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sábado, 3 de outubro de 2015

O feminismo é uma estratégia comunista

Por Paul Elam

(....) O feminismo é uma estratégia comunista criada com o propósito de minar a família e todas as outras instituições tradicionais de modo a que a relação primária que os indivíduos passem a ter seja com o Estado. Enquanto isto está a ser colocado em práctica, a propriedade privada, a única prova tangível de liberdade individual, torna-se uma coisa do passado. Isto é a Nova Ordem Mundial em poucas palavras. E se por acaso tens os olhos abertos, de certo que tens vindo a observar isto a acontecer durante a maior parte da tua vida.

Ao destruir o casamento, criando um fosso entre os homens e as mulheres, alienando os pais para longe dos seus filhos, dissolvendo a autoridade paterna, chegando mesmo a dissolver a própria família, as barreiras para o controle estatal de todas as pessoas são removidas. Pensem em todos os males sociais causados pelo feminismo, e depois pensem nesses males em termos duma agenda de controle autocrático de toda a população. Rapidamente irão ver que ambas são quase indistinguíveis, e que uma serve a outra de forma total.

Caluniar a masculinidade é central dentro deste plano; primeiro caluniar mas depois criminalizar. Há já muito que cunhamos o termo "Guerra entre os Géneros", mas erradamente interpretamos isto como algo contido numa luta para o controle, ou em torno da igualdade entre os homens e as mulheres. Uma vez que já sabemos que o feminismo não está de maneira alguma relacionado com a igualdade, olhemos agora para a sua verdadeira natureza.

Pensem em leis como a WAWA que só reconhece os homens como perpetradores de violência. Levem em contra que a emergência de leis em torno do "agressor primário" têm como propósito garantir que os homens, e só os homens, sejam presos por violência doméstica. Pensem em como ordens de restrição são frequentemente emitidas sem qualquer tipo de evidência ou corroboração, e como o poder de acusação das mulheres tem-se tornado uma epidemia que está a rasgar as vidas de homens inocentes.

Acham mesmo que tudo isto é porque as feministas estão a conseguir o que querem? Se por acaso acham que é assim tão simples, então por favor, leiam e ponderem sobre as implicações desta passagem de Atlas Shrugged, 1957:

"Você acham mesmo que queremos que essas leis sejam obedecidas?" disse o Dr. Ferris. "Queremos que elas sejam violadas. É melhor que você se aperceba que você não está enfrentar escuteiros. Nós estamos atrás do poder e estamos sérios nesse propósito. Não há forma de dominar homens inocentes. O único poder que o governo tem é o poder de reprimir os criminosos.

Bem, quando não há criminosos suficientes, é preciso criá-los. Declara-se tantas coisas como crime que torna-se impossível os homens viver sem violar as leis. Quem é que quer uma nação de cidadãos que obedecem a lei? Quem é que ganha alguma coisa com isso? Mas aprovem leis que não podem ser seguidas e nem aplicadas, e nem interpretadas de forma objectiva, e cria-se uma nação de infractores - e você pode lucrar com a culpa.

Esse é o sistema, senhor Reardon, esse é  jogo, e mal você passe a entender isso, você passará a ser alguém com quem se pode lidar de forma mais facilitada."

Estas palavras, publicadas no ano do meu nascimento, passou a dominar e a definir o mundo em que vivemos. Acreditem em mim, eu nunca iria usar o  excerto dum livro como referência se por acaso não soubesse antecipadamente que vocês podem sempre confirmá-la com a vossa observação do mundo à nossa volta. Ao destruir a autoridade dos homens, o guardião histórico da família e das vossas liberdades individuais, o Estado torna-se no suserano totalitário sem oposição.

Se por acaso ainda têm algumas dúvidas em relação às raízes Marxistas do feminismo, e do propósito de criar e explorar o ressentimento entre os sexos como forma de destruir a família tradicional, observem este cartaz da União Soviética pré-Segunda Guerra Mundial (1932). [foto]

Os Soviéticos sabiam, tal como o vosso governo de hoje sabe, que se queres domínio total sobre a população, é preciso destruir a família e transformar o governo no marido e na esposa substituta. Porque se retirares dos homens o seu estatuto social, a sua dignidade, e a sua autoridade na família, a única coisa pela qual ele irá lutar é o seu ordenado, alguns benefícios e um nacionalismo mal-canalizado.

Ele nunca mais irá colocar em causa o governo sob o qual ele vive, independentemente do quão tirânico e opressor ele seja, visto que ele não tem nada de significativo para proteger. E os homens, apesar difusas mentiras culturais dos nossos dias, estão programados para nunca se queixarem em seu favor, e muito menos para lutar em grupo em favor próprio.

Claro que muitas pessoas, incluído muitos activistas em favor dos direitos dos homens [MRAs], nunca se aperceberam que o feminismo é muito mais que apenas uma ideologia anti-homem a operar sob a máscara da igualdade de género. E uma só fotografia, embora possa valer mil palavras não dirá toda a história.

Como forma de passarem a estar mais cientes da história, sugiro que comecem visitando esta série de ensaios feitos por Carey Roberts, e lendo através dos links que lá se encontram para verem para onde eles vos levam. Tudo isto é um buraco de coelho bastante profundo.

No Ocidente fomos cegados em relação à verdadeira natureza desta gigantesca mudança social através do consumismo ilimitado e frívolo, do politicamente correcto, e através da erosão intencional do sistema de educação. As crianças, começando na escola primária até a escola secundária, são dissuadidas de terem pensamento crítico, sendo ao mesmo tempo pressionadas para se conformarem à pedagogia Marxista Feminista.

É um arranjo perfeito participar num sistema de ensino superior que está essencialmente virado para a indoutrinação. E não é coincidência que a indoutrinação que se encontra tão desenfreada nos antros modernos do mundo académico Ocidental seja também ela um artefacto da dominante ideologia feminista. O comum licenciado actual termina o seu curso, especialmente se tiver estudado artes ou Ciências Humanas, convencido que os homens são inerentemente maus, e que as mulheres encontram-se oprimidas, apesar das evidências irrefutáveis de que ambas as declarações são falsas.

Todas as vozes da oposição foram eliminadas. Ao colocarem um vestido e um batom no Marxismo, os engenheiros sociais que estão a avançar com a sua agenda foram capazes de depender do cavalheirismo e de outros aspectos da masculinidade tradicional para sua protecção. É de facto surpreendente. Eles usam as pessoas que estão a ser atacadas de modo mais violento para proteger as pessoas que estão a lançar os ataques.

Dito de forma franca, isto é bastante engenhoso. E enquanto isto acontece, noutros níveis do espectro social eles manobraram-se para posições ainda mais protegidas ao popularizarem a acusação de discurso de ódio misógino contra qualquer pessoa que levante algum tipo de oposição. Sim, muito engenhoso!

Mas o propósito do A Voice for Men não é lutar contra isso e o motivo é bem simples: é tarde demais. A Guerra entre os Géneros acabou e os Marxistas venceram. Quer tu vivas nos EUA, no Reino Unido, no Canadá, na Austrália, na Nova Zelândia ou em qualquer outra parte do mundo ocidental, não irás ter qualquer alívio, ou qualquer solução nas tuas cabines de votação, ou junto das pessoas que ocupam os lugares parlamentares.

Todos eles, independentemente do seu partido ou da sua aclamada plataforma, estão associados a esta nova ideologia. Toda a legislação que realmente importa, aquela que coloca os homens a trabalhar para as mulheres, sendo ambos dependentes do Estado, terá o apoio dos poderes dominantes, independentemente de quem quer que eles sejam.

Embora eu saiba que tu podes ser um dos homens que não quer ouvir isto, é importante dizer que isto não é culpa das mulheres. Também elas foram enganadas, e antes de tudo ter acabado, mas depois de já ser tarde demais, a maioria delas acabará escravizada pela mesma ideologia que lhes prometeu liberdade e independência. Quase todas elas acabarão por ter empregos de baixa remuneração, marginalmente subsidiadas pelo rendimento confiscado aos homens. Elas irão descobrir que o governo-como-marido e a fria vida de escravidão pouco acima da linha da pobreza é o único resultado da "emancipação" prometida. E diga-se de passagem, isto já está a acontecer.

Mas os igualmente empobrecidos e desprivilegiados homens encontrar-se-ão incapazes e pouco dispostos a prestar-lhes algum tipo de ajuda. A única coisa que resta aos homens é a sua própria sobrevivência. Os homens é que são os burros de carga e os servos contratados desta nova ordem mundial, e a sua resposta não é ir para a guerra contra o Marxismo, o que certamente resultará no fim das suas vidas. A sua resposta é bastante simples: abandonar qualquer noção de compromisso em relação às mulheres, ou vulnerabilidade para com elas.

