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quinta-feira, 5 de julho de 2012

A dualidade de critérios da feminista Lola

A Lola escreveu há alguns meses atrás um post desesperado onde tenta (sem sucesso) criar uma distinção entre as "feministas radicais" e as "feministas não-radicais". Este exercício mental parece ser análogo a tentar criar uma linha divisória entre "nazistas radicais" e "nazistas não-radicais". A Lola parece não entender que o problema não está em ser "radical" ou não mas sim em ser feminista ou ser nazista.
Um dos métodos não-muito subtis através do qual Lola tenta esconder a natureza violenta e discriminatória do feminismo é a forma como ela define as palavras "misândria" e "feminismo". Não se sabe bem como, mas a Lola parece acreditar que é logicamente impossível ser-se ambas em simultâneo. Ela começa citando uma tal de Liana que disse:
Misândria = ódio ou desprezo pelo sexo masculino.
Feminismo = movimento que defende direitos iguais e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de género. Bem diferente.
Bem diferente. Ponto final. Podemos ir embora porque a Liana e Lola decidiram que uma feminista não pode ser misândrica. Claro que, como ambas as feministas sabem, quem define os termos vence o debate.
Para começar, a misandria não é só "ódio ou desprezo pelo sexo masculino" mas também a discriminação, tratamento preconceituoso e dualidade de critérios contra uma pessoa apenas e só por ser do sexo masculino. Do mesmo modo, racismo não é só "ódio ou desprezo" por uma pessoa por esta ser branca, negra ou chinesa, mas também todo o leque de actos, palavras e omissões que demonstram tratamento preferencial ou discriminatório por virtude da sua etnia.
O que a Lola e a sua companheira Liana fizeram foi definir dois termos de forma a que , por definição, o seu feminismo seja isento de acusações de misandria.
Do mesmo modo que o termo misândria foi mal definido, o termo feminismo também o foi. Para começar, o movimento feminista não "defende direitos iguais" mas sim regalias iguais entre os homens do topo e todas as mulheres.
Dito de outra forma: quando uma feminista diz que quer "direitos iguais", ela não está a falar em direitos iguais no acesso ao trabalho nas minas, nem direitos iguais na idade da reforma, nem direitos iguais no dinheiro investido no cancro da mama e no cancro da próstata, nem direitos iguais no número de casualidades nas forças policias, nas guerras e nos acidentes de trabalho, mas sim "direitos iguais" com os donos dos bancos, com os engenheiros, com os economistas e com todos os homens que, por virtude do seu esforço, talento e dedicação, atingiram elevadas posições, elevado estatuto e elevado prestígio social.
As feministas querem, assim, "direitos iguais" com estes homens em especial e não com os homens no geral.
Segundo; a "vivência humana liberta de padrões opressores" é algo definido arbitrariamente pelas feministas. Elas, tal como muitos muçulmanos, definem como "opressão" aquilo que impede o avanço da sua agenda política. Por exemplo, há feministas que classificam o casamento como algo "opressivo" para a mulher, pese embora o facto desta instituição ser a estrutura que melhor protege a mulher e as crianças, tanto fisicamente como emocionalmente.
A Lola continua:
De facto, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Achar que feministas odeiam homens é ideia (fixa) de quem odeia o feminismo, mas está longe de ser verdade.
As feministas estão tão habituadas a fazer o papel de vítimas que não conseguem defender o feminismo sem se colocarem nesse papel. Repare-se que, de repente, definir o feminismo como um movimento misândrico faz com que a pessoa que assim opera passe a estar na posição de alguém com "ódio" ao feminismo. Com uma ligeira adulteração de definições e reenquadramento da discussão, a Lola passou a estar no papel de vítima e os MRAs passaram a estar na posição de agressores. No entanto, o "crime" dos MRAs foi apenas o de definirem correctamente os termos; devido a isto, a Lola não tem justificação para se fazer de vítima.
Na realidade, eu não conheço uma só feminista que se encaixe nesse perfil, e olha que eu conheço um monte (mais virtualmente que na vida real, mas ainda assim).
O solipsismo feminino está bem patente na frase anterior uma vez que a Lola assume que o facto dela pessoalmente não conhecer feministas que discriminam os homens, automaticamente signifique que tais feministas não existem. A verdade dos factos é que não há falta de feministas assumidas - e fora do armário - que afirmam ódio ao género masculino.
Mas lembrem-se: a Lola já definiu a misandria como algo que está fora do âmbito do feminismo portanto todas as vezes que listarmos uma feminista que defenda a misandria, a Lola dirá que ela não é uma "verdadeira feminista". Por definição, como se viu em cima, não é possível ser-se feminista e misândrica.
