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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como o feminismo levou uma lésbica ao desespero


Testemunho da editora deste perfil do tumblr, tal como visto neste blogue.

A maior parte de vocês viu os meus posts relativos à forma como eu me recuso a continuar a ser identificada como feminista e como eu desisti desse movimento. A homofobia descontrolada, a transfobia e a misandria foram acomulando e a gota de água finalmente chegou. Mas a maior parte de vocês não sabe que eu já me encontrava num ponto de rotura muito antes de eu começar a postar aqui tópicos relativos aos direitos dos homens. Como tal, eu vou vos contar a história.

Há muito tempo atrás, eu era uma "dessas feministas", postando em sites feministas e verificando ansiosamente e diariamente sites como o feministing. Eu não sabia que o sexismo contra os homens existia. Eu pensava que qualquer alegação de misandria era mentira, que qualquer alegação de que as feministas odiavam os homens era só uma manobra de diversão por parte de misóginos, construída com o propósito levar todos a odiar o feminismo.

Durante esse período, eu ria-me da ideia de homens enfrentarem o sexismo. A minha mãe dizia-me "mas os homens também enfrentam situações complicadas" e eu, que havia sido "alimentada" com a ideia de que os homens haviam oprimido as mulheres durante séculos (causando a que eu estivesse zangada com isso) ria-me enquanto respondia, "não, eles não enfrentam, mas se enfrentam, eles merecem-no."

Avançando rapidamente alguns anos, e eu amoleci um bocado. Eu não sei o que aconteceu, mas comecei a aperceber-me que, sim, os homens também têm questões difíceis para enfrentar. Devido a isso, e sem saber em que ninho de vespas eu me estava a meter, fiz um post num outro site onde dizia, essencialmente, que os homens também têm uma vida complicada, especialmente no que toca o assunto da violação.

Quando eu fiz esse post, as portas do inferno abriram-se.

Comecei a receber comentários cruéis de pessoas que me chamavam de "pessoa horrível". Houve pessoas que me mandaram mensagens privadas horríveis dizendo o quanto que eu era uma misógina terrível, e assim por diante. As coisas chegaram a um ponto que eu não conseguia abrir a minha conta de email sem sofrer um ataque de pânico. Foi a ESTE estado que as coisas chegaram.

Elas comentavam anonimamente e sempre que eu aparecia para me defender, elas acusavam-me de gerar problemas (apesar de eu não ter feito o post original). Elas disseram-me que eu merecia os problemas mentais que eu tinha na altura, mas depois negaram alguma vez terem dito isto, chamando-me de mentirosa. Acusaram-me de fingir a minha condição médica para obter simpatia, e depois, quando eu postei as fotos dos meus medicamentos, elas disseram-me, "Pára de roubar os medicamentos da tua avó", e começaram a fazer piadas em torno da forma como eu havia morto a minha falecida avó. A piada? Uma delas disse-me que eu deveria engolir todos os meus medicamentos duma vez, e outras duas comentadoras meteram-se na conversa, concordando que o mundo seria um lugar melhor se eu me matasse. E depois acusaram-se de eu inventar os comentários como forma de obter simpatia.

Quando eu mencionei as experiências dos meus irmãos numa discussão, elas acusaram-me de ser uma pessoa horrivel "por os usar", e eles sentiram pena pelo facto dos meus irmãos me terem como irmã. Disseram-me que eu não tinha alma, que eu era maligna - e todas as variações possíveis deste tema. (Quando eu mostrei o comentário à minha irmã, ela riu-se e disse que o que eu tinha feito nada tinha de "uso".)

Eu estava uma lástima. A ansiedade piorou e comecei a fazer coisas realmente muito pouco saudáveis como forma de suportar as coisas. (Não vou entrar em detalhas mas posso dizer que envolvia magoar-me a mim própria.) Eventualmente comecei a ter pensamentos suicidas - embora isso estivesse mais relacionado a outros assuntos, mas o que eu estava a enfrentar foi a gota de água. Eu mal conseguia usar a internet sem entrar em pânico ou começar a chorar.

Eu ainda vou ao site em questão, mas fico longe da comunidade onde tudo aconteceu. Houve uma altura em que eu vi uma discussão semelhante à discussão onde eu me tinha metido (deste vez, duma pessoa que dizia ser pró-vida, mas que não queria o aborto criminalizado e identificava-se como feminista) e mesmo assim tive um ataque de pânico. Para ser totamente honesta, houve alturas em que eu considerei aspectos da justiça social da internet como catalisadoras. Não digo catalisadoras no sentido de "enervantes" mas sim no sentido de que "davam-me ataques de pânico terríveis e vontade de enveredar por comportamentos auto-destrutivos".

As feministas, aquelas que alegam apoiar e ajudar as mulheres, quase me levaram a mim, uma lésbica (e menor na altura) ao suicídio, e desempenharam um papel no desenvolvimento do transtorno de ansiedade que eu entretanto passei a sofrer.

Eu estava zangada e amarga. Procurei por coisas como "as feministas são sexistas" só para descobrir que outras pessoas tinham o mesmo pensamento em relação às feministas. E, por fim, encontrei uma conta do Tumblr precisamente com esse tipo de informação. Comecei a ler mais e mais, e os argumentos eram tão racionais, tão bem pensados e tão bem documentados que a minha visão alterou-se por completo.

Eu ainda estava um bocado hesitante em relação ao feminismo, mas decidi que eu poderia mesmo assim chamar-me de feminista sem, no entanto, adoptar as partes más. Mas eu vi mais e mais, e fartei-me de tudo. A gota de água ocorreu quando me apercebi do quão pouco elas se preocupavam comigo, como alguém que pertence à comunidade lgbt. Tenho que dizer isto, mas eu enfrentei muitas coisas más por ser lésbica . . .  mas as feministas não se importavam com isso. Elas só se importavam com coisas que elas poderiam usar como exemplos de misoginia.

Até hoje, não houve uma única feminista que tenha se chegado perto de mim e pedido desculpas, ou mesmo que tenha acusado as pessoas que foram tão terríveis para mim. Quando algum MRA faz algo que não está de acordo com o movimento, nós "reunimos o nosso povo". . . . . Nós denunciamo-lo, acusamo-lo, dizemos para ele parar de fazer o que está a fazer e dizemos que isso não está correcto.

Eu nunca vi uma feminista a assumir as responsabilidades pelo que me fizeram em nome do seu movimento. Nem uma única vez. Tudo o que encontrei foram pessoas a afirmar que as feministas que me atacaram não eram feministas de verdade, e que eu estava enganada ou que eu era uma má pessoa (tema recorrente entre as feministas sempre que encontram algo com a qual não concordam) por não ser uma feminista.

VOCÊS feministas afastaram-me. Eu queria dar o meu apoio ao vosso movimento. Eu defendo a igualdade para as mulheres. Eu sei que as mulheres foram desfavorecidas de muitas formas e feitios, e eu quero que isso pare, tal como quero que as coisas que os homens enfrentam também parem. Mas com o que vocês fizeram, como é que vocês honestamente esperam ter a minha confiança e esperam que eu volte a sentir-me segura no vosso movimento? De que forma é que isso é justo para mim se eu nunca recebi qualquer pedido de desculpas da vossa parte?

Eu nunca mais me sentirei segura no meio de vocês. Vocês não lutam por mim. Vocês não me estão a ajudar. VOCÊS QUASE ME MATARAM. Vocês não se podem identificar como defensoras dos direitos das mulheres ao mesmo tempo que encorajam uma adolescente que se suicide por discordar convosco - ao mesmo tempo que as restantes entre vocês observa tudo e nada fez para parar.

