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domingo, 24 de janeiro de 2016

Tudo o que eles têm é o medo

Por Jack Donovan

Os progressistas só têm um bom truque, e os homens continuam a ser enganados pelo mesmo. Eles chamam-te com frequência de cobarde de modo a que tu faças o que quer que esteja ao teu alcance para provares que não és um cobarde. Se eles querem que tu aceites um grupo de estrangeiros, eles chamar-te-ão de xenófobo como forma de tu colocares de parte qualquer reserva racional que possas ter em relação às motivações dos estrangeiros. A única forma de provares que não tens um medo irracional de estrangeiros é aceitando-os de braços abertos e sem questionar nada.

Se por acaso questionares a sanidade dum homem que não pode ser "quem ele realmente é" até que o seu pénis lhe seja cirurgicamente retirado, então chamar-te-ão de transfóbico. A única forma de provares que não tens medo de transsexuais é concordando que os transsexuais não só são mentalmente sãos, mas que também são heróicos e que deveriam ter permissão para entrar nas instalações sanitárias femininas.

Se por acaso tu rejeitas uma exigência feita por uma mulher, então "tu tens medo duma mulher forte". Esta acusação já foi repetida tantas vezes que uma facção considerável  da população parece mesmo acreditar que os homens estão, dentro de si, constitucionalmente temerosos duma mulher com "atitude. É provável que haja alguma verdade nisto, mas só porque os homens preferem evitar a realidade frustrante de que, independentemente do quão forte a mulher afirme ser, nenhum homem ou mulher irá perdoar o homem que nocautear uma mulher. Para provarem que não têm medo das mulheres, os homens  cedem e dão tudo o que as mulheres querem porque eles não são capazes de enfrentar as mulheres da mesma forma que enfrentam outros homens.

Os progressistas conseguem levar os homens a fazer o que eles querem ao manipularem o medo de terem medo, Quando esta manipulação passar a ser reconhecida, vocês irão começar a vê-la em quase todos os argumentos apelativos aos homens, e em toda a narrativa progressista que tem como tema os homens. A sua estratégia é a de retratar os homens, até mesmo homens que já demonstraram a sua coragem no campo de batalha ou num empreendimento legitimamente heróico onde eles enfrentaram e superaram o medo, como sendo essencialmente motivados pelo medo e pelos sentimentos de inadequação.

É tentador dizer que esta estratégia é um reflexo dos seus próprios medos - que eles são de tal forma definidos pelos seus medos e pelas suas fraquezas que não conseguem imaginar alguém a ser motivado por algo mais que o medo.

O progressivismo é promovido e aceite principalmente pelas mulheres, pelos educadores e pelos homens urbanos que tendem não só a ser fisicamente mais fracos, mas também a não ter qualquer tipo de treino em auto-defesa (e nem revelam têm interesse por isso). Racionalmente falando, é normal que estas pessoas tenham mais medo que os homens mais capazes. Mas isso nada mais é que tu e eu a pensarmos como homens.

Eles não olham para o mundo dessa forma; estas pessoas sempre viveram uma vida protegida; eles são os mansos que herdaram a terra, e tal como todas as crianças mimadas, eles não têm qualquer experiência em torno do que foi preciso para criar o mundo e nem do que é preciso para o manter. Tal como toda a herdeira que não se importa de onde vem o dinheiro desde que ela o possa gastar, eles não têm qualquer entendimento práctico da violência e nem do seu papel na manutenção da sua segurança.

Tal como escrevi no livro "O Código dos Homens", [Inglês: "The Way of Men"] durante a maior parte da história e da pré-história[sic], o papel social do homen tem sido orientado em torno do perímetro de defesa. Os homens estão adaptados para esse papel, e é razoável afirmar que os homens mais masculinos estarão mais interessados em avaliar as ameaças e tomar preparativos para lidar com elas.

Um dos meus melhores amigos instalou janelas à prova de balas na sua casa só porque para ele isso lhe parecia como a coisa mais óbvia de ser feita. Ele está naturalmente orientado para olhar para si como o guardião, para se preocupar com a protecção e com a defesa, até mesmo quando não existem ameaças imediatas e não há nada que precise de ser protegido. Ele não tem mais medo que as outras pessoas.

De facto, é provável que ele tenha menos medo que a maior parte das pessoas. Ele não está paranóico e nem tem qualquer tipo de obsessão com os preparativos de se lidar com o perigo; para ele, isto é divertido. Ele sente-se atraído por isto tal como os pintores se sentem atraídos por pinturas ou como os músicos se sentem atraídos pela música. Ele é bom no que faz e isto deixa-o feliz.

Pessoas que foram protegidas durante toda a sua vida e que não têm interesse pela defesa pessoal não se vêem no papel de guardiãs. Tal como as mulheres, as crianças e os enfermos, eles sempre viveram dentro do perímetro. Para os protegidos, o papel protector é "trabalho para outra pessoa". Eles sentem-se protegidos porque faz parte da sua natureza confiar noutras pessoas para garantirem a sua segurança.

Os homens masculinos olham para a violência como responsabilidade sua enquanto que os protegidos olham para a violência como responsabilidade de outra pessoa. As ameaças são tão abstractas para eles como a energia eléctrica o é para mim. O meu pai era electricista mas não faço ideia nenhuma de como aquilo funciona, e nem me preocupo com isso desde que a luz acenda quando eu carrego no interruptor. Não tenho medo das luzes se apagarem; nunca penso nisso; isso é trabalho para outra pessoa.

Não creio que os progressistas protegidos tenham medo da violência o tempo todo, e não creio que eles se apercebam do quão vulneráveis eles demonstram ser para resto das pessoas. Eles são os alvos mais arrosados, mais pelúcios, e mais macios de todos, mas eles não pensam na violência porque eles não crêem que é função sua lidar com ela. E eles não irão pensar nisso até que as luzes se apaguem. Quando as luzes se apagarem, eles irão reparar no quão vulneráveis e desamparados eles têm estado durante toda a sua vida. Eles irão ver o que todos nós fomos capazes de ver desde o início.


Deve ser por isso que eles parecem ficar tão traumatizados quando a violência ocorre, e tão "engatilhados" [inglês: "triggered"] quando, mais tarde, são feitas referências à violência. Quando tu estás à espera da violência, e alguém te supera, vais ficar zangado em relação a isso, mas tens uma forma de processar o evento; as coisas fazem sentido. No entanto, se tu sempre assumiste que a violência é algo que acontece com as outras pessoas e um dia ela acontece contigo, isto vai virar o teu mundo do avesso.

Devido à sua própria natureza, os homens masculinos têm medo de ter medo. Ou, melhor ainda, os homens têm um medo natural de serem vistos como pessoas que estão com medo. Aparentar medo significa perder no olhar-para-baixo circular que precede a violência. A vulnerabilidade precede a violência e dá a aparência de ser fácil. Este é um medo racional. Claro que ele pode-se desmoronar até à paranóia irracional, mas a menos que se tente misturar com a multidão, porque é que não gostarias de ter a aparência dum alvo difícil no meio dum rebanho de rapazes-de-pijama espoliados?

Os homens que andam em grupos não querem dar a aparência de vulnerabilidade pelos mesmos motivos. Dentro dum contexto de grupo, os homens não se querem associar com homens temerosos, com aparência vulnerável, porque os homens que emitem sinais de fraqueza ou vulnerabilidade causam a que todo o grupo pareça vulnerável. Aparentar medo diminui o teu valor dentro do grupo.

Por outro lado, demonstrar coragem faz de ti um membro mais valioso dentro do grupo. Os homens não querem ser vistos com alguém com medo porque o seu valor como homens - a sua identidade, a sua honra - está intimamente associada à reputação de estar disposto e ser capaz de processar e superar o medo,

A civilização moderna está vazia de oportunidades para os homens provarem a sua coragem perante os outros homens porque a civilização moderna eliminou muitos riscos, e, intencionalmente, a maioria dos homens tem que viver dentro do perímetro protegido. A eficácia do modernismo significa que não há muitas posições para guardião embora haja muitos guardiões.

Os homens perderam também oportunidades de se provarem a eles mesmos dentro de grupos de homens firmemente fechados porque os homens são forçosamente integrados com as mulheres em quase todos os aspectos da vida moderna. Eles são integrados com as mulheres nas escolas, no emprego, e em quase todos os ginásios ou escola de artes marciais. Como resultado desta integração, os laços entre os homens tendem a ser fracos, e poucos homens jovens tiveram oportunidades suficientes para construir uma genuína identidade masculina - um forte sentido de quem são dentro dos grupos masculinos.

Tal como as feministas astutamente salientaram, muitos homens modernos têm um sentido particularmente frágil do seu valor como homens. Eles têm pouca experiência em superar o medo, nenhuma reputação por demonstrar coragem, e nenhum sentido de pertencer a um grupo de outros homens. Estes homens estão cientes disso - conscientemente ou subconscientemente - e isso faz com que eles fiquem ansiosos.

Esta ansiedade em torno da sua masculinidade faz com que eles sejam fáceis de manipular com fobias inventadas e instigações sem base tais como "tu tens medo duma mulher forte".

