Mostrar mensagens com a etiqueta Simone de Beauvoir. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Simone de Beauvoir. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Simone de Beauvoir: Nazi, pedófila e misógina

À medida que o sector não-feminista da sociedade vai ficando cada vez mais vocal, o sector da sociedade que ainda não está ciente da natureza tóxica desta ideologia reage com um conjunto de argumentos que revelam que a realidade factual ainda não é inteiramente do conhecimento público.

Há algum tempo atrás, um grupo de feministas de cafetaria tentava convencer-me que o feminismo não era assim tão mau e que se eu lesse mais sobre o feminismo, eu iria eventualmente entender. Como um exemplo em apoio desta tese, as feministas mencionadas em cima recomendaram-me que eu lesse os escritos de Simone de Beauvoir, feminista-Marxista Francesa conhecida pelo seu livro The Second Sex. Claro que estas feministas eram incapazes de entender o facto de alguém ter levado a sua ideologia a sério a ponto de ler a sua literatura, e então rejeitá-la de modo racional. Tal como todas as seitas, isso é uma coisa inconcebível para os crentes genuínos da seita.

No título deste post foram feitas várias alegações em relação à eminente feminista, e é apenas justo que as provemos - que é precisamente o que vamos fazer nas linhas que se seguem.

Entre 1943 e 1944, durante o período em que a França de encontrava sob ocupação Nacional Socialista, Simone de Beauvoir trabalhou como directora de som da Radio Vichy (1). Esta rádio era a rádio estatal na assim-chamada zone libre (zona livre) da França, após a capitulação da Republica Francesa perante a Alemanha Nacional Socialista em 1940. Usamos o termo assim-chamada porque o regime de Vichy, embora teoricamente neutral do ponto de vista militar, era de facto um colaborador activo do regime Nacional Socialista (2), e hoje em dia é reconhecido por todas as partes envolvidas que a instituição da Radio Vichy era a de facto porta-voz da propaganda Nacional Socialista pelas ondas de rádio da França.

Os apologistas de Simone de Beauvoir poderão dizer que ela foi forçada pelas circunstâncias a trabalhar lá, tal como muitos outros indivíduos hoje em dia alegam que foram forçados a colaborar com o Securitate durante o regime Comunista [Romeno]. Mas os manuscritos de Simone de Beauvoir, provenientes desse período e revelados mais tarde, contam uma história diferente. Até feministas tais como a Drª Ingrid Galster, que dedicaram anos das suas vidas a estudar Simone de Beauvoir, tiveram que admitir, embora de má-vontade, que a atitude manifestada por Simone de Beauvoir enquanto directora de som da propaganda Nacional Socialista era, no mínimo, uma de colaboracionismo subtil (3), e a forma como ela acabou por trabalhar lá não foi após algum tipo de coerção - mas sim após uma escolha perfeitamente consciente.

Por exemplo, Simone de Beauvoir já fazia parte do sindicato dos trabalhadores públicos e poderia ter escolhido trabalhar na prefeitura. Mas ela teve que escolher trabalhar em algum outro sítio que não numa posição de ensino porque a sua carreira nesta área havia chegado ao fim - embora ela já tivesse as qualificações e o prestígio necessário para o ensino, dado que ela havia sido a segunda melhor estudante de doutoramento com melhor desempenho da sua geração, só ficando atrás do amor da sua vida, Jean-Paul Sartre. (4)

O motivo pelo qual ela já não poderia ensinar está precisamente relacionado com a pedofilia e com Jean-Paul Sartre. Em 1943, Simone de Beauvoir foi despedida devido a comportamento que leva à corrupção de um menor. (5)  Mais uma vez, as apologistas de Beauvoir podem-se apressar e dizer que o incidente de 1943 foi um incidente singular ou, como me foi dito uma vez, um incidente declaradamente inventado pela perseguição Nacional Socialista que não podiam aceitá-la visto terem-se apercebido que ela era uma mulher Marxista poderosa e independente. Mas nada poderia estar mais longe da verdade. 

O interesse sexual de Simone de Beauvoir por crianças é um tema que se encontra presente por toda a sua vida. Ela esteve entre os primeiros filósofos que tentaram unificar o género que havia iniciado nos anos 30 (e que na Europa Ocidental durou até aos 80) da pedofilia feminina pedagógica. (6)

Ela tentou esta unificação na sua dissertação com o nome de “Brigitte Bardot and the Lolita Syndrome,” publicado pela primeira vez na revista Esquire em 1959 e republicada múltiplas vezes até aos meados dos anos 70. 

Nessa dissertação, Simone de Beauvoir glorifica Brigitte Bardot pelo seu aspecto físico infantil, que retém a inocência perfeita inerente no mito da infância, e depois caracteriza-a como uma espécie de Houdini para as meninas que lhes irá libertar e dar poder de modo a que elas se vejam livres das correntes que as subjugam. (7,8)

O ensaio de 1959 foi só o início. Em 1977, Beauvoir, juntamente com a maioria da intelligentsia Marxista Francesa, assinou uma petição exigindo nada mais e nada menos que a legalização da pedofilia, e a libertação imediata de três indivíduos que estavam à beira de cumprir sentenças longas por terem explorado sexualmente vários rapazes e várias raparigas com idades que iam dos 11 aos 14.

A petição assinada - entre outros - por Simone de Beauvoir de Jean Paul Sartre foi publicada no Le Monde, e entre outras coisas, dizia o seguinte: (9)
Tanto o tempo em prisão preventiva para investigar um simples assunto de "libertinagem", onde as crianças não foram vítimas do mais pequeno tipo de violência, mas, pelo contrário, testemunharam  perante os magistrados investigadores que haviam consentido - embora actualmente a lei lhes negue o direito ao consentimento - tanto  o tempo em prisão preventiva, nós consideramos um escândalo neles mesmos. 
Hoje eles correm o risco e serem sentenciados por um longo tempo de prisão quer seja por terem tido relações sexuais com menores, tanto rapazes como raparigas, ou por terem encorajado e terem tirado fotos dos seus jogos sexuais. 
Somos de opinião que existe uma incongruência entre a designação disto como um "crime", que apenas serve para legitimar tal severidade, e os factos em si; mais ainda entre a antiquada lei e a realidade diária da vida em sociedade que tende a saber sobre a sexualidade das crianças e dos adolescentes. [...]
Portanto, para Simone de Beauvoir, as crianças de 11 anos da França dos finais dos anos 70 tendiam a ser seres sexuais. Uma vez que a puberdade não ocorria nessa idade para a grande maioria das crianças, e nem nos dias de hoje ocorre, achamos ajustado qualificar a defesa desta mentalidade por parte de Beauvoir como nada mais que um apelo para a pedofilia, independentemente da definição que cada um use para este palavra.

