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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Esquerdistas expulsam Neo-Ateus do partido

Por Elliot Kaufman

Os críticos mais superficiais da religião organizada fizeram o erro de criticar o Islão ao mesmo tempo que criticavam o Cristianismo, e os Esquerdistas crucificaram-nos por isso.

Na Sexta-Feira, as coisas ficaram oficiais: os Neo-Ateus já não são bem vindos dentro do esquerdismo. Duramente tratados, condenados, e desconvidados, estes ímpios e outrora-favorecidos "intelectuais públicos" encontram-se agora sem-abrigo, e rejeitados pelos seus antigos aliados progressistas. Richard Dawkins, o famosamente incrédulo biólogo evolutivo, foi o último a ser abandonado. Segundo um dos organizadores do evento, o mesmo foi desconvidado duma palestra em Berkeley devido aos seus "comentários em relação ao islão" que haviam "ofendido e magoado.....tantas pessoas".

Dawkins está bem acompanhado. Christopher Hitchens e Sam Harris, seus compatriotas Neo-Ateus, já haviam sido expulsos do partido. Em ambos os casos, deferência insuficiente em relação ao islão foi causa aproximada. Hitchens não deixou de ser um socialista comprometido, mas sentiu que era necessária uma guerra contra o terror e contra  a autocracia islâmica. Devido a isto, foi denunciado como um "neocon".

Harris é um liberal - puro e verdadeiro - mas causou a ira de Reza Aslan por se recusar a excluir o islão da sua crítica generalizada à religião. "O islão não é uma religião pacífica" diz Harris com relativa frequência. De facto, ele acredita que é exactamente o contrário. Devido a isso, todos - desde Glen Greenwald a Ben Affleck - qualificaram-no de "islamofóbico" e intolerante.

O quarto é Daniel Dennett, que também crítica o islão. O único do grupo que realmente é um filósofo, Dennett é demasiado aborrecido e tedioso para ser reparado, e muito menos para ser denunciado por alguém. No seu lugar pode-se adicionar o nome de Bill Maher, um popularizador do Neo-Ateísmo, que também foi banido de Berkeley por criticar o islão. Um a um estes homens foram excomungados da Esquerda.

O que foi que aconteceu? Porque é que a Esquerda se deleitou enquanto estes homens ignorantemente faziam pouco dos Cristãos, mas denunciou-os quando eles começaram a tratar o islão da mesma forma? O viés de confirmação merece, pelo menos parcialmente, parte da culpa. Há já muito tempo que os Neo-Ateus nutrem um medo irracional dos Cristãos, mas a Esquerda não está preocupada com a Cristofobia. No entanto, combater a islamofobia é uma prioridade dos progressistas, e é notado e lidado quando surge.

No entanto, o argumento de que a obsessão liberal com a islamofobia emana da saudável preocupação com o estatuto das minorias não explica tudo. Tal como o intelectual socialista Michael Walzer escreve no Dissent, “Deparo-me com frequência com esquerdistas que estão mais preocupados em evitar acusações de islamofobia do que condenar o fanatismo islâmico."

Afinal de contas, não é por acaso que os Democratas se recusam veemente a dizer as palavras "terrorismo islâmico", preferindo usar termos gerais tais como "extremismo". Mas estas mesmas pessoas que insistem que homens mal intencionados perverteram o islão, são as primeiras a falsamente citar Timothy McVeigh como exemplo de "terrorista Cristão". Estas pessoas apresentam o Cristianismo como reflexo das acções dos seus mal-feitores (e até daqueles que negam essa fé), mas as acções dos crentes islâmicos ortodoxos não são de maneira nenhuma o reflexo dos princípios da pacífica fé islâmica.

Navegando mais para a esquerda, a defesa do islão torna-se numa defesa do radicalismo e da intolerância do islão. Slavoj Žižek vê no islamismo "a ira das vítimas da globalização capitalista". Judith Butler insiste que "entender o Hamas e o Hezbollah como movimentos sociais que são progressistas, que são de esquerda, que fazem parte da esquerda global, é extremamente importante."

Estas vozes não podem ser repudiadas como aberrantes. Estas são, na realidade, vozes de intelectuais esquerdistas proeminentes, ferozmente seculares, e que encontram causas comuns com o Hamas - grupo que empurra homossexuais do topo de prédios e esfaqueia crianças enquanto elas dormem - e com o Hezbollah, o "Partido de Alá."

De facto, eles juntam-se a uma longa linha de apologistas esquerdistas que defendem regimes assassinos e anti-Ocidente. O renomeado historiador Eric Hobsbawm recusou-se a abandonar a União Soviética mesmo depois dos seus tanques terem marchado sobre Praga. Os professores Noam Chomsky e Edward Herman passaram anos a rejeitar e a minimizar as notícias do genocídio no Cambodja, qualificando essas notícias de "propaganda do Ocidente". Michel Foucault, filósofo pós-modernista, defendeu a indefensável crueldade da Revolução Iraniana alegando que o Irão não "tem o mesmo regime de verdade como o nosso."

Claramente, o problema da Esquerda é maior que o islão. Qualquer líder que pode ser visto como inimigo da dominação capitalista do Ocidente irá encontrar algum tipo de louvor, ou pelo menos racionalização, por parte dos progressistas. Tal como escreveu Alan Johnson, o teórico político social-democrata:

A esquerda está numa posição vulnerável....porque ela obtém as suas directrizes a partir daquilo que é contra e não a partir daquilo que é a favor. Numa conversa com o dissidente anti-Estalinista Polaco, Adam Michnik, em 1993, o filósofo liberal Jurgen Habermas admitiu que "evitava qualquer tipo de confronto com o Estalinismo." Porquê, perguntou Michnik? Ele não queria "aplausos do lado errado" respondeu Habermas.

Temos que ler isto duas vezes, pensar nas enormidades do Estalinismo, e apercebermo-nos do quão chocante isto é. Mas Habermas nada mais estava a fazer do que a expressar uma parte do senso comum da esquerda liberal.

Resumidamente, os Neo-Ateus conquistaram os aplausos do lado errado: da Direita cruzadista anti-islâmica. Christopher Hitchens, escritor bastante divertido que poderia atacar o Saddam Hussein como ninguém, era o radical favorita de todos os direitistas.

Sam Harris começou a ter pontos comuns com pessoas tais como Douglas Murray e Ayaan Hirsi Ali. A defesa que Rich Lowry fez aos ataques que Sam Harris recebeu por parte de Ben Affleck apareceram no New York Post. Actualmente, Bill Maher encanta a Direita tal como a enerva. E a Esquerda, sentido o odor da traição nas suas fileiras, não pode pura e simplesmente tolerar este tipo de transgressão.

Mas mais atenção é necessária para a natureza específica do padrão duplo da Esquerda no que toca ao islão. Porque é que ardentes secularistas do mundo islâmico tais como Ayaan Hirsi Ali - o tipo de pessoa que a Esquerda toma como inspiração na história do secularismo Ocidental - são vistos como intolerantes, ao mesmo tempo que teóricos da conspiração e defensores da sharia tais como Linda Sarsour são estimados? Porque é que criticar o islão causou a que os Neo-Ateus tenham atravessado a linha vermelha na imaginação progressista?

Estas posições não fazem qualquer tipo de sentido se olharmos para a Esquerda como genuinamente secular, convencida da necessidade de terminar com a era da superstição. Mas os liberais Americanos não professam o apaixonado cepticismo de Hume, nem o ateísmo urgente e honesto de Nietzsche. Eles preferem abraçar o superficial ateísmo da guerra cultural.

Este ateísmo-da-guerra-cultural disponibiliza "evidências", de forma rápida e facilitada, para vincar a ideia de que a América se encontra dividida em dois campos: o lado do liberal inteligente, sofisticado, urbano e justo, e o lado do intolerante, idiótico, crédulo, retrógrado conservador. Os primeiros são ateus mas os segundos são crentes, elogiando os primeiros, e criticando os segundos.

