira por excelência, o agente de penetração profunda que escavou o seu caminho até ao topo dos serviços secretos Britânicos como forma de disponibilizar os segredos mais bem guardados da Coroa à Rússia Soviética.

O choque da traição de Philby reverberou por todo o establishment Britânico, embora, em retrospectiva, o incidente nos diga mais da depravação social, cultural e espiritual de toda a elite governante do que apenas as explorações sórdidas dum espião.

Uma nova visão sobre esta notória história de espiões, A Spy Among Friends: Kim Philby and the Great Betrayal, salienta não só o trabalho concorrente de Philby pelo MI6 e pela KGB, mas examina também o rasto de vidas quebradas que ele deixou. Usando entrevistas e material de arquivo, o jornalista Ben McIntyre criou um relato cativante da forma e do porquê um Inglês da classe alta ter, com sangue frio, enviado imensos agentes Ocidentais para além da Cortina de Ferro e para a sua desgraça, ter trazido a infelicidade e a ruína para muitos conjugues, e ter destruído as carreiras dos seus colegas e dos seus amigos íntimos,

Philby foi um traidor com uma causa; ele não espiou pr amor ou pela emoção, mas sim porque ele acreditava sinceramente na criação dum futuro brilhante prometido pelo Comunismo. Começando em 1934, quando ainda era um recém-graduado do Trinity College de Cambridge e na altura em que foi recrutado pelos serviços secretos Soviéticos, até à sua dramática deserção em Beirute (em 1963), Philby manteve uma sólida fé interior na sua missão, uma crença que ele manteve até à sua morte.

A conversão juvenil de Philby ao Marxismo dificilmente foi algo de extraordinário - por toda a Europa do período entre as duas Grandes Guerras, a ideologia Comunista  estava en vogue junto dos intelectuais, e a União Soviética parecia ser uma experiência promissora para a criação duma nova sociedade. De facto, outros 4 colegas de turma de Philby iriam também jurar lealdade ao Centro de Moscovo, formando o grupo que recebeu o nome de The Cambridge Five, uma rede de agentes que ainda hoje é celebrada pela organização secreta que sucedeu a KBG, a SVR, como um exemplo duma infiltração de longo prazo.

A causa imediata para a atracção rumo ao Marxismo por parte das classes educadas do Ocidente pode ser encontrada na crise económica que afligiu primeiro a Grã-Bretanha, a América, e o Continente no início da década 30, com o consequente empobrecimento, instabilidade política e a ascenção do fascismo. 

Embora o privilegiado Philby e os seus amigos não tenham sido directamente afligidos pela depressão, a moda intelectual olhava para o materialismo dialéctico e para o revolucionário estado Socialista como resposta ao falhanço da civilização capitalista. A democracia liberal já se tinha revelado como uma fraude à medida que oligarcas vorazes expandiam as suas posses de maneira proporcional à miséria dos trabalhadores comuns. Sendo dificilmente uma sistema de pensamento que havia ascendido nas estepes Eurasianas, a tentação totalitária havia nascido das filosofias governantes do Ocidente moderno.

Nascido em Lahore [Paquistão], e havendo recebido o nome do herói do livro de Rudyard Kipling com o nome de "Great Game", Kim Philby era uma criança do Império Britânico. E estando  milhares de milhas longe de Punjab, Londres geria um empreendimento global fundamentado no liberalismo clássico de Locke, no poder científico-industrial, e na tradição marítima-comercial de Cartago, Atenas e Veneza. O largamente ausente pai de Philby, St. John Philby, havia construído a sua carreira como um altamente respeitado orientalista ao estilo de Lawrence da Arábia, e iria servir de "conselheiro" do Rei Ibn Saud.

O jovem Philby recebeu uma educação clássica, tendo visto a sua educação moldada em grande parte dentro das mais prestigiadas escolas públicas. Embora "Deus, Rei e Nação" possa ter sido o credo de serviço junto da elite administrativa do Império, poucos - se algum - destes homens realmente acreditava em Deus da forma que os seus ancestrais acreditavam, ao mesmo tempo que o rei e a nação se haviam tornado numa fachada retórica para os planos das predatórias dinastias banqueiras. Em vez disso, e tal como o melhor amigo de Philby e companheiro do MI6 Nicholas Elliott declarou, eles serviam "o rei, a classe, e o clube" - dificilmente uma fórmula inspiradora.

A vápida e auto-gratificante ideologia do liberalismo humanista do Iluminismo presente no Império, aliadas à doutrinas empiristas ainda mais consistentes de Hume, Bentham, e Darwin, haviam esvaziado as instituições sociais - e o Cosmos - de todo o significado transcendental. Não é de estranhar, portanto, que um jovem aristocrata como Philby tivesse buscado uma nova revelação junto do Marxismo, a narrativa de salvação dum reino terrestre tornado perfeito através da revolução do proletariado.

No seu trabalho secreto para o Partido, Kim Philby aplicou as conclusões lógicas dos princípios materialistas que a filosofia liberal haviam, em última análise, criado; ele buscou formas de destruir uma Grã-Bretanha já decadente a partir do seu interior como forma de materializar o alvorecer duma transformadora nova era. Tal como o ascético Ortodoxo Padre Seraphim Rose diagnosticou tão bem, o jovem radical só estava a consumar um processo que havia começado muito antes de por parte dos defensores da "liberdade" e da "razão".
O Liberal, o homem mundano, é o homem que perdeu a sua fé; e a perda da fé perfeita é o princípio do fim da ordem erguida com base nessa fé. Aqueles que buscam preservar o prestígio da verdade sem no entanto acreditar nela, estão a dar uma arma poderosa a todos os seus inimigos; uma fé meramente metafórica é suicida. O radical ataca a doutrina Liberal em todos os pontos, e o véu da retórica não é protecção contra o forte impulso da sua espada afiada. 
O Liberal, perante este ataque persistente, vai cedendo ponto a ponto, forçado a admitir a verdade das acusações contra ele sem ser capaz de contrapor esta verdade negativa e crítica com a sua verdade positiva; até que, depois duma longa e normalmente gradual transição , de repente ele acorda só para descobrir que a Antiga Ordem, sem defesa e aparentemente indefensável, foi derrubada, e que uma nova e mais "realista" - e mais brutal ordem tomou o seu lugar.
A espionagem é o negócio da traição, e até o momento em que os seus camaradas e amigos e agentes de Cambridge Guy Burgess e Donald Maclean fugiram para Moscovo em 1951, o negócio correu bem para Philby. Promovido depois da Segunda-Guerra para o papel de líder das operações anti-Soviéticas e depois enviada para  Washington  como o contacto do MI6, a toupeira amigável e laboriosa ganhou amigos com facilidade. Ele foi também nobilitado, a Ordem do Império Britânico, conferido pela Rainha Elizabeth. A menos que pensemos que a honra é uma mera aberração, convém lembrar o sentido lamento de Edmund Burke:
A era do cavalheirismo acabou. - A era dos sofistas, economistas e calculadores sucedeu-lhe; a glória da Europa está extinta para sempre.
Que Philby e Anthony Blunt, outro membro do Cambridge Five e Agrimensor das Imagens do Rei, tenham sido nobilitados antes da sua traição ter sido exposta por parte do MI5 perdoa-se, mas eles eram sintomas duma aflição mais profunda. Na nossa era, o cavalheirismo, tal como todo o outro valor digno, foi sistematicamente sujeito à lógica da inversão. De que outra forma é que se explica o facto de títulos nobres terem sido conferidos aos mestres da usura, fornecedores de anti-cultura, e estrelas da música rock dissolutas?

