sábado, 29 de março de 2014

A hipocrisia de Jessica Valenti


Jessica Valenti é uma feminista americana popular, autora do post com o nome de "The Marriage Con" onde ela explica o porquê dela ser contra a instituição do casamento. Nele, ela começa por ressalvar que os conservadores têm defendido o casamento alegando que o mesmo ajuda a canalizar a agressividade e a sexualidade masculina para formas socialmente produtivas, e que isto gera benefícios emocionais para as mulheres. Ela não se preocupa em refutar estas alegações, preferindo em seu lugar afirmar:
A realidade dos factos é que esta nostalgia desesperada pelo casamento tradicional e pelos papéis sexuais antiquados nunca será mais forte que a vontade que as mulheres têm de serem livres das normas restritivas.
Mais uma vez, esta é a teoria da autonomia tal como promovida pelo liberalismo. Jessica Valenti decidiu que o bem primário da vida é ser autónoma (de se auto-determinar), consequentemente, ela não gosta do casamento tradicional uma vez que ele inclui papéis sexuais que são, de certa forma pré-determinados (e não auto-determinados).

Jessica Valenti escreveu noutro lugar o seguinte:
Os meus pais têm uma casamento maravilhoso, mas eles têm estado juntos desde que a minha mãe tinha 12 anos, casaram-se quando quase adolescentes e  raramente estão longe um do outro. Eles trabalham juntos. Como resultado disto, eu sempre vi o casamento como instituição que envolve a perda parcial da autonomia.
Note-se como o princípio da autonomia está acima de tudo o resto. Não interessa se o declínio do casamento coloca os homens num percurso errado; não interessa se o declínio do casamento deixa muitas mulheres sozinhas e tristes; aparentemente, também não interessa o facto dos seus pais terem desfrutado dum casamento maravilhoso baseado num forte sentido de fidelidade. O facto é que o casamento tradicional tem o potencial para restringir a sua autonomia, e como tal, Jessica rejeita a instituição do casamento, qualificando-a de "antiquada".

Mas a história tem um outro ângulo. Por volta de 2009 Jessica Valenti conheceu o homem do seus sonhos e casou-se. Ao tentar justificar a forma como ela harmonizou o seu feminismo anti-casamento com a sua decisão pessoal para se casar, ela disse:
Chegamos a um ponto da nossa vida onde desistimos de viver segundo um ideal feminista perfeito visto que nos sentimos sufocadas.
Não será esta uma excepção sem princípios? A realidade dos factos é que a maioria das pessoas nem sempre coloca a autonomia em primeiro lugar visto que, na vida, existem outros valores que podem ser levados em conta. Um desses valores é o desejo de casar e formar família e isso é necessariamente uma "norma restritiva" visto que ela envolve um compromisso só com uma pessoa, excluindo todas as outras. Isto significa também que aceitamos responsabilidades paternais que, em certas ocasiões, podem ser bem dispendiosas. Mas fazemos tudo isto com os olhos postos num bem maior. 

Jessica Valenti não consegue admitir isto visto que isso colocaria buraco enorme na sua crença na autonomia como o bem maior da vida, e como tal, ela justifica o seu casamento afirmando que se cansou de tentar viver segundo um ideal.





12 comentários:

  1. Interessante notar que "a vontade de viver livre de normas restritivas" parece não valer para os homens, pois é constante na mídia a reclamação de balzacas, desesperadas por um marido, de que "não há mais homens dispostos a se comprometer", "faltam homens no mercado". Reclamação essa sempre seguida da opinião de alguma "especialista" (psicóloga ou sexóloga), afirmando que os homens são "imaturos e inseguros".

    Ou seja, na cabeça das feministas, as mulheres tem todo o direito de não seguir regras restritivas, mas os homens não, principalmente na parte em que tais são benéficas a elas.

    ResponderEliminar
  2. Eu apenas trocaria "hipocrisia" por "conveniência".
    Abraço.

    ResponderEliminar
  3. Uma pessoa que é contra o casamento seja ele, legalizado ou abençoado pela Igreja, ou apenas uma união avulsa, quer a dissolução da "Família" e não precisa ser um estudioso conceituado para saber que, sem família, sem continuação da Raça.

    ResponderEliminar
  4. Felizmente está cheio de blogs que demonstram cada vez mais a hipocrisia das feministas e do esquerdismo em geral.

    Uma outra hipocrisia das feministas:

    "O casamento é sexista, ultrapassado, anti-mulher e misógino...

    ... menos para homossexuais."

    https://www.facebook.com/FeministHypocrisy/photos/pb.127234504142591.-2207520000.1396221475./134276940105014/?type=3&theater

    ResponderEliminar
  5. E a deputada e líder comunista que deixou claríssimo que quer censurar a liberdade de expressão no Brasil, mas que ao mesmo tempo é dona de um restaurante no Rio de Janeiro e pretende abrir mais filiais caras em bairros nobres do Rio?

