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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Criminalidade e feminismo

Médico especializado em Psiquiatria do Adolescente pela Universidade de Paris XI

Ninguém nasce gostando de trabalhar. O gosto pelo trabalho só nasce depois que o adolescente é “obrigado” a trabalhar.  Mas, hoje, por causa da legislação de inspiração feminista (“contra os homens truculentos”), não se pode mais colocar os adolescentes para trabalhar.  Também não se pode mais corrigi-los, tudo em nome do feminismo “anti-macho-truculento” (“acho um absurdo aqueles pais, homens,  que batem nos filhos”). Então, por causa deste feminismo, não podemos mais corrigir os adolescentes truculentos ou preguiçosos (como  quase todo adolescente é durante determinada fase de sua vida ).

Só o trabalho, a obrigação, a ocupação, é capaz de corrigir os desvios de uma mente adolescente -  ou seja, uma mente que só quer “curtir”, festas, sexo, agitação, aventura, experimentar novas sensações,  gangues, “disputa por quem faz mais coisa errada”,  comportamento sem compromisso, sem respeito à hierarquia, etc.

Esta historiazinha feminista de que “esporte” corrige isto, capoeira, “discussão sobre sexo e drogas”, “diálogo com os pais”, etc, é pura balela. O que modifica , de facto, uma mente adolescente, é a obrigação de trabalhar ou ocupar-se com algo útil, obrigação de aceitar ordens, obedecer hierarquias, disciplinar seus impulsos agressivos, aventureiros, sexuais. 

Esta “obrigação” é contrabalanceada,  nas famílias saudáveis (que quase não existem mais ), pelo amor ao pai (outro cuja autoridade e presença é descartada na família feminista de hoje). É pelo “amor ao pai” que o adolescente aprende o “amor à autoridade”. Já as mulheres modernas de hoje, as feministas, trabalham o tempo todo para tirar esta “autoridade” do homem, julgando-a machista e truculenta.

As mães, de modo geral, não conseguem instalar este mecanismo “disciplinar-laboral” na mente do adolescente. No máximo, uma mãe diz : “meu filho, vá trabalhar, vá estudar”. Aí o adolescente retruca : “não vou não, mãe; não quero, não gosto”. E aí a mãe responde : “então tá; mas fica aqui em casa, não saia não, vá ver TV, vá jogar videogame”. A mãe não tem autoridade ou energia máscula para corrigir este adolescente; para ela, se ele ficar em casa, vendo TV e videogame já está bom demais.

O problema é que, diferentemente de sua mãe, o adolescente ou a adolescente gostam  mesmo é de rua, e aí a coisa degringola.  Já aquele que tem um pai amoroso e rígido, depois que é “forçado” a trabalhar, ocupar-se, começa a gostar, pois a maioria dos seres humanos têm um “instinto obsessivo” que os faz gostar de realizar coisas, construir, fazer coisas certinhas, ver o resultado do próprio trabalho, etc.

É um “instinto laboral” que nos faz, enquanto seres humanos, termos gosto pela realização própria. Mas só descobre isto quem é obrigado a trabalhar. Se a pessoa não é jogada no trabalho, nunca vai descobrir este “prazer de realizar”, prazer de ser útil, prazer de construir, prazer de fazer a diferença para algo ou para alguém.

Nossos adolescentes de hoje, premidos pelo feminismo, pela ideologia e pelas leis feministas, já não têm mais contacto com este tipo de prazer, pois são deixados a seu bel-prazer. Deixados por conta própria, só buscam o próprio prazer, e a busca do próprio prazer, além de ser destrutiva a médio prazo, é algo que não alimenta a alma e não gera a verdadeira felicidade.

Infelizes, lá no fundo, entram numa busca cada vez mais frenética e arriscada pelo prazer, pela aventura, mas nunca alcançarão a verdadeira paz e a verdadeira felicidade com isto.

Sem ter o que fazer, os adolescentes enveredam-se pelo crime e a sociedade, sem vislumbrar solução para isto, parte para a correção na base da bala (sabe que “consultórios de psicologia” não resolvem isto; sabe que “centros  e programas governamentais para o adolescente” não resolvem isto; sabe que “aulas de capoeira”, de sexo, de drogas,  não resolvem isto; sabe que “juízes de menores e assistentes sociais passando a mão na cabeça deles e dizendo : “não faça isto , é errado, é feio”, não resolve isto; sabem que este tal de Estatuto do Adolescente não resolve isto ).

Daí surgem os grupos de extermínio, aumento de homicídios, para “corrigir” a invasão de zumbis (drogados) e adolescentes criminosos para todo  lado.   

* * * * * * *

Uma comentadora feminista, provavelmente perturbada pelo facto da ciência psicológica mostrar que as crianças geradas segundo o modelo feminista são mais  susceptíveis de ter problemas sociais (tal como era suposto acontecer), deixou na caixa de comentários o tradicional rol de mentiras feministas que eu gostaria de comentar a seguir.

Para maior comodidade, aconselho que se leia o comentário dela por inteiro antes de avançar com as minhas respostas.


A resposta da Rosalmos23 é a típica resposta feminista a um problema sério e grave: a propositada destruição da família por parte das feminazis. Vejamos os seus "argumentos":

Um médico 'especializado' em psiquiatria do adolescente, que não tendo nada de útil, nenhuma proposta para a juventude se apoia na misoginia e no sexismo para denegrir o feminismo.

O texto diz: "Só o trabalho, a obrigação, a ocupação, é capaz de corrigir os desvios de uma mente adolescente". Se isto não é uma proposta útil, então o que é? E também não deixa de ser curioso que a Rosalmos23 coloque "especializado" entre parentes quando ele é mesmo isso que ela coloca entre parentes. Ou será que ele perde a sua autoridade profissional mal aponta o seu dedo profissional aos males sociais que o feminismo causa?

Segundo: pelo que se sabe, não é crime "denegrir o feminismo" portanto não se entende de que forma é que esta linha de pensamento invalida o que o profissional alega.

Terceiro: enumerar as consequências lógicas da agenda feminista não é "misoginia" (ódio às mulheres) e nem "sexismo" (seja lá o que isso for na cabeça da Rosalmos23). Associar o feminismo com as mulheres é análogo a confundir nazis com os alemães, ou os brancos com o KKK. Atacar o nazismo não é um ataque aos alemães, da mesma forma que atacar o KKK não é um ataque aos brancos, e atacar o feminismo não é atacar as mulheres.

Naturalmente o 'especialista' baliza seu modelo de psiquiatria do adolescente nos ultrapassados moldes hierárquico-patriarcal, onde a autoridade do homem deverá ser seguida por bem ou por mal.

Ele baseia-se na realidade empírica que uma família sem a figura paterna é mais susceptível de gerar filhos disfuncionais. Isto ou é verdade ou é mentira.




O Dr. Marcelo afirma que a figura paterna é importante para os filhos na medida em que uma má relação com ele (ou uma não-existente relação) torna a criança mais susceptível de olhar com desconfiança para outras figuras de autoridade. Como diz o Dr Marcelo, "É pelo “amor ao pai” que o adolescente aprende o “amor à autoridade”." Em lugar algum o Dr. Marcelo afirma que "a autoridade do homem deverá ser seguida por bem ou por mal".

E é claro, que justificar o seu modelo, a figura da mãe (da mulher) é apresentada como frágil e sem autoridade e o feminismo a causa de todos os males.

Não é que a mãe não tenha autoridade, mas sim que os adolescentes são mais susceptíveis de desobedecer às mães do que aos pais. A partir duma certa idade qualquer criança sabe que basta apelar às emoções e à chantagem emocional para obter da mãe aquilo que não conseque obter do pai. Isto não é "fraqueza" ou "fragilidade" da mãe, mas sim 1) a percepção que o adolescente tem da mãe e do pai, e 2) a natural empatia das mães pelos filhos que lhes tornam menos dispostas a discipliná-los.

mas Mães vem criando filhos sózinhas por esse mundo afora e tem formado cidadãos de bem.

