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terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A história de Moira Greyland e a pedofilia dentro da comunidade homossexual


Por Moira Greyland

Eu nasci dentro duma família de famosos homossexuais pagãos no final dos anos 60. A minha mãe era a Marion Zimmer Bradley, e o meu pai era o Walter Breen. Entre os dois, eles devem ter escrito mais de 100 livros: a minha mãe escreveu livros sobre a ficção científica e sobre a fantasia (Mists of Avalon), e o meu pai escreveu livros sobre a  numismática: ele era um perito em moedas.

O que eles fizeram comigo é um assunto infelizmente público: é suficiente dizer que ambos os meus pais queriam que eu fosse homossexual, e estavam horrorizados com o facto de eu ser fêmea. A minha abusou de mim desde os meus 3 aos 12 anos. A primeira vez que eu me lembro do meu pai me fazer algo de violento, eu tinha cinco anos. Sim, ele violou-me. Eu não gosto de pensar nestas coisas. Se querem saber mais sobre as suas maldades com as meninas pequenas, e se por acaso têm um estômago forte, googlem por  "Breendoggle", que foi o escândalo que QUASE o afastou para fora do mundo da ficção científica.

Mais profunda era a sua aversão pelo meu género, apesar dos seus muitos relacionamentos com mulheres e com as vítimas femininas. Ele disse-me sem rodeios que nenhum homem me haveria de querer porque todos os homens eram secretamente homossexuais, mas que ainda não tinham aceite a sua homossexualidade natural. Devido a isso, aprendi a agir duma forma bem masculina e com a cintura bem fixa.

Vocês ainda podem observar traços da minha indoutrinação em favor da rejeição da minha feminilidade na minha recusa absoluta em ceder, e na minha franqueza, e na minha escolha de ser directora teatral durante a maior parte da minha vida. Mas uma parte boa da minha franqueza é a minha recusa em aceitar a noção de que "no fundo, no fundo, eu devo ser um rapaz que nasceu no corpo duma rapariga".

Não sou. Sou uma rapariga que foi atacada por ser uma rapariga, e alguém que tentou muito ser o "rapaz" que eles queriam que eu fosse.

Basta dizer que eu não fui a única vítima de qualquer dos géneros. Cresci a ver o meu pai a ter "romances" (na sua imaginação) com rapazes, algo que era uma fonte de frustração para ele porque eles queriam sempre dinheiro e comida como resultado do sexo a que eram sujeitos, mas não o queriam a ele (OBVIAMENTE!).

Comecei a tentar fugir de casa quando tinha 10 anos, depois da minha primeira tentativa de suicídio, e comecei  intervir quando tinha 13 anos, quando disse à minha mãe e à sua companheira que o meu pai estava a dormir com rapazes. Em vez de chamarem a polícia, algo que qualquer ser humano decente faria, elas pura e simplesmente mudaram-no para o apartamento delas, que eu dei o nome de "O Ninho de Amor", e elas voltaram a viver na nossa casa familiar.

Claro que isso apenas piorou as coisas. Há já algum tempo que eu surfava nos sofás dos meus directores da Renaissance Faire, mas ninguém poderia ficar comigo o tempo todo. Tal como pode ser imaginado, onde quer que o meu pai estivesse, lá estavam rapazes adolescentes, drogas, e não havia muita comida (embora eu não passasse fome durante a minha adolescência visto que os livros da minha mãe haviam começado a vender bem). Durante a minha adolescência vivi em todo o tipo de lugar, embora tenha voltado a viver com o meu pai quando comecei a universidade.

Houve um dia em que ele trouxe um rapaz de 11 anos para ficar connosco durante uma semana e com a permissão da sua mãe, algo que me deixou horrorizada. Garanti que ele tivesse um quarto e uma cama onde dormir. Quando vi o meu pai a pegá-lo de pernas para o ar, e a beijá-lo por todo o lado, e quando vi os livros de pornografia de fora, chamei o meu conselheiro, que já havia concordado em chamar a polícia se por acaso visse alguma coisa a acontecer, e o meu pai foi preso.

Por aquela ofensa, ele recebeu pena suspensa de três anos. No entanto, a notícia espalhou-se e um homem que lhe havia dado um lugar para ficar em Los Angeles apercebeu-se que o seu filho tinha idade para ser um alvo, e começou a fazer perguntas. Isto resultou na prisão do meu pai devido a 13 acusações PC 288 A, B, C, e D. (Basta dizer que isto são vários tipos de ofensas sexuais forçadas que nunca deveriam ser cometidas a alguém, muito menos a uma criança!)

Ele morreu na prisão em 1993, depois das minhas informações iniciais de 1989. Deve ser notado que, longe de ser um transgressor iniciante, a sua primeira prisão havia ocorrido em 1948, quando ele tinha 18 anos.

Tal como pode ser imaginado, embora a minha mãe estivesse perfeitamente ciente dos crimes do meu pai, e também o estivesse a minha "madrasta", ninguém acreditou em mim até ao momento em que ele foi condenado; fui ignorada e qualificada de "histérica". Mais uma vez, tudo isto é público: a fria indiferença da minha mãe e a pretensão de total ausência de responsabilidade por parte da minha madrasta são doentias nelas mesmas. As palavras dela deveriam ser suficientes; ela sabia o que ele queria fazer.

Em altura algum tentei fazer justiça com as minhas mãos; devido à minha estrutura moral, eu era a protectora dos outros, e eu amava muito o meu pai. Portanto, embora eu tivesse pensado que poderia perdoar o meu pai pelo que ele me fez, de maneira nenhuma cheguei a pensar que era responsabilidade minha perdoar o que ele havia feito a outras pessoas - e a sua última vítima não havia sido uma prostituta, mas uma criança que havia ficado gravemente ferida.

De qualquer das formas, da mesma forma que a minha família se havia fechado em redor do meu pai para o proteger, mais recentemente eles voltaram-se a fechar em redor dum meu parente masculino, que está a ser acusado de abusar os filhos do seu ex-namorado, que ele vê como seus "netos" visto que ele "adoptou" o seu pai como seu "filho". Sim, eu sei que tudo isto é doentio de se ler, e eu peço perdão.

Mais uma vez, eu fui marginalizada e chamada de "maluca", e "histérica" porque, afinal de contas, porque é que uma pessoa com um longa historial de abuso de menores continuaria a fazer isso? Tal como eu fiz quando acusei o meu pai, mudei de casa. Fiz um relatório policial, tal como o fizeram os meus estudantes, que estavam horrorizados com o que ele havia dito dos seus "netos".

Deve ser levado em conta que os amantes de rapazes não olham para o que fazem como um "abuso". Para eles, é sexo, e eles olham para esse sexo como "consensual", e qualquer objecção será certamente varrida pelos orgasmos que certamente serão produzidos; é uma pena que estes orgasmos calem a boca destes rapazes-vítimas e os convençam de que eles "devem" ser homossexuais (independentemente dos casamentos heterossexuais posteriores e dos filhos resultantes).

Aparentemente, 33 acusações de pedofilia feitas contra o meu parente sem nome não é suficiente e ele irá apostar tudo nisso. Nada disto é da minha conta; fiz o que pude, e é fácil entrar em contacto comigo se por acaso quiserem que eu testemunhe.

Perdoem-me o meu fatalismo, mas os agressores sexuais não param e é bem provável que haja mais vítimas. Ou alguém se chega à frente, ou ele irá violar outra vez, ou talvez, visto que ele é bem velho, ele irá morrer antes de sofrer as consequências.

Entre o tempo das denúncias relativas às prevaricações do meu pai e o tempo das prevaricações do meu parente masculino sem nome, tirei um curso Bacharelato em Performance Musical, e tinha uma carreira como harpista de casamento e como cantora; depois casei-me e tive filhos; depois tirei um Mestrado em Performance Musical; e desde 2007 que só tenho ensinado canto e harpa, e dirigido óperas em duas companhias de ópera que fundei: uma no sul da Califórnia, e outra no norte. Também fiz um álbum de música Celta. No entanto, sempre me senti insatisfeita com a minha carreira; os artistas precisam de contar a sua história, e a minha era razoavelmente feia para ser contada.

Mas estupidamente regressei para o Norte da Califórnia. A minha amada esposa do meu primo estava a morrer de cancro e eu queria fazer parte duma família, pensado que depois da morte do meu pai, o seu mal tinha morrido com ele.

Enganei-me.

Em Junho último, uma blogueira com o nome de Deirdre Saoirse Moen perguntou-se se havia alguma verdade nos rumores em torno dos meus pais, e eu disse que sim, que ambos me haviam abusado, tal como haviam abusado o meu irmão, tal como haviam abusado uma VASTA gama de outras crianças. E eu enviei-lhe dois poemas que eu havia escrito relativos a este assunto, numa altura em que eu não havia ventilado em público o que eles me haviam feito.

Ela colocou os meus emails e os meus poemas no seu blogue, o que rapidamente alcançou 92 países do mundo, para minha grande surpresa. Fui inundada com cartas de sobreviventes de abuso sexual, e tentei responder a todas elas com simpatia e com calor humano (o que, de certa forma, me abalou emocionalmente duma forma que não consigo descrever).

Todas as pessoas queriam enviar dinheiro, mas eu pedi-lhes que o enviasse para a RAINN (Rape Abuse Incest National Network), e houve até autores antológicos associados à minha mãe que pegaram todo o dinheiro dos seus direitos autorais e deram para à obras de caridade. Houve pessoas que queimaram cópias do seu livro porque não eram capazes de os vender e lucrar com o mal gerado por ela. Houve outras pessoas ainda que apagaram as suas obras dos seus Kindles e dos seus iPads.

