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terça-feira, 14 de abril de 2015

A maior parte das mulheres não queria o "direito" de voto

Por Blair Naso

A narrativa popular dos dias de hoje é que as mulheres exigiram o direito ao voto e que os homens foram dizendo não até que se cansaram das queixas feministas. Afinal de contas, porque é que as mulheres não haveriam de querer mais direitos? Afinal, parece que existiam vários motivos que levam a maior parte das mulheres a querer os seus direitos fossem limitados, e todos eles têm a ver com o facto das mulheres saberem a verdadeira natureza das mulheres. Como diz o ditado, "O misógino é o homem que odeia as mulheres tal como as mulheres se odeiam mutuamente". As mulheres sabem o quão terríveis as mulheres podem ser. Uma amiga minha feminista disse o seguinte:

Eu tenho inveja de vocês homens porque se colocarmos dois homens no mesmo dormitório, eles irão ter ter um convívio normal, mas isso nunca acontece com duas mulheres aleatórias.

As organizações anti-sufragistas tinham o mesmo número entre as mulheres Americanas e as mulheres do Reino Unido tal como as organizações sufragistas, muitas vezes excluindo os homens de se  juntarem. Mais mulheres que homens eram contra o sufrágio feminino. Para ser justo, alguns destes grupos apoiavam a ideia do sufrágio feminino em eleições locais.

Mas todos eles temiam o inferno que poderia ser gerado com o sufrágio completo das mulheres, nomeadamente, o socialismo suave dentro do qual vivemos actualmente. Já notaram que tudo o que o Obama diz é pró-mulher e que ele já acalmou com a sua agenda pró-negros? Isto prende-se com o facto dos únicos fãs que ele ainda tem serem as mulheres; até os negros já não o querem.

Eis aqui alguns motivos que levavam as próprias mulheres a não se quererem envolver no mundo da política.

Menos Que Femininas

É indecoroso para uma mulher ser encontrada dentro dos assuntos políticos. Pura e simplesmente não é sexy; ninguém gosta duma mulher activista. Uma mulher viciada pela Fox News ou pelo HuffPo é tão perturbador como a madrasta a gritar contra um arbitro durante um jogo de basquetebol no ensino secundário.

As mulheres ficam apaixonadas pelas coisas, normalmente, o que quer que seja que o seu homem esteja apaixonado. Isto pode ser uma coisa boa dentro do contexto certo. No contexto errado, pode ser aterrorizador. Um amigo meu era um grande fã do Rush Limbaugh e certo dia decidiu envolver a sua esposa dentro da sua paixão. Mas, de modo geral, ela era  uma psicopata, e ele passou a ficar com medo do monstro direitista que ele tinha criado. Ele viu que o ódio e a crueldade gerais dela haviam sido aumentadas dentro da sua visão política.

Mental Floss escreve:

Outra mulher de Massachusetts, escrevendo em 1916, expressou preocupação em relação aos efeitos do movimento sufragista no carácter das mulheres. Para muitos críticos, o sufragismo parecia ser abertamente agressivo. "Certamente que não as está a tornar mais amáveis e nem agradáveis nas suas vidas. Elas ficam amargas, agressivas, e até antagónicas, gostando da excitação das campanhas e considerando os seus deveres naturais 'chatos, imóveis e inúteis'".

Isto pode causar ofensa, mas quantas mulheres já encontraram que amargas, agressivas, e antagonistas em relação aos seus pontos de vista políticos? Porque é que uma mulher gostaria de passar a ser assim? E quantas mais mulheres que homens já encontraram com esse comportamento? Ser casado com uma mulher investida no mundo da política ou teoria social é como estar casado com uma colega de trabalho passiva-agressiva que é a melhor amiga do patrão. 

Actualmente, mais mulheres que homens votam, especialmente as mulheres solteiras, embora as mulheres casadas votem mais frequentemente que as mulheres solteiras. As mulheres solteiras são mais susceptíveis de votar no Partido Democrata [esquerdistas] do que as mulheres casadas, e os homens são mais susceptíveis de votar no Partido Republicano do que qualquer um dos grupos. Quer seja o apoio financeiro ou a orientação moral, as mulheres tendem a votar à direita quando estão sob a influência dum homem (e é por isso que os esquerdistas tentam constantemente destruir a família nuclear).