A triste realidade é que as mulheres passaram a ser a arma preferida que o governo está a usar para dominar e controlar as vidas dos homens; para roubar as suas posses e rendimentos; para os forçar, em número cada vez maior, a render os seus bens e viver com subsistência mínima, e a colocá-los na prisão ou matá-los se eles se recusarem a agir como o governo quer.

E a única resposta apropriada, para os poucos que podem agir assim, é desenvolver uma cultura não-organizada de homens que se encontra focada em sobreviver, e, na medida do possível, prosperar dentro deste sistema corrupto, partilhando essa informação com outros homens. Para levar isto a cabo, é preciso que a primeira prioridade dos homens seja passar a ter uma visão radicalmente diferente das mulheres.

Será uma pequena cultura de homens que será capaz de fazer isso, visto que a maior parte dos homens simplesmente não consegue pensar para além da sua programação sexual. Mas 25 porcento de mil milhões é um número respeitável. Independentemente do tamanho que a comunidade venha a ter, a nossa corda salva-vidas, enquanto ainda a  tivermos, é a internet. É a única forma através da qual a maior parte de nós entrará em contacto com os outros.  (...)

http://bit.ly/1hHSXcb



quarta-feira, 23 de setembro de 2015

"Ela recebeu os resultados do teste de paternidade há mais de 8 semanas, e tu não és o pai”

Por Drew Vox

Na Primavera de 2002 a minha vida mudou drasticamente. A minha mãe havia estado a batalhar contra o cancro há quase um ano, e em Maio de 2002 ela perdeu a batalha. Embora o meu pai não tenha estado totalmente ausente, eu diria que a minha mãe foi a maior responsável por me educar e educar o meu irmão.

Ela era a "mãe fixe" da vizinhança e era também uma das minhas maiores amigas. Era comum os meus amigos virem passar algum tempo comigo e acabarem por ficar na sala ou na cozinha a conversar com a minha mãe. Por essa altura eu pensei que perder a minha mãe aos 22 anos era a dor mais profunda que eu poderia alguma vez experimentar.

Eu estava errado.

Por altura em que a minha mãe foi diagnosticada, eu já estava a namorar com uma rapariga (vamos-lhe chamar de "Liz") há dois anos. Ela era tudo o que eu poderia querer numa mulher: tinha sentido de humor, era encantadora e generosa. Ela era também muito bonita e parecia ser honesta. Crescemos na mesma área e claro que conhecíamos a família um do outro. Eu não tinha dúvidas nenhumas que ela era tudo aquilo que eu queria numa parceira. Olhando para trás, tenho a sensação de que eu buscava estabilidade na minha vida, dado tudo que eu havia sofrido.

Poucos depois da minha mãe ter morrido, foi-me oferecida uma posição no departamento de Tecnologia de Informação num centro de distribuição localizado no Sul da Flórida. Isto deu-me a chance de avançar com a minha carreira bem como uma oportunidade de (tentar) avançar para além da minha dor.


Falei a hipótese de mudança com a Liz, e tomamos a decisão e tentar fazer com que a relação funcione à distância. Tomei também a decisão de lhe pedir em casamento logo na minha primeira visita e pedir-lhe que ela viesse viver comigo na Flórida. Foi isso que fiz, ela aceitou, e duas semanas mais tarde ela estava comigo na Flórida permanentemente.

Tudo correu bem durante dois meses, até ao momento em que recebi a notícia que mudou a minha vida de que ela estava grávida. Depois de muita deliberação, concordamos que seria melhor para nós (e para a criança ainda por nascer) voltar para o nosso estado para vivermos perto das nossas famílias. Afinal de contas, estávamos à beira de sermos pais jovens, e queríamos um sistema de apoio.

Também tomamos a decisão de adiar o casamento até o nascimento da criança. 

No final de 2002 mudamo-nos de volta para o nosso estado e em Abril de 2003 o nosso filho nasceu. A minha família ficou extática com o primeiro neto, e tal como todas as famílias, fez do pequeno rapaz o centro do seu universo. A Liz e eu raramente discutíamos e estávamos extremamente felizes com a nossa pequena família.

Tudo isto mudou no dia em que ela disse que já não me amava. Isto apanhou-me totalmente de surpresa e por mais que eu lhe tentasse convencer a reconsiderar as coisas, ela recusou. Continuei a pagar o nosso apartamento de modo a que ela e o nosso filho tivessem um lugar para viver, e passei a viver no sofá dum amigo. Numa das semanas que se seguiram consegui encontrar um apartamento para mim, e continuei a ver o meu filho durante os fins de semana.

No preciso momento em que me adaptava à minha nova vida, o golpe que se seguiu (o mais fatal de todos) foi lançado contra mim. A Liz ligou-me uma noite e disse-me que tinha algo de importante para falar comigo. Fiz planos para ir à casa ela no dia seguinte de modo a que pudéssemos falar. Eu ainda estava cego por mor e como tal, não tinha ideia nenhuma do que estava para acontecer.

No dia seguinte, enquanto conduzia para a casa da Liz, o meu telemóvel tocou. Era a minha tia Debbie, a mesma que havia assumido o papel maternal depois da morte da minha mãe.

“Drew, estás a caminho de falar com a Liz?” perguntou ela.

“Sim.......porquê?” respondi eu.

“Diz à Liz que falei com a mãe dela, e que eu sei da verdade.....e que ACHO BEM que ela te diga a verdade.”

Eu sei que por esta altura da história parece que eu estou totalmente alheio, mas eu honestamente não sabia o que estava a acontecer. Sentei-me para falar com a Liz, e ela procedeu dizendo que me havia traído antes de se mudar para a Flórida, e que havia a chance do filho não ser meu.

Embora eu tivesse motivos para estar preocupado, eu não estava. Afinal, o nosso filho parecia-se comigo e já me chamava de "papá". Não havia a mínima possibilidade dele não ser meu filho.

À medida que eu estava ali sentado a brincar com a criança, o telefone da Liz tocou. À medida que ela se levantava para atender o telefone, o meu telefone começou também a toar. Atendi e era a minha tia Debbie.

“Drew, falaste com a Liz?” perguntou ela.

“Falei. Ela disse que me traiu antes de ir para a Flórida e que há possibilidade do nosso filho não ser meu.”

Houve um silêncio do outro lado. De facto, houve demasiado silêncio. Hoje, olhando para trás, acho que sabia o que estava para vir a seguir.

“Drew…” respondeu ela. “A Liz está a mentir. Ela recebeu os resultados do teste de paternidade há mais de 8 semanas, e tu não és o pai.”

É difícil imaginar como duas pequenas frases podem destruir por completo o teu mundo, mas foi isso que aconteceu. O meu queixo caiu e eu deixei cair o telefone à medida que o meu filho estava a subir a minha perna e a dizer "papá", pedindo que eu o tomasse ao colo. Peguei-o ao colo e agarrei-o o mais próximo que pude de mim, e chorei.

Os três meses que se seguiram foram os piores da minha vida. Até esse ponto eu não tinha a certeza se acreditava que a depressão era algo real. Tal como aprendi, é real. Vou-me afastar por alguns instantes da minha história, e dizer a todas as pessoas que enfrentam depressão para, por favor, buscarem ajuda o mais rapidamente possível. A depressão é real e pode ser perigosa. Eu senti-me abandonado, enganado e totalmente destruído.

Por todo o sítio onde ia era seguido por uma nuvem negra de desespero. Eu chorava e soluçava durante o dia todo. Tinha um pesadelo recorrente onde eu estava a dirigir tendo ao lado o meu filho, e chocava numa árvore. Eu era ejectado do veículo e o mesmo ficava envolvido em chamas. Por mais que eu tentasse, eu não conseguia tirar o meu filho do veículo. Tudo o que eu podia fazer era assistir ele a ser queimado até à morte.

Por diversas vezes contemplei o suicídio, chegando até a amarrar uma corda à volta do meu pescoço e a ficar de pé sobre uma cadeira. Não sei bem porquê, mas posso dizer que estive próximo de não estar aqui hoje, a contar a minha história.

Os meus pais e membros familiares obviamente também que ficaram perturbados e naturalmente tiveram que retirar das paredes, e efectivamente apagar das nossas vidas, uma pequena pessoa maravilhosa. Em termos prácticos, o meu filho havia morrido. Eu perdi-o. Os meus pais perderam um neto.

