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domingo, 12 de novembro de 2017

O porquê do governo espiar os seus cidadãos

Por Dark Triad Man

Os homens raramente entendem a natureza do poder militar nas mãos dos governos. 

O néscio acredita que ele existe para o proteger e para estabelecer a justiça. 

O homem comum assume que o mesmo é usado dentro dos limites da lei, controlado pelos princípios da cultura. 

O homem sábio assume que os seres humanos são seres falíveis, e que as suas escolhas são frequentemente egoístas, e que os melhores interesses e os melhores planos geralmente se reduzem ao que é práctico e mal-intencionado.

O "Dark Triad Man" sabe a verdade.

O poder estatal é a ferramenta de homens impiedosos com ambições implacáveis, intenções sem remorsos e capacidade brutal, que não hesitam em derramar sangue, esconder os túmulos e reescrever a história em seu favor.

Esconder as capacidades está entre os mais cruciais componentes da liberdade porque ela existe no mundo sombrio que se encontra dentro dum gradiente terrível, entre as polaridades da anarquia e do totalitarismo, e a cada ponto entre eles a tonalidade nada mais é que uma matiz de sangue diferente.

Esconder os nossos planos dos órgãos do Estado é vital para a preservação da liberdade. Esconder as nossas redes dos agentes do Estado é a tarefa hiper-vigilante do insurgente. Esconder o nosso poder físico das forças secretas do Estado é a assustadora tarefa dos homens livres.

Não confiem no poder dominante

O poder dominante tem mais recursos, mais forças secretas, mais barbaridade e mais crueldade do que podemos imaginar. E a nossa sobrevivência depende da nossa capacidade de ocultar [as nossas forças] até ao momento da decisão.

O néscio acredita que o seu voto é um factor determinante nas políticas do Estado

O homem comum pensa que os partidos e as coligações e as alianças representam os seus interesses.

O homem sábio assume que a história e a cultura colocam limites ao sistema, e que ele se corrige a ele mesmo.

O Dark Triad Man aceita a realidade.

Há sempre um César, sombrio e com ambições imortais, à espera, alojado no coração da nação, e que com intenções de ascender ao poder total, e que vê para o sangue derramado e para as atrocidades como meros louros de drama válido sobre a sua testa merecedora.

Fonte: http://bit.ly/2mdUnTi

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Por isso é que a rede de controlo está a apertar um pouco por toda a Europa, e por isso é que os governos importaram milhões de não-Europeus para o coração do Velho Continente, nomeadamente, para usar o espectro do "terrorismo" como desculpa para espiar sobre os seus próprios cidadãos.
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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O ataque às preferências masculinas

Elihu revela a verdade sobre o "padrão injusto".

Imaginem que uma mulher diz o seguinte:

“Quero casar com um homem que ganhe mais dinheiro que eu.”

“Eu nunca teria uma relação com um homem mais baixo que eu”

“Eu só tenho encontros românticos com [advogados/profissionais/músicos/homens destacados].”

Alguém tem algum tipo de objecção moral a alguma destas frases? Eu não. Certamente que mulher alguma sentiria algum tipo de vergonha em admiti-las publicamente.

Agora imaginem que estamos num lugar com homens e mulheres, e um homem diz isto

“Quero que a minha esposa fique em casa a cuidar dos filhos enquanto eu trabalho.”

“Não sou o homem mais bonito do mundo, mas nunca teria qualquer tipo de envolvimento com uma mulher feia.”

“Sei que já dormi com muitas mulheres, mas quero-me casar com uma virgem.”

“Não me quero casar com uma mulher da minha idade. Ew.”

Só vos digo isto: as sobrancelhas subiriam até níveis *altíssimos*.

Durante o curso da minha vida fui várias vezes acusado de ter um padrão duplo. No passado, eu engordei um bocado mas só queria envolver-me com mulheres em forma. Sou um homem promíscuo mas nunca me casaria com uma mulher promiscua. Agora que tenho 27 anos, não me vejo a ter encontros românticos com mulheres da minha idade para o resto da minha vida.

