domingo, 29 de novembro de 2015

O porquê dos governos darem o seu apoio ao feminismo (2ª Parte)

Por Angry Harry 

(2ª Parte do artigo iniciado aqui)

Muitos outros benefícios são acumulados pelo governo quando relacionamentos próximos entre os homens e as mulheres são destruídos. Por exemplo, as consequências sociais negativas de não ter pais [figuras paterna] fortes perto dos seus filhos são imensas. Estas consequências tendem a impactar mais os rapazes, mas as repercussões fazem-se sentir em toda a sociedade - e durante décadas.

Por exemplo, os jovens - tanto raparigas como os rapazes - sem um pai em casa, são mais susceptíveis de: viver na pobreza, de ter comportamento arruaceiro na escola, de ter mais dificuldade nos relacionamentos com os outros, de sofrer mais de abuso emocional, físico ou sexual, de fugir de casa, de contrair doenças sexuais, de se tornarem pais/mães enquanto ainda são adolescentes, de violar as leis, de fumar beber álcool e ingerir drogas, de faltar as aulas, de ser excluído da escola , de ter comportamento violento, de abandonar os estudos numa idade jovem, de ter dificuldade na transição para a idade adulta, de obter poucas qualificações, de ter taxas mais elevadas de desemprego, de ter rendimento baixo, de viver de ajudas estatais, de não ter onde viver, de ir parar à prisão, de sofrer mais de problemas emocionais e psicológicos de crónicos, de só ter relacionamentos casuais, de ter filhos fora do casamento e, de facto, de ter filhos fora de qualquer relacionamento.

Uma longa lista de problemas sociais - isto é, um número enorme de "desarmonia" - é gerada devido ao facto das crianças não terem por perto os seus pais. Mas, claramente o governo beneficia de forma fantástica com isto visto que eles podem usar estes problemas enormes para justificar ainda mais aumentos tanto na tributação como no poder. Afinal de contas, as pessoas querem ser protegidas de todas as consequências sociais negativas de não ter  - e, obviamente, as próprias vítimas irão precisar de sua ajuda extra.

Deste forma, os governos podem justificar (e, desde logo, usurpar e extrair) muito mais dinheiro das pessoas como forma de adquirir mais oficiais da polícia, mais oficiais prisionais, mais oficiais de liberdade condicional, mais assistentes sociais, mais advogados, mais juízes e outros funcionários legais, mais psicólogos, mais psiquiatras, mais médicos, mais enfermeiras, mas trabalhadores sociais, educadores correctivos, e, de facto, até mais pessoas para limpar as ruas! - e, obviamente, muito mais burocratas para monitorizar e exercer controle sobre todas estas áreas.

O aumento de impostos e de poder que os governos adquirem para si mesmos como resultado destas consequências sociais negativas é realmente enorme. E, se puderem acreditar, eu nem comecei a falar de todos aqueles advogados, juízes e burocratas que fazem parte do próprio sistema de divórcio; eles, juntamente com todos aqueles profissionais que têm que se envolver nos assuntos relativos à pensão alimentícia, custódia das crianças, e pagamentos de financeiros para a sustentação de crianças.

De facto, mesmo que coloquemos de lado todos os numerosos problemas sociais e pessoais mencionados nos parágrafos anteriores, a indústria do divórcio é em si, e nos dias de hoje, uma indústria que envolve milhares de milhões de dólares.

Mais ainda, obviamente, no que toca à vida na fase etária mais adiantada, destruir os relacionamentos entre o homem e a mulher garante que os mais velhos e os doentes sejam cada vez menos susceptíveis de receber algum tipo de ajuda por parte daqueles que estão mais perto, porque, dito de forma simples, menos pessoas acabam por ser próximas a elas.

E isto frequentemente significa que estas pessoas vulneráveis ou são abandonadas para olharem por si mesmas, ou são colocadas em casas de apoio e hospitais - geridas pelo governo - onde os funcionários lhes tratam, na melhor das hipóteses, com um desinteresse clínico. (De facto, uma recente reportagem proveniente do Reino Unido revelou que os problemas mais comuns junto dos mais velhos resultam da solidão e do facto de viverem sozinhos.)

Portanto, podemos resumir as coisas da seguinte forma: destruir os relacionamentos entre os homens e as mulheres gera uma mina de ouro para o governo. Dese a infância até à idade mais avançada, a destruição dos relacionamentos causa numerosos problemas a toda a sociedade, mas eles aumentam os benefícios para o governo.

Isto não significa que tudo o que o governo faz é mau - particularmente ao micro-nível. Por exemplo, claramente ocorrem casos onde alguns homens e algumas mulheres têm que ser mantidos longe um do outro. Nós precisamos dos nossos governos para ajudar as mulheres e as crianças que estão desprotegidas. Precisamos de casas de abrigo e de hospitais para os mais idosos e para os doentes. Precisamos de oficias da polícia e de oficiais das prisões. E assim por adiante.

Mas isto não altera o facto de que quanto mais fragilizada a relação entre o homem e a mulher estiver, mais o governo beneficia. E beneficia de forma gigantesca, tal como visto em cima. E é preciso ser crédulo até níveis ridículos para acreditar que os milhões de funcionários que se encontram empregados pelo governo estão a trabalhar para destruir as "indústrias sociais/pessoais/legais/financeiras" das quais eles mesmos têm tanto a ganhar.

Mais ainda, temos visto governos ocidentais - especialmente governos esquerdistas - a usar o seu poder enorme durante os anos para encorajar a destruição dos relacionamentos entre homens e mulheres. De facto, estes governos não deixaram pedra sobre pedra no seu propósito de destruição dos relacionamentos inter-pessoais.

Eles gastaram milhares de milhões de dólares enchendo a população com falsas estatísticas relativas a vários tipos de "abuso dentro dos relacionamentos", pervertendo propositadamente a linguagem legal de modo a causar a que a mulher fosse, de alguma forma, vítima permanente dos homens.

Por exemplo, eles perverteram a definição dos vários tipos de abuso de tal forma ridícula que, por exemplo, criticar a mãe duma mulher pode, hoje em dia, ser visto como um acto de violência - "violência doméstica" -, chamar uma mulher de "querida" pode ser visto como um acto de assédio sexual, e ter relações sexuais consensuais com uma mulher que mais tarde se arrepende, pode ser visto como um acto de violação.

(A ideia por trás de todas estas coisas e gerar ódio contra os homens e medo dos homens, mas também está feito para encorajar o maior número possível de mulheres a fazer falsas alegações de de "abuso").

Eles gastaram milhares de milhões de dólares a financiar imensos grupos de vítimas que parecem gastar o seu tempo a difundir propaganda contra os homens e não a ajudar a alegadas vítimas. Eles envolveram-se e/ou financiaram imensas campanhas mediáticas criadas com o propósito de caracterizar todos os homens como autores prováveis de violência contra as mulheres e contra as crianças. E os governos continuam a dar às mulheres imensos incentivos - financeiros e não só - para que elas façam falsas alegações.

Eles gastaram milhões em "assistência social" de modo a tornar os homens o mais redundantes possíveis, quando se trata das mulheres e da s famílias.

Eles rebaixaram e feminizaram de propósito o nosso sistema de educação de modo a que os nossos jovens homens tenham cada vez menos qualificações que as nossas mulheres jovens - algo que fragiliza ainda mais os relacionamentos em larga escala visto que a mulheres tendem a preferir homens que têm mais educação que elas [hipergamia].

Eles [os governos] têm discriminado contra os homens nos locais de trabalho a todos os níveis (como forma de reduzir o valor masculino) sob a falsa alegação de que a mulheres estavam a ser vítimas de discriminação quando comparadas com os homens.

Eles reduziram o ordenado dos homens em imensos empregos controlados pelo governo só porque os homens tendem a preferir mais esses empregos que as mulheres, e eles fizerem o contrário nos empregos que tendem a ser preferidos pelas mulheres. (O argumento ridículo que está a ser agora testado junto da população é que a "produtividade", o trabalho árduo e o lucro são formas "antiquadas" de aferir como é que a pessoa deveria ser remunerada).

Eles perverteram a lei de tal forma que todos os homens estão hoje à mercê das suas parceiras no que toca às falsas acusações de "abuso", assuntos relativos à custódia das crianças, e os ridículos e elevados pagamentos de pensão - sendo a ideia por trás disto levar as mulheres a acabar com os relacionamentos porque pouco ou nada têm a perder com isso, e muito a ganhar - e, claro, fazer com que os homens tenham medo de se envolver em relacionamentos de longa duração.

Eles corromperam o sistema de justiça de tal forma no que toca os relacionamentos entre os homens e aa crianças que hoje em dia é muito aconselhável os homens ficarem longe das crianças. E, nas nossas escolas, as crianças com idades que podem chegar aos 8 estão a ser indoutrinadas com o disparate inspirado pelas feministas de que, durante milhares de anos, os homens oprimiram as mulheres.

De facto, está a ser alegado agora - com muito sucesso - que as pessoas que são íntimas uma com a outra devem-se tratar como se fossem estranhas. Por exemplo, a "Violação por parte dum Estranho" é tida como tão má com a "Violação dentro dum Relacionamento". Tirar fotos do próprio filho enquanto se amamenta é tido como "produzir pornografia infantil". E a lista continua.

E parece bastante óbvio que o propósito é forçar as pessoas a tratarem-se como se fossem estranhas completas ao colocá-las sob algum tipo de risco legal se por acaso não agirem assim. E até um professor de música que coloca a mão da criança correctamente sobre o instrumento arrisca-se a ser suspenso e a sofrer alegações de abuso. A ideia é cortar, ou manchar, qualquer tipo de proximidade - independentemente do quão próxima - que pode existir entre as pessoas.

