sexta-feira, 25 de maio de 2012

Feminismo levou Thomas Ball ao suicídio

Helen Smith revela a forma como o feminismo desvaloriza o sofrimento masculino.

Imaginem, se forem capazes, que uma rapariga de 16 anos tenta obter justiça através do sistema legal depois de lhe ter sido negado um aborto. Ela é empurrada dum lado para o outro - à medida que houve frases como "temos pena, miúda" - até que um dia, levada ao desespero, ela leva a cabo uma auto-imolação em frente a um tribunal.

Imaginem o que aconteceria nos média: a história rapidamente se transformaria numa tempestade de fogo e a MSNBC e a CNN colocariam a notícia em rodapé de hora em hora. Paralelamente, o New York Times entrevistaria feministas famosas que não perderiam a oportunidade para recolher dividendos deste "acto político corajoso" e as suas implicações para as liberdades individuais das mulheres.

Agora falemos do que realmente aconteceu. Thomas James Ball, homem de New Hampshire com 58 anos, imolou-se em frente a um tribunal porque "estava farto de ser castigado" pelo sistema de tribunal de família "por ser um homem".

Apesar da sua horrível morte pública, o homem obteve pouca atenção por parte dos órgãos de comunicação; houve apenas alguns activistas na internet e algumas fontes noticiosas - tais como a International Business Times and the Keene Sentinel - que pegaram na notícia. Até a Wikipedia retirou a sua página em torno do homem.

Basicamente, o último gesto de Ball foi tratado pelos média tradicionais como um incidente envolvendo um maluco solitário sem qualquer tipo de relevância política. A diferença entre estes dois casos centra-se naquilo que os média americanos consideram realmente importante: raparigas e mulheres são importantes; homens e rapazes, nem tanto.

Christina Hoff Sommers tinha razão: a guerra contra os rapazes e contra os homens ainda está bem forte. Thomans Ball sabia disso. Ele enviou uma longa carta ao Keene Sentinel explicando as queixas que tinha contra o sistema judicial e contra a sociedade que desvaloriza os homens. Como geralmente acontece quando um homem se queixa, as suas palavras foram classificadas de queixume e não de problemas genuínos.

Como um do meus comentadores ressalvou num dos posts que escrevi em torno desta situação, quando uma mulher aproveita-se do facto do marido estar a dormir para o queimar até à morte, o gesto não só é visto como um aviso em torno da violência contra as mulheres, como é também imortalizado num filme premiado com o título de "The Burning Bed".

Mas quando um homem como Thomas Ball suicida-se por imolação, o gesto não é visto como um aviso em torno da forma como os homens são tratados de forma injusta pelo sistema legal. Em vez disso, algumas "almas compassivas" olham para o incidente como mais um aviso em torno das necessidades das mulheres.

Será que os homens tem algum valor para estas "feministas" ou será que elas sentem prazer com o sofrimento masculino? Eu acho que a última hipótese tem mais peso.

Alguns pundits e comentadores afirmam que Ball não merece qualquer tipo de compaixão e nem merece ser tratado como um ícone dos direitos dos homens uma vez que ele pode ou não ter sido enxovalhado pelo tribunal familiar. Afinal, ele chegou a esbofetear a sua filha de 4 anos - cortando o seu lábio - quando ela se recusou a obedece-lo depois de 3 avisos verbais.

Isto não é positivo mas não justifica o tempo de cadeia, a prisão ou a remoção da filha da sua presença. Se isto justifica essas medidas, então existem muitas mulheres por aí que merecem o mesmo tratamento. Tremo só de pensar nisto.

Mas independentemente de pensarmos que o Thomas Ball foi um homem bom, ou um homem mau, ou um maluco, isso é irrelevante. O que interessa é que a morte de Ball - e a reacção a ela - deveriam ser um aviso para a forma como os homens e os rapazes são tratados numa sociedade que desvaloriza a sua existência.

