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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

A invenção modernista com o nome de "Judaico-Cristianismo"

Por Whitewraithe

Desde o final da Segunda Grande Guerra que temos sido bombardeados por todos os lados com referências à "religião Judaico-Cristã do Ocidente" e à nossa "herança Judaico-Cristã". Os políticos invocam com frequência estes princípios, e até mesmo os líderes religiosos invocam esta frase como se ela fosse uma verdade auto-evidente. Este conceito é tão sacrossanto que até mesmo os líderes seculares apelam ao mesmo.

De facto, nos Estados Unidos das América, o Judaico-Cristianismo é quase secular, e é quase sempre mencionado ao lado de conceitos tais como a liberdade, a igualdade, e a democracia - todos eles conceitos puramente seculares na sua natureza.

No meio secular, até mesmo liberais ateus podem fazer menção às "raízes Judaico-Cristãs do Ocidente" mas não só eles são incapazes de dizer quais são essas raízes, como se chega ao ponto de, devido ao seu entendimento erróneo das Escrituras Cristãs, alguns liberais afirmarem coisas que são inerentemente anti-Cristãs como se estas fizessem parte da tradição Cristã. No entanto, nós sabemos que a verdade não é relativa e que ela não muda quando o falante muda. Devido a isto, deve haver algo de profundamente errado na forma com o Judaico-Cristianismo é apresentado ou implementado pelas elites.

O Judaico-Cristianismo não existe. O Judaísmo é uma religião que é totalmente independente do Cristianismo, e ela é, de facto, a rejeição de Jesus de Nazaré como o Messias. O Talmude, o segundo livro mais sagrado do Judaísmo [ed: na verdade, o Talmude é o livro mais sagrado do Judaísmo actual], refere-se a Jesus e à Sua Mãe Maria com linguagem inequivocamente dura, qualificando-O de falso pregador, e tem linguagem de ódio para contra todos os Cristãos. Claro que nos dias de hoje, poucos Judeus, e ainda menos Cristãos, sabem sobre o Talmude, mas o sentimento do Talmudismo ainda está presente junto dos níveis mais elevados da liderança Judaica.

É verdade que o Judaísmo e o Cristianismo partilham o mesmo "Antigo Testamento", mas as interpretações diferem bastante entre Cristãos e Judeus. Para além disso, segundo Justiano Mártir, o propósito do ministério de Cristo era o de restaurar a religião genuína e denunciar a hipocrisia dos Fariseus. Consequentemente, desde o princípio que o Judaísmo se estabelece como sendo inimigo e contrário ao Cristianismo, e tem divergido nessa direcção durante os subsequentes 2,000 anos.

Tomás de Aquinas, escrevendo no século 13, acreditava que os preceitos morais da Bíblia predatavam a Criação, sendo que os mesmos haviam sido estabelecidos por Deus. Outros preceitos eram cerimoniais e judiciais, e haviam sido estabelecidos durante o tempo de Moisés para um povo específico e para um tempo específico (neste caso, para os Antigos Hebreus). Consequentemente, depois da chegada de Cristo, estes preceitos não são vinculativos para os não-Hebreus que se converteram ao Cristianismo visto que a Nova Aliança (estabelecida através de Cristo) é o instrumento através do qual Deus disponibiliza a misericórdia e expiação para a humanidade.

A natureza anti-Cristã do Judaísmo moderno é uma que até os estudiosos Judeus concordam entre si. Este traço proeminente e característico do Judaísmo é, na verdade, aquele que, como religião, o define. Mas há muito mais que o desacordo teológico que distingue o Judaísmo, e que demonstra como o Judaico-Cristianismo é um conceito contrário à História.

Joseph Klausner, no seu livro, “Jesus of Nazareth”, expressou o ponto de vista Judaico de que os ensinamentos de Cristo eram "....irreconciliáveis com o espírito o Judaísmo." Gershon Mamlak, intelectual Judeu, alegou a dada altura que o Cristianismo encontra-se "em oposição directa ao papel do Judaísmo como o Povo escolhido." O escritor Judeu Joshua J. Adler admite que "As diferenças entre o Cristianismo e o Judaísmo são muito mais que meramente acreditar que o messias já veio ou ainda está por vir."

