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segunda-feira, 26 de maio de 2014

O sangue da opressão

Feministas emancipadas adoptaram uma nova forma "original" de combater o patriarcado opressor: usar calças brancas manchadas com o sangue da sua menstruação. O texto que se segue foi escrito por uma feminista.

Sangre Menstrual, grupo artístico espanhol, veio para as ruas usando calças brancas e calções brancos manchados com o sangue da sua menstruação, como forma de dar apoio ao seu "Manifesto pela Visibilidade do Período". O grupo escreveu o manifesto como forma de ressalvar que, ao tentarmos esconder o nosso período, uma função corporal perfeitamente natural, estamos a tomar parte no sistema patriarcal e, de modo efectivo, a punir-mo-nos por sermos mulheres.

Mas porquê? Porque é que a menstruação nos deixa tão desconfortáveis?

As senhoras da "The Red Web Foundation" estão a trabalhar de modo a promover uma abordagem mais positiva e saudável em relação à menstruação através da educação, de produtos saudáveis para a menstruação, e da criação duma comunidade que olha de forma positiva para o período. E o seu trabalho não poderia ter chegado em melhor altura. Afinal de contas, alguma vez ouviram uma mulher a dizer, de forma animada, "Oh, nem posso esperar" A Tia Flo* está quase a visitar-me!"? Não; em vez disso ouvimos murmúrios e lamentações em torno do aproximar da "maldição".

[*"Flo" é um jogo de palavras com a palavra "flow" que, neste contexto, significa "fluxo"]

De facto, a "Red Web Foundation" declara desta forma a razão da sua existência:

Visto que na cultura mainstream a menstruação é frequentemente mal entendida e muitas vezes é considerada inconveniente, pode ser difícil para as mulheres ou para as meninas encontrar informação compreensiva e orientação acerca do seu corpo e do seu lugar no mundo como mulher.

A menstruação foi socialmente construída para ser um período de castigo associado ao início da vida de mulher, e embora nós possamos usar isto como uma oportunidade para celebrar o que significa ser mulher. optamos por deplorar a dor e o desconforto do sangramento das nossas partes femininas.

Na sua curta dissertação "Se os Homens Pudessem Menstruar", Gloria Steinem analisa o sexismo por trás do negativismo em torno do período. Ela pergunta, por exemplo, o porquê da habilidade de gerar vida não ter levado Freud a teorizar sobre a "inveja do útero" em vez da "inveja do pénis". Ela constrói também, e de modo gráfico, o mundo que surgiria....

.... se subitamente, e de modo mágico, os homens pudessem menstruar e as mulheres não. Claramente, a menstruação tornar-se-ia num evento masculino invejável e digno: os homens iriam-se vangloriar do quão longo e do quanto. Os jovens rapazes falariam disso como o invejado início da masculinidade. Presentes, cerimónias religiosas, jantares familiares, e despedidas de solteiro iriam marcar o dia.

Generais, políticos de direita, e fundamentalistas religiosos iriam citar a menstruação ("men-struation") como prova de que só os homens poderiam servir a Deus e servir o país em combate ("Tu tens que dar sangue para tirar sangue"), ocupar cargos políticos ("Pode a mulher ser propriamente feroz sem um ciclo mensal governado pelo planeta Marte?"), ser padres, pastores, o Próprio Deus ("Ele deu o Seu sangue pelos nossos pecados"), ou rabinos ("Sem a purga mensal de impurezas, as mulheres estão imundas")... Os programas de Tv iriam falar do assunto de forma aberta.

Claro que os intelectuais iriam oferecer os argumentos mais morais e lógicos. Sem o dádiva biológica de medir o ciclo da lua e dos planetas, como pode a mulher dominar qualquer disciplina que exija o senso de tempo, do espaço e da matemática - ou a habilidade de medir o que quer que seja? Na filosofia e na religião, como é que as mulheres iriam compensar o facto de estarem desligadas do ritmo do universo? Ou a sua falta duma morte simbólica e ressurreição todos os meses?

Resumidamente, iríamos descobrir, tal como já deveríamos ter descoberto, que a lógica está no olhar do lógico.

Leiam a dissertação inteira aqui!

Portanto, sim, o nosso período pode ser desagradável. As cólicas podem ser dolorosas. As nossas emoções ficam descontroladas. Mas a nossa menstruação faz parte do que é ser uma mulher; não é isso algo que deve ser celebrado?

