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quinta-feira, 25 de abril de 2013

O apagamento dos registos cristãos na União Europeia

Por José Ribeiro e Castro

É cada vez mais difícil ter dúvidas de que existe uma agenda europeia escondida no sentido de, pé aqui, pé acolá, apagar os registos cristãos do nosso continente. É uma manifestação do que muitos designam de cristofobia.
Aquando do fracassado projecto de Tratado Constitucional, foi muito acalorado o debate sobre apagar, ou não deixar apagar, qualquer referência histórica ao Cristianismo no preâmbulo da Constituição Europeia. Nessa altura, participei num vasto movimento transeuropeu contra esse apagamento, que vinha proposto pela Convenção. Entregámos mais de 1 milhão de assinaturas à Presidência italiana, em 2004, afirmando a herança cristã da Europa - a luta saldou-se por um empate, consagrado pela Presidência irlandesa, em 2005: não ficou menção expressa às raízes cristãs,  mas o Preâmbulo caiu todo, sendo substituído por um texto mais simples onde se falava em geral da espiritualidade. A querela geral mereceu vários comentários como do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura ou do Cardeal Ratzinger, futuro Papa Bento XVI.
Há dois anos, foi a vez da forte polémica em torno na descoberta e denúncia de que a Comissão Europeia há anos que editava anualmente uma agenda escolar, onde constavam as festas judaicas, muçulmanas, hindus, etc., mas de que as festas e feriados cristãos haviam sido meticulosamente apagados. Houve protestos fartos. A agenda foi recolhida e substituída. 
Agora, chega nova notícia: na Bélgica francófona, estão a ser eliminadas por ordem do Governo todas as denominações cristãs associadas a férias escolares, substituindo-as por referências às estações do ano. Roça o ridículo, mas é sinal de extremismo - extremismo soft, mas extremismo na mesma. 
Deve dizer-se, aliás, que não é facto novo Antes integra a crise geral de descristianização que atingiu a Bélgica e, mais intensamente, as regiões francófonas. Já há vários anos, por exemplo, que o próprio partido democrata-cristão francófono mudou de CDC para CDH, isto é, de Centre Démocrate-Chrétien para Centre Démocrate Humaniste... 
No meu caso, não me esqueço da minha primeira sessão no Parlamento Europeu, quando lá entrei pela primeira vez como deputado, na semana de plenário em Estrasburgo. É um episódio que gosto sempre de contar. Foi em Dezembro de 1999. Era uma 2.ª feira ao fim da tarde, na abertura da última semana de sessão, antes do Natal. Entro na sala e deparo com uma discussão armada entre um deputado dinamarquês, e um deputado alemão de origem turca. O detonador da discussão tinha sido uma interpelação à Mesa sobre os cartões de Boas Festas editados pelo Parlamento Europeu. 
E o que discutiam eles? Discutiam se o Natal era, ou não era, uma tradição europeia. O dinamarquês dizia que sim; o turco-alemão berrava que não. Vários deputados molharam a sopa na discussão. Passados alguns minutos, quem presidia à sessão tirou as conclusões: o Natal não era uma tradição europeia. 
Fiquei esclarecido sobre o sítio onde estava a chegar.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Ainda há esperança para a Inglaterra?


Terreno fértil para a evolução Darwiniana e para o ateísmo - e, mais recentemente, para a propagação do islão - há já algumas gerações que se reconhece que a Inglaterra perdeu a sua herança Cristã. No entanto, os resultados duma sondagem recente, publicada pela Oxford University, indicam que uma larga maioria encontra-se pronta para regressar às raízes Cristãs.

E qual é a percentagem de britânicos que defendem a crença de que o Cristianismo deve fazer um regresso? Uma sondagem da YouGov revela que quase dois terços (64%) dos 1,800 participantes no estudo acreditam que o Cristianismo deveria ser ensinado nas escolas uma vez que as crianças precisam de saber mais dessa confissão religiosa como forma de entenderem melhor a História Inglesa.

Para além disso, 57% dos inquiridos afirmou que aprender mais sobre o Cristianismo é essencial para os estudantes de modo a que eles tenham um melhor entendimento da cultura inglesa

Mas será que os ingleses acreditam que o Cristianismo deveria ser ensinado por outros motivos que não o conhecimento histórico e cultural? Apurou-se que uma pequena maioria, cerca de 51% dos sondados, acredita que o Cristianismo fornece uma bússola moral que ajuda as crianças a distinguir o certo do errado.