Eu não me lembro de lei alguma, colocada em práctica durante as últimas 3 décadas e que tenha um impacto nos relacionamentos próximos das pessoas - quer seja directamente, quer seja indirectamente - que não tenha sido feita com o propósito de facilitar a dissolução desses relacionamentos. E, essencialmente, os governos têm estado a destruir os relacionamentos entre as pessoas de modo a que eles se possam intrometer de modo mais profundo dentro das uniões - sociais, pessoais e financeiras - que em outras eras unia as pessoas. 

[Continua na 3ª Parte]



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O porquê dos governos darem o seu apoio ao feminismo

Por Angry Harry

Este texto é um bocado longo, mas depois de lê-lo, vai ser possível ter uma visão mais acertada do porquê o feminismo se ter tornado dominante no Ocidente, e o porquê de toda a tua vida vir a ser negativamente afectada por essa ideologia, especialmente se fores um homem.

O feminismo não está de maneira nenhuma relacionado com a igualdade entre os géneros, e nem está relacionado com os direitos das mulheres. Acima de tudo, o feminismo centra-se nos diversos grupos que buscam formas de obter poder e dinheiro, para além de buscar formar de construir impérios auto-satisfatórios em torno dos quais milhões de pessoas - literalmente milhões de pessoas - têm um interesse muito forte - um interesse que é, na verdade, muito destrutivo para as sociedades onde estas pessoas operam.

Para se ver como opera o seu jogo, apenas quero que vocês imaginem uma sociedade - uma sociedade idealizada - onde as mulheres se encontram felizes em passar os seus dias intimamente associadas às suas casas e aos seus filhos, e os jovens homens e os pais se encontram razoavelmente felizes em caminhar para os seus locais de trabalho - quaisquer que eles sejam.

Para além disso, quero que imaginem que a maior parte das pessoas desta sociedade encontram-se razoavelmente felizes com esta situação. Dito de outra forma, este é um lugar razoavelmente feliz.

Agora, a pergunta que eu quero que vocês contemplem profundamente é: O que é que o governo ganha com isto? Como é que o governo e os funcionários governamentais podem obter algum dividendo existindo dentro duma sociedade composta por pessoas que parecem estar felizes e em paz umas com as outras? Como é que o governo pode dizer às pessoas "Vocês precisam de mais intervenção governamental. Deêm-nos mais dinheiro através dos impostos"?

Claramente, nesta sociedade idílica seria de facto muito difícil persuadir as pessoas a disponibilizar mais dos seus recursos - adquiridos através do seu trabalho - como forma de financiar "mais governo".

No entanto, se esta sociedade razoavelmente feliz fosse perturbada por alguma força - uma força que induz a desarmonia junto da população (por exemplo, que aumentasse a criminalidade) - então seria muito mais fácil para o governo extrair uma parte maior do bolo da sociedade. Por exemplo, se há um aumento da criminalidade, é mais provável que as pessoas aceitem o financiamento duma força policial mais robusta.

Se por acaso os homens e as mulheres começarem a guerrear uns contra os outros, e se começarem a se separar uns dos outros através do divórcio, então o governo pode justificar a extracção de mais recursos das pessoas como forma de criar uma força laboral de serviços sociais maior como forma de olhar pelas mulheres e pelas crianças que estão, agora, entregues a si mesmas.

O ponto que quero frisar é o seguinte: o governo não ganha nada quando as pessoas estão em paz umas com as outras mas sim quando elas estão, de alguma forma, em guerra umas com as outras. Claro que o governo pode muito bem pode beneficiar com muitas outras coisas, mas o ponto aqui é o seguinte: é mais do que claro que os governos beneficiam com o que daqui para a frente vou dar o nome de "desarmonia" - desarmonia social; tal como o crime.

E uma vez que os governos têm um poder imenso quando comparado com o poder do cidadão comum, eles tendem a usar esse poder para gerar mais e mais desarmonia social - e com muito sucesso. E porque é que eles fazem isto? Porque, obviamente, o governo e milhões de funcionários do Estado lucram com isso, e eles não irão usar o seu enorme poder colectivo para se fragilizarem a eles mesmos - que aconteceria se a "desarmonia" diminuísse.

Na melhor das hipóteses, os funcionários governamentais não querem perder o seu financiamento, os seus empregos, as suas pensões, etc, etc, etc. Devido a isso, eles têm que ser vistos como entidades necessárias. Melhor ainda para eles, são impérios maiores com salários maiores, e maior status e mais poder. Vistas as coisas desta forma, eles não são diferentes do resto das pessoas.

Colectivamente, e a bem ou a mal, estes funcionários governamentais podem, e irão, criar uma força poderosa como forma de canalizar estes vários benefícios para si mesmos; e esta é uma força que a pessoa comum pura e simplesmente não consegue resistir. De facto, seria quase um absurdo acreditar que um tal corpo de operários governamentais não exerceria uma força em direcção a uma posição que lhes trouxesse benefícios. Afinal de contas, estas pessoas não são deuses, mas sim seres humanos.

Resumidamente: estes funcionários governamentais querem impérios maiores, com salários maiores, e pensões mais elevadas. Eles querem mais status e mais poder. E, colectivamente, eles irão exercer uma força tão grande que de facto ninguém os pode impedir de obter estas coisas, tal como o crescimento governamental durante os últimos 120 anos no Ocidente o demonstra de forma clara. (Os governos centrais cresceram mais de 100 vezes durante os últimos 120 anos).

Como o propósito central das feministas é gerar a maior desarmonia possível entre os homens e as mulheres como forma de financiar os seus impérios, os governos gostam delas; porque, lembrem-se, para os governos, quanto mais desarmonia houver, melhor.

Regressemos por agora para a nossa sociedade idílica, e vejamos o que acontece quando os casais com filhos dentro deste local razoavelmente feliz se começam a divorciar e a se separar.

Bem, tipicamente, os homens irão partir e irão viver noutro lugar, mas irão continuar a trabalhar. No entanto, as mulheres irão ter que escolher entre uma combinação de ir trabalhar ou ficar em casa a tomar conta dos filhos. Se as mulheres tomarem a decisão de ficar em casa, elas têm que receber algum tipo de rendimento por parte do governo. Isto significa que o governo tem que usar o dinheiro dos outros para as financiar.

E, imediatamente, isto significa criar todo um sistema de leis envolvendo advogados, administradores, assessores sociais, escritórios financeiros, e vários sistemas burocráticos aliados. Dito de outra forma, o divórcio e a separação disponibilizam uma vasta gama de benefícios para os governos e para os seus funcionários.

Mais ainda, obviamente, ninguém dentro da população quer ver as mulheres e as crianças deixadas desamparadas; como tal, o governo obtém agora o benefício de um maior apoio popular para as suas iniciativas. Logo, o governo também vence neste jogo. E, claro, as mulheres e as crianças que se encontram nesta posição estão à mercê do governo. Isto significa que elas passam a depender do governo, o que também é excelente para o governo.

"Se vocês mulheres não votarem em nós, vocês irão receber um rendimento inferior por parte do governo"

Claro que as mulheres que se divorciam - quer tenham ou não filhos - podem sempre decidir começar a trabalhar, o que causará a que o governo volte a beneficiar visto que passará a ter mais trabalhadores a quem extorquir mais dinheiro através dos impostos.

Dito de outra forma, encorajar o divórcio e a separação é uma estratégia vencedora para o governo. De facto, é uma estratégia de vitória e toda a linha, e isto é verdade quer as mulheres tenham ou não filhos, e quer elas comecem a trabalhar ou não. É a crescente divisão  entre os homens e as mulheres que é a estratégia de sucesso do governo.

Sumariando, portanto, o governo tem muito a ganhar ao aumentar a divisão entre os homens e as mulheres visto que isto permite que os funcionários governamentais justifiquem a criação e o controle de muitos impérios enormes; eles podem mais facilmente cobrar mais impostos, eles podem tributar mais pessoas, eles podem causar a que mais pessoas fiquem dependentes deles, e eles podem obter para si mesmos mais apoio popular.

Mas isto é só o princípio. [Continua na 2ª Parte]



terça-feira, 10 de novembro de 2015

Como a lei do divórcio gerou uma nação de bastardos

Por Henry Dampier

A lei do divórcio actual colocou a autoridade legal nas mãos das esposas, retirando-a das mãos dos esposos. Em termos legais, todos os casais são casais liderados pelas esposas, especialmente se levarmos em conta a forma como os tribunais familiares normalmente operam.

As muitas mudanças nos Estados Unidos iniciadas durante a década 70 causaram inúmeros debates entre a esquerda e a direita mainstream; as causas da diminuição do regresso ao trabalho, o aumento do custo de vida, o aumento do caos social, e a incapacidade do Estado de cumprir com as suas obrigações de longo prazo, e muitos outros tópicos.

Dentro da política popular, ambos os lados políticos concordam que a liberdade para se levar a cabo um divórcio é um direito básico, e que dar poder às mulheres através do sistema legal é, ao mesmo tempo, algo moralmente correcto e algo necessário.

Isto contradiz o que era defendido de forma geral antes dessa altura, em todos os lugares excepto nos países Comunistas, e mesmo assim, só por alturas da Revolução Russa.

A classe média, e todas as classes com propriedades, não podem sobreviver muitos anos dentro deste regime legal familiar. O motivo por isto é que cada novo divórcio divide os bens que de outra forma iriam para as crianças; isto impede a apreciação desses bens, priva as crianças da sua herança legítima, e permite que uma classe inteira de intermediários vampíricos redistribua o capital dos homens para as mulheres.

As crianças que resultam destas uniões encontram-se frequentemente arruinadas, e a vida familiar torna-se num conjunto legalmente ordenado de dar-e-receber de crianças, duma debilitada metade da família para a outra metade da família, igualmente debilitada, desperdiçando recursos que de outra forma poderiam ser usados na construção da prosperidade comum.

A emancipação sexual é incompatível com a continuação do que é tradicionalmente entendido como a classe média. No princípio, os revolucionários assassinaram os aristocratas, que eram poucos em número, e era bastante fácil privá-los das suas propriedades e das suas vidas. O extermínio da burguesia tem-se provado como um projecto mais complicado visto que a Civilização Ocidental não parava de os gerar em número considerável, e a causar a que eles estivessem satisfeitos com eles mesmos.

