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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Confissões de um ex-jornalista

Por Kiron Solari

Duvido muito que alguém tenha que ser lembrado que os média estão podres até ao tutâno; até as pessoas mais relutantes e de mente mais fechada estão a começar a aceitar isto como um facto. Mas apesar dos média serem amplamente condenados nos dias de hoje (agradecimento especial aos Alemães por trazerem de volta o termo “Lügenpresse”), poucas pessoas sabem ou entendem o que realmente acontece nas cozinhas jornalísticas, onde a vasta gama de mentiras diariamente disponibilizadas ao público são cozinhadas. No entanto, há formas de entrar lá - através de infiltração intencional ou, como no meu caso, por acidente.

Tenho um amigo de longa data - vamos-lhe chamar de Sven - que sempre conheci como um homem de bom coração e sincero. No entanto, esses traços estão também associados a assumir sempre o melhor das pessoas, e a ser um tanto ou quanto ingénuo. Devido a isto, ele acaba sempre por acabar em situações complicadas e por vezes perigosas.

Uma dessas situações foi quando, durante um breve período, ele passou por uma experiência como jornalista num popular jornal online. Durante esse período, ele mal manteve contacto, e eventualmente saiu da rede. Depois de ter passado um mês, ele voltou um homem diferente, e não para melhor. Tal como já expliquei, ele deixou o seu emprego, e fechou-se por completo (armado com nada mais que álcool) para lidar com a depressão resultante da profissão de jornalista.

Eu sei que isto soa muito "frágil" para muitos de vocês, e para mim também; os homens normalmente não mergulham em depressão e não bebem pra fugir dos problemas. Ao mesmo tempo que conferi ao meu amigo a clemência de ouvir os seus problemas, também reconheci a utilidade da sua experiência, e comecei a colocar-lhe questões em relação ao que ele viu durante o período em que ele esteve no tal emprego.

Vou, seguidamente, reportar-vos o que ele descobriu, mas não irei no entanto revelar o seu nome e nem o nome do seu antigo patrão; dado o país "livre" em que vivemos, isso pode-lhe causar problemas no futuro.

Quem te paga, é teu dono.

Sven juntou-se ao ramo do jornalismo para dizer a verdade às pessoas. Para crédito seu, ele realmente acreditava que estava a fazer exactamente isso. A sua primeira missão soava tão simples: falar com a pessoa, gravar a conversa, escrever o artigo, e publicá-lo. A realidade, no entanto, veio a ser diametricamente diferente: depois do recém-cozinhado jornalista voltou da sua primeira entrevista, foi imediatamente ordenado a que transcrevesse a gravação e enviasse a transcrição por email a gestor de conteúdo.

Passada que estava meia hora, Sven recebeu uma versão fortemente editada da transcrição, com partes que ele considerava cruciais a serem substituídas por chavões sem sentido ou removidas por completo. Quando ele se dirigiu ao gestor para vociferar a sua indignação, o gestor disse-lhe apenas que "Este homem não nos pagou para escrevermos um artigo que o atacava. Volta para a tua secretária!"

Este não foi o único caso, testemunhado por Sven, que revela o peso que o dinheiro tem dentro do jornalismo. Os seus numerosos colegas raramente escreviam conteúdo independente; eles estavam demasiado ocupados a publicar artigos pagos uns atrás de outros. Quando Sven perguntou se estes artigos deveriam ser marcados como "patrocinados", a única resposta que ele obteve foi um riso amargo.

Era muito frequente o gestor de conteúdo dirigir-se à sua mesa e dizer algo do tipo "Sabes que o homem sobre quem estás a escrever é um amigo íntimo do nosso patrão? Não estragues este artigo." Sven ficou também surpreso por ver tantas pessoas "entrevistadas" (normalmente, políticos) que nem se davam ao trabalho de falar com ele, referindo-o às suas secretárias ou aos seus assistentes. Uma destas pessoas chegou até a dar-lhe um discurso pré-escrito, e a dizer para ele "trabalhar" com ele, e avançar.

No entanto, Sven tem também um enorme sentido de justiça, e isto levou-lhe por várias vezes a 1) ignorar as "recomendações" que o gestor de conteúdo lhe dava, 2) desviar-se da historia oficial, e 3) permitir que pequenos vislumbres de verdade chegassem aos ouvidos do público. Por cada uma destas ocorrências, Sven foi chamado para o escritório do gestor de conteúdo, recebeu admoestações estritas, e viu o ordenado do mês a ser reduzido. E isto numa agência mediática que era suposta ser "neutra e objectiva"!

Padrões morais? Nunca ouvimos falar nisso.

Foi um choque enorme para Sven finalmente aperceber-se que os seus patrões eram seres sem consciência, que se prostituíam para quem pagasse mais. Foi um choque ainda maior descobrir a forma despreocupada com que os seus colegas tratavam as suas responsabilidades.

Jornalistas investigativos dependiam de informação que obtinham em  buscas no Google e nos posts do Twitter; editores e sub-editores usavam rumores e o diz-que-disse para escrever artigos mordazes; gestores de sites postavam qualquer tipo de conteúdo que capturava a sua atenção desde que fossem capazes de criar um título suficientemente chamativo para atrair pessoas. A verificação de factos practicamente não existia (a menos que alguém pagasse por isso).

Quando chegava a hora de escolher tópicos e de escrever artigos, a linha orientadora para todo o Establishment era simples: não causem a que as pessoas fiquem zangadas. E quando se diz "pessoas", não estamos a falar das pessoas comuns, que para o Establishment nem eram consideradas pessoas verdadeiras mas sim massa sem cara a quem se atiravam artigos e que, em troca, aumentavam as visualizações e o dinheiro que entrava.

Não, a identificação de "pessoas" estava reservada para as pessoas que realmente contavam. Isto incluía os representantes dos poderes estabelecidos, figuras públicas conhecidas, endinheirados com as mãos dentro do bolo político, e, claro, amigos pessoais o dono da companhia. Estas eram as pessoas protegidas, mimadas, e louvadas a qualquer custo; o resto das pessoas já não eram tratadas assim.

Escusado será dizer isto, mas dentro da companhia mediática, os políticos tinham tanto poder como os donos das bolsas; sempre que algo noticiável acontecia, os "protectores da verdade e da objectividade" começavam imediatamente a trabalhar de modo a distorcer os eventos duma forma desejável para aqueles que os tinham pela trela.

Eram publicados artigos de ataque contra opositores políticos e contra os indesejáveis; cortinas de fumaça eram erigida; factos eram omitidos, negados e mal-representados. Sven confessou-me mais tarde que o dia em que a sua companhia cobriu as eleições parlamentares foi o primeiro dia da sua vida em que ele passou a noite a beber. A ética jornalística, algo que os média adoram agitar aos quatro ventos, revelou-se como sendo uma farsa.

Na omelete mediática, tu és um ovo

O título diz tudo. Para as pessoas no topo das instituições mediáticas, o operário comum não é só um peão - ele é também um preservativo. Ao contrário do que as pessoas pensam, a vida normal do jornalista é relativamente patética: mal pago, subvalorizado, ingrato e constantemente alvo de ordens superiores. Mudanças no staff na "cozinha" são bastante elevadas, e isto não é porque as pessoas estão a ser promovidas. Nesta área profissional, o termo "empregado veterano" normalmente significa pobre coitado que não tem alternativas e não se pode despedir.

Segundo Sven, muitos dos seus colegas trabalhavam o suficiente apenas para receber o ordenado, o que explica a negligência. Faces acinzentadas, bocas tensas, olhos de quem trabalhou muitos turnos, e atitudes amargas - faz-se o que for necessário para superar o dia de trabalho. Para além disso, as pessoas que se encontravam no topo evitavam qualquer responsabilidade pelo material publicado. Sempre que um leitor enervado ligava para os escritórios, e se queixava de algum artigo, a pessoa que escreveu o dito artigo era responsabilizada imediatamente, mesmo que o seu trabalho tivesse sido revisto e aprovado pela gerência antes de ter sido publicado. Afinal de contas, o que é que custa encontrar outro drone de escritório com habilidades de escrita quase-decentes?

No entanto, Sven também descreveu aqueles colegas que gostavam do seu emprego. Eles chegavam ao escritório com a Primavera nos seus passos, um sorriso a cobrir as suas faces, e um brilho malicioso no seu olhar. Estes eram os "talentosos", favoritos do patrão da empresa - pessoas insensíveis e frias que poderiam vender a própria mãe por um saboroso pedaço de fofoca, que eles iriam, posteriormente, espalhar por toda a internet.

Sempre que estes tinham chance de escrever um artigo de ataque, espalhar um rumor, ou destruir a vida de alguém, quase que poderíamos ver o seu interior a brilhar. Lembram-se de todos aqueles artigos presunçosos, mais-santo-que-tu, pseudo-intelectuais avançados por trapos tais como Salon, Dagens Nyheter e Huffington Post? Podes ter a certeza que eles são escritos por este tipo de pessoas. O que nos leva para o tópico seguinte.

