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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal - Parte 2

Por Reed Perry

Continuação do texto iniciado aqui.

As histerias são bastante comuns na História, e infelizmente, os fanáticos inclinados para o mal "por um bem maior" frequentemente ganham o poder. Será que podemos examinar, duma forma básica e amigável, se as alegações das mulheres insolentes são ou não benéficas "para o bem maior"? A contracção da nossa cultura tem-se provado inútil. E o que dizer da imensamente importante "mulher empoderada"?

Tomemos por alguns instantes a (delirante) posição mantida pela radical mulher igualitária. Imaginemos que é um crime horrífico para esta mulher ver-lhe negado o "direito" de se comportar como um homem: jogar futebol na escola secundária, ser comprometida com uma fraternidade [universitária], o que ela bem quiser. O que é que ganhamos suplicando com este ser? Será melhor para o seu bem próprio permitir que ela viva a sua fantasia à custa dos outros?

Mesmo que se acredite que é um crime que as mulheres não possam ser homens ao colocarem em causa as leis da biologia, a civilização e a História, o que é que se ganha ao colocarmos em causa este imaginado crime à custa dos outros? Será que ele muda a História? Será que isso muda os aspectos inconfortáveis da vida que todos nós tememos ou desejamos que fossem diferentes? Será que isso rectifica a injustiça cósmica que faz parte da condição humana? Não. Isso nada mais é que seguir com os propósitos do acto, como se nos estivéssemos a render perante um adolescente mimado a um custo imensurável.

A monogamia patriarcal é civilização. Esta é a forma como o Mundo opera. Mesmo que isso nos ofenda, não podemos desejar que as coisas fossem diferentes. Os passageiros dum avião em queda sentem-se ofendidos com a gravidade, mas isso não irá mudar o facto dela existir. Como forma de se manter no ar, o piloto e o navegador têm que aceitar as leis da física e trabalhar em sintonia com as mesmas.

Semelhantemente, a civilização é uma estrutura que se encontra em oposição às forças ocultas da depravação, brutalidade, estupidez, egoísmo do ser humano. Se algumas pessoas se sentem "ofendidas" com a práctica da civilização, a ausência de civilização sem dúvida que seria mais ofensiva para todos nós, visto que as nossas vidas colectivas entrariam em colapso e terminariam.

Estamos a fazer uma amabilidade às feministas radicais ao reverter todas as suas políticas e ao colocar um ponto final nas suas alucinações. Elas podem fantasiar em privado até que passem a ser as mulheres-dos-gatos. Mas elas não podem fazer isso se a nossa civilização está com hemorragia por todos os lados, ou em atrofia nos seus tecidos mais importantes.

Tal como o votante pós-político escolhe políticos meramente em oposição ao que ele entende como o mal maior, o homem moderno frequentemente vocaliza o seu desdém pelo feminismo radical, falhando ao não avançar com a posição positiva de ser pró-patriarcado.

Curiosamente, até o comportamento feminista contém dentro de si a admissão de que o patriarcado é o fundamento sobre o qual nós nos encontramos. Elas definem toda a  "emancipação" e "empoderamento" feminino como o acto de imitar os homens ou como a infiltração de organizações masculinas. Os motivos por trás disto encontram-se enraizados na psicologia evolutiva que nós não temos tempo de falar aqui.

Mas as feministas são suficientemente inteligentes para observar o quão (distintamente) importante a liderança masculina é. Notando nesta tendência, muitos alegaram que o feminismo deveria ser correctamente chamado de "masculinismo". As esquerdistas que se auto-identificam como "empoderadas" mais não são que uma caricatura dos homens, imitando de modo nada eficiente o que elas entendem como sendo a raiz do poder. Elas cortam o cabelo. Elas usam roupa masculina. Elas emasculam ou embaraçam os homens que não gostam.

A mulher pseudo-empoderada não tem ideia nenhuma de como obter poder através das suas forças naturais, a "deusa" interior de virtudes femininas; ela tem que tentar uma interpretação teatral, frequentemente cómica, dum homem de sucesso. A racionalidade perversa que ela insinua é de que as mulheres são inúteis dentro duma civilização, a menos que elas imitem o comportamento dos homens.

Esta visão unilateral considera a mulher como um "pré-homem" - ela tem que ser tratada como a ideia dum homem, mas ainda não foi incorporada dentro do patriarcado através da acção esquerdista, e como tal, elas "fingem até atingirem" o que querem.

Este teatro ridículo está montado à nossa custa. Está feito à custa dos homens que construíram esta civilização tijolo a tijolo. Subverter tal esforço não é engraçado e nem "emancipador"; é gravemente insensato. Ele degrada também a virtude das mulheres como a natural verificadora e equilibradora da masculinidade. Nós agora temos o Último Homem e a imitação do homem por parte das mulheres. Já não há "Damas" e "Cavalheiros".

A geração Milenar encontra-se profundamente confusa em relação a tudo isto, mas reconhece a contradição básica em operação. A nossa geração ainda pode escolher se pode divagar para a frente, para dentro do deserto da promiscuidade sem propósito, anarco-tirania, dívida, e depressão miserável - ou então escolher transcender a liberalidade em troca da civilização que nos foi negada. Se assim for, é possível que a possamos obter, mas temos que a merecer.