O progressivismo é apresentado como um movimento revolucionário; a sua propaganda encoraja as pessoas a acreditar que estão a "enfrentar" algum tipo de mal poderoso, ou "dizer a verdade" aos poderes estabelecidos, o que só pode ser feito sem violência e com a impunidade relativa que os "rebeldes" desfrutam porque os seus propósitos ou são complementares ou não-ameaçadores para os objectivos daqueles que realmente têm o poder.

Quando os poderes estabelecidos te atacam com sacos de feijão, gás lacrimogéneo e balas de borracha, então tu não és uma ameaça séria para eles. Quando o poder estabelecido te vê como uma ameaça, eles enviam equipas S.W.A.T. e helicópteros Apache.

O progressivismo usa a linguagem da revolução violenta, mas tudo não passa de melodrama. Os pontos de vista progressistas são o establishment e, neste aspecto, conservadores. Por exemplo, já não é revolucionário ser contra o racismo (se é que alguma vez foi). Tem havido uma campanha sistemática na meio educacional, nos média, nos governos, e nas forças militares para dizer a todas as pessoas do mundo Ocidental que o racismo está errado.

Tu cresceste numa sociedade que foi integrada à força, e contra a vontade dos teus ancestrais, muito provavelmente antes até de teres nascido. Tu foste exposto a imagens positivas sobre as pessoas de outras raças, protegido das ideias negativas em relação às outras pessoas, e ensinado por todas as instituições que o racismo e os estereótipos de qualquer tipo estão errados.

Se por acaso tu hoje acreditas que o racismo está errado, e emprestando as palavras de Barack Obama, "Não chegaste aqui sozinho [....] Tu não construíste isso." Tu não usaste a "razão" para deixar de ser racista. Tu não és uma pessoa iluminada, nem sofisticada e nem evoluída. Tu acreditas exactamente naquilo que te foi dito para acreditares. Dá uma palmada nas tuas próprias costas.

Um pouco por todo o mundo Ocidental existem riscos financeiros e sociais para quem age de modo racista, ou age de modo que é visto como racista, ou tem ligações com pessoas racistas. Nos círculos sociais mainstream serás ostracizado. Se por acaso és uma celebridade, a tua carreira chega ao fim. Se por acaso pedires desculpa, ninguém irá acreditar em ti, e as pessoas vão falar disto para o resto da tua vida.

Os políticos mainstream qualificam-se uns aos outros de "racista" e entram em competição para se superarem uns aos outros na diversidade feel-good e no departamento que busca símbolos [raciais]. Se por acaso trabalhas para outra pessoa, se fores declarado como um "racista", isso pode fazer com que passes a ser não-empregável na era das pesquisas online.

Se tens um negócio, podes ser vítima de boicote, e as outras empresas podem cancelar as suas contas como forma de evitar qualquer tipo de associação contigo. Se és um académico, serás atacado pelos média e podes até perder o teu emprego por chegares a uma conclusão que parece ser racista, quer seja verdade ou não.

Na Europa, podes ser preso por dizer algo, ou escrever algo, abertamente racista ou "xenofóbico". Dizer algo que pode ser entendido como racista, ou algo depreciativo para com outro grupo, quer seja verdade ou não, requer coragem. Ser um "racista" ou um "xenófobo" exige tomates.

Não existem penalidades sociais, financeiras ou legais por se dizer que se é contra o racismo ou contra a xenofobia. Nenhuma. Os auto-proclamados "anti-fascistas" que querem ter uma erecção resultante do perigo de "lutar contra o racismo" têm, na verdade, que procurar as pessoas acusadas de racismo e atormentá-las na rua, esperando causar algum tipo de confronto.

E quando isto acontece, eles sabem muito bem que serão absolvidos de qualquer tipo de consequência legal por parte de advogados que ou se irão disponibilizar para "lutar contra o racismo" em seu favor nos tribunais e em regime pro bono, ou serão pagos por um certo número de organizações anti-racistas muito bem financiadas e muito bem estabelecidas.

Não é preciso coragem para se dizer que se é contra o racismo visto que não há riscos inerentes a essa posição. O anti-racismo, a integração orquestrada, o multiculturalismo, a pró-imigração, a anti-xenofobia, a anti-perfilagem, a anti-estereotipização, "a diversidade é a nossa força".......tudo isto são ideias do establishment e posições por defeito que são socialmente recompensadas e afirmadas. Os riscos só aparecem quando estas posições são desafiadas de uma forma ou outra.

Portanto, quem mesmo é que tem medo?

O mesmo pode ser dito do sexismo aberto, da homofobia, da transfobia e de qualquer iniciativa que os progressistas dizem que secretamente assusta de morte os homens. Quantos homens da política se atreveriam a dizer que as coisas estariam melhores se as mulheres não votassem ou se elas não tivessem sido encorajadas a buscar salário igual dentro da força laboral?

Na maior parte dos países é ilegal iniciar uma empresa que exclua as mulheres - como funcionárias ou como clientes - e aparentemente Deus não te irá ajudar se te recusares a fazer um bolo para um "casamento" entre duas lésbicas. Depois delas mancharem o teu nome nos média, elas darão entrada a um processo legal que te irá arruinar financeiramente.

Todos os funcionários masculinos de todas as grandes empresas sabem que podem ser despedidos por dizerem algo "insensível", ou algo que pode ser subjectivamente entendido por outra pessoa como algo "sexual" ou "ameaçador". Foi dito recentemente a um cliente meu (por parte do departamento dos recursos humanos) que ele era "demasiado masculino", e que ele deveria ser mais sexualmente fluído porque a "certeza em relação ao seu género" pode causar desconforto junto daqueles que estão incertos. Foi-lhe pedido que cortasse a barba e usasse roupas mais largas como forma de esconder a sua estrutura musculosa.(...)

Todos os estudantes e todos soldados do sexo masculino foram submetidos a horas e horas de treino em torno do assédio sexual e da sensibilidade cultural. Todos eles assinaram declarações e manuais onde se explicavam as penalidades por fazer ou mesmo implicar a coisa "errada". Eles sabem que serão punidos não só pelas instituições mas também pelas pessoas que consideram amigas, e mesmo até por membros familiares.

E é disso que eles têm medo.

Quando vejo uma mulher a dizer que é a favor dos direitos iguais, ou que ela pensa que as pessoas deveriam ajudar os refugiados, ou que ela é contra o racismo, eu olho para isso como empatia natural e como sinalização moral que tem como base o critério da sociedade onde ela vive. Em vez de levar em conta o facto de ser uma senhora, ou uma Cristã, ou virgem, ela está a salientar o único tipo de moralidade de pureza moral que toda a gente leva em conta neste império internacional do nada.

Quando um homem tem o cuidado de me dizer que é contra o racismo, o sexismo, a xenofobia, a homofobia ou a transfobia, o que quer que seja o tópico do dia, tudo o que eu vejo é medo. Ele tem medo de perder o emprego, de perder os clientes, de ser expulso da escola, de ser atacado pelos média, de ser processado, se perder a sua casa, de perder o apoio dos seus amigos e familiares, de perder a esposa ou a sua namorada.

Esse homem assinou os manuais, viu os vídeos e as apresentações em Powerpoint. Ele sabe as regras e ele viu o que aconteceu com os homens que as violaram. Muitos homens chegam a ter medo de pensar os pensamentos que os levam a dizer as palavras que os podem colocar em perigo. É assustador e eu entendo.

Só há cerca de dois anos é que passei a trabalhar por conta própria, e não há garantia que dure para sempre. Trabalhei durante 20 anos, assinando manuais e declarações de políticas internas. Assisti os vídeos obrigatórios. Não venho duma família abastada e nunca tive muito em termos de rede de segurança. Afinal de contas, temos que comer.

Mas onde é que as coisas terminam? Quantas mais fobias é que eles têm permissão de inventar como forma de explorar o nosso medo de ter medo? Quantas mais coisas impossíveis é que vamos concordar em acreditar? Quando parares de cair na mesma armadilha, quantas mais vezes é que vais acenar a tua cabeça e dizer as palavras que já não acreditas?

Quando eu vejo homens na televisão a discutir sobre quem é mais racista, sexista ou transfóbico, e a humilharem-se uns aos outros como se eles nunca tivessem dito ou pensado as mesmas coisas - hoje em dia, pundits políticos e até narradores desportivos passam os dias a fazer isto - tudo o que eu penso é "Que pessoas mais mentirosas, oportunistas e gananciosas!"

Quando eu vejo um homem a pedir desculpas por "palavras ofensivas", ou, pior, pedir desculpas às pessoas que "ficaram ofendidas pelas palavras", eu vejo um homem amedrontado e desesperado. Pode ser que ele esteja a proteger a sua família, os seus amigos ou até os seus empregados. Eu entendo e isso é legítimo. Mas com que frequência e durante mais quanto tempo é que ele vai continuar a humilhar-se dessa forma - fazendo súplicas públicas, supinando a sua mão estendida e aberta tal como um chimpanzé amedrontado?

