Isto de facto é uma enorme discrepância. Para além disso, isto é também um bom exemplo do que o jornalista Charles Seife identifica como "provismo" (eng: “proofiness.”) Por provismo entenda-se como o uso incorrecto de estatísticas como modo de confirmar o que já se acredita.
De facto, a mitologia em volta dos 75 cêntimos depende de comparações irrealistas que favorecem iniciativas feministas, ao mesmo tempo que nada nos dizem sobre o bem estar da mulher.
O que nós sabemos é que identificar a "descriminação" como a explicação por defeito para a diferença salarial, como os provistas querem que façamos, conduz-nos a alguns dilemas. Segundo o departamento de estatísticas dos EUA, os homens asiáticos ganham mais dinheiro do que o homem branco ou a mulher branca. Será que isto significa que os brancos são descriminados em relação aos asiáticos?
Mulheres que trabalham nos cafés possuem vencimentos superiores do que os homens que trabalham nos mesmos sítios. Será que isto significa que os homens são descriminados? As mulheres que trabalham nas construções ganham essencialmente o mesmo que os homens, enquanto que as mulheres que trabalham na área do ensino ganham consideravelmente menos.
Usando a lógica esquerdista, isto significa que as construções civis descriminam as mulheres menos do que as áreas de ensino. Quão provável isso se afigura?
O motivo da discrepância salarial.
A resposta é mais do que óbvia:
Exactamente. FILHOS.
Isto é o que os autores descobriram: pouco depois do licenciamento universitário os homens e as mulheres não só tinham essencialmente o mesmo salário como também a mesma carga horária. No entanto, durante os 10 anos que se seguiram à graduação, as horas de trabalho e a remuneração das mulheres decaiu. Perguntas do questionário revelaram as razões para isto:
- Primeiro, os homens haviam investido em cursos financeiros e recebido melhores notas nesses cursos, ao mesmo tempo que as mulheres haviam investido em aulas de marketing.
- Segundo, as mulheres haviam tido mais interrupções nas suas carreiras.
- Terceiro, e a mais importante, as mulheres trabalhavam menos horas.
"As carreiras das mulheres MBA (mestradas em administração de empresas) atrasaram-se substancialmente pouco depois do nascimento do primeiro filho."Embora 90% das mulheres estivesse empregue a tempo inteiro imediatamente após a graduação, apenas 80% das mesmas continuava com a mesma carga horária 5 anos após a licenciatura, 70% 9 depois, e 62% 10 ou mais anos depois da graduação. Apenas metade das mulheres trabalhava a tempo inteiro 10 anos após a sua licenciatura.
Por contraste, practicamente todos os homens graduados continuavam a trabalhar a tempo inteiro o ano todo após os 10 anos. Para além disso, as mulheres MBA - especialmente aquelas com maridos com salários mais elevados - "escolheram activamente" locais de trabalho familiares que lhes permitissem evitar longas horas de trabalho, mesmo que isso reduzisse as suas hipóteses ascender na hierarquia salarial e laboral.
Ou seja, estas mulheres MBA compraram o que normalmente se qualifica de "caminho da maternidade". Quando as mães trabalhadoras podem, eles tendem a passar menos tempo no emprego.
As mulheres escolhem os filhos no lugar dos empregos.
Mas será isso verdade? Será que as mulheres desejariam trabalhar mais horas se não fossem as suas responsabilidades maternais? E mais; será que mais "apoio governamental" (seja lá o que isso fôr na boca dos esquerdistas) permitiria que elas fechassem a discrepância salarial? Sem surpresa alguma, não há a mínima evidência para esta fábula feminista.
Se as mulheres trabalham menos horas que os homens, é porque elas assim querem. Cerca de 2/3 das pessoas a trabalhar em part-time nos EUA são mulheres. De acordo com uma pesquisa da "Pew Research" (2007), só 21% das mães com filhos menores querem estar nos empregos a tempo inteiro. 60% preferia trabalhar em part-time, e 19% desejaria desistir do seu emprego para poder passar mais tempo com o(s) filho(s).
Menos tempo nos empregos, quer seja a part-time ou a tempo inteiro, é o que muitas mulheres querem e aquelas que podem fazê-lo, fazem-no.
Conclusão:
Mesmo depois de décadas de feminismo radical e engenharia social nórdica, a contínua escolha feminina por menos horas de trabalho sugere que o argumento da "socialização" não se aplica. Nem mesmo os ultra-marxistas suecos conseguem manter as mulheres nos escritórios.
A biologia, aliada à escolha voluntária, invariavelmente vence as mentiras feministas.
-Fonte-