Sempre que eu digo isto em público, o que acontece ocasionalmente quando eu estou com um estado de espírito irreverente, sofre um coro de denuncias. Sou proclamado culpado pelo hediondo crime de PADRÃO DUPLO.

Mas como o primeiro grupo de exemplos demonstra, as feministas e os homens feministas não têm qualquer tipo de problemas com o padrão duplo. Eu tenho uma amiga que só faz sexo com jogadores da NHL, apesar dela não ser uma jogadora da NHL. Como é que ela se atreve a colocar os amantes num patamar que ela mesma não consegue atingir! Claramente, isto não acontece por um motivo de princípios.

A resposta: “Padrão Duplo" é código para Padrão Masculino.

Existem algumas qualidades que os homens valorizam mais nas mulheres, do que as mulheres nos homens: beleza física, juventude, castidade, capacidade de criar filhos. Homens destacados irão naturalmente tentar ter envolvimento sério com uma mulher que satisfaça estes requisitos.

Mas o valor do homem é determinado através de outros factores, tais como o status, a dominância social, o poder, o dinheiro e as conquistas. Inevitavelmente, os homens de valor elevado irão perseguir mulheres mais castas e mais capazes de mudar fraldas do que eles.

Quando as feministas gritam "Padrão duplo!", tudo o que elas querem é condicionar os homens destacados a colocar as mulheres feias, velhas, masculinizadas e promiscuas ao mesmo nível das mulheres bonitas, jovens, femininas e castas. E eu sinceramente não sei o porquê delas tentarem fazer isso. Será que alguém me pode ajudar nesta questão "difícil" ?


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Embora discordando com o facto de Elihu se identificar como um homem promíscuo mas mesmo assim só pensar em casar com mulheres castas (isto é uma decisão moral distinta da natural preferência masculina por mulheres castas quando se fala em casamento), o que ele diz está essencialmente correcto: as feministas não só querem querem reduzir a beleza objectiva das mulheres bonitas, como querem condicionar TODOS os homens a olhar para TODAS as mulheres como "bonitas".

Isto, para além de ser um condicionamento injusto e limitador, é uma tentativa frustrada de controlar as preferências masculinas; só que esta tentativa é frustrada porque as mesmas não estão sujeitas a pressões sociais, mas estão firmemente embutidas na psicologia masculina.

(Até os homens esquerdistas preferem mulheres com um padrão de beleza e um estilo de vida longe do ideal propagado pelas feministas.)




sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O que as feministas pensam das donas de casa


Se estas citações não te convencem que o feminismo é um grupo de ódio, então tu és uma feminista. 
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A dona de casa não é ninguém, e o trabalho doméstico é um trabalho sem saída. Pode até ter um efeito deteriorante na sua cabeça . . causando a que ela se torne incapaz de se concentrar numa só tarefa. Ela começa a parecer burra e enfadonha. Ser uma dona de casa causa a que as mulheres fiquem doentes." ~ Sociolóloga Jessie Bernard "The Future of Marriage", 1982.

As donas de casa são uma interminável série de filhas sanguessugas gritando "Dá! Dá!"— uma parasita que só devora, quando ela deveria alimentar, e alguém que tem a tem as mesmas aspirações que um Porquinho da Índia tem." ~ Charlotte Perkins Gilman, "Women and Economics: "A Study of the Economic Relations Between Men and Women as a Factor in Social Evolution", 1898.

Uma parasita a sugar a vida de outro organismo .- . . a dona de casa não caminha para a criação de algo durável . ..  O trabalho que a mulher faz dentro de casa não é directamente útil para a sociedade; não produz nada.  A dona de casa é subordina, secundária, parasítica. É para o seu bem que a situação tem que ser alterada de modo a proibir o casamento como uma "carreira"  para as mulheres.~ Simone de Beauvoir, The Second Sex, 1949.