Eu nunca mais serei uma feminista. Eu serei uma defensora dos direitos das mulheres e dos direitos dos homens, igualitária . . .  seja lá o que for que eu me sinta com vontade de me identificar. E mesmo assim, serei mais feminista, segundo a definição de feminismo, do que vocês alguma vez foram.



terça-feira, 16 de outubro de 2012

A triste vida de Monica Lewinsky

A história que se segue, que me foi alertada pelos leitores, demonstra a máxima do Heartiste de que nos cálculos libidinosos das mulheres jovens, cinco minutos com um macho alfa suplantam uma vida inteira na companhia de um macho beta:
Não há marido, tal como ela sonhou, não há namorado, e não há crianças, embora ela tenha dito que no seu coração, ela era romântica e que casar e ter filhos "eram as coisas mais importantes para mim". Depois de inúmeras tentativas de se reinventar profissionalmente, também não há qualquer indício duma carreira bem sucedida.

A MailOnline apurou que ela continua a batalhar com o seu peso, e que agora vive com a sua mãe. Ela mudou-se do apartamento dispendioso que havia alugado durante quase uma década em Greenwich Village - onde as propriedades podem custar até $7,450/mês para um apartamento com um quarto - e divide o seu tempo entre New York e Los Angeles.
Quando ela fica em New York, ela vive com a sua mãe, Marcia Straus, que é dona duma penthouse na cidade.
Parece que ela voltou a ganhar os 14 quilos que perdeu no programa de dieta "Jenny Craig". A sua ligação com a companhia foi famosamente terminada apenas 3 meses depois de ter assinado um contrato de $1 milhão, para ser porta-voz da companhia, depois de terem surgido críticas de que ela não era um bom exemplo.
Foi revelado à MailOnline: 
Acho que se as coisas tivessem corrido como ela queria, ela teria perdido 14 quilos, encontrado um rapaz, mudado para Westchester County, e estabelecido uma família.
[...]
Para além do desgosto que ela sofreu depois do seu relacionamento com o Presidente Clinton, Monica tem planos para detalhar a dor que sentiu quando terminou uma gravidez no momento mais alto do seu relacionamento com o presidente, afirmou uma fonte. Ela estava grávida de um bebé cujo pai era um empregado do Pentágono chamado "Thomas", revelou ela numa biografia mais antiga escrita por Andrew Morton. ‘ O vazio nunca mais foi preenchido,’ disse a amiga
Durante o seu testemunho contra o Presidente Clinton, em 1998, um acordo de imunidade impediu que ela revelasse os detalhes íntimos em torno do seu romance que vieram ao público no livro de Morton desse mesmo ano. Mas esse acordo expirou em 2001, e quando o Presidente Clinton publicou a sua autobiografia "My Life", 3 anos mais tarde, Monica sentiu-se traída por ele outra vez, afirmou a fonte.
Se pensarmos um bocado nesta situação, durante os seus anos 20, Monica vivia o sonho feminista; ela estava a ter relações sexuais com múltiplos e poderosos homens, abortando o resultado, e a trabalhar junto do homem mais poderoso da Terra. Que mais poderia uma jovem mulher "poderosa" desejar? Anos mais tarde, e as coisas não estão assim tão bem. Ela tem quase 40 anos, encontra-se seriamente com peso a mais, sem homem e sem filhos à vista.

Algumas feministas podem dizer que estas mulheres estão a viver a vida que sempre desejaram, mas claramente isto é falso no caso da Monica uma vez que ela queria casar, e ter filhos.
Mas que homem gostaria de se casar com ela depois dela ter dormido com o homem mais poderoso e carismático do planeta? Instintivamente, os homens rejeitam as mulheres que eles sabem os irão colocar num patamar inferior aos parceiros sexuais passados. Esta é uma das razões pela qual as mulheres virgens sempre terem sido preferidas como esposas através da história da civilização.

O impacto psicológico de ter tido relações sexuais com o Presidente dos EUA deve ser muito profundo, e como tal, não imagino homem algum a querer alistar-se para competir com isso. E, claro, que homem pode substituir Bill Clinton no coração da Monica? Havendo sido íntima com o homem que comandou os destinos mais elevados do poder global, tinha o seu jacto próprio e o melhor sistema de segurança da Terra, e era o comandante das forças armadas americanas, como é que outro homem poderia comparar?
O facto de Monica estar solteira não pode constituir surpresa alguma, bem como o facto dela não estar feliz e não conseguir manter controlar o seu peso. No entanto, esta é precisamente a escolha de vida que as feministas prescrevem às mulheres jovens: alguns anos gloriosos de abandono sexual com homens poderosos, e depois uma vida de insatisfação. Que objectivo tão vazio e desilusório. 

Será que as mulheres acordarão e farão uma análise correcta dos dados, ou continuarão a ler livros do tipo “Fifty Shades” na esperança de que podem algum dia voltar a viver tais dias gloriosos? Infelizmente, eu estou mais inclinado a apostar na última opção.

* * * * * * *

Virtualmente todos os anos sai uma notícia do quão triste Monica se encontra, mas muito poucos se alongam nos genuínos motivos por trás das suas escolhas de vida. O artigo de W.F. Price provavelmente é o primeiro a fazer exactamente isso.

A Monica Lewinsky é mais uma das muitas mulheres modernas tomadas cativas pelos seus instintos hipergâmicos - situação que as leva a escolher enveredar por um estilo de vida onde elas esbanjam os pontos mais altos da sua beleza e fertilidade com homens que claramente não querem ter qualquer tipo de relacionamento sério com elas.

Pois bem: Monica junta-se agora à cada-vez-mais-longa lista de mulheres "fortes, poderosas e independentes" que descobrem, amargamente, que foram enganadas pela zeitgest sexual prevalecente. Os alfas, esses, também seguem os seus instintos sexuais biológicos e escolhem, agora, mulheres mais jovens e mais bonitas (os homens estão construídos para dar preferência às mulheres mais jovens e mais próximas do ponto mais alto da sua fertilidade).

O mais trágico desta notícia não é o facto de haver mulheres na casa dos 30 ou 40 que se encontram desesperadas por terem deixado para trás uma longa lista de homens honrados dispostos a tomarem-nas como esposas, mas sim o facto das mesmas mentiras feministas que destruíram as vidas das mulheres da geração passada estarem a ser espalhadas entre as moças actuais.

Dito de outro modo: nós temos evidências empíricas que este estilo de vida (sexo casual, adiamento da maternidade, etc) não funciona, mas as mulheres actuais insistem em adoptá-lo.

Em relação à Monica, não há muito a acrescentar em relação ao que Price escreveu em cima. Talvez só uma coisa: da forma como as coisas estão, não será surpreendente se um dia tivermos a trágica notícia de que ela terminou com a sua vida.



domingo, 30 de setembro de 2012

A solidão que o feminismo causa


Há alguns anos atrás, quando ela tinha 44 e ainda era solteira, Bibi disse:
Estou a olhar para dentro do longo barril dum futuro solitário sem marido, abandonada, sozinha e sem filhos. Como é que eu me meti nesta posição tão delicada? Um dos motivos é o facto dos homens gostarem das mulheres mais novas. Sim, eu também já fui jovem e tudo o mais. Quando estava na casa dos 20 e dos 30, eu não era propriamente uma super-modelo, mas estava constantemente rodeada de homens. O problema é que na altura eu não queria "assentar".
Ela agora teve que aceitar que é demasiado velha para ter filhos, e isto deixou-a desolada:
Não consigo verbalizar o quão doloroso é não ter filhos. Sinto dores físicas precisamente onde o bebé haveria de crescer [útero].