Para destruir a classe média, era preciso destruir a sua cultura, a sua moralidade, a sua religião, e o seu relacionamento com as suas crianças. Para se atingir este objectivo, os revolucionários aliciaram os homens para longe das suas tarefas com promessas de sexo fácil com inúmeras parceiras. Às mulheres foi prometido poder, autonomia, dinheiro para os seus filhos ilegítimos, e liberdade. Este arranjo causou a que estejamos viver numa nação de bastardos.

Muitos milhões de homens competentes, saudáveis, e moralmente correctos foram destituídos pelas suas mulheres através dos tribunais familiares. Eles foram privados da sua propriedade; os seus filhos foram privados de pais e duma herança. A sociedade Americana foi privada das famílias fortes que eram a sua marca, graças à subversão consciente de revolucionários, psicólogos, advogados, escritores, e muitos políticos que tornaram isso possível.

A vida familiar Americana tornou-se perigosa; financeiramente, moralmente, e emocionalmente. Sem a orientação dos pais, o domínio de polícias brutais e das suas sombrias reflexões, e de criminosos organizados, avançam para dominar as ruas.

Existem muitas coisas que podem ser ditas sobre os sistemas políticos, mas esses argumentos centram-se no narcisismo de diferenças mínimas quando comparados ao sistema legal patriarcal e as alternativas bárbaras. Se a lei não atribui a autoridade permanente ao pai, então a lei tem que depender de "executores" tirânicos como forma e implementar a vontade do Estado em seu lugar.

O que é preciso para restaurar o estado de direito é o que sempre foi preciso para manter a lei: é reinstalar os pais como o meio principal através do qual a lei se faz sentir neste mundo de coisas reais, e não só no mundo das ideias. A alternativa é a tirania caprichosa tanto de cima como e baixo.

http://bit.ly/1GPQpon



terça-feira, 3 de novembro de 2015

BBC: Apagando o Cristianismo da História

Por Joseph Pearce

Há alguns dias atrás tive a viscosa experiência de ouvir uma discussão com a duração de 40 minutos (transmitida pela BBC Radio) onde alegadamente se falava da história da Grã-Bretanha através da poesia. Descrevo a experiência de viscosa porque, depois de ter ouvido a discussão, senti como se tivesse sido coberto de visco, encontrando-me espiritualmente, intelectualmente e emocionalmente dentro duma lama de falsidades.

Passo a explicar.

Um amigo meu, que é poeta, enviou um link da celebração do "National Poetry Day" da BBC Radio - que ocorreu no dia 8 de Outubro - vista pelos olhos de poetas. Temendo o pior, resolvi mergulhar o dedo do pé na água, ou o ouvido nas ondas de rádio, embora inicialmente tenha sido de forma experimental. Vendo que a primeira discussão, que era sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Grã-Bretanha, deveria ser relativamente segura, estando ela tão longe do modernismo, tomei atenção para aprender mais.

Foi horrível.

Apresentado por Andrew Marr, o radiodifusor veterano que se descreve como um "esquerdista branco privilegiado" e como alguém que é resolutamente secular, isto é, não-religioso, eu deveria ter esperado o pior. Eis aqui o que Marr diz sobre as suas posições religiosas:

Sou eu religioso? Não. Será que eu acredito em alguma coisa? Não.

No entanto, visto que não é possível um ser humano não acreditar em algo, vamos analisar as coisas que ele realmente acredita. Havendo voltado as costas ao Presbiterianismo dos seus pais quando era um jovem homem, Marr envolveu-se com a Internacional Comunista quando se encontrava em Cambridge, ganhando a alcunha de “Red Andy.” Em 2006 ele declarou:

A BBC não é imparcial e nem é neutra. Ela é uma organização urbana financiada pelo Estado, com um número anormal de jovens, minorias étnicas e homossexuais. Ela tem um viés liberal [esquerdista], não tanto um viés partidário-político. Isto é melhor expresso como um viés cultural liberal [esquerdista].

Dito de outra forma, Marr estava a dizer de forma clara que a BBC tem um viés contra as populações rurais, contra os mais idosos, contra a maioria étnica, e contra os heterossexuais. Mais pertubador ainda, Marr parece ser um defensor do uso da força política, acrescentada à persuasão propagandista, como forma de levar a cabo uma engenharia social que produza o tipo de mundo no qual ele acredita:

E a resposta final, francamente, é o uso do poder do estado para coagir e reprimir. Pode ser da minha educação Presbiteriana, mas acredito de modo firme que a repressão pode ser um bom instrumento civilizador em prol do bem. Pisem em algumas crenças "naturais" durante algum tempo e podem quase que matá-las.


Pouco antes de dizer estas palavras, Marr falou da necessidade de tornar as pessoas "imunes aos antigos cânticos tribais", que, embora ele estivesse a falar ostensivamente do racismo, é mais do que sugestivo da necessidade de "educar" as pessoas para longe da moralidade tradicional e da religião na qual esta moralidade está enraizada. Poucas pessoas com o meu conhecimento de Política e de História irão duvidar que, mal o mesmo é desencadeado, "o uso vigoroso do poder do estado para coagir e para reprimir" será usado contra todos os grupos com os quais o governo não concorda.

Mais recentemente, Marr tem voltado a sua atenção para a História, ou melhor, para a História tal como ela é vista pelas lentes obviamente preconceituosas e enviesadas de Marr, apresentando o programa "History of the Word" - uma série que pretende examinar "a história da civilização humana." Escusado será dizer isto, mas esta não é a verdadeira História do mundo tal como vista objectivamente através dos olhos de gerações passadas que a fizeram e a moldaram, a larga maioria das quais havendo sido obviamente Cristãs crentes e practicantes, aderentes dos tais "antigos cânticos tribais" que Marr planeia erradicar. A "história" de Marr, tal como o "esboço da História" por parte de H. G. Wells, nada mais é que a obra dum vivisectionista grosseiro que pega em sujeitos vivos e mata-os em nome do "progresso".

Tudo o que foi exposto em cima é apenas para reiterar e explicar o porquê de que eu já deveria esperar o pior mal me apercebi que o programa com 40 minutos sobre as raízes Celtas e Anglo-Saxónicas da Britanidade era apresentado por Andrew Marr. Eu já deveria saber que seria uma experiência viscosa e não deveria ter-me exposto à sua presença orgulhosa e preconceituosa. No entanto, por mais insano que possa parecer, apressei-me a entrar onde os anjos e os santos temeriam entrar, e paguei o doloroso preço.

Por mais incrível que possa parecer, a discussão conseguiu discutir a poesia Galesa e poesia Anglo-Saxónica sem mencionar o não-mencionável expletivo "Cristianismo", a palavra-C, o uso da qual é uma gaffe genuína que tem que ser excluída de toda a discussão educada, mesmo quando se fala do passado Cristão. Consequentemente, por exemplo, falou-se de Beowulf, embora com brevidade misericordiosa, sem qualquer referência ao facto desta história ser um conto de aviso, do ponto de vista do Cristão ortodoxo, sobre os perigos da heresia Pelagiana, e sem qualquer discussão sobre os significados numéricos que faziam uma ligação entre a morte auto-sacrificial de Beowulf com a Paixão de Cristo.

O grande poema Anglo-Saxónico com o nome de "The Ruin" foi modificado com o poder mágico do politicamente correto de uma discussão em torno da forma como os  caminhos de wyrd, isto é, a Providência de Deus, reduzem a nada a pompa e a circunstância do poder político secular, para algo que reflecte a angústia do homem moderno em relação à sua identidade cultural. (Não estou a brincar!) 

Como se isto não fosse suficientemente ridículo, lembro-me que o monge Anglo-Saxónico Caedmon foi falado sem qualquer referência ao facto dele ser um monge ou sem qualquer menção da palavra-C, embora a única obra sua ainda em existência seja um hino!

A nota final do absurdo, o coup de grace ou reductio ad absurdum, a cereja no topo deste bolo ridículo, foi a discussão em torno das "Canterbury Tales" de Chaucer. Em vez de olharem para a obra de Chaucer como uma defesa do realismo escolástico contra o proto-relativismo do nominalismo de Occam, os orgulhosos e preconceituosos prentenciosos informaram-nos, com triunfalismo arrogante, que Chaucer foi um "subversivo" porque ele escreveu em vernáculo e não em Francês (a língua da corte) e nem em Latim (língua da igreja).

Na sua queda para o banalismo final, toda a obra de Chaucer, que está cheia de moralidade Cristã robustamente ortodoxa, é reduzida para o nível de ideologia radical do século 21. Escusado será dizer isto, mas a discussão em torno das "Canterbury Tales" evita de forma deligente aquele outro expletivo não-mencionável, "peregrinação" (a palavra-P).

A minha experiência depois de ter sido envolvido com a lama viscosa que é esta obra de polémica anti-Histórica mascarada de conhecimento, lembra-me uma obra de literatura muito mais recente, o livro 1984 de George Orwell, onde os tiranos que estão no poder levam a cabo uma abordagem Maquiavélica da História onde aqueles que controlam o presente, também controlam o passado.

Nada disto se centra na verdade objectiva e nem em aprender as lições que os nossos ancestrais nos podem ensinar; isto centra-se em re-escrever a História à imagem do nosso politicamente correcto. Só desta forma é que o socialmente-arquitectado "Novo Homem", livre dos "antigos cânticos tribais" da religião, pode emergir das cinzas da História que os pseudo-historiadores criaram ao queimarem os livros politicamente incorrectos. Isto, e usufruindo de liberdade poética com as próprias palavras de Marr, é o uso vigoroso da História re-escrita como forma de coagir e reprimir. É a firme crença de que a repressão e a supressão da verdade sobre o passado "pode ser uma boa arma civilizadora em prol do bem."