Depois de 3 meses de depressão severa, a minha tristeza transformou-se em raiva. Ela era culpada de tudo, aquela vadia! E assim começou a minha busca por um advogado, embora eu não soubesse bem o que chamar a isto. Mas certamente que o que ela fez tinha que ser ilegal de alguma forma, certo?

Claro que não há recursos disponíveis para homens na minha posição, e como tal, comecei a ligar aleatoriamente para advogados e a explicar minha história. A minha elaboração em relação ao potencial de receber justiça rapidamente se transformou em desespero à medida que advogado atrás de advogado me foi dizendo que não estava interessado no meu caso. Não é ilegal, disseram-me eles. Não há caso legal estabelecido para este tipo de coisas no nosso estado.

Depois de ter ligado para todos os advogados das páginas amarelas, desisti e segui com a minha vida. Três meses mais tarde recebi uma chamada dum número que não conhecia. Atendi e o homem do outro lado apresentou-se e disse-me que havia ouvido o meu caso da boca dum colega seu. Embora ele nunca tivesse lidado com um caso como o meu, ele já havia lidado com casos semelhantes num estado próximo, e a sua licença permitia que ele exercesse advocacia no meu estado.

Ele simpatizou com a minha situação e disponibilizou-se a tomar conta do caso numa base de contingência.  Contratei-o imediatamente e ele disse-me que o que a Liz havia feito era, na verdade, fraude. Aparentemente há dois tipos de fraude:

1) Fazer uma declaração como se fosse verdadeira embora tu saibas que é falsa. (Por exemplo: vender um carro a outra pessoa depois de lhes teres dito que colocaste um motor novo, quando na verdade o motor já fez 150,000 milhas.)

e

2) Fazer uma declaração como se fosse verdadeira embora tu não saibas se é ou não verdadeira. (Ex: Dizer a um homem que ele é o pai da criança quando na verdade não sabes se ele é ou não pai da criança).

Durante as deposições, a sua defesa essencialmente foi que ela se embebedou durante uma festa, teve sexo com uma pessoa, mas que não se lembrava de nada. (Embora todas as suas amigas soubessem que ela sabia, nenhuma destas amigas teve o pensamento de me dizer que se calhar o filho não era meu.)

O que fazia deste argumento particularmente interessante é que, por essa altura, ela estava casada com o homem com quem ela me havia traído, e ela estava grávida de outro filho. Portando, ela estava a dizer que "Eu estava bêbada e nunca cheguei a consentir e nem sequer me lembro do sexo", mas no entanto ela casou-se com o homem que, segundo a declaração dela, a havia violado.

Durante os dois anos que se seguiram o advogado dela arrastou o caso usando todo o tipo de tácticas legais. Por essa altura eu havia voltado a casar e este caso estava a começar a causar problemas no meu casamento. Embora a minha, agora, ex-esposa me tenha apoiado durante o processo, ela sentiu que havia chegado a altura de cortar a ligação e seguir com a vida.

O meu caso acabou numa mediação e o meu advogado sugeriu que eu aceitasse um acordo; e foi isso que fiz.

A minha experiência foi horrível e nenhum homem deveria passar pelo que passei. Embora tenha sido bom que eu a tenha perseguido pelo que ela me fez, deixem-me deixar algo bem claro: a fraude na paternidade deveria ser uma ofensa criminal, e um crime doloso.

Decidi partilhar a minha história na esperança de que ela possa ajudar outra pessoa na minha posição. Pode ser que ela lhes dê forças para lutar, ou talvez lhes dê forças para seguir com a sua vida.

Título original: "The ultimate lie" - http://bit.ly/1P2acPj



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Feminismo para iniciantes

Por Ken Gallagher

"O feminismo centra-se na igualdade e ele é benéfico para todos." Esta declaração não poderia estar mais longe da verdade.

Eu sou um anti-feminista acérrimo porque o feminismo teve um efeito negativo na minha vida - nomeadamente, a óbvia descriminação sexual no local de trabalho, e mais de 3 anos num tribunal de família a tentar resolver um divórcio que ainda não está resolvido. E a pensar que há apenas 5 anos atrás eu qualificava o feminismo de um movimento inofensivo de raparigas universitárias que nada mais queriam que atenção.

Eu estava enganado - totalmente enganado - de muitas maneiras. Embora eu acredite que muitos jovens levaram uma lavagem cerebral de forma a acreditar na definição de "feminismo" que se encontra nos dicionários, foi a discriminação mencionada em cima, para além do divórcio e da injustificável devastação financeira, que me levaram a prestar mais atenção a esta coisa chamada feminismo - um movimento totalmente enraizado no ódio e na ganância ao mesmo tempo que alega ser em favor da igualdade sexual.

E agora cheguei à conclusão que o feminismo não só arruinou a minha vida, como a vida de muitas outras pessoas - homens, mulheres e crianças. Eu queria escrever este artigo como forma de explicar aos outros exactamente como o feminismo se tornou tão furtivamente entrincheirado na nossa sociedade, e a forma como esse movimento opera e debilita os homens, as suas famílias e a sociedade, de modo a que as pessoas que buscam respostas possam começar a entender mais sobre este tóxico flagelo social.

O feminismo em poucas palavras

Graças as organizações tais como a National Organization for Women (N.O.W.), o feminismo é excepcionalmente bem financiado principalmente através de donativos uqe têm sido dados durante as décadas. São os bolsos fundos do feminismo que fazem com que ele tenha poder e influência impressionante sobre o governo, os média e o sistema de educação.

Com o passar do tempo, o feminismo tem usado o seu poder e a sua influência para, gradualmente, mudar estas instituições de modo a que elas passem a propagar apenas e só a mensagem feminista, nomeadamente, a supremacia feminina baseada no ódio aos homens, e em última análise, a transferência de riqueza dos homens para as mulheres.

Como o feminismo influencia os governos.

De forma simples, os políticos vencem eleições com votos. As feministas colocam os políticos uns contra os outros fazendo exigências de leis sexuais [que favorecem as mulheres] em troca dos tão necessitados votos. Os políticos, sedentos dos votos dos indecisos, muitos dos quais são jovens mulheres solteiras com inclinações feministas, dão às feministas o que elas exigem, e aprovam leis que descaradamente discriminam contra os homens. Exemplos desta discriminação são os que se seguem:

Leis do Trabalho

A Acção Afirmativa ["Affirmative Action"] está construída especificamente para dar preferência a certos candidatos de emprego com base no seu sexo, raça e orientação sexual de tal modo que os homens brancos heterossexuais qualificados "não precisam de se candidatar". Visto que a maior parte das pessoas que conseguem o emprego são de modo real, incompetentes, essas pessoas são transferidas para posições de gestão onde aparentemente não precisam dum conhecimento profundo da profissão, mas que em vez disso, dependem do conhecimento e da orientação dos subordinados para tomar decisões.

Com o passar do tempo, as subordinadas femininas são promovidas ao mesmo tempo que os subordinados masculinos são pura e simplesmente ignorados ou intimidados de modo a que estes abandonem o emprego; isto causa a que a organização fique vazia de pessoas realmente qualificadas, o que explica as nossas sociedades disfuncionais.

Eu já conheci muitas pessoas que alegaram que este ciclo de domínio feminino é normal, especialmente no mundo académico e no governo, e eu acredito nelas porque durante anos eu vi isso a acontecer. A Drª Janice Fiamengo, Professora de Inglês na Universidade de Otawa no Canadá, também é uma acérrima anti-feminista por este mesmo motivo.

Agora imaginem um homem qualificado a ser alvo duma entrevista de emprego numa organização dominada por gestoras incompetentes que só têm o emprego que têm devido ao seu sexo. As probabilidades deste homem vir a ficar com o emprego são reduzidas, especialmente se levarmos em conta que a última coisa que uma gestora incompetente quer são subordinados competentes que podem revelar a sua incompetência. Devido a isto, os subordinados competentes são vistos como um ameaça, quer seja real ou não. E, obviamente, a última coisa que as misandristas querem é trabalhar 40 horas por semana com um homem.

O pior disto tudo é que estas pessoas incompetentes são rapidamente colocadas em posições de gestão onde a sua incompetência pode ser escondida, e o seu poder exercido, mas depois temos temos as feministas a queixarem-se continuamente em torno das assim-chamadas "diferenças salariais". Isto é, no mínimo, hilariante, e na pior das hipóteses, criminoso.