E se por acaso tu és um homem que vota nos Democratas, então sim, tu votas como uma menina. E muito provavelmente uma menina feia com quem ninguém se quer comprometer, em vez da jovem e bonita professora da Escola Dominical Presbiteriana.

Parte da razão que faz com as mulheres votem nos Democratas prende-se com o facto das mulheres serem terríveis com o dinheiro e com a matemática. Este é o mesmo motivo que faz com que seja ensinado às crianças que busquem ter o seu emprego de sonho em vez de aprenderem uma profissão que lhes venha a dar um rendimento seguro.

Mau Para a Família


Um ano mais tarde, no di 3 de Abril de 1914, o diário de [Kate] Roosevelt [a prima-de-lei do presidente Theodore Roosevelt] menciona a srª Martin a falar em casa da srª Henry Seligman, esposa dum banqueiro milionário.... Segundo o Times, a srª Martin continuou, destruindo a nova grande causa. A audiência escutou à sua demolição do movimento sufragista. "Nós não só somos contra o feminismo, como somos a favor da família. Não podemos conciliar o feminismo e a família. Esperamos ouvir o som dos pés das mulheres a caminharem para longe da fabrica e de volta para casa."

Notem que a ideia do sufrágio está associada com as mulheres terem uma carreira profissional. As ideias não surgem isoladas. A mulher doméstica Católica, descalça e grávida, e com cinco filhos, é mais feliz que a carrancuda escritora feminista que se aposenta e consegue dar à luz um filho deficiente no final dos seus anos 30, concebido através do in vitro.

Normalmente, as mulheres não fazem uma boa transição do escritório para a vida doméstica, passando a ficar aborrecidas e apáticas depois de se habituarem à elevada energia e ao (germofóbico) ambiente laboral. Para além disso, o motivo que leva as escritoras feministas pensar que ter uma carreira profissional é gratificante é porque escrever literatura feminista é divertido. A maior parte das mulheres (e dos homens) não têm carreiras profissionais - elas têm empregos onde trabalham nas mercearias e onde odeiam a vida.

Esta alegação de que a entrada das mulheres na política e no mercado de trabalho iria destruir a família não era uma posição mantida só pelas anti-sufragistas. As próprias sufragistas admitiram que a guerra entre os sexos era um dos motivos que lhes levava a querer o direito de voto.

A Dr. Anna Shaw, Presidente do "National American Women’s Suffrage Association", qualificou as anti-sufragistas da a "multidão da casa, da lareira e das mães". Obviamente que ela não estava interessada em nenhuma destas identidades. Quando lhe foi pergunta o porquê de não haver casamento no céu, a Drª Shaw respondeu descaradamente, "Porque não há homens no céu." Tal como muitas sufragistas, ela sentia que os homens não eram necessários e que as mulheres, unidas poderiam tomar conta delas mesmas e viver duma forma feliz num mundo - e num Além - dominado pelas mulheres.
Uma população em declínio não é relevante para a sua ideologia visto que o feminismo centra-se nos desejos do indivíduo. O feminismo é uma ideologia que glorifica o egoísmo; não tentes ficar atraente para o homem da tua vida; não fiques em casa a investir nas tuas crianças nos anos do seu desenvolvimento; não te preocupes em aprender  habilidades que façam com que a casa seja gerida de forma mais eficaz; não te preocupes se por acaso o teu futuro marido se sente pouco confortável com o número de homens com quem já tiveste relaçôes sexuais; não te esforces em fazer coisas boas para servir o teu marido.

Ideias Miseráveis.

As mulheres foram as principais apoiantes da proibição nos Estados Unidos. Mal o álcool foi ilegalizado, não só a vida social passou a ser aborrecida, como o crime organizado floresceu. (....) As mulheres são os principais apoiantes do Partido Democrata. São elas que fazem força para a instalação dum estado-Previdência. São também elas que controlam a indústria da educação. São elas que querem destruir as escolas seguras levando até lá crianças do guetto provenientes do outro lado da cidade. Foram elas que fizeram um activismo energético de modo a que a pavoíce das florestas tropicais nos fosse forçada goela abaixo durante os anos 90.