Através das gerações, inúmeros homens testemunharam os efeitos perniciosos da liderança feminina. As antigas peças Gregas bem como as parábolas da Bíblia registaram os hábitos de mulheres manipuladoras de forma muito boa. Por alguns instantes, no calor do frenesim progressista, a nossa memória colectiva parece que nos falhou em relação a estas verdades antigas. No entanto, nos anos mais recentes tem acontecido um pequeno aumento de escritores de alto calibre que têm notado na ameaça intrínseca que o avanço feminista é para superstrutura social dentro da qual existimos. A sua mensagem deveria ser amplificada por todas as pessoas que se preocupam com a nossa posterioridade.

.....o estado transfere de forma forçada os recursos dos homens para as mulheres, criando vários incentivos perversos para as mulheres normalmente boas infligirem danos nas suas próprias famílias, e onde a natureza masculina é atacada enquanto que a feminina é celebrada. The Misandry Bubble, 2010

A ironia é que no percurso de destruição de milénios de tradições culturais fundamentadas na biologia, e na construção da sua utopia sexual hipergâmica, as mulheres têm inadvertidamente tornado mais difícil a vida de todas menos das mais atraentes entre elas.  – Roissy, 2008

O meu propósito como escritor não é o de registar o colapso ou documentar as atrocidades sociais actuais que daí resultam. A minha intenção é a de vos galvanizar. Se eu não for capaz de vos compelir a repudiar estas degradações, quero pelo menos que divaguem nelas livremente. Sinto-me enojado com os derrotistas abatidos, a geração "que se lixe!" que abraça a sua própria destruição como vergonhosos covardes. Dizer que "não conseguimos" alterar o nosso futuro é idiótico.

Foi a nossa civilização que guerreou o Império Japonês através de milhares de milhas de oceano, atingindo-os tanto com baionetas, com estrangulamentos, bem como com armas nucleares. Fomos vitoriosos. Foi o nosso povo que viajou mais além que qualquer outro povo quando colocamos um homem na Lua, que no passado foi uma divindade dos nossos ancestrais. A própria internet que liga o mundo é a nossa obra-prima. É assim tão extremista e irrealista propor que podemos reclamar autoridade sobre as nossas casas, escolas, tribunais e capitais?

Só o irremediável preguiçoso, cuja mente se encontra ligada à TV e aos dum-dums, pode aceitar que "está tudo perdido". Mas é provável que eu esteja a ser demasiado duro visto que o niilismo pode ser um poderoso passo no caminho rumo ao activismo contra-revolucionário. Eles olham para o "progressivismo" da nossa sociedade, visto que o ontem já é melhor que o amanhã.

O homem que atingiu o ponto mais baixo na recessão das suas expectativas só pode subir. Esta é a melhor altura para se investir em si. Emoções de confusão, tristeza, raiva, são ferramentas fundamentais na formação do sobre-homem, alguém que transcende o lamentável último homem que vêmos com tanta abundância nos dias de hoje.

Só há três atitudes que eu testemunhei emergirem nos homens que reconhecem o quão sérias as questões e o declínio feminista se tornaram.

Uma é a atitude Cínica, que aceita um humor sombrio em relação à vida. Ele pode continuar nesta comédia destrutiva ao mesmo tempo que a aceita como uma piada doentia. Esta forma de fatalismo permite que o homem se ria da queda esmagadora que está a ser levada a cabo. O ego pode-se agigantar neste ambiente gradualmente mais estreito. Mas o meio ambiente continuará sempre a fechar à medida que o humor se torna menos e menos divertido, tal como uma piada que foi dita demasiadas vezes.

Uma vez que ele entende as trevas tão bem, o cínico frequentemente tenta "jogar" o sistema em queda, recolhendo as bugigangas que ele conseguir, ao mesmo tempo que culpa o mundo defunto pelos seus falhanços. A sua história é uma tragicomédia.

Outra direcção é a do Separatista, o homem que acredita que se pode separar do mundo de forma indefinida - algo impossível visto que o mundo é, ao mesmo tempo, a nossa prisão e a nossa salvação. Ao se separar, o homem apenas acaba por se encontrar numa jaula mais pequena e ainda mais alienadora, obra sua. Semelhante ao cínico, o separatista nunca pode fugir longe o suficiente rumo ao deserto, nem fundo o suficiente para dentro das suas diversões como ele necessitaria.

O inimigo está sempre à espreita enquanto ele se retira. Isto pode ser visto no drama GamerGate, onde homens jovens que já se encontram em larga medida retirados para dentro de simulações virtuais, e podem nem ter inclinações políticas, são mesmo assim perseguidos. Isto pode ser visto em toda a variedade de subculturas masculinas que se encontram na lista de buscas masculinas que não têm permissão para existir sem infiltração esquerdista, tais como a cena do Metal, as fraternidades, os livros cómicos, os escuteiros, ou os clubes de armas.

O Separatista pode encontrar algum conforto em perseguições virtuais, one-night-stands, ou afastamento de um tipo ou de outro, mas tal como um refugiado cultural, um fugitivo da realidade, o inimigo sempre o irá apanhar.

O caminho final é o do Buscador. Este é o homem que está incomodado mas destemido. Duma forma ou doutra, ele quer encontrar o caminho para cima. Ele recusa-se a aceitar o terreno baldio de imoralidade e determina-se a reabastecer uma cultura que foi roubada. Ele pode não saber como, mas a sua causa é muito provavelmente susceptível de gerar recompensas visto que ele aceitou as derrotas anteriores e determinou-se a não ter expectativas para além do seu próprio compromisso.