Lei Familiar

Nos Estados Unidos o divórcio passou a ser uma "indústria" que movimenta milhares de milhões de dólares, e que incentiva as mulheres a se divorciarem dos seus maridos onde elas:
  • São mais susceptíveis de serem acreditadas quando fazem uma falsa alegação de abuso contra o marido e, desde logo, são mais susceptíveis de receber simpatia dum tribunal e custódia dos filhos, e
  • São mais susceptíveis de receber pensões lucrativas durante longos períodos, o que muito frequentemente deixa os maridos divorciados financeiramente arruinados.
As leis em torno da paternidade estão totalmente disfuncionais, e dentro delas, os homens são forçados a dar apoio financeiro a crianças que eles podem provar (através de testes de ADN) que não são seus, ou então são forçados a apoiar financeiramente crianças sem que no entanto tenha qualquer tipo de direito de visita.

Embora as mães solteiras que têm dificuldade em sustentar os seus filhos recebam assistência governamental, os homens que se encontram na mesma situação são punidos  muitas vezes de forma severa - e podem ver a sua carta de condução confiscada, o que faz com que lhes seja impossível trabalhar, causando a que sejam presos e totalmente impedidos de sustentar os filhos amados.

Lei Criminal

As falsas acusações de violação e abuso sexual são ocorrências frequentes nos dias de hoje, e em muitas jurisdições, há pouca - se alguma - penalização para as pessoas que fazem falsas acusações de violação. Por outro lado, aqueles que são acusados são frequentemente arruinados financeiramente e as suas reputações são totalmente destroçadas.

Embora estudos científicos extensivos tenham provado que cerca de metade da violência doméstica é levada a cabo pelas mulheres, graças a algo com o nome de “Duluth Model” (que não só nunca foi provado, como já foi totalmente refutado), os homens são automaticamente presumidos como os perpetradores e as mulheres como as vítimas - para não falar no facto de não haver virtualmente ajuda alguma para as vítimas masculinas da violência doméstica.

Muitas alegações de violência doméstica são também falsas e ocorrem depois das mulheres darem entrada ao processo de divórcio, não só como forma de gerar simpatia junto dos tribunais familiares, mas também como forma de garantir que o pai nunca tenha custódia da criança.

Notem n diferença no diagrama entre a alegação feminista que os homens odeiam as "mulheres" e a realidade da discriminação contra os homens resultar nos homens a odiar as "feministas". No entanto, as feministas continuam a insistir que todos os homens são misóginos, o que não pode estar mais longe da verdade.

A influência do feminismo nos média

O propósito da infiltração feminista nos média é simples: propagar as mentiras e a propaganda feminista como forma de convencer a sociedade que só os homens são potenciais perpetradores do mal, e que todas as mulheres são potencias vítimas indefesas e inocentes. Tal como Joseph Goebbels, o Ministro da Propaganda do Partido Nacional Socialista liderado por Adolfo Hitler durante os anos 30 e 40, as feministas entendem de maneira perfeita o poder dos média e a eficácia da expressão "se disseram algo a alguém repetidamente, eventualmente essa pessoa irá acreditar."

Não sei como é na vossa vida, mas eu parei de ver televisão por cabo há alguns anos atrás, principalmente devido à incessante quantidade de misandria onde os homens (e os rapazes) são constantemente vilipendiados ao se passar a imagem de que eles são estúpidos, perigosos ou ambos. O propósito oculto de tal acção este difamação flagrante é:
  • As feministas querem caracterizar as mulheres não só como mais inteligentes, mas também como vítimas indefesas à mercê de homens malignos (e só de homens) como forma de obter tratamento especial e privilégios, o que é uma contradição interna visto que, se as mulheres são mais inteligentes que os homens, como é possível elas serem vítimas?
  • As feministas também querem caracterizar as mulheres como mais inteligentes e mais capazes como forma de avançar ainda mais com a exclusão sistemática dos homens das escolas secundárias, dos colégios, das universidades, e, em última análise, dos bons empregos - o que causará a que os homens sejam incapazes de sustentar as suas famílias.
As feministas esperam emascular os homens de forma sistemática como forma deles se tornarem subservientes às mulheres de modo a que:
  • As mulheres possam ter poder sobre homens que são demasiado fracos para se defenderem visto que homens que foram sujeitos a uma constante mensagem anti-homem, com o passar do tempo, desenvolveram uma baixa auto-estima e acreditaram na idiotice de que as mulheres são de alguma forma mais fortes que os homens, mas são também mais fracas que os homens. E também
  • Para destruir a família nuclear ao tentar desafiar a natureza e onde as mulheres foram treinadas e rejeitar homens que não são subservientes, mas a nível sexual, as mulheres desprezam homens fracos. A contradição entre o seu sistema de crenças e os seus naturais desejos sexuais causam uma interacção disfuncional com os homens, e, por fim, causam famílias destroçadas e crianças sem um pai.
Este poder sobre os média, e a propagação constante de misandria subtil, resultou numa sociedade onde todas as formas de masculinidade são desencorajadas, o que em última análise cria um fosse entre os homens e as mulheres, sendo que o propósito do feminismo é destruir a família nuclear de modo  "libertar" a mulher duma imaginária vida de servidão sob o homem.

Mais ainda, isto resultou no seguinte:
  • Nunca em tempos recentes houve uma altura como a nossa, onde houvesse tantos homens em idade de casamento que não tivessem interesse no casamento.
  • Ser um homem divorciado ou solteiro a viver sozinho, não só se tornou aceitável, como passou a ser comum.
  • Ser mãe solteira também passou a ser aceitável e comum.
  • As crianças sem o pai na suas vidas são comuns nos dias de hoje, e elas são mais susceptíveis de passar por dificuldades na interacção com outras crianças, dificuldades na escola, e mais frequentemente acabam por ter vidas improdutivas e insatisfatórias como homens solteiros.
A agenda mediática feminista é especialmente destrutiva para os rapazes porque eles aprendem desde a mais tenra idade que são inferiores e efectivamente inúteis. Isto, combinado com um sistema educacional que lhes enche a cabeça com a mesma mensagem, acaba por causar a que os rapazes tenham problemas de comportamento, que tenham notas fracas na escola, o que leva a que eles passem a ser propriedade do estado, e prossigam passando a fazer parte do sistema de justiça criminal.

É isto que o feminismo faz junto dos homens e dos rapazes.

Como o feminismo influencia o sistema educacional

As feministas entendem muito bem a influência que os adultos têm sobre as crianças. É por isso que o sistema educacional moderno encontra-se especificamente criado para  o sucesso das raparigas e o fracasso dos rapazes. Ao agir assim, as raparigas têm melhores chances de seguir para os colégios e para as universidades, e obter os bons empregos mencionados previamente.

Os rapazes que são prejudicados, no entanto, são menos susceptíveis de receber a educação que precisam para levar uma vida produtiva e plena. Para aqueles rapazes emasculados que terminam a escola secundária, o colégio e a universidade podem ser um campo minado social de discriminação sexual que vai desde o tormento e da  intimidação, até às falsas acusações de violação.

Para citar um autor anónimo:

Tentem adivinhar o que pró-igualdade, pró.-diversidade, ênfase nos sentimentos, avisos de gatilho, histeria em torno da violação, aulas obrigatórias de feminismo, cultura anti-lad, invasão dos espaços masculinos, presunção da culpa masculina, politicamente correcto, aversão a debates acalorados, e a transformação no espaço duma geração têm em comum? Mulheres"

Dito de forma simples, a realidade actual é que os colégios e as universidades tornaram-se em locais de indoutrinação onde os jovens aprendem o que pensar e não como pensar, avançando com os propósitos do feminismo ao repetir as mentiras, demonizando a masculinidade, e, em última análise, minimizando o número de homens que recebem uma educação decente que lhes irá dar uma vida próspera.

De facto, os colégios e as universidades deixaram de ser locais onde a liberdade de expressão e o pensamento crítico eram encorajados, e passaram a ser infernos politicamente correctos onde a liberdade de expressão e o pensamento crítico não só desencorajados, como é pouco tolerado que os alunos "sem reservas" falem abertamente porque quando o fazem, são expulsos, o que destrói as suas aspirações profissionais.

Resumidamente, a atitude das jovens feministas de hoje é simples: qualquer pessoa que coloque em causa as suas alegações sem fundamento de serem vítimas constantes da agressão masculina, ao mesmo tempo que alegam serem superiores que os homens, é considerada como uma ameaça que tem que ser neutralizada.

