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sábado, 10 de março de 2012

A impureza ideológica do José Manuel

O Dr. José Manuel Pureza é um daqueles esquerdistas que tenta elevar o violento movimento feminista para patamares que não lhe pertencem. Esta forma de pensar chega a tal ponto que a dada altura ele tenta fazer um paralelismo entre o genuíno sofrimento a que os negros foram alvo durante a escravatura e a "opressão" que as mulheres "sofreram" no passado.

Escrevendo para o "Diário de Notícias", e republicado no site "Esquerda.Net", ele declara:

Sempre me causaram grande incómodo os depoimentos de mulheres que afirmam "eu cá não sou feminista porque nunca me senti discriminada."
Porque é que isto lhe causa "grande incómodo? Ele explica:
Reduzir a História a uma condição pessoal é um malabarismo que confunde as coisas.
Portanto, as mulheres tem a obrigação de se juntarem à carruagem feminista porque alguém lhes disse que o patriarcado maligno "oprimiu" as mulheres durante séculos e séculos.
Martin Luther King não precisou de ser escravo para saber que os negros eram efectivamente discriminados e de assumir a luta contra essa discriminação como a causa da sua vida. O conhecimento da realidade obriga-nos a escolhas. Isso basta.
Martin Luther King lutou pela término da descriminação de pessoas; o feminismo luta pela fim da "descriminação" das mulheres que se identificam com o esquerdismo. O feminismo não defende mulheres conservadoras, como se pode ver neste artigo. Logo, a comparação não é válida.

Além disso, elas não lutam pelo fim da descriminação que existe contra os homens. Se assim fosse, elas fariam algo para acabar com a descriminação que existe no sistema legal português nos casos de divórcio.

Mais incómodo me causam aquelas expressões tão triviais de homens que dizem: "Feminismo? Deve haver engano: isso é com elas." O feminismo não é coisa de mulheres. É coisa da democracia.
Não, o feminismo não é "coisa de democracia". Se assim fosse, as feministas centrariam a maior parte dos seus esforços nas zonas do mundo onde a democracia é menor e onde a mulher é tratada de pior forma: nos países islâmicos.
São feministas - mulheres e homens - aquelas/es que olham para a sociedade e vêem nela o apoucamento das mulheres por serem mulheres.
Não é preciso alguém identificar-se com o violento movimento feminista para levar a cabo esforços que visem dar a mulher a liberdade para escolher o caminho que quer dar à sua vida. Pelo contrário, uma vez que o feminismo practicamente obriga as mulheres a escolher uma só via (isto é, trabalhar, fora de casa), podemos concluir que é o movimento feminista que está a levar a cabo um certo tipo de "apoucamento das mulheres por serem mulheres."
E que diagnosticam nessa discriminação a presença de relações de poder antigas, culturalmente entranhadas, que aberta ou subtilmente reservam para as mulheres um lugar subalterno no terreno social.
Para quem não entendeu, o esquerdista está a criticar o Cristianismo no seu todo, a Igreja Católica em particular. Essencialmente, o que ele quer dizer é que esses "poderes antigos" (= Cristianismo) de uma forma ou outra "reservaram para as mulheres" um lugar "subalterno" no terreno social, coisa que - diz-no o José - não é o que as mulheres querem.

Para começar, não há nada de "subalterno" em escolher ficar em casa a tomar conta dos filhos - e da casa - enquanto um homem lhe paga todas as dívidas. Para qualquer pessoa não ébria com o esquerdismo, este arranjo é claramente benéfico para quem pode. Dada a possibilidade, quantos de nós não escolheria ficar a viver numa casa paga por outra pessoa? Quantos de nós escolheria abandonar os filhos e ir trabalhar se tivesse a possibilidade de subsistir ficando em casa com os filhos?

O José, tal como as ignorantes feministas, qualifica isso de forma negativa - demonstrando logo que essa opção tem que ser removida do leque de escolhas das mulheres. Lembrem-se disto a próxima vez que um esquerdista ignorante disser que o feminismo "liberou" as mulheres.