    Como disse lá no blog do Luciano Ayan:

    "Seria interessante visitar o restaurante e perguntar aos empregados de Jandira se o lucro é dividido igualmente entre eles ou se existe mais-valia no cálculo (créditos da questão para Alexandre Borges no Facebook). Seriam os empregados de Jandira “oprimidos” por uma patroa “opressora”? O que muda quando a patroa é uma comunista? Será que ela cobra dos clientes mais do que o preço de custo?

    Cada vez mais fica fácil mostrar que comunismo não passa de um discurso usado por pessoas mais espertas se aproveitando de uma legião de militantes que não ganham nada com isso…"

    ResponderEliminar
  6. A impressão que eu tive que o liberalismo dela (que na verdade é libertarismo, porque enquanto que liberalismo defende a liberdade, o libertarismo defende a libertinagem) só durou enquanto Chronos foi bater na porta dela.

    Ou seja, quando ela viu que o barco dela tava passando, ai ela resolveu voltar atras, e viver o sistema imperfeito que ela tanto combateu.

    Invejo os americanos ultimante. Não sei se ira minar a economia deles, mas o marriage strike deles será mortal para essas conservadias (pseudo-conservadoras e vadias).

    Aqui no Brasil, penso que será uma realidade daqui uns 15 a 30 anos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não sei se você é de Portugal e como funciona os termos. Mas no Brasil não há muita diferença entre os termos "liberais" e "libertários" - ambos se referem quase sempre a pessoas que acreditam na liberdade individual e na responsabilidade pelos atos, além de defender a não intromissão do estado na vida do individuo . Já nos Estados Unidos há uma distinção onde os liberais de liberal só querem que o mundo seja "livre para seguir obrigatoriamente a visão deles", libertinagem sem responsabilidade; já os libertários americanos seguem o que já dito dos libertários brasileiros acima, liberdade pessoal enquanto não ver ao próximo e suas propriedades com responsabilização sobre atos e riscos assumidos. Nos EUA os termos são o contrário do que você diz.

      Eliminar
    2. Liberal = faz tudo que a lei permite / não proíba.
      Libertário = anarco-socialista = cumpre a agenda marxista dentro ou fora da lei = um ultra-liberal anti-conservador.

      Eliminar
  7. A impressão que eu tive que o liberalismo dela (que na verdade é libertarismo, porque enquanto que liberalismo defende a liberdade, o libertarismo defende a libertinagem) só durou enquanto Chronos foi bater na porta dela.

    Ou seja, quando ela viu que o barco dela tava passando, ai ela resolveu voltar atras, e viver o sistema imperfeito que ela tanto combateu.

    Invejo os americanos ultimante. Não sei se ira minar a economia deles, mas o marriage strike deles será mortal para essas conservadias (pseudo-conservadoras e vadias).

    Aqui no Brasil, penso que será uma realidade daqui uns 15 a 30 anos.

    ResponderEliminar
  8. Nem namorar ou noivar vale a pena, muito menos casar - os homens é que não o querem mais:

    http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,medica-e-presa-por-mandar-cortar-o-penis-do-noivo,1148205,0.htm

    Médica manda cortar pênis de noivo que rompeu o relacionamento devido a crises de ciúme. Ela pagou bandidos para fazerem o serviço - típico de mafiosos.

    Nos comentários, risadas de feministas. Talvez não riam tanto assim se a vítima for um filho ou irmão de alguma delas... Se fosse um homem a cortar o clitóris duma mulher, ela acabaria discursando na ONU...

    ResponderEliminar
  9. Tremam, feministas!!! Um opressor machista em ação===>>> http://g1.globo.com/goias/noticia/2014/04/faria-de-novo-diz-homem-queimado-ao-retirar-crianca-de-onibus-no-ma.html

    Alguém conhece uma feminista capaz de imitar este ato de bravura e auto-sacrifício? Este homem é simplesmente um herói! Lucas, se puder, faça a notícia ressoar no seu blog. É uma história que precisa ser repetida aos quatro ventos.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. E você acha que uma feminista que gosta de matar fetos vai preocupar-se em salvar uma criança num incêndio? Claro que não! elas odeiam tudo que liga-se a maternidade e bravura, honra e ética não existem nas feministas e o espaço vago é preenchido por missandria,ódio,desprezo pela vida,futilidades e muita promiscuidade para autoafirmação da "liberdade" feminina .

      Eliminar

Os 10 mandamentos do comentador responsável:
1. Não serás excessivamente longo.
2. Não dirás falso testemunho.
3. Não comentarás sem deixar o teu nome.
4. Não blasfemarás porque certamente o editor do blogue não terá por inocente quem blasfemar contra o seu Deus.
5. Não te desviarás do assunto.
6. Não responderás só com links.
7. Não usarás de linguagem PROFANA e GROSSEIRA.
8. Não serás demasiado curioso.
9. Não alegarás o que não podes evidenciar.
10. Não escreverás só em maiúsculas.
-------------
OBS: A moderação dos comentários está activada, portanto se o teu comentário não aparecer logo, é porque ainda não foi aprovado.

ATENÇÃO: Não será aceite comentário algum que não se faça acompanhar com o nome do comentador. ("Unknown" não é nome pessoal).

ShareThis

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

PRINT