(...) Os ideais constantes e politicamente motivados da entidade imaginária com o nome de "Judaico-Cristianismo" são totalmente anti-tradicionais devido à sua teologia ultra-modernista. O facto é que o "Judaico-Cristianismo", dada a volumosa história de atitudes anti-Cristãs por parte dos líderes e dos Judeus comuns, não seria viável se não fosse inicialmente secular.

Visto que, religiosamente falando, o conceito do Judaico-Cristianismo é inválido, então ele cumpre algum outro propósito. Num mundo de alianças políticas que rejeitaram as declarações de fé, o Judaico-Cristianismo preenche precisamente o papel duma seita secular. O propósito desse seita é, de facto, o de de-cristianizar os Cristãos.

As pessoas que inventaram o conceito previram que, depois do falhanço da União Soviética como veículo de imposição do ateísmo, remover de forma compulsória a religião seria impossível. No entanto, ao apelar de forma ostensiva a um certo número de ideias Cristãs, e invertendo-as lentamente, eles poderiam atingir esse objectivo.

O papel do Judaico-Cristianismo como nada mais que um motivador secular é o reflexo do facto duma pessoa poder ser considerada como "Judeu" por nascimento, mesmo que não seja religiosa. Disto procede que o "secularismo" não é, de facto, inimigo do Judaico-Cristianismo, mas o seu reflexo no espelho. Afinal, se o Judaico-Cristianismo é o núcleo da civilização Cristã, então não há forma de sociedade alguma do Ocidente ser propriamente identificada como pertencendo ou governada por doutrinas Cristãs.

Para os Americanos e para os outros Europeus do Ocidente, um dos propósitos de se avançar com o termo "Judaico-Cristianismo" é o e permitir integrar os Judeus no "mainstream" da sociedade, talvez até numa tentativa de mitigar acusações dirigidas a eles de serem usurpadores da ética laboral Ocidental. Mais uma vez a História fala contra isto. Desde Karl Marx até Sigmund Freud até Leon Trotsky e até os neo-conservadores dos dias de hoje, os movimentos politico-sociais que corroeram o que era a Europa Cristã foram, em larga parte, liderados e organizados por pessoas que se identificavam como Judeus.

O "núcleo" Judaico do "Judaico-Cristianismo" pode ser visto através da atitude das igrejas Protestantes em relação a Israel. Em troca, o Cristianismo, ou a sua versão secularizada e institucionalizada do mesmo, tornou-se suficientemente aceitável para os Judeus considerarem os Cristãos (outrora seus inimigos) como aliados. Sob a bandeira do "Judaico-Cristianismo", os Judeus obtiveram de volta o seu estatuto de "povo escolhido", e os assim-chamados "Cristãos" Sionistas começaram a cantar louvores a Israel.

É esta crença que confere santidade ao estado de Israel. Isto por si só provavelmente é uma crença que emana de outra crença bizarra do Judaico-Cristianismo, o "Shoanismo". Por este motivo, o Judaico-Cristianismo é facilmente usado pelos líderes de Israel para levar a cabo uma agenda política que favorece esse estado político estrangeiro acima dos interesses dos Estados Unidos, ou acima dos interesses dos seus companheiros Cristãos.

O AIPAC, e muitos outros homens de negócios Americanos que têm um interesse lucrativo com a guerra, têm feito campanha por mais guerras como um assunto de negócio, mas são os Judaico-Cristãos que têm acrescentado gasolina à fogueira.

Em última análise, os assim-chamados valores Judaico-Cristãos são, de forma geral, mais uma manifestação do modernismo e do secularismo militante. Eles são consequência duma doutrina que é necessária não para a melhoria pessoal através da aderência à orientação Divina, mas sim necessária para o dogma que gerou as sociedades modernas.

~ http://bit.ly/2in604g

* * * * * * * *

Convém ressalvar que os próprios Judeus rejeitam a noção duma civilização "Judaico-Cristã":



Dito isto, se a invenção do "Judaico-Cristianismo", não vem nem dos Cristãos e nem dos Judeus, então quem estará por trás dela?



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Solzhenitsyn quebra o último tabu da revolução Soviética

Por Nick Paton Walsh (25 de Janeiro de 2003)

Alexander Solzhenitsyn, que revelou ao mundo os horrores dos gulags Estalinistas, está, agora, a tentar lidar com um dos tópicos mais sensíveis da sua carreira como escritor: o papel dos Judeus dentro da revolução Bolchevique e dentro das purgas Soviéticas.