O motivo que dei, e que ainda defendo, para não ter falado disto é: sei que muitas pessoas valorizam os livros da minha mãe, e eu não os queria prejudicar ou perturbar as suas vidas. Daí o meu choque e embaraço pela forma como a história se propagou. Ironicamente, os sobreviventes que beneficiaram dos seus livros encontraram mais força em lutar contra o abuso do que ficar do seu lado, e como tal, a minha admiração por eles perdura!

Naturalmente, há um debate enorme em relação a ela e em relação ao meu pai. Todas as vezes que surgia alguém a duvidar da minha história, outras 100 surgiam para silenciar os que me colocavam em dúvida. Os arrepiantes activistas da "idade de maioridade" também apareceram, e foram igualmente silenciados. Para minha grande surpresa, as pessoas acreditaram em mim.

Depois de ver o que havia acontecido com a filha de Woody Allen, eu não tinha qualquer outro tipo de expectativa que não uma execução virtual pública se por acaso eu me atrevesse a falar. Mas de certa forma, a minha mãe "protegeu-me" com as SUAS PALAVRAS. Ela havia testemunhado, maliciosamente, no momento que foi acusada de me ter abusado, que "as crianças não têm zonas erógenas", e nem se preocupou em negar que me havia amarrado a uma cadeira, e de me ter atacado com um alicate, alegando que me iria tirar os dentes. Com a sua admissão fria, ninguém poderia deixar de lado NADA.

De qualquer das formas, desde que a verdade veio ao de cima, os temas pedofílicos dos seus livros tornaram-se óbvios para as pessoas que haviam, no passado, olhado para eles como história ou como licença artística conferida a um autor de ficção. Com a ajuda editorial da minha mãe, o meu pai havia escrito um livro apologético do sexo entre adultos e menores com o título de "Amor Grego" sob o pseudónimo “J.Z. Eglinton.” De repente, ninguém poderia questionar o que sempre havia sido óbvio para mim.

O homossexualismo

Então, o que foi que mudou desde Junho último? Desde que falei (juntamente com outras pessoas) sobre o meu familiar sem nome em Novembro último, e depois da minha decisão de não entrar em contacto com a minha família devido à sua resposta, comecei-me a aperceber que se calhar o homossexualismo dos meus pais ERA o assunto em cima da mesa.

Sem surpresa alguma, eu havia sido educada para ser totalmente tolerante. Há alguns anos atrás li Satinover, que acreditava que os homossexuais eram, em larga escala, "pansexuais", isto é, que preferiam ter sexo com TODAS as pessoas de QUALQUER idade e de QUALQUER género, e a não se limitarem a uma só pessoa; ele olhava para isso como um problema moral e ético, e não como uma "orientação" sexual.

Vocês nem sabe o número de lésbicas que simplesmente odeiam os homens, ou que foram violadas por um, e não podem sequer pensar em sexo com um homem devido a isso. Para mim, a pesquisa em torno do homossexualismo era quase como um segredo culpado: eu a pensar no impensável. Afinal de contas, o homossexualismo sempre me havia sido apresentado como um estado natural: Eu estava "agarrada" e era uma "puritana" porque, apesar dos pedidos da minha mãe para "experimentar de outra formas", e "como é que eu poderia saber que eu era heterossexual?", eu pura e simplesmente não conseguia fazer de mim uma lésbica.

As minhas observações em relação às crenças do meu pai e da minha mãe são estas: visto que todas as pessoas são naturalmente homossexuais, é o establishment heterossexual que prende as pessoas e, desde logo, as limita. A actividade sexual levada a cabo em tenra idade facilitará a que essa pessoa tenha vontade de ter actividade sexual com qualquer pessoa, o que irá, ao mesmo tempo, instalar a utopia, eliminar a homofobia e ajudar as pessoas a tornarem-se na pessoa que "realmente são".

Isso irá também destruir a odiada família nuclear, com o seu paternalismo, sexismo, ageism (sim, para os pedófilos, isto é um assunto sério) e todos os outros "ismos". Se um número suficiente de crianças for sexualizada enquanto é suficientemente jovem, então imediatamente o homossexualismo tornar-se-á "normal" e aceite por todas as pessoas, e as antiquadas noções de fidelidade irão desaparecer

Visto que o sexo é integrado como parte natural de todas os relacionamentos, as barreiras entre as pessoas irão desaparecer e, à medida que a "cultura heterossexual" segue os caminho dos dinossauros, a utopia irá aparecer. Tal como a minha mãe dizia, "As crianças são levadas a acreditar que não querem sexo."

Sim, eu sei que a estupidez desta tese particular não tem limites, e as consequências reais são a existência de pessoas com 40 anos a receber terapia devido ao abuso sexual, muitos, muitos mas muitos suicídios, e vidas arruinadas para TODAS as pessoas. Mas alguém tinha que o dizer. Será que alguém vai ouvir?