Até 1996, 70 por cento dos presos nos centros de detenção juvenis estatais cumprindo sentenças de longo prazo haviam sido criados por mães solteiras. Setenta por cento dos nascimentos entre adolescentes, evasão escolar, suicídios, fuga de casa, delinqüência juvenil e assassinatos de crianças envolvem filhos criados por mães solteiras. Meninas criadas sem pais são mais sexualmente promíscuas e têm mais probabilidade de acabar se divorciando.
Um estudo de 1990 do Instituto de Políticas Progressistas, de linha esquerdista, mostrou que, depois de avaliar o factor das mães solteiras, desaparecia a diferença criminal entre brancos e negros.
Vários estudos apresentam números levemente diferentes, mas todos os cálculos são alarmantes. Um estudo citado na revista ultra-esquerdista Village Voice revelou que crianças criadas em lares de mães solteiras “têm probabilidade cinco vezes maior de cometer suicídio, nove vezes maior de abandonar o colégio, 10 vezes maior de usar drogas, 14 vezes maior de cometer estupro (para os meninos), 20 vezes maior de acabar na prisão e 32 vezes maior de fugir de casa”.
Com mais crianças nascendo, fugindo de casa, abandonando o colégio e cometendo assassinatos anualmente, estamos analisando um problema que não pára de aumentar. Mas, por mais que calculemos os números, a situação das mães solteiras é uma bomba nuclear na sociedade.
Muitos desses estudos, por exemplo, são da década de 1990, quando a percentagem de adolescentes criados por mães solteiras era mais baixa do que é hoje. Em 1990, 28 por cento das crianças abaixo de 18 anos estavam sendo criadas em lares onde havia só a mãe ou só o pai, quer divorciados ou nunca casados. Já em 2005, mais de um terço de todos os bebês nascidos nos EUA eram ilegítimos.
Isso representa imensos problemas sociais que ainda vão explodir com o tempo.

A tradicional resposta feminista à estes factos é pegar num exemplo da sua vida pessoal, onde uma mãe solteira conseguiu educar uma ou mais crianças de modo que estas se tenham tornado cidadãos produtivos dentro da sociedade (graças a Deus), e extrapolar isso para o resto do  mundo. O que as Rosalmos23 deste mundo não entendem é que os exemplos das suas vidas pessoais, embora válidos para elas, são irrelevantes para o grande esquema social.

Para se ver o ridículo do argumento "ah, mas eu conheço uma pessoa que..", veja-se a seguinte alegação: se eu disser que a classe média de Lisboa está a passar por dificuldades económicas devido às medidas de austeridade, será que este argumento é falsificado se alguém responder "eu conheço alguém da classe média de Lisboa que não está a passar dificuldade"?

Do mesmo modo, mesmo que a Rosalmos23 conheça 100 pessoas que tenham sido educadas por uma mãe solteira, e que posteriormente se tenham tornado indivíduos sem problemas emocionais ou problemas com a lei, isso não invalida o argumento base: crianças que crescem sem uma figura paterna são mais susceptíveis de ter problemas legais, sociais e psicológicos.

Famílias patriarcais tem criado filhos e muitos deles se desviam do caminho do bem.

Ninguém alegou que todas as famílias onde existe uma figura paterna geram filhos com uma forma de pensar normal e aconselhável (a evidência disso é o facto de muitas feministas terem sido educadas dentro duma família natural, mas pensarem as asneiras que pensam). A alegação do Dr Marcelo é que a falta duma figura paterna aumenta as probabilidades dos adolescentes de envolverem em actividades criminosas.

Nem as mães, nem as mulheres e nem o feminismo são culpados pela violência

Sem dúvida que o feminismo é responsável pelo aumento da violência visto que o feminismo promove a dissolução das famílias (remoção da figura paterna), o que aumenta a probabilidade dos adolescentes se envolverem em actividades marginais:

"A família nuclear tem que ser destruída . . . Qualquer que seja o significado final, a destruição da família é agora um processo revolucionário objectivo." Linda Gordon

"Não vamos conseguir destruir as desigualdades entre os homens e as mulheres enquanto não destruirmos o casamento." Robin Morgan

"De modo a que as crianças possam ser educadas com igualdade, temos que retirá-las das suas famílias e educá-las comunitariamente" (Dr. Mary Jo Bane, feminista e professora-assistente de educação na Wellesley College, e directora-adjunta do Center for Research on Woman da escola)

"O casamento tem existido para o benefício do homem; e tem sido também um método legalmente sancionado de controle das mulheres . . . . Temos que trabalhar para destruir-lo [o casamento]  . . . O fim da instituição do casamento é condição necessária para a emancipação das mulheres. Devido a isso, é importante encorajarmos as mulheres a abandonar os maridos e a evitar viver com homens . . . . Toda a história tem que ser re-escrita em termos de opressão das mulheres. Temos que regressar às antigas religiões femininas como a feitiçaria." ("The Declaration of Feminism," Novembro, 1971).


Mais do que qualquer outro factor individual, virtualmente todas as patologias pessoais e sociais podem ser rastreadas até a ausência dum pai ["fatherlessness"]: crime violento, consumo de substâncias, filhos fora do casamento, evasão escolar, suicídio e muito mais.

A orfandade paterna supera em muito a pobreza e a etnia como o predictor de desvio social
.

A consequência de 3 décadas de divórcio incontrolável é a existência dum grande número de pessoas - muitas delas oficiais do governo - com interesse profissional e financeiro em encorajá-lo. Hoje em dia o divórcio não é um fenómeno, mas um regime - um enorme império burocrático que permeia os governos nacionais e locais, com parasitas no sector privado.

Qualquer que seja a devoção que eles possam vocalizar em torno do sofrimento dos órfãos de pai, dos pobres e das crianças violentas, o facto é que estes practicantes têm um forte interesse em criar o maior número possível destas crianças. A forma de fazer isto é retirar o pai de casa. . . Enquanto o pai estiver com a família, os profissionais do divórcio não ganham nada. Mal o pai é eliminado, o Estado ocupa o seu lugar como o protector e o provedor.

Ou seja, o movimento feminista é usado pelo aparelho de Estado para destruir a família, de modo a que a mesma entidade que financia o feminismo possa ocupar o papel paterno dentro da família, e "resolver" os problemas que ele mesmo criou. O feminismo é portanto co-responsável pelo aumento da criminalidade e delinquência.

isso é uma análise frívola das verdadeiras causas: o capitalismo selvagem,

Não sei o que é o "capitalismo selvagem", mas provavelmente deve ser a nova versão de "capitalismo", consequência directa das actividades esquerdistas levadas a cabo nos últimos 30/40 anos. Essencialmente, o que aconteceu é que os esquerdistas aperceberam-se que nunca conseguiriam destruir o capitalismo - por diversas razões, uma delas sendo o facto deste estar fortemente impregnado e estabelecido no mundo ocidental. Incapazes de destruí-lo, os esquerdistas infiltraram-se dentro do sistema e perverteram-no a partir do seu interior. Este novo "capitalismo" tornou-se, de facto, selvagem, desumano, violento e brutal. O que os esquerdistas não aceitam é que este novo capitalismo seja invenção sua.

a corrupção das classes dominantes

Rockefeller? George Soros? Ford Foundation? A família Rothschild? Bilderberg? Certamente que esta feminista nunca citará nenhuma destas organizações como "classe dominante corrupta" porque muitos deles são firmes apoiantes da agenda feminista.

Representantes da Igreja Católica afirmaram recentemente perante o governo que organizações estrangeiras com uma agenda aborcionista estão a pressionar os países sul-americanos de modo a que estes possam legalizar a práctica mortífera. Numa iniciativa inspirada na agenda de controle populacional da Fundação Rockefeller, e em outras organizações abastadas, o Senado está a considerar uma proposta de lei que visa eliminar as penais criminais impostas sobre o aborto. Uma representante da "Family and Life Ministry" da "Uruguayan Episcopal Conference", Gabriela Lopez, afirmou o seguinte perante o comité senatorial em torno da Saúde Pública:
Hoje em dia, muito poucas pessoas continuam na ignorância em torno da existência de interesses internacionais que visam impor o aborto nos países. Existem fundações internacionais por trás destas pressões - tais como a Fundação Rockefeller, a Fundação Ford, a Fundação MacArthur e muitas outras . . . que olham para o crescimento populacional como um problema de segurança.
A raiva feminista contra a "corrupção das classes dominates" é uma raiva selectiva; só é válida para os grandes grupos ou as grandes correntes sociais que não se alinham com a agenda marxista cultural.

a cultura de violencia

Como esta?

e do individualismo nas mídias, o sucesso a qualquer preço, a impunidade na justiça, o culto à 'lei de gerson' e etc, são os males que afligem esse mundo fundado nos valores patriarcais de autoridade, hierarquia, domínio, poder, discriminação, violencia que ainda hoje são os valores que a sociedade segue.