"Pisem com força em certas crenças 'naturais' durante o tempo certo," disse Marr, "e vocês podem quase que matá-las". Depois de me inteirar da supressão politicamente correcta da verdade histórica por parte da BBC, tenho a inquietante suspeita que estou a testemunhar o Grande Irmão de Orwell a sorrir de forma benigna para mim com os seus amigáveis olhos psicopatas.

 -  http://bit.ly/1Mkp2hX



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Maçonaria: Duas Organizações - Uma Visível, Outra Invisível

Por Harry J. (citando David Bay)

Nós frequentemente vemos evidências do quão intrincada a Maçonaria se encontra com a agenda a Nova Ordem Mundial. Quando se faz isso, vale a pena levar em conta o artigo citado embaixo, que demonstra a forma como a Maçonaria tem ao mesmo tempo um núcleo externo, do qual pertence a maioria dos Maçons, e um núcleo interno secreto, que a maioria dos Maçons nem sabe. É este núcleo interno Luciferino (e provavelmente psicopático) que está a causar tantos problemas à humanidade (...).

.....

Sub-Titulo: Este é um pequeno artigo que eu espero que seja lido por todos os Maçons antes deles começarem a ler um outro artigo nosso. Há por aí uma organização Maçónica a qual a maior parte de vocês nem conhece, mesmo que sejam Maçons de 33º Grau.

Nós temos recebido com frequência emails de Maçons totalmente angustiados com os nossos artigos que caracterizam a Maçonaria como Satânica. Eles proclamam honestamente que esta NÃO é a realidade do que ocorre na sua Loja; para além disso, dizem eles, eles são Maçons de 32º ou 33 Grau, e certamente que saberiam o que a Maçonaria é e o que ela não é; e eles corajosamente proclamam: a Maçonaria NÃO é Satânica.

Ambos estamos certos; Vocês estão certos ao proclamar que a Maçonaria não é Satânica, tal como como vocês a practicam na vossa Loja, e nós temos razão quando afirmamos que a Maçonaria é Satânica no seu núcleo, e que ela milita de forma valente para a instalação do Cristo da Nova era [o Anti-Cristo].

De que forma, então, é que podemos os dois estar certos? Dito de forma simples, a Maçonaria é uma organização dentro doutra organização. Uma organização é deliberadamente mentida e enganada com uma interpretação falsa, enquanto que a organização interna sabe qual é Verdade espiritual da Maçonaria, e aceita-a com o coração, com a alma e com a mente.

DESCRIÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DA MAÇONARIA

Prestemos atenção ao autor Maçónico Manly P. Hall a descrever esta organização bi-dimensional da Maçonaria. A Maçonaria é composta por duas organizações distintas - uma visível e outra invisível e Hall descreve-as. [Hall foi honrado pelo "Scottish Rite Journal" que o chamou de "O Ilustre Manly P. Hall" em Setembro de 1990, para além de o chamar também de "O Maior Filósofo da Maçonaria", dizendo que "O mundo é um lugar melhor devido a Manly Palmer Hall, e nós somos melhores pessoas por o termos conhecido e por termos conhecido o seu trabalho"]. Isto foi o que Manly P. Hall disse:

A Maçonaria é uma fraternidade dentro doutra fraternidade - uma organização externa a esconder a irmandade interna composta pelos eleitos. ... É necessário estabelecer a existência destes duas, mas interdependentes, ordens - uma visível e outra invisível. A sociedade visível é uma camaradagem esplêndida de homens "livres e aceites", intimados a dedicarem-se a preocupações éticas, educacionais, fraternas, patrióticas e humanitárias.

A sociedade invisível é a fraternidade mais secreta a mais Augusta [definido como "com dignidade majestosa, grandeur"] cujos membros se encontram dedicados ao serviço dum misterioso arcannum arcandrum [definido como "secreto, um mistério"] [Hall, Lectures on Ancient Philosophy, p. 433]

Muitos homens bem intencionados são membros deste sociedade visível sem saberem da existência da sociedade interna invisível. De facto, Albert Pike tinha algums coisas a dizer sobre os irmãos da sociedade visível:

A Maçonaria, tal como todas as religiões, todos os Mistérios, o Hermetismo e Alquimia, esconde os seus segredos de todos, excepto para os Adeptos e Sábios, ou os Eleitos, e usa falsas explicações e falsas interpretações dos seus símbolos para enganar aqueles que só merecem ser enganados; para esconder a Verdade, que ela chama de luz, e afastar as pessoas dela." [Morals and Dogma, p. 104-5, 3rd Degree]

Prestaram atenção às palavras de Pike? Afinal de contas, a Maçonaria é uma religião, seguindo na ordem dos Mistérios Satânicos, da igualmente Satânica Filosofia Hermética, e da Alquimia. A Maçonaria esconde os seus segredos dos seus irmãos que se encontram na sociedade visível externa, independentemente do seu escalão; só os Eleitos da sociedade interna invisível é que sabem da verdade. Os pobres irmãos da sociedade visível são alimentados com "falsas explicações e falsas interpretações" dos seus símbolos; e porquê? Porque os coitados da sociedade visível "merecem ser enganados".

Se no princípio da sua relação com a Maçonaria um homem fosse conhecido por reverenciar o Senhor Jesus Cristo, ele seria imediatamente afastado para a sociedade visível, e nunca ficaria a saber da verdade. Tu nunca serias considerado um Adepto ou um Sábio, ou um dos Eleitos, visto que esses termos encontram-se reservados para os membros da sociedade invisível. Tu serias um daqueles que são propositadamente enganados em relação às doutrinas da Maçonaria, e receberias falsas interpretações dos símbolos de modo a que fosses levado a pensar que sabias da Verdade.

Pike completa então as suas instruções de enganar intencionalmente os membros da sociedade visível dizendo: "Portanto, a Maçonaria esconde invejosamente os seus segredos e intencionalmente desencaminha os interpretadores vaidosos." [Ibid., p.105] Os membros da sociedade visível são identificados como as "massas", e tu fazes parte dos 95% de todos os Maçons. Prestemos atenção ao que Pike diz em relação a dizer a verdade da organização às 'massas':

Um Espírito que ama a sabedoria e observa a Verdade de maneira próxima, é forçado a mascará-la de modo a induzir as multitudes [isto és tu] a aceitá-la. ... É necessária a ficção para as pessoas, e a Verdade torna-se mortífera para aqueles que não são suficientemente fortes para contemplá-la com todo o seu brilho. [Morals and Dogma, p. 103, 3rd Degree]

Se a pessoa não é capaz de aceitar a Verdade nuclear de que a Maçonaria secreta adora e serve a Satanás, então tal verdade torna-se "mortífera" para ti. Logo, é necessária a "ficção" de modo a que os Maçons visíveis não fiquem devastados, abandonem a Maçonaria e revelem os seus segredos internos.

Um livro recente fala também destas duas organizações. David Ovason, um conhecido astrólogo, escreveu um livro (publicado em 1999) com o título de "The Secret Architecture of our Nation's Capital:  The Masons and the Building of Washington, D.C".

Este livro não é uma livro anti-Maçonaria; de facto, ele é um livro seguinte que é seguido por outro altamente enaltecedor escrito por não outro que C. Fred Kleinknecht, Maçon de 33º Grau, Soberano Grande Comendador, O Conselho Supremo, Grau 33º (Conselho Mãe do Mundo), Jurisdição do Sul, U.S.A., Washington, D.C.

Por outras palavras, as conclusões do seu livro são altamente valorizadas por aquele que é um dos Maçons mais importantes do mundo actual. Veja-se o que este livro diz sobre a Maçonaria.

Depois de falar da "viagem cósmica astral em termos Maçónicos", Ovason fala do significado dos símbolos Maçónicos mais comuns:

Bromwell injectou um nível profundo de esoterismo para dentro dos símbolos de aparência branda presentes nas Lojas. Estes proliferam nas assim-chamadas placas de seguimento e nas carpetes ... usadas pelos Maçons-Mestres como forma de demonstrar os símbolos Maçónicos aos neófitos. Quando não são usados como instrumentos educacionais, as placas de seguimento e as carpetes continuam a ser símbolos da Loja - tanto da forma interna [da Loja} como da forma externa do Ofício. [Page 99]

Portanto, David Ovason admite que a Maçonaria tanto tem a sociedade "interna" [invisível] como a "externa" [visível]. E Albert Pike proclamou corajosamente que os "neófitos" são deliberadamente ensinados com mentiras em relação aos símbolos.

O escritor da Nova-Era Bill Cooper disse o seguinte em relação a estas duas fraternidades - uma dentro da outra:

A maior parte dos membros da Maçonaria não estão cientes de que os Illuminati practicam o que é conhecido como "segredos dentro de segredos" ou organizações dentro de organizações. [Behold A Pale Horse, p. 79]



sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal - Parte 2

Por Reed Perry

Continuação do texto iniciado aqui.

As histerias são bastante comuns na História, e infelizmente, os fanáticos inclinados para o mal "por um bem maior" frequentemente ganham o poder. Será que podemos examinar, duma forma básica e amigável, se as alegações das mulheres insolentes são ou não benéficas "para o bem maior"? A contracção da nossa cultura tem-se provado inútil. E o que dizer da imensamente importante "mulher empoderada"?

Tomemos por alguns instantes a (delirante) posição mantida pela radical mulher igualitária. Imaginemos que é um crime horrífico para esta mulher ver-lhe negado o "direito" de se comportar como um homem: jogar futebol na escola secundária, ser comprometida com uma fraternidade [universitária], o que ela bem quiser. O que é que ganhamos suplicando com este ser? Será melhor para o seu bem próprio permitir que ela viva a sua fantasia à custa dos outros?