"Cambridge Five"
E o que dizer do “Sir” Jimmy Savile, disc-jockey da BBC e famoso confidente da Família Real, que durante décadas levou a cabo violações contra um número incontável de crianças um pouco por toda a Grã-Bretanha, ou o que dizer dàs várias dúzias de MPs [Membros do Parlamento Britânico] e oficiais do governo que estão agora a ser implicados a anéis de pedofilia e de assassínio de crianças? Muito para além da espionagem, este tipo de maldade tem o claro selo satânico; quem nos dera que Deus trouxesse à vida o Rei Artur e os seus cavaleiros como forma de varrer tal imundice da esverdeada e agradável terra da Inglaterra.

Guerreiro frio até ao fim, Philby demarcou o seu papel dúplice no confronto bipolar entre o capitalismo e o comunismo. No entanto, sem o conhecimento dos soldados rasos de cada um dos lados, o resultado planeado deste confronto dialéctico era a tirania universal. Tal como os Marxistas apelavam à inevitabilidade da História, também a superclasse plutocrática Ocidental - e de forma bem aberta através de teóricos tais como HG Wells e Aldous Huxley a Bertrand Russell e Zbigniew Brzezinski – propagou a supremacia da "ciência" como forma de justificar o seu desejo de poder total.

Comparativamente, o Estado Mundial tecnocrata, o sonho dum louco que ameaça transmutar-se para a realidade, faria com que o projecto Soviético parece-se uma brincadeira de crianças. Sem dúvida que Kim Philby era um traidor; níveis acima dele, criminosos muito mais grandiosos têm arquitectado a aniquilação da família, da herança nacional e religiosa, e a própria essência da identidade humana.

É aqui que se encontra a grande traição. 


* * * * * * *

Como todos os idiotas úteis, mal ele passou a viver dentro dele, Philby eventualmente ficou a saber da verdadeira natureza do Marxismo:

Mais tarde, a sua esposa Rufina Ivanovna Pukhova descreveu Philby como uma pessoa "desapontada de muitas maneiras" com o que ele viu em Moscovo. "Ele viu as pessoas a sofrer tanto," mas consolou-se alegando que "as ideias estavam certas mas estavam a ser levadas a cabo da maneira errada. A culpa era das pessoas que se encontravam a dirigir as coisas." Pukhova disse ainda que, "ele foi atingido pela desilusão, o que lhe trouxe lágrimas aos olhos. Ele disse 'Porque é que as pessoas vivem de forma tão má por aqui? Afinal, eles ganharam a guerra.'" Philby bebia muito e sofria de solidão e depressão; segundo Rufina, durante os anos 60 Philby tentou o suicídio cortando os seus pulsos.

A maior tragédia da vida de Philby (e de todos os idiotas úteis como ele) é que muito provavelmente ele nunca ficou a saber que quem criou, financiou e propagou o comunismo foi a mesma elite capitalista que controla o Ocidente. Philby, tal como a grande maioria dos Comunistas,  foi motivado a promover o Marxismo na sua luta contra o capitalismo, sem se aperceber que essa luta é uma fachada dialéctica que tem como propósito a concentração do poder nas mãos da mesma elite que criou essa guerra falsa.

Há sempre uma aparência "nobre" alegar que se vai retirar o poder do "grande capital" e entrega-lo ao auto-nomeado "representante do povo" - o governo - sem no entanto, se mencionar que esse "representante" é controlado pelo mesmo grande capital contra quem os Marxistas alegam estar a "lutar".

Por fim, e como dito várias vezes, a forma de combater os planos da elite capitalista tecnocrata é a reinstalação do Cristianismo como fundamento moral do Ocidente porque, como disse o Padre Rose, "O Liberal, o homem mundano, é o homem que perdeu a sua fé; e a perda da fé perfeita é o princípio do fim da ordem erguida com base nessa fé."

"Na verdade que já os fundamentos se transtornam; que pode fazer o justo?" - Salmo 11:3



terça-feira, 18 de novembro de 2014

Será que Wall Street financiou a Revolução Russa?

Sim, os banqueiros internacionais não só financiaram a Revolução Russa, mas financiaram os primeiros anos da União Soviética até bem para dentro do regime de Stalin.

Em 1917, em Nova York, Trotsky recebeu $20 milhões por parte de Jacob Schiff, e mais dinheiro por parte de Sir George Buchanan, da família Warburg, da família Rockefeller, dos parceiros da  J.P. Morgan (pelo menos $1 milhão), de Olaf Aschberg (do Nye Bank de Estocolmo, Suécia), de Rhine Westphalian Syndicate, dum financiador chamado Jovotovsky (cuja filha se casou com Trotsky), de William Boyce Thompson (director do Chase National Bank e que contribuiu com  $1 milhão), e de Albert H. Wiggin (Presidente do Chase National Bank).

Um relatório que se encontra com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, revelou que  a “Kuhn Loeb & Co” financiou o primeiro Plano Quinquenal de Stalin, e  Schiff continuou a enviar dinheiro para a Rússia muito depois da verdadeira natureza dos Bolcheviques e de Stalin já ser amplamente conhecida no mundo. 

Schiff arranjou outros $10 milhões para a Rússia supostamente para ajuda humanitária de guerra para os Judeus, mas eventos posteriores revelaram que isso era uma fachada para um investimento financeiro.

Arsene de Goulevitch, um importante General Russo Branco , escreveu:

No entanto, os principais fornecedores de fundos para a revolução não foram os idióticos milionários Russos e nem os bandidos armados de Lenin. O "verdadeiro" dinheiro veio principalmente de certos círculos Britânicos e Americanos que há já muito tempo haviam dado o seu apoio à causa revolucionária Russa. O importante papel levado a cabo pelo abastado banqueiro Americano Jacob Schiff nos eventos que se desenrolaram na Rússia, embora parcialmente revelados, já não é segredo.

O financiamento da Revolução Russa por parte dos banqueiros Americanos não estava directamente relacionado com o seu desejo de propagar o comunismo, ou algum tipo de simpatia com a causa comunista. Eles financiaram os Bolcheviques por três motivos:

1. Os campos de petróleo Russos
2. O estabelecimento dum Banco Central
3. Eles queriam-se ver livres do Czar.

Tanto a Standard Oil, que pertencia à família Rockefeller, e a Royal Dutch Shell, cujos sócios maioritários eram os membros da família Rothschild, tinham interesse nos ricos campos de petróleo da Rússia, mas estes campos pertenciam ao Czar Nicolau II.

Os três últimos Czares da Rússia (Alexandre II, Alexandre III e Nicolau II) haviam-se oposto sempre à criação duma Banco Central na Rússia (sob a posse de banqueiros internacionais).

O Czar Nicolau II não só se encontrava no caminho das ambições dos banqueiros internacionais em relação aos campos de petróleo da Rússia e a criação dum Banco Central, mas estava bem ciente do plano dos banqueiros de se apoderarem de todo o mundo.

Os Bolcheviques não só mataram o Czar Nicolau II, mas mataram também toda a família Real Russa, incluindo as mulheres e as crianças.


Fonte: http://bit.ly/1DwW65qhttp://bit.ly/1wKvqJV



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Jornalista Alemão afirma que a CIA quer causar uma guerra entre a Europa e a Rússia

Por Eric Zuesse

Udo Ulfkotte, antigo editor do jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung (que é um dos mais importantes jornais na Alemanha) decidiu vir a público falar da forma como ele e resto dos "média" Ocidentais foram corrompidos, porque ele é de opinião de esta corrupção está a levar a Europa para perto duma guerra nuclear com a Rússia; Ulfkotte é de opinião que é precisamente isto que a aristocracia Americana que controla a CIA quer, ou quer levar as coisas para bem perto desse estado de coisas.

Falando para a Televisão Russa, ele disse:

Sou jornalista há cerca de 25 anos, e fui ensinado a mentir, a trair e a não dizer a verdade ao público. ... Os média Alemães e Americanos tentam trazer a guerra aos povos da Europa, trazer uma guerra com a Rússia. Este é o ponto sem retrocesso e vou afirmar corajosamente que não está certo o que eu fiz no passado - manipular as pessoas, fazer propaganda contra a Rússia - e não está certo o que os meus colegas fazem, que eu fiz no passado, porque eles foram subornados para trair não só a Alemanha, mas toda a Europa.

