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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Como o feminismo levou uma lésbica ao desespero


Testemunho da editora deste perfil do tumblr, tal como visto neste blogue.

A maior parte de vocês viu os meus posts relativos à forma como eu me recuso a continuar a ser identificada como feminista e como eu desisti desse movimento. A homofobia descontrolada, a transfobia e a misandria foram acomulando e a gota de água finalmente chegou. Mas a maior parte de vocês não sabe que eu já me encontrava num ponto de rotura muito antes de eu começar a postar aqui tópicos relativos aos direitos dos homens. Como tal, eu vou vos contar a história.

Há muito tempo atrás, eu era uma "dessas feministas", postando em sites feministas e verificando ansiosamente e diariamente sites como o feministing. Eu não sabia que o sexismo contra os homens existia. Eu pensava que qualquer alegação de misandria era mentira, que qualquer alegação de que as feministas odiavam os homens era só uma manobra de diversão por parte de misóginos, construída com o propósito levar todos a odiar o feminismo.

Durante esse período, eu ria-me da ideia de homens enfrentarem o sexismo. A minha mãe dizia-me "mas os homens também enfrentam situações complicadas" e eu, que havia sido "alimentada" com a ideia de que os homens haviam oprimido as mulheres durante séculos (causando a que eu estivesse zangada com isso) ria-me enquanto respondia, "não, eles não enfrentam, mas se enfrentam, eles merecem-no."

Avançando rapidamente alguns anos, e eu amoleci um bocado. Eu não sei o que aconteceu, mas comecei a aperceber-me que, sim, os homens também têm questões difíceis para enfrentar. Devido a isso, e sem saber em que ninho de vespas eu me estava a meter, fiz um post num outro site onde dizia, essencialmente, que os homens também têm uma vida complicada, especialmente no que toca o assunto da violação.

Quando eu fiz esse post, as portas do inferno abriram-se.

Comecei a receber comentários cruéis de pessoas que me chamavam de "pessoa horrível". Houve pessoas que me mandaram mensagens privadas horríveis dizendo o quanto que eu era uma misógina terrível, e assim por diante. As coisas chegaram a um ponto que eu não conseguia abrir a minha conta de email sem sofrer um ataque de pânico. Foi a ESTE estado que as coisas chegaram.

Elas comentavam anonimamente e sempre que eu aparecia para me defender, elas acusavam-me de gerar problemas (apesar de eu não ter feito o post original). Elas disseram-me que eu merecia os problemas mentais que eu tinha na altura, mas depois negaram alguma vez terem dito isto, chamando-me de mentirosa. Acusaram-me de fingir a minha condição médica para obter simpatia, e depois, quando eu postei as fotos dos meus medicamentos, elas disseram-me, "Pára de roubar os medicamentos da tua avó", e começaram a fazer piadas em torno da forma como eu havia morto a minha falecida avó. A piada? Uma delas disse-me que eu deveria engolir todos os meus medicamentos duma vez, e outras duas comentadoras meteram-se na conversa, concordando que o mundo seria um lugar melhor se eu me matasse. E depois acusaram-se de eu inventar os comentários como forma de obter simpatia.

Quando eu mencionei as experiências dos meus irmãos numa discussão, elas acusaram-me de ser uma pessoa horrivel "por os usar", e eles sentiram pena pelo facto dos meus irmãos me terem como irmã. Disseram-me que eu não tinha alma, que eu era maligna - e todas as variações possíveis deste tema. (Quando eu mostrei o comentário à minha irmã, ela riu-se e disse que o que eu tinha feito nada tinha de "uso".)

Eu estava uma lástima. A ansiedade piorou e comecei a fazer coisas realmente muito pouco saudáveis como forma de suportar as coisas. (Não vou entrar em detalhas mas posso dizer que envolvia magoar-me a mim própria.) Eventualmente comecei a ter pensamentos suicidas - embora isso estivesse mais relacionado a outros assuntos, mas o que eu estava a enfrentar foi a gota de água. Eu mal conseguia usar a internet sem entrar em pânico ou começar a chorar.

Eu ainda vou ao site em questão, mas fico longe da comunidade onde tudo aconteceu. Houve uma altura em que eu vi uma discussão semelhante à discussão onde eu me tinha metido (deste vez, duma pessoa que dizia ser pró-vida, mas que não queria o aborto criminalizado e identificava-se como feminista) e mesmo assim tive um ataque de pânico. Para ser totamente honesta, houve alturas em que eu considerei aspectos da justiça social da internet como catalisadoras. Não digo catalisadoras no sentido de "enervantes" mas sim no sentido de que "davam-me ataques de pânico terríveis e vontade de enveredar por comportamentos auto-destrutivos".

As feministas, aquelas que alegam apoiar e ajudar as mulheres, quase me levaram a mim, uma lésbica (e menor na altura) ao suicídio, e desempenharam um papel no desenvolvimento do transtorno de ansiedade que eu entretanto passei a sofrer.

Eu estava zangada e amarga. Procurei por coisas como "as feministas são sexistas" só para descobrir que outras pessoas tinham o mesmo pensamento em relação às feministas. E, por fim, encontrei uma conta do Tumblr precisamente com esse tipo de informação. Comecei a ler mais e mais, e os argumentos eram tão racionais, tão bem pensados e tão bem documentados que a minha visão alterou-se por completo.

Eu ainda estava um bocado hesitante em relação ao feminismo, mas decidi que eu poderia mesmo assim chamar-me de feminista sem, no entanto, adoptar as partes más. Mas eu vi mais e mais, e fartei-me de tudo. A gota de água ocorreu quando me apercebi do quão pouco elas se preocupavam comigo, como alguém que pertence à comunidade lgbt. Tenho que dizer isto, mas eu enfrentei muitas coisas más por ser lésbica . . .  mas as feministas não se importavam com isso. Elas só se importavam com coisas que elas poderiam usar como exemplos de misoginia.

Até hoje, não houve uma única feminista que tenha se chegado perto de mim e pedido desculpas, ou mesmo que tenha acusado as pessoas que foram tão terríveis para mim. Quando algum MRA faz algo que não está de acordo com o movimento, nós "reunimos o nosso povo". . . . . Nós denunciamo-lo, acusamo-lo, dizemos para ele parar de fazer o que está a fazer e dizemos que isso não está correcto.

Eu nunca vi uma feminista a assumir as responsabilidades pelo que me fizeram em nome do seu movimento. Nem uma única vez. Tudo o que encontrei foram pessoas a afirmar que as feministas que me atacaram não eram feministas de verdade, e que eu estava enganada ou que eu era uma má pessoa (tema recorrente entre as feministas sempre que encontram algo com a qual não concordam) por não ser uma feminista.

