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domingo, 9 de novembro de 2014

Os 30 segundos que mudaram para sempre a vida de Kevin Ibbs

Por Anna Marshal

Devido a pressões exercidas por grupos feministas, em 1985 o parlamento Australiano Ocidental emendou de forma dramática a sua lei relativa à violação, começando por alterar o termo "violação" para "agressão sexual", e depois alargando de forma colossal a definição do que poderia ser considerado como "agressão sexual". Muitos actos que previamente não constituíam violação foram incluídos no novo Act.

O critério para agressão sexual foi alargado de forma a incluir qualquer tipo de penetração feita com qualquer objecto ou outra parte do corpo da pessoa, onde o consentimento não existia e não estava a decorrer. Não interessava se a força ou a ameaça não tivessem sido usadas. A pena para qualquer tipo de agressão sexual foi aumentada para quinze anos de prisão. Se por acaso algum tipo de força tivesse sido usada, acusação passaria a ser de agressão sexual agravada, podendo resultar numa pena de 20 anos de prisão.

O draconiano Act rapidamente enlaçou a sua primeira vítima. 

Na noite do dia 29 de Novembro de 1986, Kevin Ibbs, residente em Perth, estava a ter relações sexuais consentidas com Christine Watson. Watson, amiga íntima da esposa de Ibbs, Katrina Carter, vivia na mesma casa com Ibbs e Carter.

O acto sexual estava a decorrer com conhecimento total de Katrina Carter, que por essa altura também se encontrava dentro da casa.

Perto da altura em que Ibbs se aproximava da ejaculação, Watson subitamente mudou de ideia em relação ao seu consentimento (pelo menos foi isso que ela alegou mais tarde), e tentou empurrar Ibbs para longe de si. Ele continuou durante mais algum tempo.

Quando parou, era tarde demais; ele havia sido encurralado. Segundo a nova lei, Ibbs foi acusado de agressão sexual e declarado culpado.

O juiz ficou a saber que Ibbs havia continuado com o acto sexual durante mais 30 segundos sem o consentimento Christine Watson (facto que levou a que ele fosse mais tarde qualificado de "O Violador dos 30 Segundos"). O Juiz Geoffrey Kennedy sentenciou Ibbs a quatro anos de cadeia. [Detalhes do julgamento e do recurso]

Alguns anos mais tarde, Watson admitiu à polícia que todo o incidente havia sido orquestrado por Katrina Carter como forma de causar a que Ibbs fosse acusado de agressão sexual e levasse a que ele saísse da casa que eles partilhavam. Christine Elizabeth Watson a.k.a. Christine Elizabeth Wardle e Katrina Ann Carter foram mais tarde acusadas de conspirar para perverter o curso da justiça, e condenadas a sete meses de cadeia.

Em 2001, Ibbs foi finalmente absolvido, quatro depois de se ter apurado que ele havia sido alvo duma armadilha. Ibbs disse ao repórter David Weber (ABC) que não encontrou qualquer tipo de conforto nisso:

Sou o morto-vivo original - o tecido está no exterior mas não há nada no interior. E é isso. Isto já ocorre há tanto tempo que o veneno pura e simplesmente acabou com tudo.

Foi-lhe perguntado de que forma é que o tempo passado dentro da prisão o havia mudado:

Sempre que ocorre uma violação em alguma parte, esperamos que alguém bata à nossa porta. "Explique-me onde você esteve!" Já aconteceu as forças de intervenção forçarem a sua entrada; felizmente que eu estava a viver com o meu Tio e ele disse onde é que eu tinha estado. Eu não estava minimamente relacionado com o que tinha acontecido. O meu Tio disse, "Não, ele tem estado aqui o tempo todo". 

Ele falou do custo  da sua provação:

Custou-me um milhão e um quarto.... A minha vida - 14 anos - ninguém me pode devolver. Não vejo a minha filha há 14 anos. Fui arruinado como comerciante, e não sei como está a minha saúde.

Kevin Ibbs não recebeu qualquer tipo de compensação do Estado devido à sua prisão indevida.

Em Setembro e 2009. Kevin Ibbs cometeu suicídio; o seu corpo foi encontrado por baixo da  ponte Mandurah (WA).  Ele tinha 56 anos.







sábado, 30 de novembro de 2013

Quando menores se envolvem em actividade sexual "consensual", porque é que só os do sexo masculino são legalmente acusados?

Uma história perturbante chega-nos de Oregon. Um homem de 18 anos encontra-se na prisão, acusado de ter abusado sexualmente de 4 raparigas da escola secundária. Ele admite ter tido relações sexuais com elas, mas afirma que todas elas foram consensuais. Para além disso, ele afirma que as acusações levantadas contra ele não são justas, uma vez que todas as raparigas eram menores quando os alegados crimes ocorreram, mas ele também era menor. No entanto, ele foi legamente acusado e elas não.

Falando da partir do local onde se encontra preso, ele afirmou:

E eu tomei parte em actividade sexual com estudantes demasiado novas para dar o seu consentimento. Bem, eu também era demasiado novo para dar o meu consentimento. Portanto, se eu sou demasiado novo para dar o meu consentimento, e elas são demasiado novas para dar o consentimento, porque é que só eu é que devo assumir a responsabilidade pelo que fizemos?

