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segunda-feira, 19 de junho de 2017

O complexo industrial florestal

Por José Gomes Ferreira (SIC)

I. Parte

Oficialmente, continua a correr a versão de que não há motivações económicas para a maioria dos incêndios. Oficialmente continua a ser dito que as ocorrências se devem a negligência ou ao simples prazer de ver o fogo. A maioria dos incendiários seriam pessoas mentalmente diminuídas. Mas a tragédia não acontece por acaso. Vejamos:

1 - Porque é que o combate aéreo aos incêndios em Portugal é TOTALMENTE concessionado a empresas privadas, ao contrário do que acontece noutros países europeus da orla mediterrânica? 

Porque é que os testemunhos populares sobre o início de incêndios em várias frentes imediatamente após a passagem de aeronaves continuam sem investigação após tantos anos de ocorrências? Porque é que o Estado tem 700 milhões de euros para comprar dois submarinos e não tem metade dessa verba para comprar uma dúzia de aviões Cannadair? 

Porque é que há pilotos da Força Aérea formados para combater incêndios e que passam o Verão desocupados nos quartéis? Porque é que as Forças Armadas encomendaram novos helicópteros sem estarem adaptados ao combate a incêndios? Pode o país dar-se a esse luxo?

2 - A maior parte da madeira usada pelas celuloses para produzir pasta de papel pode ser utilizada após a passagem do fogo sem grandes perdas de qualidade. No entanto, os madeireiros pagam um terço do valor aos produtores florestais. Quem ganha com o negócio? Há poucas semanas foi detido mais um madeireiro intermediário na Zona Centro, por suspeita de fogo posto. Estranhamente, as autoridades continuam a dizer que não há motivações económicas nos incêndios…

3 - Se as autoridades não conhecem casos, muitos jornalistas deste país, sobretudo os que se especializaram na área do ambiente, podem indicar terrenos onde se registaram incêndios há poucos anos e que já estão urbanizados ou em vias de o ser, contra o que diz a lei.

4 - À redacção da SIC e de outros órgãos de informação chegaram cartas e telefonemas anónimos do seguinte teor: "enquanto houver reservas de caça associativa e turística em Portugal, o país vai continuar a arder". Uma clara vingança de quem não quer pagar para caçar nestes espaços e pretende o regresso ao regime livre.

5 - Infelizmente, no Norte e Centro do país ainda continua a haver incêndios provocados para que nas primeiras chuvas os rebentos da vegetação sejam mais tenros e atractivos para os rebanhos. Os comandantes de bombeiros destas zonas conhecem bem esta realidade. Há cerca de um ano e meio, o então ministro da Agricultura quis fazer um acordo com as direcções das três televisões generalistas em Portugal, no sentido de ser evitada a transmissão de muitas imagens de incêndios durante o Verão. O argumento era que, quanto mais fogo viam no ecrã, mais os incendiários se sentiam motivados a praticar o crime…

II. Parte

Participei nessa reunião. Claro que o acordo não foi aceite, mas pessoalmente senti-me indignado. Como era possível que houvesse tantos cidadãos deste país a perder o rendimento da floresta – e até as habitações – e o poder político estivesse preocupado apenas com um aspecto perfeitamente marginal? Estranhamente, voltamos a ser confrontados com sugestões de responsáveis da administração pública no sentido de se evitar a exibição de imagens de todos os incêndios que assolam o país. Há uma indústria dos incêndios em Portugal, cujos agentes não obedecem a uma organização comum mas têm o mesmo objectivo – destruir floresta porque beneficiam com este tipo de crime. Estranhamente, o Estado não faz o que poderia e deveria fazer:

1 - Assumir directamente o combate aéreo aos incêndios o mais rapidamente possível. Comprar os meios, suspendendo, se necessário, outros contratos de aquisição de equipamento militar.

2 - Distribuir as forças militares pela floresta, durante todo o Verão, em acções de vigilância permanente. (Pelo contrário, o que tem acontecido são acções pontuais de vigilância e combate às chamas).

3 - Alterar a moldura penal dos crimes de fogo posto, agravando substancialmente as penas, e investigar e punir efectivamente os infractores. 

4 - Proibir rigorosamente todas as construções em zona ardida durante os anos previstos na lei.

5 - Incentivar a limpeza de matas, promovendo o valor dos resíduos, mato e lenha, criando centrais térmicas adaptadas ao uso deste tipo de combustível.

6 - E, é claro, continuar a apoiar as corporações de bombeiros por todos os meios.

Com uma noção clara das causas da tragédia e com medidas simples mas eficazes, será possível acreditar que dentro de 20 anos a paisagem portuguesa ainda não será igual à do Norte de África. Se tudo continuar como está, as semelhanças físicas com Marrocos serão inevitáveis a breve prazo.

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

O herói de 12 anos

Um rapaz de 12 anos foi louvado pela sua bravura depois de sofrer queimaduras horríveis quando salvava a vida da sua avó. 

Seth Cutright ficou com queimaduras graves por toda a sua cara, corpo e braços depois dum aquecedor de propano ter explodido na sua casa, Vernonia, Oregon. Seth disse que sentiu cheiro de gás pouco antes da sua avó, Rose Cutright, ter acendido um cigarro. A explosão resultante incendiou a casa - e a avó Rose - e causou a que Seth se apressa-se a pegar nela e a carregá-la para fora da casa em chamas.

Seth disse à Komo News que sentiu o cheiro de gás pouco antes da casa explodir.

Foi tipo, "Boom!" - um flash luminoso bem em frente a ti. A minha avó estava em fogo, mas não totalmente, só um bocado. . . . . Carreguei a minha avó até para fora, e deitei-a no chão. Depois dirigi-me ao vizinho do lado e disse "Chamem uma ambulância"

Os dois familiares encontram-se agora a recuperar das lesões no "Oregon Burn Centre".

Os pais de Seth foram entrevistados pela Komo News, e o pai - Roger - afirmou perante as câmaras "Amo-te muito. Estou orgulhoso de ti. Tu és o meu herói.".



Fonte
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segunda-feira, 23 de abril de 2012

"Deixemos as suas casas arder"

Em mais uma ilustração chocante do quanto o ecofascismo está disseminado junto do lonny ambientalista, o alarmista climático Steve Zwick , escrevendo para a Forbes Magazine, apela à perseguição, captura e queima das casas de quem não acredita na mitologia do aquecimento global.

Comparando os cépticos climáticos com os residentes de Tennessee - que se recusaram a pagar uma taxa de $75, o que levou a que os bombeiros nada fizessem enquanto as suas casas ardiam - Zwick faz um discurso retórico onde afirma que quem activamente questione a propaganda do aquecimento deve ser sujeito ao mesmo tipo de tratamento.

O doente mental climático diz:

Sabemos quem são os negacionistas activos - não as pessoas que acreditam nas mentiras, se me posso corrigir, mas as pessoas que inventam as mentiras. Comecemos agora a tomar nota de quem são para que quando a fome vier, os forcemos a pagar por isso. Deixemos as suas casas arder. Troquemos as suas terras seguras por ilhas submergidas. Vamos forçá-los a suportar o aumento do preço dos alimentos.

Eles destruíram o clima. Porque é que todos nós deveríamos pagar por isso?

Como já foi documentado por várias pessoas, à medida que cada vez menos pessoas estão convencidas com a pseudo-ciência por trás do "aquecimento global antrópico" (AGA), promulgada por pessoas Zwick, desejosas de controlar a vida alheia e mais preocupadas com dinheiro e com o poder do que com aquilo que elas fazem em favor do meio ambiente visto que elas não vivem a vida que dizem que o resto da humanidade deve viver, os crentes no AGA vão-se tornando cada vez mais autoritários nos seus pronunciamentos.

Mesmo quando a ciência refuta as suas desilusõeso gelo árctico está mais espesso, os ursos polares e os pinguins estão a florescer e os glaciares dos Himalaias estão em crescimento — os alarmistas climáticos apenas se tornam mais agressivos nos seus ataques a quem quer que se atreva a questionar a mantra do AGA.

Este site reportou como o Professor Kari Norgaard apelou para que os cépticos climáticos fossem comparados a racistas (??!) e clinicamente "tratados" por terem uma "desordem mental".

Semelhantemente, numa carta enviada ao eminente climatólogo Barack Hussein Obama Junior, Norgaard apelou também ao presidente americano que ignorasse a vontade do povo e suspendesse a democracia de modo a impôr mandatos ecológicos draconianos. Para o bem de todos, obviamente.

Fonte


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