As donas de casa são desmioladas e sedentas por coisas. . . e não pessoas. O trabalho doméstico ajusta-se na perfeição às capacidades das mentes débeis das raparigas. Isso prende o seu desenvolvimento no nível infantil, pouco menos que uma identidade pessoal com uma inevitável fraca consciência de quem é. . . . As donas de casa encontram-se perante um perigo análogo ao perigo que correram aqueles que caminharam para a sua morte nos campos de concentração. Os factores que levaram à destruição da identidade humana de tantos prisioneiros não foram a tortura ou a brutalidade, mas as condições similares àquelas que destroem a identidade da dona de casa americana.” ~ Betty Friedan, "The Feminine Mystique", 1963.

As donas de casa são criaturas dependentes que ainda são crianças . . . parasitas.~ Gloria Steinem, “What It Would Be Like If Women Win,” Time, August 31, 1970.

O trabalho do marido providencia mais ocasiões de desafio e de crescimento do que aquele que está disponível para a sua esposa, cujos horizontes encontram-se inevitavelmente limitados pela sua relegação para os deveres domésticos. Isto programa-a para a mediocridade e adormece o seu cérebro. A maternidade só pode ser uma curva temporária.~ Nena O’Neill and George O’Neill, "Open Marriage: A New Lifestyle for Couples", 1972.

As mulheres possuem um dívida incalculável perante Frieden devido ao seu livro The Feminine Mystique…. A vida doméstica não era uma história satisfatória para a vida da mulher inteligente.~ Elizabeth Fox-Genovese, "Feminism Is Not the Story of My Life", 1996.

Ser uma dona de casa é uma profissão ilegítima . . . Escolher servir e ser protegida, e planear ser uma geradora de família, é uma escolha que não deveria existir. O cerne do feminismo radical é alterar isso.” ~ Vivian Gornick, University of Illinois, “The Daily Illini,” April 25, 1981.

Enquanto a mulher for a cuidadora principal das crianças ela está a ser prevenida de ser um ser humano livre.~ Kate Millett, "Sexual Politics", 1969.

Enquanto a família, o mito da família, o mito da maternidade e o instinto maternal não forem destruídos, as mulheres continuarão a viver sob opressão …. Nenhuma mulher deveria ter autorização para ficar em casa e cuidar de crianças. A sociedade deveria ser totalmente diferente. As mulheres não deveriam ter essa opção precisamente porque se tal escolha existir, demasiadas mulheres a seguirão. Isso é uma forma de forçar as mulheres numa certa direcção.~ Simone de Beauvoir, “Sex, Society, and the Female Dilemma,” Saturday Review, June 14, 1975.

O feminismo era profundamente contra a concepção tradicional da forma como a família se deveria organizar uma vez que a existência de mães caseiras era incompatível com o movimento das mulheres. . . . .  Se 10% das mulheres americanas ficar em casa como donas de casa a tempo inteiro, isto irá reforçar a visão tradicional daquilo que a mulher deve fazer e encorajar outras mulheres a tornarem-se donas de casa - pelo menos enquanto os filhos são pequenos.  …. Se um número desproporcional de mulheres colocar uma pausa nas suas carreiras como forma de gerar filhos, ou se elas não trabalharem tão arduamente nas suas carreiras como os homens trabalham, isto irá colocá-las em desvantagem vis-a-vis com os homens, particularmente com os homens cujas esposas fazem todo o trabalho doméstico e todas as tarefas em torno do cuidar de crianças.…. Isto significa que, independentemente do que a feminista individual possa pensar em relação à actividade de cuidar de crianças ou tarefas domésticas, o movimento [feminista] como um todo tinha razões para desencorajar o trabalho doméstico a tempo inteiro.~ Jane J. Mansbridge, Why We Lost the ERA, 1986.



Portanto, da próxima vez que alguém disser que o feminismo se centra na "escolha" ou na igualdade,  apresentem-lhe esta pequena lista de citações feitas por feministas eminentes.