Ele diz que passaram-se meses depois que os alegados crimes ocorreram, e ele nunca ouviu falar de algum tipo de problema em relação a isso. Só quando ele fez 18 anos é que alguns detectives vieram ao seu trabalho e prenderam-no onde ele se encontrava. Consequentemente, ele foi despedido.

Walter (o nome do rapaz) diz que teme ir para a prisão, e está preocupado com o facto de que, se for considerado culpado, ele se tenha que registar como agressor sexual. E mesmo que seja ilibado, as acusações permanecerão com ele para o resto da sua vida. Ele disse que tem estado na prisão há já duas semanas e ainda não falou com um advogado.
..

Tudo isto é o seu lado da história. Até pode ser que ela as tenha, de facto, violado. Mas se o que ele diz é verdade, isto lembra-nos o infame caso da Milton Academy, que ocorreu em  Massachusetts há já alguns anos, quando uma jovem de 15 anos teve relações sexuais com vários rapazes menores no balneário dos rapazes. Todos eles tinham 16 anos. Os rapazes, e só os rapazes, foram expulsos e acusados de violação, e obrigados pelo tribunal a pedir desculpas públicas à rapariga e à sua família, e forçados a executar serviço comunitário.

Alan M. Dershowitz, professor de Direito e advogado de defesa cuja filha frequentou a Milton Academy, disse o seguinte:

Como critério de acusação, eu nunca vi uso mais sem sentido que este. A ideia de que estes jovem devem ser catalogados de 'violadores' ao mesmo tempo que a rapariga  é definida como 'vítima' é um absurdo.

Leiam as linhas que se seguem, se querem sentir o vosso sangue ferver. Os rapazes de 16 anos foram forçados a ler a desculpa à rapariga e à família, em tribunal aberto, como parte do seu acordo legal.  Um dos rapazes foi forçado a ler o seguinte:

Não passa um dia desde o incidente sem que eu deseje ter tido mais respeito por ti, por mim e por todos os envolvidos. Entendo que ao tomar parte do incidente eu coloquei-me numa situação perigosa que nenhum de nos alguma vez imaginou.

Outro rapaz leu:

Todos os dias arrependo-me muito do que aconteceu. Todos os dias eu penso no quão magoada tu deves estar, e em como deve estar perturbada a tua família. Mais do que tudo neste mundo, eu gostaria de poder voltar o tempo atrás. . . . Tudo o que posso fazer agora é pedir as minhas desculpas sinceras e genuínas pelas minhas acções e desejar-te felicidades na vida.

A família da rapariga permaneceu no tribunal ouvindo tudo de cara fechada enquanto os rapazes eram publicamente castrados da sua masculinidade.

Fonte

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"Quando menores se envolvem em actividade sexual "consensual", porque é que só os do sexo masculino são legalmente acusados?" Ora, porque, no fundo no fundo, as mulheres (e os tribunais) sabem que os homens são responsáveis pelo comportamento feminismo. É dever dos homens  exercer algum tipo de controle sobre o comportamento feminino, e isso é algo bem embutido na psicologia feminina - isto é, elas sabem que os homens devem ter algum poder e autoridade sobre elas e sobre o que elas fazem.

O problema é que a cultura actual rejeita a noção do homem como controlador dos actos femininos, mas espera que ele continue a responsabilizar-se pelo mesmo comportamento sobre o qual ele não tem autoridade.

Quando uma mulher bebe e tem um acidente rodoviário, ela é 100% responsabilizada pelas consequências, mas se ela bebe, e tem sexo CONSENSUAL com um homem, e se arrepende posteriormente (vergonha), a "culpa" é dele (pela vergonha dela, e não pelo sexo). A "vergonha" da mulher tem unm preço, e esse preço tem que ser pago pelos homens.

Deve ser também por isso que a violência doméstica entre mulheres receba tão pouca publicidade, mas a proporcionalmente inferior violência doméstica de homens para mulheres receba tanta atenção.

Se a mulher actual puder culpar um homem pelo seu mau comportamento, ela assim o fará.

É também por isso que a cultura de vitimismo do feminismo é tão bem sucedida entre as mulheres. Essencialmente, o feminismo é atribuir aos homens a culpa de todo o mal que ocorre (e supostamente ocorreu) com algumas mulheres, mesmo que esse "mal" seja inteiramente causado pelas escolhas voluntárias das mulheres:
  • "Eu bebi, e dormi com vários homens. Onde estavam os homens para me impedir disto? Maldito patriarcado!"
  • "Faltei várias vezes ao emprego e outra pessoa foi promovida no meu lugar. A culpa, obviamente, não é minha, mas sim dos homens que não me impediram de faltar tanto. Vou processar a empresa!"
Mudando de assunto (e daí talvez não), uma jovem mulher levou a cabo um acto sexual em público (com um homem), mas depois, envergonhada com o que VOLUNTARIAMENTE fez, disse que foi "violada". Aparentemente o homem é culpado pela vergonha que ela sente e como tal, ele tem que pagar por isso. Abençoada tecnologia que permitiu que as fotos circulassem por todo o mundo antes dum juiz (ou juíza) poder perder tempo a ler os documentos legais da "acusação".

Um pouco por todo o mundo, existem mulheres envergonhadas pelo que fizeram no passado, buscando um homem a quem atribuir culpar. Esse homem podes muito bem ser tu.

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