domingo, 30 de setembro de 2012

A solidão que o feminismo causa


Há alguns anos atrás, quando ela tinha 44 e ainda era solteira, Bibi disse:
Estou a olhar para dentro do longo barril dum futuro solitário sem marido, abandonada, sozinha e sem filhos. Como é que eu me meti nesta posição tão delicada? Um dos motivos é o facto dos homens gostarem das mulheres mais novas. Sim, eu também já fui jovem e tudo o mais. Quando estava na casa dos 20 e dos 30, eu não era propriamente uma super-modelo, mas estava constantemente rodeada de homens. O problema é que na altura eu não queria "assentar".
Ela agora teve que aceitar que é demasiado velha para ter filhos, e isto deixou-a desolada:
Não consigo verbalizar o quão doloroso é não ter filhos. Sinto dores físicas precisamente onde o bebé haveria de crescer [útero].

É sobrepujante saber que o meu legado começa e acaba comigo. Portanto, não haverá fotografias de reuniões familiares minhas e dos meus irmãos; não haverá momentos onde observarei, orgulhosa, os filhos a crescer; não há lugar natural no ciclo da vida.

Vocês, mães, criaram a próxima geração. Uma nova linhagem - filhos e provavelmente netos. que são vossos e vocês são deles. Se vocês pensam que estas são palavras duma mulher amargurada que destruiu a sua própria vida e que agora está com inveja . . . então estão 100% correctas. Fico morta por dentro saber que vocês [as mães] têm o bebé e eu não. Porque é que não aconteceu comigo? Sempre quis crianças, sempre assumi que teria crianças e que só não as tinha tido ainda porque só estive num relacionamento suficientemente sério para as ter.

Com 40 anos, e ainda sozinha, descobri que era demasiado velha para a NHS IVF [National Health Service, In Vitro Fertilization]; não tinha dinheiro e como tal enterrei a minha cabeça na areia. Leio com frequência histórias de mulheres que engravidam na casa dos 40.

Foi então que o meu pai morreu. A dor reavaliou a minha a voltei a centrar-me em mim. (As pessoas querem sempre criar algo quando alguém morre. Um livro, uma pintura, uma criança) Enchi-me de coragem e fiz os meus testes de fertilidade. Os mesmos revelaram que, com 46 anos, as minhas probabilidades de ter um filho eram virtualmente nulas.

Foi então que me apercebi o quanto eu queria um bebé, e que nada do que eu tinha na altura significava alguma coisa porque esse amor é o amor, e eu não o tenho e nem vou tê-lo, e como tal, não tenho nada.

Esse amor é a chave de tudo, não é? Esse é o motivo que me leva a estar tão frustrada e o motivo pelo qual as mães devem estar agradecidas. Foi-nos dito que o amor entre uma mãe e o seu filho é a emoção mas linda e mais realizadora que existe no mundo - o sentimento que finalmente da sentido à nossa existência. Eu pessoalmente não sei porque nunca o experimentei. No entanto, se a agonia de saber que nunca vou sentir esse amor serve de forma de medição, então eu alteraria todas as decisões que alguma vez tomei que me levaram a este lugar horrível.

Já tive pessoas que amava morrerem à minha frente, mas mesmo esse horror não se compara. A dor que eu sinto rasga-te por dentro (e ao teu futuro) porque, como me disse uma amiga que passou por esta situação e a quem, chorosa, contei toda a minha historia "Nunca vais sarar porque isto está bem dentro de ti. Isto é o que era suposto tu fazeres. Foi para isto que tu nasceste mas tu não o fizeste."

Nunca vou ficar grávida, nunca vou ser protegida pelo pai do meu filho, nunca serei amada por ele como a mãe do seu filho, nunca amarei como vocês [as mães com filhos] amam, nunca serei amada como vocês são amadas. Eu nunca significarei para alguém aquilo que vocês significam.
Esta história ressalva um dos problemas da maternidade adiada. As mulheres da classe média têm apenas uma pequena janela de oportunidade (30 a 35 anos) onde é suposto elas tornarem-se sérias na sua busca dum parceiro, e ter filhos no momento em que a sua fertilidade começa a decair. É inevitável que muitas mulheres, e sem necessidade alguma, deixem passar esse breve período - especialmente aquelas que vagueiam durante essa pequena janela de oportunidade.

Actualmente, nos EUA, 25% das mulheres com educação universitária com idades compreendidas entre os 40 e 44 estão sem filhos. Isto é uma variação enorme, se considerarmos que no período pós-guerra, essa percentagem centrava-se nos 10%.