Temo muito que uma nova guerra comece na Europa, e não gosto desta situação visto que a guerra não chega sozinha; há sempre pessoas que forçam as coisas nessa direcção, e não são só os políticos mas os jornalistas também. ... Nós traímos os nossos leitores como forma de forçar as coisas rumo a uma guerra. Já não quero fazer parte disto. Estou farto desta propaganda. Nós vivemos numa república da banana, e não num país onde existe a liberdade de imprensa.

Os média Alemães, especialmente os meus colegas, escrevem diariamente coisas contra os Russos; [estes jornalistas] fazem parte de organizações transatlânticas, e são apoiados pelos Estados Unidos para fazerem exactamente isso.

Eu tornei-me "cidadão honorário do estado do Oklahoma’ e porquê? Porque eu escrevo coisas pró-Americanas. Eu tinha o apoio da Central Intelligence Agency, a CIA. E porquê? Porque eu sou pró-Americano. Estou farto disto tudo; e já não quero mais fazer isto.

Devido a isso, acabo de escrever um livro, não para ganhar dinheiro - claro que não, porque o livro só me irá causar imensos problemas. [Escrevi o livro] para dar às pessoas deste país, à Alemanha, à Europa, e a todo o mundo, um vislumbre do que ocorre por trás das portas fechadas.

[4:40 do vídeo] A maior parte dos jornalistas que se encontram presentes nos países estrangeiros ... jornalistas Europeus ou Americanos, tal como eu o era no passado, são os assim chamados cobertura não-oficial. O que é que significa "cobertura não-oficial"? Tu fazes o trabalho para uma agência de serviços secretos, mas quando eles [o público] descobre que não só és um jornalista mas também um espião, eles [a CIA] nunca irão dizer "Este era um dos nossos homens".

Eu ajudei-os várias vezes no passado, e sinto-me envergonhado com isso. Fui subornado pelos bilionários, pelos Americanos, para não reportar a verdade exacta.

Enquanto conduzia para esta entrevista, tentei imaginar o que teria acontecido se eu tivesse escrito um artigo pró-Russo para o Frankfurter Algemeine. Pois bem, fomos educados a escrever artigos pró-Europeus, pró-Americanos, mas por favor, nunca pró-Russos. Mas é precisamente isto que eu não entendo para uma democracia, para a liberdade de imprensa, e sinto pena que isso aconteça assim. 

[6:30] A Alemanha ainda é um tipo de colónia dos Estados Unidos e isso pode-se ver em muitas situações. Por exemplo, a maior parte dos Alemães não quer armas nucleares no seu solo, mas ainda temos armas nucleares Americanas. Devido a isto, nós ainda somos uma espécie de colónia Americana, e sendo uma colónia, é muito fácil abordar jovens jornalistas através de (e isso é muito importante aqui) organizações transatlânticas.

Todos os jornalistas que trabalham em organizações respeitáveis e em jornais, revistas, estações de rádio e estações de televisão Alemães importantes, são todos membros ou convidados destas grandes organizações transatlânticas, e é nestas organizações somos contactados de modo a que sejamos pró-Americanos; para além disso, eles convidam-te para ires ver os Estados Unidos, tudo pago por eles.

Tu és subornado, e vais ficando gradualmente mais corrupto porque eles arranjam-te bons contactos. Vais fazendo amigos, tu pensas que são teus amigos, e tu cooperas com eles. Eles perguntam-te "podes-me fazer este favor?", "podes-me fazer aquele favor?", e pouco a pouco o teu cérebro vai recebendo uma lavagem cerebral por parte destas pessoas.

Será que isto só acontece com os jornalistas Alemães? Eu acho que não, e acho que isto ocorre de modo especial com os jornalistas Britânicos devido ao facto deles terem um relacionamento mais próximo. Certamente que isto ocorre com os jornalistas Israelitas, e claro que ocorre com os jornalistas Franceses. É o que acontece com os jornalistas Australianos, Neozelandeses, jornalistas do Taiwan - bem, existem muitos países, tais como a Jordânia, por exemplo.

[9:17] Por vezes acontece os serviços secretos irem ao teu escritório e quererem que tu escrevas um artigo. Lembro-me [dum exemplo] onde os serviços secretos Alemães no estrangeiro, a Bundesnachrichtendienst - que nada mais é que uma organização-irmã da Central Intelligence Agency, visto que foi fundada pela agência de serviços secretos Americana -  veio ao meu escritório, e queria que eu escrevesse um artigo sobre a Líbia e sobre o Coronel Muammar Gaddafi. … Eles deram-me toda esta informação secreta e apenas queriam que eu assinasse o artigo com o meu nome. 

Eu fiz isso, e o artigo foi publicado no Frankfurter Algemeine; o mesmo falava da forma como ele havia tentado construir secretamente uma fábrica de gás venenoso…O artigo tinha uma história que dias depois foi publicada em todo o mundo mas eu não tinha qualquer tipo de informação em relação a isso [a CIA escreveu o artigo].

[11:25] Um bom exemplo do que acontece quando se diz não [à CIA]. ... Portanto [em relação a um empregado particular que tinha dito "não"], o que aconteceu foi que ele perdeu o seu emprego.

[12:40] Por seis vezes a minha casa foi revistada, e a minha casa foi atacada por três vezes, [mas] eu não tenho filhos e como tal, é mau para a verdade [para os jornalistas cujas famílias podem ser ameaçadas, e não só para eles próprios].

(....)

* * * * * * *

Como se torna cada vez mais óbvio, as atitudes irracionais da elite globalista que controla a CIA, e a banca internacional, revelam que a mesma olha para Putin com um misto de terror e de desprezo.

A ascensão do bloco geo-político-financeiro com o nome de BRICS [em inglês, Brazil, Russia, India, China, South Africa] está a ameaçar o poder que o dólar ainda tem na economia mundial, e como tal, a elite globalista aparentemente está disposta a dar início a uma guerra contra a Rússia como forma de reter o seu poderio financeiro.

Mas estes gestos da elite Americana são o que os anglófonos chamam de "dead man walking"; estas são as últimas braçadas do império Anglo-Americano (controlado pelo cartel liderado pela família do escudo vermelho).

Por mais que eles não se tenham ainda apercebido disso, o seu fim está próximo e a sua raiva contra a Rússia, ou contra o Brasil, ou contra a Índia - ou contra qualquer outro país dos BRICS - é tempo perdido.  Além disso, os Americanos têm outros problemas internos a resolver.




sexta-feira, 18 de julho de 2014

A perturbadora ligação entre o ocultismo e o feminismo

Antes de começar, quero partilhar convosco uma experiência de vida de um amigo meu que estava numa "relação" com uma mulher do Leste da Europa que brincava com o ocultismo. Para condensar a saga, esta rapariga era a típica rapariga "tradicional", "feminina" que cozinhava para ele, e que lhe dava intimidade sexual sempre que ele assim quisesse (...). Tudo pareceu perfeito entre os dois durante mais ou menos seis meses, mas durante esse período ele não sabia que ela era secretamente uma "bruxa" que estava a enviar-lhe feitiços de "amor" como forma de o "amarrar" a ela. Succubus, bruxa, e “namorada” - tudo numa pessoa só. Mais tarde, ele descobriu que ele tinha mais do que ele pensava que tinha.

Gradualmente, à medida que a relação progredia e a paixão ia acabando, as coisas passaram a ser previsíveis e aborrecidas. As suas exigências subtis e caprichosas rapidamente se tornaram dominantes, o que o levou a querer acabar imediatamente com a relação. Isto trouxe ao de cima o pior dela e ele passou a atravessar por momentos de stress. Ele partilhou comigo como ele, antes de a expulsar de casa, descobriu que ela estava a juntar preservativos usados (contendo esperma seco), cabelo e fotografias dele para as suas experiências ocultistas para o "amarrar". Isto para não falar da forma como ela tentou enfeitiçar a comida dele como forma de completar o "amarro" sobre ele.

