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domingo, 18 de março de 2012

"Não devemos nada ao feminismo" diz jovem filósofa

Na coluna “Tendências / Debates”, da Folha de S. Paulo (08.03.12), a jovem filósofa especialista em Renascença e mestre em ciências da religião pela PUC-SP Talyta Carvalho defendeu verdades que poucos tem a coragem de afirmar em alto e bom som.

Eis alguns tópicos de seu corajoso e clarividente artigo.

O ponto da discussão é: em que medida a consequência do feminismo, para a mulher contemporânea, foi o estrangulamento da liberdade de escolha?

Explico-me.

Por muito tempo, as feministas reivindicaram a posição de luta pelos direitos da mulher, excepto se esse direito for o direito de uma mulher não ser feminista. Ilude-se quem pensa que na academia há um ambiente propício à liberdade de pensamento.

Como mulher e intelectual, posso afirmar sem pestanejar: nunca precisei “lutar” contra meus colegas para ser ouvida, muito pelo contrário.

A batalha mesmo é contra as colegas mulheres, intolerantes a qualquer outra mulher que pense diferente ou que não faça da “questão de género” uma bandeira.

Não ser feminista é heresia imperdoável, e a herege deve ser silenciada.

Outro direito que a mulher do século 21 não tem, graças ao feminismo, é o direito de não trabalhar e escolher ficar em casa e cuidar dos filhos — recomendo, sobre a questão, os livros Feminist Fantasies, de Phyllis Schlaffly, e Domestic Tranquility, de F. Carolyn Graglia.

Na esfera económica, é inviável para boa parte das famílias que a esposa não trabalhe.

Na esfera social, é um constrangimento garantido quando perguntam “qual a sua ocupação?”. A resposta “sou só dona de casa e mãe” já revela o alto custo sóciopsicológico de uma escolha diferente daquela que as feministas fizeram por todas as mulheres que viriam depois delas.

O erro do feminismo foi reivindicar falar por todas, quando na verdade falava apenas por algumas. A nova geração deve debater esses dogmas modernos sem medo de fazer perguntas difíceis.

De minha parte, afirmo: não devo nada ao feminismo.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Bêbeda universitária cai da janela e culpa a universidade por isso

Uma universitária foi a uma festa da sua irmandade. Durante a festa, ela embebedou-se e caiu duma janela. Em vez de assumir as consequências do seu comportamento, o que é que ela faz?
Uma estudante universitária de Idaho e os seus pais entraram com um processo legal contra a Universidade, a irmandade, o seu clube de moças, os oficiais universitários e muitos outros por terem falhado em impedi-la de beber tanto álcool.

Exacto. Os outros é que "falharam" em impedi-la de beber. Não foi ela que escolheu beber até perder controle dos seus membros.

A moça escolheu ir para aquela festa, escolheu beber um certo tipo de bebidas (várias vezes) escolheu sentar-se onde se sentou, e caiu. De quem é a culpa? De todos menos dela.

A dada altura entre o momento em que ela levantava a garrafa e o momento que ela a colava aos seus lábios, todas aquelas instituições aparentemente tinham a obrigação de aparecer do nada e tirar a garrafa das suas mãos - embora ela, como estudante universitária, seja maior de idade.

E porquê esperar que os outros te impeçam de beber demasiado? Porquê não esperar que os outros apenas te impeçam de sentar perto de janelas? E talvez impedir que tu vás a festas. No entanto, podemos ter a certeza que esta jovem não terá problemas em voltar a uma festa num futuro próximo.

Entretanto, fica aqui um vídeo duma moça que foi "obrigada" a beber.

ATENÇÃO: linguagem esquerdisticamente correcta mas demasiado agressiva para ouvidos não acostumados a vulgaridade.

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