Um novo estudo feito junto das mulheres canadianas apurou que as mulheres grávidas casadas sofrem menos violência doméstica, consomem menos substâncias, e têm níveis inferiores de depressão pós-parto que as mulheres em coabitação ou solteiras.
O Dr. Marcelo Urquia, um epidemiologista no "St. Michael’s Hospital" (Toronto), apurou que uma em cada 10 mulheres casadas (10,6 porcento) sofria algum tipo de abuso, consumo de substâncias ou depressão pós-parto. No entanto, 20 porcento das mulheres em regime de coabitação (juntos mas sem casamento) sofria de pelo menos uma das condições listadas.
O número subia para 35 porcento para as mulheres solteiras que nunca haviam casado - e 67 porcento para aquelas que se haviam separado ou divorciado no ano anterior ao nascimento do filho.
O Dr. Urquia afirmou:
Não observamos qualquer tipo de padrão entre as mulheres casadas, que sofriam menos de problemas psicológicos, apesar do tempo já passado desde o início da vida de casada.
O Dr. Urquia afirmou que entender as diferenças nos abusos e na depressão entre as mulheres casadas e as mulheres solteiras (ou coabitantes) é importante à medida que o número de filhos nascidos fora do casamento aumenta.
O estudo baseou-se nos dados recolhidos nos anos 2006-2007 no Canadian Maternity Experiences Survey, uma pesquisa nacional levada a cabo junto de 6,421 mulheres grávidas, e compiladas pela "Public Health Agency" do Canadá.
O Dr. Urquia verificou que quanto mais tempo a mulher coabitante - mas sem estar casada - vivia com o mesmo parceiro, menores eram os riscos de abuso, consumo de substâncias ou depressão.
O que é novo neste estudo é que pela primeira vez analisamos a duração da coabitação entre as solteiras e apuramos que quanto mais curta era a coabitação, maiores eram as probabilidades dela sofrer violência do parceiro, consumir substâncias, ou sofrer de depressão pós-parto por altura da concepção, gravidez e nascimento do bebé.
Ele citou dados actuais que mostram como 30 porcento das crianças nascidas no Canadá são de um casal não-casado - comparados com os 9 porcento de 1971. Ele notou também que em muitos países da Europa o número de nascimentos fora do casamento é superior a número de nascimentos dentro do casamento.
Segundo o "UK’s Office for National Statistics", 47.2 porcento de bebés nascidos em Inglaterra e no País de Gales em 2011 vieram de pais que não estavam casados ou numa parceria civil.
O Dr. Urquia concluiu que as pesquisas em torno da saúde das mães e dos filhos tornar-se-iam mais produtivas se fosse feita uma distinção entre as casadas e as coabitantes, e a duração da sua coabitação.
O seu estudo, com o título “Marital Status, Duration of Cohabitation, and Psychosocial Well-Being Among Childbearing Women: A Canadian Nationwide Survey,” foi publicado na edição de Dezembro do American Journal of Public Health.
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Qualquer pessoa, instituição ou grupo ideológico que honestamente se preocupa com o bem estar físico e emocional das mulheres - lutando pela redução da violência doméstica, redução do consumo de substâncias e apoio dado às mulheres após oscilações psicológicas resultantes do parto - tem que necessariamente desenvolver medidas que visam o fortalecimento da instituição do casamento.
O movimento feminista, auto-conferido "defensor dos direitos das mulheres", falha neste ponto ao desencadear uma guerra cultural precisamente contra a isntituição que, segundo os dados, serve de escudo protector para a mulher:
- "De modo a que se possam educar as crianças com igualdade, temos que tirá-las para longe das famílias e educá-las comunalmente." (Dr. Mary Jo Bane, professora assistente de Educação na Wellesley College e directora do Centro para as Pesquisas Femininas)
- "O fim da instituição do casamento é condição necessária para a emancipação da mulher. Como tal, é importante para nós encorajarmos as mulheres a deixar os maridos e deixar de viver individualmente com homens." - ("The Declaration of Feminism," November 1971)
- "Uma vez que o casamento é escravatura para as mulheres, é óbvio que o movimento das mulheres tem que se concentrar em atacar esta instituição [família]. Para a mulher, a liberdade não pode ser ganha sem a abolição do casamento." - (Feminista radical Sheila Cronan)
- "A realidade dos factos é que toda a mulher tem que estar disposta a ser identificada como uma lésbica de modo a ser uma feminista plena." - (Sheila Cronan, National NOW Times, Jan.1988)
- "Não vamos conseguir destruir as iniquidades entre os homens e as mulheres enquanto não destruirmos o casamento." - (Sisterhood Is Powerful, Robin Morgan (ed), 1970, p.537)
- "Todo a intimidade sexual, mesmo a consensual, entre um casal, é um acto de violência perpetrado contra as mulheres." - (Catherine MacKinnon - Feminista das Universidades de Michigan e Yale)
A conclusão óbvia é: uma vez que 1) as mulheres casadas sofrem menos problemas emocionais e violência doméstica que as coabitantes ou solteiras, e 2) o feminismo afirma que o casamento é "escravatura" e a sua destruição é "condição necessária para a emancipação da mulher", é seguro concluir que 3) o feminismo não tem em vista o bem estar da mulher. Mas isso já se sabia.
Como é normalmente dito por várias pessoas, o trágico não é só o facto de existirem mulheres que dão apoio ao feminismo, mas também o facto de muitas delas continuarem a dar apoio a essa ideologia anti-mulher, mesmo depois delas terem acesso a dados e factos que revelam a genuína natureza desse movimento.
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