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sábado, 11 de novembro de 2017

Como a classe operária frustrou os planos dos globalistas

Os esquerdistas sempre foram muito bons em colocar as classes sociais umas contras as outras. Mas as classes operárias sempre se revelaram frustrantes para os propósitos socialistas de "guerra de classes" visto que a classe operária quer é emprego, segurança, estabilidade, e manutenção do seu estilo de vida (tanto ao nível cultural como religioso) - exactamente o contrário do que os globalistas endinheirados querem.

Os Marxistas (agentes do Poder Financeiro internacionalista mas mascarados de "defensores do povo") ficaram particularmente perturbados quando, durante a Primeira Grande Guerra, as classes operárias da Europa escolheram lutar pelo Rei e pelo País em vez de se levantarem contra os seus senhores.

De certa forma entende-se o porquê dos Marxistas, até esta altura, não compreenderem as verdadeiras motivações da classe operária: o pai do Marxismo, Moses Mordecai Marx Levy, mais conhecido como Karl Marx, raramente trabalhou durante a sua vida adulta.

Durante a década 20 do século passado, o Marxista Italiano Antonio Gramsci veio com a ideia duma nova forma de revolução - uma fundamentada na cultura e não na classe

Segundo Gramsci, o motivo pelo qual o proletariado falhou em se emancipar prendia-se com facto de ideias antigas e conservadoras tais como lealdade ao país, valores familiares, e Cristianismo, terem demasiado poder junto das comunidades operárias.

Se por acaso isto vos soa familiar e vos faz lembrar discursos recentes de políticos ou membros da elite cultural a apelaram para uma sociedade mais "aberta" (menos nacionalista), com valores familiares mais "tolerantes" (isto é, mais anti-família) para além de terem apelado também para uma maior "diversidade religiosa" (isto é, menos Cristã) é porque, actualmente, essa linha de pensamento é a dominante junto da classe política da maioria dos países ocidentais.

Gramsci alegou que, como precursor da revolução, as antigas tradições do Ocidente - ou, como ele as identificou, a "hegemonia cultural" - teriam que ser sistematicamente destruídas. Para levar isto a cabo, Gramsci alegou que os intelectuais do "proletariado" se deveriam dedicar a colocar em causa o domínio do tradicionalismo na educação e nos média, e criarem, desta forma, uma nova cultura revolucionária.

Se por acaso alguma vez te questionaste do porquê teres que te submeter a "estudos de diversidade" ou "estudos de género", ou do porquê teres que conter a tua natural aversão perante a destruição das instituições que os teus antepassados tão arduamente construíram, ou do porquê os teus professores universitários terem um ódio infernal pela civilização ocidental, então tens aí o porquê: eles nada mais são que agentes de destruição, revolucionários sem AK-47 (por enquanto).

Durante a década 50 e 60 um grupo de académicos Judeus, conhecidos como "A Escola de Frankfurt" e fugidos do anti-semitismo da Nacional Socialista,, uniu a ideia Gramsciana de revolução cultural com a ideia duma nova vanguarda revolucionária, uma composta por estudantes, feministas, e minorias - muitos dos quais, e devido ao seu comportamento ou ao seu sistema de crenças, se sentiam excluídos do mainstream da cultura ocidental e que, consequentemente, a tentavam mudar.

As ideias e as atitudes destes intelectuais iriam-se tornar nos fundamentos da maioria das revoluções culturais dos anos 60, e da consequente transformação da Esquerda.

Conclusão:

Ainda existem pessoas no ocidente que se encontram "chocadas" e "horrorizadas" com a acelerada decadência da que foi até bem poucos séculos uma civilização próspera, estável e moralmente sã. Mas se elas olharem para a decadência do ocidente como fases dum plano, é provável que elas deixem de ficar chocadas e horrorizadas.
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sábado, 19 de março de 2016

A Escola de Frankfurt: Revolução Cultural - Parte 2

Por Arnaud de Lassus - (Esta é a segunda parte dum artigo que começou aqui)

A ideias-chave da Revolução Cultural.

Na secção prévia, delineamos o conceito geral da revolução cultural tal como ela foi concebida pela Escola de Frankfurt. O que se segue é uma explicação mais sistemática extraída das obras de Herbert Marcuse. E porquê Herbert Marcuse? Porque ele explicou de maneira clara as ideias principais concebidas e colocadas em práctica por ele e pelos seus colegas da Escola de Frankfurt. Marcuse disse o seguinte em relação ao conceito da revolução cultural:

Pode-se legitimamente falar duma revolução cultural, visto que o protesto está voltado contra todo o establishment cultural, incluindo a moral que hoje existe. A ideia tradicional de revolução e a estratégia tradicional do que é uma revolução chegaram ao fim. Estas ideias são antiquadas...... o que nós temos que entender é o tipo de desintegração difusa e dispersa do sistema. [26]

Em relação ao processo da revolução cultural, especialmente o facto dela ser "silenciosa", ele escreve que a subversão cultural será amplamente difundida mas não através de processos terroristas mas lentamente, subtilmente e pacificamente. É daí que vem a ideia da revolução cultural vir a ser uma "revolução silenciosa". [27]

Se a clássica guerra de classes será abandonada porque a classe operária já não será revolucionária, isto jogará em favor duma nova sensibilidade revolucionária. A revolta terá que ser desenvolvida em duas novas áreas, aquelas centradas nas necessidades imateriais (de auto-determinação, relações humanas) e nas dimensões fisiológicas da existência (raça, sexo, etc).

Em conformidade com esta recente sensibilidade revolucionária, as ideias de Freud serão exploradas segundo uma óptica Marxista e não segundo um ponto de vista burguês. Este sistema recebe o nome de "Marxismo Cultural", sendo que a parte ideológica da mesma é conhecida como "Teoria Crítica".

Temos que nos lembrar que o livro já citado com o título de "A Personalidade Autoritária", de Theodor Adorno (1950) pode ser considerado como um tipo de manifesto da "Teoria Crítica". Queremos salientar este ponto, que nada mais é que uma das ideias básicas da Escola de Frankfurt. Marcuse resumiu as teorias de Freud da seguinte forma:

a) A essência do ser é o "eros"; a busca pelo prazer, isto é, o "pansexualismo";

b) O indivíduo tem que aceitar o controle cultural das suas necessidades instintivas porque se isto não acontecer, não há possibilidade de se viver numa sociedade civilizada.

c) Disto surge o conflicto entre o princípio do prazer (livre satisfação das necessidades instintivas) e o princípio da realidade (onde as necessidades são controladas).

O Marxista está interessado no conflicto, na dialética, e em tudo que possa incitar estas coisas. A sua ideia de civilização é diferente da de Freud. Dentro do esquema de coisas Freudiano resumidas em cima, ele irá aceitar a) mas não b).

As ideias Freudianas serão usadas como um elemento dialéctico para destruir a civilização existente e servir de apoio "à civilização que se desenvolve a partir dos relacionamentos libidinosos e que são sustidos por eles." O pansexualismo tem que ser, então, desenvolvido de forma metódica com todos os seus efeitos destrutivos.

Freud sistematizou o pansexualismo mas as origens do mesmo remontam até à Cabala e às religiões pagãs. É uma teoria relativamente complexa, mas os elementos principais podem ser resumidos da seguinte forma: Segundo a Cabala, Deus pode ser levado em conta Nele mesmo ou nas Suas manifestações. Nele Mesmo, Deus é um Ser Indefinido, vagamente chamado de "En Sof" (que não tem limites) ou Ayin (o não-ser).

Nas Suas manifestações, Deus revela-Se através das "emanações" através das quais Ele Se aperfeciona, de onde surge a ideia dum Deus evolutivo bem como a ideia do panteísmo (a noção da criação a ser substituída por aquela da emanação). Estas emanações são 10 em número, e têm o nome de "Sefiroth". Três delas são masculinas, e três são femininas. A "Sefiroth Victory" (masculina) e a "Sefiroth Glory" (feminina") estão concentradas na "Sefirah Foundation" [29] cujo símbolo é o órgão da geração.

Nestas condições, entende-se que o princípio sexual, apresentado como parte integral da divindade, tem a tendência de permear tudo. Uma vez que se encontra fundamentado na Cabala, o pansexualismo da Escola de Frankfurt e o da revolução cultural para a qual a Escola de Frankfurt contribuiu de forma tão poderosa, tem, portanto, conotações religiosas. [Ver "Angelus Press English Edition" of SiSiNoNo, The Angelus, May 2006, No.69–Ed.]

Explorando a Dialética Macho-Fêmea

O "pansexualismo" - isto é, o desencadeamento das paixões básicas do homem - é a primeira exploração das diferenças entre os sexos. Outro aspecto da diferença entre os sexos será explorada de forma sistemática como forma de causar a destruição do relacionamento tradicional entre o homem e a mulher. Isto será levado a cabo atacando a autoridade do pai, negando os papéis específicos do pai e da mãe, suprimindo as distinções na educação dos rapazes e na das raparigas, abolindo todas as formas de superioridade masculina (daí a presença das mulheres nas forças armadas), e qualificando as mulheres e as crianças como "classes oprimidas" e os homens como "classe opressora". Como forma de apoiar este derrube, existe uma ideologia: o feminismo radical.

Usando o pansexualismo como forma de derrubar o relacionamento entre homens e mulheres, os fundadores da revolução cultural têm dois meios poderosos através dos quais destruir a família. A Escola de Frankfurt soube como lucrar duma forma espantosa com o progresso científico dos seus dias - progresso em termos de meios de comunicação (a sua acção em termos da música e dos filmes), e o progresso das ciências psicológicas.

Na disciplina da psicologia, Abraham Maslow, um protégé da revolução cultural, desempenhou um papel importante no aperfeiçoamento dos métodos de condicionamento psicológico conhecidos como "dinâmica de grupo" e "treinamento de sensibilidade." [30]

Resultados no Ocidente

Os princípios da Escola de Frankfurt ficaram encapsulados na que veio a ficar conhecida como a "contracultura", o "movimento cultural" que dominou de forma específica a altamente influente esquerda Americana até ao final dos anos 60, e que foi descrita da forma que se segue:

A contracultura é a base cultural da nova esquerda. Ela inclui o esforço para se descobrirem novos tipos de comunidades, novos modelos familiares, novos costumes sexuais, novos tipos de vida, novas formas estéticas, novas identidades pessoais opostas aos poderes políticos, opostas ao estilo de vida burguês, e opostas à ética laboral Protestante. [31]

Esta descrição é de 1968, mas hoje em dia, a contracultura caracterizada pelo pansexualismo, pela destruição da autoridade paterna [do pai], e pelo feminismo radical, não só são a base cultural da esquerda Americana, como também de toda a sociedade por todo o Ocidente.

