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sábado, 16 de março de 2013

A influência do passado sexual

Mais um homem que pede "conselhos" para algo que deveria ser relativamente fácil de decidir. Com comentários do blogue "Alpha Game Plan"

QUERIDA ABBY: A minha mulher é eu estamos casados há 5 anos. Descobri recentemente que, quando ela tinha 19 anos, ela fez entre 10 a 20 filmes pornográficos. Nós casamo-nos quando ela tinha 27 anos, e temos 4 filhos de dois casamentos anteriores. 


Estou devastado.

Quando a confrontei com isto, ela chorou de uma forma que eu nunca a tinha visto chorar, e disse que este foi o maior erro da sua vida. Entendo que seja difícil dizer a alguém sobre isto. Eu mesmo também não levei uma vida perfeita, e também tenho os meus esqueletos no armário (dos quais nunca faria menção). 

No entanto, não consigo superar esta situação. Nunca senti uma dor como a que sinto agora e não sei o que fazer. Amo a minha esposa e não quero o divórcio, mas isto [o facto dela ter feito 10-20 filmes pornográficos] assombra-me todas as noites. 

Temos uma excelente vida e eu tenho total confiança nela. O que é que tenho que fazer para superar esta situação? 

Assinado: DEVASTADO NOS ESTADOS UNIDOS.
A resposta da "conselheira" não foge muito ao que seria de esperar (como já visto aqui):
CARO DEVASTADO: Um passo gigante na direcção certa seria aceitar que ambos tinham um passado antes de se casarem, e que ambos fizeram coisas das quais não estão orgulhosos.
Todas as pessoas têm um passado mas nem todos os passados têm o mesmo peso matrimonial. Certamente que a esposa sabia antecipadamente que os homens não se querem casar com "actrizes" pornográficas, mas mesmo assim, ela escolheu esconder esta informação. O próprio facto dela o ter escondido demonstra que ela sabia que este passado seria muito relevante se o marido (ou futuro marido, na altura), tivesse conhecimento antes de casar.

A colunista continua:
Depois disto, faça uma lista de todas as coisas boas que vocês têm juntos, e perdoe a sua esposa por ter feito erros dolorosos no passado, dos quais ela se encontrava demasiado envergonhada para revelar.
Note-se como o foco passou do que o homem sente, para o que a mulher sente. O propósito da colunista não é ajudar o casamento, nem ajudar o homem que entrou em contacto com ela, mas remover da mulher o estigma dum passado que, a ser sabido antes do matrimónio, seria suficiente para que o casamento não se verificasse.
Certamente que isto [fazer uma lista das "coisas boas" que eles têm juntos] é melhor do que divorciar a mulher por uma coisa que ela não pode mudar.
A implicação disto é que se ela - a esposa - pudesse mudar o passado, então já seria moralmente aceitável pedir o divórcio; como ela não pode mudar o passado, então o melhor é o homem suprimir a sua natural aversão pela mulher promíscua, e manter-se casado com ela. Ou seja, o que ele sente é irrelevante: o que interessa é o que ela sente.
Se isto não funcionar, então será aconselhável procurar aconselhamento matrimonial.
Este "aconselhamento matrimonial" terá como propósito único condicionar o homem de modo a que ele altere a sua psicologia e se sinta "bem" em ter como esposa uma mulher que, a troco de dinheiro, disponibilizou o seu corpo para a degradação sexual com vários homens potencialmente contaminados com DSTs.

Mas este será um esforço condenado ao fracasso porque a rejeição que o homem tem pela mulher promíscua está embutida na sua psicologia masculina; ela não pode ser alterada através da lei nem através da pressão social ("shamming").

* * * * * * *

Até pode ser que estejamos errados, mas acho que a maior parte das mulheres entende que ter um passado como "actriz" pornográfica não pode ser considerado um acréscimo matrimonial.

A reacção da esposa pode ser indício de que ela foi realmente apanhada de surpresa (ou então não foi suficientemente rápida em voltar a situação ao contrário e acusar o marido de infidelidade por assistir filmes pornográficos). Mas levemos em conta que nós estamos provavelmente a falar dum N ([N = números de parceiros sexuais] que varia dos 10 aos 50 (e isto falando só dos parceiros sexuais que ela teve nos filmes, fora os que ela teve na vida pessoal). Vamos assumir que o N é 30.

Se as mulheres são capazes de entender o quão desagradável é para o homem casar com uma mulher que teve 30 parceiros sexuais durante a sua "carreira cinematográfica", porque é que é tão difícil para algumas entender que fornecer os mesmos serviços sexuais gratuitamente não é mais aceitável para os homens, (quer existam ou não câmaras em redor)?

