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domingo, 31 de março de 2019

A partilha de África

A catástrofe liricamente apelidada de "revolução dos cravos" teve antecedentes remotos: a sua origem longínqua situou-se em 1941, quando Roosevelt e a superfinança americana se conluiaram com Staline. 

Num artigo publicado em O Dia (23/3/1980), duma série sobre os Rockefellers, Lourdes Simões de Carvalho transcreveu a carta que Roosevelt endereçou em 1941 ao Kremlin - carta que Le Figaro, de Paris, revelou a 7 de Fevereiro de 1951:
«Quanto à África, será preciso dar à Espanha e a Portugal compensações pela renúncia dos seus territórios para que haja um melhor equilíbrio mundial. Os Estados Unidos instalar-se-ão aí por direito de conquista e reclamarão inevitavelmente alguns pontos vitais para a zona de tutela americana. Será mais que justo. 
Queira transmitir a Staline, meu caro senhor Zabrusky, que para o bem geral e para o aniquilamento do Reich ceder-lhe-emos as colónias africanas se ele refrear a sua propaganda na América e cessar a interferência nos meios laborais».
Acrescentou depois a citada articulista:
«Em 1973, esta promessa solene continuava por cumprir. Falha tanto mais embaraçosa para a parte faltosa quanto os soviéticos tinham honrado a sua.  
Portugal, três décadas depois da cedência de Roosevelt à URSS das suas possessões africanas, interpunha-se ainda como um escolho inamovível na viabilização do contrato e lutava sozinho conta o condomínio russo-americano e respectivos mecanismos de conquista e anexação.  
Os Rockefellers eram especialistas, na América do Sul, a manobrarem através de militares a quem a pala do boné delimita o horizonte das suas abstracções. 
No dia 25 de Abril de 1974, capitães convictos de salvarem o povo das garras dos exploradores, apoiados por comunistas primários, estudantes analfabetos e intelectuais muito eruditos sobre o imperialismo dos EUA investiram contra a última barreira existente na Europa a esse mesmo imperialismo.  
Ao largo, na costa, uma esquadra americana velava pronta a intervir em favor dos revoltosos marxistas para que as promessas de Roosevelt fossem honradas. A África foi partilhada de harmonia com o esquema habitual: ideologia redentora primeiro; depois, financiamentos saneadores e divisão equitativa dos lucros entre os parceiros sociais. 
O agente de confiança de Nelson Rockefeller, Frank Carlucci, posando como embaixador dos EUA em Lisboa, com o seu homólogo da KGB, Kalinine, sob travesti semelhante, destacados para consolidar mais esta etapa, desempenharam-se com discrição e eficácia desta missão especial.  
Os expoentes máximos do Round Table Business, organismo Rockefeller que agrupa os 178 maiores capitalistas do mundo, consideram hoje Portugal como uma das melhores coutadas europeias, tendo o caminho facilitado pela desertificação dos empresários nacionais, liquidados e afastados da competição pela aguerrida matilha comunista. Chase, Morgan, Ford, Rothschild e o Kremlin tinham vencido juntos mais um lance».
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terça-feira, 28 de agosto de 2012

Homem honrado salva duas meninas e morre

"És a minha vida e agora tornaste-te, para todos nós, herói", diz à imprensa inglesa a mulher de Marco Araújo, português de 33 anos emigrado em Inglaterra, que "não hesitou" quando, a 26 de Julho, viu duas meninas, de quatro e dez anos, a afogarem-se junto ao porto de Portsmouth.

Lançou--se ao mar e salvou-as. Depois desapareceu e o seu corpo só deu à costa duas semanas mais tarde. Foi a enterrar neste fim-de--semana. A emoção apoderou-se de Tracey Hall, mulher de Marco Araújo, e da mãe e irmã da vítima, que só conseguiram viajar de Portugal até Inglaterra para assistir ao funeral após terem sido doados cerca de dois mil euros. Centenas de pessoas estiveram nos serviços fúnebres.

Marco Araújo, que no dia a seguir à tragédia ia começar a trabalhar como segurança nos Jogos Olímpicos de Londres, passeava com a mulher junto ao porto de Portsmouth quando viu as meninas em dificuldades. Atirou-se ao mar e, com um jovem de 17 anos, conseguiu colocar as vítimas a salvo. Mas acabou ele arrastado pela forte corrente. Apesar das buscas da polícia marítima, só a 8 de Agosto o corpo da vítima foi descoberto. O reconhecimento foi possível graças às impressões digitais.

Fonte

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Numa era onde a masculinidade está a ser alvo de críticas constantes - principalmente por parte das pessoas que mais beneficiam com ela - é sempre bom ler notícias destas.

« Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. »
João 15:13


domingo, 11 de dezembro de 2011

Português perde emprego em Inglaterra por não saber falar polaco

Um português que vive há 11 anos no Reino Unido e é fluente na língua inglesa perdeu o seu emprego de supervisor numa empresa que embala frutas por não conseguir comunicar com a esmagadora maioria dos trabalhadores polacos a seu cargo.

Segundo o 'Daily Mail', o drama de Paulo Franco, de 37 anos, começou há um mês, quando chegou à fábrica de Coventry e apercebeu-se de que os 18 trabalhadores a seu cargo não sabiam falar inglês e recusavam-se a aprender a língua de Shakespeare

Um colega do português ainda tentou ajudá-lo, oferecendo-lhe uma aplicação para 'smartphone' de tradução simultânea, mas Paulo Franco terá acabado por ser dispensado pela administração da fábrica de Fyffes.

"Falo quatro línguas - português, inglês, francês e espanhol -, mas nenhuma serviu. Disseram-me que teria que aprender polaco para continuar na empresa. É uma loucura. Passei nove anos a estudar inglês, mas aqui na Inglaterra querem que fale polaco", queixou-se Paulo Franco aos repórteres do 'Daily Mail'.

Fonte

Mais uma insanidade multicultural dum dos países mais multiculturais da Europa (para a sua própria destruição). Enquanto os países anfitriões não se libertarem da classe política esquerdista, a identidade nacional vai ser sempre alvo de ataques organizados.


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