Havia seis desconhecidos durante o julgamento do meu pai, que não testemunharam, e duas vítimas, que testemunharam. Eu ainda estou em contacto com uma das vítimas. Há alguns anos atrás ele foi silenciado de forma tão feroz pelos fãs da minha mãe, que até hoje ele ainda não é totalmente capaz de falar abertamente sobre isto. Não sei do destino de todos os seis desconhecidos, mas sei que um deles morreu aos 40 anos com desordem alimentar, nunca tendo sido capaz de falar sobre o que lhe aconteceu.

Sei também que pelo menos uma das pessoas que se encontrava na lista dos 22 nomes que dei à polícia, como potenciais vítimas, suicidou-se no ano passado. Sei também dum certo número de vítimas do meu pai que não testemunharam porque o amam. Como nota pessoal, eu posso entender o porquê: entre os meus dois pais, ele era, de longe, o mais gentil. Afinal de contas, ele apenas era um violador em série. A minha mãe era um gélido monstro violento cuja voz contorcia o meu estômago.

A madrasta e Katy Faust

Uma nota breve em relação à minha "madrasta": depois de passar 22 anos com a minha mãe, hoje em dia ela nega que alguma vez tinha sido homossexual. Então ela nasceu o quê? Será que ela nasceu homossexual e agora vive em "negação" da sua "verdadeira natureza", como diriam os homossexuais, ou será que ela apenas estava enfatuada pela minha mãe, que fez o que as pessoas famosas fazem, e aproveitou-se da sua inocência e da sua infantilidade emocional?

Ela tinha 26 anos quando se envolveu com a minha mãe, mas disse-me que sentia como se tivesse sido "abusada" por ela. Eu não posso usar essa palavra para ela porque ela tinha 26 anos. Mas ela REALMENTE chamava a minha mãe de "mãezinha" e a maior parte do conteúdo do seu relacionamento era uma tentativa dela provar que ela era "uma filha melhor" que eu.

Esta era uma competição que, para mim, estava morta desde o início: eu sou filha biológica da minha mãe. Isto é uma realidade biológica. Dar orgasmos a minha mãe não faz da minha madrasta uma filha melhor, mas sim faz dela uma pessoa néscia. E tal como pode ser visto agora, ela DEVE ser a "melhor filha" porque eu pus a boca no trombone. Hoje em dia, eu não falo com ela.

No mês de Março deste ano conheci a Katy Faust, uma das "filhas de homossexuais" que deu entrada a um relatório amicus ao Supremo Tribunal em oposição ao "casamento" homossexual. Nós trocamos correspondência, e eu deixei a Califórnia. Ainda estou zonza com a morte das últimas partes da minha negação. O homossexualismo É o problema. A crença de que ter sexo com todas pessoas irá, de alguma forma, curar os problemas e não criá-los, É o problema.

Devido a isto, comecei a falar contra o "casamento" homossexual, e ao fazê-lo, alienei até os meus mais fortes apoiantes. Afinal de contas, eles precisam de olhar para os meus pais como criminosos sexuais malucos, e não homossexuais que estão a seguir as suas fortes convicções éticas e a tentar criar a utopia segundo a sua fantasia totalmente ridícula. Eles não têm a vontade de aceitar que, se calhar, o homossexualismo pode resultar na destruição das crianças e até dos adultos que insistem em ficar no seu encalço.

Para todas as pessoas bem-intencionadas que acreditam que estou a extrapolar a partir da minha experiência para toda a comunidade homossexual, gostaria de explicar o porquê disto ser assim: Tendo como base o tempo que passei dentro da comunidade homossexual, os valores que eles têm são totalmente distintos; a sua pressuposição é de que TODAS as pessoas são homossexuais e que elas apenas estão "dentro do armário", e que experiências sexuais em tenra idade irão impedir a criança homossexual de ficar no armário, e isso causará a que toda a gente fique feliz.

Se por acaso duvidam de mim, pesquisam "idade de consentimento", twinks", "ageism", e os escritos de NUMEROSOS autores da Esquerda que acreditam que a sexualidade precoce é, de alguma forma, "benéfico" para as crianças.

Devido à minha longa experiência com a comunidade BDSM ("bondage/discipline", Sado-Masoquismo) a minha crença é de que o homossexualismo é uma questão de GRAVAÇÃO (inglês: "impriting"), da mesma forma que as fantasias BDSM o são. Para o practicante do BDSM, a práctica contínua é sexualmente excitante, e naturalmente que o mesmo acontece com o homossexual.

No entanto, daquilo que tenho visto, nem uma nem a outra produzem algum tipo de cura. A minha mãe tornou-se lésbica porque foi abusada pelo pai dela. O meu pai foi violado por um padre, e olhava para isso como o único amor que ele alguma vez experimentou. Existem muito poucas pessoas que são exclusivamente homossexuais, mas muito mais pessoas que têm relacionamentos com pessoas de AMBOS os sexos, tal como aconteceu com os meus pais e outras pessoas da minha família.

O que distingue a cultura homossexual da cultura heterossexual é a crença de que o sexo em tenra idade é bom, e a firme certeza (e não pensem por um segundo que eles NÃO sabem disto) de que a única forma de criar outro homossexual é levar a que o rapaz tenha experiências homossexuais ANTES dele ser "arruinado" pela atracção por uma rapariga.

