O Dr Warren Farrell perguntou a uma professora secundária para registar
o número de vezes os rapazes batiam nas raparigas durante as aulas, e o
número de vezes que as raparigas batiam nos rapazes.
A pesquisa, levada a cabo durante 3 anos (1989-92) numa escola
secundária da Califórnia, foi levada a cabo por Elizabeth Brookins
(Departamento de Matemática).
O Dr Farrell escreveu:
Pedi
[à senhora Elizabeth Brokins] se ela poderia contabilizar a frequência
com que os rapazes e as raparigas se atingiam pela primeira vez.
Ela
concordou, e não estando disposta a perder uma potencial lição de
matemática, pediu a uma das suas turmas para levar a cabo uma
"pesquisa" de modo a registar todas as vezes que os rapazes e as
raparigas iniciavam uma chapada ou um soco num membro do sexo oposto
(no recreio ou nas salas de aula).
Quando a Liz reportou os resultados, ela ficou um bocado embaraçada:
Bem, quando eu
comecei a registar as agressões, o rácio era de 20 para 1 - na maior
parte raparigas a bater nos rapazes nos braços, e dando-lhes uma
chapada ocasional. No entanto, temo que eu tenha estragado a pesquisa.
Fiquei tão
irritada com o facto das raparigas "darem início ao cíclo de
violência", como tu colocaste as coisas, que comecei a dar
mini-palestras durante as aulas, e as raparigas que faziam a pesquisa
começaram a dar sermões às pessoas que estavam a observar. Devido a
isto, o número de raparigas a bater nos rapazes baixou.
Eu contaminei os resultados!
Não existe motivo algum para se assumir que esta atitude feminina de dar início ao ciclo de violência diminui com a idade.
Isto, obviamente, não justifica qualquer tipo de violência que ela possa vir a sofrer, mas demonstra que a violência doméstica é um assunto muito mais complexo do que aquele que somos levados a acreditar.