
A AP conta-nos a história por trás da foto:
Chocante ou normal? Uma mulher a amamentar o seu filho de 3 anos é a capa da Time desta semana para a sua história em torno da "parentalidade afectuosa". As reacções variam dos aplausos, para adulação, terminando no encolher de ombros.
A foto mostra-nos uma mãe caseira de 26 anos chamada Jamie Lynne Grumet que afirma que a sua mãe a amamentou até aos seus seis anos de idade.
Na sua entrevista à Time ela afirma que desistiu de tentar explicar este acto aos estranhos que olham para o que ela faz e ameaçam-na de "chamar os serviços sociais ou olham para isto como abuso de crianças".
“As pessoas têm que entender que isto é biológico e normal” disse ela, acrescentando que “Quanto mais as pessoas se depararem com isto, mais se tornará normal na nossa cultura. É isso que espero. Quero que as pessoas vejam.”
“Quanto mais as pessoas se depararem com isto, mais se tornará normal na nossa cultura.”
Portanto, o "normal" é criado através da dessensibilização do anormal. Aquilo que há 30 anos era justificadamente tido como "anormal" e "perverso", hoje em dia é visto como "normal" e "aceitável". Isto acontece não porque temos a "mente mais aberta", mas sim porque os engenheiros sociais usaram da sua posição para nos dessensibilizar.
A Jamie tem razão quando diz que amamentar é normal. No entanto, o facto de algo ser normal não implica que possa ser levado a cabo em qualquer altura, a qualquer pessoa, quando bem se quiser. Amamentar é normal. Amamentar uma criança de 3 anos não é.
Que tipo de "homens" é que esta cultura gera?