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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

História é liberdade

Brandon Smith ressalva o ódio que os colectivistas nutrem pela herança cultural e pela História

Um desdém ou ódio pela  herança cultural ["heritage"] está na base de todos os esforços de reestruturação levados a cabo pelos colectivistas.  Esta reestruturação usualmente foca-se nos princípios da liberdade individual e auto-governação ao mesmo tempo que alega lutar contra a opressão e contra a corrupção.

Os princípios antigos ou são apresentados como ultrapassados e  insuficientes para lidar com os novos problemas da cultura, ou são apresentados como a CAUSA dos problemas presentes na cultura.

Em qualquer dos casos, a elite que controla a máquina colectivista começa a apelar a uma purga dos ideias do passado.


Na China Comunista, Mao Tse Tung instalou a "Revolução Cultural", que encorajou os desmiolados e hipnotizados colectivistas da população chinesa a destruir tudo o que representava  o passado. Obras de arte, edifícios, artefactos históricos, livros; até professores e proponentes de qualquer herança pré-comunista foram atacados.

Na Alemanha Fascista, os Nazis destruíram inúmeros livros e manuscritos, reescreveram a historia da Alemanha, censuraram e removeram milhares de obras de arte, instituíram obras de arte aprovadas pelo Estado que descreviam a visão colectivista  para nova sociedade.
 

Na Rússia, os Comunistas focaram-se de modo agressivo não só em liquidar manuscritos que exultavam os métodos de eras distintas, mas também as pessoas que os escreveram. Sob Lenine e Estaline, o propósito era o de aniquilar a memória do mundo que existia antes da sua chegada, mesmo que isso significasse aniquilar as massas no processo.

Uma total reestruturação da infraestrutura educacional seguiu-se. As crianças na nova era colectivista tinham que ser indoutrinadas como se nunca havia existido outra forma de fazer as coisas.

Estas purgas, tal como inúmeros exemplos já revelaram, eram apenas temporárias.  O grande enigma para as elites não foi só o obstáculo da memória, mas o obstáculo da alma; aquela qualidade inerente do ser humano que nos compele a buscar a liberdade, o equilíbrio, e a verdade, independentemente dos limites do nosso ambiente.

Os documentos e o remanescente da herança cultural que os oligarcas buscam destruir mais não são que expressões das nossas consciências inatas.  Dentro de cada pessoa, independentemente do que ela tenha sido levada a acreditar, existe uma fonte de ideias vitais que entra em rota de colisão com as mecanizações do colectivismo. O individualismo encontra uma forma de submergir, e como tal, os governantes centralizados têm que começar tudo outra vez, buscando uma forma de controle desconhecida.


A sede totalitária pela eliminação e edição criativa dos eventos da História dá algum suporte a tese de que o conhecimento da História é importante, talvez integral como forma de entender e manter a liberdade humana.

O propósito dos regimes totalitários é a estagnação, que envolve não só a destruição do futuro, e a sua transformação numa cópia do presente, mas também a destruição do passado.


Fonte

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Este é mais um ponto em comum entre o nacional-socialismo, o comunismo e o islão uma vez que não se passaram ainda 15 anos desde que os Talibãs destruíram as estátuas budistas presentes no seu país há séculos. Para além disso, segundo me foi contado por Egípcios Cristãos, os livros de História do seu país aparentemente não se debruçam muito sobre os 6/7 séculos que antecederam a invasão islâmica do Egipto. Esses 600/700 anos foram os anos em que o Cristianismo controlou o Egipto.

Para além disso, é normal os maometanos identificarem o período que antecedeu a chegada do islão na Arábia como "os Tempos da Ignorância" ["Jahiliyah"]. Referências a esse período como uma linha temporal de onde se  podem extrair ensinamentos morais é atitude tida como errada por muitos maometanos.

Contraste-se este ódio à História nutrido pelas ideologias totalitárias, com o que os primeiros líderes Cristãos fizeram com as obras da Grécia Clássica, onde muitos deles só chegaram à nossa posse precisamente graças a essa preservação Cristã [tanto no Império Romano do Ocidente como no Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla].