Resumindo, os responsáveis pela destruição da família não são as pessoas que têm dinheiro e autoridade estatal para fazer isso mesmo (feministas), mas sim o  "mundo fundado nos valores patriarcais de autoridade, hierarquia, domínio, poder", etc.  O problema, obviamente, é que se as famílias fossem de facto patriarcais, hierárquicas e onde houvesse autoridade paterna, este texto nem deveria existir visto não ocorreriam os problemas que originaram as palavras do Dr Marcelo.

Portanto, seguindo a Rosalmos23, os responsáveis pela remoção da figura paterna das famílias, e consequente aumento da criminalidade, são as instituições que lutam pela presença da figura paterna dentro das família. O feminismo, que abertamente milita para a destruição da família ("A família nuclear tem que ser destruída" Linda Gordon - Feminista) não pode ser de maneira nenhuma responsabilizado por aquilo que fez e diz que quer fazer.

Isto é clássico pensamento feminista: não assumir a responsabilidade pelas suas acções.

O feminismo questiona isso e luta pelos direitos das mulheres e por uma sociedade mais justa para todos.

Este argumento é também um argumento clássico entre as feministas. Logicamente falando, ninguém são e honesto quer lutar contra a "justiça" (dentro daquilo que as pessoas normais qualificam de "justiça"). Todos nós queremos que as pessoas sejam tratadas de forma justa e honesta. Conhecedoras desta forma de pensar presente na maioria das pessoas, as feministas usam este argumento ad nauseum sempre que alguém mais informado começa a listar os vários incidentes históricos onde as feministas agiram de forma que contradiz a sua alegada busca pela igualdade.

Essencialmente, o que elas querem é definir à priori que "feminismo" = "igualdade" ou "feminismo" = "justiça, e desde logo, invalidar as feministas que abertamente lutam pela supremacia feminina. Isto, obviamente, é análogo ao argumento do genuíno escocês, aludido por Antony Flew:
Imaginem Hamish McDonald, um escocês, sentado a ler o seu Glasgow Morning Herald onde ele vê um artigo que diz "Maníaco Sexual de Brighton Volta a Atacar." Hamish fica chocado e declara que "Nenhum escocês faria uma coisa destas." No dia seguinte ele encontra-se mais uma vez a ler o Glasgow Morning Herald e desta vez depara-se com um artigo em torno dum homem de Aberdeen [Escócia] cujas acções brutais fazem com que os actos do maníaco sexual Brighton pareçam cavalheirescas. Isto demonstra que Hamish estava errado na sua opinião, mas será que ele o admitirá? Nem por isso. Desta vez ele diz "Nenhum genuíno escocês faria tal coisa." [Fonte]
O problema para a Rosalmos23 é que o mundo já tem informação suficiente para saber que o feminismo não luta pela "igualdade" ou pela "justiça" mas - entre outras coisas - para separar a mulher das consequências dos seus actos. As feministas não querem igualdade; as feministas querem tratamento preferencial sempre que possível (por virtude de serem mulheres), e igualdade quando lhes interessa. 

Nenhuma feminista luta pela igualdade no dinheiro investido nas doenças que afectam cada um dos sexos porque isso não lhe interessa. (Nota: a Medicina investa muito mais dinheiro na pesquisa das doenças que afectam exclusivamente as mulheres do que naquelas que afectam exclusivamente os homens. Isto, note-se, numa sociedade "feita para os homens").

Semelhantemente, nenhuma feminista luta para que sejam criadas quotas universitárias de modo a que o número de homens e mulheres seja proporcional à sua presença na sociedade uma vez que elas estão perfeitamente satisfeitas com o facto das universidades terem mais mulheres que homens (e todos sabemos o porquê disso ocorrer).

Por fim, e em mais um exemplo claro de que as feministas não querem igualdade mas sim supremacia e tratamento preferencial, nós temos informação de que existem grupos feministas que lutam para um tratamento prisional distinto para as mulheres.

Culpar o feminismo ( e em última análise, as mães, as mulheres)

Feminismo = movimento politico criado como arma de dessestabilização social.

Mulher = condição biológica inata moralmente neutra.

Mãe = aquela que tem filhos

Das três, em lado algum vimos o Dr Marcelo a culpar as últimas duas; todos os seus argumentos dirigiram-se exclusivamente ao movimento politico com o nome de feminismo.

Culpar o feminismo ( e em última análise, as mães, as mulheres) pela sociedade violenta, individualista em que vivemos só demonstra que o machismo está vivo e tem seus defensores entre aqueles que deveriam trabalhar pela saúde mental dos jovens

Ou seja, segundo esta feminista, quando o Dr Marcelo revela que a falta duma figura paterna - algo que o feminismo quer - aumenta a probabilidade dos adolescentes se envolverem em problemas com a lei, isso não é "trabalhar pela saúde mental dos jovens". Para a Rosalmos23, é perfeitametne aceitável identificar as causas das criminalidade juvenil, desde que essas causas não estejam minimamente relacionadas com o feminismo.

Aparentemente, só é "trabalhar pela saúde mental dos jovens" quando as causas da delinquência juvenil podem ser - de alguma forma ou outra - associadas aos "valores patriarcais de autoridade, hierarquia, domínio, poder, discriminação, violencia que ainda hoje são os valores que a sociedade segue."

mas só conseguem enxergar as mulheres e mulheres feministas como culpadas por esse estado de coisas e não conseguem analisar a situação da sociedade de maneira isenta

Mas foi exactamente isso que o Dr Marcelo fez: ele identificou o problema (criminalidade) e listou uma causa provável (ausência da figura paterna). Depois disso, ele fez ligação entre a ausência do pai e as ideologias que abertamente militam para a remoção do pai da família. A análise do Dr Marcelo não só está correcta, como está de acordo com o que outros pesquisadores de outros países já apuraram: crianças que crescem sem uma figura paterna são mais susceptíveis de se envolverem em problemas com a lei.

Outra coisa a levar em conta é o entendimento do termo "isenta"; dentro do feminismo, por "isenta" entenda-se "de forma que não culpe as feministas". Segundo se sabe, quem culpa as feministas de algo (mesmo que se cite uma feminisita para demonstrar a veracidade dessa alegação) não está a ser "isento".

apenas procura um culpado e esse 'culpado' é claro, para os machistas, são as mães e as feministas.

Não são só os machistas que identificam o feminismo (e não as mães) como uma das causas do aumento da criminalidade; são vários estudos sociais levados a cabo por todo o mundo.

O feminismo nunca matou ninguem, o machismo mata todo dia.

Será?


Conclusão:

A resposta histérica da Rosalmos23 é a resposta clássica das feministas. Ela não oferece qualquer tipo de refutação aos argumentos do Dr Marcelo mas em lugar disso usa a tradicional histeria do "machismo" e do "patriarcado" para silenciar as vozes que criticam o feminismo.

O Dr Marcelo tem toda a razão no que diz: verdadeiramente, a ausência duma figura paterna pode ser o factor com mais peso no desenvolvimento emocional das crianças. Jovens rapazes que crescem sem uma figura paterna são mais susceptíveis de se envolver em actividades criminosas.

Sabendo-se disto, e como o feminismo tem sido bem sucedido na destruição da familia natural, é perfeitamente lógico associar o feminismo com o aumento dos homicídios.