Não é permitido pensamento errado.

Tal como provavelmente já se aperceberam há muito tempo, o campo mediático é enorme e acomoda uma vasta variedade de Kulturbolschewismus. No caso do Sven, não era só o caso de existir uma política empresarial baseada no medo, de denuncia e auto-censura, mas sim um plano real em operação. Ele disse-me que havia um fluxograma pendurado na redacção que explicava o que fazer quando se reportavam crimes e incidentes. Era algo do tipo:

O criminoso era um nativo (branco)?
    S = Reportar detalhadamente, amplificar.
    N = Ignorar os detalhes, minimizar.

A dada altura, Sven escreveu um artigo em torno do feriado nacional, mas o seu gestor de conteúdo recusou-se a aprovar a sua publicação devido ao facto do mesmo ser "demasiado patriótico", aconselhando-o em vez disso a "escrever de forma mais inclusiva" sobre a "participação das minorias no festival".

Qualquer coisa que louvasse o país e os seus habitantes indígenas era, sempre que fosse possível, indesejável e omitido, enquanto que qualquer artigo que gerasse auto-ódio, louvasse os habitantes de outros países (leia-se: Africanos e Muçulmanos) ou atacasse os nativos e o seu estilo de vida, era um sucesso automático e era rapidamente aprovado pela gerência.

Escusado será dizer isto, mas a redacção estava cheia de mulheres, dos seus animais de estimação cucks, e, claro, de Judeus. As primeiras desfrutavam de poder absoluto independentemente da sua posição; bastava uma simples queixa ao departamento de Recursos Humanos para que alguém fosse despedido; evidências não eram necessárias.

Os cucks, representados pelas criaturas de braço fino, cheias de piercing, com barba rala, e t-shirts do Che Guevara, estavam bem contentes com a forma como as coisas estavam a avançar, bebendo lattes e denunciado todos aqueles que expressassem ideias incompatíveis com a narrativa.

Os Judeus estavam no seu ambiente natural dentro da redacção, executando o seu papel tradicional de "intelectual arrogante" e obtendo promoções do nada. Um estudo posterior do site do jornal revelou que a maior parte dos artigos que atacavam os nativos, a sua cultura, e os seus valores eram escritos pelos Judeus.

Contratam-se mentirosos.

Portanto, para resumir: os média não estão cheios de pessoas boas, mas enganadas como muitos pensam. Pelo contrário, o establisment mediático tem um propósito e está bem ciente disso, e ele posiciona-se algures entre um oportunista sem escrúpulos e um leal cão amestrado do Estado. Na melhor das hipóteses, é falsamente patriótica ("que pais maravilhoso que temos aqui; vamos convidar mais imigrantes"), mas na pior das hipóteses, é abertamente hostil em relação à população indígena do país onde ele existe.

Mais ainda, os média permitem a consolidação e a auto-afirmação das forças globalistas - os governos traidores, os Judeus internacionais, as multinacionais, a indústria do entretenimento e assim por adiante - contra a população nativa cada vez mais desprivilegiada e cada vez mais em declínio.

Por fim, mas não menos importante, devido à ofuscação intencional dos crimes cometidos contra o Ocidente por parte dos imigrantes não-Brancos, os média são cúmplices dos mesmos e, se isto falhar, geradores da agitação pública com o propósito de colocar pressão sobre os tribunais de modo a que os criminosos possam sair livres. Para mim, só este último motivo é suficiente para mandar todos os jornalistas e todos os seus donos para a forca.

O ponto a reter é que os média não são de maneira nenhuma teus amigos, mesmo que os seus operacionais da camada mais baixa se encaixem na descrição de vítimas indefesas e não inimigos destruidores e nações. Os média têm que ser resistidos, expostos, e boicotados sempre que possível - até que comecem a sagrar dinheiro e se engasguem no seu próprio veneno.



~ http://bit.ly/2eJ5gqO



domingo, 4 de janeiro de 2015

Confissões dum relutante guerreiro cultural

Por Robert Tracinski

Até bem pouco tempo atrás estive a trabalhar nas principais histórias de 2014, o que me deu a possibilidade de olhar para trás, para as coisas que escrevi, e ter uma noção do que foi realmente importante este ano, e também ver se fiz um bom trabalho de resposta a essas histórias importantes.

O que me surpreendeu imenso este ano [2013] foi ver o que tomou um dos lugares principais - lá, bem entre o nojento regresso de políticas raciais e a ascenção do Estado Islâmico (durante o colapso da política externa de Obama). Foram: as "guerras culturais"," as actuais batalhas em torno do aborto, liberdade religiosa, e feminismo radical.

Durante a maior parte da minha carreira como escritor, estive relutante em tomar parte nas "guerras culturais" principalmente porque não me identificava com nenhum dos campos em guerra. Como ateu, não anseio pelo regresso da tradicional moralidade religiosa, mas como um individualista, nunca dei o meu apoio às estranhas cruzadas dos grupos-vítima da Esquerda.

Durante a maior parte do meu tempo, dediquei-me a argumentar em favor dum governo menor, apontando para o fracasso do Estado-Providência, e impedindo que os ambientalistas colocassem um ponto final na civilização industrializada - coisas menores como essas. Ah, sim, e a guerra - não a "guerra cultural", mas a guerra guerra, aquela onde as pessoas de facto estão a tentar matar-te.

Portanto, durante a maior parte, a minha posição em relação ao casamento [sic] homossexual pode ser resumida com algo do tipo, "Será que já podemos discutir outra coisa?" Isto deve-se, parcialmente, à minha visão minimalista do governo, que defende que algumas coisas - na verdade, a maior parte das coisas, e virtualmente todas as coisas que são realmente importantes - devem ser mantidas fora do âmbito da política. Isto claramente inclui a vida sexual das outras pessoas, algo que eu gostaria de saber muito menos do que é normalmente aceite hoje em dia.

Mas durante este ano, descobri que embora eu não estivesse interessado na guerra cultural, a guerra cultural estava interessada em mim. E não só em mim, mas em todos nós. Este foi o ano em que fomos avisados que não teremos permissão para observar as coisas de fora, visto que não teremos permissão para pensar de maneira diferente da forma como pensa a Esquerda.

E como foi que descobri isto? Primeiro, eles vieram buscar os Cristãos, em casos legais que tinham como propósito forçar os crentes conservadores a disponibilizar contraceptivos abortivos e a participar em cerimónias de casamento [sic] homossexual. Eu disponibilizei o argumento do porquê um ateu ter que batalhar até à morte em favor da liberdade religiosa dos Cristãos
A História já mostrou que a única forma de batalhar em favor da liberdade de pensamento é defendê-la cedo, quando ela se encontra ameaçada na vida  dos outros - mesmo em favor de pessoas com quem se discorde, e mesmo em favor de pessoas por quem se nutra um desprezo profundo. Devido a isto, estou disposto a lutar em favor de pessoas que são muito piores, segundo os meus padrões, que o Cristão comum. 
É como o antigo poema do Pastor Niemöller, excepto que desta vez é: "Primeiro, eles vieram buscar os Cristãos." Não olho para a ameaça de coação como algo a ser feito aos retrógrados Cristãos longe de mim. Eu olho para isso como algo que pode igualmente, e facilmente, ser feito a mim. 
E será feito, se levarmos em conta os princípios que foram estabelecidos durante a campanha contra e lei da liberdade religiosa no Arizona, e nas audiências d Tribunal Supremo em torno do caso Hobby Lobby. 
No único comentário que eu fui forçado a fazer no passado, em relação ao casamento [sic] homossexual - há tanto tempo atrás que nem posso disponibilizar um link para o mesmo - expliquei a minha ambivalência citando as minhas preocupações com o facto da Esquerda estar a usar este assunto para assegurar para si o imprimatur do Estado para os relacionamentos homossexuais de forma a que a Esquerda pudesse usar as leis em torno da anti-discriminação como cacete com o qual atacar as fortalezas religiosas.