A petição de 1977 deu início a uma discussão a nível social na França em torno das leis relativas à idade de consentimento, uma discussão onde o campo abolicionista (do qual faziam parte Beauvoir e o seu amante) se uniu para formar a Front de libération des Pédophiles (FLIP - Frente de Emancipação dos Pedófilos), e onde as intenções dos membros da FLIP foram explicadas duma forma bem clara pelos próprios numa discussão transmitida radiofonicamente am Abril de 1978 pela Radio France Culture. (11)  A FLIP passaria a ser lembrada como a pioneira dentro das fileiras do movimento pedófilo Francês, embora a organização em si não tenha durado muito devido aos desentendimentos internos. (11)

Para além de Simone de Beauvoir e Sartre, entre os proponentes da pedofilia desse período estavam presentes outras pessoas, incluindo pessoas que mais tarde acabariam por liderar os destinos da França - e estamos a falar, por exemplo, de Bernard Kouchner e Jack Lang, respectivamente, o Ministro da Saúde e o Ministro da Educação (!) no início da primeira década do século 21 no primeiro termo da presidência de Jacques Chirac. (12) Tudo isto faz de Beauvoir não só uma apologista da pedofilia, mas uma apoiante activa.

No entanto, o que faz dela uma abusadora é a sua actividade através da qual ela estava a recrutar pupilas, abusando delas, e passando-as para Jean-Paul Sartre - às vezes separadamente, mas por vezes integrado num ménage à trois. Em revisão ao livro de Carole Seymour-Jones "Simone de Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre", livro que tem como propósito analisar a relação de Beauvoir com Sartre, o Telegraph escreve o seguinte: (13)
Durante longos períodos de tempo, a dupla tornou-se num "trio", embora esta arranjo raramente tenha dado certo para a terceira pessoa envolvida: pelo menos duas das antigas alunas de Beauvoir deram por si a serem, inicialmente, amantes dela, e depois amantes de Sartre, até que a dupla acabasse com os contactos próximos com esta terceira pessoa mal a diversão chegasse ao fim.[...] Para Seymour-Jones, os affairs de Beauvoir com as suas alunas não eram lésbicos mas pedofílicos: ela estava a "treiná-las" para Sartre, uma forma de "abuso de menores".
Para Beauvoir (tal como para Sartre), a idade não importava desde que as parceiras fossem mais novas do que ela e do que Sartre. (14) A possibilidade de outras pessoas puderem ficar feridas ou exploradas sexualmente não se encontra de todo no radar eminente da feminista, que pensava que "preparar" as meninas para Sartre lhes retirar a virgindade (palavras de Sartre, e não nossas) era nele mesmo um acto de empoderamento sexual para essas raparigas.

Mas se as escapadas com a Nacional Socialista e o gosto pedofílico não vos convence do carácter duvidoso de Beauvoir, olhemos agora para os seus escritos - que estão tão cheios de misoginia que é difícil entrar algum tipo de equivalente em outros sectores da sociedade. Este aspecto por si só não nos surpreende, visto que o feminismo é uma ideologia misógina. Mas não mudemos de assunto.

O livro de almofada de Simone de Beauvoir, The Second Sex, é um livro que as feministas actuais dizem ser "incrivelmente fresco" - um livro que disse o seguinte sobre as esposas: (15)
A esposa alimenta-se dele como um parasita, mas o parasita não é o mestre triunfante.
Cerca de um quarto de século mais tarde, em 1975, e durante um diálogo com outra feminista, Betty Friedan, Simone de Beauvoir iria esclarecer a sua posição para além de qualquer dúvida razoável. Numa discussão em torno da forma de compensar as mães que ficam em casa e tomam conta dos filhos, Beauvoir respondeu de forma inequívoca: (16)
Não, eu não acredito que mulher alguma deva ter essa opção. Mulher alguma deveria ser autorizada a ficar em casa e cuidar dos seus filhos. A sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se essa opção existir, demasiadas mulheres irão escolhê-la. Isto é uma forma de forçar as mulheres rumo a uma direcção.
Estamos entendidos? Segundo o ponto de vista desta eminente feminista, as mulheres são um grupo de criaturas inertes incapazes de escolher o que é bom para elas - algo que os adultos responsáveis são capazes de fazer. De facto, para além de Simone de Beauvoir e da sua ideologia Marxista-feminista, ninguém sabe o que é o melhor para as mulheres; como tal, nenhuma mulher deveria ser autorizada a escolher algo quer contradiz Simone de Beauvoir.

Nesse mesmo diálogo, ela esclarece ainda mais o seu ponto de vista: (17)
Na minha opinião, enquanto a família, o mito da família, o mito da maternidade e o mito do instinto maternal não forem destruídos, as mulheres continuarão a ser oprimidas.
Na verdade, o ódio de Beauvoir pela maternidade e pelas mães em geral é bastante óbvio por todo o seu livro. Vejamos alguns exemplos:
A maternidade relega as mulheres para um existência sedentária; é natural elas ficarem em casa enquanto eles caçam, pescam, e vão para a guerra. (18) 
[A mãe] é uma planta e um animal, uma colecção de colóides, uma incubadora, um ovo; ela assusta as crianças que estão preocupadas com os seus próprios corpos, e provoca risos silenciosos nos homens jovens porque ela é um ser humano, consciência e liberdade, que se tornou num passivo instrumento de vida. (19)
E quando esta eminente feminista começa a atacar os corpos das mulheres, ninguém a consegue parar:
A atitude psíquica evocada pela servidão menstrual constitui uma dificuldade pesada. [...] o corpo da mulher - e especificamente o corpo da rapariga - é um corpo "histérico" no sentido de que, de certa forma, não há distância entre a vida psíquica e a sua realização fisiológica. O tumulto causado pela descoberta da rapariga dos problemas da puberdade agravam-nos. Uma vez que ela olha com suspeição para o seu corpo, ela analisa-o com ansiedade e olha para ele como algo doente: ele é doente. (20) 
As glândulas mamárias que se desenvolvem durante a puberdade não têm qualquer papel na economia individual da mulher: elas podem ser removidas em qualquer altura da sua vida. (21)
Simone de Beauvoir prossegue dizendo no seu livro o quão maligna e opressora é a família para o desenvolvimento da rapariga. Se um pai tem a audácia de se sentir orgulhoso e apreciativo com o sucesso da filha, então isso é mais uma evidência da opressão e imposição de vassalagem para a filha em relação ao pai. (22) Mas se o pai é atacado ao de leve, as mães que se atrevem a disciplinar as suas filhas são alvo duma advertência ainda mais severa por parte da eminente feminista:
As mães - tal como iremos observar - são cegamente hostis ao acto de dar liberdade às suas filhas e, de forma mais ou menos deliberada, trabalham mais na intimidação das mesmas; para os rapazes adolescentes, os seus esforços para se tornar num homem são respeitados, e é-lhe conferido maior liberdade. É exigido à rapariga que fique em casa; as suas actividades fora de casa são alvo de monitorização. (23)
Portanto, estamos esclarecidos? O facto de alguns pais não deixarem que as suas filhas saiam de casa, depois duma certa hora, na França sob ocupação Nacional Socialista, e enquanto decorre a Segunda Grande Guerra, é uma forma de opressão. E levem em conta que Beauvoir lamenta este aspecto - em torno do qual existem sérias dúvidas se o mesmo era generalizado - ao mesmo tempo que rapazes com 13 e 14 anos se encontravam a combater na guerra, (24) incluindo aqueles que lutavam na guerra para manter Simone de Beauvoir em segurança, permitindo assim que ela escrevesse "filosofia" de lixo e produzisse propaganda para o regime Nacional Socialista - um regime que também tinha rapazes de 14 e 15 anos entre as suas fileiras. (25) Estou disposto a dizer que ela deveria ter verificado o privilégio dela, mas não irei agir desta forma.

A hipocrisia desta mulher é, ao mesmo tempo, um objecto de estudo fascinante e revoltante. Simone de Beauvoir, adorada actualmente como um grande ícone do "bem" do feminismo dos anos 60 e estudada durante os "diálogos feministas" no National School of Political Science and Public Administration in Bucharest (SNSPA), defendeu com grande fervor o regime revolucionário de Ioseb Dzhugashvili (aka Iosif Vissarionovich Stalin) até muito depois dos horrores do Estalinismo se terem tornado conhecidos na Europa Ocidental.

Dito de outra forma, ao mesmo tempo que os Romenos que ainda se encontravam na URSS estavam a ser deportados para o Gulag, ao mesmo que a elite intelectual deste país [Roménia] estava a ser dizimada em campos de concentração tais como Râmnicu Sărat, Pitești, ou Aiud, e ao mesmo tempo que rapazes de 12 anos estavam a ser torturados nas prisões Comunistas por "conspirarem contra a ordem socialista" (26), Simone de Beauvoir encontrava-se a publicar o livro The Second Sex onde ela explicava a forma como a emancipação das mulheres estava intimamente relacionada com o destino do socialismo (27) ao mesmo que negava, juntamente com o seu amante, as atrocidades que estavam a decorrer na mesma altura.

E actualmente, nós, os contribuintes Romenos, pagamos para que os estudantes entrem no SNSPA e estudem o que esta desgraçada escreveu como se ela fosse alguém que devesse ser olhada com admiração. Bem, isto é um exemplo de misoginia com o apoio do estado, mas tenho a sensação de que as feministas estão bem confortáveis com ela.

Caras feministas de cafetaria: se por acaso vocês nos estão a recomendar os livros do Simone de Beauvoir como um exemplo de feminismo "bom", então ou vocês não leram esses livros e apenas estão a sugerir os mesmos como forma de criar a aparência de serem cultas, ou, pelo contrário, vocês leram esses livros e concordam com os mesmos, o que leva a que qualquer pessoa normal não-feminista tivesse que ser louca para acreditar que vocês têm as melhores intenções em mente.

A audácia com a qual Simone de Beauvoir promove nada menos que a proibição de certas escolhas para as mulheres só porque elas não estão de acordo com os seus princípios ideológicos é uma exemplo absoluto duma utópica demente para quem a água quente é um conceito novo, e para quem o planeta gira em redor de si. E se por acaso o planeta não girar à sua volta, então isso é culpa do planeta e como tal, isso tem que ser proibido. A verdade tem que ser banida, se por acaso a verdade não é "correcta".

Se as feministas realmente fossem sinceras quando alegam combater a misoginia, e alegam querer aumentar o espectro de escolhas para as mulheres, então elas começariam a atirar todo o arsenal ideológico proveniente de Simone de Beauvoir para o caixote de lixo da história. Mas elas não estão a fazer isso, e nunca irão fazer isso, porque o feminismo é hipócrita nos seus dias bons, e totalitário por natureza e por práctica nos seus dias normais. E quando o feminismo tem um mau dia, ele exige a matança dos homens.

Caras feministas: as vossas declarações públicas de apreciação por Simone de Beauvoir dizem muito mais sobre vocês do que algum sector não-feminista alguma vez poderia dizer. Vocês provaram mais uma vez que o melhor argumento anti-feminista vem da boca das próprias feministas, e por tal, queremos-vos estender o nosso obrigado!




Referências:
1 http://my.telegraph.co.uk/expat/stephenclarke/10151800/10151800/ – Stephen Clarke – The women that France needs to remember – or forget; The Telegraph, published at September 5, 2013

2 https://www.jewishvirtuallibrary.org/jsource/Holocaust/VichyRegime.html – The Holocaust: The French Vichy Regime

3 http://www.lexpress.fr/culture/livre/ce-qu-on-n-ose-pas-voir-sur-beauvoir_822547.html – Dupuis Jérôme – Ce qu’on n’ose pas voir sur Beauvoir; L’Express, published at January 3, 2008

4 http://www.telegraph.co.uk/culture/books/non_fictionreviews/3672534/Simone-de-Beauvoir-Meet-Jean-Paul-Sartre.html – Tim Martin – Simone de Beauvoir? Meet Jean-Paul Sartre; The Telegraph, published at April 12, 2008

5 http://opinionator.blogs.nytimes.com/2013/05/19/savile-beauvoir-and-the-charms-of-the-nymph/ – Andy Martin – The Persistence of the ‘Lolita Syndrome’; The New York Times, published at May 19, 2013