As feministas podem não gostar das conclusões, mas elas não tem como disputar os factos.



quinta-feira, 5 de julho de 2012

A dualidade de critérios da feminista Lola

A Lola escreveu há alguns meses atrás um post desesperado onde tenta (sem sucesso) criar uma distinção entre as "feministas radicais" e as "feministas não-radicais". Este exercício mental parece ser análogo a tentar criar uma linha divisória entre "nazistas radicais" e "nazistas não-radicais". A Lola parece não entender que o problema não está em ser "radical" ou não mas sim em ser feminista ou ser nazista.
Um dos métodos não-muito subtis através do qual Lola tenta esconder a natureza violenta e discriminatória do feminismo é a forma como ela define as palavras "misândria" e "feminismo". Não se sabe bem como, mas a Lola parece acreditar que é logicamente impossível ser-se ambas em simultâneo. Ela começa citando uma tal de Liana que disse:
Misândria = ódio ou desprezo pelo sexo masculino.
Feminismo = movimento que defende direitos iguais e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de género. Bem diferente.
Bem diferente. Ponto final. Podemos ir embora porque a Liana e Lola decidiram que uma feminista não pode ser misândrica. Claro que, como ambas as feministas sabem, quem define os termos vence o debate.
Para começar, a misandria não é só "ódio ou desprezo pelo sexo masculino" mas também a discriminação, tratamento preconceituoso e dualidade de critérios contra uma pessoa apenas e só por ser do sexo masculino. Do mesmo modo, racismo não é só "ódio ou desprezo" por uma pessoa por esta ser branca, negra ou chinesa, mas também todo o leque de actos, palavras e omissões que demonstram tratamento preferencial ou discriminatório por virtude da sua etnia.
O que a Lola e a sua companheira Liana fizeram foi definir dois termos de forma a que , por definição, o seu feminismo seja isento de acusações de misandria.
Do mesmo modo que o termo misândria foi mal definido, o termo feminismo também o foi. Para começar, o movimento feminista não "defende direitos iguais" mas sim regalias iguais entre os homens do topo e todas as mulheres.
Dito de outra forma: quando uma feminista diz que quer "direitos iguais", ela não está a falar em direitos iguais no acesso ao trabalho nas minas, nem direitos iguais na idade da reforma, nem direitos iguais no dinheiro investido no cancro da mama e no cancro da próstata, nem direitos iguais no número de casualidades nas forças policias, nas guerras e nos acidentes de trabalho, mas sim "direitos iguais" com os donos dos bancos, com os engenheiros, com os economistas e com todos os homens que, por virtude do seu esforço, talento e dedicação, atingiram elevadas posições, elevado estatuto e elevado prestígio social.
As feministas querem, assim, "direitos iguais" com estes homens em especial e não com os homens no geral.
Segundo; a "vivência humana liberta de padrões opressores" é algo definido arbitrariamente pelas feministas. Elas, tal como muitos muçulmanos, definem como "opressão" aquilo que impede o avanço da sua agenda política. Por exemplo, há feministas que classificam o casamento como algo "opressivo" para a mulher, pese embora o facto desta instituição ser a estrutura que melhor protege a mulher e as crianças, tanto fisicamente como emocionalmente.
A Lola continua:
De facto, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Achar que feministas odeiam homens é ideia (fixa) de quem odeia o feminismo, mas está longe de ser verdade.
As feministas estão tão habituadas a fazer o papel de vítimas que não conseguem defender o feminismo sem se colocarem nesse papel. Repare-se que, de repente, definir o feminismo como um movimento misândrico faz com que a pessoa que assim opera passe a estar na posição de alguém com "ódio" ao feminismo. Com uma ligeira adulteração de definições e reenquadramento da discussão, a Lola passou a estar no papel de vítima e os MRAs passaram a estar na posição de agressores. No entanto, o "crime" dos MRAs foi apenas o de definirem correctamente os termos; devido a isto, a Lola não tem justificação para se fazer de vítima.
Na realidade, eu não conheço uma só feminista que se encaixe nesse perfil, e olha que eu conheço um monte (mais virtualmente que na vida real, mas ainda assim).
O solipsismo feminino está bem patente na frase anterior uma vez que a Lola assume que o facto dela pessoalmente não conhecer feministas que discriminam os homens, automaticamente signifique que tais feministas não existem. A verdade dos factos é que não há falta de feministas assumidas - e fora do armário - que afirmam ódio ao género masculino.
Mas lembrem-se: a Lola já definiu a misandria como algo que está fora do âmbito do feminismo portanto todas as vezes que listarmos uma feminista que defenda a misandria, a Lola dirá que ela não é uma "verdadeira feminista". Por definição, como se viu em cima, não é possível ser-se feminista e misândrica.
Isto, obviamente, é análogo ao argumento do genuíno escocês, aludido por Antony Flew:
Imaginem Hamish McDonald, um escocês, sentado a ler o seu Glasgow Morning Herald onde ele vê um artigo que diz "Maníaco Sexual de Brighton Volta a Atacar." Hamish fica chocado e declara que "Nenhum escocês faria uma coisa destas."
No dia seguinte ele encontra-se mais uma vez a ler o Glasgow Morning Herald e desta vez depara-se com um artigo em torno dum homem de Aberdeen [Escócia] cujas acções brutais fazem com que os actos do maníaco sexual Brighton pareçam cavalheirescas. Isto demonstra que Hamish estava errado na sua opinião, mas será que ele o admitirá? Nem por isso. Desta vez ele diz "Nenhum genuíno escocês faria tal coisa." [Fonte]
Quando a declaração "todos os A são B" é feita de forma a excluir todos os A que não são B, isto é assumir o que tem que ser provado. A conclusão é assumida pela definição de quem é o "genuíno A".
Semelhantemente, se a declaração "as feministas não são misândricas" é feita de forma a excluir as feministas que são misândricas, a conclusão é assumida pela definição de quem é uma "genuína feminista". Ou seja, a definição de Lola não refuta a tese de que o feminismo é um movimento misândrico uma vez que o seu argumento é logicamente inválido.
Conheço algumas mulheres que, não sei se realmente odeiam homens (quem é louc@ pra odiar metade da humanidade? Opa, os mascus!)
Para quem não sabe, a Lola toma como exemplo de "mascus" alguns doentes mentais que usurparam o nome "Silvio Koerich" para disseminar ódio e preconceito contra mulheres e contra HOMENS que agiam de forma que eles [os doentes mentais] não concordavam. A Lola realmente pensa que associar esses dois ou três perturbados mentais aos MRAs é argumento irrefutável da sua parte.
No entanto, ela está bem ciente que os MRAs não têm qualquer tipo de "parceria" nem simpatia por eles, mas ela continua a usar e abusar dessa linha de pensamento para manter as feministas do seu blogue na escuridão. Socialmente falando, não há grupos mais facilmente manipuláveis do que as mulheres que acompanham e concordam com o conteúdo dos blogues feministas.
A verdade dos factos é que não são os MRAs que nutrem ódio por metade da população mundial mas sim as feministas. Pior ainda, uma vez que as feministas dão um apoio maciço ao aborto, elas não só nutrem ódio aos homens, como também nutrem ódio aos membros do sexo feminino . O aborto, como se sabe, mata mais mulheres do que homens.
Pode-se dizer que o aborto provavelmente é o exemplo máximo do poder masculino sobre o corpo da mulher uma vez que a elite masculina esquerdista enganou as feministas de forma tão perfeita que elas agora pensam que matar os seus próprios filhos - e principalmente as filhas - é um sinal de "poder" e "liberdade".
Não deixa de ser curioso o facto de que as pessoas que mais se movem para acabar com esta matança de mulheres por métodos abortivos são os "mascus" que a Lola tanto odeia. São os homens conservadores - aliados às mulheres conservadoras - que estão na linha da frente na defesa da vida humana desde o momento da concepção. Ao dar o seu apoio ao aborto, a Lola e o seu bando de feministas dão apoio à maior opressão que está a ser feita à mulher grávida e à menina que se encontra no ventre materno.
Conheço algumas mulheres que, não sei se realmente odeiam homens mas vivem dizendo “Homem não presta”, “homem é tudo igual”, e emitindo opiniões muito desfavoráveis aos homens de forma geral. Ironicamente, nenhuma dessas mulheres é feminista. Pelo contrário, elas detestam o feminismo.
A sério? Nenhuma das mulheres que vive propagando ódio aos homens é feminista? Ou a Lola está a falar da sua vida pessoal? Se for o segundo caso, então não posso confirmar ou desmentir o que ela disse. Até pode ser que todas as mulheres que a Lola conheça na sua vida pessoal, e que digam as coisas que ela escreveu em cima, "odeiem" o feminismo. No entanto, isso não invalida o facto de haver imensas mulheres que odeiam os homens e sejam feministas confessas e assumidas.
Também não entendo por que algumas pessoas têm a necessidade de um rótulo para chamar @s “extremistas” de um movimento. Quem é extremista? Quem é radical? De acordo com que padrão?
O padrão que se usa para qualificar as feministas de extremistas é o padrão da decência, humanidade, moralidade e senso comum.
Se extremistas existem em todo e qualquer movimento, eles são minoria.
......Excepto entre aqueles que lutam contra o feminismo, não é Lola? Como uma minoria ínfima de pessoas que se opõe ao feminismo promove o que o que os MRAs rejeitam, a Lola usa a minoria para manchar todo o movimento. Ou seja, ela é culpada daquilo que ela critica nos anti-feministas. Ela usa, assim, uma dualidade de critérios gritante.
Pra essas pessoas, o próprio facto de existir um movimento social que luta por direitos já é um ato extremista.
Primeiro, o feminismo não é um "movimento social" mas sim um movimento político e económico (e lésbico). Segundo, o feminismo não luta pela "igualdade" mas pela supremacia e tratamento preferencial das mulheres à custa dos direitos dos homens e dos bebés intra-uterinos.
Essa gente ou quer manter seus privilégios intocados
Quais "privilégios" são esses? Os "privilégios" de poder ser expulso da própria casa quando uma mulher mentirosa declara que ele a batia e que abusava dos filhos? Ou será o privilégio de morrer, em média, mais cedo que a mulher "oprimida"? Ou ainda o "privilégio" de OBRIGATORIAMENTE ter que morrer pelo país? Ou será ainda o acima referido privilégio de ver as doenças que o afectam colocadas em segundo plano, enquanto as doenças que afectam as "oprimidas" recebam mais do dobro do financiamento?
A única coisa que os homens e as mulheres que se alinham contra o feminismo querem é que a retórica destrutiva, misândrica e assassina das feministas seja removida da sociedade, e que as famílias voltem a ser instituições respeitadas, protegidas e fomentadas. O feminismo é destrutivo para todos e como tal é dever de todos combater essa ideologia satânica. Não é por uma questão de "manter os privilégios" mas sim manter a sanidade da sociedade.
Os mascus, por exemplo, que têm como missão declarada destruir o feminismo, que tanto empobreceu as mulheres (eles gostariam de voltar à década de 1950), só conhecem uma feminista: Valerie Solanas.
Aparentemente a Lola pensa que os MRAs são tão burros como as suas leitoras. Não, Lola, os MRAs, infelizmente, conhecem muitas outras feministas que propagam o ódio, a discriminação e o preconceito contra os homens.
E de facto, a Lola tem razão num coisa: os MRAs - tanto os homens como as mulheres - têm como missão destruir o feminismo. Claro que estamos cientes que, como o feminismo não tem origens humanas, esse movimento baseado no ódio nunca será totalmente destruído por mãos humanas. O melhor que os homens e as mulheres que activamente lutam contra o ódio feminista podem fazer é conter este mal até a restauração da ordem original.
Eles têm muito mais familiaridade com a Solanas do que eu.
Irrelevante. Ninguém disse que a Lola sabia tudo sobre a feminista Solanas. A questão não é "quantas feministas é que a Lola conhece" mas sim "o feminismo é um movimento misândrico".
Apesar de eu me considerar feminista desde criancinha, só ouvi falar na Solanas quando vi um filme independente, Um Tiro para Andy Warhol. E no filme o mais importante é o que tá no título (ela atirou num artista super conhecido; felizmente não conseguiu matá-lo), não que ela é feminista.
Então a Lola concorda que a Solanas era uma feminista, o que já é bom.
Dizer que o "importante" no filme é o título é falso. O filme só se tornou conhecido devido ao ódio feminista que a Solanas subscrevia. Todos os anos várias pessoas famosas são vítimas de algum tipo de violência, mas ninguém se lembra de fazer filmes em torno delas. Este filme retrata a ideologia feminista em práctica no mundo real.
Ela escreveu um manifesto chamado SCUM, cujas iniciais talvez (isso não está em nenhum lugar do livro) signifiquem Society For Cutting Up Men (Sociedade para Mutilar os Homens).
"Talvez", diz a Lola. Se calhar SCUM queria dizer "Society For Cuddling Up Men"? Ou então "Society For Choosing Up Men"?
Sinceramente, a Lola faz-se de burra [para as suas leitoras] mas a sua táctica não engana ninguém. É claro que SCUM quer dizer "Society For Cutting Up Men" e foi dessa forma que as feministas o entenderam desde o inicio. Mas vamos assumir que o título tem outro significa só conhecido da Solanas. Quantas feministas é que a Lola já viu darem a essa sigla outro significado? Se as próprias feminazistas assumem a misandria dessas iniciais, porque é que a Lola se tenta fazer de ignorante quando ela sabe bem qual é a verdade?
O manifesto é absurdo, e muita gente acha que Solanas estava sendo sarcástica.
O que "muita gente" [feministas exclusivamente] pensa do manifesto é irrelevante. O que interessa é que o mesmo foi escrito por uma das líderes do movimento feminista, que colocou em práctica o seu ódio tentando matar um homem inocente. Palpito que quando as evidências se tornarem demasiado óbvias para serem rejeitadas, a Lola tente encontrar outro tipo de justificação para o que a feminista Solanas fez ao homem Andy Warhol. Se calhar o culpado foi o Andy. Quem lhe manda encontrar-se à frente da arma de Solanas?
Obviamente quem pensa que todas as feministas são como Solanas creem que ela estava falando seríssimo.
Não, nós não assumimos que todas as feministas querem propagar o seu ódio através do uso de armas ou através da via escrita. Nós estamos bem cientes que há outras feministas que propagam o seu ódio com blogues e com vídeos.