Eu sei que fazer declarações que podem acabar com uma carreira talvez seja demais para a maior parte dos homens. E não faz sentido e nem há honra em debater com uma mulher sobre o que ela acredita a menos que estejam romanticamente envolvidos. Mas homens, vocês podem começar a se recusar a ter medo ao se recusarem a contar mentiras aos homens com quem lidam.

Parem de contar mentiras aos outros homens. Parem de assumir que os outros homens acreditam nas coisas que vocês não acreditam, e digam apenas o que vocês realmente acreditam. Se algum dos homens se sentir ofendido, e vos começar a dar um sermão - se ele começar a repetir todas as coisas que lhe foram ensinadas pelo sistema de ensino e pelos média - ignorem-no. Muito provavelmente vocês não tinham muito em comum, e ele soa como um idiota mesmo.

A vida é curta e o mundo está a ficar cada vez mais estúpido. Rodeiem-se com aliados que partilham os vossos valores.

E se por acaso derem convosco mesmos a dizer que apoiam coisas que nem se interessam só porque pensam que isso é o que as pessoas querem ouvir, tal como Patrick Bateman no filme "American Psycho" quando ele falou em acabar com o apartheid e com a corrida às armas nucleares, parem de fazer isso, seus sociopatas imbecis.

Se por acaso algum homem vos acusar de serem racistas, sexistas, homofóbicos ou xenófobos, acusem-no de ser fraco e medroso e de ser facilmente manipulado. Acusem-no de estar demasiado preocupado com ele mesmo para ter tempo para pensar pela sua cabeça ou dizer o que realmente pensa.

Não recuem. Não qualifiquem essas porcarias.

Se por acaso outro homem vos acusar de serem racistas, sexistas, homofóbicos ou xenofóbicos, admitam-no e façam com que o outro homem se sinta um idiota por urinar as calças por causa disso. Os progressistas querem-te convencer de que estás com medo e por isso é que não concordas com eles, mas a realidade dos factos é que a maior parte dos homens tem medo de discordar com eles.

Façam-nos assumir isso.

Os homens não têm medo de "mulheres fortes", ou de eunucos, ou do "casamento" homossexual, ou de "estrangeiros". Eles têm medo de falar abertamente porque têm medo das consequências sociais, financeiras, e em alguns casos, legais  Isso é medo real, e eles estão dolorosamente cientes disso. Façam-nos assumir isso. Chamem-nos de cobardes.

Mas se o fizerem, muito provavelmente é melhor ficarem preparados para receberem um soco na cara por parte dum homem que está realmente e profundamente assustado com o que significa ser chamado de racista, sexista, xenófobo, ou qualquer outra táctica para assustar que eles criaram para o manipular.

- http://bit.ly/1Uj6uV9



sábado, 3 de outubro de 2015

O feminismo é uma estratégia comunista

Por Paul Elam

(....) O feminismo é uma estratégia comunista criada com o propósito de minar a família e todas as outras instituições tradicionais de modo a que a relação primária que os indivíduos passem a ter seja com o Estado. Enquanto isto está a ser colocado em práctica, a propriedade privada, a única prova tangível de liberdade individual, torna-se uma coisa do passado. Isto é a Nova Ordem Mundial em poucas palavras. E se por acaso tens os olhos abertos, de certo que tens vindo a observar isto a acontecer durante a maior parte da tua vida.

Ao destruir o casamento, criando um fosso entre os homens e as mulheres, alienando os pais para longe dos seus filhos, dissolvendo a autoridade paterna, chegando mesmo a dissolver a própria família, as barreiras para o controle estatal de todas as pessoas são removidas. Pensem em todos os males sociais causados pelo feminismo, e depois pensem nesses males em termos duma agenda de controle autocrático de toda a população. Rapidamente irão ver que ambas são quase indistinguíveis, e que uma serve a outra de forma total.

Caluniar a masculinidade é central dentro deste plano; primeiro caluniar mas depois criminalizar. Há já muito que cunhamos o termo "Guerra entre os Géneros", mas erradamente interpretamos isto como algo contido numa luta para o controle, ou em torno da igualdade entre os homens e as mulheres. Uma vez que já sabemos que o feminismo não está de maneira alguma relacionado com a igualdade, olhemos agora para a sua verdadeira natureza.

Pensem em leis como a WAWA que só reconhece os homens como perpetradores de violência. Levem em contra que a emergência de leis em torno do "agressor primário" têm como propósito garantir que os homens, e só os homens, sejam presos por violência doméstica. Pensem em como ordens de restrição são frequentemente emitidas sem qualquer tipo de evidência ou corroboração, e como o poder de acusação das mulheres tem-se tornado uma epidemia que está a rasgar as vidas de homens inocentes.

Acham mesmo que tudo isto é porque as feministas estão a conseguir o que querem? Se por acaso acham que é assim tão simples, então por favor, leiam e ponderem sobre as implicações desta passagem de Atlas Shrugged, 1957:

"Você acham mesmo que queremos que essas leis sejam obedecidas?" disse o Dr. Ferris. "Queremos que elas sejam violadas. É melhor que você se aperceba que você não está enfrentar escuteiros. Nós estamos atrás do poder e estamos sérios nesse propósito. Não há forma de dominar homens inocentes. O único poder que o governo tem é o poder de reprimir os criminosos.

Bem, quando não há criminosos suficientes, é preciso criá-los. Declara-se tantas coisas como crime que torna-se impossível os homens viver sem violar as leis. Quem é que quer uma nação de cidadãos que obedecem a lei? Quem é que ganha alguma coisa com isso? Mas aprovem leis que não podem ser seguidas e nem aplicadas, e nem interpretadas de forma objectiva, e cria-se uma nação de infractores - e você pode lucrar com a culpa.

Esse é o sistema, senhor Reardon, esse é  jogo, e mal você passe a entender isso, você passará a ser alguém com quem se pode lidar de forma mais facilitada."

Estas palavras, publicadas no ano do meu nascimento, passou a dominar e a definir o mundo em que vivemos. Acreditem em mim, eu nunca iria usar o  excerto dum livro como referência se por acaso não soubesse antecipadamente que vocês podem sempre confirmá-la com a vossa observação do mundo à nossa volta. Ao destruir a autoridade dos homens, o guardião histórico da família e das vossas liberdades individuais, o Estado torna-se no suserano totalitário sem oposição.

Se por acaso ainda têm algumas dúvidas em relação às raízes Marxistas do feminismo, e do propósito de criar e explorar o ressentimento entre os sexos como forma de destruir a família tradicional, observem este cartaz da União Soviética pré-Segunda Guerra Mundial (1932). [foto]

Os Soviéticos sabiam, tal como o vosso governo de hoje sabe, que se queres domínio total sobre a população, é preciso destruir a família e transformar o governo no marido e na esposa substituta. Porque se retirares dos homens o seu estatuto social, a sua dignidade, e a sua autoridade na família, a única coisa pela qual ele irá lutar é o seu ordenado, alguns benefícios e um nacionalismo mal-canalizado.

Ele nunca mais irá colocar em causa o governo sob o qual ele vive, independentemente do quão tirânico e opressor ele seja, visto que ele não tem nada de significativo para proteger. E os homens, apesar difusas mentiras culturais dos nossos dias, estão programados para nunca se queixarem em seu favor, e muito menos para lutar em grupo em favor próprio.

Claro que muitas pessoas, incluído muitos activistas em favor dos direitos dos homens [MRAs], nunca se aperceberam que o feminismo é muito mais que apenas uma ideologia anti-homem a operar sob a máscara da igualdade de género. E uma só fotografia, embora possa valer mil palavras não dirá toda a história.

Como forma de passarem a estar mais cientes da história, sugiro que comecem visitando esta série de ensaios feitos por Carey Roberts, e lendo através dos links que lá se encontram para verem para onde eles vos levam. Tudo isto é um buraco de coelho bastante profundo.

No Ocidente fomos cegados em relação à verdadeira natureza desta gigantesca mudança social através do consumismo ilimitado e frívolo, do politicamente correcto, e através da erosão intencional do sistema de educação. As crianças, começando na escola primária até a escola secundária, são dissuadidas de terem pensamento crítico, sendo ao mesmo tempo pressionadas para se conformarem à pedagogia Marxista Feminista.

É um arranjo perfeito participar num sistema de ensino superior que está essencialmente virado para a indoutrinação. E não é coincidência que a indoutrinação que se encontra tão desenfreada nos antros modernos do mundo académico Ocidental seja também ela um artefacto da dominante ideologia feminista. O comum licenciado actual termina o seu curso, especialmente se tiver estudado artes ou Ciências Humanas, convencido que os homens são inerentemente maus, e que as mulheres encontram-se oprimidas, apesar das evidências irrefutáveis de que ambas as declarações são falsas.

Todas as vozes da oposição foram eliminadas. Ao colocarem um vestido e um batom no Marxismo, os engenheiros sociais que estão a avançar com a sua agenda foram capazes de depender do cavalheirismo e de outros aspectos da masculinidade tradicional para sua protecção. É de facto surpreendente. Eles usam as pessoas que estão a ser atacadas de modo mais violento para proteger as pessoas que estão a lançar os ataques.