Na verdade, foi este tipo de pensamento que fez com que os progressistas inicialmente se apaixonassem pelos Neo-Ateus. O Neo-Ateísmo agradou à Esquerda enquanto ele se limitou a criticar "Deus", que estava associado às crenças do Presidente George W. Bush e os seus apoiantes. Foi, devido a isso, divertido, e não ofensivo, quando Bill Maher qualificou a "religião" de ridícula porque se assumiu que ele estava a falar do Cristianismo. Christopher Hitchens poderia qualificar Deus de "Ditador" e o Céu de "Coreia do Norte celestial" e a Esquerda rir-se-ia.

Os estudantes de Berkeley nunca pensariam em desconvidar Richard Dawkins enquanto ele dizia que "Bush e bin Laden estão do mesmo lado da fé e da violência contra o lado da razão e da discussão." Verdade seja dita, o Neo-Ateísmo sempre foi fundamentalmente pouco sério. Ele nem sequer tenta lidar com os argumentos teístas para a existência de Deus. De facto, o filósofo A.C. Grayling insiste que os ateus nem se deveriam preocupar com a teologia visto que eles "rejeitam as premissas". Parece que os nossos novos "racionalistas" nem sequer avaliam os argumentos que não se conformam com os seus preconceitos.

Ao atacar o espantalho fundamentalista com um igualmente fundamentalista materialismo, o Neo-Ateísmo é um gigantesco erro de categoria. Vez após vez, os seus progenitores exigem evidências materiais para a existência de Deus, como se Ele fosse um outro tipo de coisa - uma chávena, ou, se calhar, um poderoso computador.

Esta confusão leva a que os Neo-Ateus favoreçam o claramente simplista argumento da regressão-infinita: se Deus criou tudo, então quem criou Deus? Mas, tal como o teólogo David Bentley Hart responde: [Deus não é] um "ser supremo", não é mais uma coisa juntamente ou lado a lado com o universo, mas o Acto Infinito de Existência, a Fonte Eterna e Transcendente de toda a existência e sabedoria, dentro do Qual todos os seres finitos participam.

Só o falhanço completo em entender os termos filosóficos básicos duma conversa pode causar esta estranha inversão de lógica, onde o argumento da regressão infinita - tradicionalmente e correctamente considerado o mais poderoso argumento contra o materialismo puro - pode ser, agora, tratado como argumento irrefutável contra a crença em Deus.

O restante dos argumentos dos Neo-Ateus podem ser lidados ainda mais rapidamente. Dawkins olha para Deus como um Ser Super Complexo sujeito à evolução natural, e depois qualifica-O de estatisticamente improvável. Ele pode estar certo, mas porque é que ele pensa que, através desta lógica, ele criticou algo parecido com a "religião"?

Dennett, que se foca essencialmente em mostrar como a religião é um fenómeno natural, parece confudir a validação duma alegação religiosa com a sua refutação. Hitchens não oferece qualquer tipo de argumento real, mas bastantes erros históricos. De forma geral, ele contenta-se a listar as más acções dos crentes, ignorar as boas acções dos mesmos, e fingir que, de alguma forma, refutou o Cristianismo.

Harris, e para citar mais uma vez David Bentley Hart, "declara que todos os dogmas são perniciosos, excepto a sua aderência dogmática ao misticismo contemplativo não-dualista, do tipo que ele erradamente imagina ter descoberto numa escola de Budismo Tibetano, e um que (naturalmente) ele qualifica de puramente racional e científico."

Nada desta idiotice Neo-Ateísta perturbou a Esquerda desde que elogiasse as tribos certas, e atacasse as erradas. Foi só quando os Neo-Ateus estenderam a sua crítica da religião ao islão que os progressistas se voltaram contra eles. Os muçulmanos, embora fossem largamente de direita antes da "Guerra ao Terror", haviam-se tornado num "grupo marginalizado." Vistos como vítimas do colonialismo Ocidental, da agressão por parte dos neo-conservadores, e da discriminação diária, eles tornaram-se parte da coligação dos oprimidos. o que significa que se tornaram virtuosos.

Consequentemente, o islão tornou-se numa fé e numa tradição a merecer respeito, não como o "vírus mental" do Cristianismo, ocupado a infectar os néscios. Como tal, ataques aos muçulmanos ou à sua fé, não só passaram a ter a aparência de "esmurrar o inocente que está abaixo de ti", como passaram a ser vistos como ataques à Esquerda em si.

Os Neo-Ateus, que nada mais estavam a ser que consistentes e a focarem a sua atenção no mais sério exemplo de intolerância religiosa, colocaram de parte a sua sofisticação, e, aos olhos da Esquerda, juntarem-se às fileiras da Direita intolerante e reaccionária. Só há um pequeno problema: nós também não os queremos entre nós.

Fonte: http://bit.ly/2sEUBmq

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A Esquerda rejeita o Neo-Ateísmo porque a Esquerda nunca foi secular e nem ateísta. Ela sempre foi anti-Cristã e anti-Ocidente. A Esquerda defende o islão porque, por enquanto, esta fé serve de arma mais eficaz no ataque ao Cristianismo do que o ateísmo ou o humanismo secular (sobre os quais a Esquerda dependeu num passado recente).

O cerne do esquerdismo é o Neo-Babelismo, que é inerentemente globalista e satânico na sua essência. Todas as suas variadas ideologias - desde o comunismo, ao feminismo, passando pelo neo-liberalismo, e pelo progressivismo - nada mais que são que fachadas que o esquerdismo usa na sua guerra sem fim contra Deus.

Mas ao contrário dos Neo-Ateus, os Neo-Babelistas não estão a levar uma guerra contra a ideia de Deus, e muito menos a questionar a Sua existência. Eles estão, de facto, e efectivamente, a travar uma guerra contra o Todo Poderoso, e contra o Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo.

Só há uma resposta à pergunta recorrente que a Direita faz em relação à Esquerda: eles são estúpidos ou são malignos? A resposta é, obviamente, "sim". Todas as ideologias da Esquerda - desde o Marxismo ao marxismo cultural Gramscianiano ao feminismo ao ateismo ao multicuturalismo ao globalismo neo-liberal - mais não são que racionalizações diversas e incoerentes que os esquerdistas usam como forma de condenar e atacar o Cristianismo segundo o ângulo que mais lhe apela num dado momento.

E o Neo-Babelismo (que pode ser igualmente identificado como o anti-Cristianismo) é muito mais que um grupo de ideologias úteis; ele é, no verdadeiro sentido do termo, uma religião. Os Neo-Ateus que inocentemente se uniram aos esquerdistas para atacar o Cristianismo (na sua "guerra contra a religião") sempre estiveram ao serviço duma religião sem se darem conta disso.

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quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Marxismo e o capitalismo: juntos a promover a imigração em massa

Por Todd Frobisher

Por acaso já se questionarem do porquê as grandes empresas e os governos esquerdistas frequentemente se encontrarem unidos? Uma pergunta mais profunda será: "Porque é que a direita política e os partidos esquerdistas aparentemente são incapazes ou relutantes de fazer alguma coisa contra a imigração em massa para os países do Ocidente?"

Estas perguntas são respondidas no excelente livro de Kerry Bolton com o nome de ‘Babel, Inc: Multiculturalism, Globalisation, and the New World Order’. O que eu acho de mais valioso no livro de Bolton é a forma como ele demonstra o falhanço dos partidos esquerdistas de proteger os seus principais constituintes da competição económica e da desarticulação causadas pela imigração em massa.

Longe de serem os defensores naturais da classe operária, os actuais partidos esquerdistas estão unidos com as forças da globalização e do Grande Capital, que nada se  preocupam com o impacto negativo da imigração em massa na sociedade anfitriã, já para não falar do nada que eles protegem a classe operária (a facção social mais afectada pela imigração em massa e pela desarticulação).

Ironicamente, os trabalhadores naturalmente correm para os braços dos partidos esquerdistas esperando que estes protejam os seus interesses económicos, só para descobrirem que estes partidos, e sem buscarem o consentimento da classe operária, apoiam políticas que diminuem os ordenados e transformam as comunidades.

