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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

A posição Bíblica em relação à imigração

Por John Horvat II

Olhando para o debate em torno da imigração, é assumido automaticamente que a posição da Igreja é uma de caridade incondicional para com aqueles que querem entrar na nação - legalmente ou ilegalmente. No entanto, será que isso é a verdade? O que é que Bíblia diz em relação à imigração?

O que é que os estudiosos da Igreja e os teólogos dizem? Acima de tudo, o que é que o maior de todos os doutores, São Tomas de Aquinas, diz em relação à imigração? Será que a sua opinião oferece algumas ideias em torno da questão candente que assola a nação e a obscurecer as fronteiras nacionais?

A imigração é um problema moderno, e como tal, algumas pessoas podem pensar que o medieval São Tomás não teria qualquer opinião em relação ao problema. Mas ele tem.

Nós nada mais temos que fazer que olhar para a sua obra-prima, a Summa Theologica, na segunda parte da primeira parte, questão 105, artigo 3 (I-II, Q. 105, Art. 3).

Lá encontramos a sua análise fundamentada em pontos de vista Bíblicos que pode ser acrescentada ao debate nacional visto que ela é totalmente aplicável ao presente.

Diz São Tomás:

A relação dum homem com os estrangeiros pode ser uma de duas: pacífica ou hostil; e ao orientar ambos os tipos de relação a Lei [de Moisés] continha preceitos ajustados.

Ao fazer esta afirmação, São Tomás afirma que nem todos os imigrantes são iguais. Todas as nações têm o direito de decidir quais os imigrantes que são benéficos - isto é, "pacíficos" - para o bem comum. Como assunto de defesa-própria, o Estado pode rejeitar aqueles elementos criminosos, traidores, inimigos e outros que ele considere prejudiciais ou "hostis para os seus cidadãos.

A segunda coisa que ele afirma é que a forma como se lida com a imigração é determinada pela Lei em ambos os tipos de imigrantes (hostis ou pacíficos). O Estado tem o direito de aplicar a sua lei.

Aos Judeus foram oferecidas três oportunidades de relações pacíficas com os estrangeiros. Primeiro, quando os estrangeiros passavam pelas suas terras como viajantes. Segundo, quando eles vinham para habitar nas suas terras como recém-chegados.

E em ambos estes casos a Lei, nos seus preceitos, fazia o tipo de provisão apropriado: porque está escrito (Êxodo 22:21): ’O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás [advenam]’; e mais uma vez (Êxodo 22:9): ’Também não oprimirás o estrangeiro [peregrino].’”

Aqui, São Tomás reconhece o facto de que os outros irão querer visitar ou mesmo vir viver na terra por algum tempo. Tais estrangeiros merecem ser tratados com caridade, respeito e cortesia, algo que se deve dar a qualquer ser humano de boa índole. Nestes casos, a lei pode e deve proteger os estrangeiros de serem maltratados ou incomodados.

Terceiro: quando qualquer estrangeiro deseja ser admitido de todo à sua comunhão e ao modo de adoração. Em relação a isto, tem que ser observada uma certa ordem, porque eles não são admitidos imediatamente à cidadania (tal como ocorria em algumas nações onde ninguém era considerado cidadão excepto após terem passado duas ou três gerações, tal como o disse o Filósofo (Polit. iii, 1)).

São Tomas reconhece que existirão aqueles que desejarão ficar e passar a ser cidadãos da terra onde se encontram a visitar. No entanto, São Tomás estabelece como primeira condição de aceitação o desejo de integrar totalmente na que hoje pode ser considerada a cultura e a vida da nação.

A segunda condição é que a concessão de cidadania não poderia ser imediata visto que o processo de integração demora o seu tempo; antes de mais, as pessoas têm que se adaptar à nação. Ele cita o filósofo Aristóteles como havendo dito que este processo demorava duas ou três gerações. São Tomás não dá um enquadramento temporal para esta integração, mas ele admite que pode demorar muito tempo.

O motivo para isto foi o de que, se fosse dada aos estrangeiros a permissão para se envolverem nos assuntos da nação mal se estabelecessem nela, muitos perigos poderiam ocorrer visto que o facto dos estrangeiros não terem ainda o bem comum firme nos seus corações poderia-lhes levar a tentar fazer algo que prejudicasse os locais.

O senso comum de São Tomás certamente que não é politicamente correcto mas é bem lógico. O teólogo salienta que viver numa nação é algo de complexo, que exige tempo até que se entendam os pontos que afectam a mesma. Aqueles que se encontram familiarizados com a longa história da sua nação encontram-se em melhor posição para tomar decisões a longo prazo para o seu futuro.

É prejudicial e injusto colocar o futuro da nação nas mãos daqueles acabados de chegar, e que, embora sem culpa própria, pouca ideia fazem do que está a acontecer ou aconteceu na nação. Tal política pode levar à destruição da nação.