Dito de forma franca, isto é bastante engenhoso. E enquanto isto acontece, noutros níveis do espectro social eles manobraram-se para posições ainda mais protegidas ao popularizarem a acusação de discurso de ódio misógino contra qualquer pessoa que levante algum tipo de oposição. Sim, muito engenhoso!

Mas o propósito do A Voice for Men não é lutar contra isso e o motivo é bem simples: é tarde demais. A Guerra entre os Géneros acabou e os Marxistas venceram. Quer tu vivas nos EUA, no Reino Unido, no Canadá, na Austrália, na Nova Zelândia ou em qualquer outra parte do mundo ocidental, não irás ter qualquer alívio, ou qualquer solução nas tuas cabines de votação, ou junto das pessoas que ocupam os lugares parlamentares.

Todos eles, independentemente do seu partido ou da sua aclamada plataforma, estão associados a esta nova ideologia. Toda a legislação que realmente importa, aquela que coloca os homens a trabalhar para as mulheres, sendo ambos dependentes do Estado, terá o apoio dos poderes dominantes, independentemente de quem quer que eles sejam.

Embora eu saiba que tu podes ser um dos homens que não quer ouvir isto, é importante dizer que isto não é culpa das mulheres. Também elas foram enganadas, e antes de tudo ter acabado, mas depois de já ser tarde demais, a maioria delas acabará escravizada pela mesma ideologia que lhes prometeu liberdade e independência. Quase todas elas acabarão por ter empregos de baixa remuneração, marginalmente subsidiadas pelo rendimento confiscado aos homens. Elas irão descobrir que o governo-como-marido e a fria vida de escravidão pouco acima da linha da pobreza é o único resultado da "emancipação" prometida. E diga-se de passagem, isto já está a acontecer.

Mas os igualmente empobrecidos e desprivilegiados homens encontrar-se-ão incapazes e pouco dispostos a prestar-lhes algum tipo de ajuda. A única coisa que resta aos homens é a sua própria sobrevivência. Os homens é que são os burros de carga e os servos contratados desta nova ordem mundial, e a sua resposta não é ir para a guerra contra o Marxismo, o que certamente resultará no fim das suas vidas. A sua resposta é bastante simples: abandonar qualquer noção de compromisso em relação às mulheres, ou vulnerabilidade para com elas.

A triste realidade é que as mulheres passaram a ser a arma preferida que o governo está a usar para dominar e controlar as vidas dos homens; para roubar as suas posses e rendimentos; para os forçar, em número cada vez maior, a render os seus bens e viver com subsistência mínima, e a colocá-los na prisão ou matá-los se eles se recusarem a agir como o governo quer.

E a única resposta apropriada, para os poucos que podem agir assim, é desenvolver uma cultura não-organizada de homens que se encontra focada em sobreviver, e, na medida do possível, prosperar dentro deste sistema corrupto, partilhando essa informação com outros homens. Para levar isto a cabo, é preciso que a primeira prioridade dos homens seja passar a ter uma visão radicalmente diferente das mulheres.

Será uma pequena cultura de homens que será capaz de fazer isso, visto que a maior parte dos homens simplesmente não consegue pensar para além da sua programação sexual. Mas 25 porcento de mil milhões é um número respeitável. Independentemente do tamanho que a comunidade venha a ter, a nossa corda salva-vidas, enquanto ainda a  tivermos, é a internet. É a única forma através da qual a maior parte de nós entrará em contacto com os outros.  (...)

http://bit.ly/1hHSXcb



sábado, 28 de março de 2015

A revolta de Rebecca contra o feminismo

Por Rebecca

Já sou uma seguidora das suas palavras há já muito tempo. Visto que você era das poucas pessoas a expor o movimento feminista, tomei a decisão de lhe pedir um conselho. Sou uma mulher jovem - com 20 anos, para ser mais exacta; li o seu material a revelar o feminismo como uma revoltante obra de engenharia social e fico contente por ter lido o que li antes do feminismo me ter arruinado a vida.

Antes de encontrar o seu site, eu era uma feminista que já estava a seguir o caminho auto-destrutivo que é encorajado pela actual sociedade mainstream; nomeadamente, o de ser uma "mulher forte e independente" que coloca a sua carreira antes de tudo o resto, e assim por diante. Basicamente, eu era feminista normal, enganada e idiota útil. Agora que já li os seus maravilhosos artigos, passei a conhecer a verdade e tenho estado a limpar a minha alma da indoutrinação feminista que a sociedade me deu.

Por vezes os meus esforços param subitamente devido à forma como as mulheres femininas são vistas e tratadas nesta sociedade revoltante; todas as pessoas odeiam mulheres femininas, e sempre que há uma oportunidade de falar mal delas, toda a gente fala. As idióticas mulheres feministas constantemente agem como se elas fossem melhores que as mulheres tradicionais mais femininas; elas agem como se elas fossem mais espertas e, de forma geral, melhores, minimizando sempre os meus propósitos - tais como os de querer ser uma esposa e uma mãe, e querer criar uma família feliz e saudável. Uma feminista enganada qualificou as mulheres que tomam a decisão de ficar em casa a cuidar dos seus filhos de drenos, isto é, como pessoas que drenam os recursos da sociedade.

Os assim chamados "homens" actuais são igualmente maus e também se encontram sob uma lavagem cerebral idiótica. Também eles agem como se as mulheres que dedicam as suas vidas a criar uma família, e a educar crianças, fossem idiotas, de mentes fracas, cabeças no ar, e assim por adiante. Os homens actuais falam coisas más sobre as mulheres femininas mas ficarão impressionados e apoiarão as mulheres não-femininas, masculinizadas, feministas alfas que levaram uma lavagem cerebral e escolheram dedicar a sua vida à escravatura salarial --- oopss, digo, a serem independentes e a tentar construir uma carreira.

Por exemplo, os homens olham para as mulheres femininas, tradicionais, que ficam em casa e que se dedicam a educar os seus filhos e a serem boas esposas para homens fortes, como mulheres inferiores, perdas de tempo, estúpidas, preguiçosas e parasitas. Mas eles olham para as mulheres enganadas que se alistam nas forças militares ou que trituram as suas vidas em algum emprego (especialmente num emprego masculino) como tudo de bom que existe no mundo, maravilhosas, e tudo o que as mulheres têm que ser.

Os homens actuais gostam quando as mulheres agem como os homens; os homens também perseguem as mulheres alfa, masculinizadas, dominantes e feministas para relacionamento e para casamento.

Os homens tradicionais masculinos são também gozados e menosprezados pela sua hedionda sociedade - tanto pelos "homens" como pelas mulheres. Sempre que as criaturas modernas andrógenas se cruzam com um verdadeiro homem masculino, elas sentem a necessidade de atacar a essência da sua existência - desde a forma como ele anda (como um homem e não como um idiota efeminizado), até às suas crenças tradicionais. Tudo em redor dos homens masculinos é gozado e atacado, e os homens masculinos sofrem o inferno nesta sociedade feia, mas as mulheres femininas sofrem mais.

E por fim, temos os média a exibir de modo constante a narrativa das mulheres anti-femininas: programas de televisão, filmes, livros, vídeos de música, programas infantis, livros aos quadradinhos com heroínas feministas masculinizadas que lançam para bem longe o seu papel feminino e caracterizam-no como algo inferior. Ver as mulheres femininas a serem atacadas, menosprezadas, rebaixadas e desrespeitadas todos os dias e de todas as formas possíveis por parte dos simplórios enganados por vezes é tão difícil.

Devido a estas coisas, viro-me para si para ajuda espiritual, aconselhamento e encorajamento. Por favor, ajude-me a entender que os idiotas da sociedade actual - tanto os homens como as mulheres - estão errados e que a mulher tradicional feminina é um ideal maravilhoso que deve ser apreciado, amado e respeitado.

Por favor, ajude-me a elevar-me para cima da tóxica narrativa anti-feminina que circunda a sociedade actual, e ajude-me a entender que ela está errada e que o papel da mulher tradicional feminina, que dedica a sua vida a criar um lar e uma família com um homem forte, é um papel valoroso digno da admiração que teve no passado distante.

Por favor, ajude-me porque é tão desencorajador ouvir os idiotas rir de forma contínua sobre o quão "estúpidas" as mulheres são porque elas não se conformam com a insípida vida feminista de CARREIRA DINHEIRO TRABALHO DINHEIRO COMPETIR QUE NEM UM ROBÔ.

As suas palavras serão muito apreciadas!!

- http://goo.gl/Ls4aat


* * * * * * * *

Na verdade, a Rebecca não precisa de aconselhamento porque ela já se apercebeu da natureza satânica do feminismo; tudo o que ela precisa agora é de encontrar exemplos reais de mulheres femininas, tementes a Deus e que andam nos caminhos do Senhor, e as probabilidades dela se tornar totalmente imune ao veneno da sociedade aumentam.

