Por
Mark Richardson
No meu último post escrevi sobre a declaração da feminista Hanna Rosin de que os homens estão agora obsoletos. Mas os homens têm agora uma defensora pouco provável: a académica lésbica Camille Paglia, que escreveu um artigo para a revista Time onde ela se queixa de que o feminismo é injustamente hostil para com os homens:
Camille Paglia faz também outro ponto interessante, nomeadamente, que muitas feministas, apesar de se identificarem como esquerdistas, acabam sempre por ver a sua participação no mercado como o ponto mais alto das suas vidas. Elas não conseguem fugir do "economismo" da direita:
No meu último post escrevi sobre a declaração da feminista Hanna Rosin de que os homens estão agora obsoletos. Mas os homens têm agora uma defensora pouco provável: a académica lésbica Camille Paglia, que escreveu um artigo para a revista Time onde ela se queixa de que o feminismo é injustamente hostil para com os homens:
Um impertinente e invejoso rancor contra os homens tem sido uma das características mais intragáveis e injustas da segunda - e da terceira - vaga do feminismo.Paglia afirma também que o feminismo negou as distinções sexuais entre os homens e as mulheres:
Professores ideólogos dentro das nossas melhores universidades indoutrinam estudantes impressionáveis com teorias vazias de evidências alegando que o género é uma ficção arbitrária e opressora sem qualquer base na biologia.A hostilidade para com os homens e a supressão das distinções sexuais não são coisas que aumentam a felicidade da mulher:
Quando uma cultura letrada denigre com regularidade a masculinidade e a virilidade, então as mulheres ficarão para sempre com rapazes que não têm qualquer incentivo para amadurecer ou honrar os seus compromissos. E sem homens fortes como modelos para adoptar ou (para as lésbicas dissidentes) resistir, as mulheres nunca atingirão um sentimento profundo e centrado delas mesmas como mulheres.Mais uma vez, é importante lembrar que é preciso uma académica lésbica lembrar-nos deste aspecto da heterossexualidade. Os homens têm uma maior realização de si mesmos quando estão na presença de mulheres realmente femininas; as mulheres têm um sentimento mais profundo delas mesmas como mulheres quando estão na presença de homens fortes e realmente masculinos. Logo, ao atacar a masculinidade, as mulheres estão a prejudicar algo que elas precisam para elas mesmas.
Camille Paglia faz também outro ponto interessante, nomeadamente, que muitas feministas, apesar de se identificarem como esquerdistas, acabam sempre por ver a sua participação no mercado como o ponto mais alto das suas vidas. Elas não conseguem fugir do "economismo" da direita:
O que é perturbador em demasiados livros e artigos escritos por jornalistas feministas americanas, apesar do seu esquerdismo putativo, e um preferência implícita pelos valores e pela cultura bourgeois. As habilidades particularmente focadas, cléricais e directivas da elite que faz parte da classe média-alta são apresentadas como o maior desiderato, o ponto evolutivo mais elevado da humanidade.Camille Paglia relembra então às feministas triunfalistas, que acreditam que chegou o fim do homem, que as civilizações elevam-se e entram em decadência, e de que numa civilização em declínio, as mulheres invariavelmente irão necessitar do apoio dos homens. Mesmo agora, as mulheres dependem dos homens para manter a engrenagem em movimento:
De facto, os homens são hoje absolutamente indispensáveis, invisíveis para a maioria das feministas, que parecem não reparar nas infraestruturas que fazem com que a sua vida laboral seja possível. São na sua maioria os homens que fazem o trabalho sujo, o trabalho perigoso de construir estradas, despejar cimento, pavimentar sítios com tijolos, revestir os telhados, pendurar fios eléctricos, escavar o gás natural e linhas de esgoto, cortar e remover árvores, e demolir as paisagens de modo a que se possam construir casas .... A economia moderna, com a sua vasta rede de produção e distribuição, é um épico masculino onde as mulheres encontraram um papel produtor - mas as mulheres não foram as autoras.