Devido a isto, a ideia de que o passado pornográfico é intrinsecamente pior que um outro passado não-pornográfico, mas com o mesmo número de parceiros sexuais, é dúbio. Afinal, o que é pior: 1) uma mulher que afirma que fez o que pelo dinheiro, ou 2) outra que afirma tê-lo feito de graça? E qual das duas mulheres é mais susceptível de trair o marido: a mulher que fez o que fez pelo dinheiro, ou aquela que fez o que fez apenas e só porque teve vontade de o fazer?

É perfeitamente lógico o homem rejeitar a mulher promíscua - quando se fala em casamento - porque a vida sexual passada é uma forma válida do homem projectar que tipo de esposa ela vai ser.
Conclusão:

Hoje em dia as mulheres pedem o divórcio pelos motivos mais frívolos, mas os homens aparentemente não tem apoio social na sua decisão de se divorciar duma mulher que 1) fez filmes pornográficos e 2) escondeu que fez filmes pornográficos.








sábado, 8 de outubro de 2011

Homens não deveriam escrever colunas de aconselhamento

Uma mulher pede conselhos a um colunista.

Caro John,

Espero que você me possa ajudar. Há alguns dias atrás fui trabalhar deixando o meu marido em casa a vêr televisão. Quando havia conduzido cerca de 1,5 quilómetros , o meu carro parou e foi abaixo. Tive que andar de volta para casa em busca da ajuda do meu marido.

Quando cheguei a casa nem poderia acreditar no que os meus olhos viam. Ele estava no nosso quarto com a filha do vizinho!

Eu tenho 32 anos, o meu marido tem 34 anos e a filha do vizinho tem 19. Estamos casados há 10 anos. Quando eu o confrontei, ele desfez-se em lágrimas e admitiu que já tinha o caso com a filha do vizinho há mais de 6 meses.

Ele não quer ter aconselhamento e eu temo que eu esteja em cacos e com necessidade urgente de conselhos. Será que você me pode ajudar?

Sinceramente, Sheila.


Cara Sheila,

O incidente do carro ir abaixo depois de conduzir uma curta distância pode ter sido causado por um de vários problemas no motor.

Comece por verificar se não há detritos na linha de combustível. Se a mesma estiver limpa, verifique os tubos de vácuo e as mangueiras no colector de admissão. Verifique também o aterramento de fios.

Se nenhum destes passos resolver o problema, pode-se dar o caso da bomba de combustível ter algum defeito - causando que uma pressão reduzida nos injectores.

Espero que isto lhe ajude de alguma forma.

John

sábado, 27 de agosto de 2011

Colunista feminista chocada por descobrir que os homens não se querem casar com mulheres promiscuas

Recentemente um homem de 29 anos, em busca de alguma orientação, escreveu para a secção de cartas de amor do Boston Globe. Segundo a Susan Walsh, normalmente a Meredith Goldstein (na foto), autora da coluna, dá bons conselhos mas isso não se verificou neste caso.

Eis aqui a carta que o homem lhe mandou:

Há cerca de um ano atrás um amigo apresentou-me uma das amigas da sua mulher e nós dê-mo-nos bem desde o início. Eu agora tenho 29 anos e ela tem 26.

Nós namoramos e as coisas estavam a correr tão bem que chegámos ao ponto onde estávamos extremamente felizes e considerando a hipótese de vivermos juntos. . . . Essencialmente , era uma relação normal, saudável, feliz e baseada no respeito mútuo.

Há algumas semanas atrás, no entanto, ela largou uma bomba.

Ela disse-me que quando estava na faculdade, ela havia sido muito casual nos relacionamentos. Quando lhe perguntei o que é que isso significava, ela disse que ela tinha dormido com cerca de 35 homens [!!!].

Quando soube disto, senti-me de rastos.

Sempre assumi que ela havia tido um típico passado de namoro e que ela era uma rapariga distinta.

Ela garantiu-me que havia mudado depois da faculdade, mas eu ainda não sei como processar esta informação.

Agora a parte que envia tremores a todas as mulheres com um passado sexual "frutífero":
Tenho a certeza absoluta que se soubesse disto desde o princípio, nunca lhe daria uma hipótese. Não é preciso dizer isto, mas estou "estranhado". Até há duas semanas atrás, esta era a mulher com quem eu me via casado. Ela tem sido incrível para mim, mas agora nem sei com quem namoro.