De muitas formas, o Buscador é um remanescente do século 20, a era do soldado político. O soldado político é um homem. A feminista é uma caricatura do homem, mas tem a destreza duma mulher desleal e manipuladora. Ela sabe como explorar o altruísmo, sabe como usar o sexo como arma, e sabe como obter as coisas tal como ela quer - não através reforço positivo mas através da coação. O método feminista é o de infiltrar e destruir. O soldado político masculino está arquitectado para construir e ascender acima de tudo.

O homem novo, que tem que transcender acima da matriz abismal, pode ingerir "pílulas vermelhas" e mais tarde, Viagra, até ele ficar farto das mesmas, mas ele ainda tem que viver dentro dos sabotados conceitos esquerdistas de masculinidade e feminidade. Desde logo, nós só poderemos avançar construindo uma severa e anti-esquerdista concepção da sexualidade.

Uma vez que os antigos pensadores são ignorados e não-aclamados pela liberalidade, irei explorar uma favorita e primitiva concepção dos sexos. Platão acreditava que os sexos eram um todo dividido, duas partes dum ser, que está incompleto até à unificação num lar e na família. Tal visão é tóxica para o pós-modernismo, visto que esta dicotomia arquétipa e auto-equilibrada ultrapassa a aleatoriedade da sexualidade hookup, ou imitações unilaterais do patriarcado. Esta concepção da sexualidade dita que nem o homem nem a mulher podem atingir a maturação sem o laço da unidade marital.

Menciono esta noção particular porque o patriarcado dos dias antigos é apelativa para ambos os sexos. As pessoas querem e precisam da concepção não-esquerdista do casamento. A neo-reacção existe para estudar a forma como nós atingimos o nosso impasse actual e como atravessar a parede de enigmas erigida durante centenas de anos de derivação demotista. Têm que existir formas mais inovadoras, menos óbvias, de sondar e analisar este vórtex distorcido que usa a nossa natureza virtuosa para destruir a fonte dessa virtude.

Depois de permitirmos o sufrágio feminino, nós ficamos enredados numa teia desagradável porque sempre haverá mais mulheres a votar devido ao facto dos homens morrerem mais cedo, e muitos outros morrerem enquanto jovens ou serem financeiramente/politicamente desprivilegiados devido ao feminismo. Isto significa que o prospecto de liderar uma campanha eleitoral contra elas é totalmente impossível.

Pior ainda, o sistema democrático encontra-se irremediavelmente corrompido e pervertido por "políticos", que são empregados temporários, associados de vendas de nível intermédio para os interesses comerciais do liberalismo. Nós podemos facilmente encontrar soluções para estes problemas fora destes burocracias defuntas. A pergunta é: quais são essas soluções?

Ofereço algumas ideias, que se encontram todas incompletas, mas todas elas demonstram um estudo de métodos alternativos para a mudança de direcção dos costumes sexuais e maritais. A importância de se examinar a engenharia social e a manipulação das massas é apreciar aquilo que todo o departamento "eleitoral" se encontram impedido de usar. Como tal, a inovação é importante.

Seguro de Casamento: Uma forma de garantia para um casamento é o dote, ou a sua contrapartida, o preço de noiva. O Código de Hammurabi detalha regrais antigas  relativas a esta práctica ancestral, e provavelmente pré-histórica. Depois de receber o dote, o homem duma casa obtinha a possessão de bens juntamente com a sua noiva. Se por acaso ela se revelasse como infiel ou pouco cooperante, ela poderia ser devolvida à sua família, e o bem ficaria com o marido como compensação.

Se o homem se revelasse indigno, este bem poderia ser confiscado dele. Essencialmente, isto é o contrário do actual divórcio "sem culpa", e pensão alimentícia. Ela disponibiliza incentivo material para se manter uma família unificada.

O equivalente moderno desta práctica, tanto quanto sei, é o "seguro de casamento". O homem que inventou este conceito é um Mórmones divorciado. A ideia, embora na sua implementação completa e eficaz ainda me escape, parece ser o único instrumento financeiro que se pode usar para se evadir o perigo dum divórcio oneroso ao mesmo tempo que providencia um desincentivo para a separação. A sua implementação, como uma prática antiga modernizada, não pode ser ignorada.

Muçulmanos, Mórmones e Amish: Porque é que parece que estes grupos são, não impenetráveis, mas resistentes aos males da liberalidade?

Quando os muçulmanos aparecem numa comunidade, eles criam uma ghetto-teocracia. Eles frequentemente não reconhecem as licenças de casamento estatais porque a sua poligamia é ilegal. O que eles constantemente resistem é o que eles chamam de "Síndrome Burger King", baseado no slogan "façam à vossa maneira". Os fundamentalistas muçulmanos olham para isto como a personificação do liberalismo, individualismo radical, a globalização de estilos de vida não-tradicionais.

Semelhantemente, as facções Mórmones e Amish mantêm uma distância controlada das degradações da Yankeedom com a geografia e com a cooperação de grupo forçada. A minha conclusão é que estes grupos criaram instituições paralelas que exibem alguns sinais de resistência à corrosão feminista. Elas podem também sobreviver ao declínio social generalizado, havendo sobrevivido ao teste do tempo.

