sábado, 31 de março de 2012

Dez grandes mentiras do feminismo

"Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai: ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira."
João 8:44

  • 1) 1/4 das universitárias foram violadas ou foram vítimas de tentativa de violação.
Facto: Eis uma crítica interessante ao estudo que originou o mito dos 1/4 (ainda propagado por organizações feministas) levado a cabo por Christina Sommers da Clark University. Ela ressalva que o estudo fazia perguntas do tipo:
Alguma vez tiveste relações sexuais indesejadas devido ao facto do homem te ter oferecido drogas ou álcool?
Uma resposta afirmativa contava como "violação". Por outras palavras, a mulher que estivesse arrependida dum encontro só de uma noite ("one night stand"), depois de ter passado o serão a beber, era contabilizada como "vítima de violação".

A natureza ambígua das perguntas e a sua definição inclusiva torna-se evidente após levarmos em conta as seguintes estatísticas:

  • Apenas 27% das mulheres que Koss identificou como vítimas de violação identificaram-se a elas mesmas como vítimas de violação. Elas tinham sido "violadas" e nem sabiam.
  • 42% das "vítimas" voltaram a ter encontros sexuais com o suposto violador.

Claramente, algo está errado com a metodologia levada a cabo pelas feministas.

  • 2) Só 2% (ou 8%) das alegações de violação são falsas.

Facto: Katz e Mazur analisaram os estudos a partir de 1956 e estes dados mostraram que as falsas alegações de violação variavam entre 1% até os 25%. Allison and Wrightsman escolheram o estudo que mais lhes interessava.

Michelle Anderson da "Villanova University Law School" reportou em 2004 que "nenhum estudo foi alguma vez publicado que forneça uma base evidencial para a tese de que apenas 2% das alegações de violação são falsas."

  • 3) As mulheres ganham 77 cêntimos por cada dólar que os homens ganham.

Facto: A verdade dos factos é que a "falha salarial" desaparece quando se levam em conta factores como tipos de qualificação, anos no mercado de trabalho, disponibilidade para viajar (requisitos de viagem), níveis de trabalhos físicos, e riscos para a vida e membros.

Como dito neste texto, não só as mulheres estão vastamente sob-representadas nos empregos em torno da engenharia, como estão vastamente sobre-representadas entre os empregos em volta da psicologia social e afins.

Ou seja, as licenciaturas onde os homens estão em maioria são as melhor remuneradas; as licenciaturas onde as mulheres estão em maior número, são pior remuneradas. Olhando para os dados, as feministas concluem que há "descriminação".

São as mulheres que escolhem licenciaturas e empregos que estão mais de acordo com a sua biologia e psicologia - ao mesmo tempo que escolhem evitar empregos onde elas não se sentem tão à vontade ou empregos que são mais exigentes em termos de carga horária e esforço físico/emocional/psicológico.

  • 4) Os homens nunca foram forçados a pagar pensão alimentícia para filhos que não são biologicamente seus.

Ai não?

Homem que processou a sua antiga esposa depois de pagar pensão alimentícia a duas crianças resultantes de encontros amorosos que ela teve com o amante, perdeu o seu recurso no High Court.

De modo unânime, os juízes determinaram que a fraude paternal trazida ao tribunal por Liam Neale Magill havia falhado.

Segundo os juízes, não havia ocorrido nenhuma decepção no facto da mulher ter gerado dois filhos de outro homem, mas ter forçado o ex-marido a pagar a pensão alimentícia a crianças que não eram suas.

Mas o que levou a mulher a admitir a fraude não foi a consciência pesada mas sim a ciência:

Em Abril de 2000, um teste de ADN determinou que o sr Magil não era o pai do rapaz nem da criança.
Subsequentemente [isto é, DEPOIS do teste de paternidade], a vítima do patriarcado opressivo, forçada a ficar em casa a tomar conta dos filhos enquanto o marido se ia divertir com várias amantes mulher admitiu ter iniciado um relacionamento sexual com outro homem logo após o nascimento do primeiro filho.

Incrível.

Pior que isso, é que muitos homens actuais estão a sustentar crianças que podem muito bem não ser suas. As mães que traíram os maridos estão bem cientes que há essa hipótese mas nada dizem sob pena de serem expostas como aquilo que são: adúlteras.

  • 5) As mulheres foram oprimidas pelos "homens" e pelo "patriarcado" durante quase 5,000 anos.

Facto: o melhor amigo da mulher foi, é e sempre vai ser o patriarcado Cristão (o grande inimigo das feministas). A escritora do link de cima diz:

O patriarcado foi o arranjo social dominante durante a maior parte da História da civilização Ocidental - a civilização que produziu as expressões de liberdade humana e direitos individuais que as feministas radicais querem agora rejeitar.
Para além disso, e apesar do que as feministas dizem umas às outras, não há alternativa funcional ao patriarcado. Todas as grandes civilizações da história conhecida foram patriarcais.
Afinal, foram as sociedades patriarcais que produziram os triunfos da lógica, ciência, arte e literatura ; e, na maior parte, foi o patriarcado que desenvolveu as filosofias políticas liberais que conduziram as sociedades à democracia, direitos individuais e emancipação da mulher.
Como sempre acontece, a história está contra o feminismo.
  • 6) As distinções de género são socializadas (pelo patriarcado) e não biológicas.

Facto: Antes de mais, convém saber uma coisa muito importante: a maior parte das pessoas (homens e mulheres) que propagam o mito da "igualdade de género" são professores de "Estudos Femininos" e "Literatura Inglesa" e afins - não pessoas com qualificações em Biologia. Portanto a sua palavra vale o que vale.

Mas isto por si só não é argumento contra a tese de que as diferenças entre homens e mulheres são "construções sociais".

Este texto revela que há aptidões e gostos que são inatos ao sexo de cada um - e não algo aprendido com a socialização.

Pesquisadores de "City University" colocaram uma gama de brinquedos a cerca de um metro de 90 crianças com idades entre os nove meses até aos 36 meses. Posteriormente gravaram o tipo de brinquedos com os quais eles brincavam e durante quanto tempo.

Eles puderam verificar que os rapazes passavam a maior parte do tempo a brincar com os carros e com as bolas, enquanto que as raparigas passavam a maior parte do tempo com as bonecas.

Todas as pessoas que já lidaram com crianças sabem que as meninas não escolhem o mesmo tipo de brinquedos que os rapazes. Segundo as feministas, isto é o efeito da "socialização".

  • 7) De forma segura e feliz, as mulheres podem desfrutar do sexo casual do mesmo modo que os homens.

Facto: Uma ex-feminista convertida ao Catolicismo afirma:

A geração dos anos 60 pensava que tudo deveria ser livre. No entanto, alguns anos mais tarde, os hippies vendiam garrafas de água nos festivais de rock a 5 dólares cada.

Mas para mim o preço do "amor livre" foi ainda maior. Sacrifiquei aqueles que deveriam ter sido os melhores anos da minha vida pela mentira sombria do amor livre.

Todo o sexo que alguma vez tive - e tive mais do que a minha conta - longe de trazer o relacionamento duradouro que buscava, apenas tornou o casamento uma miragem.

Não estou sozinha nesta forma de pensar. Podem-me incluir entre as insatisfeitas filhas da revolução sexual, um grupo contra-cultural composto por mulheres que se aperceberam que o sexo casual é uma mentira e estão a preferir permanecer castas.

As mulheres são criaturas de empatia e de relacionamento. Ao contrários dos homens cuja gratificação e realização pessoal vem das conquistas, a gratificação pessoal feminina chega-lhes maioritariamente através dos relacionamentos. (Isto não quer dizer que as mulheres não apreciem conquistas profissionais e nem que os homens não valorizem os relacionamentos.)

Se uma mulher se habitua a desconectar o sexo da fidelidade e do compromisso, para além de reduzir de forma séria o seu valor marital, gerar-se-á dentro de si um vazio profundo que, infelizmente, vai ser preenchido com mais comportamentos de risco.

A noção de que as mulheres olham para a intimidade sexual da mesma forma que os homens é uma medida de engenharia social que - para além de outras coisas - visa tornar a mulher o menos apelativa possível para o casamento.

Destruir o casamento é um dos objectivos do feminismo, e , infelizmente, é precisamente isso que está a acontecer à medida que mais e mais homens deixam de lado o casamento ou buscam alternativas à mulher ocidental.

Curiosamente. onde o feminismo é mais forte (no ocidente) é precisamente onde os homens gradualmente aumentam a sua repulsa pelas mulheres quando se fala em casamento.

  • 8) Dentro do contexto da violência doméstica, os homens são mais violentos.

Facto: Pesquisas recentes refutam a desactualizada retórica feminista que caracteriza os homens como perpetradores malignos e as mulheres como vítimas inocentes da violência doméstica.

O "bater na mulher" está a ser substituído pelo "bater no marido". Actualmente, ambos os géneros estão empatados nos 28% de probabilidade de serem agredidos. No entanto, entre as gerações mais novas, as mulheres excedem os homens no que toca a violência física dirigida ao outro.

  • 9) As mães solteiras não tem problemas em criar filhos saudáveis, funcionais e perfeitamente ajustados.

Facto: Os rapazes são mais inclinados para a violência e as raparigas são em média mais promiscuas se crescerem sem uma figura paterna. As crianças precisam dum pai tal como precisam duma mãe. As feministas que defendem o contrário estão a gerar gerações inteiras de pessoas amarguradas, violentas, deprimidas e promiscuas.

  • 10) O patriarcado é uma instituição maligna.

Facto: Vêr este texto.

Modificado a partir do original


16 comentários:

  1. Bom, acho que o machismo é que oprime as mulheres, cada mulher tem que fazer o que a torna feliz, se felicidade para ela é ser dona de casa, tem que ser respeitada, porque é uma escolha de muito valor também. Mas caso, sua escolha seja outra como muitas mulheres, tem que ser respeitada também. Vocês pegam uma frase e escrevem como se expressasse todo sentimento feminino, isso é pura mentira, sou solteira(namorando), o que ouço de mulheres casadas a respeito do casamento e de ter filhos, não é nada bom, várias e não uma ou outra dizem que se pudessem voltariam atrás,uma mulher tem pela natureza gerar filhos, mas não ser mãe, muitas mulheres não querem ser mães ou odeiam o fato de serem, é só ver o que muitas mães fazem aos seus filhos, isso é fato. As que cresceram ouvindo: mulher para ser feliz tem que casar e ser mãe, dai tudo acontece e que dê a tal felicidade suprema? ai vem a frustração , porque casamento ou filhos , pode fazer parte da felicidade, mas não é a felicidade em si.
    Quanto ao sexo, não vejo nem uma amiga solteira infeliz, sexo casual para elas é normal.Como cada ser humano é diferente, eu não transo na primeira vez, tenho um pensamento, digamos machista para isso, homem que não se valoriza pra mim não serve, meu corpo é muito importante, para qualquer um ter, mas esse é o meu pensamento respeito o de minhas amigas.
    quanto a relacionamento, elas acham que homem é "tudo igual", em quanto não vir o certo me divirto com os errados.

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    1. Cara Ci menoni, embora tudo o que tenhas escrito não tenha pés nem cabeça apenas te peço para pedires ás tuas amigas que comprem um boneco INSSUFLÁVEL, já que homem é "tudo igual". Para ti, homem que não se valoriza é aquele que não tem posses materiais ou dotes físicos, por isso "não serve", e o teu corpo só é importante quando se tratam dos homens referidos. Não é ?

