segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Quando o "Sim" chega tarde demais

Esta é a história duma feminista que disparou sobre o próprio pé e a história em torno da duplicidade e hipocrisia das feministas. O que elas dizem às outras mulheres está totalmente desligado do que elas querem para si mesmas.

Jessica Bennett é uma escritora americana que conheceu o homem da sua vida quando ela tinha 23 anos. Quando ela tinha 24 anos, ele pediu-a em casamento de modo romântico e grandioso:

Eu amava-o desesperadamente. Eu sabia de forma segura que era com ele que eu queria ficar. Nós estávamos em harmonia e eu queria fazer uma moldura com as suas covinhas na bochecha.
Mas ela recusou-se a casar com ele uma vez que ela era uma feminista que estava orientada para a carreira profissional e para a independência. Mesmo assim, ele ficou com ela durante o tempo em que ela escrevia textos contra o casamento. Um dos artigos que ela escreveu colocou a infidelidade sob uma luz positiva; outro declarou o casamento uma instituição ultrapassada, inferior ao modelo Europeu de uniões de facto:
...quando estes casais independentes e igualitários decidem não casar, eles não perdem a estabilidade. Olhem para os casais Europeus: eles são mais felizes, menos religiosos e mais inclinados a acreditar que o casamento é uma instituição ultrapassada. Para além disso, a sua taxa de divórcio é uma fracção da nossa.
O que é que aconteceu ao namorado que queria tanto casar-se com ela? Qual foi a sua resposta ao facto da namorada escrever contra o casamento? Isto é o que transpirou da conversa entre eles:
Falei com meu namorado sobre o artigo, e ele girou os olhos. Garanti-lhe que o mesmo não se aplicava a nós, mas ele disse que já não importava. Através dos anos, explicou-me ele, eu tinha-o convencido de que ele também não acreditava no casamento.
Portanto, esta teoria em torno do casamento não se aplicava ao seu próprio relacionamento. O que ela queria e ansiava para o seu relacionamento era bem distinto do que ela queria para o resto da sociedade. No entanto, ela não conseguiu imunizar o seu relacionamento das suas crenças. O seu namorado acreditou no que ela disse, e perdeu a sua fé no casamento. E isto logo na altura em que ela começava a mudar a sua opinião e a aquecer a ideia do casamento:
Foi então que um dia, e num dos clichés mais usados que existe, comecei a sonhar acordada acerca do casamento ... Comecei a pensar no tipo de roupa que eu e ele usaríamos, quem estaria no casamento e se nós escreveríamos os nossos votos.

De forma tímida, falei no assunto, só para saber como é que ele se encontrava. Deitados na cama, perguntei: "Ainda queres ir avante? Não acreditas mesmo no casamento?"

"Eu casaria contigo Câmara Municipal," respondeu ele, mas nunca mais falou nisso.

Noutra situação, ele atirou-me o meu próprio argumento: "Porque é que temos que nos casar? É só um pedaço de papel."

Algum tempo depois, ele acabou comigo de forma abrupta e saiu de casa.

Tínhamos passado sete anos a viver num apartamento com 182 m2, em Nova Iorque, inseparáveis e interligados. No entanto, o nosso relacionamento acabou numa só noite. Não preciso qualquer discussão.
O que, agora, depois de passar todos aqueles anos a falar contra o casamento, levou a que ela disse-se que:

À medida que eu tentava fazer algum sentido do que se estava a passar, tive uma visão do porquê o pedaço de papel ser tão importante para ele. Sim, até pode ser uma tradição antiga e um ritual ultrapassado, mas era também um contracto.

Durante a altura em que ele empacotava as suas coisas, lembrei-me duma conversa que a minha co-autora da Newsweek tinha tido com a sua mãe em torno do meu artigo.

"Eu digo-te o porquê de precisares dum casamento" a mãe disse-lhe. "Torna as coisas mais difíceis para a pessoa que se quer ir embora."

Lembro-me que a dada altura nós rimo-nos das suas palavras. Legalmente requerer que alguém fique parece-me desespero e patético. Mas será que teria resultado? Nunca saberei.

O que aprendi foi isto: embora "e viveram felizes para sempre" pode até ser uma farsa, há qualquer coisa por trás da frase "Sim, aceito casar-me contigo."

* * * * * * *

Claro que há algo por trás da frase "Sim, aceito casar-me contigo." Chama-se "felicidade", coisa que as feministas têm privado a milhões de meninas impressionáveis afirmando que a instituição que melhor lhes protege é "antiquada" e "ultrapassada". Em vez disso, agora temos legiões de mulheres arrependidas por terem bebido do veneno Beauvoiriano devido a promessas de "independência" e "força".

Mas nem tudo são más notícias; graças ao feminismo, há cada vez menos gatos sem uma casa para viver, e mais mulheres disponíveis para cuidar deles.

Feminismo: aumentando o número de gatos com casa e comida grátis.


8 comentários:

  1. RSRS Ótimo texto lucas! É Trágico para não dizer cômico, mas... Rí demais aqui!

    ResponderEliminar
  2. Uma Nova Moral Olímpica
    O queniano Ezequiel Quemboi, Vencedor dos 3000 metros com Barreiras: Um alteta africano Estar respondendo um Processo POR UM Tentativa de homicídio nao é "incompatível com o Espírito olímpico" ...
    http://dextrahodie.blogspot.com.br/2012/08/a-nova-moral-olimpica.html
    .
    .
    .

    atleta britanico,Aaron Cook -numero um do mundo no Taekwondo na categaria ate 80 kg- fica fora da olimpiada apos federação britânica escolher o numero 56 do mundo,Lutalo Muhammad, para representa-la.


    http://www.bnp.org.uk/news/national/2012-anti-british-olympic-tax-dodge-and-favouritism-event
    .

    ResponderEliminar
  3. Aprendeu, da pior forma, que se colhe o que se planta... ou será que não? A cegueira imposta pelo feminismo atinge as raias do absurdo...

    ResponderEliminar
  4. http://m.g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2012/08/mae-mata-propria-filha-com-ajuda-de-companheira-em-praia-grande-sp.html

    Mais um caso bizarro...

    ResponderEliminar
  5. Não tem como a mulher não participar da sociedade, trabalhando, votando e cuidando dos filhos, entre outras coisas. Ainda mais nos dias de hoje com os homens soltando a franga por aí e pouco se lixando pra família. É mais fácil os gays quererem se casar (nem sei pra que isso) do que um homem assumir uma família com mulher e filhos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. e qual homem sensato iria querer casamento com as mulheres promíscuas e infiéis de hoje em dia?

      Eliminar
  6. HAHAHAHA
    Frase do dia: "Feminismo: aumentando o número de gatos com casa e comida grátis."

    ResponderEliminar

Os 10 mandamentos do comentador responsável:
1. Não serás excessivamente longo.
2. Não dirás falso testemunho.
3. Não comentarás sem deixar o teu nome.
4. Não blasfemarás porque certamente o editor do blogue não terá por inocente quem blasfemar contra o seu Deus.
5. Não te desviarás do assunto.
6. Não responderás só com links.
7. Não usarás de linguagem PROFANA e GROSSEIRA.
8. Não serás demasiado curioso.
9. Não alegarás o que não podes evidenciar.
10. Não escreverás só em maiúsculas.
-------------
OBS: A moderação dos comentários está activada, portanto se o teu comentário não aparecer logo, é porque ainda não foi aprovado.

ATENÇÃO: Não será aceite comentário algum que não se faça acompanhar com o nome do comentador. ("Unknown" não é nome pessoal).

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT