segunda-feira, 6 de julho de 2015

A natureza agridoce da igualdade sexual

Por Suzanne Venker

No dia 1 de Maio, escrevi um artigo para a FoxNews.com onde falei do porquê os homens não se estarem a casar. Nele, citei vários motivos para este fenómeno, sendo um deles o facto das mulheres estarem a ir para a cama de forma indiscriminada, e reduzindo desde logo o campo de solteiros elegíveis. "O porquê dos homens não se casarem contigo" ainda é um dos artigos ainda em foco na Fox News dez dias depois dele ter sido postado, e eu já recebi muitos emails por parte de leitores, tanto de homens como de mulheres. 

Ironicamente, dois dias depois do artigo ter sido publicado, o New York Times publicou artigo vencedor deste ano do concurso "Modern Love College Essay". A autora é Jordana Narin, e o título do seu artigo é “No Labels, No Drama, Right?” (Eis aqui uma entrevista na NPR om a Narin. Vale a pena ouvir e não é longa).

Aluna do 2º ano da Universidade da Colúmbia, a menina Narin obviamente que não tem planos de se casar, mas tal como todas as mulheres, ela está em busca de amor. Por uma ligação.

A essência do seu artigo honesto e directo é que, entre as pessoas da sua geração, está a ficar cada vez mais difícil encontra o amor.

Já ninguém sabe o que as outras pessoas pensam, e, diz ela, isto prende-se parcialmente à acção da tecnologia. É verdade que enviar mensagens SMS nunca pode tomar o lugar da interacção humana, mas o problema da geração de Narin começou muito antes das SMS.

No seu artigo, Narin fala de "Jeremy", um homem que ela conheceu online e com quem ela mais tarde teve relações sexuais. Ela escreve:

Eu disse que a minha geração será lembrada pelos nossos relacionamentos indiferentes, e pelos romances rudimentares. Nós envolvemo-nos. Nós enviamos um sext [ed: text + sex]. Nós arrastamos o ecrân para a direita. Enquanto isso, evitamos etiquetas e tentamos enterrar as nossas emoções.... Até hoje, se eu por acaso deixo escapar um nome na presença do meu pai, a sua resposta é, "Vocês estão a ter um caso estável?"

"Hoje em dia as pessoas não têm casos estáveis," eu explico. "Ninguém mais fala assim. E ninguém mais faz isso. As mulheres hoje em dia têm mais poder, e nós não desejamos só um homem. Nós mantemos as opções aberta e nós estamos no controle."

Mas será que estamos?

Eu tenho pairado sobre a mesma pessoa durante os últimos 4 anos. Será que eu posso de forma honesta qualificar-me a mim mesmo de empoderada se sou incapaz  partilhar com ele os meus sentimentos? Será que as minhas opções podem ser mais limitadas do que já são? Será possível eu estar com menos controle do que o pouco que tenho?

Não, menina Narin, não é possível tu teres menos controle do que o pouco que já tens. A vossa geração está sob a errónea pressuposição de que (a) os homens e as mulheres são iguais, isto é, a mesma coisa, e como tal, ambos podem desfrutar de sexo sem compromisso, e que (2) a promiscuidade é algo emancipador. Ambas as pressuposições são mentiras flagrantes.

Eu poderia escrever sobre as diferenças entre a biologia masculina e a biologia feminina, tal como fiz neste post, não vou fazer isso. Em vez disso, deixem-me usar uma história como exemplo. Tu insistes que as pessoas de hoje já não se encontram "divididas por género" e que as mulheres não "anseiam por uma ligação" com apenas um homem.

Se isto é verdade, porque é que as mulheres têm que "enterrar as suas emoções" quando se envolvem com um homem? Porque é que a afeição de Jeremy "elevou-se como uma promessa"? Porque é que tu tens "pairado" sobre ele durante os últimos quatro anos?

Porque tu és uma mulher e não um homem.

As mulheres são seres românticos e relacionais, e os homens estão construídos para reagir a isto! Mas eles não respondem a uma mulher que age como um homem. Mal tu vais para a cama com um homem que não está apaixonado por ti, acabaste com o poder que tinhas para o fazer ficar.

O homem pode ir para a cama com uma mulher por quem ele não está apaixonado e sair dessa situação ileso. Tu, por outro lado, não podes. Não é esse o tema de inúmeros livros e filmes? Podes chamar a isso de injusto, mas se tens que problemas. tens que colocar esse problema perante Deus, ou a Mãe Natureza, dependendo dos teus pontos de vista espirituais.

O artigo de Narin prova que a igualdade sexual é agridoce. O feminismo pode ter ajudado as mulheres a avançar no emprego, mas o mesmo feminismo arruinou os seus relacionamentos com os homens [ed: tal como era suposto].  Enquanto as mulheres agirem como os homens, todas quentes, agitadas e sem vontade de compromisso, elas nunca irão encontrar o que buscam.

E o que elas buscam, embora elas tenham desprezo em admitir, é amor.


