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sábado, 12 de maio de 2012

Marcha das vadias - versão 2012

Previsivelmente, como um relógio parado (ou uma doença crónica), as vitimistas profissionais irão mais uma vez aterrorizar o mundo civilizado com mais algumas horríveis e totalmente desnecessárias "marcha das vadias".

A ideia por trás deste espantalho é simples: as feministas não querem tomar responsabilidade pelo seu comportamento. Elas já fazem isso em relação à gravidez não planeada (matam o bebé), em relação aos casamentos (pedem o divórcio mas querem que o marido lhes pague o estilo de vida a que estão habituadas) e em relação ao facto dos homens normalmente avançarem mais na carreira profissional (quotas empresariais).

Agora elas querem-se desculpar de qualquer consequência que possa advir do facto de estarem vestidas duma certa forma. Como dito no passado, nenhuma mulher deve ser violada devido a forma como está vestida, tal como nenhum homem deve ser roubado só porque anda com a carteira no bolso de trás num autocarro cheio. Mas da mesma forma que é imprudente fazer a segunda, é imprudente usar roupas que podem atrair a atenção de homens potencialmente perigosos.

Mas as feministas acham que não. Para elas, a mulher deve vestir o que bem entender sem levar em conta as consequências. A única pessoa que se deve comportar de forma responsável é o homem. As mulheres não.

Daí se conclui que as marchas das vadias mais não são que uma evidência óbvia de que o feminismo é mais uma ideologia que visa dar estatuto especial a um segmento da sociedade ao defender que esse segmento não tem que assumir responsabilidade pelo que faz. Quem acha que tem, é um machista.

Navegando pela internet ficamos a saber duma marcha de vadias que terá lugar em São Paulo (Brasil).

O espectáculo circense é apresentado assim:

Para nós foi um ORGULHO levar esse evento adiante, e ver que podíamos contar com tantos homens, e mulheres, que foram até a Av. Paulista prestar apoio à causa.
Não bastava a cidade de São Paulo ser todos os anos aterrorizada com a decadência da "parada gay", aparentemente agora terá que suportar mais uma marcha de pessoas politicamente motivadas a exigir que a sociedade aceite o seu comportamento como "normal" - por mais nojento, vergonhoso ou infantil que ele seja.

Eis aqui algumas imagens seguidas dos meus comentários.


Ela pode não aceitar que o seu devasso comportamento sexual seja alvo de julgamento mas - felizmente - ele vai ser alvo de julgamento. Além disso o pensamento "eu durmo com quantos homens quiser e ninguém me pode chamar de vadia" confirma que esta marcha nada mais é que um grupo de feministas que não quer crescer e tomar responsabilidade pelos seus actos.

TRADUÇÃO: "Não vou deixar que a sociedade me condene pelo meu comportamento - qualquer que seja o meu comportamento. Eu sou feminista e como tal, posso fazer o que eu bem quiser!"


Ser vadia não é ser livre. Ser vadia é ser vadia.



Estas opções não são mutuamente exclusivas. Pode-se construir legislação que visa punir quem abusa sexualmente de mulheres (ou homens) sem no entanto deixar de ensinar as mulheres formas de evitar atrair a atenção de homens potencialmente perigosos. Aparentemente, as feministas não querem isso. Toda a responsabilidade deve ser colocada nos ombros dos homens enquanto elas, os anjinhos, se recusam a crescer.



E nós somos livres para julgar os comportamentos de quem não aceite qualquer tipo de limite à sua sexualidade. Além disso, o violador também é livre para exercer a sua sexualidade sem aceitar repressões morais ou religiosas. Mais uma vez, não se entende como é que este cartaz vai combater a violação.


Não há um nome específico para as mulheres que usam o corpo para terem o que querem?



Não seria uma marcha esquerdista sem recurso a equivalência entre coisas totalmente distintas. Para já, não se conhece qualquer padrão de beleza que force as mulheres com cabelo ondulado a alisá-lo. Isto é puro vitimismo feminista. Segundo, não há nada de "racista" em preferir mulheres com cabelo liso do que com cabelo ondulado (ou vice-versa). Da mesma forma que existem mulheres que preferem homens com um certo tipo de cabelo, existem homens com certo tipo de preferências. Terceiro: como é que este cartaz vai combater a violação?


Se ficaram com o mesmo número de parceiros, então são vadios - quer sejam homens ou mulheres. A diferença é que algumas mulheres não querem ser chamadas de vadias embora vivam como vadias.



Os violadores também não abrem mão do seu prazer só para agradar a certas pessoas. E depois? Também não lhe fazia mal nenhum abrir mão de alguns quilinhos.



Ou seja, educa rapazes a adoptar comportamentos femininos, e raparigas a adoptar comportamentos masculinos. "Excelente" mãe.


Excepto se o desrespeito vier dum homem em quem ela esteja interessada. Nesses casos, a "irmandade" feminina vai por água abaixo e é um "salve-se quem puder" atrás do alfa.



Não, não é.



Curioso que exista um cartaz a apelar aos "direitos iguais" quando alguns dos cartazes anteriores exigiam direitos desiguais uma vez que apelavam a que estas mulheres não sejam alvo de algo que toda a sociedade é: julgamento. Quem quer "direitos iguais" não exige "privilégios especiais".

* * * * * * *

Estas marchas têm todas o mesmo propósito: afirmar que qualquer que seja o comportamento da mulher feminista, ela não pode ser criticada por isso. Ela pode dormir com 40 homens numa semana mas não quer ser censurada por isso. Se algum homem a censurar, então ele é um machista.

O feminismo tem como um dos seus propósitos isto mesmo: tornar o comportamento feminino livre de qualquer tipo de crítica ou censura (politicamente correcto). A forma de anular esta mentalidade é fazer exactamente o que elas não querem que seja feito em relação a elas (embora elas o façam em relação aos homens): juízos de valor em relação ao seu o comportamento. Toda a sociedade passa por isso - até as crianças - e como tal, não há motivos para se excluir as mulheres.


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