Mesmo que se acredite que é um crime que as mulheres não possam ser homens ao colocarem em causa as leis da biologia, a civilização e a História, o que é que se ganha ao colocarmos em causa este imaginado crime à custa dos outros? Será que ele muda a História? Será que isso muda os aspectos inconfortáveis da vida que todos nós tememos ou desejamos que fossem diferentes? Será que isso rectifica a injustiça cósmica que faz parte da condição humana? Não. Isso nada mais é que seguir com os propósitos do acto, como se nos estivéssemos a render perante um adolescente mimado a um custo imensurável.

A monogamia patriarcal é civilização. Esta é a forma como o Mundo opera. Mesmo que isso nos ofenda, não podemos desejar que as coisas fossem diferentes. Os passageiros dum avião em queda sentem-se ofendidos com a gravidade, mas isso não irá mudar o facto dela existir. Como forma de se manter no ar, o piloto e o navegador têm que aceitar as leis da física e trabalhar em sintonia com as mesmas.

Semelhantemente, a civilização é uma estrutura que se encontra em oposição às forças ocultas da depravação, brutalidade, estupidez, egoísmo do ser humano. Se algumas pessoas se sentem "ofendidas" com a práctica da civilização, a ausência de civilização sem dúvida que seria mais ofensiva para todos nós, visto que as nossas vidas colectivas entrariam em colapso e terminariam.

Estamos a fazer uma amabilidade às feministas radicais ao reverter todas as suas políticas e ao colocar um ponto final nas suas alucinações. Elas podem fantasiar em privado até que passem a ser as mulheres-dos-gatos. Mas elas não podem fazer isso se a nossa civilização está com hemorragia por todos os lados, ou em atrofia nos seus tecidos mais importantes.

Tal como o votante pós-político escolhe políticos meramente em oposição ao que ele entende como o mal maior, o homem moderno frequentemente vocaliza o seu desdém pelo feminismo radical, falhando ao não avançar com a posição positiva de ser pró-patriarcado.

Curiosamente, até o comportamento feminista contém dentro de si a admissão de que o patriarcado é o fundamento sobre o qual nós nos encontramos. Elas definem toda a  "emancipação" e "empoderamento" feminino como o acto de imitar os homens ou como a infiltração de organizações masculinas. Os motivos por trás disto encontram-se enraizados na psicologia evolutiva que nós não temos tempo de falar aqui.

Mas as feministas são suficientemente inteligentes para observar o quão (distintamente) importante a liderança masculina é. Notando nesta tendência, muitos alegaram que o feminismo deveria ser correctamente chamado de "masculinismo". As esquerdistas que se auto-identificam como "empoderadas" mais não são que uma caricatura dos homens, imitando de modo nada eficiente o que elas entendem como sendo a raiz do poder. Elas cortam o cabelo. Elas usam roupa masculina. Elas emasculam ou embaraçam os homens que não gostam.

A mulher pseudo-empoderada não tem ideia nenhuma de como obter poder através das suas forças naturais, a "deusa" interior de virtudes femininas; ela tem que tentar uma interpretação teatral, frequentemente cómica, dum homem de sucesso. A racionalidade perversa que ela insinua é de que as mulheres são inúteis dentro duma civilização, a menos que elas imitem o comportamento dos homens.

Esta visão unilateral considera a mulher como um "pré-homem" - ela tem que ser tratada como a ideia dum homem, mas ainda não foi incorporada dentro do patriarcado através da acção esquerdista, e como tal, elas "fingem até atingirem" o que querem.

Este teatro ridículo está montado à nossa custa. Está feito à custa dos homens que construíram esta civilização tijolo a tijolo. Subverter tal esforço não é engraçado e nem "emancipador"; é gravemente insensato. Ele degrada também a virtude das mulheres como a natural verificadora e equilibradora da masculinidade. Nós agora temos o Último Homem e a imitação do homem por parte das mulheres. Já não há "Damas" e "Cavalheiros".

A geração Milenar encontra-se profundamente confusa em relação a tudo isto, mas reconhece a contradição básica em operação. A nossa geração ainda pode escolher se pode divagar para a frente, para dentro do deserto da promiscuidade sem propósito, anarco-tirania, dívida, e depressão miserável - ou então escolher transcender a liberalidade em troca da civilização que nos foi negada. Se assim for, é possível que a possamos obter, mas temos que a merecer.

Através das gerações, inúmeros homens testemunharam os efeitos perniciosos da liderança feminina. As antigas peças Gregas bem como as parábolas da Bíblia registaram os hábitos de mulheres manipuladoras de forma muito boa. Por alguns instantes, no calor do frenesim progressista, a nossa memória colectiva parece que nos falhou em relação a estas verdades antigas. No entanto, nos anos mais recentes tem acontecido um pequeno aumento de escritores de alto calibre que têm notado na ameaça intrínseca que o avanço feminista é para superstrutura social dentro da qual existimos. A sua mensagem deveria ser amplificada por todas as pessoas que se preocupam com a nossa posterioridade.

.....o estado transfere de forma forçada os recursos dos homens para as mulheres, criando vários incentivos perversos para as mulheres normalmente boas infligirem danos nas suas próprias famílias, e onde a natureza masculina é atacada enquanto que a feminina é celebrada. The Misandry Bubble, 2010

A ironia é que no percurso de destruição de milénios de tradições culturais fundamentadas na biologia, e na construção da sua utopia sexual hipergâmica, as mulheres têm inadvertidamente tornado mais difícil a vida de todas menos das mais atraentes entre elas.  – Roissy, 2008

O meu propósito como escritor não é o de registar o colapso ou documentar as atrocidades sociais actuais que daí resultam. A minha intenção é a de vos galvanizar. Se eu não for capaz de vos compelir a repudiar estas degradações, quero pelo menos que divaguem nelas livremente. Sinto-me enojado com os derrotistas abatidos, a geração "que se lixe!" que abraça a sua própria destruição como vergonhosos covardes. Dizer que "não conseguimos" alterar o nosso futuro é idiótico.

Foi a nossa civilização que guerreou o Império Japonês através de milhares de milhas de oceano, atingindo-os tanto com baionetas, com estrangulamentos, bem como com armas nucleares. Fomos vitoriosos. Foi o nosso povo que viajou mais além que qualquer outro povo quando colocamos um homem na Lua, que no passado foi uma divindade dos nossos ancestrais. A própria internet que liga o mundo é a nossa obra-prima. É assim tão extremista e irrealista propor que podemos reclamar autoridade sobre as nossas casas, escolas, tribunais e capitais?

Só o irremediável preguiçoso, cuja mente se encontra ligada à TV e aos dum-dums, pode aceitar que "está tudo perdido". Mas é provável que eu esteja a ser demasiado duro visto que o niilismo pode ser um poderoso passo no caminho rumo ao activismo contra-revolucionário. Eles olham para o "progressivismo" da nossa sociedade, visto que o ontem já é melhor que o amanhã.

O homem que atingiu o ponto mais baixo na recessão das suas expectativas só pode subir. Esta é a melhor altura para se investir em si. Emoções de confusão, tristeza, raiva, são ferramentas fundamentais na formação do sobre-homem, alguém que transcende o lamentável último homem que vêmos com tanta abundância nos dias de hoje.

Só há três atitudes que eu testemunhei emergirem nos homens que reconhecem o quão sérias as questões e o declínio feminista se tornaram.

Uma é a atitude Cínica, que aceita um humor sombrio em relação à vida. Ele pode continuar nesta comédia destrutiva ao mesmo tempo que a aceita como uma piada doentia. Esta forma de fatalismo permite que o homem se ria da queda esmagadora que está a ser levada a cabo. O ego pode-se agigantar neste ambiente gradualmente mais estreito. Mas o meio ambiente continuará sempre a fechar à medida que o humor se torna menos e menos divertido, tal como uma piada que foi dita demasiadas vezes.

Uma vez que ele entende as trevas tão bem, o cínico frequentemente tenta "jogar" o sistema em queda, recolhendo as bugigangas que ele conseguir, ao mesmo tempo que culpa o mundo defunto pelos seus falhanços. A sua história é uma tragicomédia.

Outra direcção é a do Separatista, o homem que acredita que se pode separar do mundo de forma indefinida - algo impossível visto que o mundo é, ao mesmo tempo, a nossa prisão e a nossa salvação. Ao se separar, o homem apenas acaba por se encontrar numa jaula mais pequena e ainda mais alienadora, obra sua. Semelhante ao cínico, o separatista nunca pode fugir longe o suficiente rumo ao deserto, nem fundo o suficiente para dentro das suas diversões como ele necessitaria.

O inimigo está sempre à espreita enquanto ele se retira. Isto pode ser visto no drama GamerGate, onde homens jovens que já se encontram em larga medida retirados para dentro de simulações virtuais, e podem nem ter inclinações políticas, são mesmo assim perseguidos. Isto pode ser visto em toda a variedade de subculturas masculinas que se encontram na lista de buscas masculinas que não têm permissão para existir sem infiltração esquerdista, tais como a cena do Metal, as fraternidades, os livros cómicos, os escuteiros, ou os clubes de armas.

O Separatista pode encontrar algum conforto em perseguições virtuais, one-night-stands, ou afastamento de um tipo ou de outro, mas tal como um refugiado cultural, um fugitivo da realidade, o inimigo sempre o irá apanhar.

O caminho final é o do Buscador. Este é o homem que está incomodado mas destemido. Duma forma ou doutra, ele quer encontrar o caminho para cima. Ele recusa-se a aceitar o terreno baldio de imoralidade e determina-se a reabastecer uma cultura que foi roubada. Ele pode não saber como, mas a sua causa é muito provavelmente susceptível de gerar recompensas visto que ele aceitou as derrotas anteriores e determinou-se a não ter expectativas para além do seu próprio compromisso.

De muitas formas, o Buscador é um remanescente do século 20, a era do soldado político. O soldado político é um homem. A feminista é uma caricatura do homem, mas tem a destreza duma mulher desleal e manipuladora. Ela sabe como explorar o altruísmo, sabe como usar o sexo como arma, e sabe como obter as coisas tal como ela quer - não através reforço positivo mas através da coação. O método feminista é o de infiltrar e destruir. O soldado político masculino está arquitectado para construir e ascender acima de tudo.