Se por acaso vocês não vêem problemas com isto, e pode ser que isso aconteça, isto é algo que têm que levar em consideração. Se por acaso acham que estou errada, então isso é privilégio vosso, mas tomem atenção para o VASTO número de histórias de abuso sexual E de transgenerismo que aparecerão destes "casamentos" homossexuais. As estatísticas em torno do abuso sexual que ocorre junto das crianças criadas por homossexuais já são astronomicamente elevadas quando comparadas com o que acontece com as crianças criadas por heterossexuais.

Obviamente que a minha perspectiva é desconfortável para as pessoas esquerdistas junto das quais fui criada: eu "tenho permissão" para ser vítima de abuso por parte de ambos os pais, "tenho permissão" para ser vítima de violência hedionda. Mas eu NÃO TENHO PERMISSÃO para culpar o seu homossexualismo pela sua disposição  em aceitar o sexo com todas as pessoas de qualquer idade.

Mas nada disso me irá atrasar. Vou continuar a falar publicamente sobre isto. Há já muito tempo que tenho ficada calada. O "casamento" homossexual nada mais é que uma forma de gerar crianças à imagem dos seus "pais", e dentro de 10 a 30 anos, os sobreviventes irão falar.

Até lá, eu vou falando.

Moira Greyland

-  http://wp.me/p2ENJm-qv

* * * * * * * * *

Sem dúvida que nenhum membro da comunidade homossexual terá forças para a intimidar, especialmente se levarmos em contra tudo o que dois membros dessa mesma comunidade já lhe fizeram (a mãe lésbica e feminista Marion Zimmer Bradley e o pai homossexual condenado por pedofilia Walter Breen). O que ela nos diz neste texto revela de forma cabal o porquê dos casos de abuso de menores serem proporcionalmente e estatisticamente mais elevados junto dos practicantes do homoerotismo.

Tenho a leve suspeição de que a revolta contra os homofascistas no Ocidente fará com que até o Estado Islâmico pareça misericordioso. Lembrem-se duma coisa: o pêndulo histórico volta SEMPRE para o seu lugar inicial. Quando se tornar claro que a aceitação do homossexualismo necessariamente exige a aceitação do abuso sexual amplamente disseminado de crianças, não haverá misericórdia.

Existe um motivo bem sólido do porquê o homossexualismo ter sido historicamente categorizado dentro do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais"; é uma desordem mental que tipicamente emana de algum tipo abuso infantil.

Isto não significa que todos os homossexuais são pessoas malignas ou pessoas inclinadas a abusar de crianças. O que a senhorita Greyland está a dizer é que eles são, de facto, vítimas inocentes, independentemente do quão orgulhosos eles possam estar da sua vitimização passada. Mas o facto permanece de que existe uma conexão clara entre o abuso infantil e a desordem mental, e se por acaso não concordam com isto, podem sempre falar com Moira Greyland, e dizer que ela nada sabe do que fala.

Isto disponibiliza também uma resposta óbvia para todos aqueles que perguntam "Porque é que tu és contra o casamento homossexual?" Porque sou contra o abuso sexual de crianças. Se banir o "casamento" homossexual salvar UMA SÓ criança de ser vítima de abuso sexual, então isso é um imperativo moral.



quarta-feira, 27 de junho de 2012

A história de Rebecca Walker e da sua mãe feminista

Reverenciada como uma feminista e escritora que desbravou o caminho para outras, Alice Walker tocou as vidas duma geração de mulheres.

Defensora dos direitos das mulheres, ela alegou sempre que a maternidade é uma forma de servidão. No entanto, há uma mulher não se deixou convencer pelas crenças da Alice: a sua filha Rebecca, hoje com 38 anos.

Nas linhas que se seguem, e num texto de 2008, Rebecca descreve como foi crescer sendo filha dum ícone cultural e o porquê dela se sentir abençoada por ser o tipo de mulher que Alice, na altura com 64 anos, despreza: uma mãe.


Há alguns dias atrás, enquanto eu aspirava a casa, o meu filho entrou pelo quarto a dentro. "Mãe, mãe, deixa-me ajudar-te," disse ele. As suas pequenas mãos agarravam-se aos meus joelhos e os seus enormes olhos castanhos olhavam para mim. Fui sobrepujada por uma enorme onda de felicidade.

Adoro a forma como a sua cabeça descansa na curvatura do meu pescoço. Adora a forma como a sua cara entra num estado de concentração propositada quando o ajudo a aprender o alfabeto. Mas, acima de tudo, eu simplesmente adoro ouvir a sua voz dizer "Mãe, mãe." Isto traz-me a lembrança o quão abençoada sou.

A verdade dos factos é que eu quase perdia a oportunidade de ser mãe graças à educação que recebi por parte da minha mãe - uma feminista fanática. Ela era da opinião que a maternidade é a pior coisa que pode acontecer a uma mulher.