As coisas pioraram, e ela começou a persegui-lo por onde ele andava (depois dele a expulsar de casa), e depois começou a intimidá-lo psicologicamente; quando tudo isto falhou, ela tentou destruir a sua reputação social e profissional. Ele era suficientemente forte para resistir aos ataques dela, mas a sua relação foi uma inspiração suficientemente constrangedora para se aprender mais sobre o ocultismo, e descobrir a ideologia comum que ele partilha com o feminismo.

Uma vez que os leitores podem não acreditar no paranormal, o ponto que se pode deduzir da história, que será principalmente focada mais em baixo, é a surpreendente ligação entre o feminismo e o ocultismo.

A primeira revolta conta o patriarcado

Ao contrário do Judaísmo, do Cristianismo e do islão. a glorificação da forma feminina, começando com Lilith, a suposta primeira esposa de Adão (que o desobedeceu e é  considerada a primeira "feminista"), é parte integral do ocultismo. Segundo a crença ocultista, Lilith foi a primeira esposa de Adão, o arquétipo duma feminista com quem os homens se casam, mas divorciam-se depois. Ela frequentemente discutia com Adão e recusava-se a deitar sob ele durante a copulação afirmando que eles eram "iguais". (Um texto com a "História de Lilith" pode ser lido aqui.) A sua recusa em se submeter a Adão é vista como a primeira revolta contra o patriarcado.

O ocultismo e o feminismo no mundo actual

O feminismo tem as suas raízes no ocultismo e na bruxaria, um ponto muito bem confirmado por Mitch Horowitz, autor de “Occult America” .


A sociedade moderna, progressista e feminista, tornou-se, em muitas formas, numa sociedade energizada pelo ocultismo. Referências à "Deusa" ou ao "Feminino Divino" (conceito comum à bruxaria, ao feminismo, e ao esquerdismo), começando com a ascenção do "Movimento da Deusa" nos países Anglófonos e coincidindo com a segunda vaga do feminismo dos anos 70, tornou-se prevalecente nos dias actuais - produto consequente de cinco décadas de feminismo e da espiritualidade a ela associada (ocultismo). Actualmente, somos bombardeados em todos os lugares com simbologia ocultista através dos média. Façam uma busca por "simbolismo ocultista" e vejam os resultados por vocês mesmos.

A cultura beta (pílula azul), que tipicamente romantiza o conceito do amor sentimentalizado e ideal, tem as suas raízes no ocultismo, tal como visto no aumento recente do consumo de filmes românticos nas sociedades modernas (especialmente nas gerações mais jovens). A maior parte das mulheres envolvidas no ocultismo - tanto do presente como do passado - têm (e tiveram) uma crença na superioridade psicológica das mulheres quando comparadas com os homens. Semelhantemente, mascarando-se de um movimento em torno dos direitos das mulheres, o feminismo- como ardil cruel - diz às mulheres que os seus intintos naturais e biológicos foram "socialmente construídos" para as oprimir.

A engenharia social do feminismo, feita com o propósito de destruir a identidade sexual, invertendo os papéis sexuais, é na verdade um movimento feito para que as mulheres secretamente promovam ódio aos homens, bem como sirvam indirectamente de força motora para o ocultismo (ou pelos para os seus conceitos) visto que ambos partilham uma ideologia comum.

A missão do feminismo de dar às mulheres, por mais inútil e indigna que ela seja, o poder de liderar o homem como um cavalo ou um boi amordaçado, para onde quer que ela queira, quando ela quiser, e da forma que ela assim quiser, é semelhante à bruxa que supostamente "controla" o homem de modo a que ele faça o que ela quer, através da manipulação "mágica".

Será coincidência que a revogação do "Witchcraft Act" no ano de 1951, no Reino Unido, associado ao renascimento do ocultismo/bruxaria, coincidiu com a ascensão do feminismo? Para ilustrar ainda mais este ponto, eis aqui um excerto dum artigo que foi publicado há alguns anos atrás (o artigo completo pode ser lido aqui):
Porque é que a feitiçaria se apoderou de tal forma da nossa sociedade baseada no Cristianismo? Certamente, que há vários factores. Muitas bruxas são feministas fervorosas. Este é provavelmente o factor que mais contribuiu para o rápido crescimento do movimento. Seguido de modo fiel os antigos rituais, a religião Wiccana é dominada por mulheres - a sacerdotisa lidera as cerimónias ritualistas. A deusa da fertilidade recebe sempre a adoração inicial. A religião Wicca está feita à medida para as mulheres que queiram exercer poder e autoridade sobre os homens. O Cristianismo genuíno é solidamente patriarcal e este facto afasta a filosofia feminista. As feministas que não foram bem sucedidas em alterar os ensinamentos Cristãos de modo a que estes estejam ao seu gosto, abraçaram a religião Wicca.
Outro artigo publicado no ano passado mostra como a bruxaria e o ocultismo estão, na verdade, a crescer mais rapidamente que qualquer outra religião na Anglosfera. Levando em conta estas tendências (do renascimento da bruxaria no Ocidente) a Anglosfera parece que estará mais ou menos paganizada de um modo significativo mais para o final do século, especialmente se levarmos em conta que as mulheres criadas pelo feminismo estão cada vez mais a escolher o caminho "espiritual".

A bruxaria pelo mundo

Em 2011, e depois de legalmente "registar" a sua primeira bruxa, a Roménia - terra de Drácula - tornou-se no primeiro país a legalizar (e taxar) a bruxaria como uma profissão; levando em conta as tendências, mais cedo ou mais tarde o mesmo irá acontecer no Ocidente.

Na Rússia e em outras partes da Europa Eslava (com uma longa e embutida história de bruxaria), as crenças ocultistas ainda estão bem prevalecentes. Muitas mulheres modernas e com formação académica ainda practicam secretamente a feitiçaria (normalmente "magia do amor") - se não practicam, pelo menos acreditam nela.

Num artigo publicado pela WHO ficou-se a saber que há mais bruxas e feiticeiros na Rússia do que médicos; podem ler mais sobre a viagem dum visitante ao coração do ocultismo na Rússia moderna; eis aqui outro artigo centrado no renascimento ocultismo na Rússia moderna; e eis aqui outro artigo interessante sobre as raízes ocultistas da Revolução Russa. No entanto, a Rússia parece estar actualmente a tomar medidas proactivas para acabar com a feitiçaria, ao mesmo tempo que promove um regresso ao Cristianismo Ortodoxo e aos valores patriarcais.

Outras partes da Europa foram alvo dum aumento recente das prácticas ocultistas, possivelmente consequência da glorificação ocultista que é feita nos média, e essas tendências também são observadas na Ásia e no Médio Oriente. Nas sociedade matriarcais Africanas, a feitiçaria vem sendo practicada desde tempos antigos. A África enfrenta o mesmo problema que a Rússia visto que tem mais curandeiros do que médicos de verdade. Muitas mulheres ainda usam "feitiços de amor" e "poções" para "amarrar" e controlar os seus homens, e muitas mais dependem de curandeiros para se curarem fisicamente.

O que é que o futuro nos reserva?

A clara ligação é aquela que existe entre o feminismo e o ocultismo em sítios onde ambos estão em crescimento. É dito com frequência que a ignorância é uma bênção, mas o conhecimento é poder. É o poder deste conhecimento e a realização da ligação entre o feminismo e o mundo do ocultismo que deve armar os homens de modo a que eles fiquem longe de mulheres que simpatizam com crenças ocultistas. Tal como descobriu o meu amigo, os riscos não compensam.




quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Sina da Rússia: Máfia Banqueira Busca Vingança Contra Putin

Por Natalia Vitrenko

O Ocidente desencadeou uma guerra contra [o Presidente Russo Vladimir] Putin dentro da Rússia. Por enquanto, é uma guerra de informação, mas os insultos podem escalar até às ameaças. Totalmente de acordo com as técnicas das revoluções coloridas, o palco agora a ser preparado pode muito bem ser chamado de "o magma em aquecimento" da população, onde os descontentes são treinados para irem para as estradas e ouvir as ordens do "chefes".