Segundo: o José, desconhecedor da forma de pensar feminina, assume que a escolha feminina de ficar em casa é fruto de algum tipo de opressão "patriarcal" (os tais "poderes antigos" a que ele alude). Não lhe passa pela cabeça esquerdista que as mulheres realmente ESCOLHAM ficar junto dos filhos em vez de ficarem o dia todo fechadas num escritório.

Segue-se o testemunho duma mulher grávida:

Eu simplesmente não quero voltar a trabalhar e deixar a educação da minha linda bebé nas mãos de outra pessoa. Quando os meus outros filhos eram pequenos, eu fiquei em casa e fui fazendo trabalhos que não perturbavam o meu tempo com eles.

Adorei todos os momentos que passei com eles.

Depois da minha filha mais nova ter iniciado a escola, voltei a estudar e no ano de 2007 graduei-me. Depois de ter encontrado um emprego a tempo inteiro engravidei outra vez.

Pensei sobre isso e determinei-me a regressar a trabalhar. Se as outras mães conseguem, certamente que eu também conseguiria.

Mas a medida que a minha gravidez se aproxima do fim, cheguei à conclusão que não quero abandonar o bebé. Quero ser aquela que vê o seu primeiro passo, ouve a primeira palavra e a ensina a ter bons modos.

Eles crescem tão depressa que o tempo vai-se num abrir e fechar de olhos.

Não poderia suportar o pensamento dela estar a chorar no infantário e ninguém lhe prestar atenção por haver outras crianças a necessitar de apoio.

Quem me dera poder ignorar todas estes pensamentos mas não consigo. Adoro ser uma mãe que fica em casa [a cuidar dos filhos].

Porque é que me sinto culpada por querer ficar em casa a cuidar dos meus filhos? Há por aí outras mães que também se sentem assim?

Aparentemente esta mulher sofre de algum tipo de "opressão" dos "poderes antigos" por querer ficar junto dos seus filhos. É um triste sinal dos tempos quando uma mãe se sente culpada por querer ficar junto dos seus próprios filhos. Por aqui se vê o quão devastadora tem sido a influência do feminismo sobre a forma de pensar feminina.
Há quem ainda o faça à bruta - as 14 700 queixas de violência doméstica apresentadas à polícia só no primeiro semestre do ano passado atestam-no bem.
Violência doméstica contra quem? Mulheres? É que ao contrário do que o José e a sua alcateia de lobos ideológicos pensa, a violência doméstica é um fenómeno que aflige pessoas e não mulheres. Por exemplo, em Inglaterra, 40% dos casos de violência doméstica é feita contra os homens. Isto deixa 60% para ser divida entre violência doméstica levada a cabo contra mulheres e contra crianças.

Falando nisso, que dizer da violência doméstica que as mulheres levam a cabo contra as crianças e idosos?

Pior que isso, nós temos casos onde feministas defendem que a violência levada a cabo contra os homens é moralmente aceitável em algumas situações:

Esta forma de pensar esquerdista do José é igual por todo o mundo ocidental. Como a sua genuína mensagem misândrica é demasiado agressiva para ser aceite sem resistência, as feministas e os seus idiotas úteis penetram no nosso dia a dia (com o seu ódio) usando o discurso da "violência doméstica".

Mas isto é tudo fachada visto que as feministas não querem reduzir a violência que as mulheres sofrem; o que elas querem é usar essa desgraça para avançar com a sua ideologia.

Quanto tempo duraria o feminismo se as pessoas soubessem o que ele realmente é? Eis o feminismo nas palavras das suas mentoras:

Valerie Solanas:

Subsistem ainda fêmeas com mente cívica, responsáveis, em busca de emoções fortes e prontas a subverter o governo, eliminar o sistema monetário . . . . e destruir o sexo masculino.
Robin Morgan:
Sinto que o ódio aos homens é um acto político nobre e viável, e que os oprimidos possuem o direito de ódio de classes contra a classe que os oprime.
(Reparem na retórica marxista na boca da Solanas e da estúpida da Morgan.)

Andreia Dworkin:

Quero ver um homem espancado até sangrar e com um salto alto enfiado na sua boca, tipo uma maçã enfiada na boca dum porco.
Germaine Greer:
Acho que a testosterona é um veneno raro.
Catherine MacKinnon:
Toda a actividade sexual, mesmo a consensual entre um casal, é um acto de violência perpetrado contra a mulher.
Marilyn French:
Todos os homens são violadores e é isso que eles são.

Se as feministas revelassem ao público o que elas realmente pensam do homem e das mulheres não-esquerdistas, o movimento feministas teria a mesma credibilidade que o movimento neo-nazi.

O José continua:

Que a crise financeira que nos dilacera esteja a ter impactos diferenciados sobre mulheres e homens, com o fosso salarial médio na União Europeia a atingir os 16% e com as pensões de velhice das mulheres a serem 59% das pagas a homens, que em Portugal uma mulher tenha em média de trabalhar mais quatro meses do que um homem para atingir o salário anual dele em idênticas funções - são razões de sobra para a consciência de que o feminismo é um dos discursos mais cruciais da democracia no nosso tempo.
Dito desta forma de facto parece que a sociedade está a descriminar as mulheres ao pagar-lhe menos do que paga aos homens. Quem é que quer viver num mundo assim? Mas como geralmente acontece com os esquerdistas, há factos que não estão a ser levados em conta. Na verdade, se existe descriminação, ela é feita contra os homens e não contra as mulheres.
  • Nas forças policiais as mulheres não fazem o mesmo tipo de testes físicos e nem estão expostas ao mesmo tipo de perigo, mas esperam receber exactamente o mesmo que os homens.
  • Nos bombeiros as mulheres não fazem os mesmos testes físicos, e nem são expostas ao mesmo tipo de perigo, mas esperam receber o mesmo.
  • Na tropa as mulheres são geralmente impedidas de estar na frente de batalha, mas esperam receber o mesmo que os homens, que morrem em número absurdamente maior.

Onde está a igualdade nisto?

Quando se fala em distinções salariais os esquerdistas geralmente falam em qualificações e posições mas deixam de lado outro factor importante: PRODUTIVIDADE. Quem já teve homens e mulheres a trabalhar para si sabe que, em média, os homens são mais produtivos.

A meu ver isto não se deve a algum tipo de superioridade intelectual dos homens mas sim resistência física. Quer se queira quer não, até passar um dia inteiro fechado num escritório pode deixar uma pessoa esgotada. É perfeitamente compreensível que os homens resistam mais tempo e - desde logo - produzam mais do que as mulheres.

Além disso, segundo alguns estudos, as mulheres em média vão trabalhando menos horas à medida que começam a ter filhos. Isto leva a que os homens avancem na sua carreira ao mesmo tempo que as mulheres estagnem na sua. Isto, claro, levando em conta pessoas que tenham as mesmas qualificações profissionais.

Como se pode ler no artigo:

Isto é o que os autores descobriram: pouco depois do licenciamento universitário os homens e as mulheres não só tinham essencialmente o mesmo salário como também a mesma carga horária. No entanto, durante os 10 anos que se seguiram à graduação, as horas de trabalho e a remuneração das mulheres decaiu. Perguntas do questionário revelaram as razões para isto:
  • Primeiro, os homens haviam investido em cursos financeiros e recebido melhores notas nesses cursos, ao mesmo tempo que as mulheres haviam investido em aulas de marketing.
  • Segundo, as mulheres haviam tido mais interrupções nas suas carreiras.
  • Terceiro, e a mais importante, as mulheres trabalhavam menos horas.
"As carreiras das mulheres MBA (mestradas em administração de empresas) atrasaram-se substancialmente pouco depois do nascimento do primeiro filho."
Embora 90% das mulheres estivesse empregue a tempo inteiro imediatamente após a graduação, apenas 80% das mesmas continuava com a mesma carga horária 5 anos após a licenciatura, 70% 9 anos depois, e 62% 10 ou mais anos depois da graduação. Apenas metade das mulheres trabalhava a tempo inteiro 10 anos após a sua licenciatura.