Sangrar a Besta: Tendências tais como a bolha do empréstimos estudantis colocam em perigo o futuro das instituições académicas fundamentalmente esquerdistas. Será que podemos encorajar este hábito de auto-sabotação nas indústrias esquerdistas comparáveis? Quais seriam os benefícios?

VR [Virtual Reality] e Robôs Sexuais: Muitas pessoas podem discordar, mas eu olho para os fones de realidade virtual e para os robôs sexuais como uma ameaça para o feminismo. Eu comparo isso com a "pílula masculina."

Largas quantidades de homens inteligentes irão abandonar a cena romântica mal engenhos de realidade virtual de elevada qualidade apareçam. Eles terão poucos incentivos para namorar feministas com lavagem cerebral quando ele podem obter uma mulher "nivel 10" com quem queiram ter sexo numa plataforma de elevada definição. Isto irá reduzir dramaticamente o valor romântico feminino. Obviamente que a VR tem muitos atributos que irão deformar o pós-modernismo ainda mais, portanto, o seu impacto total não é ainda claro.

Embora todos esses fenómenos sejam aleatórios, o meu propósito é o de encontrar pontos fracos, aberturas na simulação social esquerdista.

A restauração patriarcal tem que abolir a concepção esquerdista da sexualidade como uma mercadoria transferível. Nós eclipsamos isto com uma inovação que realinha as tradições centrais. Este processo irá ocorrer fora da pseudo-democracia corrupta e defunta.

Nós abordamos isto como um problema de engenharia social. Ele pode ser restaurado com novos costumes, que são descobertos explorando e testando ideias. Nesta luta, a batalha pela nossa civilização, passado, presente e futuro, temos que inventar novas formas de tecnologia social. Estas inovações muito provavelmente serão adaptações de conhecimento antigo.

Como uma luta social, nenhum desafio desta dimensão alguma vez enfrentou a Civilização Ocidental, visto que estamos a enfrentar os "melhores anjos" da nossa natureza, que provaram ter propagado o humanitarianismo mais destrutivo.

Sendo tão abnegados, os aderentes do altruísmo destrutivo iriam sacrificar os tesouros da família, honra e civilização num equivocado acto de bondade camuflada. Se isto for permitido, as ofertas desta "igualdade" mal formada serão as últimas atrocidades do Mundo Ocidental.

- http://bit.ly/1NtVFQ1



domingo, 18 de outubro de 2015

Teoria de Restauração Patriarcal

Por Reed Perry

[Nota: o editor do blogue Marxismo Cultural não partilha da interpretação geológica e evolucionista avançada pelo autor do texto que se segue]


Todas as civilizações da História do Mundo foram patriarcais; não há uma única excepção. Claro que houve algumas culturas matriarcais, mas elas existem como curiosidades antropológicas em áreas caçadoras-colectoras ou em estudos arqueológicos centrados em tribos antigas. Um requisito obrigatório para um nível avançado do desenvolvimento social e tecnológico é um patriarcado forte. Todas as civilizações, desde a China para a Índia, Pérsia, Egipto, Roma e os Incas, sempre que emergiram, este traço fundamental fez-se presente. A fomentação do patriarcado muito provavelmente foi o que levou ao avanço que ocorreu durante a Revolução do Neolítico. Desde então, e sem excepção, o patriarcado tem sido a regra.

Quando os soldados Ingleses gritavam "Deus salve a Rainha", será que isso era um matriarcado? Segundo a feminista Lynn Abrams, a Era Victoriana representou, para as mulheres, a "era doméstica por excelência". Isto era assim mais ainda 200 anos antes, durante a espectacular Era Isabelina. As feministas modernas podem ficar confusas com o facto duma nação altamente patriarcal ter uma mulher como líder principal, mas a obsessão pela "política de identidade de género" pura e simplesmente não existe num patriarcado visto que este centra-se em resultados, e, como um substrato social, resultados é o que o patriarcado tem disponibilizado nos últimos 10,000 anos.

Ao contrário do feminismo, o patriarcado é a condição orgânica, o próprio ADN, da humanidade civilizada. Ele flui debaixo para cima. A unidade atómica do patriarcado é, obviamente, a família. A família é o microcosmo da vida civil. O seu núcleo e governador é o pai, e a família assume o seu nome como símbolo de propriedade e de  responsabilidade.

Este é precisamente o sistema que tem causado as sociedades tecnologicamente e socialmente mais avançadas da Terra. Mitigar contra a virtude do patriarcado é disputar todo o curso da Civilização Ocidental, e todo o conforto que ela assegurou - desde as tecnologias mais básicas tais como a fundição, para as ciências médicas mais avançadas, as telecomunicações, e a filosofia. Nenhum destes tesouros pode ser encontrado nas primitivas unidades das culturas matriarcais porque o matriarcado não avança para além do ponto forrageamento mão-para-boca e para além dum abandono desterrado. 

A lei matrimonial, a construção social primária sobre a qual tudo o resto se encontra construído, é lei patriarcal. Ela dita o juramento do casamento: "Até que a morte nos separe", é um termo inegociável. Sobre este laço irrevogável assenta tudo o resto.