Não há qualquer dúvida que a percentagem de agentes do Ocidente influentes, pessoas que vivem dos subsídios de Americanos, e aqueles que odeiam a Rússia como estado, era insignificante entre aqueles que se reuniram na Bolotnaya Square em Moscovo, no dia 4 de Fevereiro. Mas essas pessoas são levedura para o fermento. As pessoas são treinadas a ouvi-las, e centenas de milhares de pessoas crédulas e enganadas estão prontas a segui-las.

Eu sou uma economista, bem como mulher da política. Para além da minha predisposição genética em favor da unidade entre nós Ucranianos e os povos da Rússia e da Bielorrússia, bem como a minha experiência própria em lutar contra a psicose "alaranjada", sou também uma cientista que entende certos padrões fundamentais do desenvolvimento. Isto permite-me antecipar e prever resultados, e pelo menos avisar as pessoas de certos perigos. E isso é o que eu honestamente quero fazer aos cidadãos Russos que se encontram angustiados com o desafio de fazer a escolha certa, para além de estarem em busca de respostas para questões difíceis.

É impossível disponibilizar um quadro adequado para a totalidade de questões num só artigo. Irei-me focar num só tópico que revela um só aspecto - e talvez o mais importante - do ódio feroz que a máfia banqueira mundial tem por Vladimir Putin. O tópico do qual se vai falar não é levantado nos comícios de rua, e é algo que os recém-aparecidos treinadores de "democracia" não falam.

O que é um Banco "Independente"?

A economia é base da sociedade. O dinheiro é o "sangue" da economia. Um dos muitos atributos principais duma nação-estado independente é o monopólio da emissão de dinheiro (a impressão de dinheiro), que determina a quantidade de dinheiro em circulação. A emissão de dinheiro por parte do governo é um mecanismo básico para o avanço do crescimento económico. E se o dinheiro é emitido segundo as necessidades da economia, para o desenvolvimento da produção, então isso não é uma fonte de inflação.  Regular tal emissão de dinheiro pode até contribuir para a diminuição dos preços.

Na União Soviética, o dinheiro era emitido para financiar o crescimento da riqueza nacional. O estado lidava com os seus problemas financeiros, imprimindo ele mesmo o dinheiro. Nos pagamentos entre os países membros do "Council for Mutual Economic Assistance" (CMEA) era usado um rublo de "transferência" sem dinheiro, ao mesmo tempo que no mercado mundial a União Soviética usava o dólar bem como outras moedas estrangeiras. Os bancos estatais financiavam e providenciavam empréstimos para toda a economia nacional. Os bancos não especulavam mas serviam o sistema circular da economia, apoiando a troca de mercadoria, o empréstimo, e as poupanças.

A globalização da economia mundial, isto é, a mudança das económicas mundiais para o controlo de um núcleo único de capital [monetário], nas mãos do governo mundial, começou a ser implantada depois da Segunda Guerra Mundial, inicialmente via métodos económicos através da rede do FMI [Fundo Monetário Internacional] e od Banco Mundial. Eles operaram junto das elites políticas dos países, uma de cada vez, usando o suborno, a chantagem e a lavagem cerebral. Todo o tipo de "instituições da sociedade civil" foram criadas para este propósito.

Um papel importante foi atribuído às organizações não-governamentais (ONGs) financiadas por subsídios estrangeiros. Então, os políticos que foram seduzidos desta forma usaram a Constituição nacional para forçar a independência do sistema bancário do governo dum país, e fizeram com que o seu país ficasse agarrado aos empréstimos do FMI. Estamos cientes da forma como isto foi feito à Rússia de Boris Yeltsin e à Ucrânia de Leonid Kravchuk, entre outro exemplos [ed: Em Portugal isso aconteceu em 1977].

Os empréstimos do FMI eram sempre dados sob condições duras. Na tríade de reformas prescritas pelo FMI (desregulamentação, privatização e estabilização macroeconômica), o lugar mais importante era alocado para o sistema bancário. Era obrigatório que esse sistema bancário ficasse independente do Estado (!), para além  do facto de bancos comerciais (privados) terem que ser estabelecidos junto aos bancos que já existiam.

Pensem nisso! Era obrigatório que os bancos centrais ficassem independentes dos governos dos seus países!  Depois disto, como os únicos bancos emissores de dinheiro, eles começaram a emprestar dinheiro ao governo. Com juros. Estes juros bancários passaram a ser, ao mesmo tempo, uma fonte de enriquecimento para o sistema bancário, e uma fonte de inflação (aumento dos preços dos bens e dos serviços) para o resto do país.

Os interesses corporativistas dos donos dos bancos integraram-se na máfia bancária global. Este agrupamento promove bolhas financeiras especulativas (derivados), ao mesmo tempo que destrói a verdadeira economia (produção de bens). O resultado é desemprego em massa, empobrecimento, e aumento das taxas de morte entre a população. Ao mesmo tempo, o processo de enriquecimento da oligarquia global acelera, e o hiato entre os ricos e os pobres aumenta em todos os países.

O governo mundial olha para a independência dos bancos apenas em termos da sua independência dos governos nacionais. Mas todo o sistema bancário mundial depende (se depende!) dum único centro emissor da maior moeda do mundo: o dólar Americano. O dólar é emitido pelo "Federal Reserve System" (Fed), que é privado.

Há cem anos atrás o Fed foi criado por 12 bancos comerciais Americanos dos mais variados estados. Várias dezenas de banqueiros apoderaram-se, antes de tudo, do governo Americano. Então, e através de bancos centrais "independentes" de vários países vítimas, eles apoderaram-se da emissão de dinheiro desses países, o que significa, para todos os efeitos, que eles apoderaram-se da gestão económica desses países.

É o Fed que satura o mundo com toneladas de papel sem valor - o dólar, que não tem qualquer tipo de suporte genuíno, nem ouro nem bens. O Fed arrastou os Estados Unidos para um gigantesco endividamento nacional. No dia 1 de Janeiro de 2012, a dívida dos EUA já era de $16.39 triliões. Quase todos os países do mundo estão afectados por uma enorme escravidão resultante da dívida: o total da sua dívida externa já é de $54 triliões, incluindo um endividamento externo total na ordem dos $33.5 triliões.

Isto é o resultado natural das operações da máfia banqueira internacional. Defendendo os interesses do governo mundial, o FMI coloca os bancos centrais dos países vítimas sob condições impostas por um "conselho monetário". Dentro deste modelo, a emissão da moeda nacional é permitida apenas em quantidade igual ao aumento das reservas monetárias no banco central do país.

Não é o volume do mercado doméstico, mas apenas o volume das exportações do país (isto é, venda de bens e serviços no mercado mundial e, em regra geral, em troca por dólares) que permite o crescimento do ouro e das reservas monetárias e, em conformidade, permissão para emitir uma quantidade equivalente da moeda. Isto leva à  dolarização da economia duma nação supostamente soberana.

Poucas pessoas do mundo entendem este problema, e certamente que os participantes das revoluções coloridas não pensam nisto visto que são enganados por slogans sobre a liberdade, democracia e a luta contra a corrupção. As pessoas presentes nas manifestações de protesto falam da corrupção dos oficiais, mas nada dizem das fraudes bancárias e de outras actividades bancárias destrutivas, que têm atingido, duma forma muito mais dura, o país e todas as pessoas que lá vivem.