Voltemos ao pansexualismo.

Dada a sua origem religiosa, certamente que o pansexualismo é o elemento mais perigoso. Ele invadiu a sociedade como um todo, o que explica as modas indecentes, os cartazes, as publicidades, as revistas, os filmes, os programas de televisão, e as emissões de rádio excitantes, o comportamento degradante dos novos e dos mais velhos, a educação sexual; o pansexualismo tem o apoio do Estado, e chegou até a afectar os círculos Católicos mais tradicionais.

Como exemplo, eis aqui o testemunho recente dum padre a exercitar o seu ministério no Líbano:

É importante olhar para as evidências: que a pessoa seja Católica, Ortodoxa ou muçulmana, não ficamos com a impressão de que as autoridades religiosas deste país (Líbano) se apercebam da galopante degradação da moral que têm ocorrido, particularmente através da linguagem e dos exemplos Americanos e Anglo-Saxónicos.

As autoridades eclesiásticas deveriam, pelo menos, reagir. Mas como é que se pode buscar a censura de publicações sórdidas (na sua maioria, em inglês), ou a censura de programas televisivos repugnantes, quando os pastores têm o costume de permanecerem calados nas suas próprias igrejas quando se deparam com a reluzente carne nua disponibilizada pelos seus paroquianos blasé, que não são aversos a aceitar o que está à sua disposição?

Mas o que é impressionante no Médio Oriente é que esta onda de pornografia, estes desvios dúbios e esta exposição de imoralidade, só aparecem nas regiões "Cristãs". Não é nos países vizinhos, com uma maioria muçulmana, que se encontrariam visas e vistos de residência oferecidos a mais de 7,000 prostitutas que chegam da Europa do Leste e que cujo cabelo loiro pode desencaminhar alguns jovens (e não só) Libaneses.


Ao mesmo tempo, é alarmante ouvir dizer, por parte dum piedoso monge de Damasco: "Aqui, o islão protege o Cristianismo porque não permite a importação de corrupção moral."

Seria bom ler mais uma vez, no Livro do Apocalipse, o que o Nosso Senhor disse ao anjo da Igreja de Laodiceia (Apoc 3:14-22), e concordar.[32]

Cibernética

O que é a "cibernética"? Ela é definida como "o estudo da comunicação e dos processos de controle nos sistemas biológicos, mecânicos e electrónicos." Esta "ciência," desenvolvida nos Estados Unidos, assenta na falsa hipótese da semelhança essencial da comunicação e do controle (entendido no sentido de comando) entre as máquinas e os seres humanos.[33]

A cibernética é apresentada como uma mistura de teorias científicas bem fundamentadas (essencialmente, a teoria da informação) com a ideologia materialista (que defende que o homem nada mais é que uma máquina sofisticada, e que as máquinas irão permitir duplicar a operacionalidade da mente humana, e até ultrapassá-la).

Foi em Nova York (1942), numa conferência organizada pela Josiah Macy Foundation, que o brain-trust teve o seu início. Mais tarde, ficou conhecido como o Cybernetics Group. A actividade inicial, conhecida como "Man-Machine Project," teve como um dos seus objectivos...

....reunir um grupo de engenheiros electrónicos, biólogos, antropólogos, e psicólogos como forma de conceber experiências de controle social, fundamentadas na crença de que o cérebro humana nada mais era que uma máquina de input-output, e que o comportamento humano poderia, para todos os efeitos, ser programado - tanto à escala individual como à escala social.[34]

O trabalho do grupo ganhou forma depois da Segunda Grande Guerra com o apoio do Massachusetts Institute of Technology (MIT).[35] Entre 1953 a 1964 foram organizadas 10 conferências por parte da Macy Foundation, para além de terem sido assinaladas as suas fases.

É aqui que vêmos o aparecimento dos membros da Escola de Frankfurt, que, desde o princípio, haviam entendido a importância do projecto cibernético para o seu empreendimento mais generalizado de revolução cultural. Enquanto comandava os grupos focados no estudo do preconceito, Max Horkheimer, director da Escola de Frankfurt, colaborou com o Cybernetics Group. Em 1948, ele participou da fundação da "World Federation of Mental Health" (WFMH), em Paris, um dos projectos mais prejudicias que emanou do Cybernetics Group.

Kurt Lewin, colega de viagem da Escola de Frankfurt, desempenhou um papel importante dentro deste mesmo grupo. No MIT, ele havia fundado o "Research Center for Group Dynamics" e posteriormente criado os "National Training Laboratories", que também estavam activos em MIT. Juntamente com Karl Korsch, outro membro da Escola de Frankfurt, ele havia estabelecido uma fundação que tinha como propósito desenvolver a inteligência artificial. Eis aqui como Jeffrey Steinberg apresenta o papel da Escola de Frankfurt e do grupo associado, o Tavistock Institute,[36] no projecto cibernético:

O que Lukacs e os seus protegidos da Escola de Frankfurt odiavam em relação ao Cristianismo Ocidental era a sua crença na santidade da alma individual, a ideia de que todo o ser humano havia sido criado por Deus à Sua Imagem e Semelhança, e que todo o indivíduo tinha a chama Divina da criatividade que poderia ser usada para a melhoria de toda a humanidade. Lukacs e companhia entendiam muito bem que nenhuma revolução poderia ser bem sucedida no Ocidente por muito tempo até que o  princípio da "imago viva Dei" (o homem à imagem viva de Deus) tivesse sido destruído, e no seu lugar tivesse sido colocada uma noção mais bestializada e pessimista da humanidade.

Foi aqui que a "Kulturkampf" de Lukacs, Adorno, Horkheimer, e Marcuse impactou de forma directa a revolução tecnológica da comunicação em massa do pós-guerra. O ponto de convergência foi um projecto pouco conhecido iniciado nos anos 40 por uma fundação desconhecida e isenta de impostos com o nome de "Josiah P. Macy Foundation". Macy financiou o projecto "Man-Machine Project," com a duração de uma década, que veio a ficar conhecido entre os seus iniciantes como o "Cybernetics Group".

Embora as duas pessoas mais famosas associadas à invenção do termo "cibernética" tenham sido John Von Neumann e Norbert Wiener, muitas outras individualidades eram, na verdade, dominantes dentro do grupo. Os verdadeiros "pioneiros" da assim-chamada "revolução da informação" foram Margaret Mead, Gregory Bateson, Kurt Lewin, Max Horkheimer, e o Dr. John Rawlings Rees - todos eles figuras importantes da Escola de Frankfurt, do Instituto Tavistock, ou de ambos.

O "Cybernetics Group" copiou uma página do plano de jogo para revolução social de Georg Lukacs. Eles alegaram que não havia nada divino no ser humano. De facto, máquinas feitas pelo homem poderiam num breve espaço de tempo ser "máquinas pensantes" superiores à mente humana.[37]

A Revolução Cultural nos dias de hoje

Passados que estão 40 anos desde a morte de Adorno em 1969, quase 30 anos depois da morte de Marcuse em 1979, a revolução cultural prossegue, impregnada que está com as ideias de Escola de Frankfurt, cuja ideia-chave foi expressa por Willi Munzenberg, "Iremos corromper o Ocidente de tal forma que ele irá cheirar mal."[38]

Já falamos do tópico do pansexualismo, que é mais popular que nunca nos dias de hoje. Iremos dedicar a nossa atenção ao projecto cibernético e aos videogames como outros elementos da actual situação onde o legado da Escola de Frankfurt está demonstrado. Tal como dito em cima, a Escola de Frankfurt havia inspirado de forma colossal o Cybernetics Group durante as décadas 1940 e 1950. Em entidades presentes neste grupo encontramos a mesma inspiração. Eis aqui o exemplo proveniente da Media Lab:

Por volta da década 80, a MIT gerou a Media Lab, outro projecto que emergiu directamente do Cybernetics Group dos anos 40 e 50. Aqui, os engenheiros sociais trabalharam lado a lado com os engenheiros e os criadores de máquinas que estavam a desenvolver computadores de alta velocidade, gráficos para computadores, holográficos, e a primeira geração se simuladores informáticos. Segundo a proposta inicial, era suposto o laboratório disponibilizar "uma mistura intelectual de duas áreas em crescimento acelerado: tecnologias de informação e ciêncais humanas." (Steve Joshua Heims, The Cybernetics Group).[39]

Qual era o estado de espírito destes pesquisadores? No seu livro "The Cybernetics Group", Steve Joshua Heims afirma que, por volta dos anos 80, o meio social cibernético havia criado a sua própria religião, um sistema pagão em acordo total com o que Timothy Leary chamou de "paganismo científico". O paganismo científico dos pesquisadores era uma coisa, mas mais sério foi o facto de que os resultados obtidos por estes pesquisadores permitiu que eles desenvolvessem o paganismo científico em grande escala, e, de forma mais geral, permitiu que eles desenvolvessem a revolução cultural da qual o paganismo científico é um elemento.

O Media Lab do MIT e o Stanford Artificial Intelligence Lab foram dois dos ímãs deste dinheiro e do trabalho de pesquisa que fomentou tanto os programas de simulação-treino do Pentágano, bem como a indústria dos videogames em evolução.[40]

A Escola de Frankfurt, o Cybernetics Group, o Media Lab bem como outras entidades, a indústria dos videogames; eis aqui um dos relacionamentos que permitiu a perfeição técnica de um dos instrumentos mais eficazes da actual revolução cultural: os videogames. Obviamente que isto não quer dizer que o Media Lab é responsável pela orientação essencialmente imoral da maior parte dos videogames.

A segunda geração de videogames está em rápida expansão nos Estados Unidos. Segundo Jeffrey Steinberg ("Draft Report," p. 93), jogos de "aponta-e-dispara" geram, anualmente, entre 9 a 11 mil milhões de dólares. Estes jogos representam o aperfeiçoamento dos "role-playing games" [RPG] que têm sido desenvolvidos desde o final da década 70.

Estes jogos permitem que as pessoas passem tempo num mundo virtual, hora após hora, onde podem ser quem eles quiserem e agir de forma com que não se tenha que lidar com as consequências dos próprios actos. Qualquer pessoa - jovem ou não jovem - pode ser gradualmente condicionada a divorciar-se da realidade e ser facilmente manipulada rumo à direcção sugerida pelo jogo. Mesmo que a orientação do jogo seja boa, ele pode mesmo assim ter consequências negativas resultante do tempo (frequentemente longo) gasto dentro do mundo virtual.

Mas é frequente a orientação do jogo ser má. Dentro deles há vários tipos de violência. Há simulações de tiro bem realistas (úteis para treino de soldados, mas claramente perigosas para jovens deixados a si mesmos), aspectos pornográficos (o pansexualismo está em todo o lado), incitamento ao uso de magia (o espectador-actor lança feitiços que, no jogo, são bem eficazes), Satanismo, e, de forma geral, a excitação do desejo de poder associado à concepção materialista da vida.