VOCÊS feministas afastaram-me. Eu queria dar o meu apoio ao vosso movimento. Eu defendo a igualdade para as mulheres. Eu sei que as mulheres foram desfavorecidas de muitas formas e feitios, e eu quero que isso pare, tal como quero que as coisas que os homens enfrentam também parem. Mas com o que vocês fizeram, como é que vocês honestamente esperam ter a minha confiança e esperam que eu volte a sentir-me segura no vosso movimento? De que forma é que isso é justo para mim se eu nunca recebi qualquer pedido de desculpas da vossa parte?

Eu nunca mais me sentirei segura no meio de vocês. Vocês não lutam por mim. Vocês não me estão a ajudar. VOCÊS QUASE ME MATARAM. Vocês não se podem identificar como defensoras dos direitos das mulheres ao mesmo tempo que encorajam uma adolescente que se suicide por discordar convosco - ao mesmo tempo que as restantes entre vocês observa tudo e nada fez para parar.

Eu nunca mais serei uma feminista. Eu serei uma defensora dos direitos das mulheres e dos direitos dos homens, igualitária . . .  seja lá o que for que eu me sinta com vontade de me identificar. E mesmo assim, serei mais feminista, segundo a definição de feminismo, do que vocês alguma vez foram.



domingo, 28 de julho de 2013

Ódio anti-Católico na Marcha das Vadias de Copacabana

Na Marcha das Vadias de Copacabana aconteceu aquilo que acontece sempre que um grupo da extrema-esquerda tem a possibilidade de agir segundo os seus verdadeiros desejos e planos: desrespeito e ataque ao Cristianismo (em especial à Igreja Católica). A novidade do ódio anti-Cristão por parte das feministas gira em torno do facto de até outras feministas se sentirem enojadas com o que aconteceu.

Uma das acções mais nojentas e de teor altamente polémico foi o facto das feministas terem usado a imagem da Virgem Maria como objecto sexual. (Irónico que um movimento que se diz "representar" e "defender" as mulheres desrespeite de tal forma uma das mulheres mais amadas da História da Humanidade, mas de certo que a ironia lhes passará ao lado).

Depois disto, e porque ainda era cedo para ir para casa, as feministas partiram imagens e cruzes. Não há notícia delas terem partido símbolos islâmicos embora o islão trate as mulheres como todos nós sabemos.


Por fim, uma das feministas agarrou no que sobrava duma cruz, colocou um preservativo sobre ele e enfiou-o no ânus do parceiro de encenação. Isto foi demais para alguns manifestantes (porque partir estátuas ainda era aceitável) e como tal, eles ficaram genuinamente chocados com tal nojeira feminista.

Uma das feministas presentes neste evento anti-Cristão afirmou que colocaria uma máscara para não ser reconhecida visto que receava represálias no emprego. Mas se o que ela estava a fazer era assim tão nobre, para quê recear represálias?

Seguem-se imagens recolhidas neste blogue.








Previsivelmente, as feministas entraram em modo "damage control". Uma página feminista escreve:


Comentando:
Creio que de todas nós moderadoras da página eu, [EDITADO], seja a única que não é ateia e venho como religiosa lançar um questionamento a todos que acham que o que aconteceu foi um desrespeito.
Para além de ficarmos a saber que esta página feminista específica é totalmente controlada por ateias (a vossa atenção, feministas "cristãs"), a editora inicia o seu "argumento" dando logo a ideia de que o que aconteceu no Rio de Janeiro não foi assim tão injustificável. Se calhar existe alguma nobreza em enfiar símbolos Católicos no ânus de outra feminista e nós, os intolerantes tradicionalistas, é que ainda não estamos suficientemente "iluminados".
Quantas entregas de umbanda e candomblé católicos não chutaram até hoje simplesmente por ser, segundo a visão deles, uma idolatração ao demônio?
Quantas manifestações Católicas foram feitas onde foram enfiados símbolos do umbanda e símbolos do candomblé no ânus de outro manifestante? 
Quantas religiões indígenas não foram devastadas com as catequizações que persistem até hoje?
Só mesmo uma feminista para colocar lado a lado o uso de símbolos Cristãos como objectos sexuais como algo análogo ao ensino do Cristianismo aos povos indígenas.
Se nós, pessoas que não seguem religiões cristãs, devolvêssemos pau-a-pau cada ato de intolerância praticado contra nós pelos católicos não haveria nesse Brasil santo o suficiente pra ser alvejado.
Os supostos erros do passado dos Cristãos não justificam o uso de símbolos Cristãos como objectos sexuais e isso é algo que as comentadoras da notícia nessa página deixaram bem claro. Aliás, os comentários ao post foram mais de crítica à acção das feministas do que apoio (e isto parece ter surpreendido a autora do post):

















Conclusão:

A surpresa deste evento não é o evento em si mas sim a "surpresa" de algumas feministas "católicas" perante óbvia demonstração de ódio contra o Catolicismo. O que estas feministas fizeram no Rio de Janeiro não é algo periférico e marginal dentro das atitudes feministas: o ódio ao Cristianismo é algo que é parte integral do movimento feminista.



As feministas pseudo-católicas têm agora duas opções:

* Acreditar que este incidente em nada está relacionado com o feminismo.

* Aceitar os factos e concluir que o feminismo, tal como todos os movimentos da esquerda política, tem um ódio extremo a tudo o que Cristianismo representa.