A Vingança da Máfia Banqueira

Todos os países do mundo sofrem com um sistema bancário que destrói a verdadeira economia, protegendo os interesses do capital financeiro especulativo. Os EUA não são excepção; o governo depende duma organização privada, o Fed, e dos interesses e apetites de duas dúzias de chefões banqueiros. Há quase meio século atrás, o Presidente John F. Kennedy entrou em rota de colisão com a política monetária da Reserva Federal e batalhou contra os donos das maiores empresas de aço de Wall Street. O seu assassinato seguiu-se a estes confrontos. Mais alguns exemplos:

* Depois da sua re-eleição em 1965, o Presidente Francês Charles De Gaulle pediu aos Estados Unidos para trocar 1,5 biliões por ouro, propondo a que se revertesse ao ouro físico nos acordos internacionais. Sendo firmemente oposto aos ditames dos EUA, ele retirou a França da NATO em 1966. Para evitar um escândalo internacional, os EUA tiveram que trocar o preferido dólar-lixo por ouro, tal como De Gaulle havia pedido. Passados que estavam dois anos, demonstrações e greves aconteceram por acaso, resultando na demissão forçada de Charles De Gaulle em 1969. No ano seguinte ele morreu subitamente.

* Eu mesma experimentei a vingança da máfia banqueira internacional. Durante a campanha Presidencial para a Ucrânia, em 1999, a minha popularidade estava mais elevada que a popularidade de qualquer outro candidato (32%) e eu tinha fortes possibilidades de derrotar Leonid Kuchma na segunda volta. Eu fiz a minha campanha de acordo com um programa onde apelava para que a Ucrânia saísse do FMI, colocasse o sistema bancário sob o controle estatal, des-dolarizasse economia, e fizesse uma maior integração com a Rússia. Nenhum dos outros candidatos tinha planos iguais a estes.

Uma gigantesca campanha de difamação foi lançada contra mim, seguido duma ataque terrorista. No dia 2 de Outubro de 1999 em Krivoi Rog, duas granadas RGD foram atiradas a mim durante um encontro com votantes. Fiquei ferida, e no total, 44 pessoas ficaram feridas com mazelas do mais variados graus de gravidade. Nenhum dos governos pró-Ocidente da Ucrânia (nem Kuchma, ou Yushchenko, ou Yanukovych) descobriram que ordenou tal crime, e as investigações foram abandonadas.

* Ou tomemos ainda outro exemplo: os eventos no Iraque. O Presidente Iraquiano Saddam Hussein deixou de aceitar dólares em troca de petróleo e mudou para o Euro. Sob o fabricado pretexto do Iraque ter armas de destruição em massa, em 2003 os EUA bombardearam e mutilaram este estado soberano, e depois disso, os carniceiros Americanos executaram o Presidente do Iraque, eleito de forma legitima.

* E temos também o exemplo da Líbia. O que foi que o líder Líbio Muammar Qaddafi fez que enfureceu os imperialistas Americanos e Europeus? Ele alcançou a prosperidade e a harmonia na Líbia multi-tribal, com base numa economia forte. Esta economia tornou-se forte através da nacionalização da produção de petróleo, regulamentação governamental do sistema bancário, e a proibição do empréstimo com juros. Mais ainda, Qaddafi começou a agir de modo activo em favor duma integração dos países do Norte de África.

Qaddafi planeou apresentar uma moeda comum - o dinar-ouro. Isto era uma coisa que o governo mundial não poderia perdoar! Foi por isso que eles fortaleceram bandidos locais, deram armas, e levaram-nos a atacar a autoridade legítima da Líbia. Os EUA e a União Europeia são responsáveis pela derrota da soberana nação da Líbia, e pela morte de Qaddadi, que foi despedaçado por uma turba.

* Vejam a forma como eles trataram a Hungria, onde o governo decidiu tomar conta do banco central. A UE, o FMI e, claro, os EUA, desencadearam uma tempestade de ultraje contra a liderança Húngara. Em Dezembro de 2011, Hillary Clinton chegou até a ter tempo para mandar uma carta pessoal furiosa ao Primeiro Ministro Húngaro Viktor Orban. O motivo para isto não foi a alegada violação de certos direitos e liberdades democráticos por parte das leis Húngaras recentemente adoptadas, nem a sua nova Constituição, que entrou em efeito no dia 1 de Janeiro de 2012.

Não, o exemplo da Ucrânia mostra que os "democratas" ocidentais preferem não ver coisas tais como essas. Na Ucrânia, o Presidente, o Parlamento e o Governo, sob o olhar do mundo inteiro, privam o nosso povo dos nossos direitos constitucionais, o neo-fascismo está a mostrar a sua cara feia, a Constituição da Ucrânia está a ser reconstruída e claramente ajustada para o próximo líder do país. O mundo olha para outro lado porque o governo Ucraniano não ameaça mudar as coisas que o Ocidente considera sagradas, tais como a "independência" do banco central.

A razão principal por trás das ameaças de expulsar a Hungria da União Europeia, cortar o seu acesso aos empréstimos do FMI, e levar o país à bancarrota, prende-se com a nova lei em torno do Banco Nacional (o MNB), aprovada pelo Parlamento Húngaro bem no final do ano passado. Esta lei coloca o MNB totalmente sob o controle do governo. O presidente do MNB será nomeado pelo Primeiro Ministro e aprovado pelo Presidente do país. Os nove membros do Conselho Monetário serão escolhidos pelo Parlamento. Orbán introduziu também taxas adicionais sobre o sector bancário, e implantou regulações governamentais nos ordenados e nas pensões dentro do sector bancário. Para além disso, a Constituição inclui medidas de protecção para o forint como a moeda nacional. Estas medidas foram uma verdadeira provocação ao governo mundial, bem como à máfia bancária. É por isso que a Hungria tem sido atingida.

A Perda de Direitos Soberanos

Os líderes de nações ostensivamente soberanas, que, em nome de empréstimos em dólares e apoio político dos EUA e da União Europeia, obedecem a todas as exigências do governo mundial. estão, na verdade, a privar os seus próprios países do direito de determinar e regular eles mesmos a sua política monetária nacional. O exemplo da Ucrânia é bastante ilustrativo. O líder do Banco Nacional da Ucrânia Victor Yushchenko (que disfrutou duma ascenção meteórica na sua carreira profissional, ele que era um contabilista) tornou-se num favorito dos EUA e do mundo bancário mundial devido aos serviços prestados. Realmente!

O sistema bancário Ucraniano foi organizado de tal forma que os homens de negócios Ucranianos sufocavam com a falta de acesso ao crédito; a produção industrial teve uma queda, milhões de pessoas passaram a viver nas estradas devido à falta dos meios de subsistência, e a população foi atingida com o aumento dos preços. Ao mesmo tempo que isto ocorria, a oligarquia enriqueceu, graças à especulação em torno do ouro nacional e às reservas monetárias, graças às remessas provenientes de pessoas a trabalhar no estrangeiro e graças também à reforma monetária de 1996.

O Ocidente organizou e financiou a Revolução Laranja - a demonstração em Maidan ("Independence Square") - e todo o processo do golpe de 2004 como forma de colocar Yushchenko como Presidente. Devido a isso, a reforma do sistema bancário, com a obrigatória independência do banco central em relação ao governo nacional, é um rigoroso requerimento por parte do governo mundial. De modo a que isto possa ser levado a cabo, as constituições nacionais são alteradas e são introduzidas leis especiais. Foi assim na Rússia, na Ucrânia e em todos os países-alvo. O Artigo 2º da Lei Federal do Banco Central da Federação Russa (Banco da Rússia) declara:

O Banco da Rússia irá exercer os seus poderes de possuir, usar e gerir as suas propriedades, incluindo as reservas de ouro e moeda do Banco da Rússia. . . . O estado não será responsável pelas obrigações do Banco da Rússia, e o Banco da Rússia não será responsável pelas obrigações do estado.

A Lei Ucraniana em torno do Banco Nacional da Ucrânia é quase idêntica. O Artigo 4º diz:

O Banco Nacional será uma instituição economicamente independente. . . . . O Banco Nacional não será responsável pelas responsabilidades das agências governamentais; as agências governamentais não serão responsáveis pelas obrigações do Banco Nacional.