Devido a esta atitude criativa que os colectivistas têm em relação ao passado, e como já está manifesto no texto citado em cima, é seguro afirmar que quem quer mudar a História, quer mais facilmente controlar a sociedade.

sábado, 24 de março de 2012

sábado, 7 de maio de 2011

Armas e liberdade

Recentemente aconteceu algo em Buffalo, Nova York, que contradiz a propaganda daqueles que apóiam o "controle de armas" — isto é, o controle de cidadãos cumpridores da lei que desejam apenas ter uma arma para se proteger dos vários elementos nefastos deste mundo. Um cidadão de fato usou uma arma, uma espingarda, para defender sua casa e sua família de invasores armados. E, de acordo com a manchete, ele já havia sido vítima de outras invasões domiciliares.

Não, sua arma não lhe foi tomada e usada contra ele — essa seria a conseqüência inevitável de se possuir uma arma, dizem os defensores do desarmamento. Não, sua arma também não foi roubada. Não, ele não teve tempo de esperar pela polícia, não obstante esta tivesse chegado minutos depois, tendo também atirado nos invasores, ferindo um deles. Sim, ele foi capaz de pegar sua arma a tempo. Sim, ele apontou, mirou e acertou os alvos maléficos. De acordo com a propaganda desarmamentista, as pessoas raramente — quase nunca — usam armas para a auto-defesa.

O desarmamento é uma daquelas idéias que, na superfície, parecem fazer sentido; uma idéia que as pessoas sensatas inicialmente estão inclinadas a aceitar; uma idéia que parece oferecer uma solução fácil para um problema difícil. E esse é o problema com o controle de armas. Não passa de uma auto-ilusão, um pensamento baseado no desejo; é simplista, ingênuo e até mesmo infantil. É um pensamento tipicamente esquerdista: achar que problemas sociais podem ser resolvidos colocando-se palavras num papel e transformando-as em estatutos federais e estaduais.

Sempre que você ouvir que esse ou aquele tipo de arma foi banido, lembre-se que palavras escritas num papel jamais mudaram a natureza humana. Existem pessoas ruins lá fora que irão se aproveitar das pessoas boas. Elas não serão impedidas por palavras em um papel, seja onde for. As pessoas boas, por outro lado, desejosas de obedecer a lei, serão. E é por isso que assaltantes, estupradores e assassinos sabem que em paraísos desarmamentistas — isto é, qualquer lugar em que saibam que as potenciais vítimas estão desarmadas — os cidadãos estão totalmente indefesos contra eles.

Nos EUA, em particular, acontece um fenômeno interessante. Sempre que o congresso ameaça aprovar novas regulamentações anti-armas, o povo americano responde comprando e estocando a maior quantidade de armas possível.

Em 1989, o congresso aprovou restrições sobre as chamadas "armas de ataque" (assault weapons), tais como a Colt AR-15, a H&K G36E, a TEC-9, todos os AK-47s, e as Uzis. Esse fato provocou uma explosão na venda de armas. Após uma breve folga da máquina legislativa, surgiu a Brady Bill em 1993, um projeto de lei que impunha a checagem do histórico do comprador. Os políticos alegaram estar apenas atrás dos criminosos. Mas o principal efeito da lei foi o de convencer as pessoas de que o governo federal estava mesmo era determinado em desarmar o público.

Os políticos, é claro, sempre dizem que estão atrás apenas dos criminosos, e não de caçadores e de pessoas que apenas desejam a auto-proteção. Mas, por definição, os criminosos não ligam muito para regulações. Restrições legais sobre a venda de armas só servem para fazer com que as pessoas que escrupulosamente seguem a lei não consigam se defender daqueles que não a seguem.

Esse ponto pode ser demasiado complicado para os políticos entenderem, mas as pessoas comuns entendem. Após a aprovação da Brady Bill houve mais uma explosão na venda de armas, com a população aumentando seus estoques, antecipando-se a mais regulamentações futuras.