Foi exactamente isto que aconteceu este ano com o início da inquisição secular que chegou até a exigir que os clérigos Cristãos oficializem casamentos [sic] homossexuais.
Isto pode ser difícil de lembrar agora, mas há não muito tempo atrás, ocorreram propostas tendo em vista a um acordo em torno das "uniões civis" entre pessoas do mesmo sexo que, legalmente, eram equivalentes a um casamento mas sob outro nome. Os activistas homossexuais conscientemente rejeitaram estas uniões como forma de exigir de modo específico o uso do termo "casamento", insistindo que o Estado reconheça e legalmente faça cumprir a igualdade destes casamentos com os antiquados e fora-de-moda casamentos heterossexuais.. 
Basicamente, a teoria por trás casamento [sic] homossexual era a teoria de toda a Esquerda secular: a sociedade e o Estado são as todas-poderosas forças sobre as quais a vida do indivíduo reside, e a tarefa política mais importante - na verdade, a mais importante tarefa da vida - é colocar este poder irresistível do nosso lado. Mas tu obtenhas poder social e político, agarras-te a ele fazendo com que os teus pontos de vista favoritos se tornem obrigatórios, uma espécie de catecismo que todas as pessoas têm que afirmar, ao mesmo tempo que suprimes todos os pontos de vista heréticos. 
Neste caso, como forma de obter a aceitação social do homossexualismo, fazes com que a oficialização de casamentos [sic] homossexuais seja obrigatória ao mesmo tempo que suprimes oficialmente qualquer ponto de vista religioso dissidente.
O problema básico da concepção esquerdista da liberdade é que eles não têm uma concepção da liberdade.
O conceito operacional de liberdade da Esquerda é que tu tens permissão para fazer o dizer o que quiseres, desde que fiques dentro dum determinado intervalo de desvios socialmente aceites. 
O propósito da campanha em favor do casamento [sic] homossexual nada mais é o de alterar os parâmetros desse intervalo, estendendo-o de modo a incluir os homossexuais, os queers, os transgéneros -  e excluir qualquer pessoa que pense que o homossexualismo é pecado ou qualquer pessoa que queira preservar o conceito tradicional de casamento. Estas pessoas são declaradas como pessoas vazias de protecção legal, e, de facto, terão todo o peso da lei sobre si até que eles por fim coloquem de parte os seus pontos de vista socialmente inaceitáveis. 
O ponto aqui não é se existe acordo sobre quais os pontos de vistas que devem ou não ser socialmente aceites. O ponto aqui é que isto não é um conceito de liberdade, mas sim um regime de ideias controladas pelo Estado, amaciadas através duma zona amorfa de tolerância oficial.

É por este motivo que estou interessado na controvérsia. O meu ponto de vista em relação ao casamento [sic] homossexual pode ser resumido desta forma "não me interessa". Eu não sentiria qualquer necessidade de dizer algo em torno disso, não fosse a insistência dos defensores do casamento [sic]
homossexual a declarar que todas as vozes contrárias devem forçadas a se submeter. 
Parece que tínhamos razão em ficarmos preocupados. O ano que passou testemunhou o início duma nova onda de "politicamente correcto", proclamada através dum incidente bizarro que ficou conhecido como “ShirtStorm.” Esta foi a breve controvérsia em torno dum cientista Britânico que foi atacado pela sua "misoginia" devido ao facto de ter supervisionado o pouso duma sonda espacial num cometa - um gigantesco sucesso científico - enquanto usava uma camisa que era ofensiva para as feministas.

Eu extraí algumas importantes lições em torno de caso, incluindo o facto d' "Elas não estarem a perseguir só os rapazes das fraternidades [universitárias]."
Para se ser acusado de misoginia, não é preciso ser um "irmão" bebedor de cerveja, que ocupa as férias de Primavera sendo juiz de concursos de t-shirt molhada. Agora, elas [as feministas] estão a perseguir os geeks, e até os hipsters.
Portanto, primeiro eles vieram atrás dos Cristãos, depois dos geeks, e depois os hipsters . Para além disso, "A nova ortodoxia é total."
Isto é o "politicamente correcto" na sua forma mais pura: "o pessoal é o político". Não existe área alguma da vida onde o comportamento próprio, e até o gosto estético, não pode ser ditado segundo preocupações políticas. É preciso que alguém te diga o que vestir, que músicas escutar, que jogos de vídeo podes jogar (que, segundo sei, é um dos assuntos em torno do GamerGate), o que tens permissão para dizer a uma mulher enquanto ela caminha pelas rus (se é que tens permissão para dizer alguma coisa), e assim por diante.
Incidentalmente, o GamerGate é uma historia que não comentei este ano visto que não sou um "gamer", e já não sou um desde os dias em que fiz download do jogo "Doom" a partir duma disquete de 3 polegadas e meia. Devido a isso, tenho olhado para o assunto como um estranho, tentando entender o que está a acontecer dentro da subcultura dos jogos de vídeo. Segundo aquilo que já consegui recolher, o GamerGate é uma revolta dos consumidores contra jornalistas e revisores de jogos de vídeo que tentam forçar nos leitores a agenda dos "guerreiros da justiça social".

Acho que é melhor eu inteirar-me mais com os pequenos detalhes porque o que se segue é o “MetalGate“ - um tentativa de domesticar a música Heavy Metal sob o jugo politicamente correcto.
E eles estão também a perseguir os nossos filhos, queixando-se dos “brinquedos de género”, o que nos leva até às insanas novas fronteiras do feminismo moderno, incluindo um novo, e puritano, código de conduta sexual imposto na Universidade da Califórnia, que "parece ter sido escrito por monges celibatários", tal como escrevi.
Tudo isto tem a aparência de puritanismo neo-Victoriano, onde o desejo sexual é olhado como algo suspeito e perigoso, mas com um toque feminista moderno: o desejo masculino é suspeito e perigoso.

A Revolução Sexual transformou-se numa estranha imagem reversa do Puritanismo. A contra-cultura reteve todas as premissas básicas - que o sexo é algo sujo, nojento, um acto puramente materialista sem qualquer significado psicológico ou espiritual - excepto que eles eram a favor disso. Devido a isto, eles acabaram com os antigos códigos de cavalheirismo, eliminaram o papel da universidade como um acompanhante in loco parentis, e criaram uma cultura universitária de encontros românticos embriagados com a duração duma noite.
 
Só que eles descobriram agora que esta cultura tem um lado sombrio, especialmente para as mulheres jovens, e consequentemente estão a criar um novo e modernizado sistema de puritanismo.
Durante este ano, não fui só eu que reparei nesta nova tendência. As feministas estão a saudar isto como "o ano em que as mulheres se vingaram", o que nos dá uma ideia do jogo de poder que está a ocorrer aqui.  Se este foi também o ano em que o jornalismo foi totalmente tomado de assalto pela mania de preservar a "narrativa" à custa dos factos - especialmente no amplamente publicitado caso da falsa alegação de violação da Universidade de Virginia - o feminismo frequentemente disponibilizou a narrativa que eles estavam a tentar preservar.

Portanto, este foi o ano em que aprendemos que não podemos evitar a "guerra cultural" porque eles [os Esquerdistas] estão a trazer essa guerra até nós, e que todos os aspectos da nossa vida serão reformulados de modo a que sejamos mais tracejáveis.

Mas este foi também o ano em que me apercebi que existem bons motivos para mergulhar de cabeça na guerra cultural. O próprio motivo que faz com que muitos de nós estejamos relutantes em entrar na batalha - o facto de não nos ajustarmos de forma perfeita em nenhum dos lados - é precisamente o motivo de sermos desesperadamente necessários.
 
Ao disponibilizar as ideias que eu gostaria que a maior parte dos leitores da Direita aprendessem com Ayn Rand, apercebi-me que um dos items mais importantes era "uma terceira alternativa dentro da guerra cultural."
O maior obstáculo para uma leitura justa aos livros de Ayn Rand é o facto dela não cooperar com muitas das categorias-padrão que nos são frequentemente oferecidas.… Provavelmente a categoria mais importante que ela colocou em causa encontra-se capturada na expressão, "Se Deus está Morto, então tudo é permitido." Que significa: se não existe uma base religiosa para a moral, então tudo é subjectivo.

Basicamente, a Esquerda cultural aceita esta alternativa, e junta-se ao subjectivismo (isto, claro, quando eles não estão a tomar medidas excessivas cambaleando de volta rumo ao seu código politicamente correcto neo-Puritano). Então, a Direita religiosa responde afirmando que a única forma de parar com a maré "tudo vale" é um regresso à aquela religião de tempos idos.
 
Isto faz com que muitas pessoas busquem uma terceira alternativa. Como defensor da moralidade secular, foi precisamente isto que Ayn Rand ofereceu.
Foi por isto que me esforcei de modo específico para reclamar a posição cultural elevada da ciência, que tem sido totalmente e imerecidamente reclamada pela Esquerda. Devido a isto, as minhas contribuições para a campanha do The Federalist como forma de expor Neil deGrasse Tyson, o guru oco da cultura geek falsa, que tem o hábito de ser bem liberal com os factos.
Falar ruidosamente em torno da fidelidade aos factos, ao mesmo tempo que usa o mantra jornalístico "falso mas genuíno", envia a mensagem de que os factos não contam para nada. O que realmente conta é o teatro de se ser pró-evidencia e pró-ciência, e olhar de cima para abaixo para os oponentes, qualificando-os de ignorantes e patetas anti-ciência.