Esse é o propósito. Eles querem que os bancos, que formam o sistema circulatório da economia, sejam independentes dos governos - isto é, independentes das suas próprias nações. Eles não se importam com os problemas da sociedade ou se os seus objectivos são atingidos em prol da população e do desenvolvimento da produção! Tal sistema bancário, liderado por um banco central, torna-se numa massa cancerosa, devorando e matando todo o organismo em vez de sustentar a nação. Sem uma mudança radical, sem mudanças no papel do banco central, qualquer desenvolvimento económico e modernização da produção, qualquer transição para um modelo inovador, está fora de questão.

A Atitude de Putin em Relação a Sistema Bancário Russo

Putin visita um hospital
Putin sabe de todas estas coisas. Na verdade, ele apercebeu-se disto há já algum tempo, por altura em que ele se tornou presidente. Ele assumiu a posição em Maio, e alguns meses depois apresentou as suas reformas à lei ao DUMA, essencialmente nacionalizando o banco central. Claro que Putin contava com o apoio dos partidos do DUMA, que defendiam verbalmente o apoio a medidas que fomentassem a prosperidade nacional. Mas o que aconteceu foi que . . . . nenhum partido apoio a proposta de lei - nem mesmo o Partido Comunista.

Isto foi um banho de água fria para Putin, e isto gerou uma pergunta fundamental em relação aos partidos políticos do DUMA: a quem é que eles servem? Quais são os interesses que eles representam? Nesta situação, Putin fez o único gesto correcto possível. Deu ao "Foreign Economic Bank" (Vneshekonombank, ou VEB) funções semelhantes às funções do banco central.

Começando em 2001, este banco, que depois da destruição da União Soviética havia-se limitado a re-estruturar a dívida externa da antiga União Soviética, começou a executar instruções governamentais relativas ao financiamento de projectos sociais. Em 2003 este banco tornou-se na empresa governamental gestora dos investimentos dos fundos de pensões. Em 2007 o banco foi reorganizado como o "Development and Foreign Economic Bank" (VEB).

Já em 2008, o VEB financiou mais de 70% dos projectos de investimento, no valor de 750 biliões de Rublos (cerca de 25 biliões de dólares). Em 2009 o banco providenciou o crédito para a construção das instalações para os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi. Este mesmo banco emite empréstimos a longo prazo com a duração de 5-10 anos. Isto é o que o Banco Central da Rússia não não poderia fazer. Ou melhor ainda, o que a máfia bancária não deixaria que o Banco Central Russo fizesse.

A execução de tais funções por parte de bancos "clones" - criados para passar por cima das exigências do governo mundial - foi habilmente delineada por Nikolai Starikov no seu livro "Nationalization of the Ruble: Pathway to Freedom for Russia" (Moscovo: Piter, 2011). Ele identificou um segundo clone, um duplo do Sberbank (o "Savings Bank of Russia" do estado), que era subsidiário do Banco Central. Um  pacote controlador das suas acções, mais de 60%, pertence ao Banco Central.

O Sberbank é o banco com cotação mais elevada em termos de activos. De forma a promover o investimento na economia, o governo deu um prazo final ao Sberbank em 2002, criando o VTB, um grupo bancário controlado em cerca de 85% pelo estado e que está em segundo na Rússia em termos de activos. O VTB começou a investir em negócios e na economia genuína. Chegou até a emprestar 2 bilhões de dólares à Ucrânia (sem qualquer tipo de exigências, tais como as que o FMI impõe sempre que faz um empréstimo). Os bancos centrais "independentes" estão proibidos de levar a cabo tais funções.

A máfia bancária mundial, olhando apenas para os seus interesses, e preocupando-se só em aumentar o seu capital, ignora por completo as necessidades das economias nacionais. Eventos recentes demonstraram mais uma vez. Bem no meio da crise financeira global, que se tem feito sentir de forma bem forte na Europa (a dívida externa está a estrangular os países da zona Euro, a produção está em queda, e a recessão está a tornar-se numa estagnação), o Banco Central Europeu começou, de repente, a disponibilizar quantidades ilimitadas de empréstimos (a 3 anos) aos bancos comerciais.

Em Janeiro de 2012, €489 bilhões foram bombeados para dentro do sistema bancário a taxas de juro bem moderadas. Ao fazer isto, o Banco Central Europeu (BCE) estava a proteger os bancos (!) de qualquer perda, na eventualidade da dívida de países problemáticos vir a ser amortizada. Bancos da Itália, Espanha, Irlanda, França, Grécia e Alemanha haviam já recebido em dobro, por parte do Banco Central Europeu, quantidades de dinheiro mais do que suficientes para cobrir os seus riscos. Apesar disso, eles não estão a investir nos sectores genuínos da economia (pelo contrário, eles apertam os seus termos de empréstimo).

Eles têm estado a comprar os títulos Italianos, Espanhóis, e Irlandeses, esperando com isso aumentar o seu capital especulativo. E é disso que a máfia bancária está atrás! Putin atreveu-se a desafiar a máfia: ele fortaleceu o estado, usando o controle governamental sobre o capital bancário, colocando-o a trabalhar de forma a desenvolver a produção, e promover o crescimento económico e o bem estar da população Russa.

Putin, a propósito, foi capaz de pagar a dívida externa da Rússia, não através do ouro e das reservas monetárias do Banco Central, mas só através da criação dum Fundo Estabilização. Devido a isto, ao mesmo tempo que a dívida externa do Japão se encontra fixa em 220% do PIB, na Grécia a 142%, nos EUA a 91,6%, na França a 84,3% e na Alemanha a 80%, na Rússia este nível centra-se em apenas 9% do PIB.

Apercebendo-se que o Banco Central não iria usar o Fundo de Estabilização para suprir as necessidades da população, Putin dividiu-o em duas partes - o Fundo de Reserva (gerido pelo Banco Central) e o Fundo Nacional de Bem-Estar (controlado pelo governo). Isto tornou possível apoiar a produção nacional durante a crise global e fortalecer os programas sociais. Como resultado, enquanto que em 2011 o PIB nos EUA cresceu em 1,6%, e na zona Euro cresceu por 1,5%, na Rússia o PIB cresceu em 4,2%, bem acima da média mundial de 2,8%.

No meio da crise, os ordenados e as pensões na Rússia estavam em crescimento de forma bem notória, e o sistema de saúde, bem como a educação, estavam a receber um financiamento maior. O governo Russo não cedeu às exigências do FMI de elevar a idade de reforma (tal como foi feito na Ucrânia) e nem cedeu à pressão do FMI de aumentar a duração do dia de trabalho (que também se encontra em preparação na Ucrânia).

Se levarmos em conta que Putin tem militado de forma bem vincada por uma maior integração das antigas repúblicas Soviéticas (e não só numa União Aduaneira mas numa União Eurasiana!), e tem-se manifestado de forma bem frontal e inequívoca contra a NATO como a polícia do mundo, e contra a expansão do sistema de defesa anti-mísseis Americano, não se torna claro o porquê dos bandidos do governo mundial, os líderes do mafioso sistema bancário e a NATO se terem voltado contra Putin?

O Propósito do Ocidente é Destruir a Rússia

Não irei escrever sobre coisas que são amplamente conhecidas, tais como os repetidos planos do Ocidente de fragilizar e destruir a Russia. Para além de ter rodeado a Rússia com tropas da NATO e com sistemas de defesas anti-mísseis, o modelo económico e o sistema bancário representam uma ameaça interna à Rússia. Os magnatas bancários estão dispostos não apenas a gastar milhões mas biliões de dólares em subornos, chantagens, intimidação, e decepção, voltada a cidadãos Russos ingénuos e crédulos, bem como a organizar informação e guerra psicológica contra aqueles que não se ajustam ao que eles querem.