Idolatria Ideológica

A anarquista e feminista radical Emma Goldman escreveu um artigo contra o sufrágio feminino. Ela refere-se ao movimento sufragista como adoração de fetishe, como algo que está na moda mas que não é normal. As suas palavras em relação às atitudes fascistas parecem ter sido escritas contra o liberalismo geral dos dias de hoje.

Aqueles que ainda não atingiram esse objectivo, fazem revoluções sanguinárias como forma de o obter, e aqueles que desfrutaram desse reinado trazem um sacrifício enorme para o altar desta divindade. Ai do herético que questione esta divindade!

Este pequeno ensaio é, na verdade, razoavelmente pílula vermelha e vai para além do sufrágio. Eu sei que normalmente, as mulheres não são muito boas na filosofia, mas de vez em quando chega-nos uma que realmente nos causa uma impressão (tive uma professora de filosofia na universidade que era absolutamente fantástica). Deixem-me ser franco e dizer que realmente gostei deste artigo apesar das nossas diferenças ideológicas e das contradições internas do mesmo. Nele, existem muitas passagens citáveis mas eu terei que deixá-las para trás.

Goldman diz-nos como as mulheres são seguidoras, quer seja na religião ou numa ideologia social. Ela avança com um argumento de que a maior parte das mulheres que querem o sufrágio fazem-no de modo a que fiquem ainda mais escravizada pela igreja e pelo Estado. Isto pode parecer loucura até que nós pensemos nas coisas que hoje em dia são ilegais, a roçar o ilegal, ou um tabu social tão forte poderiam muito bem ser ilegais.

A exigência feminina pelo sufrágio igualitário baseia-se largamente na contenda de que as mulheres têm que ter os mesmos direitos em todos os assuntos. Ninguém poderia refutar isto, se o sufrágio fosse um direito. Ai de nós, pela ignorância da menta humana, que pode ver um um direito numa imposição. Ou será que não é a mais brutal imposição que um grupo de pessoas faça leis que um outro conjunto seja coagido pela força a obedecer? No entanto, as mulheres clamam por tal "oportunidade dourada" que trouxe miséria para todo o mundo, e roubou ao homem a sua integridade e a sua auto-dependência; uma imposição que tem, de modo geral, corrompido as pessoas, tornando-as presas absolutas nas mãos de políticos sem escrúpulos.

Se olharmos para a História, iremos ver que a democracia raramente funcionou bem. Ela não é a liderança da maioria mas dos mais vocais. E quem é mais vocal que uma mulher? Quem é mais apaixonado? E quando as mulheres seguem umas as outras como lemingues, podemos ver como o sufrágio se pode rapidamente se tornar destrutivo.

É verdade que a monarquia pode ser igualmente opressiva, tirando os nossos direitos, censurando a liberdade  de expressão colocando em execução coisas que se encontra em oposição ao que a maior parte das pessoas quer, e frequentemente causar a que as pessoas fiquem miseráveis e pobres. Mas de que forma é isso diferente das democracias ocidentais? Pelo menos a monarquia poderia levar a cabo algumas coisas, enquanto que o nosso governo não consegue fazer nada a não ser desperdiçar o nosso dinheiro.

Para além disso, a monarquia tem o Deus Que-Tudo-Vê, o legado familiar, e nobres ansiosos (com pequenos exércitos a respirarem sobre o seu pescoço) a garantirem que ela faz o que é melhor para o país. Na democracia, são as empresas gananciosas e as pequenas minorias de activistas que controlam a narrativa política. Qual dos dois é o mal menor?

O pobre, estúpido e livre cidadão Americano! Livre para passar fome, livre para caminhar sobre as auto-estradas deste grande país, ele desfruta do sufrágio universal, e, com esse direito, ele forjou correntes em torno dos seus membros. A recompensa que ele recebe são rigorosas leis que lhe proíbem o direito de boicotar, de formar piquetes, de facto, lhe proíbem o direito a tudo - excepto o direito de ver roubado o fruto do seu trabalho.