Isto, obviamente, é análogo ao argumento do genuíno escocês, aludido por Antony Flew:
Imaginem Hamish McDonald, um escocês, sentado a ler o seu Glasgow Morning Herald onde ele vê um artigo que diz "Maníaco Sexual de Brighton Volta a Atacar." Hamish fica chocado e declara que "Nenhum escocês faria uma coisa destas."
No dia seguinte ele encontra-se mais uma vez a ler o Glasgow Morning Herald e desta vez depara-se com um artigo em torno dum homem de Aberdeen [Escócia] cujas acções brutais fazem com que os actos do maníaco sexual Brighton pareçam cavalheirescas. Isto demonstra que Hamish estava errado na sua opinião, mas será que ele o admitirá? Nem por isso. Desta vez ele diz "Nenhum genuíno escocês faria tal coisa." [Fonte]
Quando a declaração "todos os A são B" é feita de forma a excluir todos os A que não são B, isto é assumir o que tem que ser provado. A conclusão é assumida pela definição de quem é o "genuíno A".
Semelhantemente, se a declaração "as feministas não são misândricas" é feita de forma a excluir as feministas que são misândricas, a conclusão é assumida pela definição de quem é uma "genuína feminista". Ou seja, a definição de Lola não refuta a tese de que o feminismo é um movimento misândrico uma vez que o seu argumento é logicamente inválido.
Conheço algumas mulheres que, não sei se realmente odeiam homens (quem é louc@ pra odiar metade da humanidade? Opa, os mascus!)
Para quem não sabe, a Lola toma como exemplo de "mascus" alguns doentes mentais que usurparam o nome "Silvio Koerich" para disseminar ódio e preconceito contra mulheres e contra HOMENS que agiam de forma que eles [os doentes mentais] não concordavam. A Lola realmente pensa que associar esses dois ou três perturbados mentais aos MRAs é argumento irrefutável da sua parte.
No entanto, ela está bem ciente que os MRAs não têm qualquer tipo de "parceria" nem simpatia por eles, mas ela continua a usar e abusar dessa linha de pensamento para manter as feministas do seu blogue na escuridão. Socialmente falando, não há grupos mais facilmente manipuláveis do que as mulheres que acompanham e concordam com o conteúdo dos blogues feministas.
A verdade dos factos é que não são os MRAs que nutrem ódio por metade da população mundial mas sim as feministas. Pior ainda, uma vez que as feministas dão um apoio maciço ao aborto, elas não só nutrem ódio aos homens, como também nutrem ódio aos membros do sexo feminino . O aborto, como se sabe, mata mais mulheres do que homens.
Pode-se dizer que o aborto provavelmente é o exemplo máximo do poder masculino sobre o corpo da mulher uma vez que a elite masculina esquerdista enganou as feministas de forma tão perfeita que elas agora pensam que matar os seus próprios filhos - e principalmente as filhas - é um sinal de "poder" e "liberdade".
Não deixa de ser curioso o facto de que as pessoas que mais se movem para acabar com esta matança de mulheres por métodos abortivos são os "mascus" que a Lola tanto odeia. São os homens conservadores - aliados às mulheres conservadoras - que estão na linha da frente na defesa da vida humana desde o momento da concepção. Ao dar o seu apoio ao aborto, a Lola e o seu bando de feministas dão apoio à maior opressão que está a ser feita à mulher grávida e à menina que se encontra no ventre materno.
Conheço algumas mulheres que, não sei se realmente odeiam homens mas vivem dizendo “Homem não presta”, “homem é tudo igual”, e emitindo opiniões muito desfavoráveis aos homens de forma geral. Ironicamente, nenhuma dessas mulheres é feminista. Pelo contrário, elas detestam o feminismo.
A sério? Nenhuma das mulheres que vive propagando ódio aos homens é feminista? Ou a Lola está a falar da sua vida pessoal? Se for o segundo caso, então não posso confirmar ou desmentir o que ela disse. Até pode ser que todas as mulheres que a Lola conheça na sua vida pessoal, e que digam as coisas que ela escreveu em cima, "odeiem" o feminismo. No entanto, isso não invalida o facto de haver imensas mulheres que odeiam os homens e sejam feministas confessas e assumidas.
Também não entendo por que algumas pessoas têm a necessidade de um rótulo para chamar @s “extremistas” de um movimento. Quem é extremista? Quem é radical? De acordo com que padrão?
O padrão que se usa para qualificar as feministas de extremistas é o padrão da decência, humanidade, moralidade e senso comum.
Se extremistas existem em todo e qualquer movimento, eles são minoria.
......Excepto entre aqueles que lutam contra o feminismo, não é Lola? Como uma minoria ínfima de pessoas que se opõe ao feminismo promove o que o que os MRAs rejeitam, a Lola usa a minoria para manchar todo o movimento. Ou seja, ela é culpada daquilo que ela critica nos anti-feministas. Ela usa, assim, uma dualidade de critérios gritante.