Se Tyson parece estar estupefacto com as críticas feitas às suas fabricações, e não as leva a sério, então o que ele nos está a dizer é que ele é um director de circo. Não é suposto nós questionarmos se os eventos que ele menciona são reais, ficcionais, ou embelezados; é suposto nós apenas apreciarmos o espectáculo. É aquele princípio científico com o nome de suspensão da crença.
O propósito aqui é o de reclamar a ciência e o código da racionalidade em prol da liberdade e do individualismo, que é o único credo genuíno dos “geeks.”
Os geeks - os verdadeiros, e não os hipsters - passaram muito da sua vida marginalizados e ignorados. Eles não se sentem bem em parte alguma. Eles gostam de coisas diferentes, pensam e falam de maneira diferente, e olham para o mundo de forma diferente. E precisamente por isso é que eles inventam coisas novas que mais ninguém havia inventado antes deles.

O inventor excêntrico e pensador fora-de-ritmo é um dos arquétipos do individualismo Americano. Somos intrusos, não seguimos s regras normais, e temos como finalidade comportar-mo-nos mal. Devido a isso, porque é que não ficaríamos cépticos dum Estado paternalista?
 
Muitos de nós obviamente que estamos. Devido aos meus interesses, pelo menos metade dos meus amigos com sólidas credencias geek são também Objectivistas. Afinal de contas, Atlas Shrugged é mais um livro que apela aos jovens não-conformistas inteligentes. Mas temos a esperança de que um dia desses o resto dos nossos amigos se apercebam do lugar onde eles pertecem.
É por isso que durante este ano escrevi muito mais sobre a guerra cultural do que esperava (e os excertos de cima são apenas amostras). Tornou-se uma necessidade urgente empurrar para trás o ressurgimento do politicamente correcto totalizador, criar espaço para a liberdade para discordar - e estabelecer as linhas orientadoras do que tem a aparência duma terceira via dentro desta guerra cultural.

Porque depois de 2014, ninguém vai poder ficar à margem.

- http://goo.gl/d4TQZK


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As palavras de Robert Tracinski  podem ser resumidas em algumas frases: não existem posições neutrais numa guerra contra o mal (e a guerra contra o Esquerdismo militante certamente que é uma guerra conta o mal). Em 2015, tal como descobriu Tracinski, quer se seja Cristão, ateu, agnóstico - quer se seja branco, vermelho, castanho, amarelo ou negro - não teremos permissão para ficar, confortavelmente, em cima do muro, fingido estar acima de tudo, porque a Esquerda totalitária não deixará.

Se ser moderado, tolerante, neutral e desinteressado não salvou os Judeus da Alemanha, e se não salvou os camponeses na China, e se também não salvou os agricultores da União Soviética, de maneira nenhuma isso te irá salvar durante o século 21.

Quando os Guerreiros da Justiça Social dizem que "não existe mais lugar" para várias formas de pensamento com o qual eles não concordam, o que eles querem dizer é que  tu, como portador inabalável desse pensamento, não tens lugar no Admirável Mundo Novo que eles estão a criar.

Fica ao critério de cada um determinar a forma através da qual os Esquerdistas tencionam acabar com tais pensamentos contrários à sua ideologia, junto de pessoas que não querem deixar de ter esse tipo de pensamentos. Se não é possível eliminar uma ideologia sem eliminar os portadores da mesma, a escolha do Esquerdista militante é clara. 



domingo, 10 de agosto de 2014

Esquecer Max Horkheimer

Por Alex Kurtagić

Faz hoje [ed: 7 de Julho de 2014] 41 anos que Max Horkheimer morreu. Director do "Instituto de Pesquisas Sociais" entre 1930 a 1953, Horkheimer foi um dos líderes da Escola de Frankfurt, grupo que ficou identificado com a Teoria Crítica - uma mistura totalmente especulativa da psicanálise freudiana com o Marxismo.

Horkheimer nasceu no seio duma abastada e conservadora família de judeus ortodoxos e o seu pai, Moritz - próspero homem de negócios, dono de várias fábricas têxteis - esperava que o seu filho lhe sucedesse no leme.

Tendo em vista esse propósito, começando em 1910, Moritz começou a preparar Max para uma carreira nos negócios. Isto não era, no entanto, suposto acontecer; Max travou conhecimento com Friedrich Pollock num baile, e pouco depois disso, os dois deram início à sua amizade. Pollock havia sido criado por um pai que se havia afastado do Judaísmo, o que desde logo revela que de maneira nenhuma ele era tradicional.

Na sua história da Escola de Frankfurt, Rolf Wiggerhaus declara que a sua amizade [com Pollock] deu um ímpeto rumo à "emancipação" de Max do seu seio burguês e conservador. Com Pollock nos lemos:

Ibsen, Strindberg, e Zola - críticos naturalistas da sociedade burguesa; . . . Tolstoy and Koprotkin - revolucionários sociais que propuseram uma forma de vida marcada pelo asceticismo e pelo amor universal; . . .Os "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida" de Schopenhauer, a "Ética" de Spinoza, . . . e a "Aktion" de Franz Pfemfert, que era uma forma de oposição literária à guerra e ao mundo burguês da Europa pré-guerra.[1]

Com o passar do tempo, Max rejeitou a carreira no mundo dos negócios, e ele e Pollock foram descritos como "comunistas". [2] Max começou por estudar psicologia, mas, enquanto se preparava para a sua tese de doutoramento, uma outra tese semelhante foi publicada noutro lugar, frustrando os seus esforços. Consequentemente, ele voltou-se para a filosofia, e completou as suas Habilitações dentro desta disciplina.

O trabalho do grupo de Horkheimer era pseudo-científico, que buscava, entre outras coisas, entender a "personalidade autoritária"; durante os anos 50 publicou o "estudo" homónimo, liderado pelo seu bom amigo e colega, Theodor Adorno, homem cuja forma de pensar era practicamente idêntica à sua.

De modo típico, o trabalho da Escola de Frankkfurt era tendencioso e cheio de padrões duplos. Por exemplo, o seu trabalho ignorou por completo o autoritarismo da Esquerda (embora a maior parte da Ásia e metade da Europa estivesse nas mãos de regimes comunistas brutais, com uma contagem dos mortos já na ordem das dezenas de milhões), e focou-se apenas no autoritarismo da Direita, que é tratado como uma desordem psiquiátrica. A conclusão do grupo, no entanto, era sempre sem nexo e sem apoio adequado das evidências empíricas.

De facto, o grupo era bastante hostil ao empirismo e à ciência positivista, e isso é evidente no livro de Horkheimer de 1947, "The Dialectic of Enlightenment", co-escrito com Adorno. O tom do livro é abstracto e assertivo, sem esforço algum de fundamentar as alegações. Tal como o livro de Adorno et al "The Authoritarian Personality",  este livro é levado a sério pelo mundo académico actual, e aparece na leitura curricular das universidades Ocidentais.

Visto que a Teoria Crítica obteve apoio dos académicos de todo o mundo Ocidental, o grupo de Horkheimer causou danos numa escala que é difícil de quantificar. O propósito da Teoria Crítica era o de sujeitar todo a sociedade Ocidental liberal à critica radical - da Esquerda. Reconhecendo que o Marxismo clássico estava mal preparado para a tarefa, visto que se focava exclusivamente na presumida oposição entre o capitalismo e o proletariado, eles focaram-se na construção dum novo enquadramento.

O trabalho do grupo de Horkheimer permitiu-lhes atingir uma expansão ilimitada dos grupos oprimidos, que incluíam agora vítimas do racismo, do sexismo, da homofobia, do anti-semitismo, e assim por diante. Isto tornou-se na fachada do projecto da Nova Esquerda, cujo "pai", Herbert Marcuse, e sem surpresa alguma, também veio da Escola de Frankfurt.

A essência da crítica Marxista ao liberalismo é o que de este último falhou ao não cumprir a sua promessa de igualdade; através do capitalismo, as sociedades liberais criaram e perpetuaram hierarquias. Logo, o Marxismo focou-se na igualdade. Mas isto resultou na tirania, no assassínio em massa, e na pobreza, e como era obviamente repressivo, ele não poderia derrotar o liberalismo do Ocidente - que, por contraste, havia produzido sociedades seguras, ricas e atraentes. De facto, Antonio Gramsci viu-se forçado a pensar em formas alternativas de se impor o comunismo nas democracias Ocidentais visto que todas as tentativas de revoluções comunistas haviam falhado. Por contraste, e embora se foca-se na igualdade, a Nova Esquerda era ostensivamente emancipatória - um lobo em pele de cordeiro - e isso constituiu um desafio muito mais bem sucedido.

O liberalismo não foi derrubado mas foi permanentemente alterado. Uma vez que mantinha a igualdade com um dos seus valores fundamentais, tal como toda a Esquerda, a Nova Esquerda não se poderia opor a apelos para uma maior igualdade (em princípio); a Nova Esquerda poderia, no entanto, acomodar-se. Devido a isto, o liberalismo alterou o seu ênfase na liberdade individual para a igualdade sem limites. Isto resultou numa síntese Hegeliana. O grupo de Horkheimer, portanto, tem que ser visto como um agente, ou um dos agentes-chave, que tornou possível esta transição. As suas teorias tenebrosas tornaram-se políticas comuns e posteriormente na ideologia estabelecida.