É sobrepujante saber que o meu legado começa e acaba comigo. Portanto, não haverá fotografias de reuniões familiares minhas e dos meus irmãos; não haverá momentos onde observarei, orgulhosa, os filhos a crescer; não há lugar natural no ciclo da vida.

Vocês, mães, criaram a próxima geração. Uma nova linhagem - filhos e provavelmente netos. que são vossos e vocês são deles. Se vocês pensam que estas são palavras duma mulher amargurada que destruiu a sua própria vida e que agora está com inveja . . . então estão 100% correctas. Fico morta por dentro saber que vocês [as mães] têm o bebé e eu não. Porque é que não aconteceu comigo? Sempre quis crianças, sempre assumi que teria crianças e que só não as tinha tido ainda porque só estive num relacionamento suficientemente sério para as ter.

Com 40 anos, e ainda sozinha, descobri que era demasiado velha para a NHS IVF [National Health Service, In Vitro Fertilization]; não tinha dinheiro e como tal enterrei a minha cabeça na areia. Leio com frequência histórias de mulheres que engravidam na casa dos 40.

Foi então que o meu pai morreu. A dor reavaliou a minha a voltei a centrar-me em mim. (As pessoas querem sempre criar algo quando alguém morre. Um livro, uma pintura, uma criança) Enchi-me de coragem e fiz os meus testes de fertilidade. Os mesmos revelaram que, com 46 anos, as minhas probabilidades de ter um filho eram virtualmente nulas.

Foi então que me apercebi o quanto eu queria um bebé, e que nada do que eu tinha na altura significava alguma coisa porque esse amor é o amor, e eu não o tenho e nem vou tê-lo, e como tal, não tenho nada.

Esse amor é a chave de tudo, não é? Esse é o motivo que me leva a estar tão frustrada e o motivo pelo qual as mães devem estar agradecidas. Foi-nos dito que o amor entre uma mãe e o seu filho é a emoção mas linda e mais realizadora que existe no mundo - o sentimento que finalmente da sentido à nossa existência. Eu pessoalmente não sei porque nunca o experimentei. No entanto, se a agonia de saber que nunca vou sentir esse amor serve de forma de medição, então eu alteraria todas as decisões que alguma vez tomei que me levaram a este lugar horrível.

Já tive pessoas que amava morrerem à minha frente, mas mesmo esse horror não se compara. A dor que eu sinto rasga-te por dentro (e ao teu futuro) porque, como me disse uma amiga que passou por esta situação e a quem, chorosa, contei toda a minha historia "Nunca vais sarar porque isto está bem dentro de ti. Isto é o que era suposto tu fazeres. Foi para isto que tu nasceste mas tu não o fizeste."

Nunca vou ficar grávida, nunca vou ser protegida pelo pai do meu filho, nunca serei amada por ele como a mãe do seu filho, nunca amarei como vocês [as mães com filhos] amam, nunca serei amada como vocês são amadas. Eu nunca significarei para alguém aquilo que vocês significam.
Esta história ressalva um dos problemas da maternidade adiada. As mulheres da classe média têm apenas uma pequena janela de oportunidade (30 a 35 anos) onde é suposto elas tornarem-se sérias na sua busca dum parceiro, e ter filhos no momento em que a sua fertilidade começa a decair. É inevitável que muitas mulheres, e sem necessidade alguma, deixem passar esse breve período - especialmente aquelas que vagueiam durante essa pequena janela de oportunidade.

Actualmente, nos EUA, 25% das mulheres com educação universitária com idades compreendidas entre os 40 e 44 estão sem filhos. Isto é uma variação enorme, se considerarmos que no período pós-guerra, essa percentagem centrava-se nos 10%.

Crê-se que os 30 anos sejam o momento crítico para as mulheres da classe média, mas será mais sensato recuar ligeiramente esse numero como forma de dar tempo de encontrar alguém. conhecerem-se, passar pelo noivado, casar e começar a ter filhos.

Isto faz muito mais sentido que entrar em correrias nos momentos finais, quando as mulheres e os homens provavelmente já se habituaram ao estilo de vida de solteiros, quando as mulheres têm que competir com mulheres mais jovens, e quando não foi dado aos homens qualquer sinal para se prepararem para o papel de marido e pai.

* * * * * * *

Nunca é demais relatar histórias em torno da forma como as mulheres foram, e estão, a ser enganadas pela forma de pensar feminista: carreira primeiro, filhos depois. Embora isto possa parecer cruel, a verdade é que estes relatos têm que ser amplamente publicitados e mostrados às mulheres actuais que ainda pensam que "podem ter tudo". 

A lógica e a razão não entram da mente feminista e como tal, pode ser  que os relatos de outras mulheres façam aquilo que a lógica e a razão não conseguem.

Bibi tem razão quando diz que não é actualmente uma super-modelo, mas olhando para a sua foto, e extrapolando alguns anos para trás, não é difícil construir um cenário onde ela está rodeada por homens.  A tragédia da história é que muito provavelmente qualquer um desses homens  estaria disposto em ser seu marido

Mas ela decidiu que "não estava pronta" ; primeiro era preciso investir na carreira e em si própria ao mesmo tempo que esbanjava os seus melhores anos com homens não-voltados para o casamento.

Pois bem; ela agora está pronta, mas o corpo dela  já não está

Como disse o autor do texto, as mulheres têm uma janela de oportunidade relativamente reduzida para encontrar o futuro pai dos filhos, travar conhecimento, casar e gerar as crianças.

Se, pelo contrário, a mulher moderna resolve "esperar" durante os anos de beleza máxima (18-27), quando ela decidir que "está pronta", o tempo pode não jogar a seu favor. Por essa altura, não só ela tem contra si a idade [os homens estão programados para dar preferências às mulheres mais jovens], como tem a biologia.

O feminismo enganou e continua a enganar as mulheres.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Elly Tams: Feminista em recuperação

Um grupo de feministas do Reino Unido (RU) publicou recentemente um livro com o nome "The Lightbulb Moment", que é uma colecção de histórias em torno do preciso momento em que as escritoras "viram a luz" e se tornaram feministas. Deixando de lado o imaginário religioso ao estilo "Estrada Para Damasco", este livro ressoa em mim uma vez que eu também já tive os meus momentos "light bulb" [lampada eléctrica] em relação ao feminismo - especialmente nos últimos dois anos.

No entanto, o que eu descobri, e as minhas iluminações, foram de natureza totalmente diferentes daquelas descritas no livro, uma vez que, apesar da minha caminhada envolver o meu abandono da irmandade, eu escrevo isto depois de ter sido criada, educada e - sim - indoutrinada durante mais de 40 anos com o dogma feminista. E a irmandade, aquele clube adoravél, "feminino" , sensível, tipo mulheres-unidas, puniu-me severamente pela minha decisão.

Em 2010 comecei a escrever um blogue sob o pseudónimo de Quiet Riot Girl. Tenho participado em algumas comunidades online durante os anos, e sempre adorei a forma como elas nos dão a chance de 1) brincar com a nossa identidade, 2) desenvolver personalidades e 3) explorar ideias e prácticas que podem nunca ter sido adoptadas sob o "nosso nome verdadeiro." No entanto, quando criei a "Quiet Riot Girl", nem sabia o quão impactantes as minhas explorações seriam.