Pra essas pessoas, o próprio facto de existir um movimento social que luta por direitos já é um ato extremista.
Primeiro, o feminismo não é um "movimento social" mas sim um movimento político e económico (e lésbico). Segundo, o feminismo não luta pela "igualdade" mas pela supremacia e tratamento preferencial das mulheres à custa dos direitos dos homens e dos bebés intra-uterinos.
Essa gente ou quer manter seus privilégios intocados
Quais "privilégios" são esses? Os "privilégios" de poder ser expulso da própria casa quando uma mulher mentirosa declara que ele a batia e que abusava dos filhos? Ou será o privilégio de morrer, em média, mais cedo que a mulher "oprimida"? Ou ainda o "privilégio" de OBRIGATORIAMENTE ter que morrer pelo país? Ou será ainda o acima referido privilégio de ver as doenças que o afectam colocadas em segundo plano, enquanto as doenças que afectam as "oprimidas" recebam mais do dobro do financiamento?
A única coisa que os homens e as mulheres que se alinham contra o feminismo querem é que a retórica destrutiva, misândrica e assassina das feministas seja removida da sociedade, e que as famílias voltem a ser instituições respeitadas, protegidas e fomentadas. O feminismo é destrutivo para todos e como tal é dever de todos combater essa ideologia satânica. Não é por uma questão de "manter os privilégios" mas sim manter a sanidade da sociedade.
Os mascus, por exemplo, que têm como missão declarada destruir o feminismo, que tanto empobreceu as mulheres (eles gostariam de voltar à década de 1950), só conhecem uma feminista: Valerie Solanas.
Aparentemente a Lola pensa que os MRAs são tão burros como as suas leitoras. Não, Lola, os MRAs, infelizmente, conhecem muitas outras feministas que propagam o ódio, a discriminação e o preconceito contra os homens.
E de facto, a Lola tem razão num coisa: os MRAs - tanto os homens como as mulheres - têm como missão destruir o feminismo. Claro que estamos cientes que, como o feminismo não tem origens humanas, esse movimento baseado no ódio nunca será totalmente destruído por mãos humanas. O melhor que os homens e as mulheres que activamente lutam contra o ódio feminista podem fazer é conter este mal até a restauração da ordem original.
Eles têm muito mais familiaridade com a Solanas do que eu.
Irrelevante. Ninguém disse que a Lola sabia tudo sobre a feminista Solanas. A questão não é "quantas feministas é que a Lola conhece" mas sim "o feminismo é um movimento misândrico".
Apesar de eu me considerar feminista desde criancinha, só ouvi falar na Solanas quando vi um filme independente, Um Tiro para Andy Warhol. E no filme o mais importante é o que tá no título (ela atirou num artista super conhecido; felizmente não conseguiu matá-lo), não que ela é feminista.
Então a Lola concorda que a Solanas era uma feminista, o que já é bom.
Dizer que o "importante" no filme é o título é falso. O filme só se tornou conhecido devido ao ódio feminista que a Solanas subscrevia. Todos os anos várias pessoas famosas são vítimas de algum tipo de violência, mas ninguém se lembra de fazer filmes em torno delas. Este filme retrata a ideologia feminista em práctica no mundo real.
Ela escreveu um manifesto chamado SCUM, cujas iniciais talvez (isso não está em nenhum lugar do livro) signifiquem Society For Cutting Up Men (Sociedade para Mutilar os Homens).
"Talvez", diz a Lola. Se calhar SCUM queria dizer "Society For Cuddling Up Men"? Ou então "Society For Choosing Up Men"?
Sinceramente, a Lola faz-se de burra [para as suas leitoras] mas a sua táctica não engana ninguém. É claro que SCUM quer dizer "Society For Cutting Up Men" e foi dessa forma que as feministas o entenderam desde o inicio. Mas vamos assumir que o título tem outro significa só conhecido da Solanas. Quantas feministas é que a Lola já viu darem a essa sigla outro significado? Se as próprias feminazistas assumem a misandria dessas iniciais, porque é que a Lola se tenta fazer de ignorante quando ela sabe bem qual é a verdade?
O manifesto é absurdo, e muita gente acha que Solanas estava sendo sarcástica.
O que "muita gente" [feministas exclusivamente] pensa do manifesto é irrelevante. O que interessa é que o mesmo foi escrito por uma das líderes do movimento feminista, que colocou em práctica o seu ódio tentando matar um homem inocente. Palpito que quando as evidências se tornarem demasiado óbvias para serem rejeitadas, a Lola tente encontrar outro tipo de justificação para o que a feminista Solanas fez ao homem Andy Warhol. Se calhar o culpado foi o Andy. Quem lhe manda encontrar-se à frente da arma de Solanas?
Obviamente quem pensa que todas as feministas são como Solanas creem que ela estava falando seríssimo.
Não, nós não assumimos que todas as feministas querem propagar o seu ódio através do uso de armas ou através da via escrita. Nós estamos bem cientes que há outras feministas que propagam o seu ódio com blogues e com vídeos.

