domingo, 27 de Novembro de 2011

Mulheres também violam rapazes

Falar de mulheres violadoras é um assunto tabu. É do conhecimento geral que as mulheres também violam mas muito poucos falam disso.

Quando se chega a falar nisso, a violência sexual levada a cabo por mulheres é tida como consequência do comportamento dos homens, ou do consumo drogas ou dos desequilíbrios mentais da mulher.

"Mulher maligna" é algo que nunca chega a ser usado na qualificação duma predadora sexual - embora o termo "homem maligno" seja (justificadamente) usado na qualificação de homens que abusam rapazes ou raparigas.

A cultura ocidental trata da violação de rapazes por parte de mulheres como uma anedota, uma medalha de honra ou uma manobra anti-feminista. Muitos nem se apercebem o quão frequente é o abuso sexual de rapazes levado a cabo por mulheres.

Um exemplo disso é um artigo recente de Hugo Schwyzer onde se lê

Visto que as mulheres são muito menos susceptíveis de abusar adolescentes, os casos onde a violação é levada a cabo por uma mulher têm tendência a atrair a atenção dos média - particularmente se a mulher envolvida for jovem e convencionalmente atraente.
A implicação das palavras de Schwyzer é a de que os órgãos de comunicação já cobrem a maioria dos casos de abusos sexuais levados a cabo por mulheres. No entanto, a verdade dos factos é que a maioria dos casos nem chega aos média.

Semelhantemente, embora haja um défice de estudos em torno da violação mulher-para-rapaz, os estudos disponíveis sugerem que as mulheres violam rapazes quase tão frequentemente como os homens.

Eis aqui algumas estatísticas:

  • Em 1994, David Finkelhor publicou um artigo reportando que as mulheres cometem 20% dos abusos sexuais nos rapazes.

  • Em 1996, o "National Center on Child Abuse and Neglect" verificou que as mulheres cometem 25% do abuso sexual dirigido às crianças.

  • Tanto o estudo de 2000 da "American Association of University Women" como o estudo "Cameron" mostraram que 42% dos estudantes reportarem terem sido abusados por mulheres.

  • O estudo de 2005 "Long-Term Consequences of Childhood Sexual Abuse by Gender of Victim" descobriu que as mulheres levam a cabo 38% dos abusos a rapazes.

  • De acordo com o estudo de 2008 da "University of British Columbia" em torno dos jovens sem abrigo, quase metade reportou ter sido abusado sexualmente por uma mulher, e 1/3 dos jovens declarou só ter sido abusado por mulheres.

  • A reportagem de 2008-09 "Sexual Victimization in Juvenile Facilities Reported by Youth" verificou que, entre os membros da equipa que abusavam sexualmente de jovens, as mulheres cometiam 95% do abuso sexual.

  • Em 2009 a "ChildLine" recebeu 2,142 chamadas de crianças abusadas por mulheres, e verificou que os rapazes reportavam maior abuso proveniente de mulheres (1,722 casos) do que proveniente de homens (1,651 casos).

As pesquisas mostram que as mulheres levam a cabo entre 20 a 50% da violência sexual contra rapazes. A taxa de prevalência aumentou à medida que os pesquisadores estudaram mais o problema e mais vítimas masculinas reportaram o seu abuso.

Os factos são óbvios: as mulheres abusam sexualmente os rapazes quase tão frequentemente como os homens.

A posição mantida por Schwyzer foi provavelmente baseada em reportagens policiais e estudos com um viés feminista. As reportagens policiais são enganadoras uma vez que a maior parte das vítimas masculinas não regista o seu abuso, particularmente se a violação tiver sido levada a cabo por uma mulher.

Semelhantemente, os outros estudos que mostram uma baixa taxa de crimes sexuais de mulheres para rapazes são baseados em reportagens policiais.

Outros estudos não incluem as mulheres como potenciais abusadoras ou então usam linguagem de género nas suas pesquisas - o que pode resultar em vítimas masculinas a não reportar o seu abuso.

No entanto a razão mais provável da alegação levada a cabo por Schwyzer é a da mesma ser a posição social mais aceite. As pessoas simplesmente não acreditam que as mulheres levem a cabo actos de abuso sexual ou considerem os seus actos como violação.

Schwyzer resumiu este ponto da melhor forma na sua resposta a história reportada por Pal Sarkozy em torno do abuso de que este último foi alvo por parte da sua ama:

Sugerir que ele foi uma vítima é um absurdo.
Este é o sentimento que temos que superar se queremos falar da violação de rapazes levada a cabo por mulheres. Enquanto as pessoas pensarem que é um "absurdo" olhar para os machos como potenciais vítimas e para as mulheres como potenciais abusadoras, nós nunca iremos saber o alcance global da violência sexual feminina.

Enquanto as pessoas alegarem que a violência sexual feminina contra os rapazes é "rara" e enquadrarem-na como um "relacionamento", nunca iremos ajudar as vítimas masculinas.

Enquanto só prestarmos ajuda de boca à questão do abuso sexual de rapazes por parte de mulheres, nunca iremos ver a sociedade considerar com seriedade este assunto.

Só quando pararmos de tratar a violência feminina como algo raro é que poderemos acabar com ela.

Fonte



4 comentários:

  1. Um amigo meu foi estuprado por duas mulheres mais velhas quando ele tinha 13 anos. Minha professora de artes tentou me seduzir quando eu tinha 14. Faz sentido...

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  2. Lembrei que quando eu tinha uns 6 anos, a filha da mulher que me olhava (tinha uns 14 anos), passou a mão no meu pau uma vez, e disse para eu não falar pra ninguém rs...eu não sabia o que era isso.

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  3. Geralmente os homens que são abusados por mulheres não se sentem vítimas, sou feminista, mas não sou a favor de nenhum tipo de violência sexual seja contra homens ou mulheres, na verdade o que me preocupa são os abusos contra crianças, que em sua maioria nem entendem pelo que estão passando, qualquer tipo de violência sexual é abominável mas a infantil é a pior.

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    Respostas
    1. A safadeza feminista tenta convencer o homem-vítima de que ele é o culpado e merece o que está recebendo (= torturas psicológicas), e que ela está sempre certa.

      Feministas não se preocupam com homens - querem mesmo a destruição deles.

      Os homens se sentem vítimas e se sentem injustiçados pois não há um motivo para serem agredidos. Os cafajestes, que mereceriam algum tipo de reação, raramente recebem algum tipo de hostilidade - por pura covardia delas.

      Os homens é que acabam afundando em drogas, bebidas, medicamentos psiquiátricos, suicídios, partindo para abandonos de lares, bordéis, etc, por causa da violência psicológica cometida pelas feministas, e não as mulheres, não é mesmo?

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