A minha mãe ensinou-me que os filhos escravizam a mulher. Eu cresci a acreditar que as crianças eram mós amarradas à volta do teu pescoço, e para mim a ideia da maternidade poder tornar uma mulher mais feliz era um conto de fadas.

O que eu descobri é que ser mãe tem sido a experiência mas recompensadora da minha vida. Longe de me "escravizar", o meu filho Tenzin - com 3 anos e meio de idade - abriu o meu mundo. O meu único arrependimento é o de ter descoberto a alegria da maternidade tão tarde. Há dois anos que tento ter um segundo filho mas até agora, não tive sorte.

Fui criada para acreditar que as mulheres precisavam dos homens tal como um peixe precisava duma bicicleta. No entanto, como eu firmemente acreditava que as crianças precisam de dois pais, a hipótese de criar o meu filho Tenzin sem o meu parceiro, Glen, de 52 anos, era aterradora. Como filha de pais divorciados, eu estava plenamente ciente das consequências dolorosas de ser criada nestas circunstâncias.

O feminismo tem muito que responder ao denegrir os homens e ao encorajar as mulheres a buscar a independência, independentemente dos custos para a sua família.

Os princípios feministas da minha mãe coloriam todos os aspectos da minha vida. Enquanto criança, eu nem tinha permissão para brincar com bonecas ou brinquedos de peluche - não fosse isso despertar em mim os instintos maternais. Martelaram-me a cabeça com noção de que, ser mãe, educar crianças e gerir uma casa era uma forma de escravatura. Ter uma carreira profissional, viajar pelo mundo e ser independente eram as coisas que realmente importavam para a minha mãe.

Amo muito a minha mãe mas não a vejo e nem falo com ela desde que engravidei. Ele nunca viu o meu filho - o seu único neto. O meu crime? Atrever-me a questionar a sua ideologia.

Que seja.

A minha mãe é venerada por mulheres um pouco por todo o mundo - e é bem provável que até haja santuários em sua honra - mas acho que chegou a hora de perfurar o mito e revelar como foi crescer como uma filha da revolução feminista.

Origens.

Os meus pais apaixonaram-se no Mississippi durante a era dos movimentos civis. O meu pai [Mel Leventhal], era um brilhante advogado filho duma família judia que havia fugido do Holocausto. A minha mãe era a empobrecida oitava filha de meeiros da Geórgia. Quando eles se casaram, uniões interraciais eram ainda proibidas em alguns estados.

A minha infância foi feliz, embora os meus pais estivessem terrivelmente ocupados e eu tivesse sido encorajada a crescer rapidamente. Eu tinha apenas um ano quando me mandaram para o infantário. Disseram-me que eles até me obrigaram a andar pela rua até chegar a escola.

Quando eu tinha 8 anos, os meus pais divorciaram-se. A partir desse momento, a minha vida ficou dividida entre dois mundos - a comunidade conservadora, tradicional, abastada e suburbana de Nova Iorque, donde provinha o meu pai, e a comunidade multirracial e avant garde californiana, donde a minha mãe se encontrava inserida. Eu passava dois anos com cada um deles - uma forma bizarra de fazer as coisas.

Ironicamente, a minha mãe vê-se como alguém muito maternal. Acreditando que as mulheres são oprimidas, a minha mãe lutou pelos seus direitos um pouco por todo o mundo, chegando a criar organizações que visavam ajudar as mulheres africanas abandonadas - oferecendo-se a ela mesmo como figura materna.

Mas embora ela tenha tomado conta de filhas por todo o mundo, e seja imensamente reverenciada publicamente pelos seus serviços, a minha infância conta um história muito diferente. Em termos das suas prioridades, eu estava num ponto muito baixo; eu encontrava-me depois do emprego, integridade política, auto-realização, amizades, vida espiritual, fama e viagens.

A minha mãe fazia sempre o que queria - por exemplo, viajar para a Grécia durante dois meses, deixando-me com familiares quando eu era adolescente. Isto é independência ou puro egoísmo?

Eu tinha 16 anos quando descobri o agora-famoso poema que ela escreveu comparando-me a várias calamidades que atingiram e paralisaram a vida de muitas escritoras. A Virginia Woolf era uma doente mental e as [irmãs] Brontes morreram prematuramente. A minha mãe deu-me à luz - eu, uma "deliciosa distracção" mas mesmo assim uma calamidade. Na altura considerei isso um choque enorme e algo muito irritante.

Segundo a estridente ideologia feminista dos anos 70, as mulheres eram primeiramente irmãs, e como tal a minha mãe resolveu olhar para mim como uma irmã e não como uma filha. A partir dos meus 13 anos, comecei a passar dias seguidos sozinha enquanto a minha mãe se retirava para o seu estúdio de escrita - a cerca de 100 milhas do local onde eu estava [+/- 160 quilómetros]. Eu ficava com dinheiro para comprar as rejeições e vivia à base de "fast food".

Irmãs juntas.