Além disso, se a Lola acha que Solanas não estava "falando seríssimo", então a Lola é que tem que demonstrar isso. Até lá, e como Solanas levou a cabo a sua misandria tentando matar Andy Warhol, vamos assumir que a feminista assassina Solanas estava a falar a sério.
De um jeito ou de outro, achar que Solanas representa o feminismo, que ela é sequer um nome importante, é tão ridículo quanto dizer que Jack o Estripador representa os homens.
Semelhantemente, achar os "sactus" representam os MRAs, que eles sequer sejam nomes importantes, é tão ridículo quanto dizer que Solanas é um nome menor dentro do movimento feminista.
Nunca vi o termo “feminista radical” (ou seu insulto pesado, feminazi, criado por Rush Limbaugh, um dos maiores reaças americanos) ser usado com um mínimo de bom senso.
Deixa-me repetir o que já disse em cima: o que a Lola viu ou deixou de ver é irrelevante. A Lola tem que se aperceber que há um mundo para além das suas experiências pessoas, subjectivas e relativas. Usar os seus sentimentos como argumento é logicamente ridículo. Se a Lola acha que sim, então eu posso dizer:
"Eu pessoalmente nunca vi o termo feminista radical ou o termo feminazi serem usados SEM o mínimo de bom senso."
Ele é empregado toda vez em que uma feminista não fica lá, quietinha no seu canto, calada e fofinha, deixando que os homens falem por ela, ou quando critica alguém.
Não; nós usamos esse termo sempre que uma feminista defende, financia ou mata um bebé inocente (aborto), ou quando ela dispara contra um homem inocente, ou quando elas usam o sistema legal como força bruta contra os homens ou outras mulheres, ou quando elas invadem e incendeiam edifícios Cristãos - em nome da igualdade, obviamente - ou quando elas nos ameaçam com processos legais apenas e só por usar a suas palavras contra ela.
Tem quem defenda o uso de femista pra diferenciar feministas de mulheres que odeiam homens. Nunca usei femista e não sei de onde veio, mas desconfio que foi da mente torpe de alguém sem apreço pelo feminismo,
Na verdade, o termo "femismo" foi criado para identificar as feministas violentas e radicais. Curiosamente, foi um termo criado pelas próprias feministas como forma de gerarem a inexistente linha divisória entre as "radicais" e as "não-radicais". Mais uma vez, a Lola tenta distanciar-se da génese dum termo que teve a sua origem junto das mulheres que se identificam com o mesmo feminismo que a Lola subscreve.
Nessa confusão sobre o que é feminismo radical se misturam outras besteiras. Por exemplo, isso de achar que toda mulher é feminista.
Quem faz esse erro - mais uma vez - são as feministas Elas é que se auto-conferiram a posição de "falar pelas mulheres" [como se ódio pelos homens fosse algo endémico das mulheres e não algo aprendido]. Felizmente, a maior parte dos MRAs está bem ciente que, apesar de serem muito poucas, já há um número relativamente considerável de mulheres que se alinham contra o feminazismo. Esperemos que o número aumente.
A gente sabe que não é, e que inclusive tá cheio de mulher com os mesmos valores machistas dos homens.
Onde é que elas estão? O que é uma mulher machista? Devem ser as mulheres bonitas.
No universo da Lola, a mulher só pode ser duas coisas: feminista como ela, ou machista. Não passa pela cabeça da Lola que uma mulher possa ser contra o feminismo e contra o machismo. Por definição e por coerência, quem é contra a discriminação, tem que ser contra o feminismo uma vez que o feminismo é um movimento discriminatório.
Quem é a favor do feminismo não tem argumentos contra quem é a favor da discriminação contra as mulheres. Do mesmo modo, não se pode ser contra o racismo mas ser-se a favor do KKK, do nacional-socialismo ou dos Black Panthers. A Lola, ao dar o seu apoio ao feminismo, não tem autoridade para criticar os homens que injustamente discriminam as mulheres.
Mas, na hora de atacar femininista, vale tudo ― até inventar que mulheres num programa de TV americano que riram de um pênis decepado seriam feministas. Essas mulheres nunca se declararam feministas.
Mesmo que elas se declarassem feministas, e escrevessem livros a dizer como sentiram prazer em fazer pouco do sofrimento masculino, a Lola provavelmente diria que elas "não são bem feministas" ou que "o que elas dizem é manifesto é absurdo, e muita gente acha que essas mulheres estava sendo sarcásticas." O padrão parece ser este:
  • Negação: "Elas não disseram que eram feministas!"
  • Realização: "Sim, elas eram feministas mas . . "
  • Desculpabilização: "Ninguém as levou a sério" ; "era sarcasmo".
  • Culpabilização: "A culpa foi dos homens. Quem lhes manda gravar as mulheres enquanto elas se riam do sofrimento do outro homem?"
Além disso é preciso levar uma coisa em consideração: o clima misândrico que prospera na elite ocidental, inclusive no mundo das artes, é consequência lógica da retórica feminista que permeia a nossa sociedade. A Lola pode achar que para que o feminismo seja responsabilizado por um acto é necessário que as perpetradoras publicamente se afirmem como feministas, mas a realidade dos factos hoje em dia isso já não é assim.
Se as mulheres crescem num ambiente onde os homens são constante demonizados, e o seu sofrimento relativizado, a questão já não se centra no facto dela se identificar como feminista mas sim se ela declaradamente rejeita o feminismo. Da forma como as coisas estão hoje em dia, todas as mulheres são feministas ou simpatizantes com o feminismo até que ela prove o contrário. Isto não é uma forma de estigmatizar a mulher, mas sim uma forma de proteger o homem. Basta tomar a própria Lola como exemplo quando ela diz se "considerar feminista desde criancinha."
Por fim, chegamos ao real ponto do post da Lola:
Rir de pênis decepados, sacanear homens, objetificar homens, odiar homens, piadinha sobre homem incapaz, comercial de produtos de limpeza tratando homens como incompetentes (e assim perpetuando a lenda de que só mulher pode cuidar da casa) ― nada disso é feminismo.
TUDO isto é consequência lógica do feminismo e da sua atitude misândrica. Quantas feministas PUBLICAMENTE se revoltaram contra o riso daqueles mulheres? Quantas feministas PUBLICAMENTE lutam contra a discriminação e o preconceito contra os homens e em favor da reforma do sistema de saúde e do sistema legal de modo a que os homens não sejam prejudicados? Quantas, Lola? Listas aí os seus nomes para nós vejamos.