6 ibidem

7 ibidem

8 Simone de Beauvoir – Brigitte Bardot and the Lolita Syndrome (with many half-tone illustrations) p.10; 14 – First Four Square Edition – The New English Library LTD., 1962

9 We received the following communication: Le Monde, January 26, 1977 – https://www.ipce.info/ipceweb/Library/00aug29b1_from_1977.htm

10 Sexual Morality and the Law, Chapter 16 of Politics, Philosophy, Culture –Interviews and Other Writings 1977-1984, p.275

11 Le Mouvement Pédophile en France – http://archive.wikiwix.com/cache/?url=http://bibliobleue.fpc.li/Revues/Gredin/N0/MvtFrance.htm

12 http://www.theguardian.com/world/2001/feb/24/jonhenley – Jon Henley – Calls for legal child sex rebound on luminaries of May 68; The Guardian, published at February 24, 2001

13 Ibidem 4

14 http://www.biographile.com/6-degrees-of-infatuation-an-ode-to-frisky-french-writers/28496/ – Kelsey Osgood – 6 Degrees of Infatuation: An Ode to Frisky French Writers; Biographile, published at February 11, 2014

15 Simone de Beauvoir – The Second Sex, p. 378 – Translated by Constance Borde and Sheila Malovany-Chevallier; Vintage Books – Random House Inc., New York, 2009

16 Sex, Society and the Female Dilemma – A Dialogue between Simone de Beauvoir and Betty Friedan; Saturday Review, publicat la 14 Iunie 1975 – p. 18 http://64.62.200.70/PERIODICAL/PDF/SaturdayRev-1975jun14/14-24/

17 Female Dilemma, op. cit. p.20

18 Second Sex, op. cit. p.70

19 Ibidem p.392-393

20 Ibidem p.257-258

21 Ibidem p.43

22 Ibidem p.255

23 Ibidem p. 258-259

24 World War II: Conscription and the Age of Soldiers – http://histclo.com/essay/war/ww2/age/ww2-age.html

25 Hitler’s Boy Soldiers – http://www.historyplace.com/worldwar2/hitleryouth/hj-boy-soldiers.htm

26 Târgșor, communist prison for children – National Romanian Television report (English subtitles included) – http://vimeo.com/73694592

27 Second Sex, op. cit. p.60
.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Homens preferem mulheres mais tradicionais e mulheres sentem-se perfeitamente satisfeitas no papel de dona de casa.

"Nenhuma mulher deveria ter autorização para ficar em casa e cuidar de crianças. . . .  
As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se tal escolha existir, demasiadas mulheres a seguirão.
 Simone de Beauvoir, “Sex, Society, and the Female Dilemma,” Saturday Review, June 14, 1975





Era o sonho feminista dos anos 60; um mundo onde o homem e a mulher partilhariam os fardos de modo igualitário. Mas parece que sexo mais fraco virtualmente abandonou a luta. Segundo uma pesquisa publicada há poucos dias, a maior parte dos homens prefere uma esposa tradicional - e a mulher frequentemente fica satisfeita em desempenhar esse papel.

Para além disso, o estudo revela que o marido que as mulheres mais desejam é um "retrossexual"  - isto é, um homem mais "caçador" e "recolhedor" do que um metrossexual "dono-de-casa."

Mais de 1500 adultos tomaram parte no estudo onde lhes foi perguntado quais eram os atributos que eles "mais valorizavam" no conjugue ou no parceiro.  As respostas bem que poderiam ter sido retiradas dum manual duma feliz vida matrimonial proveniente dos anos 50 do século passado. 

No topo da lista masculina encontrava-se a mulher que soubesse "tomar conta da casa", logo seguida da mulher que soubesse cozinhar, limpar e ser boa mãe. Só 16% dos homens valorizava a "estabilidade financeira" numa mulher. Ou seja, para um homem que busca uma esposa com quem passar o resto da sua vida, as "conquistas profissionais" da futura esposa são virtualmente irrelevantes para a sua escolha.

(O som que vocês ouviram agora, ao fundo, foi o som de milhentas cabeças feministas a explodir em uníssono.)


A pesquisa levada a cabo pela "Yorkshire Building Society" apurou muitas mulheres a fazer escolhas igualmente convencionais visto que quase 40% delas afirmou a "estabilidade financeira" como uma das qualidades mais importantes no futuro esposo, e classificaram a sua habilidade como jardineiro como mais importante que a sua habilidade em cozinhar ou limpar.


Tanya Jackson, gerente dos assuntos corporativos no edifício da sociedade, afirmou:
Muitas mulheres tinham o hábito de pensar que desejavam um homem metrossexual, mas então aperceberam-se que estavam fartas do homem que passava mais tempo na casa de banho do que elas. Actualmente, muitas mulheres sentem que preferem o caçador-recolhedor ao mesmo tempo que elas tomam conta do homem quando este regressa.

Dados da "Office for National Statistics" confirmam esta alegação uma vez que mais de 2,1 milhões de mulheres afirmam que elas não trabalham porque estão a "tomar conta da família ou da casa". Apenas 193,000 homens deram a mesma resposta, um número que caiu em cerca de 6% durante o ano passado.

Fonte

* * * * * * *

Aparentemente 60 anos de engenharia social tendo em vista a transformação da mulher numa cópia do homem esbarraram nas restrições biológicas e  psicológicas do ser humano.


Só as pessoas com dois olhos na cara e um cérebro funcional seriam capazes de reparar que as mulheres gostam de homens provedores ao mesmo tempo que os homens preferem mulheres com a capacidade de tomar  conta do "ninho".  O resto do espectro social, ébrios com o Champagne du Marx, continuará a forçar os homens e as mulheres a desempenhar papéis sociais totalmente inadequados para o seu sexo - ou pelo menos, papéis sociais que são melhor desempenhados pelo sexo oposto.



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O que as feministas pensam das donas de casa


Se estas citações não te convencem que o feminismo é um grupo de ódio, então tu és uma feminista. 
.....................................................................
A dona de casa não é ninguém, e o trabalho doméstico é um trabalho sem saída. Pode até ter um efeito deteriorante na sua cabeça . . causando a que ela se torne incapaz de se concentrar numa só tarefa. Ela começa a parecer burra e enfadonha. Ser uma dona de casa causa a que as mulheres fiquem doentes." ~ Sociolóloga Jessie Bernard "The Future of Marriage", 1982.