Há no entanto uma coisa que a Rebecca falha em entender (que não afecta de maneira nenhuma a sua análise do feminismo): os homens não perseguem as mulheres masculinizadas para casamento, mas só para sexo casual. Normalmente, quanto mais a mulher adopta o comportamento masculino, mais promiscua ela se torna - muito porque muitas mulheres que adoptam o comportamento masculino erradamente pensam que os homens valorizam o sucesso sexual das mulheres da mesma forma que as mulheres valorizam os homens que conseguem ter sexo com muitas mulheres.

O facto dos homens terem uma rejeição universal por mulheres promiscuas é tão óbvio que até os homens esquerdistas preferem casar com mulheres femininas e castas (e não com as masculinizadas feministas que eles supostamente tanto "apoiam").



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O feminismo preparou o caminho para o islão - Parte 2

Esta é a segunda parte dum artigo que começou aqui.

No seu livro A Room of One’s Own, Virginia Woolf louva o génio de William Shakespeare:

Se por acaso um ser humano conseguiu expressar o seu trabalho por completo, esse alguém foi Shakespeare. Se por acaso chegou a existir uma mente incandescente, desimpedida, pensei eu, voltando-me para a minha estante de livros, essa mente foi a de Shakespeare....

Imaginemos por alguns instantes, visto que é difícil chegar à verdade dos factos, o que aconteceria se Shakespeare tivesse tido uma irmã igualmente dotada chamada Judith, chamemos assim... Suponhamos que a sua irmã extraordinariamente dotada tenha ficado em casa.

Ela era igualmente aventureira, imaginativa, e igualmente curiosa para ver o mundo como o seu irmão, mas ela não foi enviada para a escola. Ela não teve a possibilidade de aprender a gramática e a lógica, e nem teve a chance de ler Horácio e Virgílio..... Numa noite de inverno, ela matou-se e encontra-se enterrada num cruzamento qualquer, onde actualmente alguns autocarros param, perto de Elephant and Castle.

As feministas alegam que o motivo pelo qual as mulheres não tenham sido igualmente numerosas na política e na ciência como os homens prende-se com a opressão das mulheres por parte dos homens. Algumas partes deste argumento são verídicas, mas isto não é a história completa. Ser homem significa ter que provar alguma coisa, alcançar algo, muito mais do que ocorre com as mulheres. 

Para além disso, a responsabilidade para a educação das crianças irá sempre recair mais sobre as mulheres do que sobre os homens. Uma sociedade moderna pode suavizar estas limitações, mas nunca as irá remover por completo. Devido a estes motivos prácticos, é muito pouco provável que as mulheres algum dia cheguem a ser tão numerosas como os homens nos pontos mais elevados das empresas.

Christina Hoff Sommers, a autora do livro The War Against Boys, ressalva que:

.....depois de mais de 40 anos de agitação feminista e pronomes genericamente neutros, os homens ainda são mais susceptíveis de enveredar por uma carreira política, mais susceptíveis de fundar uma empresa, de patentear invenções, e de explodir coisas. Os homens continuam a fazer a maior parte das anedotas e a escrever a maioria dos editoriais e cartas aos editores dos jornais. Para além disto - e isto é fatal para as feministas que anseiam por uma androginia social - os homens mal se mexeram da sua pouca-vontade de desempenhar uma parte igual das tarefas domésticas ou das tarefas relativas às crianças. Mais ainda, as mulheres parecem ter preferência por homens masculinos.

Ela ressalva também:

Um dos monumentos menos visitados em Washington é uma estátua à beira-mar que comemora os homens que morreram no Titanic. Setenta e quatro porcento das mulheres sobreviveram no dia 15 de Abril de 1912, ao mesmo tempo que 80 porcento dos homens morreram. E porquê? Porque os homens seguiram o princípio "mulheres e crianças primeiro". ... O monumento, uma figura masculina com 5 metros e com os seus braços estendidos para os lados, foi erigido em 1931 "pelas mulheres da América", como forma de gratidão. A inscrição diz:

Para os bravos homens que morreram no naufrágio do Titanic. [...] Eles deram as suas vidas de modo a que as mulheres e as crianças pudessem ser salvas.


Simone de Beauvoir famosamente afirmou, "Ninguém nasce mulher, mas torna-se numa mulher." O que ela queria dizer é que era importante rejeitar todos os induzimentos da natureza, da sociedade e da moralidade convencional. Beauvoir classificou o casamento e a família de "tragédia" para as mulheres, e comparou os actos de dar à luz e de cuidar de crianças de escravatura. Curiosamente, e após décadas de feminismo, muitas mulheres Ocidentais estão a lamentar o  facto dos homens Ocidentais hesitarem em casar. Eis aqui a colunista Molly Watson:

Nós temos informação suficiente para saber o porquê da nossa geração se atrasar para ter filhos - e isso de maneira nenhuma está relacionado com o facto de se ter sido desqualificada pelo patrão ou pelos planeadores de saúde. E apesar dos inúmeros editoriais de jornal em relação a este assunto, o facto das mulheres terem filhos mais tarde não está relacionado com o facto das mulheres de negócios colocarem a carreira acima dos filhos. Segundo a minha experiência, a causa principal para esta epidemia é a falta de vontade colectiva por parte dos homens da nossa era. [...]

Não conheço uma única mulher da minha idade cuja versão de "e viveu feliz para sempre" dependa de modo fundamental do facto de ser uma editora, uma parceira-sénior, uma cirurgiã, ou uma conselheira de renome. Mas deparadas com uma geração de homens emocionalmente imaturos, que parecem olhar para o casamento como a última coisa que farão antes de morrer, nós [mulheres] não temos outra opção a não ser esperar.

O que foi que aconteceu com o slogan "A mulher precisa dum homem tal como um peixe precisa duma bicicleta"?

Gostaria de lembrar à senhora Watson que foram as mulheres que começaram com esta cultura de "é melhor ficar solteira" que actualmente permeia a maior parte do Ocidente. Uma vez que as mulheres iniciam a maior parte dos divórcios e como os divórcios podem potencialmente arruinar financeiramente um homem, não pode ser surpresa para as pessoas o facto dos homens evitarem qualquer envolvimento com o casamento. Tal como disse um homem, "Acho que nunca mais vou voltar a casar. Vou  apenas encontrar uma mulher que não goste, e dar-lhe uma casa."

Para além disso, durante as últimas décadas as mulheres facilitaram o acto de ter uma namorada sem ter que se casar. Portanto, as mulheres fazem do casamento um risco maior ao mesmo tempo que facilitam o facto de ficar solteiro, e ainda se admiram com o facto dos homens "não estabelecerem um compromisso"? Se calhar muitas mulheres não pensarem bem nesta coisa do feminismo antes de se lançarem de cabeça?

A mais recente vaga do feminismo feriu de modo profundo a estrutura familiar do mundo Ocidental. É impossível elevar as taxas de natalidade para níveis de reposição antes das mulheres serem valorizadas devido ao facto de cuidarem de crianças, e antes dos homens e das mulheres estarem dispostos a casar. Os seres humanos são criaturas sociais, e não criaturas solitárias; nós fomos criados para viver com parceiros. O casamento não á uma "conspiração para oprimir as mulhere", mas sim o motivo pelo qual estamos cá. E isto não é algo religioso visto que segundo estrito Darwinismo ateísta, o propósito da vida é a reprodução.

Um estudo levado a cabo nos Estados Unidos identificou as principais barreiras que impedem os homens de avançar para o casamento. No topo da lista estava a sua habilidade de obter sexo sem casamento (mais facilmente que no passado). Logo após, estava o facto de poderem desfrutar dos benefícios de ter uma mulher no regime de coabitação e não dentro dum casamento.

O relatório dá mais peso às palavras de Ross Cameron, secretário parlamentar do Minister for Family and Community Services, que repreendeu os homens Australianos, culpando a aversão masculina pelo compromisso como causa do problema de fertilidade na Austrália:

A principal razão que leva a que as jovens mulheres digam não querer ter filhos é facto delas não encontrarem um homem de quem elas gostem e que esteja disposto a estabelecer um compromisso..... Esta aversão ao compromisso por parte dos homens Australianos é o verdadeiro problema.

Barbara Boyle Torrey e Nicholas Eberstadt escrevem sobre a divergência significativa na fertilidade do Canadá e dos Estados Unidos:

Os níveis Canadianos e Americanos em torno das tendências a longo prazo da idade do primeiro casamento, do primeiro filho, e das uniões de facto são consistentes com a divergência entre as taxas totais de fertilidade nos dois países. Mas em nenhuma destas variáveis próximas a divergência é suficientemente grande para explicar a muito maior divergência na fertilidade.... A alteração dos valores nos EUA e no Canadá pode contribuir para a divergência na fertilidade. 

O papel nocional [ed: de noção] mais forte dos homens nas famílias Americanas, bem como uma maior religiosidade dos Americanos, estão positivamente associados à fertilidade, e esta última (a religiosidade) é também um forte predicador de atitudes negativas em relação ao aborto. As mulheres no Canadá entram para as uniões de facto mais frequentemente, esperam mais tempo que as Americanas para casar, e têm menos filhos, e filhos mais tardiamente que as Americanas.