Eu era ainda uma feminista quando comecei a blogar (e a twitar) em 2010. Como uma feminista analítica, encontrava-me bem ciente das divisões e das incoerências que existiam entre as feministas em questões em torno do sexo, economia e autonomia física. Mas mesmo assim, eu era uma "irmã". Se vocês derem uma vista de olhos ao meu primeiro blogue QRG, observarão o quão claramente eu me identificava como uma feminista. Mas passado que estava um ano, eu havia-me já separado do feminismo e estava a escrever como uma "anti-feminista - como por exemplo, no meu controverso ensaio com o nome de "Against Feminisms."

O que foi que mudou? E porquê? A minha rejeição do feminismo (e vice-versa) não é apenas uma questão de eu escolher identificar-me com outro nome, e escolher identificar as minhas escolhas políticas com outro nome, mas sim uma mudança gigantesca em mim - o que significa que eu vejo o mundo de uma forma completamente diferente. Existiram algumas curvas e retrocessos na minha "revolução" pessoal. Estes são os mais determinantes.

1) Cultura de Violação [estupro] e Outros Mitos Feministas

A bloguesfera feminista está cheia de artigos e discussões descrevendo o que as feministas qualificam de "cultura de violação". Segundo elas, as mulheres não são capazes de andar numa rua ou desfrutar duma bebida num bar sem serem objecto de avanços amorosos, assédio e violações por parte dos homens, esses cães sujos. Quando comecei a interagir com as feministas online fui imediatamente atingida pelo facto de não reconhecer o fenómeno da "cultura de violação" que elas falavam.

Certamente que não reconheci os homens como os vilões que elas descreviam. Reparei que os homens, como um todo e individualmente, eram demonizados pelas feministas. Por exemplo, Julian Assange ainda nem foi formalmente acusado, mas as blogueiras feministas já o marcaram como um "violador."

Em 2010 escrevi o artigo com o nome "Why Rapist Is A Dirty Word" e a reacção das feministas foi reveladora. Como vocês podem ver na caixa de comentários desse post, algumas feministas disseram que eu não tinha o direito de falar sobre a violação visto que nunca tinha sido violada [?!!!] . Outras disseram que eu era uma "apologista da violação" enquanto outras disseram que eu era uma “rapey!”

O meu estatuto como mulher foi colocado em causa, e as "irmãs" apelaram para que o meu cartão de feminista fosse revogado. Quando tentei que o meu trabalho em torno da cultura da violação fosse disponibilizado em sites feministas e publicações online, deparei-me com um silêncio sepulcral. Aparentemente eu tinha violado um "tabu".

Sem me deixar afectar com isso. continuei a explorar o tópico; em Setembro de 2011, e depois de desistir de desafiar o conceito da "cultura de violação" dentro do feminismo, o meu artigo "Rape Culture And Other Feminist Myths" [Cultura de Violação e Outros Mitos Feministas] foi publicado no "Good Men Project." Nesse artigo eu afirmei:
Quando oiço a palavra "violador", penso num homem com capacidade de reflexão - e não num homem incapaz de mudar. Se nós queremos reduzir a violência sexual, e a violência entre duplas íntimas, temos que falar deste assunto, e falar com os homens que levam a cabo a violência sexual como se eles fossem capazes de mudar. Para além disso, temos que aceitar que os homens não são os únicos perpetradores. A Cultura da Violação é um mito, e como tal, rejeito-a por completo.
Como consequência disto, as feministas, que ainda olham para a violação como violência sexual primariamente levada a cabo pelos homens, rejeitaram-me.

2) Guerra entre os Sexos

Quando finalmente me apercebi da forma horrível como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui mais capaz de me identificar com o feminismo. O sexo, obviamente, é complexo, e universalmente complexo. A minha própria sexualidade e a minha política sexual variaram com o tempo. Uma das razões que me levou a cortar os laços com o feminismo é a "guerra dos sexos." Apesar de todo o puritanismo que emana do feminismo, aquelas miúdas estão extraordinariamente interessadas no sexo, especialmente nas maldades dos homens heterossexuais.

Durante o ano de 2010 escrevi um post com o nome de "Sex For Sale". Embora hoje em dia discorde comigo mesma em relação a muito do que se encontra lá escrito, o artigo é importante para mim porque revela a forma como me recusei a aceitar o pânico feminista em torno do trabalho sexual. Tal como disse no artigo, "Quando falo do trabalho sexual, incluo-me na discussão. Também te incluo. Se nós não falamos do sexo como participantes, então estamos a levar a cabo um “othering” [da palavra "other" que significa "outro"] das mulheres que abertamente trocam o sexo por dinheiro." (Se fosse hoje, eu diria "homens e mulheres!")

O termo-chave aqui é “othering”. As feministas ADORAM falar da objectivação - que, para elas, significa a objectivação sexual das mulheres. Mas eu sei que no século 21 os homens são também objectos de desejo; os homens mais jovens em particular são colocados em cartazes e ecrâns de televisão, usando pouco mais que nada. Mas esta sexualidade metrossexual masculina é ignorada pelas feministas.

As feministas afirmam que, na nossa cultura, são as mulheres, e não os homens, que são objectivados. Elas adoram atribuir culpas à industria do sexo e aos desejos dos homens heterossexuais pelo estatuto "other" das mulheres como "objectos sexuais", vítimas dos "olhares masculinos", e, essencialmente, como vítimas da violência sexual levada a cabo pelos homens.

Mas na minha opinião, são as feministas que objectivam tanto os homens como as mulheres. Quer elas sejam feministas "sex positive", ou feministas "anti-sexo" e "anti-indústria do sexo", elas simplificam e objectivam as pessoas de modo a que elas se tornem caricaturas de "vítimas" e caricaturas de "perpetradores."

Eu recuso ambas as qualificações e devido a isso, não me ajustei aos moldes feministas.

3) Mas a Sério, e Então e os Homens?

A primeira vez que eu ouvi o termo "misandria" foi há apenas alguns anos atrás. Eu era directora duma organização feminista sem fins lucrativos que providenciava treino a mulheres da indústria musical. Estávamos num dia de treino em torno da "igualdade de oportunidades" quando um homem sugeriu que a minha organização poderia ser sexista. Para além de ter ficado zangada, rejeitei o homem e a posição que ele havia tomado. Eu pensava que a "misandria" da qual ele falava não existia.

Não quero uma medalha por me ter apercebido que existe. Estou a contar este episódio como forma de sublinhar o quão raro o sexismo contra os homens é levado a sério pelas feministas. Durante o tempo em que tirava o meu PhD em estudos de género, usava com frequência um "dicionário da teoria feminista." O termo "misoginia" era longo e detalhado, mas o termo "misândria" não se encontrava presente.

Quando me apercebi da forma cruel como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui capaz de continuar a identificar-me como feminista. No artigo presente no blogue "Good Men Project", escrevi em torno da expressão horrível que as feministas e os seus aliados usam quando se falam de assuntos masculinos: “whatabouttehmenz?”.

Incidentalmente, acho que mereço uma medalha pelo facto de ter sido banida do site com o nome "No, Seriously, What About Teh Menz?". Supostamente NSWATM é um fórum feito para as pessoas que se preocupam com os homens, com a misandria e com a masculinidade, mas eu fui banida por ter desafiado a Sady Doyle, a proeminente blogueira feminista americana, activista e . . . er . . . alguém com ódio aos homens!

A lista de feministas conhecidas que dedicam uma boa parte do seu tempo e energia a demonizar e a rebaixar os homens é longa. Todos temos as nossas favoritas - estou-me a lembrar de Amanda Marcotte, Melissa McEwan, Cath Elliott, Jill Filipovic e Gail Dines. Mas eu dei por mim a identificar a jornalista do UK Guardian Suzanne Moore como particularmente culpada de misandria. Numa das suas colunas semanais, Moore conta a história da forma como a filha lhe perguntou do porquê dela ser uma feminista. A sua resposta? "Porque os homens fazem coisas horríveis."