Além disso, se a Lola acha que Solanas não estava "falando seríssimo", então a Lola é que tem que demonstrar isso. Até lá, e como Solanas levou a cabo a sua misandria tentando matar Andy Warhol, vamos assumir que a feminista assassina Solanas estava a falar a sério.
De um jeito ou de outro, achar que Solanas representa o feminismo, que ela é sequer um nome importante, é tão ridículo quanto dizer que Jack o Estripador representa os homens.
Semelhantemente, achar os "sactus" representam os MRAs, que eles sequer sejam nomes importantes, é tão ridículo quanto dizer que Solanas é um nome menor dentro do movimento feminista.
Nunca vi o termo “feminista radical” (ou seu insulto pesado, feminazi, criado por Rush Limbaugh, um dos maiores reaças americanos) ser usado com um mínimo de bom senso.
Deixa-me repetir o que já disse em cima: o que a Lola viu ou deixou de ver é irrelevante. A Lola tem que se aperceber que há um mundo para além das suas experiências pessoas, subjectivas e relativas. Usar os seus sentimentos como argumento é logicamente ridículo. Se a Lola acha que sim, então eu posso dizer:
"Eu pessoalmente nunca vi o termo feminista radical ou o termo feminazi serem usados SEM o mínimo de bom senso."
Ele é empregado toda vez em que uma feminista não fica lá, quietinha no seu canto, calada e fofinha, deixando que os homens falem por ela, ou quando critica alguém.
Não; nós usamos esse termo sempre que uma feminista defende, financia ou mata um bebé inocente (aborto), ou quando ela dispara contra um homem inocente, ou quando elas usam o sistema legal como força bruta contra os homens ou outras mulheres, ou quando elas invadem e incendeiam edifícios Cristãos - em nome da igualdade, obviamente - ou quando elas nos ameaçam com processos legais apenas e só por usar a suas palavras contra ela.
Tem quem defenda o uso de femista pra diferenciar feministas de mulheres que odeiam homens. Nunca usei femista e não sei de onde veio, mas desconfio que foi da mente torpe de alguém sem apreço pelo feminismo,
Na verdade, o termo "femismo" foi criado para identificar as feministas violentas e radicais. Curiosamente, foi um termo criado pelas próprias feministas como forma de gerarem a inexistente linha divisória entre as "radicais" e as "não-radicais". Mais uma vez, a Lola tenta distanciar-se da génese dum termo que teve a sua origem junto das mulheres que se identificam com o mesmo feminismo que a Lola subscreve.
Nessa confusão sobre o que é feminismo radical se misturam outras besteiras. Por exemplo, isso de achar que toda mulher é feminista.
Quem faz esse erro - mais uma vez - são as feministas Elas é que se auto-conferiram a posição de "falar pelas mulheres" [como se ódio pelos homens fosse algo endémico das mulheres e não algo aprendido]. Felizmente, a maior parte dos MRAs está bem ciente que, apesar de serem muito poucas, já há um número relativamente considerável de mulheres que se alinham contra o feminazismo. Esperemos que o número aumente.
A gente sabe que não é, e que inclusive tá cheio de mulher com os mesmos valores machistas dos homens.
Onde é que elas estão? O que é uma mulher machista? Devem ser as mulheres bonitas.
No universo da Lola, a mulher só pode ser duas coisas: feminista como ela, ou machista. Não passa pela cabeça da Lola que uma mulher possa ser contra o feminismo e contra o machismo. Por definição e por coerência, quem é contra a discriminação, tem que ser contra o feminismo uma vez que o feminismo é um movimento discriminatório.
Quem é a favor do feminismo não tem argumentos contra quem é a favor da discriminação contra as mulheres. Do mesmo modo, não se pode ser contra o racismo mas ser-se a favor do KKK, do nacional-socialismo ou dos Black Panthers. A Lola, ao dar o seu apoio ao feminismo, não tem autoridade para criticar os homens que injustamente discriminam as mulheres.
Mas, na hora de atacar femininista, vale tudo ― até inventar que mulheres num programa de TV americano que riram de um pênis decepado seriam feministas. Essas mulheres nunca se declararam feministas.
Mesmo que elas se declarassem feministas, e escrevessem livros a dizer como sentiram prazer em fazer pouco do sofrimento masculino, a Lola provavelmente diria que elas "não são bem feministas" ou que "o que elas dizem é manifesto é absurdo, e muita gente acha que essas mulheres estava sendo sarcásticas." O padrão parece ser este:
  • Negação: "Elas não disseram que eram feministas!"
  • Realização: "Sim, elas eram feministas mas . . "
  • Desculpabilização: "Ninguém as levou a sério" ; "era sarcasmo".
  • Culpabilização: "A culpa foi dos homens. Quem lhes manda gravar as mulheres enquanto elas se riam do sofrimento do outro homem?"
Além disso é preciso levar uma coisa em consideração: o clima misândrico que prospera na elite ocidental, inclusive no mundo das artes, é consequência lógica da retórica feminista que permeia a nossa sociedade. A Lola pode achar que para que o feminismo seja responsabilizado por um acto é necessário que as perpetradoras publicamente se afirmem como feministas, mas a realidade dos factos hoje em dia isso já não é assim.
Se as mulheres crescem num ambiente onde os homens são constante demonizados, e o seu sofrimento relativizado, a questão já não se centra no facto dela se identificar como feminista mas sim se ela declaradamente rejeita o feminismo. Da forma como as coisas estão hoje em dia, todas as mulheres são feministas ou simpatizantes com o feminismo até que ela prove o contrário. Isto não é uma forma de estigmatizar a mulher, mas sim uma forma de proteger o homem. Basta tomar a própria Lola como exemplo quando ela diz se "considerar feminista desde criancinha."
Por fim, chegamos ao real ponto do post da Lola:
Rir de pênis decepados, sacanear homens, objetificar homens, odiar homens, piadinha sobre homem incapaz, comercial de produtos de limpeza tratando homens como incompetentes (e assim perpetuando a lenda de que só mulher pode cuidar da casa) ― nada disso é feminismo.
TUDO isto é consequência lógica do feminismo e da sua atitude misândrica. Quantas feministas PUBLICAMENTE se revoltaram contra o riso daqueles mulheres? Quantas feministas PUBLICAMENTE lutam contra a discriminação e o preconceito contra os homens e em favor da reforma do sistema de saúde e do sistema legal de modo a que os homens não sejam prejudicados? Quantas, Lola? Listas aí os seus nomes para nós vejamos.