Por contraste, practicamente todos os homens graduados continuavam a trabalhar a tempo inteiro o ano todo após os 10 anos.

Ou seja, as escolhas femininas levam a que ela vá perdendo terreno em relação aos homens quando se fala em remuneração.

Por fim, convém não esquecer o tipo de trabalho que as mulheres escolhem e o tipo de trabalho que os homens escolhem. As licenciaturas onde os homens estão em maioria são as melhor remuneradas; as licenciaturas onde as mulheres estão em maior número, são pior remuneradas. Olhando para os dados, as feministas concluem que há "descriminação".

Mas isso é falso.

São as mulheres que escolhem licenciaturas e empregos que estão mais de acordo com a sua biologia e psicologia - ao mesmo tempo que escolhem evitar empregos onde elas não se sentem tão à vontade ou empregos que são mais exigentes em termos de carga horária e esforço físico/emocional/psicológico.

(Quantas mulheres querem trabalhar nas minas? Quantas mulheres querem trabalhar nas docas?)

Paralelamente, os homens não são responsáveis pelo facto dos empregos de engenharia serem melhor remunerados que os empregos em torno de artes gráficas. É a própria estrutura da realidade que produz essa distinção salarial. Ou as feministas realmente acham que um licenciado em engenharia aeronáutica deveria receber o mesmo que uma licenciada em "Estudos Femininos"?

. . .

Infelizmente esquerdistas como o José Pureza não se interessam por dados e factos visto que isso perturba a sua ideologia. É mais fácil propagar mentiras e meias-verdades do que usar a lógica e a razão.

O que é mais perturbador é que uma pessoa assim tem a possibilidade de usar o púlpito universitário para indoutrinar uma nova geração de homens e mulheres em favor das mentiras feministas. Mas, claro, só se deixa enganar quem não se informar.


sexta-feira, 9 de março de 2012

Diferenças salariais: o que o movimento feminista não diz


Toda a história em volta dos motivos que levam a que os homens tenham ordenados superiores às mulheres deveria incluir coisas como os homens levarem a cabo os trabalhos mais perigosos, os homens estarem mais dispostos a trabalhar durante maior número de horas e os homens estarem disponíveis para ir trabalhar para outras zonas se necessário.

No entanto, outra coisa que se deve incluir é o facto dos homens realizarem os empregos mais exigentes e as mulheres livremente escolherem levar a cabo outro tipo de actividades profissionais.

DegreesDegrees
Metodologia
integral
Portanto no topo da escala salarial americana (e provavelmente mundial) temos profissões que envolvem a engenharia, a matemática, a física e a ciência computacional.

A Business Insider tem uma versão ligeiramente diferente:


E eis aqui a lista das licenciaturas pior remuneradas:

Agora analisem bem os dois quadros e considerem o seguinte: em qual dos dois os homens estão em maioria? Em qual dos dois o número de mulheres é em maior proporção?

Exactamente.

Não só as mulheres estão vastamente sob-representadas nos empregos em torno da engenharia, como estão vastamente sobre-representadas entre os empregos em volta da psicologia social e afins.

Ou seja, as licenciaturas onde os homens estão em maioria são as melhor remuneradas; as licenciaturas onde as mulheres estão em maior número, são pior remuneradas. Olhando para os dados, as feministas concluem que há "descriminação".

Mas isso é falso.

