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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Marxismo e o capitalismo: juntos a promover a imigração em massa

Por Todd Frobisher

Por acaso já se questionarem do porquê as grandes empresas e os governos esquerdistas frequentemente se encontrarem unidos? Uma pergunta mais profunda será: "Porque é que a direita política e os partidos esquerdistas aparentemente são incapazes ou relutantes de fazer alguma coisa contra a imigração em massa para os países do Ocidente?"

Estas perguntas são respondidas no excelente livro de Kerry Bolton com o nome de ‘Babel, Inc: Multiculturalism, Globalisation, and the New World Order’. O que eu acho de mais valioso no livro de Bolton é a forma como ele demonstra o falhanço dos partidos esquerdistas de proteger os seus principais constituintes da competição económica e da desarticulação causadas pela imigração em massa.

Longe de serem os defensores naturais da classe operária, os actuais partidos esquerdistas estão unidos com as forças da globalização e do Grande Capital, que nada se  preocupam com o impacto negativo da imigração em massa na sociedade anfitriã, já para não falar do nada que eles protegem a classe operária (a facção social mais afectada pela imigração em massa e pela desarticulação).

Ironicamente, os trabalhadores naturalmente correm para os braços dos partidos esquerdistas esperando que estes protejam os seus interesses económicos, só para descobrirem que estes partidos, e sem buscarem o consentimento da classe operária, apoiam políticas que diminuem os ordenados e transformam as comunidades.

Mas este livro é extremamente relevante para todas as classes, especialmente para aqueles que visam levar a cabo reformas na imigração, para os que são contra o multiculturalismo, e para os trabalhadores. Colocar no mesmo conjunto todos estes grupos díspares pode parecer algo estranho, mas essa "estranheza" acaba quando nos apercebemos qie TODOS estes grupos foram marcados para substituição e para desarticulação por parte da esquerda Marxista e por parte do Grande Capital.

Esta coligação esquerda-direita revela desprezo pelo seu próprio povo ao abandoná-lo para imoralidade da imigração descontrolada e para a não-democrática transformação social. O valor da obra de Bolton encontra-se na forma como ele mostra que este derrube da tradicional sociedade Ocidental, neste caso dos trabalhadores de colares azuis e brancos, foi planeado há muito tempo atrás, e não é algo que surgiu do nada.

Bolton demonstra que nos finais do século 19 e início do século 20, as forças laborais organizadas eram a vanguarda entusiasta que se opunha à imigração em massa. Na Austrália, eminentes líderes laborais tais como W. G. Spence, Joseph Chifley, e Arthur Caldwell formaram a linha da frente da oposição laboral à mão-de-obra barata do terceiro mundo (Bolton, pp. 20-25).

Longe de serem racistas, estes homens eram os defensores do trabalhador Australiano numa altura em que as organizações laborais desse pais estavam a dar início às suas actividades como força a ser levada em conta. De facto, naquela altura da história da "British Commonwealth", sem dúvida que a oposição mais eficaz à imigração em massa foi feita pelas forças laborais organizadas.

De maneira nenhuma esta liderança era composta por xenófobos e intolerantes, tal como eles seriam retratados pelos politicamente correctos média actuais. Para os líderes laborais, oposição à imigração era como proteger o sustento económico e social da classe operária da competição detrimental e injusta.

De forma bem convincente, Bolton mostra como os líderes do Grande Capital - tanto dentro como fora do governo - intencionalmente buscaram mão-de-obra barata estrangeira como estratégia de baixar os salários dos operários Brancos. Bolton demonstra que o antigo ministro da Columbia Britânica, Dunsmuir, uma pessoa que não era amiga das forças laborais, era um importante defensor da imigração de não-Brancos.

Este magnata do Grande Capital, que fazia parte do governo, buscou formas de importar mão-de-obra barata "coolie" [trabalhadores Hindus ou Chineses]  para a B.C. [British Columbia] especificamente para reduzir os salários dos operários Brancos. Com isto, ele planeava ajudar os seus amigos e aliados do Grande Capital a não pagar aos seus operários salarios decentes e que permitissem ter uma vida normal (Bolton, p. 35).

De facto, Bolton cita um artigo publicado pelo Immigration Watch Canada, ‘The 1907 Arrival of Many Low-Wage Labourers Precipitated the September 1907 Vancouver Asiatic Riot’, para mostrar a forma como Dunsmuir inflamou de forma intencional os operários Brancos ao substituí-los pela mais barata mão-de-obra Asiática.