Uma das poucas sociedades matriarcais ainda existentes para estudo é a sociedade Mosuo da China, um povo dedicado à agricultura primitiva e ao pastoreio dos iaques, e um povo que permaneceu totalmente vazio de qualquer desenvolvimento, imerso num rudimentar estado agrário e sem qualquer tipo de façanha. A única qualidade relevante deste tribo apatética é a peculiar ausência de qualquer contracto marital. que eles suplementaram com os “walking marriages.” Ou seja, hookups.

Os acoplamentos informais através dos quais eles geram as crianças são em larga parte temporários, tais como as one-night-stand as booty-call com a duração de algumas semanas. Como homens e mulheres, ambos partilham igualmente os bens familiares. O pai não têm qualquer responsabilidade para com as crianças visto que não há forma de verificar que essas crianças são dele. Os homens são semi-transientes e raramente têm um emprego ou um ofício. Eles são garanhões sem qualificações que vivem nas casas das mães.

Visto que a propriedade e as crianças são transmitidas através das linhagens matrilineares, os homens não têm nada a perder e nada mais fazem que esperar pelo próximo encontro nocturno com uma mulher "poliamorosa", dona duma cabana. Torna-se por demais óbvio o porquê deste tipo de arranjo estar condenado ao fracasso. Rapidamente vêmos o porquê dos matriarcados desaparecerem da Terra, deixando para trás poucos traços da sua irrelevante existência.

Previsivelmente, a obscura cultura Mosuo está-se a dissipar rapidamente dentro da China em ascenção. Algunas ONGs fizeram algumas frágeis tentativas tendo em vista a preservação das suas idiossincrasias, mas há já muito tempo que o seu destino se encontra selado visto que esta cultura representa um pequeno artefacto do que o ser humano colocou de parte no deserto do Paleolítico.

Lewis Morgan, um proeminente etnólogo do século 19, e alguém que estudou as tribos Iroquois, reparou que o seu estilo de casamento-de-grupo e poligamia tinham um efeito peculiar na sua visão de família, que eles viam como seu difuso e completo clã inter-relacionado. Durante a pesquisa que ele levou a cabo vivendo no meio de tribos semi-nómadas que se encontravam sob pressão generalizada por parte da civilização Europeia, Morgan observou que a sociedade humana avançava em fases segundo as prácticas culturais centrais mais óbvias nos costumes do casamento e do cuidado de crianças. Segundo ele, os Iroquois, com os seus casamentos comunitários, representavam um meio-termo no processo civilizacional.

No seu livro "Anciet Society", Morgan alegou que o estado primordial do ser humano era "uma horda a viver em promiscuidade", onde pouca ou nenhuma estrutura social disponibilizava cuidados para com as crianças, aplicação da lealdade e nem disciplina. Neste estado, o homem tinha poucos incentivos para defender o seu território e bem como a sua descendência, que eram ambos irrelevantes para as suas necessidades e impulsos físicos imediatos. O sexo com propósito reprodutivo seria levado a cabo através dum momento de vontade sexual para com as mulheres, trocando um pedaço de carne animal ou mesmo através da violação.

Depois disto, as sociedades gradualmente evoluíram costumes morais mais estritos, tradições que produziram melhores e melhores resultados para a sua cultura em termos de tecnologias e excedentes. O estado final do desenvolvimento familiar depois da poligamia foi a monogamia, a familiar nuclear patriarcal.

Neste arranjo inflexivelmente monogâmico foram dados enormes incentivos evolutivos e sociais aos homens de modo a que estes trabalhassem de modo abnegado, protegessem a todo o custo as suas esposas, os seus filhos e a sua propriedade. O costume implicava uma divisão do trabalho familiar que permitiu que a perícia e a inovação florescessem. Era mais provável que a riqueza fosse acumulada com o passar do tempo visto que o pai não tinha que dividir o seu capital com as várias esposas ou meio-irmãos em guerra, que facilmente poderiam destruir o trabalho acumulado durante gerações.

Mais ainda, a influência do patriarcado teve um duradouro impacto multi-contextual na conduta humana. Visto que muitos comportamentos são herdados, a nossa biologia comportamental tomou um novo rumo de selecção. Costumes monogâmicos estritamente aplicados seleccionam geneticamente em favor dos machos que são, ao mesmo tempo altruístas e leais, disponibilizando mais oportunidades para que estes passem os seus genes.

Por sua vez, eram colocados à margem os traços egoístas, improdutivos ou desleais - todos eles impedido-os de reproduzir. Isto, de certa forma, seleccionava em favor do controle dos impulsos, embora ainda existam por aí muitos desviados e gigolôs.

A abnegação é um componente-chave quando se quer entender a civilização Ocidental e o Cristianismo, a religião do auto-sacrifício. Esta abnegação encontra-se embutida na abnegada busca Ocidental pelo bem maior, quer seja Deus, nação, ciência ou família. Esta pressão colocou-nos no caminho de grandes elevações, mas quanto mais alto se ascende, maior pode ser a queda. 

As conquistas únicas das culturas monogâmicas Ocidentais encontram-se em oposição total às "hordas de promiscuidade" dos matriarcados primitivos, consignados ao esquecimento consequência da sua mediocridade esquecível - pequenos remanescentes que pairam acima da destruição, tal como a tribo Mosua -, mantidos de forma nominal como pequenos zoológicos humanos por parte de guias turísticos das ONGs. A diferença tremenda que existe é algo a ser temido.