O homem novo, que tem que transcender acima da matriz abismal, pode ingerir "pílulas vermelhas" e mais tarde, Viagra, até ele ficar farto das mesmas, mas ele ainda tem que viver dentro dos sabotados conceitos esquerdistas de masculinidade e feminidade. Desde logo, nós só poderemos avançar construindo uma severa e anti-esquerdista concepção da sexualidade.

Uma vez que os antigos pensadores são ignorados e não-aclamados pela liberalidade, irei explorar uma favorita e primitiva concepção dos sexos. Platão acreditava que os sexos eram um todo dividido, duas partes dum ser, que está incompleto até à unificação num lar e na família. Tal visão é tóxica para o pós-modernismo, visto que esta dicotomia arquétipa e auto-equilibrada ultrapassa a aleatoriedade da sexualidade hookup, ou imitações unilaterais do patriarcado. Esta concepção da sexualidade dita que nem o homem nem a mulher podem atingir a maturação sem o laço da unidade marital.

Menciono esta noção particular porque o patriarcado dos dias antigos é apelativa para ambos os sexos. As pessoas querem e precisam da concepção não-esquerdista do casamento. A neo-reacção existe para estudar a forma como nós atingimos o nosso impasse actual e como atravessar a parede de enigmas erigida durante centenas de anos de derivação demotista. Têm que existir formas mais inovadoras, menos óbvias, de sondar e analisar este vórtex distorcido que usa a nossa natureza virtuosa para destruir a fonte dessa virtude.

Depois de permitirmos o sufrágio feminino, nós ficamos enredados numa teia desagradável porque sempre haverá mais mulheres a votar devido ao facto dos homens morrerem mais cedo, e muitos outros morrerem enquanto jovens ou serem financeiramente/politicamente desprivilegiados devido ao feminismo. Isto significa que o prospecto de liderar uma campanha eleitoral contra elas é totalmente impossível.

Pior ainda, o sistema democrático encontra-se irremediavelmente corrompido e pervertido por "políticos", que são empregados temporários, associados de vendas de nível intermédio para os interesses comerciais do liberalismo. Nós podemos facilmente encontrar soluções para estes problemas fora destes burocracias defuntas. A pergunta é: quais são essas soluções?

Ofereço algumas ideias, que se encontram todas incompletas, mas todas elas demonstram um estudo de métodos alternativos para a mudança de direcção dos costumes sexuais e maritais. A importância de se examinar a engenharia social e a manipulação das massas é apreciar aquilo que todo o departamento "eleitoral" se encontram impedido de usar. Como tal, a inovação é importante.

Seguro de Casamento: Uma forma de garantia para um casamento é o dote, ou a sua contrapartida, o preço de noiva. O Código de Hammurabi detalha regrais antigas  relativas a esta práctica ancestral, e provavelmente pré-histórica. Depois de receber o dote, o homem duma casa obtinha a possessão de bens juntamente com a sua noiva. Se por acaso ela se revelasse como infiel ou pouco cooperante, ela poderia ser devolvida à sua família, e o bem ficaria com o marido como compensação.

Se o homem se revelasse indigno, este bem poderia ser confiscado dele. Essencialmente, isto é o contrário do actual divórcio "sem culpa", e pensão alimentícia. Ela disponibiliza incentivo material para se manter uma família unificada.

O equivalente moderno desta práctica, tanto quanto sei, é o "seguro de casamento". O homem que inventou este conceito é um Mórmones divorciado. A ideia, embora na sua implementação completa e eficaz ainda me escape, parece ser o único instrumento financeiro que se pode usar para se evadir o perigo dum divórcio oneroso ao mesmo tempo que providencia um desincentivo para a separação. A sua implementação, como uma prática antiga modernizada, não pode ser ignorada.

Muçulmanos, Mórmones e Amish: Porque é que parece que estes grupos são, não impenetráveis, mas resistentes aos males da liberalidade?

Quando os muçulmanos aparecem numa comunidade, eles criam uma ghetto-teocracia. Eles frequentemente não reconhecem as licenças de casamento estatais porque a sua poligamia é ilegal. O que eles constantemente resistem é o que eles chamam de "Síndrome Burger King", baseado no slogan "façam à vossa maneira". Os fundamentalistas muçulmanos olham para isto como a personificação do liberalismo, individualismo radical, a globalização de estilos de vida não-tradicionais.

Semelhantemente, as facções Mórmones e Amish mantêm uma distância controlada das degradações da Yankeedom com a geografia e com a cooperação de grupo forçada. A minha conclusão é que estes grupos criaram instituições paralelas que exibem alguns sinais de resistência à corrosão feminista. Elas podem também sobreviver ao declínio social generalizado, havendo sobrevivido ao teste do tempo.

Sangrar a Besta: Tendências tais como a bolha do empréstimos estudantis colocam em perigo o futuro das instituições académicas fundamentalmente esquerdistas. Será que podemos encorajar este hábito de auto-sabotação nas indústrias esquerdistas comparáveis? Quais seriam os benefícios?

VR [Virtual Reality] e Robôs Sexuais: Muitas pessoas podem discordar, mas eu olho para os fones de realidade virtual e para os robôs sexuais como uma ameaça para o feminismo. Eu comparo isso com a "pílula masculina."

Largas quantidades de homens inteligentes irão abandonar a cena romântica mal engenhos de realidade virtual de elevada qualidade apareçam. Eles terão poucos incentivos para namorar feministas com lavagem cerebral quando ele podem obter uma mulher "nivel 10" com quem queiram ter sexo numa plataforma de elevada definição. Isto irá reduzir dramaticamente o valor romântico feminino. Obviamente que a VR tem muitos atributos que irão deformar o pós-modernismo ainda mais, portanto, o seu impacto total não é ainda claro.

Embora todos esses fenómenos sejam aleatórios, o meu propósito é o de encontrar pontos fracos, aberturas na simulação social esquerdista.

A restauração patriarcal tem que abolir a concepção esquerdista da sexualidade como uma mercadoria transferível. Nós eclipsamos isto com uma inovação que realinha as tradições centrais. Este processo irá ocorrer fora da pseudo-democracia corrupta e defunta.

Nós abordamos isto como um problema de engenharia social. Ele pode ser restaurado com novos costumes, que são descobertos explorando e testando ideias. Nesta luta, a batalha pela nossa civilização, passado, presente e futuro, temos que inventar novas formas de tecnologia social. Estas inovações muito provavelmente serão adaptações de conhecimento antigo.

Como uma luta social, nenhum desafio desta dimensão alguma vez enfrentou a Civilização Ocidental, visto que estamos a enfrentar os "melhores anjos" da nossa natureza, que provaram ter propagado o humanitarianismo mais destrutivo.

Sendo tão abnegados, os aderentes do altruísmo destrutivo iriam sacrificar os tesouros da família, honra e civilização num equivocado acto de bondade camuflada. Se isto for permitido, as ofertas desta "igualdade" mal formada serão as últimas atrocidades do Mundo Ocidental.

- http://bit.ly/1NtVFQ1



domingo, 18 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal

Por Reed Perry

[Nota: o editor do blogue Marxismo Cultural não partilha da interpretação geológica e evolucionista avançada pelo autor do texto que se segue]


Todas as civilizações da História do Mundo foram patriarcais; não há uma única excepção. Claro que houve algumas culturas matriarcais, mas elas existem como curiosidades antropológicas em áreas caçadoras-colectoras ou em estudos arqueológicos centrados em tribos antigas. Um requisito obrigatório para um nível avançado do desenvolvimento social e tecnológico é um patriarcado forte. Todas as civilizações, desde a China para a Índia, Pérsia, Egipto, Roma e os Incas, sempre que emergiram, este traço fundamental fez-se presente. A fomentação do patriarcado muito provavelmente foi o que levou ao avanço que ocorreu durante a Revolução do Neolítico. Desde então, e sem excepção, o patriarcado tem sido a regra.

Quando os soldados Ingleses gritavam "Deus salve a Rainha", será que isso era um matriarcado? Segundo a feminista Lynn Abrams, a Era Victoriana representou, para as mulheres, a "era doméstica por excelência". Isto era assim mais ainda 200 anos antes, durante a espectacular Era Isabelina. As feministas modernas podem ficar confusas com o facto duma nação altamente patriarcal ter uma mulher como líder principal, mas a obsessão pela "política de identidade de género" pura e simplesmente não existe num patriarcado visto que este centra-se em resultados, e, como um substrato social, resultados é o que o patriarcado tem disponibilizado nos últimos 10,000 anos.

Ao contrário do feminismo, o patriarcado é a condição orgânica, o próprio ADN, da humanidade civilizada. Ele flui debaixo para cima. A unidade atómica do patriarcado é, obviamente, a família. A família é o microcosmo da vida civil. O seu núcleo e governador é o pai, e a família assume o seu nome como símbolo de propriedade e de  responsabilidade.

Este é precisamente o sistema que tem causado as sociedades tecnologicamente e socialmente mais avançadas da Terra. Mitigar contra a virtude do patriarcado é disputar todo o curso da Civilização Ocidental, e todo o conforto que ela assegurou - desde as tecnologias mais básicas tais como a fundição, para as ciências médicas mais avançadas, as telecomunicações, e a filosofia. Nenhum destes tesouros pode ser encontrado nas primitivas unidades das culturas matriarcais porque o matriarcado não avança para além do ponto forrageamento mão-para-boca e para além dum abandono desterrado. 

A lei matrimonial, a construção social primária sobre a qual tudo o resto se encontra construído, é lei patriarcal. Ela dita o juramento do casamento: "Até que a morte nos separe", é um termo inegociável. Sobre este laço irrevogável assenta tudo o resto.