4) Quem é Que Está a Silenciar Quem?

As feministas, especialmente as que se encontram online, frequentemente falam no "silenciamento." Alegam elas que os homens tentam silenciar as feministas usando uma variedade de técnicas malignas. Entre estas incluem-se o “mansplaining,” “gaslighting” e o “bullying sexual.” Não vou explicar os conceitos - os leitores do blogue A Voice For Men certamente que estão familiarizados com os mesmos, e tenho a certeza que eles já foram usados contra eles em discussões com feministas.

Há algum tempo atrás, numa estranha discussão no blogue Feministe, fui acusada de todas as coisas que alegadamente os homens fazem para silenciar as feministas. De facto, elas chamaram-me de "homem", e galardoaram-me com um "pénis honorário" - que guardo até hoje. Para além disso, as adoráveis senhoras do blogue Feministe baniram do deu blogue.

Em Abril de 2011 fiz uma lista de todas as pessoas que me baniram e bloquearam (online). O nome da lista foi retirado dum blogue feminista com o mesmo nome, 101 Wankers. Actualmente atingi e ultrapassei o meu "alvo" e deixei de contabilizar.

Mas isto não me silenciou, e como tal, em Março de 2012 Julie Bindel, a conhecida feminista que milita contra a indústria do sexo, juntamente com as suas amigas, "revelaram-me". O meu pseudónimo Quiet Riot Girl foi revelado como pertencendo a mim, Elly Tams,e fui qualificada de "anti-feminista", "homofóbica" e uma "troll."

O termo "troll" é particularmente eficaz uma vez que é aceite de modo geral - muito para além da bloguesfera feminista - como uma palavra que significa que alguém é "mau", "não fiável", e até "sub-humano." Fui chamada de troll em várias ocasiões, e embora a expressão seja usada com intenções políticas, o mesmo magoa. Quando existem programas de TV com o nome de "RIP trolls", e que seguem o rasto no Facebook por tributos a pessoas recentemente falecidas, e então desfiguram-nos e assediam de forma horrível os familiares, é difícil ser chamada de "troll" e permanecer firme e orgulhosa.

Mas levando em conta o tratamento que as feministas, e outros que não gostam do que eu tenho a dizer, me deram, fico com uma pergunta: Quem é que está a silenciar quem?

5) "Lies, Damn Lies and Statistics"

Uma das coisas que sempre achei difícil de aceitar acerca do feminismo é a forma incoerente o mesmo é, e a forma como usa dados adulterados - bem, chamemos-lhe de mentiras - para promover e justificar as suas declarações. Eu estudei o género até ao nível de PhD e para além, e como tal fundamentei o meu trabalho na teoria feminista e nas pesquisas influenciadas pelo feminismo. Será que estava tudo errado? A resposta é "sim" e "não."

No meu ensaio "Against Feminisms" eu demonstro que rejeito TODAS as pressuposições feministas bem como as suas posições básicas. Mas eu não alego que tudo o que foi escrito por uma feminista é inútil. As teóricas e escritoras feministas cujo trabalho eu não abandonei de todo incluem nomes como Camille Paglia, Judith Butler e Gayle Rubin. No entanto, eu penso que elas focam-se demasiado na mulher e nos assuntos que se centram na mulher, fragilizando os seus argumentos.

Preciso de outro artigo, ou se calhar um segundo PhD, para demonstrar a forma como as feministas são inconsistentes nas suas posições, e como as suas pesquisas são frequentemente muito pobres. Mas eis alguns exemplos recentes:
  • No seu livro recentemente publicado "The Sex Myth", Brooke Magnanti, mais conhecida como Belle de Jour, mostrou como as feministas que são contra a indústria do sexo usam dados erróneos e análises pobres para emitirem o que eu só posso qualificar de "misoginia" e mentiras em torno do entretimento adulto.
Magnanti mostra como as activistas feministas basearam uma parte do seu activismo em estatísticas erradas em torno da relação entre o número de clubes de "danças de colo" na área, com o nível das violações na mesma área. Organizações sediadas no Reino Unido, tais como Object UK e a Fawcett Society, normalmente apresentam "factos" em torno da violência contra as mulheres que, após inspecção mais pormenorizada, revelam-se como tudo menos factos, ou dados incompletos.
  • A Fawcett Society fornece-nos um exemplo dos dados erróneos feministas. Actualmente, eles têm uma campanha em torno da forma como, durante uma recessão, as mulheres são mais afligidas economicamente que os homens.
Eu acho os números que eles usam particularmente insultuosas para a nossa inteligência uma vez que elas ignoram o "facto" que todos nós sabemos do nosso dia a dia, isto é, que, na esmagadora maioria dos casos, os homens e as mulheres vivem juntos - quer seja em famílias nucleares ou estendidas - e sustentam-se mutuamente.
  • Outro facto ignorado pelas feministas é a forma como os pais que não vivem com os seus filhos, e que muitas vezes nem têm acesso a eles, tendem a pagar consideráveis somas de dinheiro em pensão alimentícia.
6) A Visão Completa

A questão dos pais e dos direitos dos pais é um que me traz para o último ponto.

Nos meus conflitos mais recentes com as feministas, particularmente através da internet, descobri que elas são incrivelmente mesquinhas, de visão limitada, e particularmente insensíveis às questões mais amplas da sociedade que não lhes afectam directamente. A bloguesfera feminista encontra-se dominada por mulheres jovens, brancas e da classe média que não têm que se preocupar com o facto de terem ou não terem permissão para ver os seus filhos, se serão chamadas para combater numa guerra, ou de onde virá a próxima refeição.

De modo global, quando se fala em crises tais como fomes, desastres naturais e conflitos armados e desemprego, todos - e não só as mulheres - sofrem. Mesmo nos EUA o alistamento militar é compulsório para os jovens homens - não para as mulheres - mas as feministas descartam isso como um importante assunto de género.

O choramingar constante de feministas endinheiradas em torno do "privilégio masculino" foi a gota de água final no meu relacionamento com o feminismo. Privilégio? Qual privilégio?

[Conclusão:]

No título deste artigo eu identifico-me como uma "feminista em recuperação." Embora eu ache que eu nunca tenha sido "viciada" no feminismo, essa frase foi propositada. Abandonar o dogma que tem dominado a minha vida até hoje não tem sido fácil. Existem até paralelos com a forma como o álcool e as drogas podem servir de, digamos, "adereços" e "redes de segurança", uma forma de tentar evitar alguns dos aspectos mais duros da realidade, e o que o feminismo me ofereceu.

Hoje, sem a confortável desilusão do feminismo encontro-me mais vulnerável. Por vezes, sem o "gang", o "clube" (a "seita"?) sinto-me sozinha. Mas não tenho arrependimentos. Para além da misandria, das mentiras, das tácticas de silenciamento, e das políticas sexuais opressoras do feminismo, ao escrever este artigo lembrei-me de que, mesmo quando ainda era uma feminista que pensava pela sua própria cabeça, eu fui expulsa e ridicularizada. Para mim, ser uma feminista foi estar numa irmandade mas não ter irmãs. Nunca mais voltarei para lá.


Agradeço ao Dean Esmay por me encorajar a escrever isto. Agradeço também à minha própria irmã que nunca se deixou convencer pelo feminismo e que agora passa o seu tempo a dizer "Eu bem te disse!"