Eis aqui um exemplo da forma como uma companhia produtora apresenta o videogame "Gangsters" (que, segundo alguns, parece inofensivo):

Ele dá-te a oportunidade de seres um gangster numa cidade ao estilo da Chicago dos anos 20, controlando uma organização clandestina, lidando com a extorsão, bebidas alcoólicas ilegais, prostituição, violência, intimidação, chantagem, jogos de azar, suborno de oficiais, eliminação permanente de pessoas, e uma vasta gama de actividades gerados de dinheiro. [41]

Isto dá-nos uma ideia do jogo, mas eis aqui o que o jogador tem que fazer:

O propósito do jogo é construir o teu gangue e o teu império de negócios de forma a dominar a cidade. Para levar isto a cabo, vais ter que superar os outros gangues que operam na cidade, evitar ser preso pelas autoridades. [42]

Um jovem que jogue de forma activa em tal cenário durante horas sem fim, sentir-se-á tentado a transladar alguma da sua experiência virtual para o mundo real.[43] Foi isto que aconteceu recentemente nos Estados Unidos com os assassinatos brutais de jovens, levados a cabo pelos seus colegas escolares. Investigações oficiais revelaram que os jovens assassinos dispararam tal como atiradores profissionais e que eles haviam adquirido a sua perícia na arte do tiro, e o seu desejo de colocar em práctica o que haviam aprendido, através do uso dos videogames que continham esse tipo de simulação.[44]

Temos que reconhecer que um vasto número de videogames corresponde de forma perfeita com os objectivos da Escola de Frankfurt de propagar uma "cultura" baseada no pessimismo, na depravação, na imoralidade sexual, na violência e nas drogas.

Conclusão:

Em 1923 a Escola de Frankfurt deu início ao seu trabalho, e embora ela não tenha sido exclusivamente responsável, a revolução cultural que ela inspirou, começando nos anos 50, começou nos Estados Unidos e mais tarde avançou para a Europa. Cerca de 20 anos mais tarde, a revolução cultural de 1968, sob influência de Marcuse, foi uma etapa importante. Cerca de outros 30 anos depois de 1968 foram necessários para testemunharmos o triunfo da contracultura que teve início 80 anos antes.

Estamos a lidar com uma operação a longo prazo brilhantemente concebida. Os homens de acção e de pensamento que a maquinaram tiveram a visão de entender o que teria que ser feito, e como é que ela deveria ser levada a cabo, escolhendo de forma selectiva os sectores mais importantes - as universidades, a música, os média, a acção psicológica e educacional - como forma de colocar ao seu serviço as redes que lhes foram oferecidas.

Eles não só foram bem sucedidos, como o foram duma forma que está para além do que alguma vez poderiam ter imaginado.

Como é que podemos explicar o facto deste plano ter tido sucesso nos países Católicos tal como o teve nos países Protestantes? Sem dúvida isto deve-se ao facto dos Católicos terem tido outra revolução cultural para enfrentar, tal como aquela que foi inspirada pela Escola de Frankfurt: aquela que desde os anos 60 tem ocorrido dentro da Igreja.

Foi uma perturbação geral: uma nova e revolucionária Missa, um novo calendário, o abandono do Latim e do hábito religioso, o órgão e as canções tradicionais a serem substituídas por música profana, a transformação da arte religiosa [45], as igrejas a passarem a ser salas de conferência e não templos do Senhor, e uma catequese inconsistente a propor uma religião sem forma e sem exigências.

O ambiente Católico dissolveu-se precisamente no momento em que o fiel mais precisava, o que resultou no desenraizamento dos Católicos da sua cultura, o abandono em massa da práctica religiosa e, devido a isso, uma maior vulnerabilização perante a revolução cultural que veio da Escola de Frankfurt através dos Estados Unidos. O paralelo entre as duas revoluções culturais é espantoso; elas ocorreram basicamente no espaço de 10 anos entre uma e a outra. Os líderes políticos favoreceram a primeira enquanto que os líderes religiosos favoreceram a segunda (ou permitiram que ela ocorresse). Isto levanta a pergunta se não há um certo número de afinidades entre uma e outra.

O que é que podemos fazer se o mistério da injustiça [2 Tess 2:7] já se encontra instalado de forma tão poderosa? Obviamente, dentro das nossas áreas de acção é necessário proteger a cultura Católica, manter vivo o resto da Cristandade que ainda se encontra entre nós, e não seguir a onda dos eventos sob a desculpa de que "é assim que as coisas são". Tudo isto supõe um certo tipo de ascetismo. Consiste em suprimir o que tem que ser suprimido como forma de evitar ser contaminado pela contracultura, tal como os Cristãos dos primeiros séculos evitaram ir aos banhos públicos e aos circos como forma de evitarem a corrupção dos seus dias.

Em resumo, salientemos a utilidade de saber (como forma de o combater) o processo de destruição que foi implentado de forma tão inteligente por parte da Escola de Frankfurt e pelos seus seguidores. Não podemos ignorar esses factos porque, tal como disse Abbot Joseph Lemann:

Na História, aquele que não leva em consideração não só a Providência mas também o Inferno, ficará limitado com uma visão incorrecta e só disponibilizará explicações incompletas. Deus e Satanás batalham pelo coração do homem: todos nós sabemos disso, mas Deus e Satanás também batalham pela orientação da sociedade, o seu desenvolvimento e as suas fases.

As primeiras páginas da Bíblia revelam isso mesmo; Cristo lembra-nos em relação à Igreja que as portas do inferno não a irão prevalecer; e desde então, a História destes 18 séculos deixa-nos ver claramente, acima das nossas batalhas em torno de cidades, países, nações e raças, o espectáculo da Força de Deus e a força de Satanás em combate: a malícia infernal a devastar a sociedade, e a Graça Divina a repará-la, a apoiá-la e a fazê-la avançar. [46]

- http://bit.ly/1XHzQip


    1    A socialist formula from 1968. See further details of this subject, in Pascal Bernardin's L'Empire Écologique, Chapter V, "Techniques of Non-aversive Control," and the commentary on same in "Ecology and Globalism" in the March 2003 issue of Apropos.
    2    See Maciej Giertych's article "The Political and Economic Situation in Poland."
    3    Quoted by Philippe Ploncard d'Assac in Le nationalisme français, p.26.
    4    The Alta Vendita was a high-level Masonry which, during the first half of the 19th century, dominated European Masonry.
    5    The pseudonym of an Alta Vendita agent.
    6    Letter of January 18, 1822; quoted by Cretineau-Joly, L'eglise romaine en face de la Revolution, XI, 104.
    7    The pseudonym of an Alta Vendita agent.
    8    Letter of August 9, 1838; quoted by Cretineau-Joly, op.cit., XI, 128. Cf. the AFS brochure, Connaissance Élémentaire de la franc-maçonnerie, p.110.
    9    Ralph de Toledano, The Frankfurt School, (manuscript, 2000), p.11. This study shows how the idea of cultural revolution was born and piloted by the Frankfurt School.
    10    The creator of the Soviet Secret Police, the Cheka.
    11    Third Communist International, founded in 1919 by Lenin and dissolved by Stalin in 1943. It was reconstituted at Sofia in 1995.
    12    The Marxist Encyclopedia states that he was murdered in 1944.–Ed., Apropos.
    13    De Toledano, The Frankfurt School, p. 23.
    14    Ibid., pp. 4-15.
    15    Willi Munzenberg, quoted by Ralph de Toledano, ibid., p. 5.
    16    Ibid., p. 24. This point will be developed below.
    17    Official date of its creation in February 3, 1923, by a decree of the Ministry of Education (cf. Martin Jay, The Dialectical Imagination: A History of the Frankfurt School and the Institute of Social Research, [University of California Press, 1996], p. 10).
    18    Ralf Wiggershaus, The Frankfurt School: Its History, Theories, and Political Significance (Cambridge, MA: MIT Press), p.17 (Wiggerhaus cites this among the reasons for the extremely favorable circumstances at the outset of the Institute for Social Research).
    19    Jay, The Dialectical Imagination, p. 175.
    20    Ibid., p. 29.
    21    A study on video games and their destructive effect.
    22    Called in future the Frankfurt School Institute for Social Research.
    23    Published in 1950 by Harper & Brothers, New York. It was written by Adorno, along with Else Frenkel-Brunswik, Daniel J. Levinson, R. Nevitt Sanford, in collaboration with Betty Aron, Maria Hertz Levinson, and William Morrow.
    24    The Fabian Society: an English, Socialist movement founded in 1883. It was the origin of the Labor Party.
    25    Jeffrey Steinberg, Michael Steinberg, and Anton Chaitkin, "Draft Report on Manchurian Children," (unpublished study, 2001), pp. 5-8.
    26    Text of H. Marcuse, quoted in The Resister, Summer-Autumn, 1998.
    27    At the same time as the work was being carried out by the Frankfurt School, these ideas were being developed in parallel by the Italian Marxist theoretician Antonio Gramsci (1891-1937), who remained in prison from 1926 until his death.
    28    In Jewish thought, one generally associates esoteric and mystical education with the Cabala. In the widest meaning of a word, this describes the successive esoteric currents which developed from the end of the period of the Second Temple and which became the dynamic elements in the history of Judaism (Encyclopaedic Dictionary of Judaism, s.v. "The Mystical Jew").
    29    The sefiroth Victory, Glory, and Foundation are in Hebrew called Netzach, Hod, and Yesod respectively.–Ed., Apropos.
    30    Cf. The Resister, Summer–Autumn, 1998, p. 54. On group dynamics, see the Apropos pamphlet "Elementary Knowledge of the New Age," pp. 33-37. See also the book by Ed. Dieckermann, Jr., Sensitivity Training and the Cult of Mind Control.
    31    Theodore Roszah, "Youth and the Great refusal," The Nation, on 1968. Quote by News Weekly, February 10, 2000.
    32    "Repens-toi, Laodicée," Bulletin de l'Association de St Pierre d'Antioche et de tout l' Orient (Les Sablons, 61560 Bazoches-sur-Hoeur), No. 23, March, 2001. See the article having the same title in Action Familiale et Scolaire, No. 155 (June, 2001).
    33    P. de Latil., La pensée artificielle, quoted by Le Robert.
    34    J. Steinberg, Draft Report on Manchurian Children, p. 86.
    35    Usually indicated by the abbreviation MIT (Massachussetts Institute of Technology).
    36    British Center of the Psychological Group, of which John Rawling-Rees was Director.
    37    J. Steinberg, Draft Report, pp.12-13. This author is not a Catholic. The above phrase, "Every individual possesses a divine spark of creativity" is a little ambiguous and should be understood as meaning, "Every individual can possess divine grace."
    38    Quote by Ralph de Toledano, The Frankfurt School, p. 26.
    39    J. Steinberg, Draft Report, pp. 90-91.
    40    Ibid., p. 93.
    41    Quote by J. Steinberg, ibid., p.55.
    42    Ibid.
    43    One will find in the oft-quoted study of J. Steinberg other examples of scenarios of video games.
    44    See the study by J. Steinberg, second part "The Killer Children: A Chronology," which analyzes ten cases of child murderers of children, including that at Columbine High School, Littleton, Colorado (April 20, 1999).
    45    Cf. the A.F.S. brochure A Sign of the Times: Evry Cathedral.
    46    L'Entrée des Israélites dans la société française (The Entrance of the Israelites into French Society) (p. 205). Abbot Joseph Lemann (1836-1915), a Jew who was converted at the same time as his brother Augustine. He is the author of remarkable works on the French Revolution.