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    2. Experimente ir em um grupo de FEMINISTAS DE VERDADE e dizer que uma mulher tem que ser respeitada por querer ser dona de casa e coisas do tipo, elas não vão concordar,vão dizer que você ta sendo oprimida pelo patriarcado e etc... sei por experiência própria, então não é sobre liberdade da mulher, é sobre liberdade da mulher fazer o que as feministas pregam, o contrário não.

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  2. 5) As mulheres foram oprimidas pelos "homens" e pelo "patriarcado" durante quase 5,000 anos.
    Facto: o melhor amigo da mulher foi, é e sempre vai ser o patriarcado Cristão

    NA TEORIA é, ou deveria ser.

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  3. DISCORDO TOTALMENTE DO ITEM 9.
    Meu pai faleceu quando eu tinha 2 anos, minha mãe cuida de mim desde então, apenas com a ajuda de DEUS, pois os familiares não se prontificaram. Me considero uma adolescente diferente do que vimos hoje em dia e não precisei ter um exemplo masculino para isso! Apenas sitando um exemplo: quando eu era criança tinha muita amizade com a minha vizinha, mas o pai dela não deixava a gente brincar junto pq eu não tinha pai! Crescemos... e um certo dia a noticia veio que ela havia se drogado a ponto de ir pro hospital!!! O pai dela é uma figura conhecida aqui... Agora eu pergunto: de que adiantou o exemplo masculino na vida dela? Eu nunca tive um exemplo masculino na minha vida... comecei a trabalhar com 16 anos pra ajudar minha mãe, toda a minha renda vai para ajuda-la e diferente de muitas "FILHINHAS DE PAPAI" eu não gasto o meu suado dinheiro com drogas e bebidas alcoólicas!

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    1. Alinne,

      Tu queres mesmo usar dois exemplos da tua vida pessoal como forma de anular todas as outras evidências recolhidas a nível mundial?

      Deixa-me dar-te um exemplo: se eu disser "Na Etiópia passa-se fome" tu não anulas o que eu disse se afirmares "Ah, mas eu conheço duas pessoas na Etiópia que não passam fome!".

      Entendes o que eu disse? Tu tens que analisar todo o espectro de evidências e não só os dados que se centram na tua vida pessoal (embora seja sempre importante).

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  4. Aline, sua amiga teve um exemplo masculino bom? Seria tudo culpa SOMENTE do pai dela? Seu julgamento estaria correto?

    Será que todas as mães dão um exemplo bom de vida?

    Sua vida seria melhor e mais rica se tivesse seu pai vivo? Que ele poderia ter oferecido à sua infância? Por que a revolta por falta de pai, então?

    Parabéns, você é uma pessoa responsável! Mas muitas pessoas criadas só pela mãe não o são... O que pensar disso tudo?



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  5. Enquanto os maridos lutavam na guerra as mulheres ficavam em casa ou traindo com outro. A mulher era oprimida? Sabe quantos homens da história se humilharam para conseguir o mínimo de atenção de uma mulher? Sabe quantos cavalheiros desafiaram tudo por uma mulher?
    Essa afirmação de opressão por parte das feministas é totalmente fora da realidade e da história. As sociedades se formaram das diversas maneiras, homens e mulheres tinham funções sociais diferentes. O homem não podia reclamar e tentar fugir do campo de batalha ou das diversidades do trabalho e nem as mulheres reclamavam por serem donas de casa. Em alguns povos as mulheres tinham poderes muito maiores do que os homens, como exemplo alguns povos bárbaros. Já houve casos na história de prostitutas conseguirem muito poder e riqueza, mesmo servindo sexualmente elas não trocariam de profissão (se é que isso é profissão).
    As mulheres querem fazer todos os trabalhos que os homens podem? Lamento, o corpo da mulher não é apropriado para algumas coisas. Por exemplo, a guerra. Mesmo que hoje tenham mulheres atletas elas não demonstram ser mulheres a exemplo da fisionomia, mas mesmo assim sempre serão mulheres.
    As mulheres sempre sofreram opressão? Não, em muitos povos antigos a mulher foi divinizada, faziam estátuas de mulheres como simbolo da fertilidade. Por que será que a mulher era importante pela fertilidade? Será que um grupo humano é fraco por ter muitos membros? Esses grupos humanos sabiam que quanto maior o número de indivíduos em sua tribo mais forte ela será e também era valorizada por dar continuidade à espécie.
    Sei que nem sempre a visão do homem sobre a mulher nas sociedades era assim, mas quase sempre houve essa importância da mulher. É até saudável o homem conviver com a mulher e a mulher conviver com o homem.