Mas este livro é extremamente relevante para todas as classes, especialmente para aqueles que visam levar a cabo reformas na imigração, para os que são contra o multiculturalismo, e para os trabalhadores. Colocar no mesmo conjunto todos estes grupos díspares pode parecer algo estranho, mas essa "estranheza" acaba quando nos apercebemos qie TODOS estes grupos foram marcados para substituição e para desarticulação por parte da esquerda Marxista e por parte do Grande Capital.

Esta coligação esquerda-direita revela desprezo pelo seu próprio povo ao abandoná-lo para imoralidade da imigração descontrolada e para a não-democrática transformação social. O valor da obra de Bolton encontra-se na forma como ele mostra que este derrube da tradicional sociedade Ocidental, neste caso dos trabalhadores de colares azuis e brancos, foi planeado há muito tempo atrás, e não é algo que surgiu do nada.

Bolton demonstra que nos finais do século 19 e início do século 20, as forças laborais organizadas eram a vanguarda entusiasta que se opunha à imigração em massa. Na Austrália, eminentes líderes laborais tais como W. G. Spence, Joseph Chifley, e Arthur Caldwell formaram a linha da frente da oposição laboral à mão-de-obra barata do terceiro mundo (Bolton, pp. 20-25).

Longe de serem racistas, estes homens eram os defensores do trabalhador Australiano numa altura em que as organizações laborais desse pais estavam a dar início às suas actividades como força a ser levada em conta. De facto, naquela altura da história da "British Commonwealth", sem dúvida que a oposição mais eficaz à imigração em massa foi feita pelas forças laborais organizadas.

De maneira nenhuma esta liderança era composta por xenófobos e intolerantes, tal como eles seriam retratados pelos politicamente correctos média actuais. Para os líderes laborais, oposição à imigração era como proteger o sustento económico e social da classe operária da competição detrimental e injusta.

De forma bem convincente, Bolton mostra como os líderes do Grande Capital - tanto dentro como fora do governo - intencionalmente buscaram mão-de-obra barata estrangeira como estratégia de baixar os salários dos operários Brancos. Bolton demonstra que o antigo ministro da Columbia Britânica, Dunsmuir, uma pessoa que não era amiga das forças laborais, era um importante defensor da imigração de não-Brancos.

Este magnata do Grande Capital, que fazia parte do governo, buscou formas de importar mão-de-obra barata "coolie" [trabalhadores Hindus ou Chineses]  para a B.C. [British Columbia] especificamente para reduzir os salários dos operários Brancos. Com isto, ele planeava ajudar os seus amigos e aliados do Grande Capital a não pagar aos seus operários salarios decentes e que permitissem ter uma vida normal (Bolton, p. 35).

De facto, Bolton cita um artigo publicado pelo Immigration Watch Canada, ‘The 1907 Arrival of Many Low-Wage Labourers Precipitated the September 1907 Vancouver Asiatic Riot’, para mostrar a forma como Dunsmuir inflamou de forma intencional os operários Brancos ao substituí-los pela mais barata mão-de-obra Asiática.

Com frequência, a chegada da mão-de-obra coolie prognosticava outras repercussões negativas para os operários Brancos: violência física e intimidação. Isto normalmente tornou-se realidade para muitos trabalhadores nascidos no Canadá [Brancos]. Onde quer que a mão-de-obra coolie era instalada como forma de reduzir os salários e a subsistência dos Brancos, tal violência era comum na Austrália e no Canadá.

De modo consistente, Bolton reuniu evidências de que a liderança da Direita do Grande Capital era a promotora de tal competição económica e violência cujo propósito final era o de levar as empresas a poupar dinheiro, mesmo que isso fosse feito à custa da ausência de condições de segurança e ausência de salários com os quais se pudesse subsistir. Estas evidências são convincentes visto que mostram a direita política unida às forças da imigração em massa, ao multiculturalismo, e à globalização - num início  que remonta pelo menos 150 anos. Um operário pode perguntar hoje:

Porque é que o NDP e os Liberais [no contexto, significa "esquerdistas"] apoiam a imigração e o multiculturalismo?

A resposta: Porque (1) eles não querem perder o voto imigrante, e (2) a imigração não é, de qualquer forma, um legítimo tópico de crítica no sistema democrático actual. Ora, se um direitista fizesse aos Conservadores a mesma pergunta, será que ele obteria a mesma resposta? Parece que os Canadianos não estão no controle dos seus destinos.

