Durante os anos 90, quando eu aqui cheguei, esta parte de Acton era uma área tradicional da classe operária. Hoje, não há qualquer indício desse tipo de comunidade - essa palavra tão estimada pela Esquerda. No seu lugar, isto foi transformado num gigantesco campo de transição, e não é o lar de ninguém. A escala da imigração dos últimos anos criou comunidades por toda a cidade de Londres que não precisam - nem querem - interagir com aqueles que não fazem parte da sua comunidade.
As coisas nem sempre foram assim: desde os anos 90 do século 19 que milhares de operários Judeus, Irlandeses, Afro-caribenhos, Asiáticos e Chineses, entre outros, chegaram à capital, muitas vezes substituindo a população indígena. Sim, havia racismo odioso evidente e discriminação, não nego isso, mas, através dos anos, acredito eu, nós conseguimos gerar uma mistura feliz de incorporações e aspirações mutuas, com pessoas distintas a caminhar sobre os mesmos pavimentos, mas a regressar para casas distintas - algo que os Americanos chamam de "segregaçaõ do pôr-do-sol".
Mas actualmente, apesar dos sonhos multiculturalistas, a segregação intencional está a ser cada vez mais ecoada pela população branca - o número de pessoas brancas a abandonar as nossas cidades está a aumentar. Eu mesma já tomei a decisão de abandonar a minha área de residência, seguindo os passos de muitos dos meus vizinhos.
Eu realmente não quero ir. Trabalhei arduamente para chegar a Londres, para arranjar um bom emprego e para comprar uma boa casa, e com tal, gostaria de ficar aqui. Mas sinto-me estrangeira nestas estradas, e todas as "boas zonas", com estradas seguras, boas casas e cafés aprazíveis, estão bem para além das minhas capacidades financeiras.
Eu vejo Londres a tornar-se cada vez mais num lugar exclusivamente para os imigrantes pobres e para os muito ricos.
É triste que eu me esteja a mudar não por razões positivas, mas para fugir de algo. Se algum dia alguém me perguntar, será que serei capaz de dizer a verdade? Não posso fingir que estou preocupada com as escolas locais, e como tal, talvez diga que é por uma oportunidade de ter uma conversa com alguém sobre a cerca do jardim. Mas na realidade, eu já não preciso de uma desculpa: a imigração em massa está a fazer de todos nós racistas relutantes.
Ou seja, com a imigração em massa gera-se um fosso permanente entre os muito ricos (esquerdistas) e o resto do povo, consolidando assim o poder da esquerda militante, e precavendo qualquer subversão futura das forças políticas vigentes. Como diz o filósofo Olavo de Carvalho, "pobre não faz revolução", e como tal, quanto mais pobre for a sociedade, melhor é para a elite esquerdista.
Outra coisa notável dos idiotas úteis é que eles só se apercebem do erro da sua visão do mundo quando a SUA VIDA choca com os interesses da elite esquerdista dominante. Sem dúvida que esta mulher aliou a sua voz à dos marxistas culturais quando estes acusavam de "racismo" todos aqueles que avisavam a Inglaterra dos perigos da imigração em massa. Hoje, depois da SUA VIDA ter sido afectada com essa imigração em massa, é que ela começa a ver que quem lançou os avisos tinha razão.
A mente do esquerdista é mesmo assim: solíptica, egocêntrica e egoísta; a realidade só o é de facto se ela se estiver de acordo com as suas experiências pessoais diárias. Se o idiota útil não sentir na pele os perigos dos quais ele é avisado, ele não vai mudar a sua visão do mundo. Como disse Yuri Bezmenov, só quando bota esquerdista se firma no seu pescoço é que o idiota útil se apercebe que foi enganado pelas mesmas pessoas que financiavam o seu moviimento.

