Não só é este tipo de comportamento devastador para os jovens homens que não conseguem terminar o colégio ou a universidade, mas mais importante ainda, muitas das pessoas que terminam os seus estudos são o produto duma lavagem cerebral esquerdista, incapazes de tolerância e de pensamento crítico, e totalmente inúteis para a sociedade visto que a sua capacidade para contribuir de forma significativa para o mundo foi totalmente neutralizada.

Devido a isto, muitos homens jovens estão a evitar os estudos pós-secundários, pavimentando o  caminho para ainda mais feminismo radical, tornado as coisas ainda piores.

Fica a pergunta: como é que ficaremos, como sociedade, quando existe uma falta de homens jovens especializados prontos para ajudar a gerir o mundo? Mais ainda, como é que isso pode ser feito quando as pessoas que empurraram esses jovens para longe do ensino pós-secundário só são boas numa coisa - no politicamente correcto?

Sumário

Espero que consigam ver como as três áreas de influência do feminismo - os governos, os média e o sistema de ensino - trabalham em conjunto de modo a que possam, sorrateiramente, avançar com os propósitos do feminismo ao mesmo tempo que destroem os homens e as famílias.

A consequência da elevação das mulheres à custa dos homens resulta em ganhos económicos para as mulheres e perdas económicas para os homens. Dito de forma simples, é a transferência de riqueza dos homens para s mulheres. À medida que as mulheres vão ganhando mais dinheiro, elas vão ganhando mais poder e, por sua vez, mais dinheiro e doado para as causas feministas, o que dá ainda mais poder para as feministas e acelera a transferência de riqueza.

Infelizmente, todo este processo de roubo aos homens aprovado pelo governo é feito, em larga parte,  sem o conhecimento do público, sob a máscara da "luta pela igualdade dos sexos". 

Tal como Robin Hood roubava aos ricos para dar aos pobres, o feminismo rouba aos homens e dá às mulheres. Um dos motivos que levava a que Robin Hood fosse tão popular era o facto dos ricos serem sempre caracterizados como como vilões e os pobres como vítimas indefesas, que é exactamente o que o feminismo faz - excepto que os homens são os vilões e as mulheres são as vítimas indefesas.

É desta forma que o feminismo, mascarado de luta em favor da igualdade sexual, se torna tão apelativo para tantas pessoas. Mas ao contrário de Robin Hood, o feminismo é uma fraude cujas autoras deveriam ser julgadas por tratamento injusto aos homens, e pela destruição sistemática das famílias e da sociedade como um todo. Dito de forma simples, o feminismo é uma mentira, uma transferência de riqueza - riqueza essa que os homens conquistaram mas que lhes é retirada e é dada às mulheres.

Portanto, a minha pergunta é simples: Será que o feminismo realmente é uma luta pela igualdade sexual ou é mais uma luta pela supremacia feminina mascarada de luta em favor da igualdade sexual?




terça-feira, 3 de junho de 2014

Ameaças de morte contra conferência centrada nos direitos dos homens



Caros leitores e apoiantes do blogue AVFM, companheiros MHRAs:

Deparamo-nos com o que esperamos que seja um problema temporário na nossa caminhada rumo à Detroit para a nossa "First International Conference on Men’s Issues" em Junho. Tal como já vimos muitas vezes no passado, as ideólogas de genéro que não acreditam que qualquer tipo de discussão em torno das questões que os rapazes e os homens enfrentam deve ocorrer a menos que essa discussão seja aprovada pelo teste decisivo feminista (anti-masculinidade), recorreram a táctica de ameaçar violência contra  pessoas inocentes como forma de acabar com a liberdade de expressão.

Tenho na minha posse uma carta da gestão empresarial dos "Hilton Hotels", e ela deixa muito pouco à imaginação em torno do tipo de pessoas com quem estamos a lidar, bem como do seu propósito em relação a este assunto. É relativamente simples tornar o evento da conferência inseguro e proibitivamente dispendioso através da ameaça e da intimidação.

Há duas coisa que é preciso esclarecer: Primeiro, não tenho qualquer tipo de animosidade contra a gerência do Hilton em torno deste assim. Em todas as interacções que já tive até agora, eles foram profissionais, educados e amáveis. Reconheço que eles têm preocupações válidas em torno da segurança dos seus empregados, dos convidados, bem como de quem presenciar a conferência. Partilho das suas preocupações, e claramente houve uma mão que os forçou, tal como já foi forçada sobre nós. Para garantir que não há qualquer tipo de reacção contra qualquer individuo do Hilton, editei o nome da pessoa que me enviou a carta.

Outra coisa que eu queria deixar bem claro é que nós temos toda a intenção do mundo em avançar com esta conferência. Nós nunca desistimos de nada e não temos planos de começar a fazer isso agora. Não ficaremos calados perante a acção de fascistas e vilões ideológicos que usariam ameaças como forma de manter o dominio sobre um discurso público que precisa desesperadamente duma mudança sã e equilibrada.

Dito isto, a expectativa de 72 horas contínuas de protecção por parte de 7 polícias é financeiramente assustadora. Não sabemos ainda quais serão os custos de tudo isto, mas estamos em contacto com a Polícia de Detroit como forma de assegurar esses serviços de protecção, bem como assegurar a politica de responsabilidade exigida.

Já foi dito várias vezes nas páginas deste site, "Primeiro eles ignoram-se, depois riem-se de ti, depois lutam contra ti, e por fim, tu vences." Como tal, nós estamos a lutar. E independentemente do que aconteça  neste caso, vamos continuar a lutar. Não seremos silenciados por vilões ameaçadores, e nem seremos desmotivados pelas atitudes grotescas por parte de pessoas que nós sabemos estarem moralmente falidas.

Fiquem atentos porque iremos pedir que vocês se juntem à luta. Será necessário estabelecer um tipo de financiamento como forma de custear as despesas da segurança adicional bem como o seguro. Isso pode começar dentro de mais ou menos 48 horas. Se vocês nos querem ajudar com os custos adicionais, esperem até que os contactos para os donativos sejam oficialmente lançados. Se querem ajudar agora com os muitos custos do evento, claro que encontrarão o botão de donativos no canto superior direito desta página. Uma das melhores formas de poderem dar apoio imediatamente é comprando os bilhetes que restam e assistir à conferência.

Amigos, nós estamos a fazer história aqui, e por vezes, e como acontece quase sempre, fazer história é um processo complicado. Estamos preparados para lidar com esse assunto e emergir dele numa nova era para os homens e para as mulheres desta cultura.

* * * * * * *

É incrível o que se está a passar, mas a gerência do hotel tem um receio justificado pela segurança das suas instalações, dos seus convidados e dos participantes da conferência. É difícil saber se estas ameaças são apenas bluff, como forma de intimidar a gerência e forçá-la a cancelar o evento, ou se há uma chance real das ameaças serem levadas a cabo pelas vozes antagonistas. De qualquer das formas, isto reflecte de modo negativo para quem fez as ameaças.

Não é difícil saber quem são as "oprimidas" que estão por trás das ameaças de morte contra esta conferência porque essas mesmas pessoas já demonstraram publicamente que não aceitam que se coloquem em causa as suas crenças cardinais. Não esperem que qualquer líder feminista condene estas ameaças de morte contra a liberdade de expressão visto que essas líderes no fundo no fundo concordam com essa atitude comunista de acabar com a liberdade das pessoas que não fazem parte do "colectivo".

Resumindo: um evento público pró-homens e não-feminista está agendado, e o seu propósito é falar em prol dos direitos humanos dos homens; as feministas organizaram uma campanha violenta e enervada como forma de causar dano e/ou cancelamento da mesma.

É importante levar isto em conta: se alguém se recusa a ser feminista, e especialmente, se abertamente fala contra o feminismo, essa pessoa será qualificada de misógina e facilitadora de violência contra as mulheres (mesmo que a pessoa em causa seja também ela uma mulher). As feministas frequentemente usam do ataque pessoal como forma de esmagar quem quer que se levante contra elas, e é por isso que eles irão atacar com métodos difamatórios.

Quando mais bem sucedida e bem articulada for a tua campanha contra o feminismo, mais extremistas serão os ataques contra ti (chegando até ao ataque físico). Por outro lado, se fores um anti-feminista inocente, submisso e que age de forma passiva, elas deixar-te-ão em paz (por enquanto) enquanto vão aumentando o seu poder na sociedade. Mas mais cedo ou mais tarde tu tornar-te-ás um problema para elas, e como tal, elas sentir-se-ão motivadas para quebrar o silêncio e atacar-te.

