Mais um homem que pede "conselhos" para algo que deveria ser relativamente fácil de decidir. Com comentários do blogue "Alpha Game Plan"
QUERIDA ABBY: A minha mulher é eu estamos casados há 5 anos. Descobri recentemente que, quando ela tinha 19 anos, ela fez entre 10 a 20 filmes pornográficos. Nós casamo-nos quando ela tinha 27 anos, e temos 4 filhos de dois casamentos anteriores.
Estou devastado.
Quando a confrontei com isto, ela chorou de uma forma que eu nunca a tinha visto chorar, e disse que este foi o maior erro da sua vida. Entendo que seja difícil dizer a alguém sobre isto. Eu mesmo também não levei uma vida perfeita, e também tenho os meus esqueletos no armário (dos quais nunca faria menção).No entanto, não consigo superar esta situação. Nunca senti uma dor como a que sinto agora e não sei o que fazer. Amo a minha esposa e não quero o divórcio, mas isto [o facto dela ter feito 10-20 filmes pornográficos] assombra-me todas as noites.Temos uma excelente vida e eu tenho total confiança nela. O que é que tenho que fazer para superar esta situação?Assinado: DEVASTADO NOS ESTADOS UNIDOS.
A resposta da "conselheira" não foge muito ao que seria de esperar (como já visto aqui):
CARO DEVASTADO: Um passo gigante na direcção certa seria aceitar que ambos tinham um passado antes de se casarem, e que ambos fizeram coisas das quais não estão orgulhosos.
Todas as pessoas têm um passado mas nem todos os passados têm o mesmo peso matrimonial. Certamente que a esposa sabia antecipadamente que os homens não se querem casar com "actrizes" pornográficas, mas mesmo assim, ela escolheu esconder esta informação. O próprio facto dela o ter escondido demonstra que ela sabia que este passado seria muito relevante se o marido (ou futuro marido, na altura), tivesse conhecimento antes de casar.
A colunista continua:
Depois disto, faça uma lista de todas as coisas boas que vocês têm juntos, e perdoe a sua esposa por ter feito erros dolorosos no passado, dos quais ela se encontrava demasiado envergonhada para revelar.
Note-se como o foco passou do que o homem sente, para o que a mulher sente. O propósito da colunista não é ajudar o casamento, nem ajudar o homem que entrou em contacto com ela, mas remover da mulher o estigma dum passado que, a ser sabido antes do matrimónio, seria suficiente para que o casamento não se verificasse.
Certamente que isto [fazer uma lista das "coisas boas" que eles têm juntos] é melhor do que divorciar a mulher por uma coisa que ela não pode mudar.
A implicação disto é que se ela - a esposa - pudesse mudar o passado, então já seria moralmente aceitável pedir o divórcio; como ela não pode mudar o passado, então o melhor é o homem suprimir a sua natural aversão pela mulher promíscua, e manter-se casado com ela. Ou seja, o que ele sente é irrelevante: o que interessa é o que ela sente.
Se isto não funcionar, então será aconselhável procurar aconselhamento matrimonial.
Este "aconselhamento matrimonial" terá como propósito único condicionar o homem de modo a que ele altere a sua psicologia e se sinta "bem" em ter como esposa uma mulher que, a troco de dinheiro, disponibilizou o seu corpo para a degradação sexual com vários homens potencialmente contaminados com DSTs.
Mas este será um esforço condenado ao fracasso porque a rejeição que o homem tem pela mulher promíscua está embutida na sua psicologia masculina; ela não pode ser alterada através da lei nem através da pressão social ("shamming").
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Até pode ser que estejamos errados, mas acho que a maior parte das mulheres entende que ter um passado como "actriz" pornográfica não pode ser considerado um acréscimo matrimonial.
A reacção da esposa pode ser indício de que ela foi realmente apanhada de surpresa (ou então não foi suficientemente rápida em voltar a situação ao contrário e acusar o marido de infidelidade por assistir filmes pornográficos). Mas levemos em conta que nós estamos provavelmente a falar dum N ([N = números de parceiros sexuais] que varia dos 10 aos 50 (e isto falando só dos parceiros sexuais que ela teve nos filmes, fora os que ela teve na vida pessoal). Vamos assumir que o N é 30.
Se as mulheres são capazes de entender o quão desagradável é para o homem casar com uma mulher que teve 30 parceiros sexuais durante a sua "carreira cinematográfica", porque é que é tão difícil para algumas entender que fornecer os mesmos serviços sexuais gratuitamente não é mais aceitável para os homens, (quer existam ou não câmaras em redor)?
Se as mulheres são capazes de entender o quão desagradável é para o homem casar com uma mulher que teve 30 parceiros sexuais durante a sua "carreira cinematográfica", porque é que é tão difícil para algumas entender que fornecer os mesmos serviços sexuais gratuitamente não é mais aceitável para os homens, (quer existam ou não câmaras em redor)?
Devido a isto, a ideia de que o passado pornográfico é intrinsecamente pior que um outro passado não-pornográfico, mas com o mesmo número de parceiros sexuais, é dúbio. Afinal, o que é pior: 1) uma mulher que afirma que fez o que pelo dinheiro, ou 2) outra que afirma tê-lo feito de graça? E qual das duas mulheres é mais susceptível de trair o marido: a mulher que fez o que fez pelo dinheiro, ou aquela que fez o que fez apenas e só porque teve vontade de o fazer?
É perfeitamente lógico o homem rejeitar a mulher promíscua - quando se fala em casamento - porque a vida sexual passada é uma forma válida do homem projectar que tipo de esposa ela vai ser.
Conclusão:
Hoje em dia as mulheres pedem o divórcio pelos motivos mais frívolos, mas os homens aparentemente não tem apoio social na sua decisão de se divorciar duma mulher que 1) fez filmes pornográficos e 2) escondeu que fez filmes pornográficos.
Ver também: Colunista feminista chocada por descobrir que os homens não se querem casar com mulheres promiscuas