A civilização patriarcal assemelha-se a um edifício imponente com um legado duradouro. Ele não se dissipa facilmente rumo a horda transitória e nem reverte para o barbarismo "poliamoroso" matriarcal através dum referendo. Ele tem que ser arrancado das garras dos milhões de homens que o têm carregado através da História. Muitos encontram-se envolvidos nesta batalha sem se aperceberem disso.

A família tem que ter um núcleo. A pressuposição abstracta de que o matriarcado pode, em larga escala, substituir o que é diminutivamente conhecido como a "figura paterna" é uma hipótese que nunca foi testada. Tudo o que temos como referência são restos pouco-sofisticados da Idade da Pedra que nunca passaram da fase "vai". Não existe um matriarcado no qual se pode fundamentar um modelo. Este problema nunca foi reconhecido por parte das ideólogas dentro do "movimento de emancipação das mulheres", e isso continua a frustrá-las profundamente.

As feministas radicais, fanáticas e cheias de inveja, perdidas que estão num mar de ciúme, deparam-se com a impossibilidade de rivalizar com  as estupendas e monumentais façanhas da monogamia patriarcal. A sua única escolha é recorrer a uma guerra niilista contra factos científicos e contra as virtudes duramente batalhadas que se encontram na alma da humanidade.

Aos seus olhos, a civilização em si tem que ser derretida visto que ela representa a liga endurecida da fórmula patriarcal. A castidade nas mulheres, a masculinidade nos homens, a lealdade acima de tudo, a santidade dos juramentos, - a feminista é hostil a todas as jóias sagradas do projecto humano, que elas trivializam ou demonizam. As "liberdades" e as "igualdades" em favor das quais elas militam resultam em liberdade para prejudicar a estabilidade social em favor de desejos impulsivos. Entre os seus propósitos declarados encontra-se a "igualdade" forçada entre seres que não são iguais, a forma de tirania mais distópica.

O antónimo de "igual" é "diferente". Aqueles que defendem o patriarcado (civilização) vêem-se colocados na posição absurda de defender algo tão auto-evidente como as distinções entre macho/fêmea. Para a feminista, o eu humano não só encontra-se vazio duma distinta alma masculina ou feminina, como possui corpos sem órgãos. Este é o vazio de significado que o feminismo tem que defender. Esta ideologia insiste num conflicto profundamente opressor com a identidade humana.

Tal como eu falei no artigo "The Tyranny of Suffrage", a guerra social feminista culminou num regime legal anti-familiar e anti-masculino imposto à força. Esse regime só pode ser colocado em práctica à força porque as famílias não podem ser rasgadas e a ordem social não pode ser perturbada sem que seja infligidos danos generalizados. As instituições, as famílias, e os indivíduos têm que ser coagidos rumo a um comportamento anormal.

Isto foi largamente conseguido através do sufrágio feminino, uma concessão obtida durante um período de genocídio horrível e de instabilidade. Uma larga porção da população masculina da Europa e da América ou se encontrava preocupada ou morta nas maiores guerras que a humanidade já sofreu. A classe de comerciantes industriais encorajou também a mão-de-obra feminina e o consumismo como fonte de rendimento.

Dentro deste estado de coisas instável, onde as mulheres frequentemente tinham largas maiorias devido às taxas de mortalidade dos homens, as liberais radicais, - as feministas - que frequentemente eram lunáticas ricas ou ex-prostitutas, encontraram-se numa posição de influência assombrosa. O altruísmo do homem Ocidental foi explorado, a oposição não-preparada foi sobrepujada com o vitríolo. Mais à frente iremos revisitar o poder tremendo (e perigoso) do altruísmo equivocado da nossa civilização.

Sem perder muito tempo dentro de todas as motivações psicológicas em operação dentro da mente da "mulher emancipada", podemos determinar que uma dicotomia simples apareceu a salientar o seu pensamento: patriarcado mau, matriarcado bom. Claramente, esta é a sua opinião vocal, mas a prova interessante que elas carregam como evidência é que o patriarcado, sendo o pai da experiência civilizada, e responsável por tudo de mau que já aconteceu.

De certa, a feminista está certa. De forma geral, ela culpa o patriarcado pelas tribulações da civilização, mas sem o patriarcado, não existiria civilização, e todos nós continuaríamos a ser uma espécie primitiva a viver numa obscenamente primitiva "horda de promiscuidade". A feminista é simplesmente demasiado narcisista ou demasiado preconceituosa para ver o outro lado (assimetricamente positivo) da história: a civilização [patriarcado] é inquestionavelmente boa quando comparada com as alternativas.

À medida que as instituições patriarcais vão sendo gradualmente atacadas, abolidas, ou reprimidas, a moralidade que ela criou e guardou começa a desintegrar. Mas as feministas liberais querem viver num mundo com todos os benefícios do patriarcado, sem as limitações que têm que ser impostas para gerar tais privilégios, conservar a opressão e acumular os excedentes.

Este instável meio-caminho, entre a civilização e ao pandemónio, é uma tentativa caótica de manter a elevada qualidade de vida duma civilização ao mesmo tempo que se remove a fonte dessa qualidade. Disto emerge o que só pode ser chamado de feminismo despótico. Por baixo disso encontra-se um patriarcado activamente oprimido.