As donas de casa são uma interminável série de filhas sanguessugas gritando "Dá! Dá!"— uma parasita que só devora, quando ela deveria alimentar, e alguém que tem a tem as mesmas aspirações que um Porquinho da Índia tem." ~ Charlotte Perkins Gilman, "Women and Economics: "A Study of the Economic Relations Between Men and Women as a Factor in Social Evolution", 1898.

Uma parasita a sugar a vida de outro organismo .- . . a dona de casa não caminha para a criação de algo durável . ..  O trabalho que a mulher faz dentro de casa não é directamente útil para a sociedade; não produz nada.  A dona de casa é subordina, secundária, parasítica. É para o seu bem que a situação tem que ser alterada de modo a proibir o casamento como uma "carreira"  para as mulheres.~ Simone de Beauvoir, The Second Sex, 1949.

As donas de casa são desmioladas e sedentas por coisas. . . e não pessoas. O trabalho doméstico ajusta-se na perfeição às capacidades das mentes débeis das raparigas. Isso prende o seu desenvolvimento no nível infantil, pouco menos que uma identidade pessoal com uma inevitável fraca consciência de quem é. . . . As donas de casa encontram-se perante um perigo análogo ao perigo que correram aqueles que caminharam para a sua morte nos campos de concentração. Os factores que levaram à destruição da identidade humana de tantos prisioneiros não foram a tortura ou a brutalidade, mas as condições similares àquelas que destroem a identidade da dona de casa americana.” ~ Betty Friedan, "The Feminine Mystique", 1963.

As donas de casa são criaturas dependentes que ainda são crianças . . . parasitas.~ Gloria Steinem, “What It Would Be Like If Women Win,” Time, August 31, 1970.

O trabalho do marido providencia mais ocasiões de desafio e de crescimento do que aquele que está disponível para a sua esposa, cujos horizontes encontram-se inevitavelmente limitados pela sua relegação para os deveres domésticos. Isto programa-a para a mediocridade e adormece o seu cérebro. A maternidade só pode ser uma curva temporária.~ Nena O’Neill and George O’Neill, "Open Marriage: A New Lifestyle for Couples", 1972.

As mulheres possuem um dívida incalculável perante Frieden devido ao seu livro The Feminine Mystique…. A vida doméstica não era uma história satisfatória para a vida da mulher inteligente.~ Elizabeth Fox-Genovese, "Feminism Is Not the Story of My Life", 1996.

Ser uma dona de casa é uma profissão ilegítima . . . Escolher servir e ser protegida, e planear ser uma geradora de família, é uma escolha que não deveria existir. O cerne do feminismo radical é alterar isso.” ~ Vivian Gornick, University of Illinois, “The Daily Illini,” April 25, 1981.

Enquanto a mulher for a cuidadora principal das crianças ela está a ser prevenida de ser um ser humano livre.~ Kate Millett, "Sexual Politics", 1969.

Enquanto a família, o mito da família, o mito da maternidade e o instinto maternal não forem destruídos, as mulheres continuarão a viver sob opressão …. Nenhuma mulher deveria ter autorização para ficar em casa e cuidar de crianças. A sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se tal escolha existir, demasiadas mulheres a seguirão. Isso é uma forma de forçar as mulheres numa certa direcção.~ Simone de Beauvoir, “Sex, Society, and the Female Dilemma,” Saturday Review, June 14, 1975.

O feminismo era profundamente contra a concepção tradicional da forma como a família se deveria organizar uma vez que a existência de mães caseiras era incompatível com o movimento das mulheres. . . . .  Se 10% das mulheres americanas ficar em casa como donas de casa a tempo inteiro, isto irá reforçar a visão tradicional daquilo que a mulher deve fazer e encorajar outras mulheres a tornarem-se donas de casa - pelo menos enquanto os filhos são pequenos.  …. Se um número desproporcional de mulheres colocar uma pausa nas suas carreiras como forma de gerar filhos, ou se elas não trabalharem tão arduamente nas suas carreiras como os homens trabalham, isto irá colocá-las em desvantagem vis-a-vis com os homens, particularmente com os homens cujas esposas fazem todo o trabalho doméstico e todas as tarefas em torno do cuidar de crianças.…. Isto significa que, independentemente do que a feminista individual possa pensar em relação à actividade de cuidar de crianças ou tarefas domésticas, o movimento [feminista] como um todo tinha razões para desencorajar o trabalho doméstico a tempo inteiro.~ Jane J. Mansbridge, Why We Lost the ERA, 1986.



Portanto, da próxima vez que alguém disser que o feminismo se centra na "escolha" ou na igualdade,  apresentem-lhe esta pequena lista de citações feitas por feministas eminentes.


.

sábado, 14 de julho de 2012

O sexo como "construção social"

E criou Deus o homem à Sua Imagem
à Imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.
Génesis 1:27

Por Pär StrömMuitas feministas alegam que as distinções que podem ser observadas entre os homens e as mulheres são ensinadas. Segundo elas, são as expectativas ambientais que pressionam os rapazes a agir como rapazes e as raparigas a agir como raparigas. Estas diferenças, dizem-nos elas, permanecem por toda a vida.
Não se nasce mulher; torna-se numa.
Simone de Beauvoir (1908-1986).
A teoria em torno do género como uma construção social chegou até a ser aceite politicamente [na Suécia]. O governo social democrata da altura colocou isso mesmo na sua declaração governamental de 2002. Isto encontra-se na declaração governamental Skr 2002/2003:140.
Apesar da longa história em torno do trabalho activo em prol da igualdade, a nossa sociedade continua caracterizada por uma estrutura de poder de género. No futuro, o nosso trabalho deve possuir uma direcção mais feminista. Isto significa que temos que estar cientes da estrutura de poder de género - que as mulheres são subordinadas e os homens superiores - e temos que estar preparados para mudar esta situação. Isto significa também que o governo tem que considerar o masculino e o feminino como "construção social", isto é, padrões de género criados externamente após o nascimento através da nossa educação, cultura, enquadramentos económicos, estruturas de poder e a nossa ideologia politica.
Quem estuda as pesquisas e os dados científicos, em vez de documentos políticos, encontrará diferenças significativas entre os sexos já na altura no nascimento. Estas diferenças genéticas controlam muitos dos traços que estão por trás do nosso comportamento diário.

Quais são as diferenças entre os sexos?