SOURCES

The first two books are written by authors sympathetic to the Frankfurt School. The remaining authors, other than Marcuse, have a critical view of cultural revolution.

a) Jay, Martin. The Dialectical Imagination: A History of the Frankfurt School and the Institute of Social Research 1923-1950. University of California Press, 1996.
b) Wiggershaus, Rolf. The Frankfurt School: Its History, Theories, and Political Significance. Cambridge, MA: The MIT Press, 1998.
c) De Toledano, Ralph. The Frankfurt School (Unpublished study, 2000).
d) Steinberg, Jeffrey. Draft Report on Manchurian Children (Unpublished study, 2001).
e) Atkinson, Gerard L. "Who Placed American Men in a Psychic Iron Cage?"; Part II "The Thread of Cultural Marxism," The Resister, Summer–Autumn, 1998.
f) Marcuse, Herbert. Eros and Civilisation. 1955; French edition: Les Editions de Minuit, 1997.



domingo, 14 de fevereiro de 2016

A Escola de Frankfurt: Revolução Cultural

Por Arnaud de Lassus

Do forma geral, podem-se identificar dois tipos de Revolução: Primeiro, temos a revolução política, a conquista do poder através da violência e do uso do terror. A revolução de 1789-93 na França e a revolução de 1917 na Rússia disponibilizam-nos boas ilustrações deste tipo de revolução. Segundo, temos a revolução cultural onde se destroem a partir do interior as bases civilizacionais do país que se quer conquistar - a sua cultura, o seu modo de vida, as suas crenças, a sua moralidade, a sua escala de valores, etc. É uma acção a longo prazo que é levada a cabo sem violência visível aplicando a fórmula, "As formas modernas de subjugação são caracterizadas pela sua mansidão." [1]

Qual é a importância de se estudar o processo da revolução cultural, que é, de modo geral, menos conhecido que o processo da revolução política? A importância disto é que ela se revela particularmente eficaz nos países Católicos. A Polónia dá-nos um exemplo típico disto: Eis aqui um país que durante 50 anos resistiu ao poder político Marxista e, que, apesar desse poder político, conseguiu preservar a sua religião e a sua moralidade. No entanto, no espaço de alguns anos, depois da chegada da revolução cultural proveniente do Ocidente, a moralidade e os costumes foram invadidos por influências anti-Cristãs, havendo sido modificados segundo padrões ocidentais o que nos fez temer por uma rápida de-Cristianização do país.[2]

A revolução cultural não é um fenómeno novo. No inicio do século 19, Joseph de Maistre, caracterizou-a da seguinte forma:

Até hoje, as nações eram mortas através da conquista, isto é, pela invasão. Mas uma importante questão emerge: será possível que uma nação possa morrer no seu próprio solo, sem qualquer tipo de relocação ou invasão, permitindo que as moscas da decomposição corrompam até ao seu âmago aqueles princípios cardinais, e constituintes, que a tornam como ela é?

A revolução cultural tem sido sistematizada de modo particular desde os anos 20 do século passado, seguindo uma iniciativa de Lenine e a criação da que ficou conhecida como a Escola de Frankfurt. Propomos produzir alguma informação básica em torno desta iniciativa e em torno da Escola de Frankfurt, para além de propormos também demonstrar como isto contribuiu de forma poderosa em favor da contracultura que triunfou nos dias de hoje.

Marx e a Maçonaria

No ano de 1843, cerca de 5 anos antes do Manifesto Comunista, Marx escreveu o seguinte a um amigo:

Eis o que temos que conseguir levar a cabo: crítica impiedosa a tudo o que existe. Impiedosa de duas formas: a crítica não deve nem ter medo das suas conclusões, nem medo do conflicto com os poderes estabelecidos.

A "crítica impiedosa de tudo o que existe" da qual ele falava não era só a crítica à política, à religião, à lei e à família, mas a todos elementos da cultura Ocidental. Estas ideias de Marx correspondiam com aquelas colocadas em acção pela Maçonaria na mesma altura. É suficiente citar dois textos escritos por membros da Alta Vendita Italiana.[4]

Para propagar a luz, é, ao mesmo tempo, adequado e útil ajustar tudo o que aspire mover-se na mesma direcção. A parte essencial é isolar os homens das suas famílias, causar a que ele perca a sua moral. Piccolo Tigre [5] (1822) [6]]

O Catolicismo não tem mais medo da faca afiada que as monarquias, mas estas duas bases da ordem social podem ruir através da corrupção: não nos cansemos então de corromper. Corações pervertidos e vocês não terão mais que lidar com Católicos. [Vindice [7] (1838) [8]]


Depois da Manifesto Comunista de 1848, o Marxismo concentrou-se na acção política e económica. O seu ataque à cultura Ocidental passou para a segunda fase, e só durante os anos 20 é que começamos a ver os Marxistas a tomarem de forma metódica as ideias de Marx avançadas por este em 1843.

Os Falhanços Comunistas e o Projecto de Revolução Cultural

Depois da Revolução Russa de Outubro, uma das ideias de Lenine era a de exportar a revolução para a Europa Central e para a Europa Ocidental como forma de a salvar na Rússia mas estas tentativas foram um fracasso total. A revolução quase falhou na Rússia, mas foi salva devido ao apoio financeiro Americano. A revolução falhou na Hungria, onde em 1919 Bela Kun não foi capaz de manter o regime Comunista por mais de 133 dias. Falhou na Alemanha, onde a Liga Espartaquista, fundada em 1916, organizou uma insurreição em Berlim (em 1919), que foi ferozmente suprimida. Falhou na Itália, onde os partidos e os sindicatos Comunistas foram sujeitos a uma derrota esmagadora por parte do ex-socialista Mussolini.

Uma reflexão em torno destes fracassos gerou algumas conclusões em torno da metodologia.

Primeiro, Marx previu que a industrialização iria causar condições intoleráveis para a classe trabalhadora e iria eliminar a classe média-baixa. Estas previsões revelaram-se erróneas. O aumento da produtividade melhorou a qualidade de vida de todas as classes.

Segundo, tornou-se claro que o proletariado nunca poderia ser a ferramenta com a qual derrubar o Ocidente industrializado e permitir com isso a importação da revolução para lá.

Terceiro, era necessário abandonar a ideia dum ataque frontal a burguesia e ao capitalismo nos países desenvolvidos do Ocidente.

Quarto, o Ocidente só poderia ser derrubado depois da destruição das suas forças vitalizadoras através da traição dos seus intelectuais.

Devido a isto, os Comunistas foram levados a redescobrir as intuições que Marx havia tido antes do Manifesto de 1848, e deram início a uma revolução cultural do tipo Marxista ao explorarem todas as formas de dialéctica. Para dar um efeito concreto às reflexões prévias, no final de 1922 foi organizado um encontro no Instituto Marx-Engels de Moscovo segundo iniciativa de Lenine. Esse mesmo encontro esclareceu o conceito da revolução cultural e as bases da sua organização.

"Este encontro foi muito provavelmente mais prejudicial para a civilização Ocidental que a própria Revolução Bolchevique", escreve Ralph de Toledano.[9] Entre os participantes do encontro incluiam-se nomes tais como Karl Radek, o representante de Lenine; Felix Dzherzhinsky,[10] para garantir que qualquer que fosse a estratégia emergente, ela fosse integrada na rede mundial Soviética de assassinato e de subversão; Willi Munzenberg; e Georg Lukacs.

Consideremos os dois membros mais influentes do encontro: Willi Munzenberg e Georg Lukacs. Willi Munzenberg desempenhou um papel importante na criação do  Comintern.[11] Ele era um Comunista Alemão, líder do período entre as guerras, e alguém que deu um sentido organizacional à revolução cultural proposta. Ele foi mais tarde assassinado por homens enviados por Estaline.[12]

Georg Lukacs (1885-1971) era duma família Judaica Húngara e ele foi o Comissário Popular para a Cultura e para a Educação durante o governo Comunista de Bela Kun na Hungria. Como um bom teórico Marxista, ele desenvolveu o conceito da "Revolução e do Eros", isto é, o uso do sexo como arma de destruição. Dentro do projecto da revolução cultural, o seu papel foi decisivo. Ele trouxe as suas ideias para dentro da revolução cultural, e foi beneficiado com o facto de conhecer o campo cultural e de ter boas relações com os artistas e com os intelectuais de língua Alemã.

O Poder do Número Reduzido

Tanto Munzenberg como Lukacs sabiam que as sociedades e as civilizações não eram avançadas através de movimentos em massa. A Revolução Bolchevique não havia ocorrido devido a manifestações em massa, mas sim devido 1) à desintegração o Czarismo. 2) à corrupção da classe governante, e 3) à erosão da fé dessa classe nela mesma e na sua capacidade de manter o poder. A revista teórica de Lenine, Iskra, que havia sido instrumental na destruição do regime imperial, tinha uma circulação de 3,000 exemplares - e todos eles entre os intelectuais.[13]

Sendo a via que iria causar a desintegração, corrupção, e erosão do Ocidente, a revolução cultural só poderia produzir as condições pré-emptivas para a revolução Comunista. O obstáculo era a própria civilização Ocidental e a cultura que ela havia criado.

A civilização Ocidental era composta por muitas mansões: a moralidade que deriva da religião [Cristianismo], a família, o respeito pelo passado como linha orientadora do futuro, a restrição dos instintos primários do homem, e uma organização social e política que garantia a liberdade sem convidar a licenciosidade. E de todos estes obstáculos, os maiores eram o Deus Imanente e a família.