A ordem, a prosperidade e a protecção da soberania nacional da Rússia, bem como a criação duma união poderosa entre eles, não tem qualquer utilidade para estes magnatas bancários. Não; o que eles querem é a liberalização, o que significa a remoção total do estado como agente regulador do processo económico. Mas tal desregulamentação seria um suicídio para a Rússia. As suas duras condições climáticas (sendo o país mais a norte do mundo), o seu vasto território, um acumulado de problemas económicos, ambientais, sociais, demográficos e políticos, requerem uma gestão calibrada do governo.

A ideologia liberal e as condicionalidades do FMI, bem como a Organização Mundial do Comércio (OMC), colocaram a Rússia em desvantagem logo à partida. Teria sido mais apropriado estabelecer inicialmente uma economia competitiva, e então depois, lidar com o ponto de se afiliar à Organização Mundial do Comércio, e não o contrário. Vejam o que aconteceu à Ucrânia em 2008; o Presidente Yushchenko, tendo o apoio dos partidos "laranja", e do Partido das Regiões, assegurou a decisão por parte do "Supreme Rada" (Parlamento) de se unir à Organização Mundial do Comércio.

Em Setembro de 2011, líderes de 50 associações industriais (do sector agrícola, da indústria alimentar, da indústria leve, da construção de máquinas, da construção de mobília e o de outras áreas) apelaram ao Primeiro-Ministro da Ucrânia algum tipo de protecção contra a Organização Mundial do Comércio. A Ucrânia perdeu milhares de milhões de dólares desde que abriu o seu mercado doméstico. Por volta de 2011, o deficit comercial encontrava-se na marca dos $12 biliões.

Devido a isto, o liberalismo de Dimitri Medvedev [Presidente Russo], expresso na sua remoção dos membros do governo da gerência das companhias, o seu arrastamento da Rússia para dentro da Organização Mundial do Comércio, bem como a sua promoção de privatizações em larga escala e outras coisas que ocorreram durante a sua Presidência, travaram de forma significativa o desenvolvimento da Rússia. Estes e outros erros têm que ser corrigidos. Um homem que represente os interesses do Estado tem que substituir este liberal.

Claramente, não é isto que o governo mundial, a rede bancária internacional, quer. Eles precisam dum Presidente Russo que dê aos bancos acesso livre, garantindo uma contínua fuga de capitais, inflação, inacessibilidade ao crédito para desenvolvimento, servidão através da dívida, apropriação e exploração dos mais ricos recursos da Rússia, e o total empobrecimento de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que alguns indivíduos se tornam bilionários.

Eles estão interessados em ver o crescimento do desemprego, o aumento do alcoolismo, a debilitação mental, e o aumento das taxas de morte entre a população Russa. Eles precisam desesperadamente que a Rússia fique fraca e em desintegração. Então, ajoelhando-se perante o Ocidente, cada entidade individual - Bashkortostão, Moscóvia, Tartaristão, Chechênia, Udmurtiya, e as outras, irão implorar por empréstimos, sacrificando a sua inteligência e a sua força de trabalho, os seus recursos naturais, a sua terra natal, e a sua dignidade humana em prol duns vazios dólares em papel. Este cenário seria letal para a Rússia e é absolutamente inaceitável para os seus cidadãos.

Os Objectivos da Rússia Deveriam Inspirar e Unir os Povos

Tendo o desejo de ver o renascimento duma Rússia forte e a sua transformação num altamente estável centro civilizador, acredito que o Presidente da Rússia está na obrigação de disponibilizar um programa de reformas que inspirem e unam as pessoas. Cada cidadão Russo quer viver num país que batalha para produzir as melhores aeronaves e as melhores máquinas de café, os melhores submarinos e as melhores televisões, os melhores carros e os melhores aviões. Ele quer que o seu país tenha o exército mais poderoso, um padrão de vida elevado para todas as pessoas, bem como a melhor ciência e a melhor medicina do mundo. As tradições e a cultura do país devem ser cuidadosamente preservadas e desenvolvidas. A paz e harmonia inter-étnica e inter-religiosa deve ser mantida, Para atingir estes objectivos, o Presidente tem que estabelecer uma equipa de pessoas com pensamento semelhante.

As revoluções coloridas têm propósitos bastante diferentes. Elas buscam dividir a sociedade; inflamar o conflito através de slogans em torno da democracia e liberdade; voltar as pessoas contra o governo; e como tal, afastar o governo do propósito de lidar com os objectivos com os quais se havia comprometido. Este é o que a implementação dos planos dos chefes bancários mundiais significa.

Isto é o que está em jogo nas eleições Presidenciais Russas do dia 4 de Março de 2012.


Fonte: "Russia’s Destiny: Banking Mafia Seeks Revenge against Putin"http://bit.ly/1ojnZGR (PDF).



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vladimir Putin desafia a elite banqueira


Os banqueiros internacionais querem a cabeça de Putin, e eles têm $20,000,000,000 motivos dolorosos para tal. Uma recente revelação por parte duma fonte Francesa detalha o incrível golpe duplo que fez com que Rússia ganhasse $20 bililões no espaço de alguns dias, e recuperasse a maioria das acções nas maiores companhias de energia Russas que eram propriedade de investidores Americanos e Europeus ocidentais.

O facto dos donos da maior parte das acções da indústria energética Russa serem Europeus e Americanos significava que quase metade de todas as receitas da indústria do gás e do petróleo iam para os bolsos dos "tubarões" financeiros Ocidentais, e não para os cofres da Federação Russa, afirmou o comentador Francês.

No princípio da crise na Crimeia, o rublo começou a cair mas o Banco Central da Rússia nada fez para conter essa queda. Começaram a surgir rumores de que a Rússia simplesmente não tinha as reservas necessárias para suster o rublo.

Estes rumores e as declarações de Putin feitas com o propósito de apoiar a população Russa da Ucrânia levaram a uma queda nos preços das acções das companhias energéticas Russas; isto fez com que os "tubarões" se apressassem a vender as suas acções antes que elas perdessem todo o seu valor.

Putin esperou uma semana inteira, aparentemente não fazendo outra coisa senão sorrir durante as conferências de imprensa, (o que foi interpretado como alguém a tentar manter uma postura valente), mas quando as acções atingiram o ponto mais baixo, Putin deu instruções para que elas fossem rapidamente compradas dos donos Europeus e Americanos.

Quando os "tubarões" se aperceberam que eles haviam sido enganados, era tarde demais: todas as acções já se encontravam em mãos Russas.

Não só Rússia ganhou $20 biliões em alguns poucos dias, como trouxe também para casa as quotas de mercado das suas indústrias. Agora, as receitas do petróleo e do gás ficarão na Rússia e não no estrangeiro, e o rublo foi restaurado sem que fosse necessário tocar nas reservas de ouro (para além do facto dos planos dos "tubarões" terem sido frustrados).


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Putin está muito longe de ser um democrata, mais longe ainda de ser um Cristão, para não falar no seu neo-conservadorismo altamente suspeito. Mas no entanto, uma coisa ele parece ter que o distingue da maioria dos líderes Europeus: ele quer o bem para a sua nação, e não quer que a Rússia seja mais uma vítima do império Rothschild (FMI, etc), tal como aconteceu com a Rússia durante a presidência de Ieltsin.

É precisamente por isso - ou também por isso - que a Rússia tem recebido um ódio especial por parte dos média Ocidentais (controlados pelas mesmas pessoas cujas acções foram compradas pelos Russos), que tentam com todas as suas forças usar a cultura (P---y Riot, activismo homoerótico, etc) para fazer na Rússia o que já foi feito na maior parte dos países da Europa Ocidental - isto é, destruir a sua espinha dorsal conservadora.

Resistir aos banqueiros internacionais é uma declaração de guerra (algo já demonstrado pela História) mas resta saber se o exército armado dos banqueiros internacionais (o exército americano) estará disposto a dar inicio a uma confronto bélico com a Rússia como forma de esmagar a petulância do seu líder de não deixar que financiadores estrangeiros lucrem com o sangue e suor dos Russos.



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