Uma vizinha, não muito mais velha do que eu, foi comissionada para tomar conta de mim. Nunca me queixei. Eu pensava que a minha função era proteger a minha mãe e nunca lhe distrair da escrita. Nunca me passou pela cabeça que eu precisava do seu tempo e da sua atenção. Quando eu era espancada na escola - acusada de ser snob por ter uma pele mais clara que as minhas colegas negras - eu dizia sempre à minha mãe que estava tudo bem, que eu tinha vencido a luta. Eu não queria preocupá-la.

A verdade é que eu sentia-me sozinha, e, com o conhecimento da minha mãe, comecei a ter relações sexuais aos 13 anos. Acho que isso foi um alívio para a minha mãe uma vez que eu passaria a ser menos exigente em termos de atenção. Para além disso, ela era de opinião que ser sexualmente activa era uma forma de ganhar poder uma vez que isso significava que eu estava no controle do meu corpo.

Hoje em dia, não entendo o porquê dela ter sido tão permissiva. Eu nem sequer quero que o meu filho tenha uma encontro romântico de brincadeira, quanto mais começar a dormir por aí mal termine o preparatório.

Uma boa mãe é atenciosa, estabelece limites e torna o mundo mais seguro para a sua criança. Mas a minha mãe não fez nada disto.

Embora eu estivesse a tomar a pílula - algo que eu havia arranjado aquando da minha visita ao médico - engravidei aos 14 anos. Eu mesmo organizei o aborto.

Hoje, quando penso nisso, estremeço. Eu era apenas uma menina. Não me lembro da minha mãe ficar chocada ou zangada. Ela tentou dar-me apoio, acompanhando-me com o seu namorado.

Embora eu acredite que fazer o aborto foi a decisão correcta para a altura [ed: não foi. Matar um bebé inocente nunca é uma "decisão correcta"] , o que veio depois assombrou-me durante décadas. O que havia acontecido comeu a minha auto-confiança e, até dar à luz o Tenzin, vivia aterrorizada ante a perspectiva de nunca vir a ser capaz de ter um filho devido ao que eu tinha feito à criança que eu destruí.

Quando as feministas dizem que o aborto não acarreta consequências, elas estão erradas.

Durante a minha infância eu estava muito confusa uma vez que, embora eu estivesse a ser "alimentada" com a mensagem feminista, eu ansiava ser uma mãe tradicional. A segunda mulher do meu pai. Judy, era uma mulher caseira, amorosa e maternal com os seus 5 filhos. Havia sempre comida no frigorífico e ela fazia todas as coisas que a minha mão não fazia - tais como ir aos eventos escolares, tirar um número infindável de fotografias, e, sempre que podia, dizer aos filhos o quão maravilhosos eles eram.

A minha mãe era exactamente o contrário. Ela nunca ia aos eventos escolares, nunca me comprava roupa, e nem chegou a ajudar-me a comprar o meu primeiro sutiã - uma amiga foi paga para ir às compras comigo. Quando eu precisava de ajuda com os trabalhos de casa, eu pedia à mãe do meu namorado.

Movimentar-me entre as duas casas era terrível. Quando estava em casa do meu pai, eu sentia-me cuidada, mas se dissesse isso à minha mãe - que me tinha divertido na casa da Judy - ela sentia-se desolada, fazendo-me sentir que eu estava a escolher esta mulher branca e privilegiada no lugar dela. Fizeram-me sentir que eu tinha que colocar uma conjunto de ideias acima das outras.

Quando fiz 20 anos, e senti o desejo de ser mãe, fiquei confusa. Podia sentir o tic-tac do meu relógio biológico mas sentia também que, se eu o ouvisse, estaria a trair a minha mãe e tudo o que ela me havia ensinado. Tentei abafar o mais que podia esses sentimentos mas durante os dez anos que se seguiram, esses desejos apenas se tornaram mais fortes.

Quando, há 5 anos atrás, conheci o Glen (professor) num seminário, sabia que havia encontrado o homem com quem queria ter um filho. Gentil, terno e imensamente apoiante, ele é - tal como eu sabia que seria - um pai maravilhoso.

Embora soubesse o que a minha sentia em relação aos bebés, eu ainda ansiava que, quando lhe dissesse que estava grávida, ela ficaria contente comigo.

"Mãe, estou grávida"

Em vez disso, quando, numa manhã primaveril de 2004, e enquanto me encontrava a tomar conta duma das suas casas, lhe liguei e lhe dei a novidade - e lhe disse que não poderia estar mais feliz - ela ficou silenciosa por alguns instantes. Tudo o que ela podia dizer é que estava chocada. Depois disso, ela pediu-me para verificar o seu jardim.

Eu baixei o telefone e chorei. De modo deliberado ela havia suspendido a sua aprovação com a clara intenção e me magoar. Que mãe amorosa faz uma coisa dessas?