As famílias estão-se a desintegrar a um ritmo acelerado, ou simplesmente não estão a ser formadas famílias. Uma geração inteira enfrenta um futuro de alienação desamparada e sem casamento. As crianças sem pai demonstram uma multitude de problemas psicológicos e de desenvolvimento atrofiado. Os desvios feministas e esquerdistas geram um governo em expansão infinita e que não se justifica a ninguém.

Milhões de indivíduos ficam endividados, sem-abrigo, e dependentes, consequência destas politicas recém-inventadas que nunca foram testadas. Devido ao controle de natalidade, muitas regiões dos Estados Unidos e da Europa têm populações em decréscimo, o que aumenta ainda mais a dívida. E, paradoxalmente, o feminismo gera os piores resultados para as próprias mulheres, 90% das quais quer casar mas vai encontrando cada vez menos homens dispostos a participar na aviltada instituição matrimonial. Como homens inteligentes, eles conseguem ver que as probabilidades jogam contra eles.

Infelizmente, nesta era desmoralizante, muitos homens pura e simplesmente encontram-se incapazes de assumir as responsabilidades. Não só os homens têm poucos incentivos para casar ou para levar a cabo actos abnegados em prol da família/comunidade neste sistema invertido, como são penalizados pelo seu sucesso e pelos seus atributos masculinos. Dentro da seita feminista, as virtudes masculinas tornaram-se em pecados.

As mulheres chegam aos seus 30 anos como vadias solteiras e sem filhos, que passaram de relacionamentos para one-night-stand para outros "relacionamentos" durante metade das suas vidas. Depois de esbanjarem os seus melhores anos em desalmadas carreiras profissionais imitando a caricatura da mulher trabalhadora ou "mulher emancipada", elas ficam sozinhas com os seus cartões de crédito, garrafas de anti-depressivos, e com o seu feminismo, mais e mais amarguradas com o passar dos anos.

Um pouco além deste estado de coisas encontra-se a questão do futuro da própria civilização. Estamos a levar a cabo uma perigosa experiência social junto da nossa população. Não há uma única civilização que não seja um patriarcado, no entanto, o fenómeno da libertinagem desenfreada, adultos solteiros, e homens semi-transientes, assemelha-se cada vez mais com a "horda de promiscuidade" observada no inferno abaixo do Terceiro Mundo.

Como é possível que os homens assistam de longe ao que está a acontecer, sabendo o futuro que os espera, - e o futuro que espera às suas mulheres, - sem no entanto fazerem alguma coisa para enfrentar esta regressão distópica? Alguns homens encontram-se distraídos. Outros estão medicados. Alguns estão aprisionados, escravizados com uma dívida ou escravizados com uma pensão alimentícia.

Mas acredito que o maior obstáculo para a implementação duma política eficaz é uma característica que nos serviu tão bem até ao momento em que enfrentamos o feminismo e o sufrágio: o altruísmo; ele tornou-se auto-destrutivo.

Os homens foram largamente enfraquecidos pela tecnologia e pelo luxo herdado pelos nossos austeros antepassados, os nossos patriarcas. Nós tornamo-nos no Último Homem, um povo insociável, indisciplinado e culturalmente sem-abrigo. Estamos distraídos com a banalidade das redes sociais, empobrecidos com vidas hormonalmente perturbadas.

Muitos dizem, "é tarde demais" - que o nosso sistema não pode ser retomado. Eu vejo isto como um gigantesco bloqueio psicológico, provavelmente uma desilusão. Comparem o desafio dos nossos dias com o que os homens enfrentaram na lama ensanguentada da Primeira Grande Guerra. Isto demonstra o quão temerosos muitos homens se encontram quando se trata de confrontar mulheres insolentes, que mais não são que charlatonas confiantes. O Último Homem Americano do século 21 encontra-se aterrorizado perante tal protestante depravada. Eles temem o rótulo de "sexista" ou "misógino" - ambos insultos sem substância.

Mas os nossos últimos homens foram também educados com o veneno da liberalidade nas suas mentes, manchadas pela arrogante geração baby-boomer (“Eu”) que glorificou a "vadia" do feminismo, colocando mulheres vis num pedestal. E até hoje, os seus filhos olham para cima e maravilham-se com o ídolo duma "vadia empoderada".

O medo de ser punido por mulheres insolentes, que têm todas estas ideias (provenientes dos média e das comentadores feministas) a girar nas suas mentes, tornou-se mais aterrorizador do que morrer por uma causa insensata em favor da qual essas mesmas mulheres votaram - visto que a maior parte dos votos é feita por elas. Será que as insolentes mulheres esquerdistas estão a fazer algum de bom para elas, ou mesmo para os outros, ou será que estamos a conferir valor imerecido às vozes de pessoas histéricas?

Continua na Segunda Parte



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

"A feminilidade salvou o meu casamento"

Por Rachel

Prefiro ficar em casa com as minhas duas filhas. Já tive alguns empregos, a maioria deles antes das minhas filhas nasceram, e odiei todos eles. Existia uma inveja subentendida e raiva entre as mulheres que eu não poderia suportar. À noite, eu passava mal depois de ter que lidar o dia todo com mulheres solteiras/divorciadas que, de modo literal, atacavam-me por coisas mínimas. Hoje sei que elas gostavam de me rebaixar sempre que podiam porque tinham inveja da minha beleza, juventude e da minha dedicação ao meu namorado (que é, hoje, o meu marido e pai das nossas duas filhas).

Para além disso, eu recusava-me a flirtar com os clientes ou usar roupa reveladora como forma de obter mais gorjetas. Elas foram rudes quando descobriram que eu só tinha namorado e estado com o meu namorado - elas não conseguiam compreender o porquê. Desde então, fiquei a saber que a maior parte das mulheres evita ou chama de "mentirosa" a mulher que lhes diz que só esteve com um homem em toda a sua vida. Uma empregada de bar (na casa dos 40-quase-50 e divorciada) aproximou-se de mim enquanto eu atendia um cliente, e começou a atacar-me verbalmente bem em frente ao cliente. Nessa noite saí em lágrimas e nunca mais regressei.

O único trabalho que gostei (e ainda gosto) foi o de limpar casas com a minha sogra. Ganhávamos um bom dinheiro (20 dólares à hora) e não havia conflito entre as mulheres visto que éramos só nós. A minha sogra é mais próxima a mim do que a minha mãe.

Algumas mulheres perseguem os patrões - eu nunca fiz isso, mas raramente encontro mulheres que são como eu. Encontrei um homem que tem o meu coração nas suas mãos e nenhum outro se pode comparar, e por isso, eu nem olho. Eu sei de mulheres que já dormiram com os seus patrões e elas derretem-se em choro de indignação quando se apercebem que não terão qualquer tratamento preferencial. Mais tarde ou mais cedo, elas abandonam o emprego.

Sempre me dediquei ao meu marido, mas eu tinha uma "concha" feminista que eu nem sabia que tinha até ler os seus artigos, Henry!

FEMINILIDADE

O meu marido e eu temos estado juntos desde que tínhamos 16 anos. Eu tenho 27 anos e o meu marido está à beira de fazer 28 anos. Encontrei o seu site quando me apercebi que não sabia o que era ser feminina. Senti vergonha de mim própria. Há já alguns anos, depois do nascimento da nossa primeira filha, que o meu marido e eu estávamos a ter problemas. O amor existia mas, depois das filhas nascerem, eu era horrível para ele. Separamo-nos muitas, muitas, vezes. Ele tornou-se distante e perdeu-se com outras mulheres. Eu culpava-o por tudo e eu era extremamente abrasiva e impossível de se viver lado a lado.

Comecei a ler os seus artigos há alguns meses, e mudei a minha forma de agir imediatamente. Não tive que mudar muito porque apercebi-me que capitular para ele, e adorá-lo, era o que eu QUERIA fazer - mas tinha medo de o fazer.

Apercebi-me da mudança imediata nele! Ele é, actualmente, totalmente dedicado a mim, e trata-me exactamente da forma que eu quero ser tratada. Tudo o que tive que fazer foi deixar ele ser o homem, e eu passar a ser a mulher. Há alguns dias atrás ele disse-me a coisa mais lisonjeira que alguma vez alguém me disse, e eu não tinha noção do quanto que isso era importante para mim até o ouvir. Ele não me chamou de bonita, nem me disse que estava mais magra. :) Ele disse que eu me estava a tornar numa boa esposa, e que ele me via a tentar e que isso fazia com que ele tivesse o desejo de me proteger e ficar ao meu redor. Tudo o que tive que fazer foi segui-lo e admirá-lo.

MASCULINIDADE

Também lhe mostrei os artigos do seu site em torno da liderança familiar. Ele disse que isso lhe abriu os olhos em torno da forma como ele esperava que eu me disponibilizasse e liderasse com ele, e ajudou-o a ver o porquê dele ficar tão frustrado comigo quando eu não PODIA me disponibilizar e ser a cabeça da família com ele. É como você diz no seu site, "Qualquer coisa com duas cabeças é um monstro!"

Eu estou a fixar-me no meu papel de dona-de-casa amada, e ele está a fixar-se como o líder da família, e isso nunca soube tão bem e tão natural.

Estou zangada por ter sido educada a competir com os homens e sentir que era oprimida por ser dona-de-casa, mas há apenas alguns meses atrás, era assim que eu me sentia. Espero incutir nas minhas filhas a nova natureza feminina que encontrei, e espero que não seja tarde demais para eu ser a melhor mãe e a melhor esposa que eu puder ser.

Acho que as mulheres estão aterrorizadas ante a perspectiva de serem rejeitadas pelos homens, e como tal, eles colocam de parte o que é natural. E com tanto apoio feminista em seu redor, deixar de seguir o que é natural nas mulheres é muito fácil.

Há também a óbvia repugnância que aparece quando as pessoas descobrem que tu te dedicas ao teu marido, e deixas que ele seja o líder da família. De modo literal, tu NÃO TENS PERMISSÃO para olhar, rendida, para o teu marido, e dizer o quando que tu o adoras sob pena de seres acusada de teres toda a tua vida centrada num homem e na família - como se isso fosse uma coisa má! Estou farta de ser tratada como uma pobre idiota desmiolada só porque a minha a família é o centro do meu mundo.

Henry, continue a dizer às mulheres para agirem como mulheres, e aos homens para agirem como homens! Se tudo correr bem, você receberá mais emails como o meu, revelando a forma como você abriu os olhos de alguma pobre feminista que estava à beira do divórcio só porque ela não sabia o que fazia de errado.

Não tenha ódio por todas as feministas! Nós fomos educadas desta forma, e eu nem sabia que havia outra forma de viver até encontrar o seu site. Continue a escrever e nós continuaremos a ler.

Fonte



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