Conclusão:

Todo o choradinho do post da Lola resume-se a isto: as feministas não querem tomar responsabilidade pelos seus actos. Quando elas matam, odeiam, perseguem, torturam ou fazem vídeos preconceituosos, a culpa não é do feminismo; é do vizinho do lado. Mesmo que as perpetradoras se identifiquem 100% feministas, ou que elas sigam à letra a filosofia feminista, tal como a mesma foi sempre entendida, a Lola acha que ela pode descartá-las como feministas apenas e só porque elas foram ou são violentas.
Curiosamente, no caso dos "sanctus", a Lola faz exactamente o contrário: apesar desses anormais terem sido PUBLICAMENTE e CONSTANTEMENTE criticados pelos MRAs - culminando na sua expulsão dos fóruns e dos grupos do orkut - a Lola não tem problemas nenhuns em usá-los como exemplos clássicos do que é um masculinista. A internet está cheia de blogues que revelam a verdadeira natureza dos propósitos masculinistas (*, *, *) mas destes a Lola não fala; só dos sanctus.
Muito bem. Se ela pode usar essa forma de "pensar" em relação aos homens que criticam o feminismo, ela que não se admire se os seus inimigos ideológicos fizerem o mesmo em relação a si e as feministas violentas que pertencem ao movimento que ela subscreve - especialmente se levarmos em conta que há mais afinidade ideológica entre Valerie Solanas e Lola Aronovich do que entre os "sanctus" e o comum MRA lusófono.


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Feminista: "Aconselho-o que morra!!"

Escrevendo no blogue "Feministas sem Fronteiras" a Maria Helena Santos alega:
A igualdade entre homens e mulheres é importante em termos de desenvolvimento!
A isto eu perguntei de que forma é que o homem e a mulher são iguais. Ela respondeu conforme está a negrito:
Quando falamos de igualdade entre homens e mulheres, estamos a falar de igualdade de oportunidades e de direitos (como, aliás, já está inscrito na Constituição), e não em termos físicos.

[Eu] Mas a noção da igualdade de oportunidades e direitos é baseadas em quê?

Ou seja, o que está em causa não é tornar as pessoas iguais (no sentido de semelhantes, ou não diferentes), mas acabar com a hierarquia que existe entre elas na sociedade.

Se calhar a hierarquia existe porque os homens são biologicamente distintos das mulheres? Por exemplo, num cenário de guerra, é normal e louvável os homens sacrificarem-se pelas mulheres. É esse tipo de hierarquia que a Maria Helena quer mudar?

Embora muito caminho já tenha sido percorrido no sentido da igualdade de género nos últimos anos

Voltamos ao mesmo; porque é que deveria haver "igualdade de géneros" se os "géneros" não são iguais? Repare que a Maria Helena aludiu aos "géneros".

(ex: as mulheres já podem votar e ser eleitas, etc.), continua a haver desigualdade.

Sim, continua a haver muita desigualdade. Por exemplo, em caso de divórcio é SEMPRE o homem que tem que pagar à mulher, e não o reverso. Semelhantemente, em caso de divórcio as mulheres quase sempre ficam com as crianças, mesmo que o pai tenha melhores condições financeiras. Onde está a igualdade nisto?

Pior, esta desigualdade é assimétrica, ou seja, há uma hierarquia que teima em persistir, sendo as mulheres geralmente dominadas pelos homens.

Existe hierarquia laboral porque os homens em regra investem mais na carreira do que as mulheres. As mulheres, quando começam a ter filhos, voluntariamente escolhem dedicar mais tempo aos filhos (vêr este link).

Além disso, as mulheres preferem ser lideradas por homens (vêr este link) do que por outras mulheres. Portanto a hierarquia que existe muitas vezes é 1) funcional e 2) do agrado das mulheres.

É isso que é preciso combater, porque todas/os temos a ganhar.

Não, nós não temos nada a ganhar com a destruição da ordem e da organização da sociedade ocidental só para o agrado duma minoria de mulheres feministas. A esmagadora maioria das mulheres está perfeitamente satisfeita com a hierarquia existente, e elas ESCOLHEM ficar sob a autoridade dos homens.

Não há uma única sociedade funcional onde haja "igualdade" entre homens e mulheres pelo simples facto de que as mulheres e os homens são distintos (mas complementares).

Enquanto as feministas não se mentalizarem que a biologia determina a hierarquia, elas vão continuar a lutar contra moinhos de vento e viver uma vida sem propósito.

...........

Depois desta troca de palavras outra feminista fez um comentário bastante ignorante mas revelador:

Percebo que queira ferozmente a continuação da ordem patriarcal.
Se por "ordem patriarcal" a feminista quer dizer "a ordem que sempre existiu em todas as sociedades funcionais desde o princípio da História da Humanidade", então evidentemente que sim. Eu e todas as pessoas que queiram o bem da sociedade (incluindo a maior parte das mulheres) desejam a ordem na sociedade. Ou será que a feminista tem alguma alternativa?
Percebo que se enfureça quando nós a denunciamos.
Percebe mesmo? Acho que não. Acho que a feminista coloca os interesses feministas acima da funcionalidade social.
Percebo que diga que a biologia determina a hierarquia.
A biologia determina muita da hierarquia existente. Por isso é que os homens é que fazem um certo tipo de trabalho (mineiros, etc) e as mulheres não.
Percebo muito bem tudo o que defende que é o status quo da ordem masculina.
Da ordem social, tal como manifesta na História da humanidade? Sim, claro. Tem alguma alternativa?
Sabe que há homens que defendem a igualdade entre géneros?
Irrelevante. Sabe que há mulheres que defendem a desigualdade dos sexos?
Sabe que há homens e mulheres que partilham tarefas em casa e que estão ao lado um do outro na vida?
O feminismo não exige igualdade dentro de casa mas igualdade em todo o sítio (excepto nas minas e nos testes físicos para a admissão dum certo tipo de emprego). Como tal, a crítica que eu faço é em relação aos planos malignos que as feminazis têm para a sociedade.
Sabe que há mulheres a chefiar? Sabe que nós lutamos e continuaremos a lutar para que os pais do sexo masculino tenham direito, em pé de igualdade com as mães do sexo feminino, de guarda dos filhos?
Boa. Onde estão essas iniciativas que visam a que a descriminação contra os pais termine?
Sabe que muitos homens conquistaram já o direito de exprimirem as suas emoções?
Antes do feminismo chegar, os homens não tinham o direito a "exprimirem as suas emoções"? Quando é que esta "conquista" aconteceu?
Por último sabe que a especificidade humana reside na modelação cultural daquilo que é biológico e que daí resultaram a linguagem articulada, a arte, as normas, as convenções?
Irrelevante. Ninguém disse que a cultura não influencia o nosso comportamento. O que eu digo é que a vossa ridícula busca pela "igualdade entre os sexos" é uma estupidez porque..... os sexos não são iguais.

Se vocês feministas lutam pela "igualdade", primeiro têm que mostrar onde há essa igualdade e depois dizer como é que essa suposta "igualdade" vos dá o direito de subverter as instituições que servem de suporte à sociedade.

Se não acredita na modelação cultural, então páre de escrever e comece a dar urros, saia do seu trabalho e vá para a selva caçar para os seus filhos e vá com uma pele de animal sobre a pele.
Como eu sei que a cultura pode (e deve) melhorar, então não preciso de fazer nada disto.
E arranque o material com que alguns dos seus dentes foram tratados pelo dentista, uma vez que pelas leis da biologia eses dentes já teria caído? E já agora aconselho-o a que morra pois negando a cultura (em sentido global) nega as vacinas que os seus pais lhe deram quando era pequenino.
Ou seja, ou eu me deixo morrer ou aceito a noção de "igualdade" que as feministas querem impôr à sociedade. Brilhante.

Mas ainda bem que fala em eu parar de escrever no computador, parar de tratar dos dentes e parar de usar a medicina.

O computador, a ciência dentífrica e a medicina foram invenções do patriarcado. Se calhar quem deveria deixar de usar essas coisas é você? Se você não gosta do patriarcado, não acha um bocado hipócrita desfrutar dos benefícios do mesmo?

Claro que estas perguntas são meramente retóricas uma vez que feministas coerentes não existem.

sábado, 2 de julho de 2011

Maria Helena Santos e o rescaldo da marcha das vadias

A marcha das galdérias já lá vai, mas os resquícios da mesma continua, qual comichão nos braços depois de sermos picados por melgas.

Para além de se auto-identificarem como vadias/galdérias, as feministas por trás deste triste exemplo de non-sequitur fazem questão de mostrar ao mundo que não entenderam patavina do que o bom polícia canadiano quis dizer. Para além disso, elas não entendem que o que é não é mudado por aquilo que nós gostaríamos que fosse.

A vadia Maria Helena Santos alegremente diz:

Eu gostei muito de ter participado na SlutWalk de Lisboa e gostei mais ainda de ver que muita gente aderiu a esta luta pelo fim do machismo!
Primeiro, definições:
Machismo:

1. ideologia que defende a supremacia do macho
2. atitude de dominação do homem em relação à mulher baseada na não aceitação da igualdade de direitos

Foi por isto que a vadia Maria Helena Santos "participou" nas marcha das galdérias? Mais valia ter ficado em casa. Onde é que o polícia defendeu a supremacia do macho, ou a usurpação dos direitos e deveres das mulheres? Como ninguém defendeu isso (e as marchas das vadias foram feitas em jeito de resposta a algo) podemos concluir que a "resposta" responde ao que não foi perguntado nem alegado.

Admito que teve mais sucesso do que aquilo que eu esperava, pois sei que ainda são muitas as resistências aos feminismos e ainda mais ao feminismo dito radical.
E com boas razões uma vez que o feminismo prejudica a sociedade, principalmente as mulheres e os bebés intra-uterinos.
Obviamente foram várias as razões que nos levaram à Marcha no sábado.
Estamos ansiosamente à espera de algum motivo válido e existente para fazer uma marcha como forma de protesto contra a sociedade quando o que as feministas alegam não é defendido pela sociedade.
Por mim, não é preciso recuar muito na história para dar alguns exemplos, basta-me recordar 2 ou 3 sentenças muito recentes:

- Psiquiatra absolvido de violação de paciente grávida - Sociedade.

A sociedade não tem culpa daquilo que os tribunais fizeram. A sociedade em larga escala colocou-se do lado da pobre mulher pelo que ela passou durante a violação e pelo facto da "justiça" não ter feito justiça.

Usar um exemplo onde o que falhou foram os tribunais como forma de atacar a sociedade no seu todo é perfeitamente ridículo. É o mesmo que o carteiro entregar as minhas cartas no andar errado e eu criticar o homem da mercearia por isso. Sim ambos fazem parte da sociedade, mas é ilógico eu queixar-me contra um segmento da sociedade quando o culpado pertence a outro segmento da mesma sociedade.

- Treze meses de prisão, com pena suspensa, homem que desde 1969 batia na mulher.
Mais um exemplo onde a justiça falhou. Mais uma vez, a sociedade está do lado da mulher ao exigir uma pena legal que esteja de acordo com o crime.
3º - o caso Strauss-Kahn - Nesta fase, alguém acredita que o Strauss-Kahn vai ser condenado e preso? Talvez! A verdade é que nunca se sabe quando é que a Justiça decide mostrar que funciona, dando um exemplo.
Exacto. A JUSTIÇA e não a SOCIEDADE.

Repito isto para que as vadias entendam: a sociedade não tem culpa dos erros dos tribunais. Se vocês querem desculpa para se vestirem como prostitutas, arranjem outra porque estas não colam. Todos os três exemplos são instâncias onde a justiça falhou. Porque é que as galdérias marcham contra a "sociedade" quando a sociedade está do lado das mulheres em todos esses casos?