Superficialmente, muitas pessoas podem ter a ilusão de que isto é uma coisa boa, e certamente havia espaço para reformas e atitudes mais iluminadas em algumas áreas - nenhuma pessoa razoável iria negar isso - mas quando analisamos mais profundamente a situação, apercebe-mo-nos que a igualdade ilimitada - abordagem particular para a reforma - não criou uma sociedade mais justa e harmoniosa, mas sim uma guerra sublimada contra todos - com a politica da identidade, a política de género, a política de classes, e a política racial num permanente estado confrontacional, constantemente irritados por um sentido de queixa e injustiça histórica.

Semelhantemente, o mudança do ênfase da liberal igualdade de oportunidade para a Marxista igualdade de resultados significou que na luta contra o "privilégio" as políticas em uso não o eliminaram, mas simplesmente transferiram-no duma classe de cidadãos para outra classe: habilidades distintas significam que os mais hábeis têm que ser punidos de modo a abrir caminho para os menos hábeis, que se tornam então na classe privilegiada com um sentido de merecimento à medida que recebem prémios que não merecem. Pior ainda, nós já ouvimos falar de departamentos de ciência das universidades a deixarem de ser financiados, drasticamente reduzidos, ou fechados de todo, à medida que departamentos de igualdade e diversidade são ricamente iniciados, com o salário de apenas um oficial da igualdade a ser o suficiente para pagar dois pesquisadores do cancro.

A busca pela igualdade, então, não só privilegia aqueles que não merecem, mas causa também dor, sofrimento e até morte. No que toca os relacionamentos entre os sexos, hoje em dia em vez de termos mais casamentos felizes, temos mais divórcios, mais lares desfeitos, mais antagonismo entre os sexos, e guerra entre os sexos. Quão irónico que Horkheimer tenha nascido no dia de São Valentim. Nós somos capazes de continuar a listar as consequências. Os custos materiais têm sido incalculáveis, e os custos sociais ainda mais.

Segundo Wiggerhaus, o argumento principal de Horkheimer era de que aqueles que viviam em miséria tinham o direito ao egoísmo materialista. Ao mesmo tempo que Kevin MacDonald nota que Horkheimer eventualmente se reconciliou com a sua herança - abraçando mais uma vez a metafísica judaica, não podemos fugir â conclusão de que a cruzada anti-burguesa foi, essencialmente, uma rebelião subliminar contra o seu pai.

A rebelião contra a autoridade paterna é um dos temas do livro "The Psychotic Left", de Kerry Bolton, onde ele a ressalva como um traço psicológico dos igualitaristas militantes. Isto foi considerado pelo livro "The Authoritarian Personality" como algo saudável. No entanto, a visão de Horkheimer, particularmente mais no final da sua vida, carrega o estigma dum conflito interno.

Portanto, Max Horkheimer não é pessoa para ser lembrada mas sim alguém que tem que ser esquecida. Se o "Inferno de Dante" pinta um mapa acertado do lugar para onde os malfeitores vão depois da morte, o lugar de Horkheimer é no malebolge, juntamente com os facilitadores sexuais e os sedutores, os elogiadores, os simonistas, os adivinhos, os politiqueiros, os hipócritas, os ladrões, os falsos conselheiros, os fomentadores de discórdia, os falsificadores e os falseadores. A sua vida foi demasiadamente longa, e como tal temos que ficar gratos pelo facto da sua vida finalmente ter parado de causar males maiores. Quanto ao seu legado: melhor serviço seria prestado se o mesmo caísse no esquecimento de onde ele pode fazer algum bem como objecto de refutação.

Notas

1. Rolf Wiggerhaus, "The Frankfurt School: Its History, Theories, and Political Significance" (Cambridge, Mass.: MIT Press, 1995), 42.
2. Ibid., 46.





terça-feira, 5 de agosto de 2014

Como o Esquerdismo nos roubou a beleza

Por John C. Wright

Ser homem significa buscar uma verdade que satisfaça a mente, uma virtude que sacie a consciência, e uma beleza que toque o coração. Se o homem for privado duma destas coisas, ele não encontrará a felicidade e nem terá paz. Das grandes ideias que a Esquerda nos roubou, a mais preciosa, a mais profunda e a mais importante é a beleza. Não preciso de gastar muito tempo em redor da proposição de que a vida sem beleza é um pesadelo: aqueles que já contemplaram a beleza - a beleza sublime, mesmo que tenha sido só por alguns momentos - não podem comparar isso com mais nada a não ser os êxtases dos místicos e as viagens dos santos. A beleza consola os tristes; a beleza traz felicidade e aprofunda o conhecimento; a beleza é como a comida e o vinho, e os homens que vivem rodeados de feiúra tornam-se murchos e famintos de alma.

Se a beleza é assim tão importante, porque é que não há qualquer discussão em torno dela? A vitória da Esquerda neste campo foi tão súbita, tão extraordinária e tão completa, que a discussão da beleza tornou-se num silêncio desolador. Será que você, caro leitor, chegou alguma vez a ler alguma discussão em torno da beleza, avançando com uma teoria da beleza, ou mesmo exaltando a importância central da beleza na alma humana, durante o último ano? E nos últimos 10 anos? Será que alguma vez leu? Esta pode muito bem ser a única dissertação em torno deste tópico que você lê nesta década; no entanto o tópico é de suprema importância, sendo um assunto de vida ou de morte - não para o corpo mas para o espírito.

Não há qualquer discussão em torno da beleza porque, ao convencer o público que a beleza está nos olhos de quem contempla, a Esquerda colocou a beleza para além da esfera de discussão. Segundo a Esquerda, a beleza é uma questão de gosto, e um gosto arbitrário, note-se. Não há qualquer discussão em torno do gosto porque dar motivos para se preferir coisas de bom gosto em vez de coisas de mau gosto, é elitista, desagradável, rude e inapropriado. Ter gosto implica que algumas culturas produzem mais obras de arte que as outras, e isto levanta a desconfortável possibilidade de que o amor à beleza seja Eurocêntrica, ou até racista. Admirar a beleza tornou-se num crime de ódio.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então não há qualquer diferença entre as belas artes e a mera decoração, e não há qualquer distinção entre a Mona Lisa de Leonardo da Vinci e o papel de parede. Obviamente que há diferenças: nós decoramos uma ferramenta útil como forma de a tornar mais agradável à vista ou ao manuseio - tal como pintar detalhes num carro e colocar imagens bordadas em tecido.

A arte popular tem como propósito o entretenimento; é suposto ela satisfazer o olhar e engodar o tempo, mas um episódio de I Love Lucy não é feito com o mesmo propósito que o Lago Dos Cisnes de Tchaikovsky. Não é suposto a arte ser útil; quando alguém olha para um bebé que tem nos braços, apenas olhar para a maravilha e o milagre da nova vida, isso não é feito porque o bebé é útil.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então não existe aquilo que se dá o nome de "treinar o gosto". Pode-se sentar e assistir um programa de entretenimento bem feito - por exemplo, os desenhos animados do Rato Mickey - com prazer e satisfação, e nenhum estudo será necessário para preparar uma pessoa para o apreciar e o entender. Mas para se sentar e ler o Paraíso Perdido de Milton com prazer, é preciso a pessoa familiarizar-se com as figuras clássicas e as figuras Bíblicas que são aludidas, e a satisfação de quem lê aumenta quando se conhecem os modelos épicos, Virgílio e Homero, em cujos temas Milton criativamente constrói variações impressionantes.

Se a beleza está nos olhos de quem vê, então qualquer coisa - qualquer coisa mesmo - pode ser declarada bonita unicamente pelo artista.Tal como Deus a criar luz a partir do nada pelo Poder da Sua Palavra, o artista cria beleza não através do génio ou da perícia, mas sim através do seu decreto nu. Isso passa a ser beleza não porque ele criou algo, mas sim porque ele assim o declarou.

Por esta ordem de ideias, o urinol é bonito, uma luz que se funde é bonito, a cabeça decapitada e coberta de sangue duma vaca é algo bonito, moscas e larvas, o copo de água numa prateleira, um crucifixo mergulhado em urina, uma lata de excremento, ou uma cama por fazer, são tudo coisa bonitas. O argumento dado pela Esquerda é que a tua inabilidade de ver a beleza destas coisas deve-se às tuas limitações, à tua alma destreinada, e ao teu embotamento. O argumento meramente ignora o facto de que treinar os gostos para serem sem interesse, filisteus e grosseiros é o contrário de treinar os gostos de modo a que estes sejam sensíveis à beleza.

