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terça-feira, 24 de junho de 2014

Destruindo a família para consolidar o poder do Estado


Durante a última semana, tenho estado envolvido em alguma leitura, mergulhando no tópico da história Bíblica e da arqueologia no Médio Oriente. Esta é uma área que inspira uma quantidade imensa de literatura e controvérsia devido às paixões que ela envolve, e como tal, pode ser difícil de separar o trigo do joio, mas a boa parte lá presente faz parte do que melhor há no género.

Um dos livros que tenho lido tem o título de "Mythic Past: Biblical Archaeology and the Myth Of Israel". O título foi feito como forma de gerar controvérsia, e o autor, Thomas L. Thompson da Escola de Copenhague, há já muito tempo que tem o hábito de provocar os poderes estabelecidos, desafiando a precisão histórica da Bíblia. Durante os anos 60, quando ele estudava numa universidade Católica, a sua tese de doutoramento foi rejeitada pelo recentemente aposentado Benedito XVI (na altura conhecido como Joseph Ratzinger). Segundo o antigo papa, a sua dissertação não era um projecto Católico no verdadeiro sentido do termo.

Thompson atraiu a ira de muitos outros tais como os Israelitas, os Evangélicos Americanos, e alguns eruditos Bíblicos conservadores tais como William Dever. Com o passar do tempo, no entanto, algumas das suas ideias, que foram consideradas heréticas nos anos 60 e 70, têm sido aceites pelo establishment académico [ed: o que não quer dizer que estejam correctas visto que a veracidade de uma teoria não depende da validação académica mas das evidências em seu favor]. Depois de passar anos no deserto, o mundo académico finalmente chamou-o de volta, e nos finais dos anos 80 e pelos anos 90 era já era professor da Universidade de Copenhague.

No entanto, eu não estou interessado nos argumentos de Thompson relativos à historicidade da Bíblia da mesma forma que estou interessado na história regional que ele usa para os construir. Embora eu esteja curioso, quer o Rei David tenha ou não existido não é um tópico importante para mim. O que é muito interessante no livro - pelo menos para mim - é a descrição de Thompson da situação caótica durante o primeiro milénio Antes de Cristo na parte do Médio Oriente que hoje tem o nome de Israel.

Apanhados no meio de múltiplos e concorrentes impérios, os povos da região foram assolados por invasões sucessivas e conquistas territoriais. Como uma localização economicamente e estrategicamente importante, essa região não poderia escapar aos exércitos dos Assírios, dos Persas, dos Egípcios, dos Macedónios e dos Romanos. Quase todos os séculos testemunharam a ascensão e o varrimento da região por um poder militar emergente.

Este foi o contexto dentro do qual a Bíblia foi compilada, e como tal, não admira que haja tanta preocupação com a guerra e o exílio no mais importante Livro Sagrado do mundo.

Cada novo conquistador chegava com o propósito de consolidar o seu domínio; para forçar a sua vantagem, ele iria levar a cabo políticas feitas com o propósito de esmagar a resistência e, sempre que possível, obter o apoio das várias facções. Tipicamente, o novo governante iria acusar o poder antecessor de ter ignorado a tradição, ter profanado a religião, e ter oprimido as pessoas. Isto era propaganda imperial não muito diferente da actual.

Para além da propaganda, a transferência populacional e o trabalho forçado eram amplamente usados como forma de controlar os nativos. Os residentes de cidades tais como Jerusalém e Samaria eram reunidos e enviados para outras regiões, sendo a Babilónia um deles. Pessoas de zonas distantes eram então transportadas para ocupar o seu espaço. Os Elamitas, por exemplo, foram transportados do Afeganistão, que se encontra bem bastante longe de Israel (será que foi por isso que Aristóteles pensou que os Judeus eram originários da Índia?).

Estas pessoas deslocadas estavam dependentes do governante para tudo, e o seu apoio podia ser contabilizado junto das forças que apoiariam o novo governante contra as populações nativas dscontentes. Para além disso, havendo sido removidos das suas terras, eles eram indivíduos atomizados sem uma rede familiar que lhes servisse de apoio.