De facto, se uma audiência moderna perguntasse qual era a diferença entre Dunsmuir e Stephen Harper, ou entre Justin Trudeau e Thomas Mulcair, sería possível ver que eles são todos espantosamente semelhantes no tópico da imigração. Parece que muito pouco mudou durante os últimos 100 anos.

Para os políticos da sociedade democrática, o dinheiro e os votos são os propósitos finais. Mas será que eles se preocupam com o destino cultural da sociedade anfitriã que eles alegam representar? Bolton responde com um "Não" firme.

Bolton vai mais longe.

Ele mostra como as acções de pessoas tais como Dunsmuir e os proponentes normais do multiculturalismo e da imigração em massa enquadram-se num esquema mais generalizado: o de transformar a humanidade em consumidores intercambiáveis, vazios de qualquer ligação cultural, racial ou religiosa, capazes de se ajustar a qualquer roda dentada financeira - em qualquer lugar do planeta. A verdadeira diversidade não tem lugar neste mundo visto que todas as diferenças humanas serão varridas.

Quão semelhante isto soa da utopia comunista, até que nos apercebemos que as forças de nivelamento do capitalismo democrático são quase idênticas. Sob esta luz, o comunismo e o capitalismo parecem ser lados diferentes da mesma moeda. Isto, obviamente, expõe o carácter verdadeiramente sinistro da agenda globalista.

Bolton mostra que a imigração em massa, o multiculturalismo, e o capitalismo nada mais são que ferramentas arquitectadas para gerar esta humanidade desenraizada - por enquanto camuflada sob o conforto material e as aparentes "escolhas" colocadas à disposição dos eleitores durante o tempo de eleições.

Recomendo vivamente que obtenham uma cópia do livro "Babel, Inc." Se por acaso és membro da classe operária, tens que ficar tremendamente preocupado com os perigos que a imigração em massa causam à segurança do teu emprego, ao teu rendimento, à competição económica, e preocupado com transformação da tua comunidade numa entidade irreconhecível.

Os operários não têm a mesma prosperidade económica que os seus pares das classes média e alta, e como tal, a opção da "fuga Branca" nem chega a ser possível para muitos operários. Para além disso, a falta de recursos económicos dificultam, ou impossibilitam, os trabalhadores de se organizarem com sucesso ao nível político como forma de avançarem com os seus interesses. Devido a isto, eles frequentemente têm que se agachar e aceitar a realidade tal como ela é, e não como eles gostariam que ela fosse. Resumidamente, os nossos líderes traíram-nos através da imigração em massa.

Mas a traição não acaba aqui. Os Canadianos das classes média e alta também sofrem visto que a riqueza e a mobilidade só os podem isolar das realidades da imigração em massa e da substituição económica por um tempo limitado. De modo geral, também eles têm que se agachar e aceitar a realidade não como ela é mas tal como ela foi arquitectada sem o seu consentimento.

Será, portanto, racional, os operários apoiarem a NDP que trabalha em favor desta substituição social e económica? Ou as pessoas da classe média apoiarem os Liberais e os Conservadores que têm a mesma agenda de substituição e competição voltada contra eles? Espero que depois de ler este ensaio vocês sejam capazes de responder com um claro e retumbante "NÃO".

Ofereço como solução para estes males que TODOS os Canadianos de origem Europeia, independentemente da classe, religião ou região, juntem esforços numa causa comum e avancem com os seus interesses. A realidade dos factos é que os políticos que eles elegeram não farão isso por eles visto que a sua preocupação são os ciclos eleitoras de 4 anos, financiamentos eleitorais, e votos - não a preservação da civilização Ocidental perante as forças da globalização.

O mínimo que podemos fazer é trabalhar por um mundo melhor e um sistema melhor do que o temos actualmente. Tal como Bolton mostra, nós no Ocidente estamos em rota de ruína cultural. Espero que este ensaio te tenha motivado a fazer a tua parte para reverter este tendência antes que seja tarde demais.




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