Uma das poucas sociedades matriarcais ainda existentes para estudo é a sociedade Mosuo da China, um povo dedicado à agricultura primitiva e ao pastoreio dos iaques, e um povo que permaneceu totalmente vazio de qualquer desenvolvimento, imerso num rudimentar estado agrário e sem qualquer tipo de façanha. A única qualidade relevante deste tribo apatética é a peculiar ausência de qualquer contracto marital. que eles suplementaram com os “walking marriages.” Ou seja, hookups.

Os acoplamentos informais através dos quais eles geram as crianças são em larga parte temporários, tais como as one-night-stand as booty-call com a duração de algumas semanas. Como homens e mulheres, ambos partilham igualmente os bens familiares. O pai não têm qualquer responsabilidade para com as crianças visto que não há forma de verificar que essas crianças são dele. Os homens são semi-transientes e raramente têm um emprego ou um ofício. Eles são garanhões sem qualificações que vivem nas casas das mães.

Visto que a propriedade e as crianças são transmitidas através das linhagens matrilineares, os homens não têm nada a perder e nada mais fazem que esperar pelo próximo encontro nocturno com uma mulher "poliamorosa", dona duma cabana. Torna-se por demais óbvio o porquê deste tipo de arranjo estar condenado ao fracasso. Rapidamente vêmos o porquê dos matriarcados desaparecerem da Terra, deixando para trás poucos traços da sua irrelevante existência.

Previsivelmente, a obscura cultura Mosuo está-se a dissipar rapidamente dentro da China em ascenção. Algunas ONGs fizeram algumas frágeis tentativas tendo em vista a preservação das suas idiossincrasias, mas há já muito tempo que o seu destino se encontra selado visto que esta cultura representa um pequeno artefacto do que o ser humano colocou de parte no deserto do Paleolítico.

Lewis Morgan, um proeminente etnólogo do século 19, e alguém que estudou as tribos Iroquois, reparou que o seu estilo de casamento-de-grupo e poligamia tinham um efeito peculiar na sua visão de família, que eles viam como seu difuso e completo clã inter-relacionado. Durante a pesquisa que ele levou a cabo vivendo no meio de tribos semi-nómadas que se encontravam sob pressão generalizada por parte da civilização Europeia, Morgan observou que a sociedade humana avançava em fases segundo as prácticas culturais centrais mais óbvias nos costumes do casamento e do cuidado de crianças. Segundo ele, os Iroquois, com os seus casamentos comunitários, representavam um meio-termo no processo civilizacional.

No seu livro "Anciet Society", Morgan alegou que o estado primordial do ser humano era "uma horda a viver em promiscuidade", onde pouca ou nenhuma estrutura social disponibilizava cuidados para com as crianças, aplicação da lealdade e nem disciplina. Neste estado, o homem tinha poucos incentivos para defender o seu território e bem como a sua descendência, que eram ambos irrelevantes para as suas necessidades e impulsos físicos imediatos. O sexo com propósito reprodutivo seria levado a cabo através dum momento de vontade sexual para com as mulheres, trocando um pedaço de carne animal ou mesmo através da violação.

Depois disto, as sociedades gradualmente evoluíram costumes morais mais estritos, tradições que produziram melhores e melhores resultados para a sua cultura em termos de tecnologias e excedentes. O estado final do desenvolvimento familiar depois da poligamia foi a monogamia, a familiar nuclear patriarcal.

Neste arranjo inflexivelmente monogâmico foram dados enormes incentivos evolutivos e sociais aos homens de modo a que estes trabalhassem de modo abnegado, protegessem a todo o custo as suas esposas, os seus filhos e a sua propriedade. O costume implicava uma divisão do trabalho familiar que permitiu que a perícia e a inovação florescessem. Era mais provável que a riqueza fosse acumulada com o passar do tempo visto que o pai não tinha que dividir o seu capital com as várias esposas ou meio-irmãos em guerra, que facilmente poderiam destruir o trabalho acumulado durante gerações.

Mais ainda, a influência do patriarcado teve um duradouro impacto multi-contextual na conduta humana. Visto que muitos comportamentos são herdados, a nossa biologia comportamental tomou um novo rumo de selecção. Costumes monogâmicos estritamente aplicados seleccionam geneticamente em favor dos machos que são, ao mesmo tempo altruístas e leais, disponibilizando mais oportunidades para que estes passem os seus genes.

Por sua vez, eram colocados à margem os traços egoístas, improdutivos ou desleais - todos eles impedido-os de reproduzir. Isto, de certa forma, seleccionava em favor do controle dos impulsos, embora ainda existam por aí muitos desviados e gigolôs.

A abnegação é um componente-chave quando se quer entender a civilização Ocidental e o Cristianismo, a religião do auto-sacrifício. Esta abnegação encontra-se embutida na abnegada busca Ocidental pelo bem maior, quer seja Deus, nação, ciência ou família. Esta pressão colocou-nos no caminho de grandes elevações, mas quanto mais alto se ascende, maior pode ser a queda. 

As conquistas únicas das culturas monogâmicas Ocidentais encontram-se em oposição total às "hordas de promiscuidade" dos matriarcados primitivos, consignados ao esquecimento consequência da sua mediocridade esquecível - pequenos remanescentes que pairam acima da destruição, tal como a tribo Mosua -, mantidos de forma nominal como pequenos zoológicos humanos por parte de guias turísticos das ONGs. A diferença tremenda que existe é algo a ser temido.

A civilização patriarcal assemelha-se a um edifício imponente com um legado duradouro. Ele não se dissipa facilmente rumo a horda transitória e nem reverte para o barbarismo "poliamoroso" matriarcal através dum referendo. Ele tem que ser arrancado das garras dos milhões de homens que o têm carregado através da História. Muitos encontram-se envolvidos nesta batalha sem se aperceberem disso.

A família tem que ter um núcleo. A pressuposição abstracta de que o matriarcado pode, em larga escala, substituir o que é diminutivamente conhecido como a "figura paterna" é uma hipótese que nunca foi testada. Tudo o que temos como referência são restos pouco-sofisticados da Idade da Pedra que nunca passaram da fase "vai". Não existe um matriarcado no qual se pode fundamentar um modelo. Este problema nunca foi reconhecido por parte das ideólogas dentro do "movimento de emancipação das mulheres", e isso continua a frustrá-las profundamente.

As feministas radicais, fanáticas e cheias de inveja, perdidas que estão num mar de ciúme, deparam-se com a impossibilidade de rivalizar com  as estupendas e monumentais façanhas da monogamia patriarcal. A sua única escolha é recorrer a uma guerra niilista contra factos científicos e contra as virtudes duramente batalhadas que se encontram na alma da humanidade.

Aos seus olhos, a civilização em si tem que ser derretida visto que ela representa a liga endurecida da fórmula patriarcal. A castidade nas mulheres, a masculinidade nos homens, a lealdade acima de tudo, a santidade dos juramentos, - a feminista é hostil a todas as jóias sagradas do projecto humano, que elas trivializam ou demonizam. As "liberdades" e as "igualdades" em favor das quais elas militam resultam em liberdade para prejudicar a estabilidade social em favor de desejos impulsivos. Entre os seus propósitos declarados encontra-se a "igualdade" forçada entre seres que não são iguais, a forma de tirania mais distópica.

O antónimo de "igual" é "diferente". Aqueles que defendem o patriarcado (civilização) vêem-se colocados na posição absurda de defender algo tão auto-evidente como as distinções entre macho/fêmea. Para a feminista, o eu humano não só encontra-se vazio duma distinta alma masculina ou feminina, como possui corpos sem órgãos. Este é o vazio de significado que o feminismo tem que defender. Esta ideologia insiste num conflicto profundamente opressor com a identidade humana.

Tal como eu falei no artigo "The Tyranny of Suffrage", a guerra social feminista culminou num regime legal anti-familiar e anti-masculino imposto à força. Esse regime só pode ser colocado em práctica à força porque as famílias não podem ser rasgadas e a ordem social não pode ser perturbada sem que seja infligidos danos generalizados. As instituições, as famílias, e os indivíduos têm que ser coagidos rumo a um comportamento anormal.

Isto foi largamente conseguido através do sufrágio feminino, uma concessão obtida durante um período de genocídio horrível e de instabilidade. Uma larga porção da população masculina da Europa e da América ou se encontrava preocupada ou morta nas maiores guerras que a humanidade já sofreu. A classe de comerciantes industriais encorajou também a mão-de-obra feminina e o consumismo como fonte de rendimento.

Dentro deste estado de coisas instável, onde as mulheres frequentemente tinham largas maiorias devido às taxas de mortalidade dos homens, as liberais radicais, - as feministas - que frequentemente eram lunáticas ricas ou ex-prostitutas, encontraram-se numa posição de influência assombrosa. O altruísmo do homem Ocidental foi explorado, a oposição não-preparada foi sobrepujada com o vitríolo. Mais à frente iremos revisitar o poder tremendo (e perigoso) do altruísmo equivocado da nossa civilização.

Sem perder muito tempo dentro de todas as motivações psicológicas em operação dentro da mente da "mulher emancipada", podemos determinar que uma dicotomia simples apareceu a salientar o seu pensamento: patriarcado mau, matriarcado bom. Claramente, esta é a sua opinião vocal, mas a prova interessante que elas carregam como evidência é que o patriarcado, sendo o pai da experiência civilizada, e responsável por tudo de mau que já aconteceu.

De certa, a feminista está certa. De forma geral, ela culpa o patriarcado pelas tribulações da civilização, mas sem o patriarcado, não existiria civilização, e todos nós continuaríamos a ser uma espécie primitiva a viver numa obscenamente primitiva "horda de promiscuidade". A feminista é simplesmente demasiado narcisista ou demasiado preconceituosa para ver o outro lado (assimetricamente positivo) da história: a civilização [patriarcado] é inquestionavelmente boa quando comparada com as alternativas.

À medida que as instituições patriarcais vão sendo gradualmente atacadas, abolidas, ou reprimidas, a moralidade que ela criou e guardou começa a desintegrar. Mas as feministas liberais querem viver num mundo com todos os benefícios do patriarcado, sem as limitações que têm que ser impostas para gerar tais privilégios, conservar a opressão e acumular os excedentes.