Para justificar esta práctica, os poderes imperiais pregariam uma forma de democracia, e practicariam a redistribuição. A ideia era a de que, embora as pessoas tivessem sido arrancadas e colocadas num estado de dependência estatal, muitas vezes num estado de escravatura, Nabucodonosor, Ciro ou quem quer que fosse o seu senhor por essa altura, era o seu salvador. Ele e só ele poderia proteger estas pessoas indefesas das malignas, xenofóbicas forças inimigas, prontas para lhes cortar o pescoço a qualquer momento. Só ele poderia implantar a igualdade entre os súbditos.

É precisamente por este motivo que o Partido Democrata Americano [esquerdistas] se encontra enamorado com os imigrantes ilegais (bem, pelo menos enamorados com a ideia dos imigrantes, se não com as pessoas em si) visto que eles são, para todos os efeitos, uma população cativa e dependente que pode ser contabilizada para aumentar o apoio político das esquerdistas Americanos.

A partir desta história do Médio Oriente torna-se claro que fomentar a dependência é um truque político antigo, e a forma mais fácil de fazer isso é destruir as redes de apoio social que são independentes do governo. Primeiro, sujeita-se a comunidade através das forças das armas. Depois, tiram-se as casas das pessoas.

Finalmente, destroem-se as redes familiares através do conscrição, trabalho forçado e escravatura. Por vezes, tal como no regime da Alemanha do Leste, pode ser até encorajado que os membros familiares que se acusem mutuamente. O propósito é o de impedir as pessoas de viver de uma forma independente do governo visto que tais pessoas são fortes e podem oferecer resistência.

Tudo isto é bastante familiar.

Quando olhamos para o regime legal do direito familiar a partir de tal perspectiva, é difícil não ver algo mais que um programa sistemático de dependência forçada. As mães solteiras dependem do governo em larga escala, os pais divorciados fazem o papel de conscritos ou trabalhadores sob regime de escravatura, e as crianças, para todos os efeitos e propósitos, pertencem ao Estado. Os homens são lançados para fora das suas casa através de decretos que são aplicados por capangas armados; o seu ordenado é apreendido sem que eles tenham hipótese de ser ouvidos, e entregue ao Estado como despesa. E tudo isto em nome da igualdade.

O direito familiar nos EUA é uma expressão da lógica do poder e o feminismo é apenas uma ferramenta conveniente. O propósito não é dar poder às mulheres - afinal, as mãees solteiras são das pessoas mais financeiramente miseráveis entre todos os cidadãos - mas sim destruir o poder da sociedade através da destruição da família.

Pode nem ser uma decisão consciente, mas também não tem que ser. Se um burocrata descobrir uma forma de espremer mais um porcento do dinheiro dos homens através da promulgação duma lei, eles assim farão. Se um político pode de modo mais eficaz criar uma base de apoio promovendo a dependência, ele alegremente agirá dessa forma. As consequências que essas acções têm sobre as pessoas não interessam; o que interessa é que as pessoas em ascenção actuem de uma forma que faça com o que o sistema funcione para elas.

Ainda dentro do contexto Bíblico, talvez os pais que tenham sido lesados pelo sistema possam reconhecer o sentimento por trás da seguinte passagem do Salmo 123, que é do período do Exílio:

Tem piedade de nós, ó Senhor, tem piedade de nós, pois estamos assaz fartos de desprezo.

A nossa alma está sobremodo farta da zombaria daqueles que estão à sua vontade, e do desprezo dos soberbos.



quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Como o feminismo promove (e lucra) com o sofrimento da mulher

Baseado num texto de W. F. Price

À medida que mergulho nas estatísticas, a inacreditável irresponsabilidade das políticas feministas convencionas no Ocidente tornam-se cada vez mais claras. Na semana passada demonstrei que a violações e as agressões sexuais de todo o tipo poderiam ser substancialmente reduzidas garantido que o pai biológico das crianças tenha a possibilidade de as proteger. No entanto, eu nunca esperaria que isto tivesse outra implicação importante: as mulheres que ficam com os seus maridos são muito menos susceptíveis de sofrer violência doméstica do que as solteiras.