Esta havia sido a mensagem de Marx em 1843, antes de se ter dedicado a história económica pseudo-científica. O seu apelo então foi um em favor da crítica impiedosa de tudo o que existia, mas particularmente da religião [Cristianismo], da ciência, e da família. Depois disso, e com o homem Ocidental "emancipado" da sua humanidade e enraizado na lama, a sociedade politicamente correcta haveria de surgir.[14] Como é que isto seria levado a cabo? A primeira ideia-chave era a acção junto dos intelectuais:

Temos que organizar os intelectuais e usá-los para fazer com que a civilização Ocidental cheire mal. Só então, depois de termos corrompido todos os seus valores e ter tornado a vida impossível, é que podemos impor a ditadura do proletariado. [15]

A segunda ideia era a de explorar a ideias de Freud duma forma Marxista:

O início da depreciação conceptual dos instintos sexuais do homem havia iniciado com Sigmund Freud..... O sexo, o aspecto mais explosivo da psicologia humana, deveria ser libertado. Uma amálgama de neo-Freudianismo e neo-Marxismo deveria destruir as frágeis defesas do sistema imunitário da civilização Ocidental. [16]

A Fase Alemã da Escola de Frankfurt (1923-32)

Para incarnar esta visão do mundo, em 1923 foi fundado um Instituto para o Marxismo em Frankfurt, que rapidamente adoptou o nome mais neutral "Institudo para Pesquisa Social". [17] A cidade de Frankfurt não foi escolhida acidentalmente visto que desde a Idade Média que ela era um dos centros de influência mais importantes da Alemanha. Frankfurt era também o berço de muitas dinastias financeiras.

Durante o século 18, Frankfurt foi o centro dos Illuminati Bavarianos, aquela Alta Maçonaria que desempenhou um papel-chave na preparação da Revolução Francesa. Foi perto de Frankfurt que, em 1781, uma reunião Maçónica tomou a decisão de matar o rei Luis XVI e o Rei da Suécia. Durante o século 20:

... Frankfurt era a cidade Alemã com a mais elevada percentagem de Judeus dentro da população de qualquer povoação Alemã; a comunidade Judaica a residir por lá era a mais conhecida e, depois de Berlim, a segunda maior comunidade Judaica da Alemanha..... Era uma cidade onde as pessoas da classe média que simpatizavam com o socialismo e com o comunismo eram em número anormalmente elevado. [18]

Portanto, faz sentido que tenha sido em Frankfurt que o instituto de pesquisa para o estudo da fase de planeamento da revolução cultural - o Instituto para a Pesquisa Social, e que depois de 1960 passou a ser conhecida como a "Escola de Frankfurt" - tenha sido estabelecido.

O Instituto Para a Pesquisa Social

Entre 1923 a 1930, o Instituto foi dirigido por Carl Grünberg, conhecido e respeitado junto dos círculos académicos, e um homem de origem Austríaca e de convicções Marxistas. Entre 1930 a 1958, a escola foi dirigida por Max Horkheimer, doutor em filosofia e homem de orientação Marxista. Depois de ter disponibilizado um certo número de ideias básicas ao Instituto, foi dito o seguinte em relação a Georg Lukacs, que depois o abandonou:

Quaisquer que fossem as diferenças de opinião que levou à sua separação nos anos subsequentes - e elas eram sérias - o Instituto e Lukacs falaram de assuntos semelhantes dentro da tradição comum. [19]

As outras personalides importantes dentro de Instituto eram:  Erich Fromm (1900-80); Theodor Adorno (1903-69), autor do livro "A Personalidade Autoritária", que vai ser falado mais embaixo; Karl Korsch (1886-1961); Wilhem Reich (1897-1957); Friedrich Pollock (1894-1970); Walter Benjamin (1892-1940); e Herbert Marcuse (1898-1979), que foi aceite no Instituto em 1932.

É importante levar em conta que a chegada de Herbert Marcuse fortaleceu o grupo daqueles que, dentro do Instituto, haviam adoptado "um entendimento dialéctico em vez de mecânico do Marxismo." [20] Isto significa que os Marxistas que se encontravam dentro do Instituto eram mais adeptos das ideias de Trotsky (propagação da revolução por todo o lado como um vírus) em vez do monolitismo de Estaline.

A Escola de Frankfurt nos Estados Unidos

Quando em 1933 Hitler se tornou Chanceler da Alemanha, o Instituto fechou as suas portas em Frankfurt e reorganizou-se nos Estados Unidos. O que se segue é a descrição feita por Jeffrey Steinberg no seu (ainda por publicar) estudo "Draft Report on Manchurian Children"[21] em torno da instalação do Instituto nos Estados Unidos e em torno do seu campo de acção entre 1932 a 1950.

No início dos anos 30, a Escola de Frankfurt [22] abandonou a Alemanha pós-Hitler, onde já haviam desempenhado um papel poderoso na decadência cultural que fomentou a Nacional Socialista, e, depois de um breve tempo na Suiça, fixou-se nos Estados Unidos, cortesia das Universidades da Columbia e de Princeton, da  "London School of Economics", da Sociedade Fabiana Britânica, do subversivo cultural John Dewey, e das fundações da família Rockefeller; figuras importantes da Escola de Frankfurt receberam posições privilegiadas nas universidades Americans de elite, e a Universidade da Columbia tornou-se na "casa Americana" da Escola de Frankfurt.

Na Universidade de Princeton, Paul Lazarsfeld, membro da Escola de Frankfurt, dirigou o "Radio Research Project", um esforço primitivo de engenharia social e de perfilagem social, financiado pelas fundações Rockefeller e pelo Exército Americano

Theodor Adorno, um dos líderes da Escola de Frankfurt, tornou-se director da unidade dos estudos musicais, operando sob Lazarsfeld, e nos anos 30 e 40 escreveu sobre a possibilidade de emitir música atonal e outras formas de música como armas de destruição social. Na sua influente obra com o nome de "The Theory of Modern Music", Adorno propôs o uso de formas de música tão degeneradas que ela seria um meio de promover a doença mental - incluindo a necrofilia - em larga escala.

Ele  escreveu também que os Estados Unidos poderiam ser colocados de joelhos através do uso da radio e da televisão como forma de promover o pessimismo cultural, o desespero, e o auto-ódio.


No princípio dos anos 40, o Comité Judaico Americano contratou Horkheimer e Adorno, bem como a maioria dos refugiados da Escola de Frankfurt, para dirigir um Estudo em Torno do Preconceito - estudo esse com a duração de uma década e que gerou cinco trabalhos importantes.

O mais famoso destes Estudos, "A Personalidade Autoritária" [23] atacou a moralidade Americana do pós-guerra, alegando que, visto que a vasta maioria dos Americanos ainda acreditava nas virtudes de Deus [isto é, no Cristianismo], da nação e da família, a América estava pronta para ser tomada pelo fascismo autoritário.

Para os revolucionários sociais da Escola de Frankfurt, qualquer crença [Cristã] num Deus Transcendente era fascista. Foi através desta luta contra o "preconceito" que o "politicamente correcto", que hoje reina supremo, nasceu.

Pelos finais dos anos 30, algumas figuras importantes da Escola de Frankfurt, tais como Adorno and Max Horkheimer, haviam migrado para Hollywood, onde se haviam aliado com Aldous Huxley, Christopher Isherwood, Igor Stravinsky, e Alexander Korda, ao darem início ao uso da emergente "indústria da cultura em massa" como veículo de subversão cultural em massa, e para avançarem com o seu projecto de "Pessimismo Cultural".

Não por acaso, Korda foi um dos graduados do Ministério de Cultura e Educação do governo Bolchevique de Bela Kun, na Hungria, onde ele serviu sob as ordens directas do fundador da Escola de Frankfurt e espião de topo do Comintern, Georg Lukacs. Os Ingleses Huxley e Isherwood eram veteranos dos projectos de guerra psicológica dos Fabianos Britânicos.[24]

Anti-Comunistas ingénuos, ignorantes da agenda de "guerra cultural" do Comintern da Escola de Frankfurt, passaram imenso tempo em busca de mensagens revolucionárias subliminares nos filmes de  Hollywood, errando ao não repararem no facto da indústria estar de modo gradual a publicar filmes de pouca qualidade que glorificavam o sexo, o assassínio, e o uso de drogas.

Se eles tivessem estudado os escritos depravados de Horkheimer e de Adorno, ou de Huxley and Isherwood, seus colegas de viagem, há muito tempo que se teriam apercebido que o jogo agora era o de subversão psico-cultural.

Já na década de 50, Adorno escrevia em várias publicações centradas na "teoria crítica" que, mal a maioria dos Americanos estivesse aprisionada em passar o seu tempo de diversão em frente à televisão, ou nos cinemas, o processo de destruição da "sociedade burguesa capitalista" estaria completo. Aldous Huxley descreveu este processo de lavagem cerebral, realçado através do uso de drogas psicadélicas, como um "tipo campo de concentração sem lágrimas", e como "a revolução final."

Ao mesmo tempo que Hollywood estava a ser invadida por membros da Escola de Frankfurt e pelos seus companheiros de viagem, o sistema educacional Americano -  desde os jardins de infância até à pós-graduação - estava também a ser atacado com o mesmo aparato.

Os autores deste relatório disponibilizaram uma análise aprofundada da forma como a Escola de Frankfurt, aliada a John Dewey e os seus colegas dentro da "National Educational Association", e também aliada a "Training Labs" de Kurt Lewin, subverteram o sistema educacional Americano. (a ler: "The Crisis in American Education", 1995, por Jeffrey Steinberg e Paul Goldstein).

A realidade dos factos é que, quando a 2ª Grande Guerra acabou, a transformação das nossas escolas públicas de instituições educacionais dedicadas a preparar os jovens a operar como cidadãos duma república democrática, para laboratórios experimentais onde eram testadas teorias assassinas de controle mental das massas e de revolução social Marxista-Freudiana, já se encontrava a caminho.

A Universidade de Chicago, viveiro da subversão levada a cabo pela Escola de Frankfurt e pelos seguidores de Dewey, contribuiu com um dos estudos mais importantes em torno do como transformar a educação Americana, editado pelo Professor Prof. Benjamin Bloom, e com o nome de "Taxonomy of Educational Objectives".

Muitos anos depois, Lorde Bertrand Russell escreveu o seguinte no "The Future of Science",

Sou de opinião de que o tópico que, politicamente, será de maior importância é a psicologia em massa..... Os psicólogos sociais do futuro terão um certo número de turmas de crianças em idade escolar sobre as quais serão testados métodos diferentes de causar a que elas tenham uma firme convicção de que a neve é preta. Vários resultados serão atingidos inicialmente:

1) Que as influências domésticas são obstrutivas [isto é, a família é um impedimento]
2) Que muito pouco pode ser feito a menos que a indoutrinação comece antes da criança ter 10 anos.