* * * * * * *

Sem dúvida que ser mulher é algo que deve ser celebrado - tal como ser homem - mas, claramente, existem outras maneiras de celebrar o facto de nascer com cromossoma XX do que andar com calças manchadas com o sangue da menstruação. E como o sangue da menstruação só aparece durante alguns dias do mês, seria interessante saber de que forma é que as feministas "celebram" o facto de ser mulher durante o resto do mês.





domingo, 1 de janeiro de 2012

Porque é que as feministas odeiam a Margaret Thatcher?

Quando se fala da versão feminista da história (desculpem: herstory), louvor seja dado à Gloria Steinem. Ela fundou uma revista que ninguém lê. Grande aplauso à Billie Jean King, a tenista que provou que uma jovem profissional poderia vencer um homem de 55 anos.

Que tal uma salva de palmas para Indira Gandhi e Hillary Clinton? Elas provaram que se pode chegar ao poder agarradas às abas do papá ou do marido.

Celebremos também a Oprah Winfrey, que provou que se pode contorcer conversa de chacha mística, conversa de "poder" vazia de conteúdo e um perpétuo complexo de vítima até se chegar a um negócio de milhões de dólares.

Mas . . . e a mulher mais importante do século 20, Margaret Thatcher, alvo dum do filme com o nome de "The Iron Lady"? Quando se fala na Margaret Thatcher, as feministas ficam silenciosas. Recatadas até. Elas geralmente deixam que os homens tomem conta da conversa enquanto elas se mudam para o quarto ao lado.

Ou pior, elas atacam-na.

Durante a sua campanha para liderar a Grã-Bretanha, em 1979, um slogan popular emitido pelas feministas dizia:

Nós queremos o direito das mulheres e não mulheres da direita.
Isto demonstra que o feminismo é uma ideologia que trabalha para a esquerda política e não um movimento que tem em vista o bem da mulher em si.

Mas em 1983 as coisas ficaram piores quando os esquerdistas apenas diziam “Ditch the bitch.” Uma colunista afirmou a visão feminista em torno da Dama de Ferro:

Ela pode ser uma mulher mas ela não é uma irmã.
Ou seja, como ela não sacrifica no altar do feminismo, ela não faz parte da irmandade feminista.

No parlamento inglês os oponentes qualificavam-na de “Attila the Hen” (hen = galinha em inglês).

Mas Margaret Thatcher respondeu às feministas bem ao seu estilo:

Não devo nada ao movimento de libertação das mulheres.

As feministas odeiam-me, não é? Não as posso culpar uma vez que odeio o feminismo.

É puro veneno.

. . . . .

Ou seja, uma das mulheres mais bem sucedidas da história da humanidade é rejeitada pelas horríveis feministas pelo simples facto dela ser uma mulher que não alinha com a esquerda política.

Isto suporta a tese de que o feminismo é um produto político elitista da esquerda e não algo que genuinamente nasceu duma necessidade real e fundamental das mulheres.


sábado, 3 de setembro de 2011

Gloria Steinem revela o que é o feminismo

Há alguns dias atrás a HBO emitiu um documentário especial em torno da vida da feminista Gloria Steinem. O documentário, com o título Gloria: In Her Own Words, põe em destaque a revolução feminista que ela ajudou a lançar.

Para além das normais mentiras que as feministas gostam de propagandear ("o mundo é injusto para as mulheres", "ter filhos não deveria ser parte integrante da identidade das mulheres", "casar torna uma mulher numa semi-pessoa", "o aborto é um direito fundamental tal como a liberdade de expressão", "as crianças sofrem de demasiada Mãezinha"), o documentário mostrou um pouco do tipo de pensamento que invade as hostes feministas.

Quando lhe perguntaram o que é o feminismo, ela disse:

O feminismo começa duma forma bem simples. Começa por ser o instinto básico duma criança pequena que diz "isto não é justo" e "tu não mandas em mim" e acaba por ser uma cosmovisão que questiona toda a hierarquia.
De facto, o feminismo é a ideologia de quem nunca chegou a crescer. A maior parte das feministas mais conhecidas tiveram lutas em torno desta questão uma vez que muito faltou à sua idade infantil para que a mesma possa ser classificada de "normal".

A Gloria Steinem foi criada por uma mãe mentalmente instável que era incapaz de tomar conta dela.