Mas o pior veio depois. Ela ficou ressentida quando eu disse numa entrevista que os meus pais não me protegiam ou olhavam por mim. Ela enviou-me um e-mail, ameaçando destruir a minha reputação como escritora. Nem poderia acreditar que ela poderia ser tão perniciosa, especialmente durante a altura em que eu me encontrava grávida.

Devastada, pedi-lhe que pedisse desculpa e reconhecesse o quanto ela me havia magoado - através dos anos - com a sua negligência, e por não me ter dado carinho e afeição devido a coisas que eu não conseguia controlar - o facto de ser de raça mista, o facto de ter um pai rico, branco e profissional, e pelo facto de ter nascido.

Mas ela não recuou. Em disso, escreveu-me uma carta dizendo que há anos que a nossa relação estava a ser inconsequente e que ela já não tinha interesse em ser minha mãe. Ela chegou até a assinar a carta com o seu nome em vez de "Mãe".

Isto aconteceu um mês antes do aniversario de Tenzin, em Dezembro de 2004; desde então, nunca mais tive qualquer contacto com a minha mãe. Ela nem se quer entrou em contacto comigo quando ele foi levado de urgência para a unidade de cuidados especiais para os bebés depois dele ter nascido com dificuldades de respiração.

Desde então, fiquei a saber que a minha mãe retirou-me do seu testamento em favor dum dos meus primos. Sinto-me terrivelmente triste; a minha mãe está a perder uma oportunidade única de estar perto da sua família. Mas mesmo assim, estou aliviada.

Ao contrário de outras mães, a minha nunca demonstrou qualquer tipo de orgulho pelas minhas conquistas. Ela teve sempre uma espírito de competição que causou a que ela me minasse sempre que podia.

Quando entrei na Universidade de Yale - um grande feito - ela perguntou o porquê de eu querer obter uma educação num bastião masculino. Sempre que eu publicava algo, ela queria escrever a sua versão, eclipsando a minha. Quando escrevi as minhas memórias, "Black, White and Jewish", a minha mãe insistiu em publicar a sua versão. Ela tem grande dificuldade em sair da ribalta, o que não deixa de ser irónico se consideramos isso à luz da sua posição de que todas as mulheres são irmãs e como tal deveriam apoiar-se mutuamente.

Presente.

Já se passaram quase 4 anos desde que tive o meu último contacto com a minha mãe. Talvez seja melhor assim - tanto para a minha auto-protecção mas também para o bem estar do meu filho. Fiz tudo o que era possível para ser uma filha leal e amorosa mas já não posso ter esta relação venenosa a destruir-me a minha vida.

Sei que muitas mulheres encontram-se chocadas com a minha visão. Elas esperam que a filha de Alice Walker transmita uma mensagem diferente. Sim, o feminismo sem dúvida que forneceu às mulheres mais oportunidades [ed: não, não forneceu. O feminismo apenas disse à mulher que a única opção que conta é sair de casa]. Ajudou a abrir mais portas para nós nas escolas, nas universidades e nos locais de emprego. Mas o que dizer dos problemas que causou à minha geração?

E as crianças?

A facilidade com que as pessoas se divorciam hoje em dia não leva em conta o efeito que isso tem nas crianças [Em Portugal, a maior parte dos divórcios - 80% - é iniciado pelas mulheres]. Isso faz parte do trabalho incompleto do feminismo.

Há também a questão de não se ter filhos. Mesmo nos dias que correm, eu encontro mulheres na casa dos 30 que são ambivalentes na questão da família. Elas dizem coisas do tipo:

Eu gostaria de ter uma criança. Se acontecer, aconteceu.
Eu digo-lhes logo:
Vai para casa e começa a tratar disso porque a tua janela de oportunidade é reduzida.
[Vêr este texto]

E eu sei o quão reduzida essa janela é.

Para além disso, eu deparo-me com mulheres na casa dos 40, devastadas por terem passado duas décadas a trabalhar para o doutoramento, ou para um lugar numa firma de advocacia, apenas para descobrirem que já não têm oportunidade de fazer uma família. Graças ao movimento feminista, elas ignoraram os seus relógios biológicas, perderam a oportunidade e encontram-se agora desoladas.

O feminismo traiu uma geração inteira de mulheres e condenou-as a uma vida sem filhos. Isto é devastador. Mas em vez de assumirem a sua responsabilidade em torno deste facto, as líderes do movimento das mulheres cerram fileiras contra qualquer pessoa que se atreva a questioná-las - como eu vim a descobrir.

Não quero magoar a minha mãe, mas não posso ficar calada. Acho que o feminismo é uma experiência e como experiência que é, ela tem que ser avaliada pelos resultados. Depois dos resultados avaliados, toma-se nota dos erros e fazem-se alterações.

Espero que um dia eu e a minha mãe nos reconciliemos. O meu filho Tenzin merece ter uma avó. Mas eu estou bastante aliviada pelo facto do meu ponto de vista não estar distorcido pelo ponto de vista da minha mãe.

Sou dona de mim mesmo e vim a descobrir o que realmente importa: uma família feliz.


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