Este instável meio-caminho, entre a civilização e ao pandemónio, é uma tentativa caótica de manter a elevada qualidade de vida duma civilização ao mesmo tempo que se remove a fonte dessa qualidade. Disto emerge o que só pode ser chamado de feminismo despótico. Por baixo disso encontra-se um patriarcado activamente oprimido.

As famílias estão-se a desintegrar a um ritmo acelerado, ou simplesmente não estão a ser formadas famílias. Uma geração inteira enfrenta um futuro de alienação desamparada e sem casamento. As crianças sem pai demonstram uma multitude de problemas psicológicos e de desenvolvimento atrofiado. Os desvios feministas e esquerdistas geram um governo em expansão infinita e que não se justifica a ninguém.

Milhões de indivíduos ficam endividados, sem-abrigo, e dependentes, consequência destas politicas recém-inventadas que nunca foram testadas. Devido ao controle de natalidade, muitas regiões dos Estados Unidos e da Europa têm populações em decréscimo, o que aumenta ainda mais a dívida. E, paradoxalmente, o feminismo gera os piores resultados para as próprias mulheres, 90% das quais quer casar mas vai encontrando cada vez menos homens dispostos a participar na aviltada instituição matrimonial. Como homens inteligentes, eles conseguem ver que as probabilidades jogam contra eles.

Infelizmente, nesta era desmoralizante, muitos homens pura e simplesmente encontram-se incapazes de assumir as responsabilidades. Não só os homens têm poucos incentivos para casar ou para levar a cabo actos abnegados em prol da família/comunidade neste sistema invertido, como são penalizados pelo seu sucesso e pelos seus atributos masculinos. Dentro da seita feminista, as virtudes masculinas tornaram-se em pecados.

As mulheres chegam aos seus 30 anos como vadias solteiras e sem filhos, que passaram de relacionamentos para one-night-stand para outros "relacionamentos" durante metade das suas vidas. Depois de esbanjarem os seus melhores anos em desalmadas carreiras profissionais imitando a caricatura da mulher trabalhadora ou "mulher emancipada", elas ficam sozinhas com os seus cartões de crédito, garrafas de anti-depressivos, e com o seu feminismo, mais e mais amarguradas com o passar dos anos.

Um pouco além deste estado de coisas encontra-se a questão do futuro da própria civilização. Estamos a levar a cabo uma perigosa experiência social junto da nossa população. Não há uma única civilização que não seja um patriarcado, no entanto, o fenómeno da libertinagem desenfreada, adultos solteiros, e homens semi-transientes, assemelha-se cada vez mais com a "horda de promiscuidade" observada no inferno abaixo do Terceiro Mundo.

Como é possível que os homens assistam de longe ao que está a acontecer, sabendo o futuro que os espera, - e o futuro que espera às suas mulheres, - sem no entanto fazerem alguma coisa para enfrentar esta regressão distópica? Alguns homens encontram-se distraídos. Outros estão medicados. Alguns estão aprisionados, escravizados com uma dívida ou escravizados com uma pensão alimentícia.

Mas acredito que o maior obstáculo para a implementação duma política eficaz é uma característica que nos serviu tão bem até ao momento em que enfrentamos o feminismo e o sufrágio: o altruísmo; ele tornou-se auto-destrutivo.

Os homens foram largamente enfraquecidos pela tecnologia e pelo luxo herdado pelos nossos austeros antepassados, os nossos patriarcas. Nós tornamo-nos no Último Homem, um povo insociável, indisciplinado e culturalmente sem-abrigo. Estamos distraídos com a banalidade das redes sociais, empobrecidos com vidas hormonalmente perturbadas.

Muitos dizem, "é tarde demais" - que o nosso sistema não pode ser retomado. Eu vejo isto como um gigantesco bloqueio psicológico, provavelmente uma desilusão. Comparem o desafio dos nossos dias com o que os homens enfrentaram na lama ensanguentada da Primeira Grande Guerra. Isto demonstra o quão temerosos muitos homens se encontram quando se trata de confrontar mulheres insolentes, que mais não são que charlatonas confiantes. O Último Homem Americano do século 21 encontra-se aterrorizado perante tal protestante depravada. Eles temem o rótulo de "sexista" ou "misógino" - ambos insultos sem substância.

Mas os nossos últimos homens foram também educados com o veneno da liberalidade nas suas mentes, manchadas pela arrogante geração baby-boomer (“Eu”) que glorificou a "vadia" do feminismo, colocando mulheres vis num pedestal. E até hoje, os seus filhos olham para cima e maravilham-se com o ídolo duma "vadia empoderada".

O medo de ser punido por mulheres insolentes, que têm todas estas ideias (provenientes dos média e das comentadores feministas) a girar nas suas mentes, tornou-se mais aterrorizador do que morrer por uma causa insensata em favor da qual essas mesmas mulheres votaram - visto que a maior parte dos votos é feita por elas. Será que as insolentes mulheres esquerdistas estão a fazer algum de bom para elas, ou mesmo para os outros, ou será que estamos a conferir valor imerecido às vozes de pessoas histéricas?

Continua na Segunda Parte



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Escola de Frankfurt, teoria crítica e o matriarcado

Por Brian44

Parece que a Escola de Frankfurt, a Teoria Crítica e o Marxismo cultural estão próximos de conseguir tudo o que eles ansiaram na longínqua década 30: a destruição da Civilização Ocidental através duma revolução cultural silenciosa e insidiosa fundamentada nos grupos "oprimidos", e não através duma revolução violenta fundamentada na classe. Este artigo é um bom ponto de partida para aqueles que ainda não ouviram falar na Teoria Crítica e na Escola de Frankfurt.

Dentro da cultura Ocidental, Teoria Crítica aplicada à psicologia de massas levou à desconstrução do género. Depois da Teoria Crítica, a distinção entre a masculinidade e a feminidade irão desaparecer. Os papéis tradicionais das mães e dos pais serão dissolvidos de modo a que o patriarcado possa ser derrubado.

As crianças não serão educadas segundo o seu género biológico e nem segundo os papéis de género associados às suas distinções biológicas. Isto reflecte a análise racional da Escola de Frankfurt que tinha em vista a desintegração da família tradicional. Desde logo, um dos pilares da Teoría Crítica era necessidade de destruir a família tradicional. Os académicos da Escola de Frankfurt pregaram:

Até o colapso parcial da autoridade paternal [isto é, especificamente do pai] dentro da família pode tender a aumentar a prontidão da geração seguinte em aceitar mudanças sociais.

A transformação da cultura Ocidental imaginada pelos Marxistas culturais vai mais além do que a busca pela igualdade de géneros. Incorporada na sua agenda está a "teoria matriarcal", segundo a qual eles tencionam transformar a cultura Ocidental para uma dominada pelo feminino.

Isto é um retrocesso directo até Wilhelm Reich, membro da Escola de Frankfurt que ponderava sobre a teoria matriarcal em termos psicanalíticos. No ano de 1933, ele escreveu no seu livro “The Mass Psychology of Fascism” que o matriarcado era o único tipo familiar genuíno da "sociedade natural".

Erich Fromm, outro membro fundador do Instituto, era um dos proponentes mais activos da teoria matriarcal. Fromm estava particularmente tomado pela ideia de que todo o amor e todos os sentimentos altruístas derivavam do amor maternal necessitados através do período ampliado da gravidez humana e dos cuidados pós-natais.

Desde logo, o amor não dependia da sexualidade, como havia suposto Freud. Pelo contrário, o sexo estava mais frequentemente associado ao ódio e à destruição. A masculinidade e a feminidade não eram o reflexo das distinções sexuais "essenciais", como os românticos haviam pensado. Em vez disso, elas derivavam das distinções nas funções humanas, que eram parcialmente socialmente determinadas.

Este dogma foi o precedente para os pronunciamentos actuais das feministas radicais que aparecem nos jornais e nos programas de TV, incluindo noticiários de TV. Para os promotores do dogma, os papéis masculinos e femininos resultam da indoutrinção cultural, uma indoutrinação levada a cabo pelo patriarcado masculino para detrimento das mulheres.

De facto, durante a década 90, os Marxistas culturais fundiram-se com o feminismo radical presente na elite da geração Boomer - esse retrocesso para os perigosos Transcendentalistas do início do século 19. Um caldeirão de descontentamento está a formar-se no nosso país, e este é um descontentamento que tem o potencial de destruir a civilização Ocidental.

A crítica destrutiva dos elementos primários da cultura Ocidental inspiraram a revolução contra-cultural dos anos 60. Os amadurecidos Boomers idealistas buscaram formas de transformar a cultura dominante no seu exacto oposto (bem no espírito da revolução social). Hoje em dia, os Boomers encontram-se em posições de poder, e eles estão a trabalhar para destruir as históricas instituições nacionais. Eles tencionam também destruir o património do que chamamos de "Civilização Ocidental".

O processo revolucionário Marxista que tem avançado nas últimas décadas nos Estados Unidos tem-se centrado na guerra racial e na guerra sexual, e não na guerra de classes como em tempos idos. Isto reflecte um esquema mais total que o económico, e o mesmo tem em vista a re-estruturação da América e da sociedade Ocidental.

Tal como os revolucionários sociais abertamente proclamam, o seu propósito é destruir a hegemonia dos homens brancos [heterossexuais]. Para levar isto a cabo, todas as barreiras que se encontram posicionadas contra a admissão de mais mulheres e mais minorias por todas as "estruturas de poder" têm que ser derrubadas de qualquer forma.

Leis, processos legais, intimidação, e a demonização dos homens brancos [heterossexuais] como racistas e sexistas são levados a cabo através dos média e das universidades. A psico-dinâmica do processo revolucionário tem em vista o desempoderamento e a decapitação psíquica de todos aqueles que são contra.

- http://goo.gl/OeEzCd



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