Eu gostaria muito de colocar estas coisas para trás, e voltar a sentir o que sentia mas não sei se isso é possível. Tenho receio de que se terminar este relacionamento devido a esta questão, este pode ser o maior erro da minha vida.

Ela faz-me feliz e é provavelmente o melhor relacionamento da minha vida, mas eu olho para ela como mercadoria estragada.

Tento racionalizar o porquê do seu número de parceiros sexuais não ser um número assim tão fora do comum, mas volto sempre ao mundo real e lembro-me que não conheço uma única mulher solteira que fez algo remotamente parecido durante os anos de faculdade.

Isto é tudo novo para mim.

Em Conflito.

Reparem agora na resposta horrorizada e quase histérica da colunista Meredith Goldstein. Os meus comentários pelo meio:
Caro "Em Conflito:

Você disse "Tenho a certeza absoluta que se soubesse disto desde o princípio, nunca lhe daria uma hipótese". Não está contente por não ter sabido?

?!! A Meredith está mesmo a dizer que seria "bom" que o "Em Conflito" (EC) não soubesse que a sua namorada havia sido uma vadia durante os anos de faculdade? Isso provavelmente seria bom para ela (não ter contado nada) mas não para ele.

Se ele viesse a saber estas coisas depois do casamento, o que ele sente agora sentiria na altura - com uma óbvia e séria distinção: uma vez casado, em caso de divórcio e a existência de filhos, ele teria que suportar as crianças e a mentirosa da mãe.

A Meredith tem que compreender uma coisa: os homens não gostam de mulheres promiscuas quando se fala em casamento ou relacionamentos longos e sérios. Os homens podem gostar desse tipo de mulheres para encontros sexuais fugazes mas elas estão na base da lista quando de relacionamentos estáveis se fala.

Continuando com a Meredith:

Se você tivesse rejeitado a sua namorada com base no seu número de parceiros sexuais, você não teria um relacionamento espectacular e feliz.
Esta burra feminista não entende que já não se está a falar de namoro mas de casamento e/ou coabitação. O homem está a olhar para a namorada como futura péssima esposa e não como péssima namorada. O homem (EC) não sabe se ela será uma má esposa ou não, mas sabe que uma mulher que teve 35 parceiros sexuais diferentes em menos de 5 anos não é (emocionalmente ) uma pessoa que inspire confiança.
Qual é o número de parceiros que teriam sido ajustados? 5? 20 ? 34? Onde é que você faz a divisão a partir da qual é legítimo qualificar a mulher de "mercadoria estragada"?
Pergunta ridícula. O homem não disse que sabia qual era o "número ajustado"; ele apenas disse que 35 parceiros sexuais em 4/5 anos não inspira confiança. Convém ressalvar que isto só leva em conta os anos da faculdade. Quantos parceiros ela teve antes de entrar na faculdade? Quantos teve depois da faculdade?

Para além disso temos o óbvio caso das mulheres mentirem sempre em relação ao seu passado sexual.

Como diz este site, "Se nós [as mulheres] dizemos 5, então isso quer dizer 20. Se nós dizemos 2, então queremos dizer 8, e se nós dizemos que tu és o primeiro, então isso quer dizer que já nem nos lembramos dos nomes dos nossos parceiros sexuais".

Portanto, o EC tem todos os motivos do mundo para rejeitar a "ex"-promiscua.

A Meredith diz ainda:

A sua namorada conhece-se bem. Ela divertiu-se na faculdade, cresceu e agora quer um verdadeiro parceiro. Ela escolheu-o a si, confiou em si o suficiente para revelar o seu passado [sórdido] e agora ela está a ser chamada de "mercadoria estragada".
Que linda história (será que oiço violinos?).

Então ela esfregou-se com cerca de 10 parceiros sexuais diferentes todos os anos (durante 4/5 anos), mas agora (sim, AGORA) é que ele se "conhece bem" e "cresceu" e....e... e... escolheu o EC.

Reparem como a colunista quer tornar o EC em alguém "especial" ao dizer "ela escolheu-o a si". Isto parece indicar que os 35 parceiros sexuais eram algum tipo de "preparação" até a chegada do "tal". Claro que no mundo real as coisas não funcionam assim.

Que interessa ao EC que ela o tenha escolhido? Se uma prostituta o escolher, deve ele sentir-se "especial"?

Se ela se conhece bem, porque é que foi rodada por 35 homens diferentes em menos de 5 anos? Aliás, como é que de "ela teve 35 parceiros sexuais" se deduz "ela conhece-se bem"? Que tipo de "conhecimento" é esse que aumenta à medida que se vai tendo mais e mais parceiros sexuais? Pior, de que forma é que esse "conhecimento" pode ajudar o EC a rejeitar os seus naturais temores em relação à vadiagem da sua mais do que provável ex-namorada?

Posso sugerir que a mulher que apenas dormiu com 3 pessoas - mas que não entende os seus motivos - pode ser mais "mercadoria estragada" e menos capaz dum relacionamento adulto?
Claro que podes, Meredith. Tu até podes dizer que se a namorada do EC tivesse dormido com 90 homens em 4 anos, ela seria um génio em relação ao auto-conhecimento. O problema é que isso é irrelevante.

Nós não estamos a falar de "auto-conhecimento" e nem de "relacionamento adulto" mas sim de CASAMENTO. O EC não quer a sua namorada para um relacionamento adulto porque....ele já tem um relacionamento adulto com ela.

O meu ponto é: se ela não se sente "estragada" então ela não está estragada. Por favor não a qualifiques dessa forma.
Oh, coitadinha. Por favor não qualifiques de vadia uma mulher que teve 35 parceiros sexuais em 4/5 anos. Tens que levar em conta os sentimentos dela, pobrezinha.

O pós-modernismo está congelado na frase de cima: nós é que definimos a realidade.

Primeiro, os nossos sentimentos não se sobrepõem à realidade. Se eu me sentir rico será que posso reservar quartos de hotel no Algarve para passar as férias? O que ela sente ou deixa de sentir é irrelevante. A realidade é o que é.

Segundo, o problema não é o que ela sente mas o que ele sente. É ele que está assombrado com o número de parceiros sexuais da sua futura ex-namorada. Foi ele que escreveu a carta à Meredith e não ela. É com os sentimentos dele que nós nos devemos debruçar. As tentativas da Meredith de se focar no que ela sente (gesto tipicamente feminista) são formas de desviar o ponto da questão.

Nós sabemos que a namorada também está embaraçada com o seu passado porque, para além de ter escondido essa informação durante algum tempo, ela foi rápida em dizer que já não é assim. Todos nós sabemos que as pessoas são capazes de mudar os seus desejos e o seu estilo de vida, mas nesta questão, o ponto não é que ela ainda é uma vadia, mas sim que ela foi uma vadia durante (pelo menos) 4 anos.

A questão aqui é: será sensato dar o nó ou trazer para casa (coabitação) uma mulher que teve 35 parceiros sexuais em 4 anos?

Nada mudou nela. Ela é a mesma mulher por quem você se apaixonou.
Falso. Ele apaixonou-se por uma mulher cujo passado ele desconhecia. Ele mesmo diz que se soubesse o que sabe hoje, ele teria rejeitado qualquer envolvimento sério.
Se alguma coisa, você deveria sentir-se lisonjeado. Ela experimentou uma variedade de homens e você é o homem com quem ela quer coabitar.

"Ela experimentou uma variedade de homens" é a frase problemática, mas a colunista não parece saber disso. Por mais que ela diga que a vadia namorada "escolheu-o a si", "quer viver consigo", "conhece-se bem", isso não invalida a parte que diz "ela experimentou uma variedade de homens".

As experiências dela tornaram-na na mulher que ela é hoje.
Ou seja, a sua vadiagem tornaram-na na mulher que esconde essa mesma vadiagem e é rápida a dizer que "já não é assim". A namorada não está orgulhosa do seu passado "frutífero" mas a Meredith acha que ela deveria estar.
Devido a isto, esteja grato por ela ter vivido a vida que viveu. Não estrague a relação - por si e por ela.

Meredith

-Fonte-


Acho que ficou claro que as desculpas que a Meredith deu aplicam-se também à sua vida. Ela foi provavelmente rejeitada por um homem pelos mesmos motivos e agora tenta usar a sua posição para "resolver" esta questão.

Mas é uma perda de tempo. O EC vai sem dúvida mandar a namorada dar uma curva e procurar uma mulher sexualmente mais conservadora.

Uma coisa boa deste incidente é que a partir de agora, o EC vai tentar saber cedo na relação o passado sexual da sua namorada. Portanto, obrigado feministas! Mais um homem salvo do vosso laço mortífero (e duma vida de ruína económica).

Momento de "auto-conhecimento" universitário

Vêr também:

1. Feminista: Porque é que os homens não se querem casar com mulheres promiscuas?

2. Promiscuidade pré-matrimonial prepara caminho para adultério

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