Quanto mais tempo tu fores um anti-feminista submisso e inofensivo, mais tempo elas terão para ir aumentando o seu poder; logo, o tempo para se falar contra o feminismo é hoje visto que quanto mais tempo elas tiveram, mais poder terão para tornar a vida do resto da sociedade uma miséria.

À medida que forem vendo os vídeos que se seguem, que revelam a natureza "tolerante" das feministas, mantenham em mente que estas pessoas dizem-se em favor da "igualdade".






sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

O mito da opressão da mulher.


Há cerca de 40 anos atrás, as feministas desbravaram caminho até captar a atenção do mainstream, lançando uma ofensiva gigantesca contra o que elas chamaram de "sistema patriarcal" que [supostamente] há séculos que oprimia as mulheres. Criando uma imagem das mulheres como seres sem poder e totalmente subjugadas, elas atacaram os homens com um zelo missionário análogo ao dos abolicionistas, e com uma mensagem essencialmente idêntica. Resumidamente, as mulheres eram escravas e os homens eram os donos, e como consequência, elas exigiram a emancipação e têm feito exigências desde então.

As feministas fizeram um excelente trabalho no lançamento de tudo isto, o que pode ser um testemunho da verdade inerente das suas ideias. Ou então pode ser outra coisa - tal como o facto delas já terem tanto poder que poucos estavam dispostos a questionar o que elas diziam. Vocês podem apostar na ultima opção porque até a análise remotamente objectiva dos factos leva-nos até à conclusão muito mais razoável: as mulheres nunca foram oprimidas. Nem de perto nem de longe.

Não sou historidor mas frequentei algumas aulas de história antes de finalizar o ensino médio. Quando eu tinha 13 anos, eu já sabia o que era opressão, e para minha grande sorte quando eu tinha 13 anos, vivia numa altura em que as pessoas ainda sabiam o que não era a opressão.

A opressão tem características bem óbvias, tais como a tortura e a morte: tal como chicotes e correntes; camaras de gás e campos da morte. A opressão é um mapa de cicatrizes na parte anterior duma mão habituada ao trabalho do campo - mão essa adquirida num leilão. Opressão é a corda amarrada a um ramo duma árvore em plena luz do dia que é usada para sufocar a vida de alguém cujo "crime" foi ter a cor "errada". É a mancha indelével sobre a humanidade, vazia de compaixão, desumanizadora do opressor e do oprimido. E a evidência dela é tão ofensiva para as sensibilidades modernas que nós preservamos provas dela como lições para as gerações futuras.

Agora, quando comparamos essas coisas com o mundo histórico das mulheres, que era em larga escala um mundo onde ela era protegida e era provida, ficamos com uma imagem totalmente diferente. O mundo das mulheres não é um mundo das "oprimidas" mas das privilegiadas, e isto faz-nos avançar com perguntas que têm que ser respondidas. Por exemplo, quantas vezes na história alguma vez tivemos escravos com a prioridade nos barcos salva-vidas? Quais eram os donos que eram obrigados a ir para a guerra para protegerem a vida dos seus escravos? Quantos opressores rasgaram o seu corpo de modo a que pudessem providenciar comida e abrigo para aqueles que eles oprimiam? Zero, parece ser uma boa resposta. 

Isto também me faz perguntar o seguinte: quantos donos tiveram que se ajoelhar perante os seus potenciais escravos, munidos de ouro e de jóias, para pedir permissão para serem os seus donos? Quantos escravos poderiam, responder com um "não", esperando por uma proposta melhor? (...)

Não é coincidência o facto das feministas terem atacado o casamento como uma instituição opressora. Apontar para o nada e fazer muito barulho tem funcionado muito bem para elas. E devido a isso, numa raiva colectiva de activismo neurótico, elas atacaram a única instituição que tem servido como a maior fonte de apoio e protecção para as mulheres (mais do que qualquer outra). Elas ficaram obcecadas por caracterizar a caminhada nupcial pelo corredor matrimonial como um caminho para a opressão, o "Percurso das Lágrimas" de cada mulher. Seria impossível pagar uma mentira destas mesmo que se fosse o Bill Gates.

"Hey!", grita a feminista, "E então o direito de voto? As mulheres não tinha permissão para votar! Isso era opressão!". Bem, na verdade não era, e tudo o que precisamos de fazer é olhar para a história do direito ao voto nos EUA para o provar.

No princípio, quase ninguém podia votar visto que o direito de voto estava reservado aos homens brancos que possuíam terras, o que deixava quase todos os homens e todas as outras pessoas de fora da lista de votantes. Isto nada diz de especial em relação às mulheres. Se isto era opressão, então quase todas as pessoas eram oprimidas. É bem provável que os Americanos não se tenham apercebido disso, ocupados que estavam a festejar a sua recente liberdade.

De qualquer forma, à medida que o tempo foi passando, e porque homens com bons valores morais escreveram uma constituição espantosa, o direito de voto foi alargado para outros grupos. Primeiro, para os homens que não possuíam terras, e depois para outros grupos étnicos e mais tarde para as mulheres. Ainda mais tarde, a idade de votação foi reduzida, o que permitiu que outro grupo numeroso se juntasse ao grupo de votantes. E hoje discute-se se o direito de voto deve ou não alargar-se para contemplar os imigrantes ilegais. (...)

Para além disso, quando se trata do direito ao voto, temos que considerar que havia algo parecido com um câmbio para as mulheres - tal como a exclusão feminina de zonas de combate, e o facto dos homens terem que entregar o fruto do seu trabalho às mulheres e estaren prontos a morrer por elas sempre que fosse preciso. Talvez não tenha sido uma troca justa, especialmente para os homens. Mas e a evidência da opressão da mulher? Os comediantes pagam por material humorístico que nem de perto nem de longe chega a ser assim tão engraçado.

O mesmo acontecia com a posse de terras visto que muitas mulheres não tinha permissão para as possuir . . . pelo menos durante algum tempo. Talvez isso estivesse relacionado com o facto de serem os homens os construtores das casas para as mulheres, ou talvez os nossos ancestrais se tenham apercebido de que os homens de quem se esperava que enfrentassem as balas como forma de proteger a terra eram os donos mais merecedores. Quem sabe da insanidade que nos atormentava antes do feminismo nos devolver a razão?

Quaisquer que fossem os motivos, essas regras não duraram muito tempo. Para além disso, o facto de não serem capazes de possuir terra era aligeirado pelo facto das mulheres poderem escolher os homens que lhes pudessem dar essas mesmas terras (através da opressiva instituição do casamento).

Eu sou suficientemente velho para me lembrar das regras mais antigas para os homens: "Trabalha arduamente e toma conta das mulheres. Fica disponível para sacrificares a tua vida por elas. Cuidado com o que dizes na presença duma senhora. Dá-lhe o teu lugar, mesmo que ela seja uma desconhecida. O mesmo para abrir as portas e acendendo um cigarro. Toca-lhe de forma errada e és um homem morto." Não é desta forma que as pessoas oprimidas são tratadas.

Mas nós temos outra palavra para aquelas suficientemente sortudas para beneficiarem deste tipo de padrões. Realeza. Não cunhamos o termo "princesa" para as mulheres sem bons motivos para o fazer. Com algumas excepções, este tem sido o padrão dourado no tratamento das mulheres. O facto disto esta a mudar - isto é, o facto dos homens começarem a colocar travões em muitos actos de cavalheirismo - é mais um exemplo que demonstra como o feminismo prejudica as mulheres.

Acidentes acontecem - especialmente ferimentos auto-infligidos - em pessoas que brincam com as armas quando não sabem o que fazem. No entanto tenho que dar crédito às feministas por terem tido a capacidade de fiar com uma linha selvagem. Pegar numa classe privilegiada de pessoas e convencer o mundo de que elas são vítimas, foi uma obra de arte. Mas isto só foi bem sucedido devido ao mandato masculino presente na cultura ocidental de sempre dar às mulheres o que elas querem sem questionar. Se as coisas acontecessem de outra forma, a pletora de ideias feministas teria-se curvado perante o peso opressivo da desonestidade não verificada.

Mesmo assim, a nossa atitude anti-natural de as apoiar preparou as coisas de modo a que as mulheres ultrapassassem os homens em todos os aspectos da vida. Actualmente, as mulheres são mais educadas do que os homens [ed: facto causado pela atitude anti-homem presente nos instintutos de ensino], e têm também a maior parte dos empregos. Nada sugere que isto faça algo menos que favorecer ainda mais as mulheres. E tudo isto como fruto duma ideologia que se encontra firme como um castelo de cartas, e que ainda deve a sua existência ao facto do vento ter tido medo de soprar na sua direcção e destruir todo o edifício.