Por esta altura, o leitor pode-se questionar o quê ou quem na Esquerda alguma vez fez tais declarações absurdas. Sem dúvida que nem todo o Esquerdista está preocupado com a arte, e nem todos os que estão inclinados para a Esquerda em outros tópicos adoptam a visão da arte mainstream entre os Esquerdistas. Aqueles que adoptam, dizem exactamente o que eu digo que eles dizem. Se por acaso nunca ouviste tais disparates sobre palafitas, só posso dizer que não tens estado a prestar atenção ao mundo da arte - o que, diga-se de passagem, é algo positivo da tua parte.

Embora se possa pensar que estou a brincar, não estou. Cada um os exemplos que mencionei é real.



Fountain (1917) de Marcel Duchamp é um urinol; Work No. 227, The Lights Going On and Off (2000, Turner Prize Winner) de Martin Creed é a luz a piscar; A Thousand Years (1990) de Damien Hirst  é a cabeça duma vaca coberta de larvas; An Oak Tree (1973) de Michael Craig-Martinis é um copo de água numa prateleira;  Piss Christ (1987) de Andres Serrano é um crucifixo mergulhado em urina; Artist’s Shit (1961) de Piero Manzoniis é uma lata de excremento; My Bed (1998) de Tracey Emin é uma cama por fazer. 

A nossa geração é a primeira da história da Cristandade a não possuir, de todo, belas artes. O público voltou as suas costas ao chafurdar neurótico auto-repugnante que domina as belas artes, e busca saciar os seus desejos nas artes populares: suponho que se um retrato gera sentimentos de repugnância, sempre se pode olhar para os cartazes de filmes, para os calendários, e para as capas das revistas. O tema musical de John Williams do filme Star Wars fará o lugar de Elgar, Wagner ou Holst. Mas todos estes entretenimentos servem para entreter e não para arrebatar.

A arte popular sacia os apetites e as paixões. Mesmo que alguma dessa arte sirva apetites e paixões nobres, não é suposto os trabalhos populares ocuparem o lugar que pertence às obras de arte - obras essas que envolvem esquecer os apetites e as paixões. É por essa razão que uma estátua clássica nua não é como a página central da Playboy; uma é egoísta, visto que a luxúria é egoísta, e usa a outra como instrumento; a outra é altruísta, visto que o amor é altruísta.

Se em qualquer altura antes da Primeira Guerra Mundial, se perguntasse a qualquer filósofo ou intelectual qual era o propósito da arte, da poesia, da música, das pinturas, das esculturas, das obras d arquitectura, todos eles - em cada geração até Sócrates - diriam que o propósito da arte é buscar a beleza. O próprio Sócrates teria dito que através da beleza, através do amor forte e pelo desejo que é criado no peito humano quando ele se encontra na presença de algo sublime, somos atraídos para fora de nós, e somos levados, passo a passo, para longe do mundando em direcção do Divino.

O argumento mais forte contra o ateísmo tão amado pela Esquerda não é aquele que pode ser expresso em palavras, visto que é o argumento da beleza. Se olharmos para um pôr-do-sol revestido em escarlate, qual rei a descer para a sua pira empurpurada, ou nos maravilharmos perante o reluzente trovão duma cascata, se dermos por nós fascinados pela suave complexidade duma rosa vermelha, ou contemplarmos a majestade virgem da estrela da manhã, ou se observamos uma catedral ou um jardim murado, ou se ouvirmos a "Ode à Alegria" de Schiller, por Beethoven, ou se olharmos para [a estátua] David de Miguel Ângelo, ou se ficarmos imersos dentro da música e do esplendor da tristeza Nórdica de "Der Ring des Nibelungen", de Wagner, ou "Lord of the Rings", de Tolkien, se, de facto, observamos beleza genuína e por alguns momentos nos esquecermos de nós mesmos, então somos atraídos para fora de nós rumo a algo maior.

Nesse momento intemporal de arrebatamento sublime, o coração sabe, mesmo que a cabeça não possa colocar isso em palavras, que o enfadonho e quotidiano mundode traição, dor, desapontamento e mágoa não é o único mundo que existe. A beleza aponta para um mundo para além deste mundo, um domínio mais elevado, um país de alegria onde a morte não existe. A beleza aponta para o Divino.

A Esquerda odeia este argumento visto que, como não pode ser expresso em palavras, não pode ser refutado com palavras. Este argumento só pode ser refutado com um urinol, uma cabeça de vaca cortada, uma lata de excremento, uma cama desarrumada. Estas imagens são feias, agressivamente feias, feitas com o propósito de serem humilhantes, feitas para serem absurdas, chocantes, ofensivas, repugnantes e nojentas. Se a visão da estrela da manhã aponta para um mundo para além deste mundo, justo e repleto com a música das esferas, então as visões de excremento e de luzas a piscar, bem como cabeças cortadas e camas por fazer, apontam-nos para um mundo de desespero vociferador, um cemitério profanado,um monte de estrume.

A Esquerda odeia este argumento porque se a beleza não está só nos olhos de quem vê, então a beleza diz-nos o que é a verdade, uma verdade real, uma verdade que nos chega dum mundo para além do mundo da propaganda mesquinha, um mundo para além da pornografia.

A Esquerda odeia este argumento porque se a beleza não está só nos olhos de quem vê, então é suposto a beleza ser servida, e não usada para prazeres egoístas. A beleza humilha o orgulhoso visto que revela que existe um mundo para além dele mesmo e para além dos seus apetites. E a Esquerda odeia isso.

Acham que estou a exagerar? Acham que aquilo com que estamos a lidar nada mais é que uma falta de gosto ou uma educada diferença de opinião? Entrem num museu de arte moderna; olhem para o urinol, para a cabeça da vaca cortada, para a lata de excremento, para a cama suja. Isto não expressões de um ou de dois indivíduos aberrantes com problemas psicológicos: este é o status quo da nossa cultura há quase um século, uma indústria que envolve quantidades infindáveis de dinheiro público e privado. Esta é a liderança da visão artística que controla a nossa civilização, e aquilo que os arqueólogos do futuro irão apontar como as imagens espirituais características da nossa era.

Porque é que eles gostam de tais imagens? A resposta não é difícil: a desolação do que é feio ajuda a causa Esquerdista duma forma real e bem subtil.

Imaginem dois homens: um está numa casa iluminada, alta e com colunas de mármore, adornada com arte luxuosa, esplêndida e com brilhantes imagens de vidro de heróis e santos, lembranças de grandes mágoas e grandes vitórias do passado, e vitórias prometidas. Um coro polifónico eleva a sua voz numa canção dourada, cantando uma ode à alegria.

O outro homem encontra-se numa pocilga com papel de parede a cair, ou numa ruína sem tecto infestada de ratos, cercada com lúgubres paredes de cimento borrifadas de excremento e com graffiti irregular, manchada de palavrões e trémulas luzes néon a publicitar locais de strip. Por perto ouve-se uma ensurdecedora música rap, gritando obscenidades.

Um burocrata aproxima-se de cada um dos homens e ordena-os que façam rotinas, e tarefas rotineiramente humilhantes, tais como urinar num copo para serem testados pela presença de drogas, ou deixar que as suas impressões digitais sejam recolhidas, ou sofrer uma busca na cavidade anal, ou entregar as suas armas, ou o seu dinheiro, ou o seu nome.

Qual dos dois homens, em princípio, é mais susceptível de não se submeter? Qual dos dois homens irá automaticamente assumir que a vida humana é sagrada, que os direitos humanos são sacrossantos, e que o Homem foi feito à Imagem e Semelhança de Deus? O homem rodeado por imagens divinas ou o homem rodeado por sujeira gritante? Dito de outra forma, qual dos dois homens é mais susceptível de cair vítima duma visão do mundo sombria, sem significado, sem verdade, e sem virtude?

O propósito de quase um século de feiúra agressiva é o de gerar repugnância. Não interessa se tu te tornas fã da horrível e da chocante arte moderna, com todo o seu horror, ou se voltas as costas, num desgosto cínico, e buscas a beleza apenas no entretenimento popular. Tanto os fãs da feiúra bem como os cínicos repelidos por ela perderam a sua inocência.  Nenhum dos dois irá ouvir o argumento da beleza, e nenhuma dos dois irá ouvir a música das esferas.


* * * * * * *

Resumindo, o propósito da "arte" moderna, é o de separar o homem do Divino (acostumando-o com o feio, o horrível, o desagradável e o nojento), e torná-lo mais susceptível de obedecer cegamente às imposições da elite política (porque se a arte é o reflexo do homem, e a arte é feia e horrível, então se calhar o homem também não seja nada de especial, e desde logo, não há nada de mal em ele ser mal tratado pela elite).

A pessoa que não vê valor na sua existência (porque erradamente acredita que evoluiu dum animal) é mais susceptível de ser oprimida pelas invasivas imposições governamentais do que a pessoa que sabe que o valor da sua vida prende-se com o facto dela ter sido criada à Imagem do Autor da beleza.

Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso!
Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos
Revelação 15:3




sexta-feira, 11 de abril de 2014

O que é a Hegemonia Cultural?


