quinta-feira, 20 de setembro de 2012

História é liberdade

Brandon Smith ressalva o ódio que os colectivistas nutrem pela herança cultural e pela História

Um desdém ou ódio pela  herança cultural ["heritage"] está na base de todos os esforços de reestruturação levados a cabo pelos colectivistas.  Esta reestruturação usualmente foca-se nos princípios da liberdade individual e auto-governação ao mesmo tempo que alega lutar contra a opressão e contra a corrupção.

Os princípios antigos ou são apresentados como ultrapassados e  insuficientes para lidar com os novos problemas da cultura, ou são apresentados como a CAUSA dos problemas presentes na cultura.

Em qualquer dos casos, a elite que controla a máquina colectivista começa a apelar a uma purga dos ideias do passado.


Na China Comunista, Mao Tse Tung instalou a "Revolução Cultural", que encorajou os desmiolados e hipnotizados colectivistas da população chinesa a destruir tudo o que representava  o passado. Obras de arte, edifícios, artefactos históricos, livros; até professores e proponentes de qualquer herança pré-comunista foram atacados.

Na Alemanha Fascista, os Nazis destruíram inúmeros livros e manuscritos, reescreveram a historia da Alemanha, censuraram e removeram milhares de obras de arte, instituíram obras de arte aprovadas pelo Estado que descreviam a visão colectivista  para nova sociedade.
 

Na Rússia, os Comunistas focaram-se de modo agressivo não só em liquidar manuscritos que exultavam os métodos de eras distintas, mas também as pessoas que os escreveram. Sob Lenine e Estaline, o propósito era o de aniquilar a memória do mundo que existia antes da sua chegada, mesmo que isso significasse aniquilar as massas no processo.

Uma total reestruturação da infraestrutura educacional seguiu-se. As crianças na nova era colectivista tinham que ser indoutrinadas como se nunca havia existido outra forma de fazer as coisas.

Estas purgas, tal como inúmeros exemplos já revelaram, eram apenas temporárias.  O grande enigma para as elites não foi só o obstáculo da memória, mas o obstáculo da alma; aquela qualidade inerente do ser humano que nos compele a buscar a liberdade, o equilíbrio, e a verdade, independentemente dos limites do nosso ambiente.

Os documentos e o remanescente da herança cultural que os oligarcas buscam destruir mais não são que expressões das nossas consciências inatas.  Dentro de cada pessoa, independentemente do que ela tenha sido levada a acreditar, existe uma fonte de ideias vitais que entra em rota de colisão com as mecanizações do colectivismo. O individualismo encontra uma forma de submergir, e como tal, os governantes centralizados têm que começar tudo outra vez, buscando uma forma de controle desconhecida.


A sede totalitária pela eliminação e edição criativa dos eventos da História dá algum suporte a tese de que o conhecimento da História é importante, talvez integral como forma de entender e manter a liberdade humana.

O propósito dos regimes totalitários é a estagnação, que envolve não só a destruição do futuro, e a sua transformação numa cópia do presente, mas também a destruição do passado.


Fonte

* * * * * * *

Este é mais um ponto em comum entre o nacional-socialismo, o comunismo e o islão uma vez que não se passaram ainda 15 anos desde que os Talibãs destruíram as estátuas budistas presentes no seu país há séculos. Para além disso, segundo me foi contado por Egípcios Cristãos, os livros de História do seu país aparentemente não se debruçam muito sobre os 6/7 séculos que antecederam a invasão islâmica do Egipto. Esses 600/700 anos foram os anos em que o Cristianismo controlou o Egipto.

Para além disso, é normal os maometanos identificarem o período que antecedeu a chegada do islão na Arábia como "os Tempos da Ignorância" ["Jahiliyah"]. Referências a esse período como uma linha temporal de onde se  podem extrair ensinamentos morais é atitude tida como errada por muitos maometanos.

Contraste-se este ódio à História nutrido pelas ideologias totalitárias, com o que os primeiros líderes Cristãos fizeram com as obras da Grécia Clássica, onde muitos deles só chegaram à nossa posse precisamente graças a essa preservação Cristã [tanto no Império Romano do Ocidente como no Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla].

Devido a esta atitude criativa que os colectivistas têm em relação ao passado, e como já está manifesto no texto citado em cima, é seguro afirmar que quem quer mudar a História, quer mais facilmente controlar a sociedade.

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