Conclusão:

Todo o choradinho do post da Lola resume-se a isto: as feministas não querem tomar responsabilidade pelos seus actos. Quando elas matam, odeiam, perseguem, torturam ou fazem vídeos preconceituosos, a culpa não é do feminismo; é do vizinho do lado. Mesmo que as perpetradoras se identifiquem 100% feministas, ou que elas sigam à letra a filosofia feminista, tal como a mesma foi sempre entendida, a Lola acha que ela pode descartá-las como feministas apenas e só porque elas foram ou são violentas.
Curiosamente, no caso dos "sanctus", a Lola faz exactamente o contrário: apesar desses anormais terem sido PUBLICAMENTE e CONSTANTEMENTE criticados pelos MRAs - culminando na sua expulsão dos fóruns e dos grupos do orkut - a Lola não tem problemas nenhuns em usá-los como exemplos clássicos do que é um masculinista. A internet está cheia de blogues que revelam a verdadeira natureza dos propósitos masculinistas (*, *, *) mas destes a Lola não fala; só dos sanctus.
Muito bem. Se ela pode usar essa forma de "pensar" em relação aos homens que criticam o feminismo, ela que não se admire se os seus inimigos ideológicos fizerem o mesmo em relação a si e as feministas violentas que pertencem ao movimento que ela subscreve - especialmente se levarmos em conta que há mais afinidade ideológica entre Valerie Solanas e Lola Aronovich do que entre os "sanctus" e o comum MRA lusófono.


terça-feira, 22 de maio de 2012

As mentiras da feminista Lola

O feminismo é uma ideologia que visa conferir privilégios especiais e poder supremo a um segmento da sociedade em prejuízo do resto da população. No entanto, como há um limite máximo ao poder disponível a cada um dos géneros, as feministas tentam (com sucesso) obter para as mulheres poder que não lhes compete. Por exemplo, hoje em dia as mulheres tem o poder da vida e da morte sobre a existência de bebés inocentes. Este poder não lhes compete.

Havendo atingido tal poder sobre vidas alheias, e tendo em vista adquirir ainda mais poder, as feministas resistem agressivamente as ideologias e movimentos que imponham limites ao que as mulheres podem ou não fazer - mesmo que os princípios dessa ideologia não envolvam afectar os genuínos direitos humanos que as mulheres possuem, mas envolvam sim a defesa dos direitos humanos dos bebés e dos homens.

Um desses movimentos é composto pelos MRAs (Men's Rights Activists) e o mesmo visa acabar com a misandria e a discriminação que o feminismo gerou na sociedade ocidental. Para os MRAs, o objectivo não é "oprimir" ou "subjugar" as mulheres mas sim defender o que é seu das garras das feministas politicamente motivadas.

Como dito em cima, as feministas não aguentam movimentos que lutem por poder que elas queiram para si, e como tal, elas respondem da única forma que sabem a quem o faça: com mentiras e distorções da realidade.

Uma das feministas que resolveu mostrar ao mundo o quão profundamente imersa ela está nas mentiras do movimento ao qual ela entregou a sua alma é a blogueira Lola. No seu post com o título de "O masculinismo como ele é" Lola dedicou-se distorcer os MRAs de modo a que eles fiquem com uma imagem que não corresponde à verdade.

O seu post tem demasiadas mentiras para serem refutas num só post, e como tal, vamo-nos focar naquelas que o editor do blogue acha as mais perigosas.

Eu sempre digo que o masculinismo teria razão de existir se fosse para rediscutir o papel do homem na sociedade e o conceito ultrapassado do que é visto como masculinidade.
Mas um "masculinismo" que visa "rediscutir" o papel do homem na sociedade como forma de alterar o conceito "ultrapassado" de masculinidade seria practicamente indistinguível do feminismo. Porque é que teríamos dois "movimentos" com os mesmos propósitos se um deles já existe? O que a Lola quer é que as mulheres e os homens lutem em favor da sua versão do feminismo mas isso é ridículo - mais ridículo ainda se pensarmos que os MRAs existem PRECISAMENTE devido as mentiras e exageros feministas.
É péssimo (pros homens e pras mulheres) esse conceito arcaico de homem provedor, homem pegador, homem que precisa tomar a iniciativa nos relacionamentos e sair com quantas mulheres puder para não ser chamado de brocha ou v*ado, homem que não pode chorar, homem que aprende a resolver conflitos na base da porrada.
Não existe regra alguma entre os MRAs que defenda que homem só é homem se for "pegador", promíscuo ou violento sob pena de ser chamado de homossexual. Essa é uma caricatura que a Lola criou na sua cabecinha feminista. Os MRAs defendem os direitos do homem. Ponto final. O que as pessoas fazem com os seus corpos é consequência directa delas terem essa liberdade e não consequência delas lutarem pela defesa de direitos do homem.

Entre os MRAs existem homens que defendem o sucesso sexual junto da comunidade feminina como algo de bom, mas há outros que qualificam a promiscuidade sexual como algo de mau para todos (incluindo para o próprio homem). A Lola está errada ao qualificar as escolhas pessoas como algo que emana do seu envolvimento na defesa dos direitos do homem.

Mas colocando o foco no feminismo que a Lola defende, quem parece advogar a promiscuidade sexual como forma de fomentar um certo tipo de movimento, são as feministas, como se pode ver neste post:

  • "Não aceito que me julguem pelo número de pessoas com quem me relaciona sexualmente".
  • "uso o meu corpo para conseguir o que quero"
  • "Não abro mão do meu prazer só para agradar outra pessoa"

etc, etc. O foco deste movimento parece ser o sucesso sexual. Ou seja, para se ser uma boa feminista, tem que ser "pegada" por vários homens. Aquilo que a Lola acusa os MRAs (auto-promoção através da sexualidade) é exactamente o que existe no movimento que ela defende.