O meu corrector
ortográfico não reconhece a palavra "misandria". Talvez o meu pc seja feminista.


sábado, 12 de novembro de 2011

Mulheres preferem ficar em casa a cuidar dos filhos

O movimento feminista convenceu uma substancial facção das mulheres modernas que a genuína realização pessoal vem das qualificações académicas e das conquistas profissionais adquiridas e não - como era costume num passado cada vez mais longínquo - das actividades que envolvem escolher ficar em casa a cuidar do lar e dos filhos.

Alegadamente, as mulheres que voluntariamente escolhiam ficar em casa eram "oprimidas". Não se entende bem como alguém que livremente escolhe ficar em casa a cuidar dos seus filhos (ao mesmo tempo que um homem lhe paga todas as despesas) é de alguma forma "oprimida".

Mas sendo um movimento político esquerdista sem conhecimento da natureza da mulher, o feminismo está condenado a trazer infelicidade às mulheres, às famílias, às crianças e principalmente aos homens.

Uma das formas através da qual nós podemos vêr que o feminismo desconhece a natureza da mulher é precisamente na questão que envolve a escolha feminina de querer ser dona de casa em detrimento duma carreira profissional.

Se a mulher era oprimida por escolher ficar em casa, porque é que um significativo número de mulheres actuais anseia poder ter liberdade económica para ficar em casa a cuidar dos filhos?

Segue-se o testemunho duma mulher grávida:

Eu simplesmente não quero voltar a trabalhar e deixar a educação da minha linda bebé nas mãos de outra pessoa. Quando os meus outros filhos eram pequenos, eu fiquei em casa e fui fazendo trabalhos que não perturbavam o meu tempo com eles.

Adorei todos os momentos que passei com eles.

Depois da minha filha mais nova ter iniciado a escola, voltei a estudar e no ano de 2007 graduei-me. Depois de ter encontrado um emprego a tempo inteiro engravidei outra vez.

Pensei sobre isso e determinei-me a regressar a trabalhar. Se as outras mães conseguem, certamente que eu também conseguiria.

Mas à medida que a minha gravidez se aproxima do fim, cheguei à conclusão que não quero abandonar o bebé. Quero ser aquela que vê o seu primeiro passo, ouve a primeira palavra e a ensina a ter bons modos.

Eles crescem tão depressa que o tempo vai-se num abrir e fechar de olhos.

Não poderia suportar o pensamento dela estar a chorar no infantário e ninguém lhe prestar atenção por haver outras crianças a necessitar de apoio.

Quem me dera poder ignorar todas estes pensamentos mas não consigo. Adoro ser uma mãe que fica em casa [a cuidar dos filhos].

Porque é que me sinto culpada por querer ficar em casa a cuidar dos meus filhos? Há por aí outras mães que também se sentem assim?

É um triste sinal dos tempos quando uma mãe se sente culpada por querer ficar junto dos filhos. Por aqui se vê o quão devastadora tem sido a influência do feminismo sobre a forma de pensar feminina.

Outra mulher expressa sentimentos semelhantes:

A minha licença de parto está quase terminada mas, sinceramente, eu não quero colocar a minha filha num infantário. Não creio que seja viável o pagamento das mensalidades.

Além disso sinto-me desconfortável com a ideia de outra pessoa a criá-la.


Como é que as feministas explicam esta tendência natural da mulher de querer ficar em casa a cuidar dos seus filhos? Esta inclinação natural e saudável das mulheres está a ser suprimida pelo movimento feminista ao identificar a posição de cuidadora do lar como algo "humilhante" e "degradante".

As feministas, na sua ânsia de colocar as mulheres no mercado de trabalho sob a bandeira da liberdade, conseguiram gerar uma legião de mulheres stressadas que tenta equilibrar a atenção dada aos filhos com o avanço da sua carreira profissional.

Pior que isso, as feministas conseguiram uma das mais fantásticas obras de ilusionismo da História do Homem ao identificarem a redução da liberdade de escolha como algo "libertador".

Antigamente, as mulheres tinham a opção de poder ficar em casa, arranjar um emprego a part-time, ou trabalhar a tempo inteiro.

Hoje, graças aos movimentos políticos que visam colocar as mulheres debaixo da escravatura do ordenado, as mulheres são practicamente obrigadas a optar pela terceira opção como forma de suportar as despesas. Aquilo que é visivelmente uma perda de liberdade é apresentado à mulher como uma "vitória".

Na sua essência, o feminismo é uma ideologia anti-mulher. Infelizmente, a esmagadora maioria das mulheres não se apercebe disso.

A essência do feminismo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Dawn Eden: Sou uma das muitas vítimas do feminismo e do sexo casual

Uma antiga groupie (mulher que acompanha bandas musicais durante as digressões) explica como ela veio a descobrir que a moralidade e a castidade fazem mais sentido do que o "amor livre".

A geração dos anos 60 pensava que tudo deveria ser livre. No entanto, alguns anos mais tarde, os hippies vendiam garrafas de água nos festivais de rock a 5 dólares cada.

Mas para mim o preço do "amor livre" foi ainda maior. Sacrifiquei aqueles que deveriam ter sido os melhores anos da minha vida pela mentira sombria do amor livre. Todo o sexo que alguma vez tive - e tive mais do que a minha conta - longe de trazer o relacionamento duradouro que buscava, apenas tornou o casamento uma miragem.

Não estou sozinha nesta forma de pensar. Podem-me incluir entre as insatisfeitas filhas da revolução sexual, um grupo contra-cultural composto por mulheres que se aperceberam que o sexo casual é uma mentira e estão a preferir permanecer castas.

Tenho 37 anos e como milhões de outras raparigas, nasci num mundo onde as jovens mulheres eram encorajadas a explorar a sua sexualidade. Isto era-nos apresentado como um facto feminista.

Durante os anos 60, a futura editora da Cosmopolitan Helen Gurley Brown perguntou "Pode uma mulher ter sexo como um homem?" Sim, disse ela, uma vez que "tal como o homem, [a mulher] é uma criatura sexual".

A sua perspectiva iniciou o lançamento de artigos em várias revistas femininas contendo coisas como "100 novos truques sexuais". Então, a feminista amante-do-sexo Germaine Greer afirmou que "as grupies são importantes porque elas desmistificam o sexo; elas aceitam-no como algo físico e elas não são possessivas em relação às suas conquistas." Como historiadora da música pop e filha da revolução sexual, aceitei o chamamento da Germaine Greer.

Enquanto eu era ainda ignorante da ordem formal da Greer para ter relações sexuais livremente, li o livro "I’m With the Band" - escrito pela super-grupie Pamela Des Barres (na foto com Keith Moon) - invejando a sua habilidade de absorver tudo o que era desejável nos roqueiros - a sua aparência, humor, criatividade e fama - sem perder parte alguma dela mesma nas suas inúmeras escapadelas com os mesmos.

Tentei imitá-la e acho que fui bem sucedida. De certa forma, o roqueiro em digressão era o meu parceiro sexual ideal . Com ele, eu poderia estabelecer intimidade passageira sem nunca ter que lidar com o [amor] genuíno (e a verdadeira rejeição que poderia ocorrer).

Mesmo sabendo no meu coração que a relação nunca iria funcionar, eu sentia à mesma que havia existido uma conexão mais profunda com o meu parceiro sexual.

Faz parte da natureza do acto sexual despertar emoções profundas em nós, emoções que não são bem vindas quando se tenta manter a relação leve e descomprometida. Nós poderíamos nos enroscar um ao outro, dar risadinhas ou adormecer nos braços um do outro, mas tanto eu como ele sabíamos que era tudo teatral.

Independentemente do que a Greer e a sua corja possa dizer, eu experimentei a sua filosofia - de que a mulher pode fornicar como o homem - e ela não funciona. Nós não estamos construídas dessa forma. As mulheres estão construídas para criar laços. Nós somos vasos que buscam preenchimento.