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  6. Disseste-o bem: entre os bárbaros, a mulher era idolatrada. Nossa cultura está se tornando pagã e bárbara com a idolatria da mulher: o feminismo.

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  7. As mães solteiras não tem problemas em criar filhos saudáveis, funcionais e perfeitamente ajustados.
    Facto: Os rapazes são mais inclinados para a violência e as raparigas são em média mais promiscuas se crescerem sem uma figura paterna. As crianças precisam dum pai tal como precisam duma mãe. As feministas que defendem o contrário estão a gerar gerações inteiras de pessoas amarguradas, violentas, deprimidas e promiscuas.

    Um aparte: Conheço muitas raparigas com pai e mãe que são extremamente promíscuas, usuárias de drogas e que no geral se relacionam com rapazes viciados ou emocionalmente instáveis. Conheço muitos casos de rapazes que têm pai e mãe que caíram na marginalidade, se tornaram bandidos, viciados ou homossexuais. Não subestimem a força do marxismo cultural. Ele consegue trespassar a redoma da família através da doutrinação nas escolas, cinemas, internet, TV, revistas e propaganda massiva.

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  8. Respostas
    1. As mulheres sempre foram exploradas pelos homens. Se há uma verdade que ninguém põe em dúvida, é essa. Dos solenes auditórios de Oxford ao programa do Faustão, do Collège de France à Banda de Ipanema, o mundo reafirma essa certeza, talvez a mais inquestionada que já passou pelo cérebro humano, se é que realmente passou por lá e não saiu direto dos úteros para as teses acadêmicas.

      Não desejando me opor a tão augusta unanimidade, proponho-me aqui arrolar alguns fatos que podem reforçar, nos crentes de todos os sexos existentes e por inventar, seu sentimento de ódio ao macho heterossexual adulto, esse tipo execrável que nenhum sujeito a quem tenha acontecido a desventura de nascer no sexo masculino quer ser quando crescer.

      Nosso relato começa na aurora dos tempos, em algum momento impreciso entre Neanderthal e Cro-Magnon. Nessas eras sombrias, começou a exploração da mulher. Eram tempos duros. Vivendo em tocas, as comunidades humanas eram constantemente assoladas pelos ataques das feras. Os machos, aproveitando-se de suas prerrogativas de classe dominante, logo trataram de assegurar para si os lugares mais confortáveis e seguros da ordem social: ficavam no interior das cavernas, os safados, fazendo comida para os bebês e penteando os cabelos, enquanto as pobres fêmeas, armadas tão-somente de porretes, saíam para enfrentar leões e ursos.

      Quando a economia de coleta foi substituída pela agricultura e pela pecuária, novamente os homens deram uma de espertinhos, atribuindo às mulheres as tarefas mais pesadas, como a de carregar as pedras, domar os cavalos, abrir sulcos na terra com o arado, enquanto eles, os folgadinhos, ficavam em casa pintando potes e brincando de tecelagem. Coisa revoltante.