Goldman continua comparando os países e os estados que já têm o sufrágio e aqueles que não têm. Ela menciona as novas e complexas leis laborais Australianas que fazem das "greves sem a aprovação dum comité de arbitragem um crime igual à traição.” Para ser justo, ela diz que isto não é necessariamente consequência do sufrágio feminino mas que pelo menos este sufrágio foi incapaz de ajudar os operários, apesar das alegações de que as mulheres eram mais compassivas.

Depois de elaborar alguns outros exemplos da forma como o sufrágio das mulheres não melhorou essas sociedades, Goldman continua falando da natureza da filosofia moral das mulheres.

A mulher, essencialmente uma purista, é naturalmente intolerante e incansável nos seus esforços de fazer os outros tão bons como ela pensa que eles deveriam ser.... Desta forma, a lei tem que ser do género feminino: ela proíbe sempre.. A prostituição e o jogo [de azar]  nunca fizeram negócios tão rentáveis como desde a altura em que a lei foi colocada contra eles. […]

Pergunto-me se as pessoas entendem que é precisamente isto que, em vez de elevar as mulheres, fizeram dela uma espião política, uma bisbilhoteira desprezível que entra nos assuntos privados das pessoas, não tanto para o bem da causa, mas sim porque, como disse uma mulher do Colorado, "elas gostam de entrar em casa onde nunca estiveram, e descobrir o mais que conseguirem - politicamente ou não.".... Porque nada satisfaz mais os desejos da maior parte das mulheres do que um escândalo. 
É como um profecia. De todas as coisas que ela disse, qual delas é que não veio a acontecer? E não é só no que toca às mulheres na política, mas também mulheres no jornalismo em publicações de fofoca tais como Gawker.

Como esclarecimento, em Latim e nos idiomas descendentes, a palavra para lei é do género feminino, o que penso que é o ponto da passagem onde se lê "Desta forma, a lei tem que ser do género feminino".

Progresso

Nós temos esta ideia de que a sociedade está ficar progressivamente mais inteligente com o passar de cada geração. No entanto, se formos a ler os livros, iremos descobrir que o ser humano está a ficar gradualmente mais estúpido com o passar dos séculos. Mesmo há menos de 100 anos atrás, as pessoas - tanto os homens como as mulheres - tinham o bom senso de não se destruírem a eles mesmos devido aos assuntos relativos às mulheres.

Actualmente, temos este sentido dos direitos no geral como se tivéssemos sido comissionados por Deus na melhor das hipóteses, ou pelo Nada na pior das hipóteses, para ter certas leis estabelecidas em algunas locais. O ateu esquerdista acredita nestes direitos humanos mais do que qualquer outra pessoa, embora ele não acredite num deus e desde logo, não tenha bases para a sua filosofia da lei natural. Faria mais sentido ele acreditar em qualquer que fosse a mais antiga ou a moral mais universal, mas em vez disso, a maior parte dos ateus avança e aceita qualquer que seja a nova moral que preencha o vazio. Só porque a religião é ópio das massas não quer dizer que as massas não precisam de ópio.

A pessoa religiosa também não está isenta de críticas. Em parte alguma da Bíblia se fala de igualdade, tolerância ou democracia, e duvido muito que essas coisas estejam presentes noutras religiões A Bíblia não fala muito de política mas pode-se fazer uma suposição de que, embora o rei possa ou não ser nomeado por Deus, o senador ou o presidente são claramente nomeados pelo homem, e desde logo, a democracia não é Bíblica.

Conclusão:

Mas tudo isto é alimento para o pensamento. O ponto a reter em relação a tudo o que se disse em cima é que as mulheres convencionalmente não eram a favor do direito das mulheres votarem. O feminismo não chegou como o messias há muito aguardado, como fomos levados a acreditar. Em vez disso, as feministas apenas protestaram de forma suficientemente ruidosa, assumiram o controlo do mundo académico, e foram encorajadas por homens assexuados.