Na Europa, a Newsweek fala da forma como as alcateias de lobos estão a regressar para regiões do Centro da Europa:

Há 100 anos atrás, uma população crescente e sedenta de terras matou os últimos lobos da Alemanha. ... Afinal de contas, a nossa visão-postal da Europa é uma dum continente onde todas porções de terra foram há muito cultivadas, vedadas, e estabelecidas. Mas o continente do futuro pode ser muito diferente.

Reiner Klingholz, líder do Berlin Institute for Population Development diz que "Largas partes da Europa se irão re-naturalizar." Os ursos voltaram à Áustria. Nos vales dos Alpes Suíços, as quintas têm estado em recessão e as florestas estão a crescer de volta.

Em partes da França e da Alemanha, os gatos-selvagens e as águias-marinhas voltaram a reestabelecer a sua área. Na Itália, mais de 60 porcento dos 2,6 milhões de agricultores tem mais de 65 anos. Mal eles morram, muitas das suas quintas se juntarão aos 6 milhões de hectares (um terço das terras agrícolas da Itália) que já foram abandonadas. ... Com a União Europeia por si só a precisar anualmente de 1,6 milhões de imigrantes acima do nível actual para manter a população em idade laboral estável entre agora e 2050, uma muito provável fonte de imigrantes seriam os vizinhos muçulmanos da Europa, cuja população jovem duplicará durante o mesmo período de tempo.

São números como estes que induziram Phillip Longman a antever “o Regresso do Patriarcado” e proclamar que "os conservadores herdarão a Terra":

Entre os estados [Americanos] que votaram no Presidente George W. Bush em 2004, as taxas de fertilidade são 12 porcento mais elevadas que a que existe nos estados que votaram em John Kerry. ... Parece que os Europeus que são mais susceptíveis de se identificarem como "cidadãos do mundo" são também os mais susceptíveis de não terem filhos. ... A grande diferença nas taxas de fertilidade entre os individualistas seculares e os conservadores culturais ou religiosos augura uma vasta alteração demograficamente orientada nas sociedades modernas. ... As crianças do futuro, portanto, serão na sua maioria descendentes dum segmento da sociedade comparativamente estreito e culturalmente conservador.

Para além da maior fertilidade dos segmentos conservadores da sociedade, a reversão do estado-Providência, consequência do envelhecimento e do declínio da população, irá dar a estes elementos uma maior vantagem na sobrevivência. ... As pessoas irão descobrir que precisam de mais filhos para garantir os seus anos dourados, e irão buscar formas de vincular os seus filhos a eles através da inculcação de valores religiosos tradicionais.

Vale a pena divagar um bocado neste último ponto. O elaborado modelo de estado-Providência da Europa Ocidental é frequentemente chamado de "estado ama-seca", mas provavelmente poderia ser chamado de "estado marido". E porquê?

Bem, numa sociedade tradicional, o papel do homem e dos maridos é o de proteger fisicamente e providenciar financeiramente para as suas mulheres. Na nossa sociedade moderna, parte desta tarefa foi  "terceirizada" para o estado, o que explica o porquê das mulheres no geral darem um apoio desproporcional aos partidos que aumentam os impostos e prometem mais apoios sociais. O estado pura e simplesmente tornou-se num marido-substituto para as mulheres, e esse estado é suportado pelos impostos dos ex-maridos dessas mesmas mulheres.

É importante mencionar que se por acaso este estado-Providência por alguma razão deixar de funcionar, por exemplo, devido às pressões económicas e de segurança causadas pela imigração muçulmana, as mulheres Ocidentais irão descobrir subitamente que elas não são assim tão independentes dos homens como elas pensam que são. Neste caso, é concebível colocar a hipótese de voltarmos a ter a tradicional masculinidade "proteger e providenciar" à medida que as pessoas, as mulheres em particular, venham a precisar do apoio da família nuclear e estendida como forma de sobreviverem.

Outro assunto é que, embora países como a Noruega e a Suécia gostem de se apresentar como paraísos da igualdade de género, já ouvi visitantes que passaram por esses países comentar que os sexos provavelmente estão mais distantes um do outro nesses países do que em qualquer outra parte do mundo. E eu acredito neles. O feminismo radical fomentou suspeição e hostilidade, e não cooperação.

Mais ainda, o feminismo não erradicou a atracção sexual básica entre as mulheres femininas e os homens masculinos. Se as pessoas não encontram isso nos seus países, eles viajam para outro país ou cultura para encontrar; e com a era da globalização entre nós, isso é ainda mais fácil. Um surpreendente número de homens Escandinavos encontra esposas na Ásia Oriental, na América Latina ou em qualquer outra nação com uma visão mais tradicional da feminidade, e um certo número de mulheres encontra também parceiros que chegam de países mais conservadores. Claro que não são todos, obviamente, mas a tendência é inconfundível e significante. Os Escandinavos celebram a "igualdade de género", mas viajam para outras partes do mundo para encontrar pessoas com quem valha a pena casar

...

Resumidamente, tem que ser dito que o feminismo radical tem sido uma das causas mais importantes para a actual fragilidade da civilização Ocidental, tanto culturalmente como demograficamente. As feministas, frequentemente com uma visão do mundo Marxista, têm sido uma componente crucial no estabelecimento da sufocante censura pública do Politicamente Correcto nas nações Ocidentais. Elas também enfraqueceram de forma séria a estrutura familiar Ocidental, e contribuíram para o amolecimento e para o auto-ódio do Ocidente na sua luta contra a agressão levada a cabo pelos muçulmanos.

Embora o feminismo se tenha perdido rumo ao extremismo, isto não quer dizer que todas as suas ideias estão erradas. O movimento das mulheres irá fazer alterações permanentes. As mulheres ocupam agora posições que eram impensáveis há alguns anos atrás, e algumas coisas são irreversíveis.

As mulheres efectivamente controlam a vida dos homens. O casamento costumava ser uma troca: o carinho e o apoio feminino em troca da segurança financeira e social masculinas. No mundo moderno, as mulheres podem não precisar do apoio financeira tal como precisavam no passado, ao mesmo tempo que os homens continuam a precisar do apoio emocional feminino como sempre precisaram. O equilíbrio de poder mudou-se para o lado das mulheres, embora esta situação não dure para sempre. Isto não tem que ser uma coisa má. As mulheres ainda precisam dum parceiro, mas isto exige que os homens estejam mais focados em fazer o seu melhor. 

Um estudo levado a cabo por cientistas da University of Copenhagen concluiu que o divórcio está intimamente associado à má saúde, especialmente a dos homens. A pesquisa indica que a taxa de mortalidade ou de homens divorciados com idades entre os 40 e os 50 é duas vezes maior do que a de qualquer outro grupo.

A pesquisa levou em conta a existência de outros factores que poderiam causar uma morte prematura - tais como doenças mentais e ter crescido sob condições sociais pobres. "Levando em conta a elevada quantidade de crianças a crescer em lares desfeitos, somos de opinião de que este estudo é relevante.....Ele prova que o divórcio pode ser consequências sérias", e que precisamos duma estratégia de prevenção. John Aasted Halse, psicólogo e autor de inúmeros livros em torno do divórcio, concorda.

A aparente contradição entre o domínio feminino ao nível micro e o domínio masculino ao nível macro não pode ser explicado dentro do contexto do sexo "forte/fraco". Eu postulo que ser homem, acima de tudo, é algum tipo de energia nervosa, algo que tem que ser provado. Isto terá, ao mesmo tempo, resultados positivos e negativos. O domínio masculino na ciência e na política, bem como no crime e na guerra, está associado a isto. As mulheres não têm a necessidade de se provarem ao mundo da mesma maneira que os homens têm. De alguma forma, isto é uma fora.

Devido a isto, eu penso que termos tais como "O Sexo Inquieto" para os homens e "O Sexo Auto-Suficiente" para as mulheres é mais apropriado e explica melhor as diferenças.

Daniel Pipes persiste em dizer que a resposta ao islão radical é o islão moderado. Pode ser que nem exista um islão moderado, mas pode ser que existe um feminismo moderado, e uma masculinidade madura para o encarar.

No seu livro Manliness, Harvey C. Mansfield disponibiliza o que ele chama de uma defesa modesta da masculinidade. Ele diz, "A masculinidade parece ser 50% boa, 50% má."

A masculinidade pode ser heróica e nobre, tal como os homens do Titanic que se sacrificaram em prol da máxima "mulheres e crianças primeiro", mas também pode ser insensata, teimosa e violenta.

Muitos homens irão ficar ofendidos ao lerem que a violência islâmica e as matanças de honra estão relacionadas à masculinidade, mas isso é um facto. O islão é uma versão comprimida de todos os aspectos sombrios da masculinidade. Temos que rejeitar tudo isso. No islão, os homens, e não só as mulheres, também perdem a liberdade para dizer o que pensam e no que acreditam.