Cabe ao cientista do futuro fazer com que estas máximas se tornem exactas, e descubra quanto é que custa, por cabeça, causar a que a criança acredite que a neve é preta. Quanto a técnica tiver sido aperfeiçoada, os governos que tenham sido responsáveis pela educação por mais de 10 anos serão capazes de controlar os subditos com segurança sem qualquer necessidade de exércitos de policias."[25]

Temos que entender de modo claro o que Jeffrey Steinberg está a declarar no texto que precede. Não se trata aqui de atribuir a totalidade da subversão nos domínios da música, dos filmes, da televisão, e do sistema de ensino à Escola de Frankfurt, mas sim mostrar que, em vários destes domínios, a Escola de Frankfurt já havia explicado antecipadamente o que tinha que ser feito, e havia liderado o processo.

Por volta de 1950, 3 dos membros principais da Escola de Frankfurt, Horkheimer, Adorno, e Pollock, deixaram os Estados Unidos e regressaram para Frankfurt como forma de instalarem um novo "Instituto para Pesquisa Social", que continuou com as suas actividades até à morte de Theodor Adorno em 1969. Parte da equipa, que incluia Herbert Marcuse, ficou nos Estados Unidos.

O trabalho principal da Escola de Frankfurt foi, portanto, estendido durante um período de 46 anos - desde 1923 a 1969, e por volta deste ano o movimento estava bem estabelecido e homens jovens estavam a continuar com o trabalho.

Continua na 2ª Parte.



domingo, 12 de janeiro de 2014

As origens do Politicamente Correcto

Por Cartes A. Jouer

Quando eu era um estudante na "International School of Tanganyika" em Dar Es Salaam - Tanzânia - durante a minha adolescência, frequentei a minha aula de "Humanidades" que ocorria todas as Terças de manhã. O tópico do dia era a "Revolução Industrial". Depois de discutir o clima histórico de onde surgiu a revolução industrial, a minha professora deu-nos uma visão generalizada de Karl Marx (e das ideias que ele formulou) para explicar este evento histórico monumental. Ela explicou-nos que ele havia sido "pensador mais profundo" de sempre e que as suas ideias haviam alterado o curso da história.

De facto, as suas teorias mudaram o curso da História.

A minha professora ressalvou que as suas teorias eram tão complicadas que a maior parte das pessoas facilmente as entendia da forma errada; devido a isso, ela aconselhou-nos a manter uma atitude céptica em relação aos críticos de Marx. Eu levantei a minha mão e perguntei à minha professora se ela concordava que o Bolchevismo e o Maoísmo haviam causado a morte de milhões na sua tentativa de trazer para a realidade política as ideias Utópicas de Marx, e se ela concordava que Lenine e Mao eram Marxistas convictos. Parecia que as minhas perguntas haviam causado a que ela ficasse vermelha (sem trocadilho). Batendo a sua mão na mesa, ela respondeu de modo lívido "Mas eles não eram Marxistas GENUÍNOS!!"

Eu sou um estudante universitário Canadiano, nascido no continente Africano e criado fora do Canadá - em vários países Este-Africanos e partes do Médio Oriente. Frequentei tanto as escolas Britânicas como as "Escolas Internacionais" - as primeiras usavam um currículo Britânica standard enquanto que as últimas haviam aderido ao "International Baccalaureate", ou IB para encurtar. Só para ressalvar, o IB é um curriculum educacional recente que descobri e ele está a tornar-se bastante popular dentro do crescente número de escolas privadas que estão a aparecer pelo Canadá e pelos Estados Unidos (e por todo o mundo ocidental).

Estas escolas são aquelas para onde a classe média (se tiverem posses suficientes) e os ricos enviam os seus filhos para receber, alegadamente, uma educação de elite. O que muitos pais não sabem é que quando eles enviam os seus filhos para a maior parte das escolas actuais - tanto públicas como privadas - eles estão a enviar os filhos para sítios onde eles são indoutrinados com uma forma insidiosa de educação Marxista conhecida como "Marxismo Cultural", que inculca dentro dos estudantes uma visão do mundo que os torna incapazes de pensar de modo crítico à cerca de qualquer tópico intelectual importante nas ciências sociais - tanto no presente como no passado. O Ocidente pode ficar grato pelo facto da ciência ainda estar relativamente protegida desta visão do mundo, mas também isso, infelizmente, está a mudar. Mas isso é outro problema que é melhor deixar de parte por agora.

Desde os anos 60 que o "Marxismo Cultural" tem sido forçado aos estudantes desde os primeiros dias da sua experiência estudantil. Nos últimos 60 anos, essa ideologia tomou conta e passou a dominar as instituições ocidentais. Para além disso, é importante ressalvar que actualmente esta ideologia penetrou as instituições mais importantes e continua a fazer progressos como forma de avançar com a sua agenda dogmática.

Foi através do sistema educacional (especialmente das universidades) que esta ideologia fez a sua primeira aparição na América do Norte. Hoje em dia, ela está fortemente presente nas escolas públicas e nas escolas particulares. (...)

Porque é que os filhos dos ricos e as democracias liberais que vivem sob organizações políticas dedicadas ao capitalismo e à liberdade individual estão a promover uma visão do mundo Marxista que se encontra dedicada a colocar um ponto final ao seu modo de vida? Para entender a forma e o porquê disto estar a acontecer, temos que explorar o fenómeno conhecido como "Politicamente Correcto". Para fazer isto, temos que fazer perguntas fundamentais que nos ajudam a incidir alguma luz sobre a história desta perigosa e insidiosa visão do mundo ideológica.

1) O que é o "Marxismo Cultural", de que forma ele difere do "Marxismo-Económico" e como é que as sua disseminação educacional levou-nos à visão do mundo "politicamente correcta"?

2) Qual é a sua história intelectual?

3) Quais foram as figuras mais importantes e os responsáveis por ele?

4) Quais foram as teorias que cada um contribuiu para o sucesso desta ideologia?

De modo a que possamos entender o verdadeiro significado da forma de pensar politicamente correcta, e a forma como ela afecta a sociedade, é importante examinar as origens ideológicas que causam a que indivíduos, organizações, universidades, agências governamentais e os média a ajudem e a promovam. O "Politicamente Correcto" é um estado de espírito, ou, dito de outra forma, é a lente através da qual os indivíduos ou as organizações são levadas a olhar para o mundo. Aqueles que são "politicamente correctos" têm que ser vistos como pessoas que estão sob o efeito de uma das muitas formas de influência do enquadramento ideológico conhecido como "Marxismo Cultural".

A agenda Marxista cultural pode ser rastreada até um individuo chamado Antonio Gramsci, um Comunista italiano que estava desapontado por ver que o Bolchevismo tinha falhado em se propagar pela Europa após a Primeira Grande Guerra. Enquanto ele se encontrava na prisão, ele escreveu um livro que, essencialmente, apelou aos Marxistas mais dedicados que mudassem a sua metodologia tendo em vista a instalação do seu sonho utópico socialista-marxista nos países ocidentais.

No seu "Manifesto Comunista", Karl Marx afirmou que só quando uma revolução violenta liderada pelo proletariado (trabalhadores da fábrica) se levantasse e matasse os burgueses é que a sociedade sem classes emergiria. Ele alegou que esta revolução teria lugar nos países capitalistas e industrializados (tais como a Inglaterra e aqueles que, como ela, haviam liderado a revolução industrial). Marx estava errado e o resto é história, ou pelo menos deveria ser para aqueles que estão dispostos a ver as coisas como elas são.

Gramsci, no entanto, avançou com uma nova metodologia através da qual esta Revolução Cultural haveria de acontecer, e ela não assentava no uso das armas ou da violência, mas sim através da educação por meio da lenta erosão das ideias fundamentais que amparam as sociedades capitalistas ocidentais. Gramsci e os seus pares desbravaram o caminho para uma nova forma de "Pesquisa Social", e as ideias que passaram a estar sob ataque por parte de Gramsci e dos seus seguidores eram aquelas tais como a identidade tradicional ocidental da família, o casamento, da religiosidade e das normais sexuais (citando algumas). O seu propósito era o de inverter as tradições das sociedades ocidentais como forma de se atingir o objectivo da revolução.

No entanto Gramsci não foi o único responsável pela disseminação bem sucedida do Marxismo Cultural; ele apenas assentou os fundamentos. Através das instituições de ensino, estes Marxistas culturais buscaram formas de impor uma ortodoxia de pensamento e de comportamento que é intrinsecamente totalitária.

É importante entender que há 4 paralelos importantes entre o "Marxismo Económico" clássico e o "Marxismo Cultural".
  • O "Marxismo Cultural" (que causa o "Politicamente Correcto") partilha com o "Marxismo Clássico" o sonho duma sociedade "sem classes", onde todos são iguais em condição, mas não em oportunidade.
  • O segundo paralelo entre as duas formas de Marxismo é que ambas explicam a História através duma só lente. O "Marxismo Clássico" alega que a História centra-se apenas entre aqueles que controlam os meios de produção, enquanto que o "Marxismo Cultural" alega que certos grupos têm mais poder que os outros.
  • O 3º paralelo é que ambas as ideologias dividem a sociedade entre dois grupos distintos: um que é moralmente bom, e outro que é moralmente maligno. Dito de outra forma, a sociedade divide-se entre aqueles que oprimem e aqueles que são oprimidos.
  • Finalmente, no "Marxismo Clássico" isto é expressado através da distinção entre o proletariado (operários de fábricas) e os burgueses (donos dos meios de produção). No "Marxismo Cultural", a distinção não é simplesmente algo que gira em torno da classe, mas sim um conflito entre o Homem Ocidental e os "outros" (muçulmanos, feministas, homossexuais, nativos, refugiados Jordanos também conhecidos por Palestinos ....etc), onde o homem ocidental é o opressor e todos os outros são os oprimidos.
O que une estes dois tipos de Marxismo de forma bem profunda é o autoritarismo que ambos defendem como forma de resolver os alegados males que eles observam na sociedade. Para o "Marxismo Económico" ou "Marxismo Clássico", o autoritarismo manifesta-se no desejo da destruição dos capitalistas pelas mãos do proletariado, e pelo insensível assassinato de qualquer pessoa que se oponha à sua agenda (como referência confirmadora, veja-se a história da revolução Bolchevique na Rússia e as purgas que ocorreram). Para os "Marxistas Culturais" é a presunção duma autoridade moral para os grupos que eles arbitrariamente classificaram de "oprimidos" - grupos esses que eles apoiam e  defendem.

Ao mesmo tempo que os "Marxistas Culturais" apoiam os grupos alegadamente "oprimidos", eles ostracizam, demonizam, intimidam, fazem ameaças físicas com frequência, e envolvem-se em calúnias vitriólicas contra qualquer pessoa que discorde da forma como eles olham para o mundo.