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Um segmento substancial dos entrevistados (43%) afirmou que um ênfase maior deveria ser colocado nos ensinamentos do Cristianismo no decorrer das aulas de ER (Educação Religiosa). Ao mesmo tempo, 37% dos participantes da sondagem afirmou estar preocupado com o facto dos professores de ER não serem capazes de ensinar o Cristianismo de modo eficiente uma vez que eles sabem tão pouco do mesmo.

O editor deste blogue afirma:

O que esta sondagem revela é que uma maioria dos ingleses acredita que aprender e entender o Cristianismo é essencial para entender a cultura Inglesa. Isto é uma forma de admitir que a cultura Inglesa foi largamente moldada pelo Cristianismo e ela não pode ser separada de Cristo. Remover o Cristianismo deixará os estudantes incapazes de compreender a sua própria história e, portanto, incapazes de amar o seu próprio país.

Outra item revelador é o facto da maioria admitir que sem o Cristianismo não há guia moral, isto é, a irreligiosidade conduz uma sociedade para o amoralismo. Não haverá entendimento concreto do certo e do errado divorciado do Cristianismo.

Os inquiridos estavam também preocupados com a inabilidade dos professores de ensinar de modo suficiente esta religião, o que significa que eles reconhecem a forma superficial a religião é apresentada.

Tudo isto é bom e se calhar há uma possibilidade dum avivamento da Grã-Bretanha - mas nós não devemos suster a respiração.

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E o que é a Inglaterra actual? (Fonte: Neo-Ateísmo Português)

O país onde um casal cristão, por ser cristão, não pode adoptar uma criança, e um par de homossexuais pode.

O país onde um casal cristão é punido se não disponibilizar um quarto e uma cama da sua casa de família, a qualquer par de homossexuais que lhes bata à porta.

O país onde usar um crucifixo é motivo para despedimento por justa causa.

O país onde o director da emissora pública de rádio e televisão admite que a estação ridiculariza os cristãos, por serem pacíficos, e respeita os muçulmanos, por serem violentos.

Bem-vindos à Inglaterra! Estado oficialmente cristão-anglicano, mas anticristão na prática.

É também o país de Richard Dawkins, o profeta ateu que, até hoje, ninguém ainda percebeu se será um incompetente lobo em pele de cordeiro, ou apenas um esquizofrénico.

Em alguns dias diz que o Cristianismo deve ser respeitado e é melhor do que o Islão, noutros confessa que ambiciona destruir o Cristianismo e apela à multidão de seguidores para ridicularizarem e não respeitarem as crenças dos cristãos.

Às vezes diz-se "cristão cultural" e teme que o Cristianismo possa dar lugar ao Islão. Mas não se conhecem discursos e palavras de Dawkins declaradas à frente de jornalistas, no meio da rua e em protesto contra o Islão, no mesmo tom que usou para dirigir insultos, calúnias e provocações aos católicos e ao Papa quando este visitou a Inglaterra.

Conclusão: O sistema judicial e o governo inglês que continuem empenhados em banir o Cristianismo do território. O Islão agradece e os homossexuais, depois do gayzismo anticristão ser descartado como a idiotice útil que já cumpriu o seu papel, saberão o que é a verdadeira "homofobia". 

Quanto aos ateus, não consta que o Islão lhes reserve tratamento melhor, mas não é de esperar que esses iluminados parem de atacar os cristãos. Em nome do "mundo livre". Leia-se: islâmico.
 
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Mas há mais. Inglaterra é também o país onde:
. . . . .Ê muito mais.

Conclusão:

De qualquer da formas, mais cedo ou mais tarde a Inglaterra vai voltar a estar sob forte domínio religioso. Resta saber qual vai ser a religião. Analisando as taxas de natalidade, não é preciso ser o Profeta Daniel para fazer uma previsão acertada.



sábado, 3 de março de 2012

Nancy French não entende o porquê dos homens evitarem o casamento


A Nancy French questiona-se sobre as coisas que o casamento podem oferecer aos homens, e decide que algumas alterações terão que ocorrer se se quiser levar os homens a considerar o casamento como algo que faz parte do processo normal e antecipado da idade adulta:
Os pais têm que parar com os divórcios por motivos frívolos. Muitos homens que hoje têm 20-30 anos são o produto destes divórcios e como tal, não possuem exemplos de vida. Eles podem estar em busca de amor mas não sabem o que procurar. [...]

Segundo, temos que fazer recuar a mensagem que os boomers enviaram às jovens mulheres em torno do empoderamento feminino. De facto, não é coincidência que as taxas de casamento tenham caído a pique lado a lado com o fascínio americano pelo movimento feminista.

Dar poder às mulheres, tal como definido pelas feministas, não é libertador para as mulheres e nem aproxima os casais. Apenas os separa. Foca-se na mulher como vítima perpétua do Grande Homem Mau.