O significado de hegemonia cultural parece estar relacionado com a expressão "domínio cultural", mas esse termo pode ser melhor entendido como imperialismo cultural  visto que desta forma o significado se torna mais claro. No sistema de Gramsci, a hegemonia cultural tem o entendimento de lavagem cerebral, e ela obteve uma má publicidade quando eram os Soviéticos e os Chineses a fazê-la. Agora que ela está a ser feita a nós, o termo já não é mais usado. O imperialismo cultural/hegemonia cultural descreve, por exemplo, a forma como a BBC, e os média no geral (bem como a indústria educacional) têm usado a lavagem cerebral para destruir a civilização; definir as palavras que podem ou não ser usadas faz parte disso. A Wikipedia diz:

A hegemonia cultural é um conceito cunhado pelo filósofo [ed: melhor dizendo, subvertor] Marxista Antonio Gramsci. Ele significa que uma cultura diversa pode ser governada ou dominada por um grupo ou ....

Basicamente, isto faz parte da parcela do imperialismo Cultural e do Genocídio Cultural.

A Teoria da Hegemonia Cultural de Gramsci

A análise da hegemonia (ou  do "governo") foi formulada por Antonio Gramsci para explicar o porquê das revoluções previstas pelos Comunistas não se terem verificado onde se esperava que elas ocorressem, isto é, na Europa industrializada. Marx e os seus seguidores haviam avançado com a teoria de que a ascenção do capitalismo industrial haveria de criar uma enorme classe operária e gerar recessões económicas cíclicas.

Estas recessões bem como outras contradições dentro do capitalismo levariam a que a esmagadora maioria das pessoas e dos operários desenvolvessem organizações de auto-defesa, incluindo sindicatos de trabalho e partidos políticos.

Outras recessões e contradições levariam então a que a classe operária derrubasse o capitalismo através duma revolução, reestruturasse as instituições económicas, politicas e sociais segundo modelos socialistas, dando assim início à transição rumo a uma eventual sociedade comunista.

Embora Marx e Engels tenham de um modo notório previsto este cenário escatológico em 1848, décadas mais tarde os operários do mundo industrializado não tinham ainda levado a cabo a sua missão. Gramsci alegou que o falhanço por parte dos operários de levar a cabo uma revolução anti-capitalista centrava-se na bem sucedida captura da ideologia, do auto-entendimento e das organizações dos trabalhadores por parte da cultura hegemónica (dominante), isto é, a perspectiva da classe dominante havia sido absorvida pelas massas de operários.

Nas sociedades industriais "avançadas", as inovações culturais hegemónicas tais como a escolaridade obrigatória, os meios de comunicação, bem como a cultura popular, haviam indoutrinado os operários com uma falsa consciência. Em vez de batalharem rumo à revolução que verdadeiramente iria servir os seus interesses colectivos, os operários das sociedades "avançadas" prestavam atenção à retórica dos líderes nacionalistas, buscavam oportunidades de consumo e estatuto de classe média, abraçando uma ethos individualista de sucesso atraves da competição, e/ou a aceitar a orientação dos líderes religiosos burgueses.

Devido a isto, Gramsci apelou para uma distinção estratégica entre a "guerra de posição" e "guerra de movimento". A guerra de posição é uma guerra cultural onde os elementos anti-capitalistas buscam formas de obter uma voz dominante nos meios de comunicação em massa, nas organizações em massa, e nas instituições educacionais, como forma de aumentar a sua consciência de classe, ensinar a análise e a teoria revolucionária, e inspirar as organizações revolucionárias. Depois do sucesso da guerra de posição, os líderes comunistas ficariam então fortalecidos para dar início à guerra de movimento - a real insurreição contra o capitalismo - com o apoio das massas.

Embora a análise da dominação cultural tenha sido primeiramente avançada em termos de classes económicas, ela pode ser aplicada de um modo mais geral. A análise de Gramsci sugeria que as normas culturais dominantes não deveriam ser vistas como "naturais" ou "inevitáveis". Em vez disso, as normais culturais, incluindo as instituições, as prácticas e as crenças - deveriam ser investigadas [ed: desconstruídas] em busca das suas raízes de dominação e da sua aplicação para a emancipação.

Gramsci não afirmou que a hegemonia era monolítica ou unificada. Em vez disso, a hegemonia foi descrita como uma camada complexa de estruturas sociais. Cada uma destas estruturas têm a sua "missão" e cada uma destas estruturas tem a sua lógica interna que permite que os seus membros actuem de um modo distinto do comportamento levado a cabo pelos membros de outras estruturas. No entanto, e tal como um exército, cada uma destas estruturas assume a existência de outras estruturas e por virtude das suas missões distintas, cada uma é capaz de amalgamar e produzir uma estrutura que tem uma missão mais global.

Esta missão mais alargada normalmente não é exactamente a mesma da missão de cada um dos grupos mais pequenos, mas ela assume-as e subsume-as. A hegemonia opera do mesmo modo. Cada pessoa vive a sua vida de uma forma que é significativa nos seus próprios ambientes, e, para esta pessoa, as partes distintas da sociedade parecem não ter muito em comum com ela. Mas se analisarmos as coisas como um todo, cada vida individual contribui também para a hegemonia mais alargada da sociedade.

A diversidade, a variação e o livre arbítrio parecem existir visto que a maior parte das pessoas observa o que elas acreditam ser uma pletora de circunstâncias distintas, mas elas falham ao não se aperceberem do padrão mais alargado de hegemonia criado a partir da união destas circunstâncias. Através da existência de pequenas e distintas circunstâncias, uma hegemonia em camadas é mantida sem ser reconhecida pelas muitas pessoas que vivem nela. (Ver:  Cadernos do Cárcere, págs. 233-38.)

Em tal hegemonia, o senso comum individual, que está fragmentado, é eficiente para ajudar as pessoas a lidar com as pequenas e mundanas actividades do dia a dia. Mas o senso comum inibe também a sua habilidade de se aperceber da mais alargada natureza sistémica da exploração e da hegemonia. As pessoa focam-se nas preocupações e nos problemas imediatos em vez de se focarem nas fontes mais fundamentais da opressão social (...).

A influência de Gramsci

Embora os esquerdistas tenham sido os utilizadores primários desta arma conceptual, as actividades dos movimentos conservadores organizados também se baseiam em tal conceito. Isto foi visto, por exemplo, nos esforços levados a cabo pelos Cristãos evangélicos para obter o poder dentro dos conselhos escolares durante os anos 90, e, como tal, para poderem determinar o currículo. Patrick Buchanan, num discurso amplamente, falado dado em 1992 numa Convenção do Partido Republicano, usou o termo "guerra cultural" para descrever a luta social e política a ocorrer nos Estados Unidos.

A teoria em torno da hegemonia cultural afectou profundamente o Eurocomunismo, as ciências sociais e as estratégias dos activistas. Na ciência social a aplicação do conceito da hegemonia na análise dos tratados mais importantes (tais como os de Michel Foucault) tornou-se aspecto importante da sociologia, da ciência política, da antropologia, bem como de outros estudos culturais. Na educação o conceito da hegemonia levou ao desenvolvimento da "Pedagogia Critica".

Fonte.



quinta-feira, 6 de março de 2014

Como sabotar uma nação

Por Bill Muehlenberg

Será que as nações vagueiam até ao declínio, estagnação e degeneração? Ou será que esse processo é estimulado por aqueles que de modo activo buscam formas de minar e subverter uma nação? Quanto mais nós entendemos a forma de agir dos grupos activistas e dos grupos subversivos, mais nos apercebemos que a segunda hipótese desempenha um papel importante nisto tudo. De facto, o estudante de História aprende que embora as nações normalmente entrem em declínio a partir do seu interior, esse processo é amplificado e acelerado por grupos que operam de forma decidida para implementar as suas agendas sociais radicais.

Eu já escrevi sobre figuras importantes deste processo, tais como Antonio Gramsci e a Escola de Frankfurt, e já examinei a forma como o Marxismo cultural continua a avançar tranquilamente no dias de hoje, trabalhando incessantemente para minar, subverter, e eventualmente suplantar o Ocidente livre.

Embora o Muro de Berlim tenha caído em 1989, e isso tenha criado a imagem de que o comunismo havia chegado ao fim, não foi isso que aconteceu. Os Marxistas mais dedicados, hoje em dia chamados de "progressistas", continuam a trabalhar nos seus planos anti-Ocidente. E eu não estou a falar de conspirações super secretas, visto que a sua agenda é simplesmente uma lista de objectivos que têm que ser cumpridos, e nós não temos que escavar muito para descobrir que objectivos são esses. Na verdade, eles têm sido bem directos ao revelarem publicamente quais são os seus objectivos. Vez após vez, eles informaram-nos do que eles tentam atingir, e a forma como eles esperam atingir esses objectivos. E embora muitas destas admissões possam ter soado demasiado fantasiosas no momento em que elas foram escritas, olhando para trás em retrospectiva, apercebemo-nos duma realidade mais sóbria e sombria.