Crê-se que os 30 anos sejam o momento crítico para as mulheres da classe média, mas será mais sensato recuar ligeiramente esse numero como forma de dar tempo de encontrar alguém. conhecerem-se, passar pelo noivado, casar e começar a ter filhos.

Isto faz muito mais sentido que entrar em correrias nos momentos finais, quando as mulheres e os homens provavelmente já se habituaram ao estilo de vida de solteiros, quando as mulheres têm que competir com mulheres mais jovens, e quando não foi dado aos homens qualquer sinal para se prepararem para o papel de marido e pai.

* * * * * * *

Nunca é demais relatar histórias em torno da forma como as mulheres foram, e estão, a ser enganadas pela forma de pensar feminista: carreira primeiro, filhos depois. Embora isto possa parecer cruel, a verdade é que estes relatos têm que ser amplamente publicitados e mostrados às mulheres actuais que ainda pensam que "podem ter tudo". 

A lógica e a razão não entram da mente feminista e como tal, pode ser  que os relatos de outras mulheres façam aquilo que a lógica e a razão não conseguem.

Bibi tem razão quando diz que não é actualmente uma super-modelo, mas olhando para a sua foto, e extrapolando alguns anos para trás, não é difícil construir um cenário onde ela está rodeada por homens.  A tragédia da história é que muito provavelmente qualquer um desses homens  estaria disposto em ser seu marido

Mas ela decidiu que "não estava pronta" ; primeiro era preciso investir na carreira e em si própria ao mesmo tempo que esbanjava os seus melhores anos com homens não-voltados para o casamento.

Pois bem; ela agora está pronta, mas o corpo dela  já não está

Como disse o autor do texto, as mulheres têm uma janela de oportunidade relativamente reduzida para encontrar o futuro pai dos filhos, travar conhecimento, casar e gerar as crianças.

Se, pelo contrário, a mulher moderna resolve "esperar" durante os anos de beleza máxima (18-27), quando ela decidir que "está pronta", o tempo pode não jogar a seu favor. Por essa altura, não só ela tem contra si a idade [os homens estão programados para dar preferências às mulheres mais jovens], como tem a biologia.

O feminismo enganou e continua a enganar as mulheres.

11 comentários:

  1. Deu pena a reportagem.

    Coitada dessa mulher... não só ela mas muitas outras que acabam terminando assim.

    Mas infelizmente, durante os 20 aos 29 anos elas ficam se divertindo muito em noitadas, preferindo cafajestes, os riquinhos, os bonitões, bandidos, os que dão uma de 'bad boy' e rejeitando amigos que se apaixonam, os medianos, aquele que era legal, dava flores, às vezes era tímido, sem jeito com as mulheres, mas a quem poderia amar uma mulher de todo coração, ter família e filhos. Elas dão o maior fora em homens assim, sem a menor consideração.

    Elas acham que vão poder fazer isso sempre, sem perceber que o valor delas vai cair um dia... sem perceber também que esses homens (cafajestes) a quem elas tanto davam preferência no critério doentio delas, as rejeitam, pois eles tem várias mulheres e a maioria delas não vai conseguir segurar um homem cobiçado. Sem perceber também que esses homens, acabam se tocando e vão em frente na vida, ou quando não aprendem, acabam aprontando algo (porque muitas vezes são homens da pior espécie que as mulheres dão preferência), perdendo tudo o que tinham, sendo presos, se drogando ou até mortos.

    Enquanto que os medianos e amigos que elas tanto rejeitavam vão em frente na vida, estudam, se tocam em relação as mulheres, se formam, começam a ganhar muito dinheiro e ter seus próprios bens.

    Daí, esses homens que eram rejeitados pelas mulheres começam, aos 30 anos, a ser cobiçados por várias mulheres de 20 a 29 anos, começam a ter várias de uma hora para outra, às vezes sem até saber o porquê.

    Obviamente esses homens que eram rejeitados não vão ser bobos, afinal, desde a adolescência seno rejeitados por mulheres e de uma hora para outra tendo um monte de mulheres bonitas, é óbvio que eles vão dar preferências a elas.

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  2. Então as feministas são infelizes!!?

    http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/09/feliz-aniversario-surpresa-silvinho.html

    Ué, alguém precisa avisar a Lolinha, para ela ser "infeliz" mais vezes...

    Bjaum

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    1. Não sei não...

      Aquilo mais parece fogo-de-vista, porquê mostrar algo tão pessoal no blogue?

      Pelo texto não parece algo que ela tenha hábito em fazer(festas surpresa,etc).
      Pelas fotos, o marido dela não parece muito habituado a este tipo surpresas, não sei, parece estranho, como se ela estivesse a dizer: "estão a ver? nem todas as feministas são como os mascus dizem"

      (Eu atreveria-me a dizer que ele parece um MRA em potência(risos).)