No entanto, até uma versão moderada do feminismo pode vir a ser letal para o islão visto que esta religião sobrevive através duma subjugação extrema das mulheres. Privados disto, o islão irá sufocar e morrer. É verdade que o Ocidente ainda não encontrou uma fórmula para equilibrar de forma perfeita os homens e as mulheres do século 21, mas pelo menos estamos a trabalhar nisso. O islão encontra~se preso ao século 7.

Alguns homens lamentam a perda dum sentido de masculinidade no mundo moderno. Talvez um sentido de masculinidade significativo possa ser garantir que as nossas irmãs e as nossas filhas possam crescer num mundo onde elas têm o direito à educação e a uma vida livre, e protegê-las do barbarismo islâmico. Isto vai ser necessário.

Fonte:  http://bit.ly/1DGvCMe



terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O feminismo preparou o caminho para o islão - Parte 1

Por Fjordman

Alguns comentadores gostam de vincar que muitos dos defensores apaixonados e corajosos do Ocidente são mulheres, citando a escritora Oriana Fallaci bem como outras como exemplo. Mas mulheres como a senhora Fallaci, por mais corajosas que elas sejam, não são representativas das mulheres Ocidentais. Se olharmos com mais atenção, iremos observar que, em média, as mulheres Ocidentais são, na verdade, mais apoiantes do Multiculturalismo e da imigração em massa do que os homens Ocidentais o são.

Obtive muitos comentários nos meus posts em torno da violência islâmica anti-mulher que ocorre na Escandinávia. Muitos dos meus leitores perguntaram o que é que os homens estavam a fazer em relação a isso. Sinceramente, o que foi que aconteceu com os Vikings? Será que eles beberam demasiado hidromel em Valhalla? Apesar da mística romântica que existe em seu redor, os Vikings eram, em larga maioria, bárbaros selvagens. No entanto, duvido muito que eles olhassem para o lado enquanto as suas filhas eram assediadas por muçulmanos. De certa forma, isto faz com que os Escandinavos actuais sejam mais bárbaros do que os Vikings alguma vez foram.

Um dos motivos por trás desta falta de reacção é a censura deliberada e pervasiva dos média mainstream, feita com o propósito de ocultar dos olhos público geral a escala total do problema. No entanto, eu acho que o motivo mais importante centra-se com a variante extremista e anti-masculina do feminismo que há várias décadas atrás permeou a Escandinávia. O instinto protector masculino não opera porque as mulheres Escandinavas trabalharam incessantemente para o erradicar, e com ele erradicar tudo o que possa estar associado à masculinidade tradicional. Devido a isto, o feminismo fragilizou de forma considerável a Escandinávia, e talvez a civilização Ocidental como um todo.

O único partido significativo na Noruega que tem vocalizado uma oposição séria à loucura da imigração muçulmana é o partido de direita Progress Party. Este é o partido que recebe cerca de dois-terços, ou até 70% de votos masculinos. Do lado oposto da escala temos o partido da Esquerda Socialista, que dois-terços ou 70% de votos femininos. Os partidos mais críticos da imigração actual são partidos tipicamente masculinos, ao mesmo tempo que aqueles partidos que celebram sociedades multiculturais são dominados por mulheres. 

Do outro lado do Atlântico, se só as mulheres Americanas votassem durante o 11 de Setembro, o presidente Americano seria Al Gore e não George Bush [ed: quando o artigo foi originalmente escrito, George Bush era o presidente].

A explicação oficial que existe no meu país, para esta disparidade sexual nas escolhas de voto é que os homens são mais "xenofóbicos e egoístas" que as mulheres - que são mais compreensivas e possuem uma maior habilidade para demonstrar solidariedade para com os estrangeiros. Essa é uma hipotese. Outra hipótese é que, tradicionalmente, os homens é que tinham a responsabilidade de proteger a "tribo" e detectar o inimigo - uma necessidade num mundo animal. As mulheres são mais ingénuas e menos dispostas 1) a pensar profundamente e racionalmente nas consequências a longo-prazo de se evitar confrontos ou 2) a lidar hoje com realidades pouco agradáveis.

Não foram as feministas que disseram que o mundo seria um lugar melhor se as mulheres estivessem no controle, visto que não seria preciso o sacrifício dos nossos filhos? Ora, não é isso que elas estão a fazer nos dias de hoje, sorrindo e votando em partidos esquerdistas que mantêm as portas abertas à imigração de muçulmanos - os mesmos muçulmanos que irão atacar os seus filhos amanhã?

Outra possibilidade é que as feministas Ocidentais recusam-se a atacar a imigração muçulmana por motivos ideológicos. Muitas delas permanecem caladas perante o opressor tratamento islâmico das mulheres porque abraçam sentimentos "Terceiro-Mundistas" e anti-Ocidentais. Consigo observar algumas evidências em favor desta tese.

A escritora Americana Phyllis Chesler criticou de forma severa as suas irmãs nos seus livros tais como um com o titulo de The Death of Feminism. Ela sente que demasiadas feministas abandonaram o seu compromisso com a liberdade e "passaram a ser cobardes animais de manada e pensadoras totalitárias cruéis", e desde logo, falhando ao não confrontarem o terrorismo islâmico. Ele elabora uma imagem das universidades Americanas como locais imersos "num novo e diabólico McCarthyismo", encabeçado pela retórica esquerdista.

Chesler tem razão. Levando em conta a retórica de muitas feministas, toda a opressão do mundo tem as suas origens no homem Ocidental (que tanto oprime a mulher como o homem não-Ocidental). Os imigrantes muçulmanos são "colegas no sofrimento" causado por este viés. Na melhor das hipóteses, os imigrantes muçulmanos podem ser porcos patriarcais, mas nunca piores que o homem Ocidental. Muitas universidades Ocidentais têm disciplinas carregadas de ódio contra os homens, algo que seria impensável se a situação fosse inversa. 

É por isso que as feministas Escandinavas não apelam aos homens Escandinavos de modo a que estes demonstrem uma masculinidade mais tradicional e lhes protejam da agressão dos homens muçulmanos. A maior parte das feministas da Noruega é também apaixonadamente anti-racista e alguém que se irá opor a qualquer medida que vise limitar a imigração muçulmana, qualificando tais esforços de "racistas e xenofóbicos".

As feministas totalitárias da Noruega estão a ameaçar fechar companhias privadas que se recusem a ter conselhos de Administração compostas com pelo menos 40 porcento de mulheres até 2007 - uma regulação da economia ao estilo Soviético em nome da igualdade. Já li comentários feitos por políticos Socialistas e comentadores esquerdistas em alguns jornais, tais como o jornal pró-Multiculturalismo e feminista - alguns chamariam de Supremacista Feminista - Dagbladet, alegando que deveríamos também ter quotas para os imigrantes muçulmanos.

O que começou como feminismo radical passou gradualmente a ser, então, igualitarismo, a luta contra a "discriminação" de qualquer tipo, a ideia de que todos os grupos de pessoas deveriam ter uma fatia igual de tudo, e que é o papel do estado garantir que isso assim aconteça. Um bom exemplo disto é o Ombud for Gender Equality da Noruega, que em 2006 passou a ser The Equality and Anti-discrimination Ombud. As funções do Ombud são o de "promover a igualdade e combater a discriminação feita com base no género, origem étnica, orientação sexual, incapacidade e idade."

As feministas Ocidentais promoveram no Ocidente uma cultura de vitimismo, onde se ganha poder político através do estatuto que se tem dentro da hierarquia de vitimismo. De certa forma, é nisto que se centra o Politicamente Correcto. Para além disso, elas exigiram, e em larga escala conseguiram, a reescrição dos livros de história de modo a lidar com o alegado viés histórico; a sua visão do mundo entrou nos currículos, obteve hegemonia virtual nos média, e conseguiu caracterizar os seus críticos de "intolerantes".De modo a torná-la menos "ofensiva", elas conseguiram até alterar a própria língua que nós usamos. As feministas radicais são a vanguarda do Politicamente Correcto.

Quando os muçulmanos, que mais do que todos gostam de se apresentar como vítimas, entram nas nações Ocidentais, eles observam que a maior parte do seu trabalho já  foi feito. Eles podem usar a estabelecida tradição de alegar ser uma vítima, exigir intervenção estatal, e até quotas para lidar com isto, bem como uma total reescrição da história e campanhas públicas contra a intolerância e o discurso de ódio. As feministas Ocidentais pavimentaram assim o caminho para as forças que irão desmantelar o feminismo Ocidental, e acabaram por se encontrar na mesma cama, e às vezes de forma literal, com as pessoas que as querem escravizar.

Gudrun Schyman, política Sueca Marxista, sugeriu um projecto de lei que iria taxar colectivamente os homens devido à violência contra as mulheres. Num discurso feito em 2002, esta mesma famosamente alegou que os homens Suecos são como os Talibãs. Um colunista  do jornal Aftonbladet respondeu afirmando que Schyman estava certa: Todos os homens são como os Talibãs.

A ironia disto tudo é que num estado islâmico semelhante àquele que os Talibãs estabeleceram no Afeganistão, certos grupos de pessoas pagam um especial imposto punitório simplesmente por serem o que são, e não devido ao dinheiro que ganham. As feministas radicais tais como a senhora Schyman estão, portanto, mais próximas dos Talibãs, embora eu esteja certo de que a ironia lhes passará completamente ao lado.