Aparentemente, o lugar mais seguro que existe para a mulher é a casa matrimonial, a viver com o seu marido. Isto aplica-se às mulheres com ou sem crianças, e as diferenças são dramáticas:
  • Uma mãe solteira a viver sozinha com as suas crianças é 13 vezes mais susceptível de ver vítima de violência doméstica do que uma mulher casada.
  • As mulheres casadas sem filhos são as mais seguras de todas: o seu risco é cerca de 3% daquele que as mães solteiras enfrentam, e 10% daquele que as mulheres solteiras sem filhos enfrentam.
  • O maior grupo de risco são as mulheres separadas - aquelas que escolhem acabar com os seus casamentos.
Tenho a certeza de que o risco durante a separação é real, mas eu ficaria muito desconfiado dessas estatísticas, visto que durante a separação e durante os procedimentos de divórcio, as acusações voam de um lado para o outro e certamente que isso aumenta os números de alguma forma. No entanto, em todas as situações de lares "estáveis",  as mães solteiras encontram-se num risco maior.

Portanto, parece que a típica mulher vítima de violência doméstica, não é a esposa tímida inserida num lar patriarcal, mas sim uma "empoderada mãe solteira". Semelhantemente, o típico homem que é violento para a companheira não é o marido manipulador mas o amante "bad boy".  O que facilmente se pode concluir destes dados é que a melhor forma de proteger as mulheres da violência doméstica é garantido que o maior número possível de mulheres fique em casamentos estáveis com o seu marido a viver sob o mesmo telhado.

Quantas vezes é que já ouvimos as proponentes feministas, activistas "contra" a violência doméstica, a afirmar uma coisa destas? Nunca. De facto, o seu propósito primário parece o de criar o maior número possível de mães solteiras, o que, invariavelmente, irá aumentar as taxas de violência doméstica ao colocar as mulheres em situações pouco seguras. 

As feministas estão mais interessadas em remover as mulheres de ambientes seguros e atira-las para ambientes que, segundo o Bureau of Justice Statistics, são claramente perigosas, do que fortalecer a instituição que, efectivamente, aumenta a segurança das mulheres: o casamento (1 homem + 1 mulher).

Porque é que as feministas preocupam-se tão pouco com o bem estar da mulher? Porque é que elas buscam a imposição de medidas que colocam em perigo as mulheres e as crianças, ao mesmo tempo que alegam ser as suas salvadoras?

A resposta vergonhosa para estas questões é que a fragilização da condição da mulher é politicamente (e economicamente) rentável para as feministas. Ao gerarem os problemas e ao se posicionarem como as "salvadoras", elas garantem uma posição de alguma importância para si mesmas. Isto é análogo ao médico que envenena as pessoas como forma de ser ele a disponibilizar a cura, aumentando a sua reputação (e a sua fortuna).


Só há uma forma de lidar com as feministas: expondo-as como as fraudes que elas são. Já é hora dos homens pararem de colocar a responsabilidade dos assuntos familiares nos ombros daquelas cujo interesse único é ajudarem-se a elas mesmas. É preciso apontar as óbvias implicações das políticas familiares, e, durante isso, ignorar as acusações fúteis que as feministas ocasionalmente atiram sobre o resto da sociedade por esta não satisfazer os seus desejos políticos e (principalmente) económicos.

Voltemos estas acusações contra elas. Se elas vos identificarem como membros do "lobby abusador", ressalvem que as políticas anti-família das feministas são responsáveis por mais violência contra as mulheres do que aquela violência que tu alguma vez seria capaz de fazer, mesmo que agisses de forma agressiva com uma mulher diferente todos os dias, até ao final da tua vida.

Colocando de lado os argumentos e a responsabilidade, é realmente triste ver que as soluções para as coisas que temos discutido há anos sejam tão auto-evidentes, mas tão amplamente ignoradas. 

