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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Família tem mais poder que os amigos no bem-estar e auto-estima dos jovens


A sensação de bem-estar e auto-estima dos jovens depende mais das relações familiares do que das ligações entre colegas, que só ocupam o lugar da família quando esta se ausenta, segundo um estudo de investigadores portugueses.

Afinal qual é a importância da família e dos amigos na auto-estima dos adolescentes? Para conseguir responder a esta questão, a equipa do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA) inquiriu 900 alunos do 7º, 9º e 11ª ano. No final, percebeu que a família tem mais impacto.

Há uma convicção, mais ou menos generalizada, de que durante a adolescência o grupo de pares acaba por substituir um pouco a família. Mas o que estes dados acabam por mostrar é que isso não é exatamente assim. No que toca ao sentimento de bem-estar, a família continua a ter um papel mais importante do que o grupo”, contou à agência Lusa o coordenador do estudo, Francisco Peixoto.

O facto de sentirem que a “família os aceita tal como são, que os apoia quando precisam, nomeadamente em termos efectivos, e que simultaneamente lhes dá autonomia para poderem crescer e desenvolver-se, faz com que sintam que são pessoas que têm valor”, sublinhou o professor do ISPA.

Francisco Peixote sublinha que o facto de a família dar "um contributo maior para a auto-estima que a relação com os colegas” não significa que o grupo de amigos não é importante.

Os amigos são importantes mas, em muitos casos, não conseguem substituir a família: “contrariamente aquilo que se faz passar, de que o grupo acaba por preencher o espaço da família, isso não é completamente verdade. Depende das circunstâncias”, disse o investigador.

Os pares acabam por ocupar o espaço, quando a família deixa esse espaço vazio. Se a família cuidar dos filhos que tem continuará a ter esse papel importante, de o jovem se sentir bem com ele próprio”, alertou.

Sobre as características “ideais” da família, Francisco Peixoto sublinha que “não há um manual de boas práticas”, lembrando apenas que na base deve estar a “aceitação” dos filhos tal como eles são.

A questão fundamental é a da aceitação. A ideia de que os pais forçam os filhos a ser aquilo que eles quereriam ter sido, isso não contribui obviamente para uma boa prática familiar, porque o que vai acontecer é que o adolescente é rejeitado pela família, porque a família quereria ter outro que não aquele que está ali à frente”, lembrou.

O estudo será apresentado quinta-feira no ISPA durante a conferência “A construção do auto-conceito e da auto-estima na adolescência”.

Fonte

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Mais uma evidência muito forte contra todos aqueles que consideram a família natural algo "opressivo".


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Como lidar com manginas

O grande Angry Harry volta a fazer das suas ao dar conselhos úteis sobre a forma de lidar com homens que não sabem o propósito que o feminismo tem para eles.

Os MRAs mais experientes sem dúvida que já sentiram algum tipo de irritação pela atitude condescendente que alguns dos seus amigos exibem quando lhes é dito que o feminismo não é a ideologia benigna que eles pensam que é. Se calhar eles estavam sentados à mesa com alguns dos seus amigos quando o tópico surgiu.

Em alturas como esta, a conversa pode-se tornar muito acalorada à medida que o MRA se vai envolvendo mais e mais enquanto ouve comentários sarcásticos e de escárnio dirigidas a si.

Fica aqui, então, o meu conselho.

Se parece que a conversa não está a chegar a bom porto, então podes facilmente terminá-la e deixar uma impressão duradoura nos homens que tão rudemente fecharam a mente às tuas brilhantes pontificações. Se estás em busca dum efeito máximo - e de preferência de forma a que as mulheres te possam ouvir - dizes o seguinte:

Bem, se ela te quer fora de casa, então lá vais tu. E se ela não quer que tu vejas os teus filhos, então tu não vês os teus filhos.
Normalmente isto cala os homens. Podes observar a forma desconfortável como eles olham uns para os outros. Eles imediatamente se apercebem que este não é um caminho que eles querem prosseguir - especialmente em frente às suas esposas.

O seu tom sarcástico e o seu escárnio evapora-se. Os seus ombros caem. Os seus egos esvaziam-se. Eles não só não se atrevem mais a fazer pouco das tuas palavras, como o que tu disseste deixa uma impressão duradoura neles.

O que tu acabas de fazer é mostrar aos teus amigos o quão pouco poder eles possuem, e como o poder está todo do lado das mulheres.

Se te sentes particularmente maldoso podes sempre acrescentar:

É melhor fazeres sempre o que ela te diz, certo?
Esta é dolorosa, mas se mantiveres sempre um enorme sorriso amigável no teu rosto à medida que espetas a faca - aparentemente não ciente do estrago que fizeste aos seus egos e ao seu orgulho - a conversa pode-se mover para outros tópicos numa atmosfera amigável.

No entanto, estes homens nunca mais terão motivação para fazer pouco do teu ponto de vista. Mas se eles continuarem com o sarcasmo, termina com a seguinte frase:

Está bem. Aceito que tu penses que o feminismo é uma coisa boa. Não falemos mais nisto. Certifica-te, sim, de fazer o que ela te manda fazer.
Assim acabas a conversa por cima.

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