O grito de guerra de Schyman é "Fim à família nuclear!" Eu já ouvi o mesmo slogan a ser repetido pelas jovens feministas Norueguesas em anos recentes. Schyman alega fervorosamente que a actual estrutura familiar encontra-se "fundamentada nos papéis de género tradicionais onde a mulher se encontra subordinada ao homem. A hierarquia do género, da qual a violência contra as mulheres é a expressão maior, foi cimentada.” “Os conservadores querem fortalecer a família e eu acho isto gravemente preocupante.”

No ano de 2000, a feminista Sueca Joanna Rytel, do grupo activista Unf**ked Pussy, entrou em palco durante uma programação ao vivo do concurso Miss Suécia. Ela escreveu também o artigo com o título I Will Never Give Birth to a White Man ["Nunca Darei à Luz um Homem Branco] para um grande jornal Sueco. Em 2004, Rytel explicou o porquê de odiar os homens brancos - eles são egoístas, exploradores, vaidosos, e obcecados com o sexo - e em caso dela não ter deixado as coisas suficientemente claras, ela acrescentou, "não quero homens brancos, por favor..... Muito obrigada, mas eu vomito sobre eles.”

A misandria, o ódio aos homens, não é necessariamente menos comum que a misoginia, o ódio às mulheres. A diferença é que a primeira é socialmente muito mais aceitável.

Se toda a opressão tem as suas origens junto dos homens Ocidentais, então é perfeitamente lógico tentar enfraquecê-los o mais possível. Se assim agirmos, um paraíso de paz e igualdade espera por nós do outro lado do arco-íris.

Os meus  parabéns, mulheres da Europa Ocidental. Vocês foram bem sucedidas na vossa perturbação e ridicularização dos vossos filhos, o que causou a que eles suprimissem os seus naturais instintos masculinos. Para vossa surpresa, vocês não entraram numa Nirvana feminista, mas prepararam o caminho para um inferno islâmico.

Tal como as feministas alegam, está correcto dizer que uma sociedade hiper-feminista não é tão destrutiva como uma sociedade hiper-masculina. O problema é que uma sociedade demasiado "macia" não é sustentável. Em vez disso, ela será esmagada mal ela se depare com uma sociedade mais tradicional e mais agressiva. Em vez de "terem tudo", as mulheres Ocidentais estão a perder tudo. O que é que as feministas farão quando se depararem com um gangue de muçulmanos agressivos? Queimar os sutiãs e lançar sobre eles as edições de bolso do livro "Monólogos da Vagina"?

Talvez as mulheres possam ser bem sucedidas em transformar os seus homens em capachos, mas isso terá consequências negativas na sobrevivência da sua nação, bem como da civilização Ocidental. Segundo a feminista Italo-Americana Camille Paglia, "Se a civilização tivesse estado sob controle das mulheres, nós ainda estaríamos a viver em cabanas de palha." Isto pode ser um exagero, mas a energia masculina é definitivamente a força-motora de qualquer sociedade dinâmica.

A violência muçulmana anti-mulher que ocorre no Ocidente é um sintoma da desagregação da Utopia  feminista. As liberdades têm que ser impostas através da violência ou através duma ameaça credível de violência, ou então essas liberdades não fazem sentido. Embora as mulheres possam tomar medidas para se proteger, a responsabilidade primária pela protecção das mulheres irá sempre pertencer aos homens. Consequentemente, as mulheres só terão uma grau de liberdade se os homens estiverem dispostos e capazes de a garantir. O facto das teorias feministas não reconhecerem isto é uma falha grava da sua parte.

A diferença entre os direitos das mulheres e as desilusões das mulheres é definido por uma [arma] Smith and Wesson, e não por uma Betty Friedan ou por uma Virginia Wolf.

O escritor Dinamarquês Lars Hedegaard não acredita na teoria de que as mulheres apoiam a imigração muçulmana apenas e só devido à sua ingenuidade irracional ou crenças ideológicas. Ele acredita que as mulheres simplesmente querem isso, tal como ele escreveu numa coluna com o título de “O sonho da submissão.” Tal como eu, ele repara que as mulheres são mais susceptíveis que os homens de apoiar partidos que são mais abertos à imigração muçulmana.

Porque é que isto acontece, visto que não existe no mundo um país com maioria muçulmana onde as mulheres têm os mesmos direitos que os homens? E Hedegaard faz a pergunta provocante: São as mulheres mais estúpidas e menos iluminadas que os homens visto que elas estão em grande número a preparar o caminho para a sua própria submissão? Ele responde duma forma igualmente provocante:

Quando as mulheres prepararam o caminho para a Sharia, é porque presumivelmente elas a querem.

Elas não querem a liberdade porque elas sentem-se atraídas à subserviência e à subjugação. A escritora inglesa Fay Weldon notou que "Para as mulheres, há algo de  sexualmente atraente na submissão." E tal como Hedegaard secamente ressalva, se a submissão é o que muitas mulheres buscam, então os feminizados homens Dinamarqueses são aborrecidos quando comparados com os sheiks dos desertos que não deixam as mulheres sair de casa sem autorização.

Os muçulmanos gostam de ressalvar que há mais mulheres Ocidentais que homens Ocidentais a converter ao islão, e este facto é parcialmente verdadeiro. O islão significa "submissão". Será que existe algo que é mais atraente para algumas mulheres que para a maioria dos homens? Será que as mulheres se submetem mais facilmente quando estão na presença de poder [masculino]? 

Num artigo de jornal centrado nas mulheres Suecas que se estão a converter ao islão, o nível de atracção que elas têm pela vida familiar islâmica parece ser um traço comum entre as mulheres que se convertem. Muitas delas declaram que no islão, os homens são mais racionais e lógicos, enquanto que as mulheres são mais emotivas e carinhosas. Isto significa que a mulher é que deve cuidar das crianças e das tarefas domésticas, enquanto que o homem deve ser quem trabalha e quem sustenta a família. Muitas mulheres sentem que a sua vida não tem propósito, mas o Cristianismo não parece ser uma alternativa para elas. [ed: Pelo menos não o "Cristianismo" feminista que existe no Ocidente]

A fixação que a sociedade moderna tem pela aparência, e as condições de vida mais severas para as mulheres, a quem se exige que tenha uma carreira profissional e seja a dona de casa, também são algumas das causas. E isto não deixa de ser curioso, levando em conta que foram as próprias mulheres - e não os homens -, encorajadas por programas tais como o da Oprah Winfrey, que falaram em "ter tudo". Os homens sabem que ninguém pode "ter tudo" visto que tem que se abdicar de algumas coisas para se obter outras. Será que as mulheres finalmente descobriram que a vida de trabalhadora não é aquilo que lhes foi dito que era? Afinal de contas, e de modo global, os homens morrem anos mais cedo que as mulheres.

O enredo do livro "O Código Da Vinci", do novelista Dan Brown, defende que a história moderna do Cristianismo é um gigantesco plano patriarcal para retirar às mulheres os direitos que elas supostamente tinham antes da chegada do Cristianismo - durante a era do "feminino sagrado" e da deusa da fertilidade que estava sempre grávida e descalça. Mas se isto é verdade, porque é que as mulheres são a maioria das pessoas dentro das igrejas Europeias? Porque é que as mulheres livremente escolhem as religiões patriarcais e "opressoras"? É provável que os filósofo Francês Ernest Renan estivesse no caminho certo quando qualificou as mulheres de "o sexo devoto". Será que as mulheres precisam mais da religião que os homens?

Será que as feministas nada mais estão a fazer que a testar os limites dos homens, na esperança de encontrar algum tipo de equilíbrio entre os sexos, ou será que elas estão a testar os homens de modo a apurar quem são os homens suficientemente fortes para oferecer resistência às suas exigências, e desde logo, quais são os homens capazes de resistir a outros homens em seu lugar? Ouvi uma feminista, que era um fervorosa feminista durante os anos 70, a lamentar a forma como as famílias haviam sido destruídas e separadas. Ela ficou surpreendida com a reacção, ou a falta duma, por parte dos homens:

Nós fomos terríveis. Porque é que vocês não nos pararam?!

Em termos psiquiátricos, é mais frequente as pacientes [mulheres] terem mais feridas auto-infligidas ou comportamento auto-destrutivo que os homens; estes últimos tendem a direccionar a sua agressividade para fora. Também é um facto amplamente conhecido que muitas mulheres se culpam pelo comportamento violento dos maridos, e desculpam esse mesmo comportamento. Será que o Ocidente absorveu alguns dos traços negativos da psique feminina? O Ocidente recém-feminizado é atacado e agredido pelos Árabes e pelos muçulmanos, mas o Ocidente continua a culpar-se a ele mesmo, ao mesmo tempo que continua fascinado pelos seus abusadores. 

O Ocidente está, portanto, a agir como uma mulher com ódio dela mesma perante um marido violento.

Continua na 2ª Parte....



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