As percepções da população provaram-se certeiras. Sem perder tempo, os federais baniram a fabricação doméstica de armas de estilo militar e de pentes com capacidade para mais de 10 projéteis. O resultado foi o maior tiro pela culatra da história das regulamentações. O limitado número de "armas de ataque" ainda em circulação passou a ser vendido pelo dobro do preço pré-banimento. E como era necessário ter mais balas para poder se igualar ao poder de fogo antigo, os fabricantes de munições passaram a desfrutar de lucros recordes, de acordo com dados reunidos pelo Wall Street Journal.

E, por fim, o que levou o mercado à velocidade total de operação foi a ameaça de que os fabricantes de armas seriam levados à falência por conta de ações judiciais. As pessoas viram o que os tribunais fizeram com as empresas de tabaco e o que aconteceu com os preços do cigarro como conseqüência. Ao contrário dos cigarros, armas não são perecíveis, e assim as pessoas perceberam que poderiam - aliás, deveriam - começar a estocar o mais rápido possível, antes que os juízes fizessem com os fabricantes de armas o mesmo que fizeram com os fabricantes de cigarro.

Fanáticos anti-armas viram toda essa estocagem como uma catástrofe, uma vez que sua meta era o desarmamento completo da população. Mas eles estavam em um dilema. Costurar o processo legislativo para implantar o desarmamento completo toma mais tempo do que os períodos de espera e as barreiras regulatórias já aprovadas e transformadas em lei. As janelas de liberdade existentes permitiram às pessoas desafiar as intenções dos desarmamentistas enquanto ainda havia tempo.

A estocagem que passou a ocorrer em todo o país provavelmente animou até mesmo as pessoas que não tinham interesse em ter uma arma. Isso porque uma posse de armas amplamente difundida por toda a sociedade confere aquilo que os economistas chamam de "externalidades positivas" sobre as pessoas que não planejam ter armas. Por exemplo, mesmo que você não possua uma arma, ainda assim você se beneficiará da percepção de que você ainda pode vir a ter uma, uma percepção que só vai durar enquanto a realidade da posse difusa de armas continuar existindo. O temor de que as pessoas estejam dispostas a reagir é o que mantém os criminosos acuados.

Uma literatura maciça e detalhada já comprovou, seguidamente, que quanto mais armas uma comunidade possui, menor é a criminalidade que essa comunidade tem de aturar. Os dados são tão devastadores que nenhuma pessoa sensata poderia negá-los. (A "planilha de fatos das armas de fogo" deveria estar na lista de favoritos de cada ser pensante). Por que, então, o lobby desarmamentista continua a dizer que as restrições às armas são a chave para diminuir a criminalidade?

Um livro altamente elogiado pelos desarmamentistas — o Arming America: The Origins of a National Gun Culture, escrito por Michael A. Bellesiles, professor da Emory University — foi inteiramente desacreditado por ser baseado em fatos fajutos — para não dizer fraudulentos —, e o autor foi forçado a se demitir de seu posto. Bellesiles tentou contestar a sabedoria convencional e argumentou que no período colonial os americanos tinham poucas armas e muitas delas não funcionavam. (Joe Stromberg já refeutou devidamente tal asserção).

Ele parecia não estar ciente de que a Revolução Americana foi originada por uma tentativa de desarmamentistas britânicos de confiscar armas americanas em Concord. Na batalha de Lexington e Concord, esses americanos supostamente mal armados de alguma forma conseguiram infligir 273 baixas no mais bem treinado exército do mundo, os Redcoats.

Um bom antídoto para o livro de Bellesiles é o livro Guns and Violence, escrito por Joyce Lee Malcolm, professor de história do Bentley College. Malcolm argumenta que na Inglaterra a taxa de crimes violentos vinha declinando por séculos à medida que mais armas iam se tornando disponíveis. Foi só começarem a aprovar leis anti-armas e a taxa começou a subir.