As mulheres assumem sempre as crenças das pessoas em seu redor. É melhor que o homem que a ama que tenha uma maior influência sobre as suas crenças e sobre as suas acções do que as suas maliciosas amigas que a odeiam por ela ser mais atraente.


* * * * * * *

Tudo aquilo que as mulheres anti-sufragistas avisaram durante o século passado aconteceu tal como elas tinham dito.

A mulher feminista é a mulher mais agressiva, mais repelente, mais feia, mais odiosa que existe dentro do grupo das mulheres, e isso é culpa desse mesmo feminismo e da entrada das mulheres na vida política.

Outra coisa a levar em conta é que o propósito do feminismo não é só colocar as mulheres no mercado de trabalho, mas mais ainda retirá-la de casa. O texto diz o porquê:
No entanto, as mulheres clamam por tal "oportunidade dourada" que trouxe miséria para todo o mundo, e roubou ao homem a sua integridade e a sua auto-dependência; uma imposição que tem, de modo geral, corrompido as pessoas, tornando-as presas absolutas nas mãos de políticos sem escrúpulos.
É precisamente porque o feminismo causa a que todos nós passemos a ser "presas absolutas nas mãos de políticos sem escrúpulos" que esses mesmos políticos estão tão desejosos de satisfazer as exigências ridículas das feministas. Portanto, o nosso maior inimigo não é só o feminismo, mas mais ainda o governo que concede às feministas tudo o que ela querem.

Ninguém ganha com isto, obviamente - nem a mulher nem o homem - mas para as feministas nada disto importa, desde que elas continuem a receber dinheiro e louvor por parte da elite cultural Ocidental.





segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Hormonas e o voto feminino

Ao mesmo tempo que as campanhas avidamente buscam o voto feminino, há algo mais que pode aumentar as possibilidades dos candidatos presidenciais mas que está totalmente fora do seu controle: o ciclo de ovulação das mulheres. Sim, leram correctamente. Pesquisas recentes sugerem que os hormonas podem influenciar as escolhas de voto das mulheres de maneiras distintas, variando consoante o seu estatuto civil - isto é, se ela se encontra solteira ou se encontra numa relação séria.

Continuem a ler com cuidado. Embora o estudo vá ser publicado na publicação científica revista por pares Psychological Science, vários cientistas políticos que levaram o estudo expressam cepticismo em torno das suas conclusões.

Um pequeno pano de fundo: outros estudos apuraram que as mulheres são mais susceptíveis de votar do que os homens. Os dados actuais, e segundo o estudo, sugerem que as mulheres casadas favorecem o Governador Mitt Romney - numa diferença de 19% - do que o Presidente Barack Obama, ao mesmo tempo que Obama lidera as intenções de voto entre as mulheres solteiras - com um margem de 33%. Estudos prévios demonstraram que as atitudes religiosas e políticas podem ser influenciadas pelos objectivos reprodutivos.

Na primeira experiência deste mais recente estudo, Kristina Durante da Universidade do Texas (San Antonio) e os colegas levaram a cabo uma pesquisa através da internet  a 275 mulheres que não se encontravam a tomar contraceptivos hormonais e tinha ciclos menstruais regulares. Cerca de 55% encontravam-se num relacionamento sério, incluindo casamento.

Eles apuraram que as mulheres que se encontravam no período mais fértil do seu mês eram menos susceptíveis de ser religiosas se estivessem solteiras. e mais religiosas se estivessem num relacionamento. E um dado ainda mais controverso: 502 mulheres, também com períodos regulares e que não se encontravam a tomar contraceptivos hormonais, foram pesquisadas em relação às suas preferências de voto e em relação à uma variedade de tópicos políticos.

Os pesquisadores apuraram que durante o período fértil do mês, quando os níveis do hormona estrogénio se encontram no seu ponto mais alto, as mulheres solteiras parecem mais susceptíveis de votar em Obama e as mulheres em relacionamentos sérios parecem mais dispostas a votar  em Romney por uma margem de pelo menos 20%. Isto parece ser o factor condutor por trás das observações gerais dos pesquisadores: as mulheres solteiras são mais susceptíveis de votar em Obama enquanto que as mulheres em relacionamentos sérios inclinam-se mais por Romney.