São as mulheres que escolhem licenciaturas e empregos que estão mais de acordo com a sua biologia e psicologia - ao mesmo tempo que escolhem evitar empregos onde elas não se sentem tão à vontade ou empregos que são mais exigentes em termos de carga horária e esforço físico/emocional/psicológico.

(Quantas mulheres querem trabalhar nas minas? Quantas mulheres querem trabalhar nas docas?)

Paralelamente, os homens não são responsáveis pelo facto dos empregos de engenharia serem melhor remunerados que os empregos em torno de artes gráficas. É a própria estrutura da realidade que produz essa distinção salarial. Ou as feministas realmente acham que um licenciado em engenharia aeronáutica deveria receber o mesmo que uma licenciada em "Estudos Femininos"?

O importante a reter aqui é que as escolhas pessoais determinam o rendimento de cada sexo. Os homens são melhor remunerados porque fazem trabalhos mais exigentes.

Se amanhã de manhã as mulheres abandonarem os seus empregos e escolherem fazer aquilo que, de acordo com as evidências, mais desejam fazer, isto é, ficar em casa junto dos filhos, no dia seguinte os empregos seriam preenchidos por homens dispostos a fazer o mesmo trabalho. A sociedade continuaria como se nada tivesse acontecido.

No entanto, se os homens abandonarem os seus empregos de engenharia, matemática, informática e relacionados, e passarem a ser o "sr dono de casa", as mulheres escolheriam não fazer o trabalho que eles fazem. A sociedade entraria em colapso e seria o fim.

Quando as feministas falam em "diferenças salariais" (que existem) elas estrategicamente deixam de fora factores importantes como horas de trabalho, tipo de trabalho e produtividade. Focar-se só nos aspectos que deturpam os verdadeiros motivos das distinções na remuneração demonstra que o feminismo não se interessa pela verdade.

Obviamente que se isto é assim, então esta ideologia tem que ser resistida a todos os níveis.


domingo, 14 de agosto de 2011

Mentiras feministas em torno das diferenças salariais entre homens e mulheres

Na primavera passada o "White House Council on Women and Girls" emitiu uma reportagem muito antecipada com o nome de Women in America. Uma das conclusões atingiu uma veia comum: nos dias que correm, diz-nos o esquerdista que ocupa a Casa Branca [Hussein Obama], "as mulheres ainda recebem em média 75 cêntimos por cada dólar que os homens ganham. Isto é uma discrepância enorme."

Isto de facto é uma enorme discrepância. Para além disso, isto é também um bom exemplo do que o jornalista Charles Seife identifica como "provismo" (eng: “proofiness.”) Por provismo entenda-se como o uso incorrecto de estatísticas como modo de confirmar o que já se acredita.

De facto, a mitologia em volta dos 75 cêntimos depende de comparações irrealistas que favorecem iniciativas feministas, ao mesmo tempo que nada nos dizem sobre o bem estar da mulher.

O que nós sabemos é que identificar a "descriminação" como a explicação por defeito para a diferença salarial, como os provistas querem que façamos, conduz-nos a alguns dilemas. Segundo o departamento de estatísticas dos EUA, os homens asiáticos ganham mais dinheiro do que o homem branco ou a mulher branca. Será que isto significa que os brancos são descriminados em relação aos asiáticos?

Mulheres que trabalham nos cafés possuem vencimentos superiores do que os homens que trabalham nos mesmos sítios. Será que isto significa que os homens são descriminados? As mulheres que trabalham nas construções ganham essencialmente o mesmo que os homens, enquanto que as mulheres que trabalham na área do ensino ganham consideravelmente menos.

Usando a lógica esquerdista, isto significa que as construções civis descriminam as mulheres menos do que as áreas de ensino. Quão provável isso se afigura?

Graph by Robert Pizzo

O motivo da discrepância salarial.

Então porquê a diferença? Porque é que as mulheres trabalham menos horas, escolhem empregos menos exigentes, e ganham menos do que os homens que escolhem trabalhar mais e escolhem trabalhos mais exigentes?