Já um estudo do economista John R. Lott, Jr. — Ph.D. e autor dos livros Mais Armas, Menos Crimes e O Preconceito Contra as Armasmostra que em 1985 apenas oito estados tinham leis que permitiam às pessoas andarem armadas livremente — as leis permitiam que uma pessoa automaticamente conseguisse uma licença, desde que ela tivesse seu histórico aprovado e completasse um curso de treinamento. Atualmente existem quarenta estados que apresentam alguma versão dessas leis. O exame que Lott fez dos dados mostrou que "de 1977 a 1999, os estados que adotaram leis que permitiam o porte livre de armas apresentaram uma queda de 60% nos ataques contra indivíduos e uma queda de 78% nas mortes em conseqüência de tais ataques".

Já é hora de a orientação ideológica desses confiscadores de armas ser examinada mais minuciosamente. Observe que a teoria deles sobre a posse de armas não aparece isolada; ela é parte de um pacote maior, um pacote de crenças políticas sobre o papel do governo na sociedade. Quase sem exceções, eles defendem toda a agenda estatista típica do politicamente correto. O que eles querem não é uma sociedade desarmada, mas uma sociedade onde o governo tem o monopólio da posse de armas.

O que nos leva ao dia 11 de setembro de 2001. Nesse dia, descobrimos que todo o aparato de $400 bilhões do governo federal dos EUA não foi capaz de proteger os americanos contra um catastrófico ataque terrorista, ao passo que uns poucos revólveres nas cabines de comando dos aviões — medida essa que há muito havia sido desencorajada pela polícia federal americana — poderiam ter salvado o dia. E, apesar disso, a idéia de que pilotos tenham permissão para estar armados contra invasores ainda é controversa, após quase 7 anos e duas guerras sangrentas que já mataram muitos milhares.

O propósito principal da Segunda Emenda é fornecer a todos os cidadãos os meios para se defenderem contra a tirania governamental. No século XX, muitos governos por todo o mundo mataram milhões de seus próprios cidadãos, que estavam desarmados espontânea ou compulsoriamente. Isso ocorreu na União Soviética, na Alemanha Nazista, na China Comunista, na China Nacionalista, no Camboja, na Coréia do Norte, em Cuba e em vários outros lugares.

Nesse quesito, devemos ser muito gratos ao que restou do livre mercado de armas, que tornou possível às pessoas responderem à ameaça de regulamentação de armas comprando e estocando. Se realmente valorizamos a liberdade e a segurança, precisamos não de mais restrições sobre a propriedade privada, mas da revogação das restrições existentes. E com os recentes eventos no Iraque, já deveria estar claro que o congresso precisa aprovar restrições muito severas é na liberdade de burocratas e políticos belicistas adquirirem e usarem armas.

O perigo para a existência de uma sociedade livre não está nas armas em posse dos cidadãos, mas em um governo que é livre para agir, especialmente um que está mais bem armado do que o povo. Uma sociedade armada é uma sociedade autônoma e independente, assim como um povo desarmado está vulnerável a poderes arbitrários de todo tipo.

Cidadãos armados resultam em menos crime e mais segurança, e ainda faz com que o governo seja constantemente lembrado de que seus burocratas não são os únicos com poderes.

E é exatamente por isso que a matança horrível e sem sentido ocorrida em abril de 2007 na Universidade de Virginia Tech serviu para reforçar esse sentimento inquietante ao qual muitos americanos se acostumaram após o 11 de setembro: o sentimento de que o governo não pode protegê-los. Não importa quantas leis sejam aprovadas, não importa quantos policiais ou agentes federais sejam colocados nas ruas, um indivíduo ou um grupo de indivíduos decididos ainda podem causar grandes danos. Talvez o único bem que ainda pode advir dessa matança terrível é um reforço na compreensão de que nós como indivíduos é que somos responsáveis por nossa segurança e pela segurança das nossas famílias.

Apesar de o estado da Virginia de fato permitir que indivíduos possam portar armas ocultas caso eles tenham antes obtido uma licença, os campi universitários do estado estão especificamente excluídos dessa lei. A Virginia Tech, assim como todas as outras faculdades da Virginia, são zonas livres de armas, ao menos para civis. E como pudemos ver, não importou quantas armas a polícia tinha. Apenas os indivíduos presentes na cena poderiam ter impedido ou ao menos diminuído a tragédia. A proibição de armas no campus fez com que os estudantes da Virginia Tech ficassem menos seguros, e não mais.