Por essa razão, por mais que nós tentemos nos convencer do contrário, o sexo vai deixar-nos com um vazio interior a menos que saibamos que somos amadas, que o acto [sexual] faz parte dum grande plano onde nós somos amadas por tudo o que somos e não apenas pelos nossos corpos.

Demorei muito tempo para me aperceber disto.

A nossa cultura - tanto nos média através de programas como "Sex in the City" e nas interacções diárias - avança de um modo asfixiante a ideia de que a luxuria é uma estação a caminho do amor. Não é. Isto deixou-me com uma frágil fachada incapaz de genuína intimidade.

A equivocada e hedonista filosofia força as mulheres a levar a cabo comportamentos que prejudicam ambos os sexos - mas são particularmente mais prejudiciais para as mulheres uma vez que as pressiona a subverter os seus desejos emocionais mais profundos.

As campeãs da revolução sexual são cínicas. Os seus corações de estanho sabem muito bem que sexo casual não faz a mulher feliz.

....

Numa noite do ano passado tive um jantar com um amigo - um jornalista inglês encantador que eu poderia namorar caso ele partilhasse a minha fé (não partilhava) e se ele estivesse interessado em casar (não estava). Ele fez-me várias perguntas sobre a castidade, chegando ao ponto de sugerir que, uma vez que há já tanto tempo que eu procurava alguém, eu poderia muito bem não encontrar o homem que tanto desejava.

"Isso não é bem assim" respondi eu.

As minhas hipóteses são melhores agora do que alguma vez foram uma vez que, antes de ser casta, eu procurava nos sítios errados. Só agora é que estou pronta para o casamento e tenho uma visão clara do tipo de homem que quero.Posso ter 37 anos, mas em termos de anos de busca de marido, eu tenho 22.


O artigo original revelou também como a Eden se converteu ao Cristianismo.
Hoje em dia vivo uma estilo de vida diferente. Ainda estou em contacto com os músicos mas é muito mais provável eu passar o meu tempo com coros de igreja.

Sou casta. A minha decisão de resistir ao sexo casual foi mais uma vez influenciada pela minha mãe - mas não da forma que ela inicialmente esperava.

Embora ela fosse judia, ela abandonou as suas crenças Nova Era em favor do Cristianismo quando eu era adolescente. Por essa altura eu não tinha planos para seguir esse caminho.

Da forma como eu via as coisas, os Cristãos pareciam-me uma massa sem cara, chata e que controlava o mundo.

Foi então que, num dia de Dezembro de 1995, enquanto eu fazia uma entrevista por telefone com o líder da banda de Los Angeles (os Sugarplastic) que lhe perguntei o que ele estava a ler. Ele respondeu "The Man Who Was Thursday" por G K Chesterton.

Adquiri uma cópia só por curiosidade e fiquei cativada. Passado pouco tempo eu comecei a lêr tudo o que Chesterton havia escrito, começando pelo livro "Orthodoxy" - a sua tentativa em explicar o porquê dele acreditar na fé Cristã.

Foi aí que me apercebi que havia algo de excitante no Cristianismo.

Continuei a ler Chesterton à medida que eu dissipava o meu antigo estilo de vida até que numa noite de Outubro de 1999 tive uma experiência hipnagógica - daquelas em que tu não sabes se estás acordada ou a dormir.

Ouvi a voz duma mulher a dizer "Algumas coisas não são supostas serem sabidas. Algumas coisas são supostas serem entendidas."

Eu ajoelhei-me, orei e eventualmente entrei na Igreja Católica.


Conclusão: mais uma mulher que esbanjou os seus melhores anos na realização do ideal feminista da "igualdade sexual"; foi retirada do mercado de casamento (tal como planeado pelo feminismo) e agora, com 37 anos, quer encontrar o homem certo.

Até pode ser que encontre, mas as hipóteses são muito menores agora do que eram quando tinha 22, 27 ou 30 anos.

As ex-feministas fariam um bem à sociedade se pegassem neste tipo de informação e a disseminassem de forma agressiva (mas respeitadora) entre a nova geração de feministas. Basta olhar para a forma como se vestem as mulheres de hoje para vêr que a esmagadora maioria delas vai fazer exactamente os mesmos erros que a geração anterior de feministas fez (e obter os mesmos resultados).

Mas sinceramente, não há motivos para pensar que surja entre as mulheres um movimento anti-feminista tão vocal como o movimento feminista. Espero estar enganado, mas acho que não estou.

Vêr também:

1. Colunista feminista chocada por descobrir que os homens não se querem casar com mulheres promiscuas

2. "Fui enganada pelo feminismo"

3. O amor que nunca vai ser expresso

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Mãe orienta filha a mentir e dizer que o pai é pedófilo


Uma criança de 7 anos, cuja custódia está a ser objecto de disputa, foi ensinada pela mãe a mentir e alegar que o próprio pai é um pedófilo.

Segundo um juiz dum tribunal de alta instância, para além de inventar mentiras como forma de manchar o nome do pai da criança e ficar com a guarda da filha, a antiga jóquei Victoria Haigh, (41 anos), iniciou uma campanha contra o 100% inocente ex-parceiro David Tune.

Depois duma série de audiências privadas, Sir Nicholas Wall decidiu tornar o julgamento público devido ao facto de "alegações escandalosas" terem sido disponibilizadas ao público "através de emails e pela internet".

Sir Nicholas disse que dois juízes dum outro tribunal verificaram que o sr Tune, de 41 anos, não é um pedófilo e não havia abusado sexualmente da sua filha.

O juiz acrescente:

O primeiro juiz descobriu que as alegações de abuso sexual que foram feitas contra o pai da criança não só era falsas com também haviam sido geradas pela mãe da criança - que mais tarde causou que a menina tivesse que repeti-las.
O juiz decidiu legalmente que os nomes da srª Haigh, do sr Tunes e das autoridades locais pudessem ser identificadas por nome. No entanto, ele disse que a criança - referida no tribunal como X - não deveria ser nomeada. Ele disse:
As alegações de abuso sexual foram primeiramente feitas pela mãe e não por parte de X. Estas acusações eram falsas e a mãe sabia que elas eram falsas. X foi treinada pela mãe a fazer alegações de abuso sexual por parte do pai.

Este procedimento teve consequências sérias na vida do pai e ameaçou a estabilidade da filha.

As acções da mãe foram totalmente contrárias aos interesses da criança.

Claro que foram. As feministas só se preocupam consigo mesmas, mesmo que para isso tenham que causar danos irreparáveis em vidas inocentes (principalmente danos mortais em vidas intra-uterinas).
O pai tem o direito de dizer ao mundo - e o mundo tem o direito de saber - que ele não é um pedófilo, que ele não abusou sexualmente da sua filha e que as alegações feitas contra ele são falsas.

Ajuda política.

O tribunal ouviu como a senhora Haigh foi incapaz de produzir a mais pequena das evidências em favor das suas alegações e que em vez disse obteve ajuda por parte de jornais e políticas esquerdistas. A srª Haigh, que agora treina cavalos, não só teve o suporte do colunista do Daily Telegrah Christopher Booker, como viu o político trabalhista (esquerdista)
John Hemming a trazer o assunto para discussão no Parlamento inglês.

Ela foi descrita como alguém que foi "vítima duma séria injustiça" e alguém que teve que "fugir" para a Irlanda para dar à luz um segundo filho.

Enquanto isso, os ataques online ao sr Tune continuaram.