Um dos grandes nomes desta área é Simon Baron-Cohen, professor na Universidade de Cambridge na Grã-Bretanha. Cohen desenvolveu a assim chamada 'E-S Theory' [daqui para a frente, referida apenas como EST] onde 'E' significa empatia e S significa sistematização. Ser empático implica que uma pessoa conecta-se a outros seres humanos, entende-os e comunica com eles. Sistematização significa que uma pessoa analisa, entende e constrói sistemas - sistemas abstractos ou sistemas técnicos.

Segundo a EST, e analisando a forma como o cérebro funciona, as pessoas podem ser divididas em 3 grandes grupos. Os tipos de cérebro são:
  1. O cérebro E onde a aptidão empática supera em muito a sua habilidade para sistematizar.
  2. O cérebro S onde a aptidão para sistematizar é maior que a sua aptidão para a empatia.
  3. O cérebro B onde as duas capacidades se encontram igualmente desenvolvidas.
Segundo o professor Baron-Cohen, o cérebro E é típico das mulheres e o cérebro S é típico dos homens. 1 Existem variações individuais e excepções mas o padrão geral é forte.

Outro pesquisadora que também possui um interesse pelo tópico é Annica Dahlström, professora emérita no departamento de química médica e biologia celular na Universidade de Gotemburgo. Ela dedicou 15 anos da sua vida a este assunto. No seu livro 'Gender is in the Brain' ["O Género Encontra-se no Cérebro"] ela reporta a complexa relação química entre os hormonas, o cérebro, e outros órgãos que, tanto antes como depois do nascimento, transformam os seres humanos em homens e mulheres.

Mesmo que existam discrepâncias individuais, Annica Dahlström afirma que existem coisas como características "femininas típicas", e características "masculinas típicas". Segundo Dahlström, em média as mulheres são:
  • Mais empáticas e preocupadas
  • Melhores na comunicação verbal e linguagem
  • Detectam mais nuances e detalhes com os seus olhos e ouvidos.
  • São mais sensíveis ao estado de espírito dos outro bem como aos sinais subtis
  • Podem fazer associações mais rápidas com informação guardada anteriormente
  • São melhores no multitasking [várias tarefas ao mesmo tempo]
Com os homens, no entanto, segundo Dahlström, eles:
  • Estão mais dispostos a correr riscos e a competir
  • São melhores a concentrar a sua atenção a um tópico de cada vez
  • São vastamente superiores no pensamento abstracto.
  • Possuem melhor visão tri-dimensional
  • São mais extremos (em ambas as direcções) no que toca a inteligência (embora a inteligência média entre os sexos seja a mesma)
Um terceiro pesquisador a levar em conta é Germund Hesslow, professor de neuro-ciência na Universidade de Lund. Ele afirma que as diferenças entre homens e mulheres encontram-se bem documentadas. Por exemplo, diz Hesslow, os homens, no geral, possuem uma habilidade superior para pensamento espacial e resolução de problemas matemáticos. Para além disso, os homens são mais agressivos e determinados no que toca a correr riscos.

As mulheres, diz Hesslow, são mais compassivas (especialmente com as crianças) e mais cuidadosas na escolha dos parceiros. Quando comparadas com os homens. as mulheres têm mais dificuldade em considerar relações sexuais breves. Tal como Dahlström, Hesslow também afirma que os homens exibem uma maior distribuição de inteligência que as mulheres.2

Eu poderia continuar a citar outros pesquisadores que documentaram as diferenças entre os sexos, mas em vez disso, vamos analisar o que as pesquisas dizem em tornos das causas dessas distinções.

Comportamento aprendido ou diferenças genéticas?

Pode-se dizer, portanto, que há distinções entre os sexos. Mas serão essas distinções aprendidas ou genéticas? Apesar do ambiente social ter influência, existe uma lista enorme de estudos científicos que ressalvam a enorme e significativa importância das diferenças biológicas entre os sexos. A Scientific American sumarizou a questão muito bem num artigo em torno do cérebro masculino e do cérebro feminino. Isto é que eles escreveram:
Durante a década passada, os investigadores documentaram uma surpreendente quantidade de variações [=diferenças] estruturais, químicas e funcionais entre o cérebro masculino e o feminino. 3
Analisemos um certo número projectos de pesquisa que demonstram que a genética encontra-se por trás de muitas das diferenças entre os sexos que podemos observar. Podemos começar na Suécia com Arne Müntzing, geneticista e professor de hereditariedade.

Ainda em 1976 ele estudou bebés com 12 semanas, que dificilmente poderiam ter sido influenciados pelos papéis de género [inglês: "gender roles"], e observou diferenças essenciais no comportamento dos rapazes e das raparigas. Müntzing escreveu:
Os rapazes ganham muito cedo um melhor entendimento da espacialidade, a posição dos corpos em relação aos outros. Esta é provavelmente a razão que leva a que, mais tarde, os rapazes se interessem mais que as raparigas em construções técnicas e problemas matemáticos.
As raparigas, por outro lado, buscam os problemas segundo um ângulo humano. Não é só o meio ambiente que leva a que as meninas coloquem os soldados de chumbo numa cama de algodão de modo a que eles estejam confortáveis e bem aquecidos. 4

No ano de 1999 a estudante de doutoramento Anna Servin - Instituto de Psicologia da Universidade de Uppsala - levou a cabo um estudo em 300 crianças. Este projecto foi feito em cooperação com pesquisadores e médicos do Hospital Huddinge Hospital. Servin detectou claras diferenças comportamentais presentes já aos 9 meses, diferenças essas que, posteriormente, aumentaram com o passar do tempo.

Ela escreveu na sua tese que é a quantidade de andrógenos (hormonas masculinos) que determina o comportamento da criança, incluindo coisas como o tipo de brinquedos com os quais a criança quer brincar.5

Esta é a forma como Anna Servin sumarizou as diferenças comportamentais entre os rapazes e as raparigas e a forma como estas características influenciam a escolha de brinquedos:
De modo geral, os rapazes possuem uma aptidão espacial; eles vêem e entendem como os vários tipos de construção funcionam e ficam mais satisfeitos com brinquedos de construção.
As meninas são melhor equipadas verbalmente e possuem um interesse maior nos relacionamentos. Como tal, escolhem brinquedos que estão de acordo com estas habilidades.

Fala a testosterona.