Você se sentiria seguro se pusessem um aviso na frente da sua casa dizendo: "Essa casa é uma zona livre de armas, seus moradores NÃO possuem arma de fogo"? Cidadãos cumpridores da lei poderiam ficar satisfeitos com tal aviso, mas para criminosos ele seria um convite irresistível. Aliás, por que será que ninguém entra atirando nas reuniões da National Rifle Association?

Também de acordo com John Lott, antes de 1995 era permitido a professores levar armas para as universidades em vários estados e "a erupção de tiroteios estudantis nas escolas começou em outubro de 1997, na cidade de Pearl, Mississipi, após a proibição".

Já dá pra ouvir a gritaria: "E se um professor for psicótico e decidir atirar nos seus alunos?" Ora, se um professor for emocionalmente instável não há absolutamente nada que o impeça de levar uma arma para a universidade e cometer este ato covarde e patético hoje.

Ademais, se tivéssemos um livre mercado para a educação, aqueles pais que não confiassem em professores armados mandariam seus filhos para escolas livres de armas e aqueles que sentissem que uma escola com professores armados pudesse fornecer um ambiente mais seguro iriam recompensar com seu dinheiro as escolas que oferecessem esse serviço. O treinamento e a avaliação dos professores poderiam ser feitos por instituições do setor privado.

É válido também mencionar que Israel e Tailândia têm sido citados como exemplos de como armas nas escolas podem salvar vidas.

A tragédia da Virgina Tech pode não necessariamente levar a mais controles e regulamentações sobre a venda de armas, mas provavelmente irá levar a mais controle sobre as pessoas. Graças à mídia e a muitos funcionários do governo, as pessoas ficaram acostumadas a ver o estado como seu protetor e como a solução para todos os problemas. Sempre que algo terrível acontece, principalmente quando se torna notícia nacional, as pessoas reflexivamente exigem que o governo faça alguma coisa. Esse impulso quase sempre leva a leis ruins e à perda de mais liberdade. Isso está em completo desacordo com as melhores tradições individualistas, como a auto-confiança e a austeridade.

Será que realmente queremos viver em um mundo repleto de postos policiais, câmeras de vigilância e detectores de metal? Será que realmente acreditamos que o governo pode fornecer segurança total? Será que queremos involuntariamente encarcerar todo indivíduo descontente, perturbado ou alienado que tenha fantasias sobre violência? Ou será que podemos aceitar que a liberdade é mais importante do que a ilusão de uma segurança fornecida pelo estado?

É bem possível que o Congresso ainda venha a usar esse evento terrível para tentar implementar mais programas obrigatórios de saúde mental. O estado-babá terapêutico só sabe estimular os indivíduos a se enxergarem como vítimas, e a rejeitar qualquer responsabilidade pessoal por seus atos. Certamente existem doenças mentais legítimas, mas é função de médicos e da família, não do governo, diagnosticar e tratar tais doenças.

A liberdade não é definida pela segurança. A liberdade é definida pela capacidade que os cidadãos têm de viver sem interferência governamental. O governo não pode criar um mundo sem risco, e nem nós iríamos querer viver em ambiente tão fictício. Apenas uma sociedade totalitária poderia alegar a segurança absoluta como um ideal válido, porque isso iria requerer um controle total do estado sobre a vida de seus cidadãos. A liberdade só tem sentido se ainda acreditamos nela quando coisas terríveis acontecem e um falso manto de segurança governamental nos acena.

(Fonte)


Lew Rockwell, James Ostrowski e Ron Paul

Lew Rockwell é o presidente do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.; James Ostrowski é advogado e mora em Buffalo, New York; Ron Paul é um congressista republicano do Texas e foi candidato à nomeação para as eleições presidenciais de 2008.

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