A resposta é mais do que óbvia:

Exactamente. FILHOS.

Isto é o que os autores descobriram: pouco depois do licenciamento universitário os homens e as mulheres não só tinham essencialmente o mesmo salário como também a mesma carga horária. No entanto, durante os 10 anos que se seguiram à graduação, as horas de trabalho e a remuneração das mulheres decaiu. Perguntas do questionário revelaram as razões para isto:

  • Primeiro, os homens haviam investido em cursos financeiros e recebido melhores notas nesses cursos, ao mesmo tempo que as mulheres haviam investido em aulas de marketing.
  • Segundo, as mulheres haviam tido mais interrupções nas suas carreiras.
  • Terceiro, e a mais importante, as mulheres trabalhavam menos horas.
"As carreiras das mulheres MBA (mestradas em administração de empresas) atrasaram-se substancialmente pouco depois do nascimento do primeiro filho."
Embora 90% das mulheres estivesse empregue a tempo inteiro imediatamente após a graduação, apenas 80% das mesmas continuava com a mesma carga horária 5 anos após a licenciatura, 70% 9 depois, e 62% 10 ou mais anos depois da graduação. Apenas metade das mulheres trabalhava a tempo inteiro 10 anos após a sua licenciatura.

Por contraste, practicamente todos os homens graduados continuavam a trabalhar a tempo inteiro o ano todo após os 10 anos. Para além disso, as mulheres MBA - especialmente aquelas com maridos com salários mais elevados - "escolheram activamente" locais de trabalho familiares que lhes permitissem evitar longas horas de trabalho, mesmo que isso reduzisse as suas hipóteses ascender na hierarquia salarial e laboral.

Ou seja, estas mulheres MBA compraram o que normalmente se qualifica de "caminho da maternidade". Quando as mães trabalhadoras podem, eles tendem a passar menos tempo no emprego.

As mulheres escolhem os filhos no lugar dos empregos.

A típica (e mentirosa) desculpa feminista é a de que os homens "se recusam" a assumir responsabilidades no que toca à educação dos filhos e como tal - dizem as feministas - as mulheres, esses seres vazios de vontade própria e capacidade de decisão independente (segundo as feministas), não "tem escolha" senão tomar conta dos filhos que elas deram à luz (oh, o horror!).

Mas será isso verdade? Será que as mulheres desejariam trabalhar mais horas se não fossem as suas responsabilidades maternais? E mais; será que mais "apoio governamental" (seja lá o que isso fôr na boca dos esquerdistas) permitiria que elas fechassem a discrepância salarial? Sem surpresa alguma, não há a mínima evidência para esta fábula feminista.

Se as mulheres trabalham menos horas que os homens, é porque elas assim querem. Cerca de 2/3 das pessoas a trabalhar em part-time nos EUA são mulheres. De acordo com uma pesquisa da "Pew Research" (2007), só 21% das mães com filhos menores querem estar nos empregos a tempo inteiro. 60% preferia trabalhar em part-time, e 19% desejaria desistir do seu emprego para poder passar mais tempo com o(s) filho(s).

Menos tempo nos empregos, quer seja a part-time ou a tempo inteiro, é o que muitas mulheres querem e aquelas que podem fazê-lo, fazem-no.

Conclusão:

As feministas ignorantes podem-se queixar de que esta situação (a tendência natural da mulher em querer passar mais tempo com os filhos em detrimento da sua carreira profissional) se deve à socialização de que as mulheres são objecto em favor do seu lugar como parente primário, mas não há a mínima evidência.

Mesmo depois de décadas de feminismo radical e engenharia social nórdica, a contínua escolha feminina por menos horas de trabalho sugere que o argumento da "socialização" não se aplica. Nem mesmo os ultra-marxistas suecos conseguem manter as mulheres nos escritórios.

A biologia, aliada à escolha voluntária, invariavelmente vence as mentiras feministas.

-Fonte-

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