Nidal Malik Hassan e o Politicamente Correcto

O exemplo mais gritante do "Marxismo Cultural" em operação no dias de hoje é o caso do psicólogo militar muçulmano e americano Nidal Malik Hassan. No dia 5 de Novembro de 2009, e numa das maiores bases militares americanas, Fort Hood, Nidal Hassan matou 13 militares, e feriu 29 outros, enquanto gritava "Alá é o maior" (“Allah Hu Akbar”). Segundo algumas testemunhas, antes do evento, ele distribuiu Alcorões à porta da loja de conveniência local que ele frequentava, facto confirmado após o dono da loja ter entregue as gravações das câmaras de segurança validando as declarações feitas pelas testemunhas. Para além disso, ele usava a tradicional roupa islâmica. Tudo isto são acções levadas a cabo por muitos jihadistas muçulmanos antes das suas missões suicidas.

À medida que os eventos começaram a ser bem conhecidos pelo povo americano, a líder do "Department of Homeland Security", Janet Napolitano, disse o seguinte numa conferência de imprensa realizada na capital dos Emiratos Árabes Unidos (Abu Dhabi):

Obviamente que somos contra - e nem acreditamos em - comportamentos anti-islâmicos que possam emanar disto.

Ela continuou, explicando que Nidal Hassan era "um indivíduo que, obviamente, não representa a fé islâmica". Infelizmente, as suas declarações não poderiam estar mais longe da verdade. Nidal Hasan era um psicólogo militar em Fort Hood, e a sua responsabilidade era a de preparar mentalmente os soldados que iriam ser enviados ao Afeganistão e no Iraque. A sua reputação, no entanto, era uma fonte de preocupação para aqueles que presenciavam as suas palestras.

Um ano antes de Hassan ter levado a cabo o massacre, ele deu uma apresentação compreensiva à sua turma onde explicou o porquê dos soldados muçulmanos terem que desobedecer as ordens e se recusarem a serem enviados para o Iraque e para o Afeganistão. Na sua apresentação, ele explicou que, segundo a lei islâmica, os muçulmanos devem ser fiéis à sua religião mesmo que se encontrem sob a autoridade legal dum líder politico não-muçulmano.

Isto foi confirmado pela blogueira e activista dos direitos humanos Pamela Geller, cuja pesquisa desenterrou o acrónimo "SoA (SWT)" no cartão profissional de Nidal Hasan. Este acrónimo é um diminutivo para "Soldier of Allah" [Soldado de Alá], e devido a isso, precede o acrónimo SWT, que é a translineação fonética da invocação arábica que os muçulmanos fazem depois de se referirem à palavra "Alá"; ela significa "que ele [Alá] seja glorificado e exaltado".

Para todos aqueles que estavam suficientemente familiarizados com a lei islâmica e a história da jihad, a apresentação era essencialmente a mensagem pública de Nidal para aqueles à sua volta de que ele seguiria o caminho de outros jihadistas. Escusado será dizer isto, mas todas as evidências apontam para o facto de Nidal ter agido de forma premeditada e calculada, motivado pela sua devota convicção muçulmana de que se deve seguir o entendimento clássico da lei islâmica e agir em conformidade.

Os oficias da lei reportaram que, depois de terem revisto o computador e as contas de email de Hasan, ficou evidente de que ele havia visitado numerosos sites que não só  propunham o entendimento islâmico clássico de jihad, como encorajavam os muçulmanos a viver nos países não-muçulmanos a levar a cabo actos de violência contra os opressores "Kuffar" (não-muçulmanos).

O caso de Nidal Hasan e do massacre por ele levado a cabo, é, portanto, um exemplo claro do Policitamente Correcto fora do controle que invadiu as forças militares Americanos e o "Department of Homeland Security" (especialmente sob a autoridade da administração de Obama). Segundo o Daily Caller, em Novembro de 2011, o próprio Obama exigiu que todo o material de treino usada por e para as comunidades policiais de segurança nacional que de alguma forma unissem o islão ao comportamento violento fosse abandonado como forma de "não ofender" os muçulmanos. Depois duma conversa com o Procurador-Geral Eric Holder, Dwight C. Holton disse o seguinte:

Quero que isto fique bem claro: qualquer material que caracteriza o islão como uma religião violenta ou com tendência para a violência, está errado, é ofensivo e é  contrário a tudo o que este presidente, este procurador-geral e o Departamento de Justiça representam. Este tipo de material não será tolerado.

Com um pequeno esforço e um entendimento mínimo das motivações por trás dos terroristas muçulmanos, a tragédia de Fort Hood poderia ter sido impedida. Tudo o que era precisa fazer era uma examinação das palestras de Hasan e reparar no óbvio conflito de interesses que existia ao se deixar que um indivíduo que era publicamente um muçulmano devoto trabalhasse para as forças militares e tivesse responsabilidades imensas, acesso diário e autoridade sobre soldados em vias de serem enviados para zonas de conflito.
A Escola de Frankfurt

O princípio mais importante que ressalva os dois sistemas - "Marxismo Clássico" e o "Marxismo Cultural" - é a metodologia aceite que é usada para "provar" a "verdade" dos seus dogmas. Para os Marxistas Económicos, a análise é estritamente económica ao mesmo tempo que para os Marxistas Culturais é o uso do que é chamado do método de "desconstrução" através do método da "teoria crítica" (definida simplesmente como uma crítica negativa a tudo o que não se gosta).

A metodologia da desconstrução é o entendimento de que a desigualdade social provém da acção de forças específicas que são usadas para oprimir as minorias. A língua, o sexo, ou as formas económicas da análise Marxista, são então usadas para explicar as alegadas desigualdades (quer seja a opressão sobre a mulher dentro da estrutura familiar tradicional, ou a alegada opressão sobre os muçulmanos feita pela suposta sociedade "islamofóbica").

As raízes históricas do "Marxismo Cultural", que é a fonte do que é hoje o politicamente correcto, emergiram dentro dum grupo de pensadores provenientes da Escola de Frankfurt, que se chamava originalmente "Instituto de Pesquisas Sociais" e foi fundada por Carl Brunberg na cidade Alemã que dá o nome à escola. Brunberg era um professor Marxista de Direito e Política na Universidade de Viena, que, por essa altura, era uma escola associada à Universidade de Frankfurt". No ano de 1929 Grunberg reformou-se da Escola de Frankfurt e entregou a liderança a Max Horkheimer, que se tornaria numa figura instrumental no futuro da instituição.

As origens primordiais da escola podem ser rastreadas até Felix Weil, filho dum industrialista que ajudou assegurar um enorme financiamento privado por parte do seu pai. Este financiamento ajudar a fundar o Instituto de Pesquisas Sociais (tornando-se mais tarde na Escola de Frankfurt). Weil era um jovem Marxista que havia estudado na Universidade de Tubingen, e depois em Frankfurt. 

Enquanto estudante Weil apaixonou-se pelas ideias de Karl Marx e, mais tarde, financiou a "Primeira Semana de Trabalho Marxista" (Erse Marxistische Arbeitswoche), um clube social composto por indivíduos que partilhavam a paixão pela pesquisa social Marxista. Entre estes indivíduos encontravam-se Marxistas Culturais mais tarde famosos tais como George Lukacs, Karl Korsch, Herbert Marcuse e outros que se tornariam líderes da teoria social Marxista e contribuintes da Escola de Frankfurt.

A Escola de Frankfurt, que foi a primeira do seu tipo na Alemanha, dedicava-se a disseminar e desenvolver uma nova forma de pesquisa de orientação Marxista. Weil, com a ajuda do seu pai, negociou com o Ministério da Educação e assegurou para o instituto uma licença estadual oficial que permitia à escola ser reconhecida como uma instituição educacional formal. Apesar da sua agenda académica claramente totalitária, no princípio dos anos 30 os fundadores da escola encontraram-se em confronto directo com Adolf Hitler do Partido Nacional Socialista.

Ironicamente, e ao mesmo tempo que isto acontecia, os Bolcheviques já estavam a enviar pessoas para os gulags. Isto significa que practicamente no mesmo período histórico, dois movimentos políticos motivados por ideias socialistas começaram a impor a sua vontade política totalitária.

Portanto, debaixo da crescente sombra do Nazismo, os fundadores da Escola de Frankfurt deixaram a Alemanha e continuaram com o seu trabalho em Nova York, onde eles prosperariam, continuando com a sua agenda institucional de destruir o capitalismo a partir da Torre de Marfim.

Quando a Escola de Frankfurt se mudou para o outro lado do Atlântico, ela ganhou fácil acesso nas universidades dos Estados Unidos, onde conquistaram o apoio dos seus estudantes - que eram demasiado ingénuos para entender a natureza do que lhes estava a ser ensinado. Estes estudantes que aprenderam sob a direcção dos professores da Escola de Frankfurt iriam mais tarde ocupar os lugares de ensino das universidades actuais.

Durante a década 30, as sociedades Ocidentais não tinham ainda experimentado e testemunhado a devastação que as ordens políticas inspiradas pelo Marxismo poderiam causar. Devido a isso, um grupo de académicos Europeus que buscou asilo do regime ditatorial Alemão passou despercebido e teve permissão para prosperar como académicos, e dar continuidade ao seu trabalho maligno, tal como um dos seus proponentes mais notórios disse, operando "dentro do estômago da besta".

Usando a sua nova metodologia, os proponentes da nova escola desenvolveram furiosamente um sistema de pensamento que tinha como propósito fragilizar todas as tradições Americanas. Este sistema de pensamento, conhecido como "Teoria Crítica", ou "Metodologia da Desconstrução", é a síntese entre o pensamento Marxista e  ciências sociais específicas (tais como a psicologia, a sociologia, a história, a antropologia, etc).


Nomes Sonantes

Examinemos e delineemos agora em breves palavras os nomes fundadores mais sonantes por trás da Escola de Frankfurt, que foram responsáveis pela criação e disseminação da "Teoria Crítica". Os nomes que se seguem são, na minha opinião, os nomes mais sonantes entre outros que emergiram da Escola de Frankfurt.
  • 1) Antonio Gramsci - Comunista Italiano que visitou a União Soviética depois dos Bolcheviques terem tomado o poder, em 1917.
Ele fez a observação astuta de que um levantamento ao estilo daquele que havia ocorrido na União Soviética nunca poderia ser bem sucedido no Ocidente tal como tinha sucedido na Rússia uma vez que os valores Cristãos tradicionais ainda dominavam nos países Ocidentais. Ele tornou-se líder do Partido Comunista Italiano, o que eventualmente causou a que nos anos 30 ele fosse lançado na prisão por parte de Mussolini. Foi durante a sua detenção que ele escreveu os "Cadernos do Cárcere", onde ele explanou a sua ideia de que os Marxistas deveriam dar início a um ataque a longo prazo ao capitalismo e às tradições através do sistema de ensino. Gramsci estabeleceu as bases que pavimentaram o caminho para uma re-educação em massa dos estudantes Americanos.
Em 1955 ele escreveu o livro "Eros e a Civilização" que se tornou extremamente popular na contra-cultura que começou nos anos 60. Ele alegou que a forma única de escapar da "uni-dimensionalidade" da sociedade industrial moderna era através da libertação do lado erótico do homem - o instinto sensual - em rebelião contra a "racionalidade tecnológica".