  • A taxa de suicídio entre os homens é muito superior do que entre as mulheres, mas ninguém se importa com isso.
  • Os homens são tratados de forma injusta pelos tribunais mas ninguém pestaneja.
  • Eles são vítimas das atitudes femininas durante a sua vida, mas as pessoas apenas dizem "é a vida".
  • Quando eles finalmente agitam um bocado o jogo e começam com a auto-imolação, mais uma vez, os média e a sociedade dizem apenas "e depois?"
Será que conseguimos ficar impávido e serenos e não fazer nada em relação ao tratamento que os homens e os rapazes da nossa sociedade recebem? Quando penso na foto do sr Ball, em chamas nos degraus do tribunal, acho que a única resposta tem que ser um resoluto "Nem pensar!"

Os planos do feminismo para os homens

13 comentários:

  1. Desde os primórdios, diferentemente do que os feministas pregam, as mulheres é que sempre detiveram poder, já que a vida de cada uma delas era colocada em patamar superior à vida dos homens. Portanto, os homens sempre sofreram mais que as mulheres, antes mesmo do que o feminismo propriamente dito aparecesse. E agora, com o feminismo, a discriminação contra os homens aumentou de forma exponencial, e hoje há por toda a parte uma misandria generalizada. Qualquer sofrimento masculino é tratado com indiferença. A vida do homem vale cada vez menos.

    Em toda a história da humanidade, sempre existiu o GINOCENTRISMO, e não, o patriarcado, como feministas insistem em afirmar. Em qualquer época da humanidade, sob qualquer regime, todo homem sacrificou sua própria essência, sua identidade, seu ser, a sua vida, em benefício das mulheres. Esse autossacrifício total dos homens em prol das mulheres é o que o norteamericano, Adam Kostakis, denominou de GINOCENTRISMO.

    O FEMINISMO É A FORMA RADICAL DE GINOCENTRISMO. As mulheres, que sempre detiveram o poder, hoje, sobretudo através das feministas, fazem exigências insanas para ampliar ainda mais o valor que a vida delas sempre tiveram em relação à vida dos homens. Para alcançarem uma supremacia completa em relação aos homens, feministas fomentam o ódio a tudo que é masculino, e são totalmente apoiadas pelos governos, pela mídia, pela classe política e pelas grandes empresas, já que todas essas enormes corporações LUCRAM MUITO ao ser cúmplice de tudo isso.

    Por tudo isso é que o sofrimento de Thomas Ball, e o de bilhões de homens por todo mundo, é tratado com desdém pelas pessoas, até mesmo pela maioria de nós homens, alienados pela mesma onda misândrica e pelo culto universal às mulheres. O homem só é tratado como algo que faz o mal. Nunca é tratado como vítima.

    Mas apesar de enfrentarmos forças colossais, vejo uma luz no fim do túnel. Alguns homens, como nós, já acordaram para a realidade. Temos uma grande responsabilidade em tentar mostrar essa realidade cada vez mais para um maior número de pessoas. A maioria dos homens ainda não têm consciência de que a misandria sofrida por um homem afeta a todos nós. Precisamos mostrar isso para eles e para toda a sociedade. Sofrendo pressão de todos os lados, homens ficarão descontentes com essa situação e irão querer mudanças, e a internet é a uma ferramenta fundamental e ponto de partida para isso (já que os meios de comunicação dominantes estão comprometidos com o feminismo).

    MANTENHAMO-NOS ATIVOS!

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    1. Ah, e parabéns ao Lucas por outra excelente postagem.