sábado, 11 de maio de 2013

Louise Pennington admite que as feministas não querem igualdade mas supremacia


As feministas alegam que o feminismo centra-se na igualdade. Os MRAs ("Men's Rights Acivists") e muitos outros anti-feministas sabem que o feminismo centra-se na supremacia feminina e não na igualdade. Louise Pennington, escrevendo para o Huffington Post, admite isso mesmo (que feminismo = supremacia feminina) e defende que a "igualdade" nada mais é que cortina de fumo feita para impedir a libertação das mulheres:
O meu feminismo original centrava-se na igualdade: as mulheres eram iguais aos homens e tudo o que nós precisávamos eram de leis que forçassem os misóginos a parar de ser misóginos. À medida que vou envelhecendo, mais vou acreditando que a "igualdade" nada mais é  que uma cortina de fumo feita para impedir a verdadeira libertação das mulheres. A igualdade perante a Lei não significa nada quando a violência é endémica.
E o que é a "verdadeira libertação da mulher"? Nada mais que o supremacismo feminino. Uma vez que Pennington é, ao mesmo tempo, contra a igualdade entre homens e mulheres e presumivelmente contra a inferioridade das mulheres perante os homens (visto que desta forma as mulheres não estariam "libertas"), a única opção que sobra é a dela apoiar a supremacia feminina. Isto é confirmado pelo ataque que ela faz à igualdade perante a lei:
O feminismo necessita mais do que a igualdade. Requer a libertação. Requer a libertação de TODAS as mulheres da violência masculina.
Apesar de se saber que a total eliminação do crime (ou da violência) seria impossível, os governos têm desencadeado uma guerra contra o crime desde que os governos começaram a existir. A única forma de se tentar fazer tal coisa (acabar com o crime) seria criar um estado-policial com características nunca vistas até hoje - nem na União Soviética. Nem o socialismo nem o estado-policial da União Soviética foram suficientemente totalitários e suficientemente supremacistas femininos para os gostos da Louise Pennington porque os socialistas afirmavam lutar pela igualdade e pela ideia dos homens e as mulheres terem os mesmos direitos. 
Até dois anos atrás, eu identificar-me-ia como uma feminista-socialista, embora eu soubesse que a opressão estrutural contra as mulheres estava em crescimento. A misoginia implacável e a apologia da violação sexual por parte da Esquerda fez-me reconsiderar a minha posição política, tal como a criação do "Feminist/Women’s Rights" na Mumsnet.
Quanto mais eu lia a Mumsnet, mais feminista radical me tornava. Comecei a ler Andrea Dworkin, Natasha Walters, Kate Millett, Susan Faludi, Susan Maushart, Ariel Levy, Gail Dines, Germaine Greer, e Audre Lorde. Aprendi mais sobre o femicídio cultural e comecei a ler só livros de ficção escritos por mulheres: Isabel Allende, Alice Walker, Maya Angelou, Kate Mosse, Margaret Atwood, Kris Radish, Barbara Kingsolver, e Andrea Levy entre muitas outras. Comecei a ler mais sobre a vida das mulheres e sobre o poder da genuína irmandade.
O meu feminismo, tanto a definição como o activismo, alteraram-se de modo dramático durante os últimos 18 anos. Hoje, eu classifico-me como uma feminista pró-radical anti-capitalista uma vez que acredito que a fonte da opressão da mulher é a violência masculina perpetuada pelas estruturas da nossa economia capitalista. O Patriarcado pode pré-datar o capitalismo mas nós não o conseguiremos destruir sem destruir ao mesmo tempo o capitalismo.
Nem sempre me sinto como uma "feminista genuína" ou uma feminista "suficientemente boa". Tudo o que sei é que sou uma feminista que acredita de modo verdadeiro que as mulheres têm o poder de libertar todas as mulheres da violência masculina; de modo fiundamental, esse feminismo centra-se no poder da irmandade.
O meu activismo feminista envolve privilegiar as vozes femininas acima das vozes masculinas. Hoje em dia eu só leio livros escritos por mulheres. Tento obter as notícias do mundo actual de sites femininos e de jornalistas tais como Soraya Chemaly, Samira Ahmed, Bidisha, Helen Lewis, Bim Adewunmi, e Sarah Smith.
No Twitter e no Facebook só sigo jornalistas que sejam mulheres. Dou o meu apoio a organizações que colocam as experiências femininas no centro do debate público: "Women Under Siege", "The Everyday Sexism Project", e "The Women’s Room UK".
Pennington afirma que ela está a dar privilégio às mulheres acima dos homens. Isto não se esgota no que ela lê ou no seu activismo. Através do seu artigo, Pennington não ataca uma ideia vaga da "igualdade"; ela ataca noções específicas de igualdade, nomeadamente, a igualdade perante a lei. Ser contra a igualdade perante a lei significa que Pennington quer elevar as mulheres acima dos homens aos olhos da lei (que é o aspecto mais importante da supremacia feminina).

O texto não deixa dúvidas de que Pennington é uma supremacista feminina, e de que o feminismo se centra no supremacia feminina.

* * * * * * *

Especialmente dedicado aos idiotas úteis que contraditoriamente se identificam como "homens feministas".



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Fertilidade e discriminação

Fonte

Mulheres bonitas que pedem aumentos a patroas têm que ter cuidado com a altura em que o fazem visto que se tal for feito na altura errada do mês, isso pode fazer toda a diferença.
Cientistas afirmam que as mulheres ficam mais competitivas no momento mais alto da sua fertilidade, e podem podem oferecer até 25% menos às suas subordinadas. [...] A professora de psicologia  Dr Margery Lucas afirmou que as mulheres têm que levar em consideração o seu momento, e o quão atraentes as patroas são, antes de negociarem qualquer tipo de acordo.

Durante o estudo, levado a cabo por psicólogos na Wellesley College (EUA), as mulheres tinham que oferecer um certo salário à uma parceira virtual que aparecia no ecrân e guardar o resto para si. No final do teste, eles qualificaram o nível de atracção das parceiras numa escala 1-10.

Os cientistas apuraram que, em média, e quando comparadas com as menos atraentes, as mulheres no seu período fértil do mês ofereciam 25% menos às mulheres mais atraentes.   No entanto, segundo apurou o "The Independent", as mulheres no ponto mais baixo da sua fertilidade eram mais generosas - oferecendo 20% mais às mulheres mais bonitas do que aquilo que ofereciam às mulheres menos bonitas.

Os pesquisadores afirmam que estes dados sugerem que as mulheres no ponto mais baixo da sua fertilidade sentem-se menos ameaçadas pela beleza das outras funcionárias. A professora de psicologia disse o seguinte ao "The Independent":
O que nós apuramos suporta a ideia de que, entre as mulheres, a competitividade durante o período de fertilidade elevada encontra-se associada à privação de recursos às potenciais rivais. 

A competição pelos recursos é importante porque as mulheres precisam de adquirir produtos - roupas, maquilhagem, acessórios e assim por diante - para aumentar a sua beleza.

Ao oferecem menos às mulheres mais atraentes, e mantendo mais para si, as mulheres mais férteis podem aumentar a sua beleza ao mesmo tempo que fragilizam a habilidade da competidora de fazer o mesmo.

As mulheres de hoje têm que estar cientes que, por exemplo, negociações salariais, ciclos menstruais, bem como a beleza e o sexo do parceiro de negociação, podem interagir de formas potencialmente onerosas e complexas.


* * * * * *

Obviamente que a psicóloga está errada quando diz que a competição entre as mulheres prende-se com aquilo que as mulheres podem comprar para melhorar a sua aparência. Se o motivo se prende-se com a disponibilidade de recursos para as patroas, então a discriminação seria a mesma entre as funcionárias feias e as funcionárias bonitas uma vez que tanto umas como as outras podem adquirir tais produtos.

Ou seja, as mulheres não discriminam as mulheres bonitas tendo em vista possíveis recursos; elas discriminam as mulheres bonitas porque elas são bonitas.

Quando uma patroa se sente ameaçada pela beleza duma colega, ela não está a pensar em roupas, maquilhagem ou acessórios, mas sim a pensar no macho de maior status. Instintivamente as mulheres sabem que a forma mais eficaz de cativar a atenção dos homens é a através da sua beleza física.

Disto logicamente se infere que quando elas estão perante uma mulher com uma beleza que pode eclipsar a sua, elas instintivamente olham para ela como adversária a ser neutralizada.

Esta neutralização das potenciais adversárias pela atenção masculina pode também explicar o porquê de ser relativamente comum mulheres colocarem fotos embaraçosas das suas "amigas" nas redes sociais.