Sou totalmente a favor do fim do serviço militar obrigatório, de campanhas que incentivem os homens a fazer exame de toque pra detectar câncer de próstata, da pílula anticoncepcional masculina, do homem ter tanta responsabilidade quanto a mulher para evitar a gravidez e para criar a prole, do combate ao estupro nas cadeias, de homens não serem pintados pela mídia como babacas inúteis incapazes de manejar um aspirador em pó, de homens não sofrerem preconceito se escolherem profissões predominantemente femininas (professor de séries iniciais, enfermeiro, empregado doméstico etc). Mas preste atenção nesta grande revelação: nenhum dos sérios problemas descritos acima foi criado por feministas em particular ou por mulheres em geral.
A Lola aparentemente chegou ao planeta Terra nos últimos 3 meses. Como é que ela pode de forma séria afirmar que 1) a desproporcional investigação médica em torno da doenças femininas, 2) a inexistência da pílula masculina 3) e a caracterização mediática dos homens como
"babacas inúteis" não é consequência directa das acções preconceituosas das feministas?

Quem é que a Lola acha que está por trás desse tipo de manobras? Quem é que fica a ganhar com a redução social da importância dos homens? Quem é que fomenta o ódio à masculinidade e promove a discriminação dos homens? De certeza que não são as mulheres como um todo mas sim um sub-segmento de mulheres ideologicamente afiliadas ao movimento político com o qual a Lola se identifica (feminismo).

São tradições e velhos preconceitos que se perpetuam no sistema e ideologia que nós feministas combatemos: o patriarcado, o machismo.
Não é o patriarcado que fomenta o ódio aos homens. Não é o patriarcado que caracteriza o homem como um "babaca inútil". Não é o patriarcado quem canaliza mais verbas para as doenças femininas do que para as doenças que afligem os homens. Não é o machismo (que é o oposto de feminismo) quem defende o tratamento do homem como cidadão de segunda.
se o masculinismo realmente se opusesse a esses problemas, lutaria contra o patriarcado e o machismo.
Ou seja, o masculinismo só será um movimento com o qual a Lola esteja de acordo se o mesmo lutar em favor das coisas pelas quais a Lola luta. O que isto significa é que o masculinismo só será válido quando deixar de existir. Sim, porque se o masculinismo for defender as mesmas coisas que o feminismo defende (o fim do "patriarcado" e do "machismo"), o mesmo deixa de fazer razão de existir.

Portanto as opções que a feminista Lola coloca aos MRAs são "juntem-se a nós ou deixem de existir!".

Mas não. O que fazem os mascus? Inventam que o patriarcado acabou, e que agora vivemos num matriarcado
Os MRAs não defendem que o patriarcado acabou - a prova disso é que o último nome da Lola foi-lhe dado pelo pai e não pela mãe. O que os MRAs dizem é que a sociedade actual, controlada pela esquerda militante, tem dado apoio ao movimento feminista (como forma de aumentar o poder do governo) e tem gerado leis e atitudes que geram discriminação contra o homem. Será tão difícil de entender, Lola?
Negam que mulheres, gays, negros, sejam grupos historicamente discriminados.
O facto dos negros terem sofrido genuína discriminação (muitas vezes por parte de outros negros) não implica que os homossexuais e as mulheres também tenham "sofrido" aquilo que a Lola qualifica de "discriminação". O que se passa é que a Lola, como feminista, qualifica de "discriminação" aquilo que a sua agenda política considera como discriminação.

Por exemplo, o aborto só recentemente é que começou (infelizmente) a ter aceitação política em muitos países ocidentais. Para a Lola, como no passado a matança de bebés inocentes não era permitida, então a mulher era "discriminada".

Juram que a verdadeira vítima hoje em dia é o homem branco e hétero.
Especialmente se for cristão ou judeu.
E elegem as feministas como suas inimigas número 1.
O esquerdismo é o inimigo público número um. As feministas são apenas "idiotas úteis" que a elite esquerdista usa para atingir os seus fins totalitários. Quando a elite finalmente atingir os seus propósitos, as feministas levarão o proverbial chute no traseiro.
Ou as mulheres (eles consideram que toda mulher é feminista).
Felizmente, nenhum MRA considera toda a mulher como uma feminista. Quem normalmente faz isto são as feministas uma vez que para elas, crítica ao feminazismo equivale a uma crítica as "mulheres" (como se todas as mulheres tivessem planos de dar apoio a um movimento que visa dar "poder" as mulheres através da promiscuidade sexual).
Uma das centenas de diferenças entre feministas e masculinistas é de cunho ideológico. Enquanto feministas somos em grande parte de esquerda e lutamos para transformar o mundo, 99% dos masculinistas são de (extrema) direita.
Aparentemente na mente da Lola "ser de esquerda" e querer "transformar o mundo" possuem o significado de "santo e puro". Stalin também era de esquerda e lutava para "transformar o mundo". Hitler era um nacional-SOCIALISTA (esquerda) e também visava "transformar o mundo". Todos sabemos como isso acabou.

Nem preciso dizer isto, mas os MRAs abominam a extrema-"direita" pelos mesmos motivos que abominam o feminismo: ambos são movimentos fundamentados no ódio e no preconceito tendo como base para o ódio a composição genética das vítimas. Enquanto que a extrema-"direita" odeia negros, judeus e outras etnias PRECISAMENTE por serem dessa minoria étnica, as feministas odeiam os homens PRECISAMENTE por serem homens (XY).

E não querem mudar o mundo -– querem voltar atrás.
A Lola faz parte do grupo de pessoas que realmente pensa que o avanço no tempo melhora as sociedades. Para a Lola, só porque algo é do "passado" automaticamente significa que ela é moralmente inferior. Usando esta lógica tipicamente marxista (do lento progredir para um Éden esquerdista na Terra) somos forçados a concluir que ser um "pegador" é melhor que ser homem casado e fiel à esposa visto que, embora no passado existissem os pegadores, hoje eles são muito mais que no passado. Neste caso, a Lola provavelmente já não pensa assim.

De certa forma, os MRAs querem voltar o tempo atrás. Queremos voltar o tempo para a época em que o feminismo era virtualmente inexistente e as sociedades eram mais funcionais, produzindo maior felicidade para um maior número de pessoas.

Outra diferença é que nós feministas temos orgulho de lutar pelas nossas causas.
Irrelevante. Ter orgulho numa práctica não a torna moralmente correcta. Os esquerdistas que torturavam cristãos e judeus nos gulags também tinham "orgulho de lutar pelas suas causas", mas a sua causa era moralmente condenável.
A maior parte de nós têm nome e rosto.
. . . uns mais bonitos que os outros.
Já os mascus... Como levar a sério um movimento que se esconde por trás de pseudônimos como ArlindãoViril, Puscifer Casey, Enigmático e Realístico, Barão Kageyama e Lobo Sagrado?
Antes de criticar um movimento por este se "esconder" por trás de nomes falsos, a verdadeira questão é: o que acontece a um MRA quando este se revela publicamente? O que acontece aos homens e às mulheres que publicamente criticam o feminazismo?

O site ManWomanMyth.Com revela uma história em torno dum juiz que escreveu um editorial onde revelou que existe preconceito no sistema legal inglês contra os homens.

Pormenor: ELE NÃO SE ATREVEU A ASSINAR O EDITORIAL porque ele estava bem ciente do que as organizações feministas (financiadas pela indústria da violência doméstica) fazem aos homens e às mulheres que publicamente revelam a discriminação resultante da crescente influência social do feminismo.

Dois de seus líderes estão presos por fazerem ameaças e manterem um blog de ódio em que propõem estupro corretivo para lésbicas, sexo com “novinhas” (meninas com até 12 anos), morte a mulheres, gays e negros, e atentado a bomba no centro de ciências humanas da UnB, para assim eliminar vadias e esquerdistas.
A Lola fala dos idiotas que tomaram conta do site www.silviokoerich.com e que usaram essa plataforma para vomitar ódio e preconceito contra os grupos que ELES odiavam (não que os MRAs odeiam). O que a Lola não diz é que esse site foi universalmente (literalmente) condenado pela comunidade MRA lusófona.