O professor Richard Udry - Universidade da Carolina do Norte - comparou os níveis de testosterona nos fetos femininos com a atitude e comportamento das mesmas pessoas 30 anos mais tarde. Ele verificou que há uma conexão entre o nível de testosterona durante a altura fetal e o nível de comportamento masculino/feminino nos seus 30 anos. O comportamento monitorizado nos adultos foi a sua atitude perante as crianças, casamento, trabalho, carreira e a sua aparência.

Níveis elevados de testosterona durante a fase fetal correspondiam a comportamentos menos femininos e atitudes menos femininas.6
 
Os ftalatos são um grupo de compostos químicos que inibem os hormonas sexuais. Oito pesquisadores da Universidade de Rochester descobriram que os rapazes que são expostos aos ftalatos durante a fase fetal irão brincar de uma forma menos masculina com outros rapazes.7 Análogo a isto. Sete pesquisadores da Universidade de Cambridge concluíram que elevados níveis de hormona sexual masculino - testosterona - durante a fase fetal resultará num comportamento mais masculino durante as brincadeiras. 8
 
Um grupo de pesquisadores americanos e britânicos concluiu que o nível de testosterona durante a fase fetal determinará o quão interessada em sistematização a criança mais tarde ficará. Quanto maior for o nível de testosterona, maior será o interesse em sistematização. 9
 
Uma quarta pesquisa determinou que meninas que sofrem de "Congenital Adrenal Hyperplasia Disorder" - isto é, níveis anormais da hormona masculina testosterona - irão preferir brinquedos de construção e brinquedos de transporte mais do que as outras meninas. Para além disso, elas irão brincar de forma mais dura e agressiva..10
 
Desde a mais tenra idade que os rapazes se encontram mais interessados em objectos mecânicos enquanto que as raparigas nutrem um interesse maior por caras. Um projecto de pesquisa mostrou que as raparigas com um ano de idade demoravam mais tempo que os rapazes a olhar para a cara da mãe. Quando se mostravam filmes às crianças com 1 ano, as meninas demoravam mais tempo que os rapazes a olhar para os filmes que exibiam uma cara, enquanto que os rapazes demoravam mais tempo a observar filmes que exibiam carros.11
 
Será possível que estas crianças de 1 ano tenham sido influenciadas pelas expectativas do mundo à sua volta em torno dos papeis de género? De modo a investigar esta crença, estes pesquisadores continuaram com o trabalho e levaram a cabo um estudo similar em crianças com 1 dia de vida.

As crianças poderiam escolher entre olhar para a cara duma mulher ou olhar para dispositivo móvel mecânico que, na sua cor, tamanho e forma, lembrava a cara. Os resultados demonstraram que os bebés masculinos dedicavam mais tempo a olhar para o dispositivo móvel enquanto que as bebés femininas devotavam a maior parte do tempo a olhar para a cara.

O professor Simon Baron-Cohen da Universidade de Cambridge apurou também que as meninas com 12 meses de idade possuem uma resposta mais empática aos problemas alheios que os rapazes com a mesma idade.12

Há algum tempo atrás o hormona feminino dietilestilbestrol foi usado para tratar as mulheres que haviam tido abortos espontâneos consecutivos. Isto viabilizou alguns interessantes projectos de pesquisa. Entre outras coisas, ficou demonstrado que os rapazes que nasciam de mulheres que haviam recebido o em cima mencionado tratamento - isto é, que haviam recebido hormonas femininos - demonstravam comportamento mais "feminino" e mais empático. Por exemplo, quando comparados com outros rapazes, eles demonstravam um maior interesse em brincar com bonecas.13
 
Outra pesquisa foi levada a cabo nos rapazes nascidos com a deformação IHH, significando que os seus testículos eram pequenos e, desde logo, produtores de quantidades menores de testosterona. Os estudos mostraram que estes rapazes eram piores que outros rapazes na sistematização de formas espaciais. 

Adicionalmente, existem rapazes que nascem com o AI Syndrome, condição que deixa os rapazes não-receptivos aos andrógenos (hormona sexual masculino) Eles são piores na sistematização espacial. Ao mesmo tempo, as raparigas nascidas com Congenital Adrenal Hyperplasia Disorder, que, como dito em cima, resulta em níveis anormais de andrógenos (masculinos), são mais inteligentes na sistematização espacial que as outras raparigas.14
 
Existe também um projecto de pesquisa que demonstra como o nível de testosterona determina o nível de riscos económicos na idade adulta. Entre outras coisas, os pesquisadores estabeleceram que as mulheres que escolhem uma carreira na área das finanças possuem níveis de testosterona superiores, quando comparadas com outras mulheres.15

O periódico sueco Illustrerad Vetenskap (Ciência Ilustrada) escreveu recentemente
Pesquisas recentes mostram que os homens possuem 6,5 vezes mais massa encefálica cinzenta que as mulheres, enquanto que elas possuem 10 vezes mais massa encefálica branca que os homens. Isto pode explicar o porque dos homens serem melhores, por exemplo, em matemática, enquanto que as mulheres são melhores nas línguas.

Homo Sapiens é um animal.


Estudos em torno do mundo animal são interessantes uma vez que os animais dificilmente podem ser influenciados pelas normas sociais e papéis de género humanos. Se a natureza criou [sic] os animais de modo a que os sexos sejam distintos por motivos biológicos, porque é que os homo sapiens seria uma excepção? Seguem-se alguns projectos de pesquisa com os animais interessantes.

Um estudo usou um certo número de macacos a quem foram dados um certo número de brinquedos. Eles encontravam-se entre bonecas, camiões e brinquedos genericamente neutros como livros com pinturas. 