Esta é a forma como Kristina Durante explica as observações:

Quando as mulheres estão a ovular, elas sentem-se mais "sexy" e desde logo, inclinam-se mais para atitudes mais liberais em torno do aborto e da igualdade no casamento. As mulheres casadas sentem a mesma explosão de hormonas, mas tendem a adoptar a posição contrária em relação a estes assuntos. Acho que elas estão a compensar  pelo aumento dos hormonas que as motivam a ter relações sexuais com outros homens. É uma forma delas se convencerem de que elas não são o tipo de mulheres que cede a tais impulsos sexuais.

 A pesquisa prévia de Durante apurou que as os ciclos de ovulação das mulheres também influencia os seus hábitos de compras, fazendo com que elas comprem roupas mais sexy durante a sua fase mais fértil.

Nós ainda temos os hormonas ovulatórios que têm o mesmo impacto no cérebro feminino das outras espécies. Queremos sexo e queremos fazê-lo com o melhor macho que conseguirmos encontrar. Mas isto tem custos elevados, especialmente para as mulheres que já se encontram num relacionamento sério.

Esta não é a primeira vez que os harmónios foram analisados à luz das intenções de voto. Durante o ano passado [2011] pesquisadores Israelitas que publicaram um estudo no  European Neuropsychopharmacology examinaram o hormona de stress com o nome de cortisol nos eleitores de Israel. Os níveis deste hormónio eram mais elevados nas pessoas pouco antes delas votarem do que nas mesmas pessoas depois de votarem.

Os estudo de Durante focado nas mulheres revelou que as atitudes liberais [esquerdistas] favorecem a igualdade social e tendem a ser menos associadas à religião organizada. O conservadorismo centra-se mais nos valores morais tradicionais e está ligado à maior participação na religião organizada.

Segundo Paul Kellstedt (professor-assistente de ciência política na Universidade Texas A&M), a parte mais controversa do estudo não é só que os ciclos hormonais estão ligados às preferências femininas pelos candidatos e ao comportamento eleitoral, mas também que as mulheres solteiras em ovulação são mais susceptíveis de terem uma atitude socialmente mais liberal, enquanto que as mulheres que estão num compromisso sério são mais inclinadas a adoptar uma atitude socialmente mais conservadora.

Kellstedt diz ainda que uma das maiores ressalvas que este artigo falha ao não mencionar é que os homens também têm alterações bioquímicas:

O leitor pode ficar com a impressão de que as mulheres são inconstantes e instáveis em formas que estão para além das suas preferências políticas, mas os homens não são propriamente Rochas de Gibraltar.

Kellstedt não estuda biologia mas ele já esteve envolvido em pesquisas que sugerem que as preferências políticas dos homens são ainda mais voláteis que as das mulheres.

Susan Carrol, professora de ciência política, de estudos de género e de estudos femininos na Universidade Rutgers, disse o seguinte num email:

Não há qualquer motivo para se esperar que os hormonas femininos afectem a forma como as mulheres votam da mesma forma que não há motivo para se pensar que variações nos níveis de testosterona são responsáveis pelas variações na performance de Obama e Romney durante os debates.

Carroll olha para a pesquisa uma que segue a tradição "longa e perturbadora de usar os hormonas femininos como desculpa para as excluir da política e de outras oportunidades sociais":

Antigamente pensava-se que as mulheres nunca deveriam ocupar a posição de Presidente dos Estados Unidos porque, Deus nos poupe, uma crise internacional poderia ocorrer durante o seu período!

Carrol afirma que uma mulher explicação para a divisão nas preferências de voto entre as mulheres solteiras e as mulheres casadas é a diferença no estatuto económico. Um perito deu mais poder a esta alegação: Israel Waismel-Manor, cientista político da Universidade de Haifa, e a pessoa que levou a cabo o estudo dos níveis do cortisol durante o ano passado.

Ele não tem a certeza de que este efeito hormonal que Durante apurou junto das mulheres não é real, mas ele disponibilizou também uma explicação alternativa: Algumas pesquisas já revelaram que as mulheres preferem "homens mais  masculinos" quando se encontram no seu período mais fértil do ciclo. Tanto Obama como Romney são atraentes, em boa forma física e ajustam-se ao tipo "provedor". Portanto, tanto um como o outro são ideias, dependendo da preferência das mulheres.