Entretanto, os comentários à notícia, como seria de esperar, foram muito abrangentes e reveladores:

Já trabalhei com duas mulheres e ambas foram injustas para a equipa quando comparadas com os patróes. E embora eu seja fêmea, sinto que tem que ser dito que, levando em conta a minha experiência, as mulheres nem sempre são as melhores patroas, mas tenho a certeza que a excepções.
- Reporting1- , Bristol, United Kingdom, 15/10/2012 13:37

Trabalhei com uma mulher que estava a atravessar a mudança. Má,  impiedosa, emotiva, mantinha bebidas alcoólicas no escritório. Destruiu por completo a moral da equipa, excepto a dos familiares. . . . Os patróes não têm estas características.
- overtaxedpolicestate, Leeds, 15/10/2012 11:31

Que artigo tão ofensivo.
- PalmaViolet, Guildford, United Kingdom, 15/10/2012 10:48

Talvez, mas há uma grande diferença entre "ofensivo" e "falso".
Não aceitem o emprego se forem ter uma patroa.
- Keith 22, Banstead, United Kingdom, 15/10/2012 9:53


Mesmo quando elas não estão no período, conseguem ser estranhas.
- Jamal, London, 15/10/2012 8:57


De volta para a cozinha com elas.
- Bob, London, 15/10/2012 6:31


Este artigo é um lixo!
- catharine, Brighton, 15/10/2012 1:17


Dia lento em notícias? Quem é que requisitou este tipo de pesquisas? Quem é que as paga? Realmente acho que isto é uma piada.
- kate, austria, 14/10/2012 23:22


Mais uma razão que confirma que as mulheres são más administradoras.
- Matt Munro, Bristol, 14/10/2012 23:07


Artigo e fotografias estúpidas e condescendentes.
- Reubenene, Victoria, Australia, 14/10/2012 21:46


A minha mulher ainda pode ser chamada de "bonita", mesmo depois de 50 anos de casados, e ela sempre disse que, dada a escolha, ela nunca iria trabalhar com uma patroa visto que em 5 dias do mês elas podem ser totalmente irracionais. Não é culpa sua, é apenas um facto. Os homens as mulheres são diferentes (Graças a Deus) e sempre serão diferentes, apesar da legislação feita com o expresso propósito de comprar votos e acalmar as feministas, elas que, diga-se de passagem, têm que substituir a conflituosidade pela graciosidade se é que querem ser notadas.
- bavarianpete, Altenau, 14/10/2012 19:04


E ainda ficamos admirados quando ficamos a saber o quanto as mulheres têm que lutar para serem levadas a sério quando são regularmente confrontadas com  "notícias" como esta m---- de boi.  Discriminação óbvia, senhores do Daily Mail. Vocês deveriam ter vergonha em reportar coisas como esta em pleno ano 2012.
- Kitty, Merseyside, 14/10/2012 19:00

Trabalhei com algumas mulheres no escritório. Deus de céu, a quantidade de lutas entre elas ("cat fights") e a constante variação no humor deixou-me maluco! Sempre a falar de vestidos, bebés e ex-namorados. Eu só queria sair dali o mais depressa possível. Hoje trabalho só com homens, e tem sido fantástico. Falamos de futebol, mulheres e carros. :-) Agora consigo aguentar as horas de trabalho mais facilmente.
- Simon, England, 14/10/2012 18:34


Mais uma razão para não colocar as mulheres em lugares de autoridades. Não é justo para elas, e certamente não é justo para os pobres coitados que têm que andar em bicos de pés à volta dos hormonas da patroa.
- Rixxi, Johannesburg, 14/10/2012 18:14


"Quando as patroas se encontram mais férteis, elas são menos susceptíveis de dar aumentos às mulheres mais bonitas.".......... Provavelmente é por causa disto que as sondagens demonstram que 60% das mulheres preferem patrões a patroas.
- Resident, somewhere in America, 14/10/2012 17:23


Já trabalhei com ambos os sexos, e prefiro trabalhar com os homens. É muito mais fácil.
- Donah, London, 14/10/2012 17:11


As mulheres são as suas próprias inimigas. Nunca vou entender o porquê das mulheres atacarem e causarem tantos problemas a outras mulheres. A irmandade não é tão comum como seria de esperar.
- Zee Chen, San Francisco, 14/10/2012 16:33


Já notaram como todos os estudos "científicos" publicados no DM [Daily Mail] em torno deste assunto consistentemente apuram resultados que demonstram que as mulheres devem permanecer descalças, grávidas e acorrentadas à pia da cozinha?
- hannah, manchester, 14/10/2012 15:52


Que quantide de lixo é este artigo DM!
- Shaffa, Midlands, 14/10/2012 15:37


Chega de estereótipos! Não sei da vida dos outros, mas em todos os empregos que já tive, as patroas sempre foram as melhores. Não é de estranhar o facto de ainda não termos atingido a genuína igualdade. A sociedade causa a que lutemos umas com as outras.
- Ashley, London, United Kingdom, 14/10/2012 13:23

Exacto. É a "sociedade" que causa a que uma mulher coloque fotos embaraçosas das suas amigas nas redes sociais. É a "sociedade" que causa a que uma mulher discrimine as mulheres bonitas. É a "sociedade" que causa a que as mulheres consistentemente tentem neutralizar  a beleza das mais bonitas. E o que é que ela quer dizer com "genuína igualdade"?
Que artigo tão ridículo. Quem me dera que ocasionalmente este jornal demonstrasse algum respeito pelas mulheres. As fotos são totalmente irrelevantes  e condescendentes.
- Katie, Bristol, 14/10/2012 13:17


Foram precisos cientistas para descobrir isto?
- miranda, london, United Kingdom, 14/10/2012 12:04



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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Feminista diz para não confiar nos homens feministas

Uma das (muitas) desvantagens em ser esquerdista é acreditar que a verdade - se é que ela existe no pensamento esquerdista - é um conceito "relativo" (e não absoluto e imutável) . Devido a isto, um esquerdista vê-se forçado a defender um leque de medidas perante uma audiência, e outro conjunto de soluções totalmente oposto quando se encontra perante outro tipo de ouvintes (ou leitores).

Por exemplo, quando o esquerdista se encontra perante os negros, ele assertivamente defende que o homem branco é "opressor", "racista" e alguém que "quer manter os negros em situação de desvantagem". No entanto, quando este mesmo esquerdista se encontra perante os brancos esquerdistas, ele dá o seu apoio a todo o tipo de medidas que visam manter todas as minorias dependentes do governo e, desde logo, incapazes de ascender na escada social e económica. Para além disso, os esquerdistas assumem que as minorias são menos capazes que os brancos uma vez que defendem a instalação de "quotas raciais" como forma de "ajudar" as minorias, passo esse que assume uma menor capacidade intelectual por parte dessas mesmas minorias..