Saúdo as feministas pelo seu trabalho astuto e bem feito, mas vencer uma corrida é fácil quando se começa com um pé sobre a linha de chegada e todas as outras pessoas fingem que não viram nada. .



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Elly Tams: Feminista em recuperação

Um grupo de feministas do Reino Unido (RU) publicou recentemente um livro com o nome "The Lightbulb Moment", que é uma colecção de histórias em torno do preciso momento em que as escritoras "viram a luz" e se tornaram feministas. Deixando de lado o imaginário religioso ao estilo "Estrada Para Damasco", este livro ressoa em mim uma vez que eu também já tive os meus momentos "light bulb" [lampada eléctrica] em relação ao feminismo - especialmente nos últimos dois anos.

No entanto, o que eu descobri, e as minhas iluminações, foram de natureza totalmente diferentes daquelas descritas no livro, uma vez que, apesar da minha caminhada envolver o meu abandono da irmandade, eu escrevo isto depois de ter sido criada, educada e - sim - indoutrinada durante mais de 40 anos com o dogma feminista. E a irmandade, aquele clube adoravél, "feminino" , sensível, tipo mulheres-unidas, puniu-me severamente pela minha decisão.

Em 2010 comecei a escrever um blogue sob o pseudónimo de Quiet Riot Girl. Tenho participado em algumas comunidades online durante os anos, e sempre adorei a forma como elas nos dão a chance de 1) brincar com a nossa identidade, 2) desenvolver personalidades e 3) explorar ideias e prácticas que podem nunca ter sido adoptadas sob o "nosso nome verdadeiro." No entanto, quando criei a "Quiet Riot Girl", nem sabia o quão impactantes as minhas explorações seriam.

Eu era ainda uma feminista quando comecei a blogar (e a twitar) em 2010. Como uma feminista analítica, encontrava-me bem ciente das divisões e das incoerências que existiam entre as feministas em questões em torno do sexo, economia e autonomia física. Mas mesmo assim, eu era uma "irmã". Se vocês derem uma vista de olhos ao meu primeiro blogue QRG, observarão o quão claramente eu me identificava como uma feminista. Mas passado que estava um ano, eu havia-me já separado do feminismo e estava a escrever como uma "anti-feminista - como por exemplo, no meu controverso ensaio com o nome de "Against Feminisms."

O que foi que mudou? E porquê? A minha rejeição do feminismo (e vice-versa) não é apenas uma questão de eu escolher identificar-me com outro nome, e escolher identificar as minhas escolhas políticas com outro nome, mas sim uma mudança gigantesca em mim - o que significa que eu vejo o mundo de uma forma completamente diferente. Existiram algumas curvas e retrocessos na minha "revolução" pessoal. Estes são os mais determinantes.

1) Cultura de Violação [estupro] e Outros Mitos Feministas

A bloguesfera feminista está cheia de artigos e discussões descrevendo o que as feministas qualificam de "cultura de violação". Segundo elas, as mulheres não são capazes de andar numa rua ou desfrutar duma bebida num bar sem serem objecto de avanços amorosos, assédio e violações por parte dos homens, esses cães sujos. Quando comecei a interagir com as feministas online fui imediatamente atingida pelo facto de não reconhecer o fenómeno da "cultura de violação" que elas falavam.

Certamente que não reconheci os homens como os vilões que elas descreviam. Reparei que os homens, como um todo e individualmente, eram demonizados pelas feministas. Por exemplo, Julian Assange ainda nem foi formalmente acusado, mas as blogueiras feministas já o marcaram como um "violador."

Em 2010 escrevi o artigo com o nome "Why Rapist Is A Dirty Word" e a reacção das feministas foi reveladora. Como vocês podem ver na caixa de comentários desse post, algumas feministas disseram que eu não tinha o direito de falar sobre a violação visto que nunca tinha sido violada [?!!!] . Outras disseram que eu era uma "apologista da violação" enquanto outras disseram que eu era uma “rapey!”

O meu estatuto como mulher foi colocado em causa, e as "irmãs" apelaram para que o meu cartão de feminista fosse revogado. Quando tentei que o meu trabalho em torno da cultura da violação fosse disponibilizado em sites feministas e publicações online, deparei-me com um silêncio sepulcral. Aparentemente eu tinha violado um "tabu".

Sem me deixar afectar com isso. continuei a explorar o tópico; em Setembro de 2011, e depois de desistir de desafiar o conceito da "cultura de violação" dentro do feminismo, o meu artigo "Rape Culture And Other Feminist Myths" [Cultura de Violação e Outros Mitos Feministas] foi publicado no "Good Men Project." Nesse artigo eu afirmei:
Quando oiço a palavra "violador", penso num homem com capacidade de reflexão - e não num homem incapaz de mudar. Se nós queremos reduzir a violência sexual, e a violência entre duplas íntimas, temos que falar deste assunto, e falar com os homens que levam a cabo a violência sexual como se eles fossem capazes de mudar. Para além disso, temos que aceitar que os homens não são os únicos perpetradores. A Cultura da Violação é um mito, e como tal, rejeito-a por completo.
Como consequência disto, as feministas, que ainda olham para a violação como violência sexual primariamente levada a cabo pelos homens, rejeitaram-me.

2) Guerra entre os Sexos

Quando finalmente me apercebi da forma horrível como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui mais capaz de me identificar com o feminismo. O sexo, obviamente, é complexo, e universalmente complexo. A minha própria sexualidade e a minha política sexual variaram com o tempo. Uma das razões que me levou a cortar os laços com o feminismo é a "guerra dos sexos." Apesar de todo o puritanismo que emana do feminismo, aquelas miúdas estão extraordinariamente interessadas no sexo, especialmente nas maldades dos homens heterossexuais.

Durante o ano de 2010 escrevi um post com o nome de "Sex For Sale". Embora hoje em dia discorde comigo mesma em relação a muito do que se encontra lá escrito, o artigo é importante para mim porque revela a forma como me recusei a aceitar o pânico feminista em torno do trabalho sexual. Tal como disse no artigo, "Quando falo do trabalho sexual, incluo-me na discussão. Também te incluo. Se nós não falamos do sexo como participantes, então estamos a levar a cabo um “othering” [da palavra "other" que significa "outro"] das mulheres que abertamente trocam o sexo por dinheiro." (Se fosse hoje, eu diria "homens e mulheres!")

O termo-chave aqui é “othering”. As feministas ADORAM falar da objectivação - que, para elas, significa a objectivação sexual das mulheres. Mas eu sei que no século 21 os homens são também objectos de desejo; os homens mais jovens em particular são colocados em cartazes e ecrâns de televisão, usando pouco mais que nada. Mas esta sexualidade metrossexual masculina é ignorada pelas feministas.

As feministas afirmam que, na nossa cultura, são as mulheres, e não os homens, que são objectivados. Elas adoram atribuir culpas à industria do sexo e aos desejos dos homens heterossexuais pelo estatuto "other" das mulheres como "objectos sexuais", vítimas dos "olhares masculinos", e, essencialmente, como vítimas da violência sexual levada a cabo pelos homens.

Mas na minha opinião, são as feministas que objectivam tanto os homens como as mulheres. Quer elas sejam feministas "sex positive", ou feministas "anti-sexo" e "anti-indústria do sexo", elas simplificam e objectivam as pessoas de modo a que elas se tornem caricaturas de "vítimas" e caricaturas de "perpetradores."

Eu recuso ambas as qualificações e devido a isso, não me ajustei aos moldes feministas.

3) Mas a Sério, e Então e os Homens?

A primeira vez que eu ouvi o termo "misandria" foi há apenas alguns anos atrás. Eu era directora duma organização feminista sem fins lucrativos que providenciava treino a mulheres da indústria musical. Estávamos num dia de treino em torno da "igualdade de oportunidades" quando um homem sugeriu que a minha organização poderia ser sexista. Para além de ter ficado zangada, rejeitei o homem e a posição que ele havia tomado. Eu pensava que a "misandria" da qual ele falava não existia.

Não quero uma medalha por me ter apercebido que existe. Estou a contar este episódio como forma de sublinhar o quão raro o sexismo contra os homens é levado a sério pelas feministas. Durante o tempo em que tirava o meu PhD em estudos de género, usava com frequência um "dicionário da teoria feminista." O termo "misoginia" era longo e detalhado, mas o termo "misândria" não se encontrava presente.

Quando me apercebi da forma cruel como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui capaz de continuar a identificar-me como feminista. No artigo presente no blogue "Good Men Project", escrevi em torno da expressão horrível que as feministas e os seus aliados usam quando se falam de assuntos masculinos: “whatabouttehmenz?”.