Assumindo que existe uma explicação hormonal, os efeitos podem-se cancelar uns aos outros visto que mulheres distintas podem-se encontrar em fases distintas no momento em que votam, e ambos os candidatos têm níveis de atractividade semelhantes, afirmou Waismel-Manor. O que faz falta é um tipo de pesquisa mais elaborado de modo a examinar esta questão duma forma mais profunda:

Mesmo que os dados apurados estejam correctos, existe a possibilidade deles não virem a ter um feito cumulativo junto do eleitorado.


* * * * * * *

Se as mulheres solteiras estão mais inclinadas a votar em partidos esquerdistas, enquanto que as mulheres casadas em partidos e políticos mais conservadores, isto pode explicar o porquê do esquerdismo militante fazer todos os possíveis para separar o homem da mulher. 

Para além disso, o facto da mulher solteira (com filhos ou não) ter tendência para votar em partidos e políticos mais dedicados ao aumento da influência do Estado não é surpresa alguma visto que se a mulher não depender do marido, ela irá depender do Estado.


"Poder" é dependência do governo, e "liderar" é seguir o que o governo manda,

Quando a mulher coloca de lado o marido, ela não fica "independente" mas sim dependente do Estado. A diferença é que enquanto o marido quer o seu bem, o Estado olha para ela como um número no meio de outros milhões. Para o esquerdismo, no entanto, isto é irrelevante visto que o mais importante é trazer mais e mais pessoas para o controle estatal (e isso é mais complicado quando a mulher tem um marido).

Nota final: apesar das palavras da feminista Susan Carrol, a CNN viu-se forçada a retirar o artigo do seu site.



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domingo, 18 de agosto de 2013

Mulheres contra o voto: Anti-Sufragismo Feminino na Grã-Bretanha

O estudo das mulheres que se opuseram ao sufrágio feminino dos finais do século 19 e início do século 20 na Grã-Bretanha tem sido negligenciada pelos historiados. 

Anti-democráticas e hostis aos movimentos trabalhistas dos seus dias, elas foram ridicularizadas e qualificadas de "absurdas" pelos apoiantes do voto parlamentar para as mulheres. 

Fundamentando-se nas mais variadas fontes, o livro de Julia Bush - erudito mas bastante acessível - determina-se não a fazer pouco ou ridicularizar mas explorar o porquê das mulheres terem participado no anti-sufragismo organizado. 

Foi sugerido que as líderes do movimento anti-sufragista se dividiam em três grupos não-mutuamente exclusivos:

1) As reformadoras maternais
2) As escritoras
3) E as senhoras imperialistas

Embora existissem diferenças de opinião, a maior parte do entusiasmo das mulheres tinha a sua origem nas firmes convicções que elas tinham sobre a feminidade, a nação e o Império. Era assumido quase de forma universal que as diferenças entre os sexos eram naturais, e que qualquer desvio em larga escala do papel da mulher, como esposa e mãe, traria caos social à Grã-Bretanha e ao Império. 

Mesmo assim, o envolvimento crescente da mulher no trabalho filantrópico governamental era bem vindo uma vez que era visto como uma extensão da preocupação maternal. Inevitavelmente, acreditava-se que as funções das Casas do Parlamento Britânico pertenciam à esfera masculina da política, tal como a esfera da defesa dependia da força física masculina.

Foi a partir das reformadores maternais em particular que as mais importantes líderes anti-sufragistas tiveram a sua origem - Mary Ward, Louise Creighton, Ethel Harrison, Elizabeth Wordsworth e Lucy Soulsby, todas com fortes ligações a Oxford. Embora Ethel Harrison, uma positivista, fosse a mais adversa ao sufragismo, as outras eram mais moderadas, algumas progressistas e algums dispostas a mudar de lado.