O juiz Sir Nicholas continuou e disse que, ao repetir das mentiras, ela atacou a boa fé de todos os profissionais que tiveram contacto com o caso. Devido a isto, ele proibiu a srª Haigh de fazer qualquer tipo de aplicação em relação à filha sem a sua autorização durante dois anos.


Felizmente o caso do sr Tunes foi julgado por um juiz não imerso nas mentiras feministas, porque se
esse fosse o caso, o pobre coitado não só seria lançado na prisão devido às mentiras da estúpida da Victoria Haigh, como dificilmente voltaria a ver a filha nos próximos anos.

Que tipo de respeito é que merece uma mulher assim? Como é que os homens não se vão sentir enervados e injustiçados com a influência que este tipo de mulheres têm sobre o sistema legal (e político) se elas podem com isso destruir por completo a reputação dum homem sério? Mesmo que não tivessem poder político ou mediático: usar uma criança para lançar alegações falsas sobre um homem inocente está errado.

Já não bastava o sistema legal ocidental ser anti-homem (vejam este site) para ainda termos que lidar com jornalistas e políticos marxistas?

Vejam a frieza e o calculismo desta feminista ao chegar ao ponto de inventar histórias sexuais sobre a própria filha e o ex-parceiro como forma de obter a custódia da mesma. Que mãe é que faz uma coisa destas? Qual é o juiz que daria a custódia a uma mulher assim?

Outra coisa importante a perguntar: e os homens que não conseguiram provar a sua inocência? Veja-se o ridículo: graças ao feminismo, os homens são obrigados a provar a inocência quando os sistemas legais modernos e ocidentais foram construídos de forma a que as pessoas fossem consideradas inocentes até prova em contrário. Agora, graças ao feminismo, os homens são culpados até prova em contrário.


domingo, 14 de agosto de 2011

Mentiras feministas em torno das diferenças salariais entre homens e mulheres

Na primavera passada o "White House Council on Women and Girls" emitiu uma reportagem muito antecipada com o nome de Women in America. Uma das conclusões atingiu uma veia comum: nos dias que correm, diz-nos o esquerdista que ocupa a Casa Branca [Hussein Obama], "as mulheres ainda recebem em média 75 cêntimos por cada dólar que os homens ganham. Isto é uma discrepância enorme."

Isto de facto é uma enorme discrepância. Para além disso, isto é também um bom exemplo do que o jornalista Charles Seife identifica como "provismo" (eng: “proofiness.”) Por provismo entenda-se como o uso incorrecto de estatísticas como modo de confirmar o que já se acredita.

De facto, a mitologia em volta dos 75 cêntimos depende de comparações irrealistas que favorecem iniciativas feministas, ao mesmo tempo que nada nos dizem sobre o bem estar da mulher.

O que nós sabemos é que identificar a "descriminação" como a explicação por defeito para a diferença salarial, como os provistas querem que façamos, conduz-nos a alguns dilemas. Segundo o departamento de estatísticas dos EUA, os homens asiáticos ganham mais dinheiro do que o homem branco ou a mulher branca. Será que isto significa que os brancos são descriminados em relação aos asiáticos?

Mulheres que trabalham nos cafés possuem vencimentos superiores do que os homens que trabalham nos mesmos sítios. Será que isto significa que os homens são descriminados? As mulheres que trabalham nas construções ganham essencialmente o mesmo que os homens, enquanto que as mulheres que trabalham na área do ensino ganham consideravelmente menos.

Usando a lógica esquerdista, isto significa que as construções civis descriminam as mulheres menos do que as áreas de ensino. Quão provável isso se afigura?

Graph by Robert Pizzo

O motivo da discrepância salarial.

Então porquê a diferença? Porque é que as mulheres trabalham menos horas, escolhem empregos menos exigentes, e ganham menos do que os homens que escolhem trabalhar mais e escolhem trabalhos mais exigentes?

A resposta é mais do que óbvia:

Exactamente. FILHOS.

Isto é o que os autores descobriram: pouco depois do licenciamento universitário os homens e as mulheres não só tinham essencialmente o mesmo salário como também a mesma carga horária. No entanto, durante os 10 anos que se seguiram à graduação, as horas de trabalho e a remuneração das mulheres decaiu. Perguntas do questionário revelaram as razões para isto:

  • Primeiro, os homens haviam investido em cursos financeiros e recebido melhores notas nesses cursos, ao mesmo tempo que as mulheres haviam investido em aulas de marketing.
  • Segundo, as mulheres haviam tido mais interrupções nas suas carreiras.
  • Terceiro, e a mais importante, as mulheres trabalhavam menos horas.
"As carreiras das mulheres MBA (mestradas em administração de empresas) atrasaram-se substancialmente pouco depois do nascimento do primeiro filho."
Embora 90% das mulheres estivesse empregue a tempo inteiro imediatamente após a graduação, apenas 80% das mesmas continuava com a mesma carga horária 5 anos após a licenciatura, 70% 9 depois, e 62% 10 ou mais anos depois da graduação. Apenas metade das mulheres trabalhava a tempo inteiro 10 anos após a sua licenciatura.

Por contraste, practicamente todos os homens graduados continuavam a trabalhar a tempo inteiro o ano todo após os 10 anos. Para além disso, as mulheres MBA - especialmente aquelas com maridos com salários mais elevados - "escolheram activamente" locais de trabalho familiares que lhes permitissem evitar longas horas de trabalho, mesmo que isso reduzisse as suas hipóteses ascender na hierarquia salarial e laboral.

Ou seja, estas mulheres MBA compraram o que normalmente se qualifica de "caminho da maternidade". Quando as mães trabalhadoras podem, eles tendem a passar menos tempo no emprego.

As mulheres escolhem os filhos no lugar dos empregos.

A típica (e mentirosa) desculpa feminista é a de que os homens "se recusam" a assumir responsabilidades no que toca à educação dos filhos e como tal - dizem as feministas - as mulheres, esses seres vazios de vontade própria e capacidade de decisão independente (segundo as feministas), não "tem escolha" senão tomar conta dos filhos que elas deram à luz (oh, o horror!).

Mas será isso verdade? Será que as mulheres desejariam trabalhar mais horas se não fossem as suas responsabilidades maternais? E mais; será que mais "apoio governamental" (seja lá o que isso fôr na boca dos esquerdistas) permitiria que elas fechassem a discrepância salarial? Sem surpresa alguma, não há a mínima evidência para esta fábula feminista.

Se as mulheres trabalham menos horas que os homens, é porque elas assim querem. Cerca de 2/3 das pessoas a trabalhar em part-time nos EUA são mulheres. De acordo com uma pesquisa da "Pew Research" (2007), só 21% das mães com filhos menores querem estar nos empregos a tempo inteiro. 60% preferia trabalhar em part-time, e 19% desejaria desistir do seu emprego para poder passar mais tempo com o(s) filho(s).

Menos tempo nos empregos, quer seja a part-time ou a tempo inteiro, é o que muitas mulheres querem e aquelas que podem fazê-lo, fazem-no.

Conclusão:

As feministas ignorantes podem-se queixar de que esta situação (a tendência natural da mulher em querer passar mais tempo com os filhos em detrimento da sua carreira profissional) se deve à socialização de que as mulheres são objecto em favor do seu lugar como parente primário, mas não há a mínima evidência.

Mesmo depois de décadas de feminismo radical e engenharia social nórdica, a contínua escolha feminina por menos horas de trabalho sugere que o argumento da "socialização" não se aplica. Nem mesmo os ultra-marxistas suecos conseguem manter as mulheres nos escritórios.

A biologia, aliada à escolha voluntária, invariavelmente vence as mentiras feministas.

-Fonte-

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