No seu livro mais recente, Solzhenitsyn, de 84 anos [ed: morreu em 2008], lida com um dos últimos tabus da revolução comunista: que os Judeus foram, ao mesmo tempo, os perpetradores da repressão, como foram as vítimas.

O livro "Two Hundred Years Together" ["Duzentos Anos Juntos"] - referência à anexação parcial da Polónia e da Rússia em 1772 que aumentou de modo considerável a população judaica na Rússia - contém três capítulos que discutem o papel dos Judeus no genocídio revolucionário e nas purgas da Rússia Soviética.

Mas os líderes Judeus e alguns historiadores reagiram de modo furioso ao livro, e colocaram em causa os motivos que levaram Solzhenitsyn a escrever este livro, acusando-o de imprecisões factuais e de atiçar as labaredas do anti-semitismo na Rússia.

Solzhenitsyn alega que alguma da sátira Judaica do período revolucionário "conscientemente ou inconscientemente ataca os Russos" como estando por trás do genocídio. Mas ele declara que todos os grupos étnicos têm que partilhar da culpa, e que as pessoas evitam falar a verdade em relação à experiência Judaica.

Numa declaração sua, que enfureceu os Judeus russos, ele escreve:

Se eu quisesse generalizar, e dissesse que a vida dos Judeus nos campos [gulags] era especialmente difícil, eu poderia generalizar, e não enfrentaria repreensão devido a uma generalização nacional injusta. Mas nos campos onde estive, as coisas eram diferentes. Os Judeus cuja experiência eu testemunhei tinham uma vida mais facilitada que os demais.

No entanto, ele acrescentou:

No entanto, é impossível encontrar a resposta a essa questão eterna: quem é o culpado, quem nos levou à morte? Explicar as acções da Tcheka de Kiev [polícia secreta] apenas através do facto de dois terços da mesma ser composta por Judeus está certamente incorrecto.

Solzhenitsyn, que recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1970, passou a maior parte da sua vida nos campos-prisão Soviéticos, sofrendo perseguição sempre que escrevia sobre as suas experiências.

Actualmente, ele está com saúde frágil, mas numa entrevista dada durante o mês passado, ele disse que a Rússia tem que resolver a questão do Estalinismo e dos genocídios revolucionários, e que a população Judaica tem que se ofender do seu papel nas purgas tal como eles estão ofendidos com o poder Soviético que também os perseguiu.

O meu livro tem como objectivo gerar empatia com os pensamentos, os sentimentos e a psicologia dos Judeus - a sua componente espiritual. Nunca fiz conclusões gerais em torno dum povo. Eu irei sempre distinguir entre as várias camadas de Judeus. Uma camada rumou directo à revolução, mas outra, pelo contrário, tentou ficar à margem das coisas.

Há já muito tempo que o tópico Judaico tem sido proibido: Zhabotinsky [escritor judeu] disse a dada altura que 'a melhor coisa que os amigos Russos poderiam fazer por nós é nunca falar em voz alta sobre nós.'


(...)

O Professor Robert Service da Universidade de Oxford, perito na história Russa do século 20, disse que, em relação ao que ele já tinha lido sobre o livro, Solzhenitsyn está  "absolutamente correcto". 

Pesquisando um livro sobre Lenine, o Prof. Service deparou-se com detalhes sobre a forma como Trotsky, que era de origem Judaica, pediu ao  politburo em 1919 para garantir que Judeus eram alistados ao exército Vermelho. Trotsky disse que os Judeus estavam desproporcionalmente representados na burocracia civil Soviética, incluindo na Tchecka

A ideia de Trotsky era de que a propagação do anti-semitismo era [parcialmente] devido às objecções em torno da sua entrada no serviço civil. Há alguma verdade nisto, nomeadamente, de que eles não foram apenas espectadores passivos da revolução. Eles foram parte-vítimas e parte perpetradores.

Esta não é um questão que alguém pode escrever sem te consigo uma enorme quantidade de bravura, e isto tem que ser feito na Rússia visto que os Judeus são frequentemente alvo de escrita por parte de fanáticos. O livro de Solzhenitsyn parece muito mais equilibrado que isso
(...)

* * * * * * * 

Certamente que o Judeu Trotsky estava certo nas suas afirmações quando disse que os Judeus estavam desproporcionalmente representados na burocracia civil Soviética, especialmente se levarmos em conta o seguinte:






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