Incidentalmente, acho que mereço uma medalha pelo facto de ter sido banida do site com o nome "No, Seriously, What About Teh Menz?". Supostamente NSWATM é um fórum feito para as pessoas que se preocupam com os homens, com a misandria e com a masculinidade, mas eu fui banida por ter desafiado a Sady Doyle, a proeminente blogueira feminista americana, activista e . . . er . . . alguém com ódio aos homens!

A lista de feministas conhecidas que dedicam uma boa parte do seu tempo e energia a demonizar e a rebaixar os homens é longa. Todos temos as nossas favoritas - estou-me a lembrar de Amanda Marcotte, Melissa McEwan, Cath Elliott, Jill Filipovic e Gail Dines. Mas eu dei por mim a identificar a jornalista do UK Guardian Suzanne Moore como particularmente culpada de misandria. Numa das suas colunas semanais, Moore conta a história da forma como a filha lhe perguntou do porquê dela ser uma feminista. A sua resposta? "Porque os homens fazem coisas horríveis."

4) Quem é Que Está a Silenciar Quem?

As feministas, especialmente as que se encontram online, frequentemente falam no "silenciamento." Alegam elas que os homens tentam silenciar as feministas usando uma variedade de técnicas malignas. Entre estas incluem-se o “mansplaining,” “gaslighting” e o “bullying sexual.” Não vou explicar os conceitos - os leitores do blogue A Voice For Men certamente que estão familiarizados com os mesmos, e tenho a certeza que eles já foram usados contra eles em discussões com feministas.

Há algum tempo atrás, numa estranha discussão no blogue Feministe, fui acusada de todas as coisas que alegadamente os homens fazem para silenciar as feministas. De facto, elas chamaram-me de "homem", e galardoaram-me com um "pénis honorário" - que guardo até hoje. Para além disso, as adoráveis senhoras do blogue Feministe baniram do deu blogue.

Em Abril de 2011 fiz uma lista de todas as pessoas que me baniram e bloquearam (online). O nome da lista foi retirado dum blogue feminista com o mesmo nome, 101 Wankers. Actualmente atingi e ultrapassei o meu "alvo" e deixei de contabilizar.

Mas isto não me silenciou, e como tal, em Março de 2012 Julie Bindel, a conhecida feminista que milita contra a indústria do sexo, juntamente com as suas amigas, "revelaram-me". O meu pseudónimo Quiet Riot Girl foi revelado como pertencendo a mim, Elly Tams,e fui qualificada de "anti-feminista", "homofóbica" e uma "troll."

O termo "troll" é particularmente eficaz uma vez que é aceite de modo geral - muito para além da bloguesfera feminista - como uma palavra que significa que alguém é "mau", "não fiável", e até "sub-humano." Fui chamada de troll em várias ocasiões, e embora a expressão seja usada com intenções políticas, o mesmo magoa. Quando existem programas de TV com o nome de "RIP trolls", e que seguem o rasto no Facebook por tributos a pessoas recentemente falecidas, e então desfiguram-nos e assediam de forma horrível os familiares, é difícil ser chamada de "troll" e permanecer firme e orgulhosa.

Mas levando em conta o tratamento que as feministas, e outros que não gostam do que eu tenho a dizer, me deram, fico com uma pergunta: Quem é que está a silenciar quem?

5) "Lies, Damn Lies and Statistics"

Uma das coisas que sempre achei difícil de aceitar acerca do feminismo é a forma incoerente o mesmo é, e a forma como usa dados adulterados - bem, chamemos-lhe de mentiras - para promover e justificar as suas declarações. Eu estudei o género até ao nível de PhD e para além, e como tal fundamentei o meu trabalho na teoria feminista e nas pesquisas influenciadas pelo feminismo. Será que estava tudo errado? A resposta é "sim" e "não."

No meu ensaio "Against Feminisms" eu demonstro que rejeito TODAS as pressuposições feministas bem como as suas posições básicas. Mas eu não alego que tudo o que foi escrito por uma feminista é inútil. As teóricas e escritoras feministas cujo trabalho eu não abandonei de todo incluem nomes como Camille Paglia, Judith Butler e Gayle Rubin. No entanto, eu penso que elas focam-se demasiado na mulher e nos assuntos que se centram na mulher, fragilizando os seus argumentos.

Preciso de outro artigo, ou se calhar um segundo PhD, para demonstrar a forma como as feministas são inconsistentes nas suas posições, e como as suas pesquisas são frequentemente muito pobres. Mas eis alguns exemplos recentes:
  • No seu livro recentemente publicado "The Sex Myth", Brooke Magnanti, mais conhecida como Belle de Jour, mostrou como as feministas que são contra a indústria do sexo usam dados erróneos e análises pobres para emitirem o que eu só posso qualificar de "misoginia" e mentiras em torno do entretimento adulto.
Magnanti mostra como as activistas feministas basearam uma parte do seu activismo em estatísticas erradas em torno da relação entre o número de clubes de "danças de colo" na área, com o nível das violações na mesma área. Organizações sediadas no Reino Unido, tais como Object UK e a Fawcett Society, normalmente apresentam "factos" em torno da violência contra as mulheres que, após inspecção mais pormenorizada, revelam-se como tudo menos factos, ou dados incompletos.
  • A Fawcett Society fornece-nos um exemplo dos dados erróneos feministas. Actualmente, eles têm uma campanha em torno da forma como, durante uma recessão, as mulheres são mais afligidas economicamente que os homens.
Eu acho os números que eles usam particularmente insultuosas para a nossa inteligência uma vez que elas ignoram o "facto" que todos nós sabemos do nosso dia a dia, isto é, que, na esmagadora maioria dos casos, os homens e as mulheres vivem juntos - quer seja em famílias nucleares ou estendidas - e sustentam-se mutuamente.
  • Outro facto ignorado pelas feministas é a forma como os pais que não vivem com os seus filhos, e que muitas vezes nem têm acesso a eles, tendem a pagar consideráveis somas de dinheiro em pensão alimentícia.
6) A Visão Completa

A questão dos pais e dos direitos dos pais é um que me traz para o último ponto.

Nos meus conflitos mais recentes com as feministas, particularmente através da internet, descobri que elas são incrivelmente mesquinhas, de visão limitada, e particularmente insensíveis às questões mais amplas da sociedade que não lhes afectam directamente. A bloguesfera feminista encontra-se dominada por mulheres jovens, brancas e da classe média que não têm que se preocupar com o facto de terem ou não terem permissão para ver os seus filhos, se serão chamadas para combater numa guerra, ou de onde virá a próxima refeição.

De modo global, quando se fala em crises tais como fomes, desastres naturais e conflitos armados e desemprego, todos - e não só as mulheres - sofrem. Mesmo nos EUA o alistamento militar é compulsório para os jovens homens - não para as mulheres - mas as feministas descartam isso como um importante assunto de género.

O choramingar constante de feministas endinheiradas em torno do "privilégio masculino" foi a gota de água final no meu relacionamento com o feminismo. Privilégio? Qual privilégio?

[Conclusão:]

No título deste artigo eu identifico-me como uma "feminista em recuperação." Embora eu ache que eu nunca tenha sido "viciada" no feminismo, essa frase foi propositada. Abandonar o dogma que tem dominado a minha vida até hoje não tem sido fácil. Existem até paralelos com a forma como o álcool e as drogas podem servir de, digamos, "adereços" e "redes de segurança", uma forma de tentar evitar alguns dos aspectos mais duros da realidade, e o que o feminismo me ofereceu.

Hoje, sem a confortável desilusão do feminismo encontro-me mais vulnerável. Por vezes, sem o "gang", o "clube" (a "seita"?) sinto-me sozinha. Mas não tenho arrependimentos. Para além da misandria, das mentiras, das tácticas de silenciamento, e das políticas sexuais opressoras do feminismo, ao escrever este artigo lembrei-me de que, mesmo quando ainda era uma feminista que pensava pela sua própria cabeça, eu fui expulsa e ridicularizada. Para mim, ser uma feminista foi estar numa irmandade mas não ter irmãs. Nunca mais voltarei para lá.


Agradeço ao Dean Esmay por me encorajar a escrever isto. Agradeço também à minha própria irmã que nunca se deixou convencer pelo feminismo e que agora passa o seu tempo a dizer "Eu bem te disse!"

O meu corrector
ortográfico não reconhece a palavra "misandria". Talvez o meu pc seja feminista.


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