Vale a pena olhar para alguns dos desejos presentes na lista dos radicais. Como exemplo, por volta de 1963 apareceu na "US Congressional Record" uma lista de 45 objectivos para aqueles determinados em derrubar os EUA. Esta lista teve como base um livro mais antigo escrito por um analista do FBI.

Eis aqui então uma dúzia desses objectivos. É preciso levar em conta que este material foi reunido há meio século atrás. O aspecto mais importante a ser notado é quanto da agenda já foi realizada.

Capturar um ou os dois partidos Americanos.

Usar decisões técnicas dos tribunais para enfraquecer as instituições Americanas alegando que as suas actividades violam os direitos civis.

Controlar as escolas. Usá-las como cintos de transmissão para a propaganda socialista e comunista. Amolecer os currículos. Obter o controle das associações de professores. Escrever os livros escolares de acordo com a vontade partidária.

Obter o controle de todos os jornais estudantis.

Usar as manifestações estudantis para fomentar protestos contra programas ou as organizações que estão sob ataque Comunista.

Infiltrar a imprensa. Obter o controle 1) das instituições que avaliam os livros, 2) da escrita editorial e 3) das posições onde são feitas as politicas sociais.

Obter o controle de posições-chave na rádio, na TV e na indústria cinematográfica.

Continuar a desacreditar a cultura Americana degradando todas as formas de expressão artística.

Eliminar todas as leis que governam a obscenidade qualificando-as de "censura" e também de "violação da liberdade de expressão e liberdade de imprensa".

Destruir os padrões culturais em torno da moralidade promovendo a pornografia e a obscenidade nos livros, nas revistas, no filmes, na rádio e na TV.

Apresentar o homossexualismo, a degeneração e a promiscuidade como "normal, natural e saudável."

Infiltrar as igrejas e substituir a revelação religiosa por uma religião "social". Desacreditar a Bíblia e colocar ênfase na necessidade de maturidade intelectual que não precisa de "muletas religiosas".

Eliminar a oração ou qualquer momento de expressão religiosa nas escolas, alegando que isso viola o princípio da "separação da igreja com o estado."

Desacreditar a Constituição Americana qualificando-a de inadequada, antiquada e desajustada com as necessidades modernas - um impedimento para a cooperação entre as nações numa base mundial.

Desacreditar os Pais Fundadores da América, apresentando-os como aristocratas egoístas que não tinham qualquer tipo de preocupação com o "homem comum."

Desmerecer todas as formas de cultura Americana e desencorajar o ensino da história dos EUA alegando que ela é apenas uma pequena parte do "quadro completo".

Desacreditar a família como uma instituição. Encorajar a promiscuidade e o divórcio fácil.

Colocar ênfase na necessidade de educar as crianças longe da influência negativa dos pais. Atribuir preconceitos, bloqueios e atrasos mentais à repressora influência dos pais.

Há alguma coisa mencionada nesta lista que não esteja a ser observada a decorrer perante os nossos olhos, tanto nos EUA como no resto do mundo ocidental? Aqueles que estão determinados em destruir o nosso estilo de vida afirmaram que o queriam fazer, e cumpriram. No entanto, nós, tal como uma nação de cordeiros, nem nos apercebemos que isto está a ocorrer - e está a ocorrer duma forma total e bem rápida. Uma vez que a maior parte desta subversão ocorre nos bastidores, ou está a ser feita sob o manto de várias tendências tais como a justiça social, nós nem nos apercebemos que estamos a perder tudo.

Para além destes planos, há outros planos bem claros que poderiam ser mencionados aqui. Por exemplo, já antes disto, Joseph Stalin havia dito:

A América é um corpo saudável e a sua resistência é assenta sobre três pilares: o patriotismo, a moralidade e a vida espiritual. Se conseguirmos fragilizar estas três áreas, a América entrará em colapso a partir do seu interior.

A menos que algo nos tenha escapado, estas três áreas têm estado sob intenso ataque por parte dos radicais durante os últimos 50 anos. Parece que estes activistas têm um plano, estão a operar segundo esse plano, e estão a ser bem sucedidos. E muitos outros já falaram de desmantelar os EUA e o Ocidente livre e substituí-los com os seus utópicos esquemas colectivistas e estatizantes.

Dado que tantas pessoas já falaram claramente do que tencionam fazer, porque é que tão poucos estão cientes disso, e agindo em conformidade? Esta é, sem dúvida, a pergunta mais importante do momento. Porque é que permitimos que nos guiassem como se fôssemos ovelhas para o matadouro? Porque é que nos tornamos tão inconscientes, tão mal informados e tão descuidados? Porque é que somos tão apáticos em relação a estas forças que operam dia e noite para destruir aquilo que nós tanto estimamos?

Até nós respondermos a estas questões, e respondermos o mais rapidamente possível, não podemos esperar que a civilização Ocidental permaneça por muito mais tempo. E se por acaso ela cair no esquecimento, sendo substituída por um novo totalitarismo, só nós é que seremos os culpados.

Para aqueles que querem explorar melhor estes assuntos, recomendo o novo DVD com o nome de "Agenda", onde se discute esta guerra onde estamos envolvidos, e o que podemos fazer para reverter as coisas.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Breve História do Marxismo Cultural

Para entender o significado do Marxismo Cultural, temos que entender o seu propósito que pode ser resumido no slogan:

"Operários do mundo, uni-vos!"

A Alemanha foi o berço do Marxismo, e quando a Primeira Grande Guerra deflagrou, os Marxistas estavam certos de que isso seria o catalisador para a revolução do proletariado, visto que eles acreditavam que os operários não lutariam uns contra os outros porque estavam do mesmo lado. A verdadeira guerra era contra os exploradores, a classe dominante, os Capitalistas e todo o seu sistema.

Mas em vez duma guerra entre as classes, o que aconteceu foi uma guerra entre nações. Uma coisa se deparou contra o ideal Marxista: o patriotismo e o amor à pátria. É por isso que o propósito do Marxismo Cultural é destruir o patriotismo - o amor à pátria - e para levar isso a cabo, é preciso mostrar às pessoas que não vale a pena lutar pelo país. Pior ainda, o teu país é maligno. O Comunista Húngaro George Lukacs chamou a isto "Terrorismo Cultural".

Para além do amor ao país, todas as lealdades têm que ser destruídas - até os laços familiares. É por isso que temos uma guerra contra os "valores familiares". Exemplos modernos disto foi o Cambodja de Pol Pot, onde os nomes "mãe" e "pai" foram banidos em favor de "camarada", e as FARC da Colômbia onde o acasalamento era arranjado sem levar em contas as incómodas emoções.

Outra figura importante dentro do Marxismo Cultural foi o Comunista Italiano Antonio Gramsci, que viu a revolução Russa como um falhanço. "Sim, os Russos eram Comunistas mas nâo nos seus corações; era através do medo e da força." Gramsci identificou a fé Cristã Russa como algo que os impedia de amar o Comunismo com todo o seu coração.

Não pode existir qualquer outra lealdade para além do Comunismo. Essa lealdade tem que se tornar bem embutido no indivíduo tal como o Cristianismo. Para levar isso a cabo, Gramsci teve a ideia de se levar a cabo uma infiltração da sociedade. As artes (livros e filmes), os média e as escolas. Pode-se chamar a isso de propaganda mas também se pode chamar a isso de "Escola de Frankfurt", que foi onde Comunistas Judeus deram início à sua campanha. Mas quando Hitler subiu ao poder em 1933, isso foi o fim para eles. Fugiram para os Estados Unidos e encontraram abrigo na "Columbia University" e só regressaram à Alemanha nos anos 50.

Como forma de "agradecer" a maneira como foram salvos do Nacional Socialismo, estes intelectuais Judeus colocaram em acção um plano que visava mostrar o quão "maligno" este país era. Foi aí que nasceu a "Teoria Crítica", que é "a crítica destrutiva da cultura Ocidental, incluindo o Cristianismo, a família, a moralidade, a tradição, a lealdade, o patriotismo, o nacionalismo,", etc.

Como fã da história, eu aprecio as coisas boas e as más de tudo. Mas o Marxismo Cultural está longe de ter coisas boas; são só coisas más. Devido a isso, é uma crónica pobre da História; o Marxismo Cultural é propaganda com uma agenda sinistra.

O mesmo pode ser dito dos estudos "académicos" raciais e feministas, que invariavelmente incluem treino em consciência de classe. Convém ressalvar que não levanto qualquer tipo de oposição ao estudo de grupos, mas sim à lavagem cerebral e à agenda sinistra a ela associada. 

Os Marxistas Culturais costumavam ficar satisfeitos em atacar a história mas eles expandiram isso para o presente com o conceito do Politicamente Correcto - uma forma de abafar as ideias, um desarme da oposição intelectual. Afinal, nada cala mais depressa alguém do chamá-lo de "racista".

The McLarge Report



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