Com frequência, a chegada da mão-de-obra coolie prognosticava outras repercussões negativas para os operários Brancos: violência física e intimidação. Isto normalmente tornou-se realidade para muitos trabalhadores nascidos no Canadá [Brancos]. Onde quer que a mão-de-obra coolie era instalada como forma de reduzir os salários e a subsistência dos Brancos, tal violência era comum na Austrália e no Canadá.

De modo consistente, Bolton reuniu evidências de que a liderança da Direita do Grande Capital era a promotora de tal competição económica e violência cujo propósito final era o de levar as empresas a poupar dinheiro, mesmo que isso fosse feito à custa da ausência de condições de segurança e ausência de salários com os quais se pudesse subsistir. Estas evidências são convincentes visto que mostram a direita política unida às forças da imigração em massa, ao multiculturalismo, e à globalização - num início  que remonta pelo menos 150 anos. Um operário pode perguntar hoje:

Porque é que o NDP e os Liberais [no contexto, significa "esquerdistas"] apoiam a imigração e o multiculturalismo?

A resposta: Porque (1) eles não querem perder o voto imigrante, e (2) a imigração não é, de qualquer forma, um legítimo tópico de crítica no sistema democrático actual. Ora, se um direitista fizesse aos Conservadores a mesma pergunta, será que ele obteria a mesma resposta? Parece que os Canadianos não estão no controle dos seus destinos.

De facto, se uma audiência moderna perguntasse qual era a diferença entre Dunsmuir e Stephen Harper, ou entre Justin Trudeau e Thomas Mulcair, sería possível ver que eles são todos espantosamente semelhantes no tópico da imigração. Parece que muito pouco mudou durante os últimos 100 anos.

Para os políticos da sociedade democrática, o dinheiro e os votos são os propósitos finais. Mas será que eles se preocupam com o destino cultural da sociedade anfitriã que eles alegam representar? Bolton responde com um "Não" firme.

Bolton vai mais longe.

Ele mostra como as acções de pessoas tais como Dunsmuir e os proponentes normais do multiculturalismo e da imigração em massa enquadram-se num esquema mais generalizado: o de transformar a humanidade em consumidores intercambiáveis, vazios de qualquer ligação cultural, racial ou religiosa, capazes de se ajustar a qualquer roda dentada financeira - em qualquer lugar do planeta. A verdadeira diversidade não tem lugar neste mundo visto que todas as diferenças humanas serão varridas.

Quão semelhante isto soa da utopia comunista, até que nos apercebemos que as forças de nivelamento do capitalismo democrático são quase idênticas. Sob esta luz, o comunismo e o capitalismo parecem ser lados diferentes da mesma moeda. Isto, obviamente, expõe o carácter verdadeiramente sinistro da agenda globalista.

Bolton mostra que a imigração em massa, o multiculturalismo, e o capitalismo nada mais são que ferramentas arquitectadas para gerar esta humanidade desenraizada - por enquanto camuflada sob o conforto material e as aparentes "escolhas" colocadas à disposição dos eleitores durante o tempo de eleições.

Recomendo vivamente que obtenham uma cópia do livro "Babel, Inc." Se por acaso és membro da classe operária, tens que ficar tremendamente preocupado com os perigos que a imigração em massa causam à segurança do teu emprego, ao teu rendimento, à competição económica, e preocupado com transformação da tua comunidade numa entidade irreconhecível.

Os operários não têm a mesma prosperidade económica que os seus pares das classes média e alta, e como tal, a opção da "fuga Branca" nem chega a ser possível para muitos operários. Para além disso, a falta de recursos económicos dificultam, ou impossibilitam, os trabalhadores de se organizarem com sucesso ao nível político como forma de avançarem com os seus interesses. Devido a isto, eles frequentemente têm que se agachar e aceitar a realidade tal como ela é, e não como eles gostariam que ela fosse. Resumidamente, os nossos líderes traíram-nos através da imigração em massa.

Mas a traição não acaba aqui. Os Canadianos das classes média e alta também sofrem visto que a riqueza e a mobilidade só os podem isolar das realidades da imigração em massa e da substituição económica por um tempo limitado. De modo geral, também eles têm que se agachar e aceitar a realidade não como ela é mas tal como ela foi arquitectada sem o seu consentimento.

Será, portanto, racional, os operários apoiarem a NDP que trabalha em favor desta substituição social e económica? Ou as pessoas da classe média apoiarem os Liberais e os Conservadores que têm a mesma agenda de substituição e competição voltada contra eles? Espero que depois de ler este ensaio vocês sejam capazes de responder com um claro e retumbante "NÃO".

Ofereço como solução para estes males que TODOS os Canadianos de origem Europeia, independentemente da classe, religião ou região, juntem esforços numa causa comum e avancem com os seus interesses. A realidade dos factos é que os políticos que eles elegeram não farão isso por eles visto que a sua preocupação são os ciclos eleitoras de 4 anos, financiamentos eleitorais, e votos - não a preservação da civilização Ocidental perante as forças da globalização.

O mínimo que podemos fazer é trabalhar por um mundo melhor e um sistema melhor do que o temos actualmente. Tal como Bolton mostra, nós no Ocidente estamos em rota de ruína cultural. Espero que este ensaio te tenha motivado a fazer a tua parte para reverter este tendência antes que seja tarde demais.




sábado, 28 de setembro de 2013

A revolução que vem do topo

Porque é que a "Esquerda" nas suas mais variadas manifestações - Comunistas, anti-fascistas, feministas, proponentes do multiculturalismo e outros inimigos da civilização Europeia tradicional - tem, regra geral, recursos consideráveis ao seu dispor? Porque é que tais pessoas são frequentemente recompensadas com lugares de influência nos média e no mundo académico?

A resposta é bastante simples: a Esquerda genérica é a criação e a protegida do verdadeiro poder - o Grande Capital -, e a dissolução das nações Cristãs ocidentais tem sido o propósito da elite financeira cosmopolita há já muito tempo. É precisamente por isso que o livro de Kerry Bolton se chama "Revolution from Above".

O autor foca-se maioritariamente na destruição dos valores tradicionais e das instituições sociais, especialmente a família, através da política, do mundo académico e dos meios de informação. O livro contém também capítulos valiosos em torno do papel de Wall Street nas revoluções mundiais - desde a usurpação da Rússia por parte dos Bolcheviques em 1917, até aos fortemente subsidiados e amplamente notificados golpes de estado dos últimos anos - tais como as "revoluções coloridas" das várias repúblicas Soviéticas até à Primavera Árabe.

Com este bem documento trabalho, o Neo-zelandês Bolton coloca-se dentro duma orgulhosa tradição Anglo-Saxónica de genuínos historiadores contemporâneos, na mesma linha de Nesta Webster, Douglas Reed, A. K. Chesterton e Ivor Benson.

Raízes

Bolton localiza o princípio do fim da civilização Ocidental no momento em que os mercadores e os banqueiros começaram substituir a aristocracia fundiárias como a classe  dominante, trazendo consigo o nascimento da usura, industrialização, urbanização e a miséria social. O paradoxo aparente é que foram essencialmente estas as forças que criaram e nutriram o socialismo. Como Bolton demonstra, no entanto. o socialismo nunca foi inimigo do Grande Capital, mesmo que a vasta maioria dos socialistas tenha vivido e morrido a acreditar nessa ilusão.

Bolton nota que este desenvolvimento pode ser documentado logo no tempo da Revolução Francesa, mas ele escolhe começar a sua narrativa no período da Revolução Russa de 1917. Que a usurpação Comunista da Rússia foi fortemente financiada por Wall Street é um facto indisputável, mas sistematicamente ignorado pelos livros de história e documentários televisivos. O maior financiador individual da Revolução Bolchevique foi provavelmente Jacob Schiff, líder do banco de investimento Judaico   Kuhn, Loeb & Co. Convém ressalvar que o seu parceiro na firma, o cunhado Paul Warburg, foi o arquitecto do Sistema da Reserva Federal. O irmão de Warburg, Felix, foi casado com a filha de Schiff, Frieda.

Bolton escreve:

Desde os tempos do Presidente Woodrow Wilson que os EUA têm investido numa politica externa que tem sido ditada pelos banqueiros internacionais, principalmente através do CFR. Esta política externa nada mais é que uma "revolução mundial", vasta, extensa e subversiva que nem mesmo Trosky e os Bolcheviques chegaram algum dia a promulgar. [p. 227]

O "Council on Foreign Relations" (o em cima mencionado ”CFR”) foi fundado no ano de 1921, mas esta fundação foi apenas uma formalidade uma vez que o CFR era liderado pela mesma camarilha de plutocratas que, com os seus aliados académicos e jornalísticos, conduziam a economia Americana e a política externa através da presidência de Woodrow Wilson (1913 and 1921). O CFR e o seu gémeo transatlântico, o "Royal Institute of International Affairs" (com sede em Londres), foram na verdade concebidos no dia 30 de Maio de 1919, no Hotel Majestic em Paris, durante as negociações do Tratado de Versailles. Estas duas instituições têm sido as pedras angulares da estrutura de poder global da plutocracia organizada dede então.

Muito pouco mudou desde que o Presidente Woodrow Wilson levou os EUA para uma guerra sob slogan hipócrita "tornando o mundo um lugar seguro para a democracia". O seu sucessor, Franklin D. Roosevelt, envolveu o país na Segunda Grande Guerra com a mesma duplicidade e a mesma retórica pomposa, e, de facto, inaugurou um período de relações ainda mais amigáveis com o mundo Comunista. Ambos estavam sob o controle dos mesmos endinheirados cosmopolitas, tais como  Bernard Baruch, que era conselheiro de ambos. [ed: Baruch foi o homem que cunhou o termo "Guerra Fria", para descrever a relação entre os Soviéticos e os Americanos.]


Claramente, o Senador Joseph McCarthy não se encontrava a batalhar contra moinhos de vento quando ele alertou o seu país da infiltração Comunista nos pontos mais elevados do poder Americano. Embora ele não entendesse, pelo menos inicialmente, esta não era apenas uma rede de espiões, mas sim algo muito mais poderoso e maligno. Bolton cita o historiador oficial do CFR, Peter Grosse, do seguinte modo:

Preocupações que pareciam ser mais importantes no início da década de 1950 abateram-se. A nação estava em perigo de sucumbir ao frenesim de alerta vermelho, marcado pela ascensão mediática do Senador Joseph R. McCarthy. Sem surpresa alguma, a membrasia do Concílio parecia estar solidamente unida no seu desprezo pelo demagogo do Wisconsin; afinal, sob a sua provocativa retórica encontra-se um ataque tímido à política externa do establishment de toda a Costa Este, cujos membros se reuniam regularmente numa sala de conferência fechada na Harold Pratt House. [p. 43]

É por este motivo que o nome do valente Senador continua continua a ser arrastado pela lama até aos dias de hoje, e o seu nome é tido como sinónimo de paranóia política.

Bolton afirma que se não fosse pela existência de Estaline, o rápido desenvolvimento do governo mundial que hoje em dia está a ganhar forma já teria sido estabelecido logo após a guerra. O propósito original das Nações Unidas era o dela se tornar numa instituição ainda mais poderosa e mais eficiente do que aquela que ela se tornou. O tirano Soviético não eliminou todos os seus rivais domésticos para se tornar num mero lacaio dum poder externo e internacionalista. Portanto, a Guerra Fria não foi no seu todo um falso conflito.

Quando a União Soviética finalmente foi dismantelada, as mesmas forças não perderam tempo para avançar com a sua antiga ideia dum governo global que tornaria o mundo seguro para a exploração financeira.

Hoje, o "Council on Foreign Relations" opera através de instituições financiadas pelo governo, mascaradas de organizações independentes agindo para promover ideais nobres, tais como "National Endowment for Democracy", "Freedom House" e o "International Republican Institute".

Um dos méritos do livro é facto de não só listar neo-conservadores infames sedentos de guerra como John Podhoretz, William Kristol, e Paul Wolfowitz, mas também figuras menoso conhecidas tais como Max Schachtman e os seus discípulos tais como Tom Kahn, que teve influência considerável sobre a politíca externa de Reagan, e Carl Gershman, que por muitos anos foi o chefe da "National Endowment for Democracy".

Todas estas pessoas eram Trotskyists que, a dada altura, mudaram a sua estratégia e enrolaram-se com as Listras e as Estrelas [ed: a bandeira americana] como forma de avançarem com a ideia da revolução mundial de um modo mais eficaz.




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