Como ilustração para este ponto, São Tomás de Aquinas ressalva posteriormente que os Israelitas não trataram todas as nações de igual modo, visto que as nações mais próximas deles eram mais facilmente integradas dentro da população do que aquelas mais distantes. Alguns povos hostis nunca receberam permissão para serem admitidos dentro da nação dada a sua inimizade para com os Israelitas [ed: exemplo disto são os Amalequitas].

Mesmo assim, é possível, através duma dispensação, que um homem possa ver-lhe conferida a cidadania devido a algum acto de virtude: como tal, é reportado (Judite 14:6 que Aquior, o capitão dos filhos de Amom, "foi incorporado ao povo de Israel, assim como toda a sua descendência até o dia de hoje".

Dito de outra forma, as regras nem sempre eram rígidas devido à existência de excepções que eram conferidas com base nas circunstâncias. No entanto, tais excepções não eram arbitrárias, mas tinham em mente o bem comum. O exemplo de Aquior descreve a cidadania conferida ao capitão e à sua família devido aos bons serviços prestados à nação de Israel.

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Estes são alguns dos pensamentos de São Tomás de Aquino em relação à imigração, e todo ele tem como base princípios Bíblicos. Torna-se claro que a imigração tem que ter duas coisas em mente: 1) a unidade da nação e 2) o bem comum da nação.

A imigração tem que ter como propósito a integração plena dos imigrantes, e não a desintegração e nem a segregação. Esta imigração não só deveria tomar como base os benefícios mas também as responsabilidades de se unir em pleno à cidadania da nação. Ao se tornar num cidadão, a pessoa torna-se, a longo prazo, parte da família mais alargada, e não se torna alguém com acções da bolsa duma companhia que busca apenas o interesse imediato e de curta duração.

Mais ainda, São Tomas ensina que a imigração tem que ter em mente o bem comum dos nativos; ela não pode sobrepujar e nem destruir a nação.

Isto explica o porquê de tantos Americanos estarem tão pouco à vontade com a entrada maciça e desproporcional de imigrantes. Tal política introduz de modo artificial uma situação que destrói os pontos comuns de união, e varre por completo a habilidade social de absorver organicamente os novos elementos para dentro da cultura unificada. Este tipo de imigração já não tem como ponto orientador o bem comum.

Uma imigração proporcional sempre foi um desenvolvimento saudável para a sociedade visto que injecta nova vida e novas qualidades para o corpo social. Mas quando ela perde a proporção e fragiliza o propósito do Estado, isso ameaça o bem-estar da nação. Quando isto acontece, a nação faria bem em seguir o conselho de São Tomas de Aquinas e os princípios Bíblicos.

A nação deve practicar a justiça e a caridade com todos, incluindo com os estrangeiros, mas acima de tudo, ela deve proteger o bem comum e a sua unidade sob o risco de , de outro modo, deixar de existir.

~ http://bit.ly/2cS2D6d

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Ao contrário do que a elite pseudo-Cristã (tanto Protestante como Católica) afirma, o ensino tradicional Cristão em relação aos imigrantes é aquele que se centra em primeiro lugar no bem comum dos Nativos, e não nos sentimentos ou no benefício subjectivo dos "imigrantes".

Esta análise de São Tomas de Aquinas deixa bem claro que o que os filhos de Laodicéia - isto é, os falsos Cristãos - estão a fazer e a dizer em relação à imigração nada tem de Cristão, mas serve muito bem os interesses das personalidades globalistas a quem eles servem.



sexta-feira, 26 de junho de 2015

A anti-feminista Sabedoria Bíblica

Por JD Unwin

Alguns poucos artigos do ROK [Return of Kings] falaram da sabedoria Bíblica básica e como ela se pode aplicar a nós, aqui na manosfera. No entanto, o que eles não disseram foi o quão úteis os conselhos Bíblicos de Deus são em termos do papel de liderança masculino e a qual é a Sua visão para a interacção entre homens e mulheres.

Escusado será dizer isto, mas a visão de Deus (através dos Seus representantes) do fenómeno de mulheres a controlar os homens - isto é, feminismo - é de revolta total. Para este efeito, vou-me focar em apenas três versículos, que fazem parte do Antigo Testamento (e como tal, recomenda-se a adequada contextualização temporal).

1. "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua concepção; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará." Génesis 3:16

A chave do versículo é "... e o teu desejo será para o teu marido.....ele dominará sobre ti". Aqui, no Antigo Testamento, o Próprio Deus está essencialmente a dizer, que o estado natural da mulher é ansiar por um marido, e que o estado natural da marido é dominar a sua mulher. Ela pode agradecer aos eventos do Jardim do Éden por este facto (tal como o castigo do sofrimento) com os quais todos nós estamos familiarizados. No Novo Testamento, Paulo adaptou isto para significar "cabeça" mas o papel de liderança é óbvio em ambos os casos.

