As feministas alegam que o feminismo
centra-se na igualdade. Os MRAs ("Men's Rights Acivists") e muitos
outros anti-feministas sabem que o feminismo centra-se na supremacia
feminina e não na igualdade. Louise Pennington, escrevendo para o Huffington Post, admite isso mesmo (que feminismo = supremacia feminina) e defende que a "igualdade" nada mais é que cortina de fumo feita para impedir a libertação das mulheres:
O meu feminismo original centrava-se na igualdade: as mulheres eram iguais aos homens e tudo o que nós precisávamos eram de leis que forçassem os misóginos a parar de ser misóginos. À medida que vou envelhecendo, mais vou acreditando que a "igualdade" nada mais é que uma cortina de fumo feita para impedir a verdadeira libertação das mulheres. A igualdade perante a Lei não significa nada quando a violência é endémica.
E o que é a "verdadeira libertação da
mulher"? Nada mais que o supremacismo feminino. Uma vez que Pennington
é, ao mesmo tempo, contra a igualdade entre homens e mulheres e
presumivelmente contra a inferioridade das mulheres perante os homens
(visto que desta forma as mulheres não estariam "libertas"), a única
opção que sobra é a dela apoiar a supremacia feminina. Isto é
confirmado pelo ataque que ela faz à igualdade perante a lei:
O feminismo necessita mais do que a igualdade. Requer a libertação. Requer a libertação de TODAS as mulheres da violência masculina.
Apesar de se saber que a total eliminação do crime (ou da violência) seria impossível, os
governos têm desencadeado uma guerra contra o crime desde que os
governos começaram a existir. A única forma de se tentar fazer tal
coisa (acabar com o crime) seria criar um estado-policial com
características nunca vistas até hoje - nem na União Soviética. Nem o
socialismo nem o estado-policial da União Soviética foram
suficientemente totalitários e suficientemente supremacistas femininos
para os gostos da Louise Pennington porque os socialistas afirmavam
lutar pela igualdade e pela ideia dos homens e as mulheres terem os
mesmos direitos.
Até dois anos atrás, eu identificar-me-ia como uma feminista-socialista, embora eu soubesse que a opressão estrutural contra as mulheres estava em crescimento. A misoginia implacável e a apologia da violação sexual por parte da Esquerda fez-me reconsiderar a minha posição política, tal como a criação do "Feminist/Women’s Rights" na Mumsnet.
Quanto mais eu lia a Mumsnet, mais feminista radical me tornava. Comecei a ler Andrea Dworkin, Natasha Walters, Kate Millett, Susan Faludi, Susan Maushart, Ariel Levy, Gail Dines, Germaine Greer, e Audre Lorde. Aprendi mais sobre o femicídio cultural e comecei a ler só livros de ficção escritos por mulheres: Isabel Allende, Alice Walker, Maya Angelou, Kate Mosse, Margaret Atwood, Kris Radish, Barbara Kingsolver, e Andrea Levy entre muitas outras. Comecei a ler mais sobre a vida das mulheres e sobre o poder da genuína irmandade.
O meu feminismo, tanto a definição como o activismo, alteraram-se de modo dramático durante os últimos 18 anos. Hoje, eu classifico-me como uma feminista pró-radical anti-capitalista uma vez que acredito que a fonte da opressão da mulher é a violência masculina perpetuada pelas estruturas da nossa economia capitalista. O Patriarcado pode pré-datar o capitalismo mas nós não o conseguiremos destruir sem destruir ao mesmo tempo o capitalismo.
Nem sempre me sinto como uma "feminista genuína" ou uma feminista "suficientemente boa". Tudo o que sei é que sou uma feminista que acredita de modo verdadeiro que as mulheres têm o poder de libertar todas as mulheres da violência masculina; de modo fiundamental, esse feminismo centra-se no poder da irmandade.
O meu activismo feminista envolve privilegiar as vozes femininas acima das vozes masculinas. Hoje em dia eu só leio livros escritos por mulheres. Tento obter as notícias do mundo actual de sites femininos e de jornalistas tais como Soraya Chemaly, Samira Ahmed, Bidisha, Helen Lewis, Bim Adewunmi, e Sarah Smith.
No Twitter e no Facebook só sigo jornalistas que sejam mulheres. Dou o meu apoio a organizações que colocam as experiências femininas no centro do debate público: "Women Under Siege", "The Everyday Sexism Project", e "The Women’s Room UK".
Pennington afirma que ela está a dar privilégio às mulheres acima dos homens. Isto não se esgota no que ela lê ou no seu activismo. Através do seu artigo,
Pennington não ataca uma ideia vaga da "igualdade"; ela ataca noções
específicas de igualdade, nomeadamente, a igualdade perante a lei. Ser
contra a igualdade perante a lei significa que
Pennington quer elevar as mulheres acima dos homens aos olhos da lei (que é o aspecto mais importante da supremacia feminina).
O texto não deixa dúvidas de que Pennington é uma supremacista feminina, e de que o feminismo se centra no supremacia feminina.
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Especialmente dedicado aos idiotas úteis que contraditoriamente se identificam como "homens feministas".