Porque é que um homem se casaria quando ele é classificado de "porco sexista" mal diz "Olá" ? No espaço de algumas décadas as mulheres conseguiram demover os homens de protectores e providenciadores respeitados para pessoas desnecessárias, irrelevantes e dispensáveis.

Mudar estas coisas não alteraria o estado actual do casamento. O que se passa não é que os homens não sabem o que querem. Eles sabem o que querem; o que se passa é que não estão a encontrar o que procuram.

Além disso, não é o facto de serem classificados de "porcos sexistas" que desmotiva os homens para o casamento, mas sim a garantia de sujeição económica e a inaceitável elevada possibilidade de perder a sua casa, as suas poupanças, os filhos e ver o lucro líquido futuro a reduzir.

Dentro do sistema legal onde segundo a lei ele não só não tem qualquer tipo de protecção, como pode até ser forçado para fora de casa tendo como base uma falsa acusação, é absurdamente irresponsável recomendar o casamento aos homens.

O casamento é extremamente importante para a estabilidade e sobrevivência da sociedade, mas a forma legal actual do casamento é maligna e deleteriosa para a sociedade, para os homens, para as mulheres e para as crianças.

Basicamente, a única entidade que fica a ganhar com o feminismo é o Estado - precisamente aquele que apoia o feminismo com dinheiro público.

Para se vêr o quão tóxicas as mulheres sob o efeito do feminismo se tornaram, considerem os seguintes relatos:

Em Lisboa, dois jovens enfermeiros casam após a conclusão dos respectivos cursos. O pai do jovem, trabalhador de classe média, num arrojo de amor paternal pelo seu filho disponibilizou as poupanças do sacrifício da sua vida, e ofereceu ao seu filho um apartamento em Telheiras (zona cara da cidade de Lisboa).

Pouco depois do casal ter dois filhos, a esposa inicia uma relação adúltera e um dia, quando o marido saiu de casa para o serviço, trocou a fechadura da casa! Ao marido, sem família, sem os seus filhos e sem os seus haveres restou alojar-se num quarto de pensão.

No divórcio o tribunal decretou, à revelia deste homem, que a senhora ficaria com a tutela dos filhos e, por consequência, com a casa para os criar.

A este homem, cujo pai lhe tinha oferecido uma casa numa zona central e luxuosa de Lisboa, após a humilhação, espoliação e perda de contacto com os filhos, restou ir viver solitariamente para um bairro da periferia da cidade ficando com os encargos da casa, da mobília e pensão de alimentos que o tribunal decretou para os seus filhos.

Isto é o que as feminazis qualificam de "igualdade". É com este tipo de mulher feminista que os homens têm que forçosamente que se casar?

Em Portugal ocorrem cerca de 20,000 divórcios por ano. Desses 20,000, 80% são iniciados pela mulher. Isso ocorre porque as mulheres sabem que, em caso de divórcio, não só o seu estilo de vida vai ser mantido, como lhe vai ser entregue a tutela dos filhos e lhe vai ser conferida uma injusta pensão alimentar proveniente do mesmo marido cuja companhia ela dispensa mas cujo dinheiro ela deseja.

Eis outro exemplo (este de um extracto mais baixo da sociedade):

Um homem vivia nos arredores de Sacavém e trabalhava numa empresa metalúrgica em Alverca (ambas localidades da periferia de Lisboa). Vivia só numa casa modesta e acolhedora, que era de sua propriedade.

Conhece uma senhora solteira e com um filho e inicia uma vida com ambos em união de facto. Quando um dia, após uma confraternização de amigos, este homem chega a casa embriagado, a senhora aproveitando-se do seu estado de embriaguez extraiu-lhe a chave de casa e lança-o na rua. Literalmente na rua!

Este homem, sem outra possibilidade, passou a abrigar-se sob um viaduto do auto-estrada do Norte. O tribunal decidiu que, tendo a senhora um filho menor, ficaria ela a desfrutar da casa.

Ao homem restou o abrigo sob o viaduto, a consequente perda de condições físicas e de higiene para poder permanecer no seu emprego, o despedimento e a morte pelo frio no Inverno seguinte sob o mesmo viaduto.

* * * * * * *

Muitos outros exemplos poderiam ser listados, mas podemos ter uma ideia do que leva os homens a evitar a mulher ocidental como parceira de casamento. O ponto a reter é: existem motivos suficientemente fortes que levam os homens a colocar de lado o casamento.

Enquanto este sistema legal - sobre o controle feminista - existir, o casamento com a mulher ocidental vai ser sempre um risco muito grande, mesmo com as mulheres que aparentemente "condenam" o feminismo. Ou o homem evita o casamento ou procura mulher noutra cultura.


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