      Quando os grandes impérios da antiguidade se dissolveram, cedendo lugar aos feudos perpetuamente em guerra uns com os outros, estes logo constituíram seus exércitos particulares, formados inteiramente de mulheres, enquanto os homens se abrigavam nos castelos e ali ficavam no bem-bom, curtindo os poemas que as guerreiras, nos intervalos dos combates, compunham em louvor de seus encantos varonis.

      Quando alguém teve a extravagante idéia de cristianizar o mundo, tornando-se necessário para tanto enviar missionários a toda parte, onde arriscavam ser empalados pelos infiéis, esfaqueados pelos salteadores de estradas ou trucidados pelo auditório entediado com os seus sermões, foi novamente sobre as mulheres que recaiu o pesado encargo, enquanto os machos ficavam maquiavelicamente fazendo novenas ante os altares domésticos.

      Idêntica exploração sofreram as infelizes por ocasião das cruzadas, onde, armadas de pesadíssimas armaduras, atravessaram os desertos para ser passadas a fio d’espada pelos mouros (ou antes, pelas mouras, já que o machismo dos sequazes de Maomé não era menor que o nosso). E as grandes navegações, então! Em demanda de ouro e diamantes para adornar os ociosos machos, bravas navegantes atravessavam os sete mares e davam combate a ferozes indígenas que, quando as comiam, – era porca miséria! – no sentido estritamente gastronômico da palavra.

      Finalmente, quando o Estado moderno instituiu o recrutamento militar obrigatório, foi de mulheres que se formaram os exércitos estatais, com pena de guilhotina para as fujonas e recalcitrantes, tudo para que os homens pudessem ficar em casa lendo A Princesa de Clèves.

      Há milênios, em suma, as mulheres morrem nos campos de batalha, carregam pedras, erguem edifícios, lutam com as feras, atravessam desertos, mares e florestas, sacrificando tudo por nós, os ociosos machos, aos quais não sobra nenhum desafio mais perigoso que o de sujar nossas mãozinhas nas fraldas dos nossos bebês.

      Em troca do sacrifício de suas vidas, nossas heróicas defensoras não têm exigido de nós senão o direito de falar grosso em casa, de furar umas toalhas de mesa com pontas de cigarros e, eventualmente, de largar um par de meias no meio da sala para a gente catar.

      Olavo de Carvalho

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    2. Não conhecia esse texto. Grande Olavo! Sempre levando à reflexão, sem descuidar do bom humor! Obrigado por compartilhar, Rodrigo!

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  9. "De forma segura e feliz, as mulheres podem desfrutar do sexo casual do mesmo modo que os homens"
    Essa é a que menos faz sentido, se excluimos a modalidade da masturbação solitária do "sexo casual", sobra apenas o sexo casual perpetrado por um homem e uma mulher.. Logo, é impossível haver mais homens tendo sexo casual do que mulheres, uma vez que pra cada homem fazendo sexo casual, haverá uma mulher (a que está se relacionando com ele naquele momento)...

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  10. "De forma segura e feliz, as mulheres podem desfrutar do sexo casual do mesmo modo que os homens."
    Isso insinua que os homens podem desfrutar de sexo casual. Mas segundo este blog, não podem. Este mesmo blog apregoa muito claramente os valores familiares, o que exclui sexo casual entre humanos, sejam homens ou mulheres.

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  11. Em relação ao item 3, eu vi num vídeo uma feminista declarar algo como as mulheres escolhem mais certos tipos de trabalhos porque são condicionadas a isso. Qual seria a melhor resposta a essa feminista?


    https://www.youtube.com/watch?v=SWuHUTq4gms

    Um vídeo explica que nos países mais desenvolvidos, as mulheres conseguem trabalhar mais nas áreas que realmente gostam, enquanto em países menos desenvolvidos, elas trabalham em setores onde a remuneração é maior.

    https://www.youtube.com/watch?list=PL7wMiNA1tIPjx1hud4oWunVbEF2B4M1jh&v=G0J9KZVB9FM

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