O caso que se segue fala-nos duma feminista que resolve afirmar publicamente que as feministas não devem confiar nos homens feministas. Até aqui, tudo bem; as feministas são livres de se associarem com quem elas bem entenderem. O notável das suas 5 razões não é o facto delas existirem, mas sim o que é admitido pelas mesmas.

Como dito no princípio, o esquerdista está destinado a entrar em contradição visto não ter qualquer tipo de vínculo moral com a verdade. Devido a isto, o que a feminista admite no seu post contradiz algumas coisas que o feminismo em si tem historicamente defendido.

Os meus comentários baseiam-se nos comentários presentes neste vídeo.

O texto da feminista:

Normalmente, os homens ficam horrorizados com a palavra "feminismo". Estar envolvido com uma feminista é provavelmente o pior pesadelo dum homem. Devido a isto, homens que são eles mesmos feministas são uma raridade. No entanto, apesar de serem uma novidade, tal tipo de homens não cai nas boas graças das mulheres. Aliás, a maior parte das mulheres odeia os homens que alegam apoiar as ideologias feministas.

Isto está em contradição directa com o que muitas feministas "oficialmente" alegam ao afirmarem que o "feminismo também liberta os homens" (implicando que os homens deveriam dar o seu apoio a este movimento e que os homens estão de alguma forma "presos"). Mas se o que esta feminista diz é verdade - e não temos razões para duvidar - isso significa que todas as feministas que afirmam que os homens deveriam apoiar o feminismo estão a mentir. (Uma feminista a mentir? Quais são as probabilidades disso acontecer?)

Este deve ser um dos muitos pontos que as feministas concordam entre si de (modo reservado), mas que tentam a todo o custo não revelar aos homens que alegam apoiar o feminismo. Afinal, que melhor forma de evitar a acusação de misandria que o feminismo justificadamente recebe do que ter homens dentro do movimento?

Existe um número de razões para esta contradição [homens feministas]. Eis aqui algumas das razões que justificam que as mulheres fiquem longe dos homens feministas.

Razões Para Temer os Homens Feministas.

1. É Contra a Sua Natureza: Não seria estranho se um tigre subitamente se tornasse vegetariano? Isto prende-se com o facto de ser contra a sua natureza. Do mesmo modo, o feminismo é contra a natureza básica do homem e é por isso que as mulheres odeiam os homens que alegam apoiar os direitos das mulheres.


Se - como nos é dito - o feminismo é um movimento em torno da mitológica "igualdade" [Nós sabemos que não é, e ela admite que não é] , porque é que esta feminista acredita que o feminismo é contra a natureza do homem? A igualdade, onde ela realmente existe, deve ser defendida a todo o custo - tanto por homens e mulheres. - e como tal não é contra a natureza de ninguém.

Se esta feminista afirma que defender o feminismo é contra a natureza do homem, então é porque ela sabe que o feminismo não é um movimento que busca a igualdade, mas sim um movimento que busca outras coisas: supremacia feminina, privilégios através da lei, tratamento preferencial, dualidade de critérios, padrões de exigências menores, punições mais leves, etc.

2. Traidores da Sua Própria Causa: O tipo de homem que se identifica como feminista é visto como um "traidor" pelos outros homens. De modo geral, os homens desprezam mais os homens feministas do que as mulheres feministas. Como é que podes confiar em alguém que traiu o seu tipo? Se eles traíram o seu próprio género, eles podem muito bem te trair.

Esta feminista continua a revelar que o feminismo é uma "traição" à condição masculina, e como tal, nenhum homem deveria ser um feminista. Pondo de lado a verdade dos homens normais não nutrirem qualquer tipo de simpatia pelos homens feministas, esta feminista correctamente diz que não se deve confiar nos homens feministas. Mas as razões para isto não se prendem só à traição do sexo masculino, mas sim a outros factos mais sinistros.

De facto, se um homem pode-se alinhar com um movimento tão misândrico como o feminismo, é porque ele quer ganhar alguma coisa com isso. É precisamente por essas coisas que ele espera ganhar que as feministas deveriam suspeitar dos homens feministas.

3. Não Há Cavalheirismo: Normalmente, os homens que acreditam nos direitos das mulheres têm falta de cavalheirismo.

Porque é que, sendo uma feminista, esta mulher ainda exige cavalheirismo? Quem foi que ensinou aos homens feministas a não serem cavalheiros? Foram as próprias feministas, obviamente. Portanto, esta feminista está a culpar os homens feministas por um comportamento que é defendido pelo feminismo. (Esta é uma das tais contradições do esquerdismo aludida logo no início do post).

Outra coisa importante que convém notar é que o cavalheirismo assenta sobre a distinção entre o homem e a mulher. Logo, quem defende a igualdade entre os homens e as mulheres nunca pode exigir o cavalheirismo visto que o mesmo é um comportamento "desigualitário". Não há princípio lógico algum onde seja internamente coerente defender, ao mesmo tempo, a igualdade e o cavalheirismo.

Eles [os homens feministas] tratam as mulheres como iguais e não alguém melhor que os homens.

Para além da feminista não saber que o cavalheirismo assenta na crença de que a mulher é (entre outras coisas) fisicamente inferior aos homens (motivo pelo qual as feministas odeiam o cavalheirismo), ela assume que as mulheres são melhores que os homens. Ou seja, ela faz parte dum movimento que luta pela "igualdade" ao mesmo tempo acredita que as mulheres são melhores que os homens.

Isto demonstra que o feminismo não é um movimento pela igualdade, mas pelo privilégio feminino. As feministas querem tratamento especial ao mesmo tempo que alegam ser "fortes" e "independentes". Paralelamente, elas alegam que somos "iguais" e que as nossas distinções são "construções sociais", mas usam o governo para obter testes físicos de admissão mais fáceis que os homens - ao mesmo tempo que exigem receber a mesma remuneração que eles. A isto, junte-se o facto das feministas forçarem as empresas a colocar em práctica sistemas de quotas ao mesmo tempo que se queixam que os homens ganham mais por motivos de "machismo".

Portanto, quando tu és igual, ele não tem que segurar a porta para ti, ou pagar as contas. Tal como os ateus não têm feriados, as feministas não têm qualquer tipo de concessão por serem mulheres.

Seria interessante saber o porquê desta feminista acreditar que as mulheres deveriam ter "concessões".

Por isso é que a lendária actriz Marilyn Monroe a certa altura disse: "Mulheres que querem ser iguais aos homens são deficientes em ambição."

Como se pode ver, as feministas não querem ser iguais aos homens; elas querem tratamento especial, níveis de exigência especiais, leis especiais e um sistema judicial que olha para as suas necessidades acima das necessidades do resto da sociedade.
4. Mais Liberdade do que Nós Precisamos: Quando um homem se torna num feminista. ele fica muito mais radical do que a feminista mais militante. Eles começam a apregoar por muito mais liberdade do que aquela que as mulheres querem ou precisam.

Isso não é acidental uma vez que quanto mais feminista e "livre" uma mulher for, maiores são as probabilidades dela ser sexualmente mais promiscua. Os homens feministas provavelmente olham para o feminismo como uma forma de obter mais facilmente o que eles nunca conseguiriam obter das mulheres sexualmente mais conservadoras.

Atenção: nós podemos acreditar no nosso direito de usar ou não usar sutiãs uma vez que o mesmo é um símbolo de opressão e estereótipo de género, mas será que realmente queremos os homens a queimar sutiãs pela nossa causa?

Será que alguém realmente acredita que o sutiã é algo feito para "oprimir" as mulheres? O sutiã não é um "símbolo de opressão" mas sim uma peça de roupa criada [pelo homem?] para o conforto da mulher. Pensem no que seriam as costas das mulheres se elas não tivessem esta comodidade. (Graças a Deus pelo patriarcado "opressor" que inventa peças de roupa para o conforto da mulher.)

5. As Mulheres Gostam dos "Mauzões" [cafajestes]: Não interessa o quão tecnicamente correctos os homens feministas são, as mulheres raramente se sentem atraídas por eles. As mulheres possuem esta qualidade sinistra que faz com que elas se sintam atraídas pelo tipo de homem "errado". O mitológico "mauzão" que bate nas mulheres e é um chauvinista ainda reina supremo nas fantasias femininas. Dito de outra forma, as mulheres são um bocado masoquistas. Por isso é que é normal ver mulheres bonitas, confiantes e bem sucedidas a buscar relacionamentos potencialmente abusivos.

Há uma palavra para isso: hipergamia.

De forma geral, os homens feministas não são maus, mas eles são demasiado bons para serem verdadeiros. Gostarias de ter um relacionamento amoroso com um homem que se identifica como feminista?

Os homens feministas são demasiado bons para serem genuínos precisamente porque são demasiado bons para serem genuínos. De acordo com o que se sabe, não é a paixão pelo feminismo que faz com que os homens se alistem no movimento feminista, mas sim a possibilidade de obter das mulheres envolvidas no movimento aquilo que de outro modo não conseguiriam.

Quem confirma isto mesmo é outro homem que também se identificava como feminista.

O meu trabalho contra a violência sexual e a minha reputação como um "bonzinho" pró-feminista cumpriram dois propósitos inter-relacionados:

1) Fui capaz de explorar a coragem que testemunhei entre outros sobreviventes, e tomá-la como minha coragem também (em vez de lidar com as minhas próprias experiências de abuso sexual);

2) Distraí-me da vergonha de fantasiar as mulheres como objectos sexuais, e no caso da minha vítima, agi em conformidade com essas fantasias.

Ou seja, ele aproveitou a confiança que as feministas lhe deram para abusar sexualmente de mulheres. Este provavelmente é o maior perigo dos homens feministas,
Conclusão.

Sem ser a sua intenção, a autora dos 5 motivos pelos quais as mulheres devem rejeitar os homens feministas revelou a verdadeira natureza do movimento.

1. Não é um movimento em torno da igualdade mas sim em torno da supremacia feminina.

2. Feministas odeiam os homens feministas.

3. Feministas querem cavalheirismo mas afirmam defender a igualdade.

4. Mulheres sentem-se atraídas aos "mauzões" (cafajestes).

Obviamente que estas "revelações" só são surpreendentes se ignorarmos os seus actos e aceitarmos a propaganda que as feministas fazem de si. Se, por outro lado, atentarmos para a forma como tem avançado a agenda feminista no ocidente, torna-se claro que o que esta mulher diz sempre foi a mentalidade das feministas. O que se passa é que ela colocou em palavras o que muitas levavam a cabo com actos.

Interessa saber agora o que é que os "homens feministas" acham do que esta feminista disse, e se eles realmente acham que esta forma de pensar é única dentro do feminismo.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Elly Tams: Feminista em recuperação

Um grupo de feministas do Reino Unido (RU) publicou recentemente um livro com o nome "The Lightbulb Moment", que é uma colecção de histórias em torno do preciso momento em que as escritoras "viram a luz" e se tornaram feministas. Deixando de lado o imaginário religioso ao estilo "Estrada Para Damasco", este livro ressoa em mim uma vez que eu também já tive os meus momentos "light bulb" [lampada eléctrica] em relação ao feminismo - especialmente nos últimos dois anos.

No entanto, o que eu descobri, e as minhas iluminações, foram de natureza totalmente diferentes daquelas descritas no livro, uma vez que, apesar da minha caminhada envolver o meu abandono da irmandade, eu escrevo isto depois de ter sido criada, educada e - sim - indoutrinada durante mais de 40 anos com o dogma feminista. E a irmandade, aquele clube adoravél, "feminino" , sensível, tipo mulheres-unidas, puniu-me severamente pela minha decisão.

Em 2010 comecei a escrever um blogue sob o pseudónimo de Quiet Riot Girl. Tenho participado em algumas comunidades online durante os anos, e sempre adorei a forma como elas nos dão a chance de 1) brincar com a nossa identidade, 2) desenvolver personalidades e 3) explorar ideias e prácticas que podem nunca ter sido adoptadas sob o "nosso nome verdadeiro." No entanto, quando criei a "Quiet Riot Girl", nem sabia o quão impactantes as minhas explorações seriam.

Eu era ainda uma feminista quando comecei a blogar (e a twitar) em 2010. Como uma feminista analítica, encontrava-me bem ciente das divisões e das incoerências que existiam entre as feministas em questões em torno do sexo, economia e autonomia física. Mas mesmo assim, eu era uma "irmã". Se vocês derem uma vista de olhos ao meu primeiro blogue QRG, observarão o quão claramente eu me identificava como uma feminista. Mas passado que estava um ano, eu havia-me já separado do feminismo e estava a escrever como uma "anti-feminista - como por exemplo, no meu controverso ensaio com o nome de "Against Feminisms."

O que foi que mudou? E porquê? A minha rejeição do feminismo (e vice-versa) não é apenas uma questão de eu escolher identificar-me com outro nome, e escolher identificar as minhas escolhas políticas com outro nome, mas sim uma mudança gigantesca em mim - o que significa que eu vejo o mundo de uma forma completamente diferente. Existiram algumas curvas e retrocessos na minha "revolução" pessoal. Estes são os mais determinantes.

1) Cultura de Violação [estupro] e Outros Mitos Feministas

A bloguesfera feminista está cheia de artigos e discussões descrevendo o que as feministas qualificam de "cultura de violação". Segundo elas, as mulheres não são capazes de andar numa rua ou desfrutar duma bebida num bar sem serem objecto de avanços amorosos, assédio e violações por parte dos homens, esses cães sujos. Quando comecei a interagir com as feministas online fui imediatamente atingida pelo facto de não reconhecer o fenómeno da "cultura de violação" que elas falavam.

Certamente que não reconheci os homens como os vilões que elas descreviam. Reparei que os homens, como um todo e individualmente, eram demonizados pelas feministas. Por exemplo, Julian Assange ainda nem foi formalmente acusado, mas as blogueiras feministas já o marcaram como um "violador."

Em 2010 escrevi o artigo com o nome "Why Rapist Is A Dirty Word" e a reacção das feministas foi reveladora. Como vocês podem ver na caixa de comentários desse post, algumas feministas disseram que eu não tinha o direito de falar sobre a violação visto que nunca tinha sido violada [?!!!] . Outras disseram que eu era uma "apologista da violação" enquanto outras disseram que eu era uma “rapey!”

O meu estatuto como mulher foi colocado em causa, e as "irmãs" apelaram para que o meu cartão de feminista fosse revogado. Quando tentei que o meu trabalho em torno da cultura da violação fosse disponibilizado em sites feministas e publicações online, deparei-me com um silêncio sepulcral. Aparentemente eu tinha violado um "tabu".

Sem me deixar afectar com isso. continuei a explorar o tópico; em Setembro de 2011, e depois de desistir de desafiar o conceito da "cultura de violação" dentro do feminismo, o meu artigo "Rape Culture And Other Feminist Myths" [Cultura de Violação e Outros Mitos Feministas] foi publicado no "Good Men Project." Nesse artigo eu afirmei:
Quando oiço a palavra "violador", penso num homem com capacidade de reflexão - e não num homem incapaz de mudar. Se nós queremos reduzir a violência sexual, e a violência entre duplas íntimas, temos que falar deste assunto, e falar com os homens que levam a cabo a violência sexual como se eles fossem capazes de mudar. Para além disso, temos que aceitar que os homens não são os únicos perpetradores. A Cultura da Violação é um mito, e como tal, rejeito-a por completo.
Como consequência disto, as feministas, que ainda olham para a violação como violência sexual primariamente levada a cabo pelos homens, rejeitaram-me.

2) Guerra entre os Sexos

Quando finalmente me apercebi da forma horrível como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui mais capaz de me identificar com o feminismo. O sexo, obviamente, é complexo, e universalmente complexo. A minha própria sexualidade e a minha política sexual variaram com o tempo. Uma das razões que me levou a cortar os laços com o feminismo é a "guerra dos sexos." Apesar de todo o puritanismo que emana do feminismo, aquelas miúdas estão extraordinariamente interessadas no sexo, especialmente nas maldades dos homens heterossexuais.

Durante o ano de 2010 escrevi um post com o nome de "Sex For Sale". Embora hoje em dia discorde comigo mesma em relação a muito do que se encontra lá escrito, o artigo é importante para mim porque revela a forma como me recusei a aceitar o pânico feminista em torno do trabalho sexual. Tal como disse no artigo, "Quando falo do trabalho sexual, incluo-me na discussão. Também te incluo. Se nós não falamos do sexo como participantes, então estamos a levar a cabo um “othering” [da palavra "other" que significa "outro"] das mulheres que abertamente trocam o sexo por dinheiro." (Se fosse hoje, eu diria "homens e mulheres!")

O termo-chave aqui é “othering”. As feministas ADORAM falar da objectivação - que, para elas, significa a objectivação sexual das mulheres. Mas eu sei que no século 21 os homens são também objectos de desejo; os homens mais jovens em particular são colocados em cartazes e ecrâns de televisão, usando pouco mais que nada. Mas esta sexualidade metrossexual masculina é ignorada pelas feministas.

As feministas afirmam que, na nossa cultura, são as mulheres, e não os homens, que são objectivados. Elas adoram atribuir culpas à industria do sexo e aos desejos dos homens heterossexuais pelo estatuto "other" das mulheres como "objectos sexuais", vítimas dos "olhares masculinos", e, essencialmente, como vítimas da violência sexual levada a cabo pelos homens.

Mas na minha opinião, são as feministas que objectivam tanto os homens como as mulheres. Quer elas sejam feministas "sex positive", ou feministas "anti-sexo" e "anti-indústria do sexo", elas simplificam e objectivam as pessoas de modo a que elas se tornem caricaturas de "vítimas" e caricaturas de "perpetradores."

Eu recuso ambas as qualificações e devido a isso, não me ajustei aos moldes feministas.

3) Mas a Sério, e Então e os Homens?

A primeira vez que eu ouvi o termo "misandria" foi há apenas alguns anos atrás. Eu era directora duma organização feminista sem fins lucrativos que providenciava treino a mulheres da indústria musical. Estávamos num dia de treino em torno da "igualdade de oportunidades" quando um homem sugeriu que a minha organização poderia ser sexista. Para além de ter ficado zangada, rejeitei o homem e a posição que ele havia tomado. Eu pensava que a "misandria" da qual ele falava não existia.

Não quero uma medalha por me ter apercebido que existe. Estou a contar este episódio como forma de sublinhar o quão raro o sexismo contra os homens é levado a sério pelas feministas. Durante o tempo em que tirava o meu PhD em estudos de género, usava com frequência um "dicionário da teoria feminista." O termo "misoginia" era longo e detalhado, mas o termo "misândria" não se encontrava presente.

Quando me apercebi da forma cruel como o feminismo trata os homens e a masculinidade, não fui capaz de continuar a identificar-me como feminista. No artigo presente no blogue "Good Men Project", escrevi em torno da expressão horrível que as feministas e os seus aliados usam quando se falam de assuntos masculinos: “whatabouttehmenz?”.

Incidentalmente, acho que mereço uma medalha pelo facto de ter sido banida do site com o nome "No, Seriously, What About Teh Menz?". Supostamente NSWATM é um fórum feito para as pessoas que se preocupam com os homens, com a misandria e com a masculinidade, mas eu fui banida por ter desafiado a Sady Doyle, a proeminente blogueira feminista americana, activista e . . . er . . . alguém com ódio aos homens!

A lista de feministas conhecidas que dedicam uma boa parte do seu tempo e energia a demonizar e a rebaixar os homens é longa. Todos temos as nossas favoritas - estou-me a lembrar de Amanda Marcotte, Melissa McEwan, Cath Elliott, Jill Filipovic e Gail Dines. Mas eu dei por mim a identificar a jornalista do UK Guardian Suzanne Moore como particularmente culpada de misandria. Numa das suas colunas semanais, Moore conta a história da forma como a filha lhe perguntou do porquê dela ser uma feminista. A sua resposta? "Porque os homens fazem coisas horríveis."

4) Quem é Que Está a Silenciar Quem?

As feministas, especialmente as que se encontram online, frequentemente falam no "silenciamento." Alegam elas que os homens tentam silenciar as feministas usando uma variedade de técnicas malignas. Entre estas incluem-se o “mansplaining,” “gaslighting” e o “bullying sexual.” Não vou explicar os conceitos - os leitores do blogue A Voice For Men certamente que estão familiarizados com os mesmos, e tenho a certeza que eles já foram usados contra eles em discussões com feministas.

Há algum tempo atrás, numa estranha discussão no blogue Feministe, fui acusada de todas as coisas que alegadamente os homens fazem para silenciar as feministas. De facto, elas chamaram-me de "homem", e galardoaram-me com um "pénis honorário" - que guardo até hoje. Para além disso, as adoráveis senhoras do blogue Feministe baniram do deu blogue.

Em Abril de 2011 fiz uma lista de todas as pessoas que me baniram e bloquearam (online). O nome da lista foi retirado dum blogue feminista com o mesmo nome, 101 Wankers. Actualmente atingi e ultrapassei o meu "alvo" e deixei de contabilizar.

Mas isto não me silenciou, e como tal, em Março de 2012 Julie Bindel, a conhecida feminista que milita contra a indústria do sexo, juntamente com as suas amigas, "revelaram-me". O meu pseudónimo Quiet Riot Girl foi revelado como pertencendo a mim, Elly Tams,e fui qualificada de "anti-feminista", "homofóbica" e uma "troll."

O termo "troll" é particularmente eficaz uma vez que é aceite de modo geral - muito para além da bloguesfera feminista - como uma palavra que significa que alguém é "mau", "não fiável", e até "sub-humano." Fui chamada de troll em várias ocasiões, e embora a expressão seja usada com intenções políticas, o mesmo magoa. Quando existem programas de TV com o nome de "RIP trolls", e que seguem o rasto no Facebook por tributos a pessoas recentemente falecidas, e então desfiguram-nos e assediam de forma horrível os familiares, é difícil ser chamada de "troll" e permanecer firme e orgulhosa.

Mas levando em conta o tratamento que as feministas, e outros que não gostam do que eu tenho a dizer, me deram, fico com uma pergunta: Quem é que está a silenciar quem?

5) "Lies, Damn Lies and Statistics"

Uma das coisas que sempre achei difícil de aceitar acerca do feminismo é a forma incoerente o mesmo é, e a forma como usa dados adulterados - bem, chamemos-lhe de mentiras - para promover e justificar as suas declarações. Eu estudei o género até ao nível de PhD e para além, e como tal fundamentei o meu trabalho na teoria feminista e nas pesquisas influenciadas pelo feminismo. Será que estava tudo errado? A resposta é "sim" e "não."

No meu ensaio "Against Feminisms" eu demonstro que rejeito TODAS as pressuposições feministas bem como as suas posições básicas. Mas eu não alego que tudo o que foi escrito por uma feminista é inútil. As teóricas e escritoras feministas cujo trabalho eu não abandonei de todo incluem nomes como Camille Paglia, Judith Butler e Gayle Rubin. No entanto, eu penso que elas focam-se demasiado na mulher e nos assuntos que se centram na mulher, fragilizando os seus argumentos.

Preciso de outro artigo, ou se calhar um segundo PhD, para demonstrar a forma como as feministas são inconsistentes nas suas posições, e como as suas pesquisas são frequentemente muito pobres. Mas eis alguns exemplos recentes:
  • No seu livro recentemente publicado "The Sex Myth", Brooke Magnanti, mais conhecida como Belle de Jour, mostrou como as feministas que são contra a indústria do sexo usam dados erróneos e análises pobres para emitirem o que eu só posso qualificar de "misoginia" e mentiras em torno do entretimento adulto.
Magnanti mostra como as activistas feministas basearam uma parte do seu activismo em estatísticas erradas em torno da relação entre o número de clubes de "danças de colo" na área, com o nível das violações na mesma área. Organizações sediadas no Reino Unido, tais como Object UK e a Fawcett Society, normalmente apresentam "factos" em torno da violência contra as mulheres que, após inspecção mais pormenorizada, revelam-se como tudo menos factos, ou dados incompletos.
  • A Fawcett Society fornece-nos um exemplo dos dados erróneos feministas. Actualmente, eles têm uma campanha em torno da forma como, durante uma recessão, as mulheres são mais afligidas economicamente que os homens.
Eu acho os números que eles usam particularmente insultuosas para a nossa inteligência uma vez que elas ignoram o "facto" que todos nós sabemos do nosso dia a dia, isto é, que, na esmagadora maioria dos casos, os homens e as mulheres vivem juntos - quer seja em famílias nucleares ou estendidas - e sustentam-se mutuamente.
  • Outro facto ignorado pelas feministas é a forma como os pais que não vivem com os seus filhos, e que muitas vezes nem têm acesso a eles, tendem a pagar consideráveis somas de dinheiro em pensão alimentícia.
6) A Visão Completa

A questão dos pais e dos direitos dos pais é um que me traz para o último ponto.

Nos meus conflitos mais recentes com as feministas, particularmente através da internet, descobri que elas são incrivelmente mesquinhas, de visão limitada, e particularmente insensíveis às questões mais amplas da sociedade que não lhes afectam directamente. A bloguesfera feminista encontra-se dominada por mulheres jovens, brancas e da classe média que não têm que se preocupar com o facto de terem ou não terem permissão para ver os seus filhos, se serão chamadas para combater numa guerra, ou de onde virá a próxima refeição.

De modo global, quando se fala em crises tais como fomes, desastres naturais e conflitos armados e desemprego, todos - e não só as mulheres - sofrem. Mesmo nos EUA o alistamento militar é compulsório para os jovens homens - não para as mulheres - mas as feministas descartam isso como um importante assunto de género.

O choramingar constante de feministas endinheiradas em torno do "privilégio masculino" foi a gota de água final no meu relacionamento com o feminismo. Privilégio? Qual privilégio?

[Conclusão:]

No título deste artigo eu identifico-me como uma "feminista em recuperação." Embora eu ache que eu nunca tenha sido "viciada" no feminismo, essa frase foi propositada. Abandonar o dogma que tem dominado a minha vida até hoje não tem sido fácil. Existem até paralelos com a forma como o álcool e as drogas podem servir de, digamos, "adereços" e "redes de segurança", uma forma de tentar evitar alguns dos aspectos mais duros da realidade, e o que o feminismo me ofereceu.

Hoje, sem a confortável desilusão do feminismo encontro-me mais vulnerável. Por vezes, sem o "gang", o "clube" (a "seita"?) sinto-me sozinha. Mas não tenho arrependimentos. Para além da misandria, das mentiras, das tácticas de silenciamento, e das políticas sexuais opressoras do feminismo, ao escrever este artigo lembrei-me de que, mesmo quando ainda era uma feminista que pensava pela sua própria cabeça, eu fui expulsa e ridicularizada. Para mim, ser uma feminista foi estar numa irmandade mas não ter irmãs. Nunca mais voltarei para lá.
—

Agradeço ao Dean Esmay por me encorajar a escrever isto. Agradeço também à minha própria irmã que nunca se deixou convencer pelo feminismo e que agora passa o seu tempo a dizer "Eu bem te disse!"

O meu corrector
ortográfico não reconhece a palavra "misandria". Talvez o meu pc seja feminista.


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