Fui uma criança negligenciada. Eu nem pensei que eu existisse. Eu tinha receio de me tornar como a minha mãe.
Isto é muito informativo. Mas eis a parte mais importante:
E ser uma activista social pode ser uma droga que te impede que voltar atrás no tempo e olhar para ti mesma. Tentas sempre preencher este vazio.
Dito de outra forma: em vez de "preencher o vazio" de uma forma construtiva, ela determinou-se em mudar o mundo. É sempre mais fácil apontar as culpas aos outros e dizer, como ela disse nos anos 70, "Não estou maluca. O sistema é que está".

A Betty Friedan forneceu uma explicação semelhante numa edição posterior do livro The Feminine Mystique. Depois de explicar o seu ódio pela mãe, Friedan escreveu:

Foi mais fácil iniciar o movimento das mulheres do que mudar a minha vida pessoal.
De facto, adquirir uma perspectiva do movimento social mais significativo dos nossos dias nunca foi mais fácil.

Conclusão:

O movimento feminista nunca foi algo minimamente relacionado com a "igualdade". O seu propósito foi, é e sempre há-de ser, o de transformar a sociedade de modo que esta fique mais do agrado das feministas, mesmo que, devido a isso, a infelicidade feminina aumente.

O feminismo é assim, uma ideologia infantil (fundamentada numa abstracção) que contradiz a realidade empírica e toda a História do Homem.

-Fonte-

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Porque é que as mulheres na política não são apanhadas em escândalos sexuais?


Uma autora do New York Esquerdume Times levanta a questão: porque é que as mulheres na política não são apanhadas em escândalos sexuais? Sem surpresa alguma, a escritora oferece-nos a resposta politicamente-correcta-aprovada-pelo-feminismo em torno da discrepância nas escapadelas.
Mas pode haver outros factores em operação. As pesquisas apontam para uma grande distinção de género em relação à forma como os homens e as mulheres se mentalizam (quando se candidatam para uma posição política). As mulheres possuem razões diferentes quando se candidatam; são mais relutantes antes de fazê-lo e, uma vez que há poucas delas na política, elas estão mais cientes do escrutínio que sofrem. Tudo isto faz com elas lidem de forma diferente a sua carreira política mas sejam eleitas.
Segundo a Debbie Walsh, directora do "Center for American Women and Politics" na Universidade Rutgers:
Dito de forma mais económica, as mulheres candidatam-se para fazer alguma coisa, enquanto que os homens candidatam-se para serem alguém. As mulheres candidatam-se porque há um assunto público que as preocupa, alguma mudança que querem fazer, algum assunto que é uma prioridade para elas, enquanto que os homens candidatam-se porque eles olham para a vida política como um caminho para a sua carreira.
Claaaaro! É exactamente isso. Estamos perante a lógica-mártir "as mulheres não se podem dar ao luxo de estragar a sua carreira".  Pois bem: este blogue revela-nos a verdadeira razão pela qual as mulheres não são apanhadas em escândalos sexuais. A resposta, por incrível que pareça, é bastante simples (sem floreados e sem jogos de cintura). O motivo pelo qual as mulheres na política não são apanhadas em escândalos sexuais com a mesma frequência que os homens é o facto destas mulheres terem uma beleza física pouco atraente para os homens; elas não tem casos extra-conjugais apenas e só porque os homens não estão interessados - especialmente os homens poderosos que estas mulheres tanto desejam. Para mulheres como a Nancy Pelosi ou a Hillary Clinton terem uma parceiro extra-conjugal, seria necessário um parceiro interessado (e maciças doses de álcool). Para se encontrar um homem que estivesse interessado nelas seria preciso despender quantidades enormes de tempo e recursos e a maior parte das mulheres da política não está interessada nisso.
 
Agora, os homens políticos, mesmo os feios e velhos, por virtude do seu elevado estatuto e poder, não têm problemas em encontrar mulheres; as mulheres tentam alcança-los, o que facilita imenso o trabalho. Veja-se o caso de Henry Kissinger e da feminista Gloria Steinem (na foto). O recente caso com o esquerdista Anthony Weiner é um exemplo elucidativo; as mulheres practicamente atiravam-se aos seus pés (o que facilitava o seu trabalho).

Sempre que uma feminista tentar usar a "falta de moralidade" dos homens políticos como evidência da alegada superioridade moral das mulheres, é sempre bom fazer-lhes lembrar que as mulheres na política não pulam mais a cerca, não porque não querem, mas sim porque ninguém as quer. Convém dizer que, como em tudo na vida, há sempre mulheres na política que são uma excepção à regra.

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