      Parece manobra de publicidade como se vê na imprensa côr-de-rosa aqui em Portugal.

      E já agora porque é que tu vieste postar o link aqui?

      O que esperas conseguir com isso?

      ps: brunch é um neologismo da lingua inglesa que combina breakfast e lunch numa só palavra, em português nós dizemos pequeno almoço grande ou avantajado, é comum em algumas regiões do interior de Portugal tomar um pequeno almoço grande com a mesa cheia logo de manhã, quem trabalha no campo tem esse hábito, portanto é algo antigo tornado novo pelos média.
      Ela(Lola) como professora universitária(presumo) deveria ter um domínio perfeito da Lingua Portuguesa e até ler livros em português ibérico (de Portugal) para ter um contacto com a Lingua Mater mais apurado, na lingua portuguesa estrangeirismos são desnecessários porque o nosso vocabulário é rico o suficiente para denominar todas as situações actuais.

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  3. A gorda é só é valente no blog, em casa é submissa. Ai vem com essa falsa felicidade que está até estampada na cara do infeliz. hahahaha

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    1. Não se iludam, conheço essa manobra!

      Isso é para:

      - tentar provar que uma feminista pode ter um casamento feliz (mas não pode - a menos que ele seja um masoquista ou ela seja feminista só da porta pra fora);

      - fazer um pequeno agrado ao mangina para que haja alguma compensação por viver com um monstro daqueles (aí, ele fica na dúvida se ela o ama ou não, se vale a pena ficar nessa "roubada" ou não).

      Há mentira no meio, só não sabemos qual delas.

      M de marxismo é o mesmo M de mentira!

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    2. Olha o sorriso do coitado. Tá daquele jeito: "me ajude!" hahahahahaha

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  4. minha filha, vai trabalhar em obra social, vai criar uns bichinhos de estimação, vai ler, vai tomar umas caipirinhas... as tias casadas tb pensam como teria sido a vida com outras escolhas, outros maridos, outra profissão e - contra toda essa cultura de amor exarcebado e inondicional incutido na figura das mães ocidentais- quem sabe, outros filhos!! sai daê!

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  5. Que triste aff!!!! Não sei o que é PIOR: DIZER QUE SOMOS OBRIGADAS A GERAR FILHOS,OU DIZER QUE TEMOS UMA "JANELA" muito pequenina entre 20 e 30 anos para encontrarmos O CARA IDEAL e pais dos nossos filhos...QUE PRESSÃO!!! CARAMBA, SER MULHER É MAIS DO QUE ISSO! FELIZES AQUELAS que conciliam FAMÍLIA E CARREIRA, crescem na PROFISSÃO, se casam, têm filhos na "HORA CERTA" e AMAM seus maridos e seu lar... MAS POXA VIDA, NEM TODAS TERÃO essas oportunidades....há casos e casos....a tal "FELICIDADE IDEAL" (FAMÍLIA+CARREIRA SUCESSO = MULHER FELIZ) é o SONHO da MAIORIA das mulheres, porém nem sempre a gente alcança esse PATAMAR....Eu mesma, só quero viver bem e tentar ser feliz...do meu jeito, não a partir de um PADRÃO ora, FEMINISTA, ora CONSERVADOR...SÓ QUERO PODER SER O QUE SOU...MULHER!

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    1. Ritinha, achas que escrevendo em letra MAIÚSCULA (gritando) o teu argumento fica mais credível?

      Da próxima vez sê mais educada e não escrevas dessa forma.

      Obrigado

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    2. Irritinha, se você quiser esperar mais, de repente, perceberá que os homens desaparecerão, pois estarão interessados nas menores de 30 anos (na maioria das vezes, na faixa entre 16 e 27).

      Você pode seguir o padrão das feministas e ser feliz do jeito que elas condicionaram você a "ser mulher": promiscuidade, alcoolismo, consumismo, hedonismo, egoísmo, exibicionismo, etc.

      Realmente, nem todas terão chances de encontrarem bons empregos, nem gostarão de estudar (querendo ser tão "feliz", fica difícil ter uma vida disciplinada e produtiva), nem desejarão assumir uma família ou largar a casa dos pais - e nem o conseguirão gastando tanto tempo e dinheiro em futilidades, motivo pelo qual a carga financeira cai sempre sobre os ombros dum homem.

      É mais fácil ser feminista mesmo - até ser esquecida e trocada por outras mais bonitas e mais novas do que você. Depois disso, vá criar gatos na frente da TV e reclamar da vida.

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