Os pesquisadores observaram como os machos passavam mais tempo a brincar com os brinquedos "masculinos" enquanto que as fêmeas passavam mais tempo que os machos a brincar com os brinquedos "femininos"

Ambos os sexos passaram o mesmo tempo em redor dos livros com imagens e em redor de outro brinquedos genericamente neutros.17
Outro projecto expôs os fetos fêmea dos macacos aos andrógenos (hormonas sexuais masculinos). Mais tarde, e nas suas brincadeiras, estas fêmeas exibiram um comportamento mais masculino que as demais fêmeas.18

Uma terceira pesquisa levada a cabo por um terceiro grupo de cientistas ofereceu paus como brinquedos aos macacos e observou como as fêmeas, de forma bem clara, brincavam com os paus como se os mesmos fossem bonecas, algo que os machos fizeram em escala muito menor.19

Num quarto projecto os pesquisadores deram dois tipos de brinquedos aos macacos - veículos com rodas e brinquedos de peluche. Os machos demonstraram um forte e persistente interesse nos veículos enquanto que as fêmeas não demonstraram qualquer tipo de interesse por nenhum dos brinquedos.20
Um quinto estudo em torno dos macacos demonstrou como, em larga escala, os machos focaram-se nos carros enquanto que as fêmeas preferiram as bonecas.21

Experiências foram também levadas a cabo com ratos. As fêmeas injectadas com testosterona à nascença aprenderam mais rapidamente a navegar pelo labirinto que as fêmeas sem o hormona. Elas atingiram também uma proficiência final superior que as fêmeas que não receberam o hormona masculino. O labirinto testava a aptitude espacial.22

Em jeito de conclusão podemos determinar que a alegação "o género é uma construção social" é um mito. Peço desculpa se perturbamos a tua paz celestial , cara Simone de Beauvoir, mas tu estavas errada. Tu nasceste para ser uma mulher!

Qual dos géneros possui os génios?

Antes de terminar este capítulo, gostaria de falar nas diferenças genéticas entre os sexos que possuem um peso enorme no debate em torno da igualdade. Como mencionei anteriormente, os homens e as mulheres possuem a mesma inteligência média mas a inteligência é mais dispersa entre os homens. Isto significa que há mais tolos e génios entre os homens enquanto que as mulheres se encontram a meio da escala.

Esta amplitude pode ser considerada como desinteressante do ponto de vista da igualdade. Afinal, o facto da inteligência média entre ambos os sexos ser basicamente a mesma não é o mais importante?

Mas consideremos o facto de existirem muitas situações onde o foco se encontra completamente nos extremos e particularmente no extremo mais elevado: os génios. A maior amplitude masculina implica com lógica matemática que há mais génios entre os homens do que entre as mulheres. O que é que isto significa para a composição genética dos, por exemplo, prémio Nobel?

Do ponto de vista puramente estatístico é, portanto, normal que haja mais laureados entre os homens em áreas que exijam mais inteligência. Isto foi também ressalvado por Annica Dahlström23 e Germund Hesslow,24 que, por sua vez, provocou respostas violentas. Mas a realidade é o que é independentemente do que cada um pensa dela.

O facto das mulheres serem compensadas por terem entre si menos tolas do que o número de menos inteligentes entre os homens não recebe muita atenção mediática porque os menos inteligentes raramente se encontram no foco dos holofotes. Mas isto provavelmente contribui também para o facto de haver menos mulheres nas camadas mais baixas da sociedade tais como as prisões ou entre os sem abrigo.

Referências:

  1. 'The Essential Difference: The Truth about the Male and Female Brain', Simon Baron-Cohen, 2003
  2. Article 'Omöjlig kamp för att uppnå likhet mellan könen', DN.se op-ed page (available online, date n/a)
  3. Article 'His Brain, Her Brain', Scientific American, May 2005
  4. 'Varför är vi olika? kvinna and man, svart and vit, kropp and själ', Arne Müntzing, 1976
  5. Article 'Hormoner styr hur barn leker', Aftonbladet. Available online, date n/a
  6. Article 'Biological limits of gender construction', American Sociological Review, Vol 65, No 3, pp 443-457
  7. Article 'Prenatal phthalate exposure and reduced masculine play in boys', International Journal of andrology
  8. Article 'Fetal Testosterone Predicts Sexually Differentiated Childhood Behavior in Girls and in Boys', Psychological Science
  9. Article 'Foetal testosterone and the child systemizing quotient', European Journal of Endocrinology, vol 155
  10. Handbook of social psychology, Volume 1, page 639, Susan T Fiske, Daniel T Gilbert, Gardner Lindzey
  11. Article 'HisBrain, HerBrain', ScientificAmerican, May 2005, 'Human sex differences in social and non-social looking preferences at 12 months of age', Svetlana Lutchmaya, Simon Baron-Cohen
  12. Paper 'The Essential Difference: the male and female brain', Phi Kappa Phi Forum 2005 (Special issue on the Human Brain)
  13. Paper 'The Essential Difference: the male and female brain', Phi Kappa Phi Forum 2005 (Special issue on the Human Brain)
  14. Paper 'The Essential Difference: the male and female brain', Phi Kappa Phi Forum 2005 (Special issue on the Human Brain)
  15. Article 'Risky Business - Women Have Higher Testosterone In Financial Careers', Science 2.0, 24 August 2009
  16. Article 'Lär sig flickor and pojkar olika?' Illustrerad Vetenskap, 16 March 2011
  17. Article 'His Brain, Her Brain', Scientific American, May 2005
  18. Handbook of social psychology, Volume 1, page 639, Susan T Fiske, Daniel T Gilbert, Gardner Lindzey
  19. Article 'Young female chimpanzees appear to treat sticks as dolls', 20 December 2010, PhysOrg.com
  20. Williams CL and Pleil KE. 2008. 'Toy story: Why do monkey and human males prefer trucks? Comment on 'Sex differences in rhesus monkey toy preferences parallel those of children', Hassett, Siebert an Wallen
  21. Alexander G and Hines M. 2002. 'Sex differences in response to children's toys in nonhuman primates, Evolution and Human Behavior'
  22. Paper 'The Essential Difference: the male and female brain', Phi Kappa Phi Forum 2005 (Special issue on the Human Brain)
  23. Article in DN Debatt, 'Långt färre kvinnliga än manliga genier'. Available online, date n/a
  24. Article 'Omöjlig kamp för att uppnå likhet mellan könen', DN Debatt. Removed from the web but copies still available - search for the title, date n/a


domingo, 22 de maio de 2011

Feminismo = Socialismo

Citações sempre úteis.
O feminismo, o socialismo e o comunismo são a mesma coisa, e o governo socialista/comunista é o objectivo do feminismo.
(Catharine A. MacKinnon, Toward a Feminist Theory of the State (First Harvard University Press, 1989), p.10)

Um mundo onde o homem e a mulher seriam iguais é fácil de visualizar uma vez que foi isso que a revolução soviética prometeu.   (Simone de Beauvoir, The Second Sex (New York, Random House, 1952), p.806)

O Cáucaso das mulheres sanciona o pensamento marxista-leninista.
(Robin Morgan, Sisterhood is Powerful, p. 597)


ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT