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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Violência doméstica: a Dama de Gelo

Uma mulher acusada de esquartejar o ex-marido e o amante e esconder os corpos em um porão sob concreto admitiu os crimes ao começar a ser julgada nesta segunda-feira em Viena, na Áustria. O julgamento vem ganhando grande atenção da mídia austríaca, que apelidou a mulher, dona de uma sorveteria em Viena, de "Dama de Gelo".

Estibaliz Carranza, que tem dupla cidadania espanhola e mexicana, é acusada de matar o ex-marido com um tiro na cabeça em 2008 e de matar o amante dois anos depois enquanto ele dormia.

A mulher, hoje com 34 anos, contou no tribunal como teria cortado os corpos e os escondido com concreto no porão da sorveteira depois de congelá-los.

Ela contou que desmembrou o corpo do ex-marido com uma serra eléctrica.

Abusos

A promotoria a descreveu como uma mulher perigosa e de sangue frio, que planeou os dois crimes. Mas a defesa alega que ela sofria abusos e era tiranizada pelos dois homens. Carranza alega que o ex-marido gritava com ela e ironizava sua falta de fluência em alemão e que o amante era infiel.

Uma avaliação psiquiátrica indicou que Carranza sofria de uma desordem de personalidade, além de sérias anormalidades mentais e psicológicas.

O caso foi descoberto por acaso no ano passado, quando pedreiros que trabalhavam no local encontraram ossos e outros pedaços de corpos no porão da sorveteira.

Estibaliz Carranza fugiu então em um táxi para a Itália, onde foi presa e extraditada para a Áustria.

A mulher é defendida pelo advogado Rudolf Mayer, que se tornou conhecido no país por defender também Joseph Fritzl, preso em 2008 por manter uma relação incestuosa com a filha, a quem manteve em cativeiro em um porão de sua casa por 24 anos.




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Mãe que deixou a filha morrer de fome enfrenta acusação de homicídio

A jovem de 16 anos, portadora de deficiência mental, terá sido vítima da ideologia "pró-fome" da mãe. Pesava apenas 18 quilos quando foi encontrada morta pela polícia.

A filha, à esquerda, quando era mais nova, e a mãe

Ebony Berry, de 38 anos (na foto e ao lado duma foto da filha quando esta era mais nova), ter-se-á recentemente juntado a um grupo "pró-fome" no Facebook e, segundo os familiares, citado pelo tablóide Daily Mail, castigava regularmente a filha, Markea Blakely-Berry.

Na última sexta-feira, o pai da adolescente recebeu uma chamada da ex-mulher a avisar que a filha tinha desmaiado. Quando a polícia chegou, já a encontrou sem vida.

A mãe enfrenta agora acusações de homicídio e crueldade contra crianças por suspeitas de deixar a filha morrer de fome.

Segundo a avó paterna da vítima, Ebony Berry "odiava" a filha.

Fonte

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Violência doméstica é um triste fenómeno que aflige pessoas e não exclusivamente mulheres. A mulher é tão violenta como o homem. A diferença é que, devido à sua natural inferioridade física, a violência feminina ou é dirigida às crianças, ou é levada a cabo através de outros homens ou instituições criadas pelos homens (forças policias ou governo).





sexta-feira, 8 de junho de 2012

Quem foi Mary Ann Cotton?

Duas décadas antes de Jack o Estripador aterrorizar as ruas de Whitechapel em Londres, Mary Ann Cotton havia-se já tornado numa máquina de matar, chegando a matar até 8 dos seus próprios filhos, 7 filhos adoptivos, a sua mãe, três maridos, um amante - e um amigo inconveniente.

Mesmo os aficionados pelo crime - aqueles familiarizados com nomes como Shipman, Nilsen, Sutcliffe e West - pouco ou nada sabem dela. Ela foi practicamente apagada da História e permanece apenas como uma curiosidade meio esquecida do Nordeste inglês.

A sua escolha de veneno era o arsénico, favorito dos assassinos da História largamente por motivos pragmáticos:

  • Dissolve-se em líquidos quentes (ex: chá) e como tal é fácil administrá-lo.
  • Encontrava-se largamente disponível.
Embora durante esta altura as autoridades estivessem a iniciar um certo tipo de regulação às vendas de arsénico, uma elevada concentração poderia ainda ser obtida numa substância conhecida como "sabão macio" - um desinfectante caseiro.

Havia ainda um terceiro motivo:

  • Como era do conhecimento de Mary Ann, os sintomas de envenenamento por arsénico eram vómitos, diarreia e desidratação. Um médico ocupado e sem qualquer tipo de desconfiança estava mais propenso a diagnosticar esta junção de sintomas como gastroenterite - especialmente em pacientes pobres e subnutridos - e não como assassínio.
Segundo os óbitos e os certificados de enterro, todas as suas vítimas morreram de problemas gástricos.

Aparentemente ela desempenhou o papel de esposa e mãe em luto na perfeição, dificultando ainda mais a contabilização exacta do número de pessoas que ela matou.

É difícil não acreditar que havia um elemento de gratificação no controle que ela exercia - que ela era, dito de outro modo, uma psicopata. Não há duvidas de que a ganância era um motivo bastante forte à medida que marido após marido, ela subia a escada social da nova e móvel sociedade - onde, pela primeira vez, as pessoas comuns tinha seguro de vida.

A sua desesperada auto-promoção e a maneira terrível como ela a levou a cabo garantiram uma audiência estranhamente simpatética nos seus meses finais e depois da sua execução. Isto leva-nos a ficar confusos em relação ao nosso entendimento duma mulher que, segundo qualquer tipo de padrão, era uma assassina implacável.

Se a vida moderna a tinha acompanhado e a tinham transformado no "monstro com forma humana", como mais tarde foi descrita no Newcastle Chronicle, ela [a vida moderna] também forneceu os meios que levaram à sua prisão. Ela havia envenenado o filho adoptivo de 7 anos, Charles Edward Cotton, no Verão de 1872 - aparentemente como forma de desbravar caminho para mais um relacionamento, desta vez com Quick-Manning.

Depois dum post-mortem levado a cabo numa mesa de cozinha, foi determinada a morte por "causas naturais".

Mas isto não foi suficiente para a policia, os jornais e a nova disciplina da ciência forense, que, juntas, desempenharam o seu papel na revelação do seu passado. Foram os jornalistas, motivados pela fofoca local, que inicialmente solicitaram as investigações que rapidamente revelaram o número total de maridos mortos, filhos perdidos e as evidências de assassínio por arsénico.

E a polícia - ainda uma força relativamente nova na vida provincial - agiu em conformidade.

Em 1873, Mary Ann Cotton foi presa, julgada e enforcada pelo assassínio de Charles Edward Cotton. Alguns dos restos da criança foram exumados do jardim do Dr Kilburn, que supostamente o havia enterrado lá por ter dúvidas em relação ao motivo da morte.

Amostras foram levadas e, usando métodos que eram na altura revolucionários, a presença de arsénico foi confirmada pelo Dr Thomas Scattergood da Leeds School of Medicine.

O julgamento de Mary Ann em Durham Crown Court durou 3 dias. Depois de ter sido determinada como culpada, ela foi executada na prisão de Durham no dia 24 de Março de 1873 por um enforcador profissional com o nome de William Calcraft.

Mesmo a forma como ela se deparou com o seu fim revelou-se sensacional. Da sua cela, Mary Ann escreveu uma carta aos jornais protestando a sua "inocência". Depois disto, ela gerou mais simpatia para si quando deu à luz uma criança quando ainda se encontrava na prisão e viu a menina a ser-lhe retirada das mãos antes da execução.

O próprio enforcamento foi terrivelmente mal feito. A falha que havia por baixo dela era demasiado baixo, e como tal Mary ficou a movimentar-se na extremidade da corda.. Devido a isto, Calcraft viu-se na obrigação de puxá-la para baixo como forma de terminar com a sua vida.

A pouca análise histórica que ela recebeu tem sido bastante ingénua, citando-a como um exemplo das "dificuldades" suportadas pelas mulheres e chegando mesmo a afirmar que ela foi vítima de denegação da justiça.

Fonte

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Aparentemente as mulheres são sempre vítimas, mesmo quando elas são aquilo que as sociedades mais temem, isto é, implacáveis e prolíficas assassinas em série.

Como é possível que uma pessoa - homem ou mulher - que mata 21 pessoas (incluindo vários maridos e várias crianças) seja virtualmente desconhecida passados que estão 139 anos depois da sua execução?

Uma pergunta para quem é contra a pena de morte: que pena merece uma pessoa que mata 21 pessoas inocentes - incluindo crianças de 7 anos - como forma de adquirir dinheiro e estatuto social?

Casa onde Mary Ann vivia quando foi presa em 1873


Casa tal como ela é hoje.


Prisão onde Mary Ann foi enforcada

Possíveis e prováveis vítimas de Mary Ann


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Violência doméstica: Adolescente encomenda morte da mãe e pede para pouparem o cão

Uma rapariga de 16 anos foi detida no norte da Rússia sob a acusação de ter contratado um amigo para matar a mãe, tendo-lhe dado instruções específicas para não ferir o cão da família no acto.

A adolescente, cujo nome não foi revelado, pediu a um amigo na sua cidade natal de Vorkuta para matar a mãe, de 34 anos, pela modesta quantia de 14 mil rublos (cerca de 358 euros), disse um porta-voz do tribunal local.

A rapariga, uma caloira na faculdade de medicina local, estava constantemente a discutir com a mãe, que a proibiu de sair com rapazes, alegando que assim não iria estudar.

No entanto, o amigo denunciou-a à polícia, que a deteve quando esta lhe entregava as chaves de casa. A rapariga esperava que a mãe tivesse uma morte rápida e sem dor, disse o Ministério Público, acrescentando que ela pediu especificamente para que o cão da família não fosse ferido.

Além disso, chegou a considerar encomendar a morte do pai, um mineiro, mas não avançou porque o salário deste era a sua única fonte de rendimento.

A adolescente está agora presa e enfrenta uma pena de prisão até 13 anos, sob a acusação de encomendar um homicídio.

Fonte

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Dificilmente se encontraria uma notícia com tanto esquerdismo em tão poucas linhas:

  • Destruição da família: rebelião contra os pais. Contratou amigo para matar a mãe; não aceitou a autoridade da mesma quando ela lhe proibiu os encontros românticos.
  • Ambientalismo radical: vida do cão vale mais que a vida humana.
  • Feminismo: Protecção do criminoso quando este é uma fêmea. Nome dela não foi revelado. Se fosse um homem, o nome certamente que seria revelado. Palpita-me que as feministas ucranianas FEMEN não irão falar muito neste assunto.
  • Manipulação psicológica feminina: usar o homem para levar a cabo a violência que ela queria. Convém levar isto em conta sempre que o lobby feminista afirmar que os "homens são mais violentos que as mulheres." A verdade dos factos é que muita da violência que o homem leva a cabo é motivada pelas mulheres.
  • Hipocrisia: a rapariga esperava uma morte rápida e sem dor para a sua mãe. Porquê? O que é pior: matar alguém ou causar-lhe dor?
  • Irrelevância da figura paterna: a importância do pai dependia do seu papel como provedor. Se esta adolescente tivesse outra forma de rendimento a vida dele teria sido incluída na "encomenda".




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