Repito, podemos ver que as mulheres e as crianças estão mais seguras com homens que as amam e que querem a sua segurança, mas a sociedade investe muito do seu esforço financeiro tentando separar o homem da sua família.

Fonte: http://ow.ly/qTXFM



terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O auge do feminismo

Por W.F. Price

Eu sempre pensei que o ponto alto do feminismo foi durante a década 90, tomando como base as minhas observações pessoais. Aparentemente, esse pode muito bem ter sido o caso, pelo menos a julgar pelo visualizador ngram da Google. O blogueiro Audacious Epigone postou um gráfico revelando a frequência com que a palavra "feminismo" tem aparecido nos artigos através dos anos. O aumento ocorre durante os anos 70, atinge o ponto mais alto a meio dos anos 90, e actualmente encontra-se em declínio acelerado.


Audacious Epigone questiona:
Quanto deste declínio deve-se à realização das distinções biológicas e quanto deste declínio se prende com o facto das preocupações femininas terem sido ultrapassadas pelas preocupações de outras classes "vítimas como os negros ou os gays, que se encontram acima na pirâmide da vitimologia?
Não sei se algum destes factores é assim tão importante; eu sou de opinião de que a ascensão do feminismo reflecte a ascensão duma certa demografia que investiu muito no movimento. O auge do feminismo coincide com o auge da presença feminina na esfera laboral, que ocorreu na parte final dos anos 90. Era uma ideologia "capacitadora" para as mulheres nascidas entre, digamos, 1945 e 1964, que queriam a sua fatia da grande expansão económica que durou até cerca do ano 2000.

Hoje em dia, para as mulheres mais jovens, o feminismo tem pouca utilidade. As mulheres jovens são, em média, mais pobres que as suas mães. Para além disso, elas estão a ter dificuldade em obter apoio dos homens, da mesma forma que estão a ter dificuldade em obter empregos. O feminismo tem pouco - se alguma coisa - a lhes oferecer, e pode até ser algo negativo.

Há já muito tempo que sou de opinião de que as opiniões políticas das pessoas são primariamente motivadas pelo egoismo. Em Seattle, por exemplo, as pessoas votam de forma sobrepujante no Partido Democrata [esquerdistas], e estou seguro de que eles fazem isso porque Seattle é uma cidade que em larga escala depende do sector público. Dito de outro modo, é uma cidade universitária, sendo a Universidade de Washington, de longe, a maior empregadora local.

Nos anos 80, quando o sector privado ainda era razoavelmente robusto, as tendências de voto em Seattle eram mais divididas entre os Democratas e os Republicanos.

À medida que as condições mudam, as pessoas ajustam a sua ideologia de modo a que ela melhor reflicta os seus interesses pessoais. As mulheres com menos de 40 anos já não são as vencedoras do feminismo, mas começam a parecer as derrotadas: mães solteiras com pais ausentes e falidos, mulheres batalhando com as dívidas do empréstimo universitário, mulheres a trabalhar em empregos inferiores com ordenados pobres e a serem usadas para sexo casual (na verdade, são melhor definidas como prostitutas não-remuneradas) por homens receosos de serem escravizados pelo Direito Familiar feminista.

No fundo, no fundo, as mulheres mais jovens sabem que o feminismo não as está a ajudar em nada. É por isso que o feminismo está em declínio acelerado: ele tornou-se num movimento disfuncional não só para os homens e para as crianças, mas também para as mulheres.


* * * * * * *
Pode ser que o uso do termo "feminismo" esteja em declínio (muito graças às atitudes infantis e claramente ofensivas das feministas) mas o conceito em si se tenha tornado tão poderoso e tão permeado na cultura, que o uso da palavra como algo distinto da sociedade não faça mais sentido. De qualquer das formas, os anúncios da morte de qualquer movimento subversivo são sempre de se suspeitar, se esse anuncio não se faz acompanhar com o fim dos movimentos e das forças políticas que financiam esse mesmo movimento.




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