Exemplos como os 3 que destaquei mostram bem como é triste e pouco justa a realidade!
Sim, é injusto o que os tribunais fizeram. Como forma de mostrarmos o nosso descontentamento, 'bora lá vestir roupas 3 números mais abaixo e apontar o dedo à sociedade, embora a sociedade não tenha culpa nenhuma dos erros dos tribunais!
O comentário do polícia de Toronto foi a gota de água!
Para quem chegou ao planeta Terra na semana passada, o que o polícia disse foi, essencialmente, "tenham cuidado com o que vestem com forma de evitarem serem vítimas". Para qualquer pessoa normal isto é um bom conselho. Mas não para as galdérias.

No mundo das galdérias, dizer "toma cuidado para não atraíres criminosos" significa "Não tens o direito nenhum de decidir o que vestir, nem hoje, nem amanhã nem nunca!!! E se fores violada, a culpa é 1000000% tua. O homem não tem culpa nenhuma!!".

Por isso decidi participar.
Deveria ter ficado em casa.
Obviamente, ao contrário do que um blogueiro afirmou nos postes anteriores,
Esse "outro blogueiro" deve ser o infame dono deste blogue.

Vejam a idiotice das vadias neste postal e tomem especial atenção às palavras do "vadio" Daniel Cardoso.

nesta marcha, nós não nos dirigimos somente aos violadores (e por mim falo), porque isso seria utópico.
Bolas, mas é a eles que vocês se deveriam dirigir porque são eles que usam da sua força para tomar de vós algo que vocês preferem dar com o vosso consentimento. O resto dos homens da sociedade não está minimamente interessado em violar vadias (ou qualquer outra mulher).
Nós dirigimo-nos a toda a sociedade (homens, mulheres... ): queremos o fim do MACHISMO. Será ainda mais utópico?
Dirigem-se a mulheres e querem o fim do machismo? É culpa das mulheres que há machismo? Porque é que se dirigem a toda a sociedade se a sociedade 1) não defende a supremacia do macho e 2) defende a igualdade de direitos E DEVERES entre os homens e as mulheres?

Este tipo de marcha faria sentido num país como o Irão ou a Arábia Saudita, mas não creio que as galdérias queiram passar por lá usando as roupas das irmãs mais novas.

Conheço, pelo menos, um exemplo de uma mulher que foi à marcha (organizada por um grupo de pessoas com muito esforço) e tirou várias fotografias para depois as colocar na Internet (sem autorização das pessoas) e se divertir a comentá-las com os/as amigos. Acreditam?!
Oh não! Uma mulher tomou a livre decisão para agir de acordo com aquilo que ela acha melhor, e livremente decidiu pôr essas imagens na internet. Isto está errado porque.....porque......ora, porque ela é uma mulher e as mulheres não podem atacar outras mulheres!

Então as vadias marcham na praça pública, e esperam autorização por parte do público para publicar fotos públicas nos seus blogues pessoais? Não, não há utopia nenhuma aí.

Como eu já disse aqui, eu prefiro manifestar-me e lutar por aquilo em que acredito de forma pacífica e limpa. Uma das minhas lutas é a igualdade de género,
Mas o homem e a mulher não são iguais. Uma das diferenças mais óbvias é a capacidade única da mulher de gerar nova vida dentro de si . O homem não tem esta capacidade, portanto lutar por uma igualdade que não existe é ridículo. Há muitas outras diferenças, mas essa é a mais óbvia.

Sabendo o quão "lógico" é o pensamento das feministas, deixem-me dizer que o facto do homem ser diferente da mulher não implica que um seja melhor que o outro. O homem e a mulher são complementares e não iguais. Ambos tem direitos humanos iguais pelo simples facto de serem humanos, mas um tem funções, capacidades e inclinações distintas do outro.

porque acredito que homens e mulheres têm os mesmos direitos e os mesmo deveres e que a sociedade mais igualitária será melhor para todos/as.
Mas então foi por isso que a a vadia Maria foi mostrar o pernil em Lisboa? Que perda de tempo.
Que isto chateia alguns homens não é de admirar
O que chateia a maior parte dos homens não só é receber o mesmo tratamento que os violadores, mas também o mesmo tratamento dado a juízes corruptos e/ou desconhecedores da lei.
mas ver mulheres a chacotear sobre o trabalho das/os outros é, no mínimo, triste!
As mulheres são livres de estarem em desacordo com as galdérias. Pelos vistos a vadia Maria acha que todas as mulheres pensam como ela.
É caso para dizer “o que tu merecias sei eu”!
Não sabemos o que a vadia Maria acha que as não-vadias merecem, mas não parece ser coisa boa. Será isso uma ameaça ou um desejo dirigido às mulheres que são contra as vadias?

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