Quantos exemplos já vimos na sociedade onde as mulheres alegaram que não precisam de homens, embora nas revistas e dentro do seu comportamento bizarro a verdade tenha sido exactamente o contrário?

Em relação ao casamento, há já muito tempo que o movimento feminista (juntamente com os homossexuais e os apoiantes do aborto) tem levado a cabo uma guerra contra esta instituição religiosa (tendo em vista a marginalização do papel que os maridos e pais heterossexuais têm desempenhado). Isto ocorre porque quando se separa o natural papel de liderança dos maridos da relação, isso permite que as mulheres interpretem os papéis maritais, bem como a paternidade e a sexualidade, como elas bem quiserem (ou melhor, como lhes é dito que as coisas têm que ser).

A maior parte das mulheres são imitadoras naturais, possuindo uma forma de pensamento mais conformista do que crítica. Se as coisas não fossem assim, a Oprah e o Dr. Oz não teriam o tipo de poder hipnótico sobre as mulheres tal como eles financeiramente desfrutam actualmente. Os elitistas feministas actuais (tanto homens como mulheres) aprenderam a usar esse poder de pensamento de grupo ao indoutrinar as outras mulheres para dentro das suas fileiras como forma de lhes levar a apoiar este ou aquela causa dos Guerreiros da Justiça Social.

2. "Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos ao que destrói os reis." - Provérbios 31:3

O que a Bíblia (ou o Rei Lemuel, mais especificamente) está a dizer aqui é simples: não gastes todas as tuas energias na perseguição de mulheres porque isso irá causar a tua ruína. Não te tornes no macho beta que orbita em redor duma mulher tal como um satélite orbita em redor dum planeta.

Quantos reis dos dias de hoje sofreram uma queda financeira, entre outras coisas, só porque resolveram gastar muito a perseguir mulheres? Gary Hart pode ser considerado um exemplo; a sua candidatura presidencial foi bombardeada devido às suas infidelidades.

Embora Bill Clinton tenha provado que a indulgência sexual nem sempre impedem uma pessoa de obter a presidência, ele tem sofrido, apesar de tudo, uma merecida humilhação devido ao seu comportamento de mulherengo, e é considerado uma piada até aos dias de hoje. Tu és muito mais que as tuas partes reprodutivas, irmão.

3. "Os opressores do meu povo são crianças, e mulheres estão à testa do seu governo; ah, povo meu! os que te guiam te enganam, e destroem o caminho das tuas veredas." Isaías 3:12

Este versículo de Isaías é bastante profundo, e diz-no imenso sobre o status quo da época. Parece que as mulheres têm estado no negócio de tentar controlar os homens (através delas mesmas ou através de homens beta) há anos. Para além disso, a interpretação moderna de "os opressores do meu povo são crianças" pode muito bem ser aplicado aos Milenares [ed: nascidos entre 1981 a 1990] e da forma como eles estão a ser desencaminhados através da indoutrinação feminista nos média, e, obviamente, durante o tempo em que eles estão nas escolas da justiça social da assim-chamada alta-cultura.

Infelizmente, estes Milenares têm estado a avançar com as causas dos GJS à medida que avançam na sua idade, e começam a assumir posições de poder e influência, progressivamente perpetuando assim o ciclo de podridão cultural. Para além disso, permitir que uma mulher ou um macho beta ocupe posições de influência dentro da sociedade permite que os ensinamentos anti-masculinos se tornem comuns (para o detrimento da sociedade como um todo).

"Destroem o caminho das tuas veredas" é, portanto, profético se levarmos em conta as instituições académicas, os casos de custódia, e as iniciativas de acção afirmativa com base no sexo - tudo coisas com o denominador comum de transformar as mulheres no sexo dominante ersatz.

O movimento feminista actual reconhece a sabedoria "pílula vermelha" da Bíblia como uma ameaça inaceitável, e é por isso que as feministas têm tentado desacreditá-la como misógina, rejeitá-la como irrelevante, e sabotá-la através do fenómeno das igrejas feminizadas. Demasiados machos Cristãos beta têm sido moldados e transformados em feministas religiosos devido a esta feminização das igrejas.

Apesar destas circunstâncias. a Bíblia ainda é considerado o Livro mais popular do mundo, e este Livro irá sobreviver às tendências da justiça social até à inevitável queima de livros que ocorre com a tirânica tomada de poder. Até um ateu "pílula vermelha" que frequente o ROK ou outros sites na manosfera pode apreciar o que a Bíblia lhes está a dizer aqui.

- http://bit.ly/1GPy2vA

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Não deixa de ser curioso que uma rejeição eficaz da moral esquerdista invariavelmente resulta numa adopção (parcial ou não) do ponto do vista Bíblico. Isto não é acidental, se levarmos em conta que o esquerdismo é, essencialmente, satânico e o satanismo é uma inversão da Ordem Natural estabelecida por Deus. De todas as inversões que actualmente afligem a humanidade, o feminismo é o mais poderosa e o mais destrutiva.



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