Esta "emancipação erótica" tinha que tomar forma no que ele chamou a "Grande Recusa", através da qual ele apelou aos estudantes que rejeitassem todas as formas de capitalismo, e da visão tradicional da sexualidade, visto que conformar-se a elas impedia a verdadeira emancipação. Ele cunhou também a frase “Make Love, Not War”. Claramente ele não era fã da familia nuclear e da comunidade local tão amada por De Tocqueville.
  • 3) Theodor Adorno - Ele foi um Marxista revolucionário e outro membro da Escola de Frankfurt a fugir para os Estados Unidos nos anos 30.
Adorno escreveu um livro chamado "Personalidade Autoritária", publicado em 1950. O seu argumento era o de que existia um "carácter autoritário" resultante do capitalismo, do Cristianismo, da família patriarcal e de outros valores Ocidentais. O grande esquema da mensagem de Adorno, bem como da dos seus co-conspiradores, era reorganizar de uma forma profunda os valores das nações Ocidentais de modo a que as crianças nas escolas e os jovens passassem a ser porta-vozes das personagens revolucionárias da Escola de Frankfurt, e, desde logo, tornando em realidade o novo homem.
  • 4) Eric Fromm - Tal como outras personagens da Escola de Frankfurt, Fromm também acabou por atravessar o Atlântico como forma de fugir do Nacional-Socialismo.
Em 1941 ele publicou o livro ‘Escape From Freedom’, que é semelhante ao livro de WIllhelm Reich (outra personalidade da Escola de Frankfurt) com o título de ‘The Mass Psychology of Fascism’. Estes dois livros são muito semelhantes.

No livro ‘Escape From Freedom’Fromm alegou que o capitalismmo gerou uma sociedade emuladora da Teoria da Predestinação, reflectindo a ideia da natural desigualdade entre os homens (ressuscitada na sua máxima força pelos Nazis através da sua ideologia). Fromm alegou que a personagem autoritária só experimenta a dominação ou a submissão, e que as "diferenças, quer sejam o sexo ou a raça, para ele são necessariamente de superioridade ou de inferioridade".

Fromm disse também que a "Liberdade Positiva" sugere a ideia de que não há poder mais elevado do que o ser individual único; e que o homem é o centro e o propósito da vida; o crescimento e o entendimento da individualidade do homem é um fim que tem que se sujeitar aos propósitos que supostamente têm uma dignidade maior.

O verdadeiro signficado da "Liberdade Positiva" de Fromm é esclarecido no seu outro livro com o título de ‘The Dogma of Christ’. Nele, Fromm define uma personagem revolucionária tal como ele mesmo como homem que se libertou das amarras do sangue e da terra (nacionalismo), da sua mãe e do seu pai (laços familiares) e outras lealdades centradas no estado, partido ou religião. O seu propósito revolucionário encontra-se claro no livro ‘The Dogma of Christ’ quando ele diz que "poderemos definir a revolução duma forma psicológica, afirmando que a revolução é um movimento político liderado por pessoas com características revolucionárias, e pessoas atraentes com características revolucionárias".

O presente

Esta breve esboço dos Marxistas culturais em cima mencionados claramente mostra que o seu propósito era maligno e muito bem planeado. Não é surpreendente ver as suas ideias materializadas nas instituições de ensino pós-secundárias. Se fossemos examinar o currículo de todos os departamentos de ciência social das universidade (Ivy League ou não-Ivy League), observaríamos a sobre-abundância e o domínio dos desconstrucionistas e dos seus seguidores.

Listemos agora alguns exemplos de educadores que ensinam em universidades de topo no Estados Unidos, e um pouco por todo o mundo, ilustrando o predomínio da agenda Marxista cultural por todas as ciências sociais e pelas universidades:

Em 2008 a "Fundação Andrew W. Mellon" deu a Judith Butler o "Distinto Prémio por Empreendimento". Este prémio tem o valor aproximado de $1.5 milhões de dólares e foi-lhe dado pelas suas "contribuições significativas para a investigação humanista". De que forma é que ela contribuiu para "investigação humanista"? Ela é uma das desconstrucionistas do género mais importantes, afirmando que o Género é só uma construção social do Ocidente que é imposta de forma coerciva na maioria da população com o propósito de manter a hegemonia das normas sociais do Ocidente.

Ela alega que estas normas Ocidentais tentam de forma constante e bem sucedida comercializar a sexualidade feminina, como se faz com um objecto do qual se quer obter lucro. Um exemplo perfeito da sua perigosa influência intelectual ,que está em perfeito acordo com a agenda "marxista cultural", é a sua racionalização da burka, roupa islâmica que as muçulmanas são obrigadas a usar como forma de manterem a sua "honra". Eis o que Judith Butler acredita ser o verdadeiro significado ba burka:

Mas na verdade, a burka ... pode ser um sinal de fé privada; ela pode ser uma forma de assinalar uma certa pertença a uma comunidade; a burka pode ser uma forma de negociar a vergonha e a sexualidade na esfera pública, ou a preservação e honra feminina, e pode até ser uma forma de resistir certos modos ocidentais que assinalam a invasão total da moda e dos vestidos mais cómodos e ressalvam os esforços culturais [ocidentais] para apagar as prácticas islâmicas.

Butler acertou numa coisa, no que toca ao entendimento do que é a burka. Ironicamente. no entanto, ela reverte o entendimento por trás do seu significado.

A burka é um protesto contra as normas ocidentais, mas o alegado protesto não é uma escolha e de certeza que não significa a liberdade que ela acredita que a mulher que a usa realmente tem. Em todos os países islâmicos (isto é, países onde a Sharia é o pano de fundo legal) se alguma mulher - muçulmana ou não - voluntariamente escolhe não usar a burka, ela coloca-se numa posição perigosa e pode esperar ser legalmente e fisicamente punida de forma cruel por não usar a burka. É precisamente por isso que quando as mulheres ocidentais viajam para os países muçulmanos, e como forma de não "ofender" o país anfitrião, elas quase sempre cobrem a sua cabeça.

É trágico pensar que Butler recebeu 1,5 milhões de dólares. Uma forma mais humana e produtiva de usar parte do dinheiro que ela recebeu seria ajudar a pagar os tratamentos médicos que milhares de mulheres, vítimas de ataques com ácido, sofrem no Afeganistão só por querem viver livremente e fazer as suas escolhas. Não é de surpreender que Judith tenha racionalizado a opressão que estas mulheres afegãs inocentes sofrem diariamente.

Infelizmente, no ensino superior ocidental Judith Butler não é uma anomalia ou uma minoria no mundo académico das artes e da ciência. Existem milhares e milhares de exemplos de natureza semelhante (e este número é bastante conservador). Uma busca simples pelos nomes que se seguem serão exemplos suficientes (Nota: Estes exemplos fazem parte do livro autoritário de David Horowitz (um ex-Marxista) com o nome de The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America’, e fala dos educadores progressisas do mundo académico Ocidental):
  • Professor M. Shahid Alam [Northeastern University]
    • Professor de Economia
    • Compara os terroristas do 11 de Setembro com os Pais Fundadores da Revolução Americana, alegando que ambas as ideologias estão ao mesmo nível moral e que ambas são igualmente dignas de se sacrificar em seu favor para manter o seu estilo de vida.
    • Alega que a Jihad da Al Qaeda é uma resposta defensiva à agressão Ocidental contra o mundo islâmico. [ed: algo refutado pela história história islâmica]
  • Professor Hamid Algar [University of California, Berkeley]
    • Professor a especializar-se em estudos islâmicos/persas.
    • É um apoiante da Revolução Iraniana de 1979.
    • Alega que a "guerra ao terror" faz parte da agenda imperialista dos Estados Unidos.
  • Professora Lisa Anderson [Colombia University]
    • Professora de Ciência Política.
    • Também alega que a guerra Americana contra o Iraque e contra o Afeganistão são actos não provocados de agressão.
    • Lisa ignora os crimes cometidos pelos Talibãs contra o seu povo no Afeganistão, e os crimes cometidos pela Al Qaeda contra o povo Iraquiano.
Estes nomes mais não são que uma pequena ponta dum iceberg infelizmente gigantesco do mundo académico Ocidental. Para se ter acesso ao resto da lista basta ler o excelente livro de Horowitz, The Professors: The 101 Most Dangerous Academics in America’.

Havendo dito isto, não é surpreendente que, actualmente, gerações de estudantes que, desde os anos 60 têm sido enviados para as universidades, voltam para casa odiando o estilo de vida dentro do qual cresceram. As coisas chegaram a um ponto tal que os descontrucionistas avançam com o seu paradigma educacional para dentro dos jardins de infância (ou creches). Na maioria dos jardins de infâncias urbanos da América do Norte não será surpreendente encontrar um cartaz com um arco-íris na porta principal (o símbolo para os assim chamados "locais seguros para os homossexuais"). Se alguém não vê como este cenário é problemático, basta considerar se é apropriado que qualquer forma de sexualidade seja discutida e ensinada aos pré-adolescentes. Os livros preenchem as prateleiras e estes são usados para ensinar as crianças (desde a mais tenra idade) mais sobre a "normal" disposição homossexual.

Conclusão

Poderia disponibilizar inúmeros exemplos e trechos de material didático espalhado por toda a Anglosfera, mas o meu propósito neste artigo é simplesmente o de alertar o leitor para as origens ideológicas e atitudes dos fundadores intelectuais do "politicamente correcto". Espero que este artigo seja usado como um ponto de partida para aqueles cuja curiosidade foi atiçada com a informação contida nele.

Isto é o que eles querem destruir, e eles admitem: a família nuclear, a autoridade moral da ética Judaico-Cristã, a monogamia, a liberdade de expressão, a validade da Constituição Americana, a lei comum Inglesa, o mercado livre e a democracia representativa. Para se ver que não estou a inventar isto basta ver como isto está amplamente ilustrado nos seus escritos.

Apesar da miríade de diferenças entre os dois candidatos das eleições Americanas que se aproximam, depois de se analisar cuidadosamente, podemos ver que um deles é um Marxista cultural que estudou com aderentes da Escola de Frankfurt, e esse candidato não é o Mitt Romney. E vocês não deveriam ficar perplexos com isto.

Fonte



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