Ou seja, os "mascus sanctus" que a Lola usa para colocar os MRAs lusófonos sob luz negativa foram corridos do movimento há muito tempo atrás (assumindo que alguma vez fizeram parte dele). Que pena que a Lola não fez o trabalho de casa antes de escrever a colecção de mentiras que colocou no seu post.

Mas se a Lola genuinamente quer usar a violência como forma de demonstrar a falta de moralidade dum movimento, que tal a Lola olhar mais de perto as pessoas que tem ao seu lado? O que dizer da doente mental Valerie Solanas?

Subsistem ainda fêmeas com mente cívica, responsáveis, em busca de emoções fortes e prontas a subverter o governo, eliminar o sistema monetário . . . . e destruir o sexo masculino.
Ou a Robin Morgan?
Sinto que o ódio aos homens é um acto político nobre e viável, e que os oprimidos possuem o direito de ódio de classes contra a classe que os oprime.
(Reparem na retórica marxista na boca da Solanas e da estúpida da Morgan.)

Voltando ainda para a Andreia Dworkin:

Quero ver um homem espancado até sangrar e com um salto alto enfiado na sua boca, tipo uma maçã enfiada na boca dum porco.
Germaine Greer?
Acho que a testosterona é um veneno raro.
Ou a Catherine MacKinnon?
Toda a actividade sexual, mesmo a consensual entre um casal, é um acto de violência perpetrado contra a mulher.
Ou a Marilyn French?
Todos os homens são violadores e é isso que eles são.
Uma vez que a Lola defende que os "mascus sactus" são representantes genuínos dos MRAs lusófonos, somos obrigados a usar a sua própria forma de pensar e dizer que as doentes mentais e assassinas citadas em cima são representantes da forma de pensar da Lola. Ou será que a Lola quer afirmar que estas mulheres notáveis, misândricas confessas, não eram feministas?
Eles idolatram um sujeito que se suicidou ateando fogo a si mesmo em frente a uma corte de justiça nos EUA. Isso porque sua mulher tinha se divorciado dele uma década atrás por ele bater nela e na filha, e a corte -- que estranho! -- não queria lhe dar a guarda da menina (ah, ele também não pagava pensão).
A Lola fala dum homem (Thomas Ball) que foi literalmente sangrado até ao desespero pelo sistema judicial feminista através da indústria da pensão alimentícia. Incapaz de lutar contra o governo (aliado do feminismo) Ball cometeu o maior erro da sua existência: o suicídio.

Podem ler a história de mais um homem levado à morte pelo feminismo.

A Lola, como é normal, mente em torno dos motivos do suicídio do infeliz. Ele não se matou "porque sua mulher tinha se divorciado dele uma década atrás" mas sim porque a sua mulher, para além de impedir o seu acesso à criança (que, alegadamente, também era sua - só um teste de paternidade pode confirmar isso), usava e abusava do sistema judicial para levar a cabo o roubo aprovado pelo feminismo.

Ball sabia que não tinha hipóteses de vencer a máquina feminista - e deixou isso bem claro na carta de suicídio que ele escreveu - e como tal resolveu terminar com a sua vida. Perante esta situação, quem é que as feministas acham que sofreu? Ora, a mulher do homem!

Portanto, ele é que perdeu contacto com a prole, elevadas somas de dinheiro e a vida, mas segundo as feministas, a sua mulher é que foi a verdadeira "vítima" da situação. Se isto não revela de forma clara o egoísmo das feministas, então nada o fará.

Portanto, mascus não são um grupo cuti-cuti como a BBC faz parecer. Aqui nossos mascus não têm coragem sequer de se assumirem mascus, porque a vergonha alheia é tremenda.
Não é a vergonha que faz com que os MRAs não revelem os seus dados pessoais, mas sim a atitude fascista da esquerda militante quando os seus interesses são colocados em jogo. Em caso de dúvidas, perguntem o que aconteceu ao Júlio Severo quando ele começou a revelar a agenda homossexualista (esquerdista).
Nos EUA eles são muito mais organizados... e este ano, pela primeira vez, foram chamados por uma ONG pelo que realmente são: um grupo de ódio.
A ONG a que a Lola alude é um grupo esquerdista com o nome de Southern Poverty Law Center. Citar grupos esquerdistas como forma de demonstrar que outros grupos esquerdistas estão certos não é muito eficiente.

Para se ver o quão ridícula esta lista de "blogues de ódio" é, basta citar que um dos blogues que a SPLC acusa de ódio é um site que visa reportar as instâncias onde um HOMEM é falsamente acusado de ter violado uma mulher. Portanto, segundo a mente feminista da Lola, um site que demonstra como muitas mulheres MENTEM quando acusam um homem de as ter "violado" está a fomentar "ódio".

Dá para ter algum tipo de conversa adulta com pessoas assim?

Ao mesmo tempo em que se declaram eleitores de Bolsonaro e Malafaia e lamentam o fim da família, alardeiam que homens deveriam fazer “greve de casamento” (como se alguma mulher em sã consciência quisesse casar com eles)
Mas as duas posições não são mutuamente exclusivas. Eu posso defender que se beba muita água durante o Verão mas que evitem UM CERTO tipo de água. Do mesmo modo, o casamento, como instituição, é fundamental e importante para a estabilidade da sociedade. No entanto, o feminismo destruiu as mulheres de tal forma que casar com uma mulher ocidental é, hoje, um risco muito grande para os homens que tenham uma visão mais tradicional da vida.

A Lola que entenda isto duma vez por todas: Os MRAs não são contra o casamento em si mas sim contra O TIPO DE MULHERES que *actualmente* se "disponibilizam" para um "casamento".

Recém casada: "Amo o meu marido mas estou com vontade de dormir com um roqueiro"

Em suma, o masculinismo atrai os homens que sentem-se merecedores do que lhes foi prometido por nascerem homens, merecedores de um mundo que felizmente está começando a ser contestado.
Não. O movimento dos MRAs (que, para desespero da Lola, inclui muitas mulheres), atrai pessoas que estão fartas do esquerdismo e fartas de serem tratadas como pessoas de segunda classe apenas e só por não se alinharem com o feminismo.
E é por isso que eu faço questão de divulgar o masculinismo como ele é.
Só que, como se viu, ela não divulgou o masculinismo como ele é; ela DISTORCEU a verdade e apresentou a versão feminista do que o masculinismo é. Mas a Lola faz isto por motivos mais ou menos óbvios: se ela identificar e caracterizar os MRAs por aquilo que eles são, ela será forçada a justificar a existência desse movimento (lutar a misandria). Mas ela não quer falar nisso. Pelo menos não agora.
Para que os incautos não sejam enganados por reportagens cor de rosa como a que foi publicada pela grande mídia esta semana. E grande mídia, por favor, saiba quem você está divulgando positivamente: anônimos covardes cheios de ódio.
Uma vez que a a Lola atribui para si o direito de insultar pessoas que exercem o seu direito de não revelar informação pessoal por motivos de segurança, deixa-me retribuir o favor e qualificá-la de mentirosa, ignorante e estúpida por não saber - e nem querer saber - os rudimentos básicos dum movimento que é o resultado directo das acções odiosas das feministas.

Mas de certa forma, textos como o da Lola revelam que a verdade está a vir ao de cima e a onda anti-feminista está a crescer.

Conclusão:

A Lola é o exemplo perfeito da necessidade de se controlar a retórica feminista. Ela não tinha a necessidade de dizer falsidades em torno dos MRAs, mas fê-lo apenas e só porque não consegue lidar com a verdade. Ela não aceita que haja homens que tenham sido vítimas do discurso de ódio proveniente das suas irmãs ideológicas, e como tal, não aceita que esse alegadamente não-existente discurso possa causar uma revolta social contra o feminismo.

Para as feministas como a Lola, o feminismo é a ideologia mais perfeita que já existiu à face da Terra, portanto qualquer resistência a ela é sinal de inferioridade moral por parte de quem a resiste. Mas ela não tem argumentos, e como tal, termina o seu post apelando AOS OUTROS que não disponibilizem espaço de antena a quem ela acha que é motivado pelo "ódio".

A boa notícia para os MRAs é que a guerra cultural contra o feminismo já passou a fase do "não liguem ao que eles dizem". Como se vê na imagem no topo do post, primeiro eles ignoram-te, depois ridicularizam-te, depois lutam contra ti, mas no fim tu vences.

E porque é que tu vences? Porque, no final dos tempos, o Bem vencerá o Mal.

Porque eu sei que o meu Redentor vive
e que por fim, se levantará sobre a terra.

Job 19:25



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