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  2. Tá mas tipo... Não entendi a história completa. Você falou e falou sobre o feminismo mas a história do cara que era o que eu queria saber não ficou clara pra mim. Resumidamente ele bateu na filha, a esposa separou dele e ficou com a guarda da menina e como ele não achava meios de ver a filha de forma legal ele ateou fogo em si mesmo? Foi isso? '-'

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    1. Ele ateou fogo em si mesmo por perceber que por mais que lutasse, o sistema judicial, que é totalmente missândrico, jamais faria justiça no seu caso. Quando uma mulher luta pela guarda de filhos (não importando se ela é uma boa mãe ou não), a justiça faz de tudo para dar suporte ao seu caso. Quando um homem faz o mesmo, acontece exatamente o contrário. Este homem percebeu isso e usou a suicídio como forma de ser ouvido. O que nunca acontecerá, já que a sociedade já está quase totalmente corrompida pelo feminismo (movimento marxista da supremacia feminina) e pelo marxismo cultural.
      Eu sei exatamente qual foi a sua intenção nesse comentário. Banalização do ato de coragem e protesto desse homem. Como diz no texto, você faria o mesmo se na matéria fosse uma mulher que se suicidou porque não quiseram lhe dar o "direito" de abortar?

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    2. E veja que a pergunta formulada de forma irônica e ainda para não sobrar dúvidas foi colocado um smile no fim da frase no intuito de tirar seu valor. Well played 0/10.

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    3. Complementando os pensamentos: se minha mulher chegar em casa e me pegar com 5 morenas, pede a separação, fica com meus filhos, fica com 30% do resultado do meu trabalho e com a metade de tudo o que fizemos "juntos" - entre aspas pois geralmente o desgaste do homem pela construção do patrimônio é muito maior que o da mulher. O homem seria taxado de "sem-vergonha" e perderia o apoio da sociedade em geral. Agora, o contraponto: se eu chegar em casa e pegar minha mulher com 5 negros bem-dotados, pediria a separação e ELA ficaria com meus filhos, ficaria com 30% do resultado do meu trabalho e com a metade de tudo o que fizemos "juntos". Além disso se a informação vazasse, eu ficaria com fama de "chifrudo" e "lerdo". E, se não conseguisse pagar a maldita pensão alimentícia correria o risco de ir pra cadeia. É por este motivo que o Ball se imolou.

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  3. Mas isto que o feminismo quer, que o homem seja levado ao suicídio, acha que o manifesto é brincadeira?

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  4. Temos que impedir que no Brasil o sistema judicial se torne algo parecido, isso é quase uma praga que está tomando conta do mundo, se conseguirmos fazer o sistema se tornar mais humanista e menos sexista ele poderá se tornar um exemplo a ser seguido pelos demais países. Um movimento humanista contra um movimento feminista seria vitória certa, pois independentemente de quanto essa praga já esteja disseminada, um movimento que abraça a todos ao invés de pessoas específicas sempre tende a prevalecer.

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    1. Não se iluda: o sistema judicial/judiciário/policial/político é feminista há muito tempo.

      O humanismo é o tronco donde saiu o feminismo, o igualitarismo, a idolatria da liberdade, etc.

      "Abraçar a todos", para eles, é tornar todos iguais compensando a desigualdade com privilégios: essa é a base do marxismo e do feminismo (privilégios às mulheres para que se igualem e ultrapassem a nós).

      Só Deus e o Reinado Social de Cristo resolvem nossos problemas.

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    2. Está tudo bem contigo, Anacoreta?
      Você está se acostumando bem aí?

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    3. Votos religiosos definitivos no final deste mês. Beneditino forever! E sem ter que aguentar a presença de feministas! E você, menina, já se casou?

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    4. Você realmente abraçou esta escolha, Anacoreta. Fico contente em saber que estás bem e feliz, depois de tudo que já passou e compartilhou aqui no blog.

      Depois de 2 anos sendo estudada por um machista e opressor nível 30, me caso daqui três meses. Vou cuidar do meu fofinho. Anseio ser oprimida o mais breve, quando for lhe servir com todo amor o pequeno almoço :P

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  5. poxa, li tudo mas não me esclareceram o que se passou na vida desse homem. Apenasse falou do tratamento que a mídia deu ao caso. Alguém poderia me explicar com mais detalhes qual foi o caso?

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