Louise Creighton, pertence à classe média-alta e atraída que estava ao trabalho social devido ao seu Anglicanismo e ao seu estatuto de esposa dum clérigo (o marido tornou-se mais tarde Bispo de Londres), é um caso particular. À medida que a sua família foi crescendo, ela alargou o leque das suas actividades dentro da "União das Mães" para organizações dedicadas ao trabalho de resgate, acomodação, trabalho missionário e educação. O seu leque de amizades sofreu também um alargamento e passou a incluir sufragistas moderadas, tais como Kathleen Lyttelton. 

Durante muitos anos, ambas partilharam interesses comuns ao mesmo tempo que adoptavam visões contraditórias em relação ao sufrágio feminino, até que em 1906 Creighton se tornou numa sufragista. Tais amizades demonstram como as distinções ideológicas entre os dois campos menos rígidas que aquelas que nos são ditas pelos historiadores. 

A "Women's National Anti-Suffrage League", formada em 1908, tinha cerca de 42,000 membros antes de se juntar (dois anos mais tarde) ao "National League for Opposing Woman Suffrage", predominantemente masculino. A união gerou tensões, especialmente junto das figuras femininas mais importantes que se acotovelavam por uma posição com homens tais como Lord Cromer e o  Lord Curzon.

Quando a Primeira Grande Guerra teve início e uma substancial número de mulheres se dedicou às funções inerentes a um estado de guerra, a causa anti-sufragista sofreu um enfraquecimento fatal.  Depois de certas categorias de mulheres com idades acima dos 30 terem tido o direito ao voto parlamentar em 1918, a "National League" aprovou  aprovou a sua própria extinção.

O livro "Women against the Vote" é um estudo esclarecedor muito bem feito que restaura de volta para a História as dimensões conservadoras do activismo político feminino na parte final da Grã-Bretanha Victoriana e Edwardiana. O livro revela também os tópicos fascinantes entre os apoiantes e os oponentes do sufrágio feminino em toda a sua complexidade.


* * * * * * *

Um comentador do Fórum Bufalo afirma o seguinte (links adicionados):
O problema é que o poder tem um traço claramente masculino. As mulheres que se saíram melhor na política eram nitidamente masculinizadas, como a Margaret Thatcher. Não que o homem seja superior, mas ele nasceu para comandar. Uma mulher inteligente não comanda, ela manipula seu homem para extrair tudo o que quer e seja possível. Antigamente as mulheres sabiam disso. Sabiam que seu lado negro seria corrompido se tentassem se igualar aos homens. 
Nem todos sabem disso, mas um grupo de mulheres tomou a iniciativa e conseguiu retardar por décadas o voto feminino na Inglaterra (e no mundo). Essa história é contada por Julia Bush, "Women Against the Vote: Female Anti-Suffragism in Britain", não traduzido em português. (http://www.amazon.com/dp/019924877X)  
Realmente eu não entendo por que tantas mulheres querem ser como os homens, sendo que o poder e o comando nunca trouxe felicidade para elas. Seria o feminismo, na realidade, totalmente feito por lésbicas que queriam ser homens? Não sei, mas que o feminismo não trouxe nada de bom é um facto.
Como sempre acontece na História actual, muito poucas pessoas sabem que entre as pessoas que se alinhavam contra o sufrágio feminino encontravam-se muitas mulheres. E note-se que alguns dos motivos que estas mulheres levantaram contra o sufrágio feminino confirmaram-se mais tarde:
Era assumido quase de forma universal que as diferenças entre os sexos eram naturais, e que qualquer desvio em larga escala do papel da mulher, como esposa e mãe, traria caos social à Grã-Bretanha e ao Império. 
Não só a Grã-Bretanha e a seu Império, mas a todo o lugar onde o papel natural da mulher foi subvertido em nome duma mitológica e anti-natural noção de igualdade, o caos, a desordem e o descalabro da sociedade se seguiram.

O mais trágico disto não é o facto da "profecia" das mulheres anti-sufragistas se ter materializado, mas sim o facto dessas consequências terem sido planeadas antecipadamente, e a ideia da "emancipação" da mulher (para papéis e actividades claramente em contradição com a sua natureza e com os seus reais desejos) ter sido o catalisador da subversão do seu papel natural.



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