* * * * * * * * * *

Um comentador do blogue Alphagameplan fez o seguinte comentário:

O feminismo é um morto a cambalear. Tudo o que esse movimento tem como forma de controlar os homens, e mantê-los dentro da prisão feministas, é o shamming (acto de envergonhar os homens) e o governo (curiosamente, entidade composta maioritariamente por homens).

Mas hoje em dia, e de modo crescente, o shamming já não funciona, e os homens estão-se a desligar da sociedade como forma de evitar emaranhamentos com o governo; se tu não te casas, então não te podes divorciar, e se não vives em coabitação, então não podes ver metade dos teus bens apropriados; se não tens filhos então não podes ser forçado a pagar pensão alimentar; se não entras dentro do mundo empresarial, então não podes ser acusado de "assédio"; e se não tens encontros amorosos, tu reduzes de modo drástico as probabilidades de vir a ser vítima duma falsa acusação de violação.

Tudo isto são pontos ameaçadores presentes no mundo moderno que não existiam antes do feminismo. O facto das mentes fracas feministas terem pensado que os homens continuariam a viver como se estas ameaças não existissem diz muito sobre elas. E durante os últimos 50 anos os homens de facto foram vivendo. mas isso agora acabou.

Agora, os homens estão a fazer o que sempre fizerem, isto é, a pesquisar o meio ambiente, a entendê-lo e a viver de forma racional segundo esse meio ambiente. E de modo incremental, isto significa viver uma vida sem levar em conta o que as mulheres querem. Isto não significa viver sem sexo, sem relacionamentos ou sem companhia feminina, mas sim que o investimento que os homens fazem nestas áreas será drasticamente reduzido.

À medida que o feminismo vai reduzindo o valor das mulheres (aos olhos dos homens), os homens estão a reduzir a quantidade de tempo, esforço, atenção e dinheiro que eles estão dispostos a gastar nos decadentes "benefícios" que a mulher traz para a sua vida.

Mas a notícia chocante é que o custo do feminismo, inicialmente sustentado pelos homens, e depois pelas crianças, está actualmente a ser passado para as mulheres. Um número recorde de mulheres vivem sozinhas, um número recorde de mulheres não têm filhos, um número recorde encontra-se dependente de medicação psiquiátrica, um número recorde enfrenta agora uma vida inteira de escravatura salarial em empregos que elas não podem abandonar. E mesmo assim, o feminismo distorce estas consequências como escolhas de vida da mulher e como coisas "empoderadoras".

No entanto, quando as mulheres declaram os seus níveis de felicidade, em todas as classes, raças e estratos demográficos a sua felicidade é inferior à sua felicidade por alturas em que a mesma começou a ser contabilizada há 50 anos atrás. Mais revelador ainda, e pela primeira vez, a felicidade feminina é inferior à masculina.


Mas não é preciso ler 'The Paradox of Declining Female Happiness' para saber isto. Falem com alguém que faça parte do crescente grupo das mulheres sem filhos com 30 ou 40 anos de idade pessoalmente -  e não em grupo - para ficarem a saber da VERDADEIRA história, o VERDADEIRO efeito do feminismo no mundo VERDADEIRO. Estas mulheres não se importam com o feminismo; elas só querem saber para onde foram os maridos decentes, aliás, para onde foram os homens decentes - QUALQUER homem decente. Quase de certeza que eles, enojados com o que o feminismo fez às mulheres, pura e simplesmente afastaram-se.

A realidade dos factos é que os homens não querem lutar contra as mulheres visto que isto encontra-se em oposição ao cerne do que significa ser um homem. Mas o feminismo lançou os homens para dentro duma guerra que eles não começaram e nem queriam. Chegamos a um ponto onde as feministas alegam ter "vencido" guerras que os homens nunca chegaram a aparecer para lutar.

E mesmo agora, à medida que as feministas empurram as coisas para níveis cada vez mais absurdos, e à medida que mais e mais restrições estão a ser colocadas sobre o comportamento normal masculino, e quando definições cada vez mais insanas de "violação" e "agressão" estão a ser criadas como medidas desesperadas de, de alguma forma, colocar as mulheres como vítimas perpétuas - mesmo agora - os homens recusam-se a se alistar para uma batalha real.

Isto revela de forma profunda o quanto que os homens não querem lutar contra as mulheres.

O som da batalha final dos sexos não será ouvida nas estradas e nem nas legislaturas. Não será televisionada e nem será reportada. Não haverá bandeiras levantadas e nem paradas vitoriosas. Porque ela já está em progresso. Está a acontecer em nosso redor à vista de todos - de todos aqueles que têm olhos para ver.

E os homens estão a colocar em práctica  a mais devastadora de todas as armas - a indiferença. Nesta batalha final, vence quem se importar menos. Chegou a hora de se colherem os frutos do feminismo, e para as mulheres, o fruto será o mais amargo de todos.

Palavras mais sensatas não poderiam ser ditas. O feminismo "venceu", os homens as mulheres, e as crianças perderam. O estado ganhou, a sociedade perdeu. O divórcio venceu, o casamento está destruído. As mulheres são ensinadas a não confiar nos homens (sem que nada sustente essa desconfiança), ao mesmo tempo que os homens aprendem a não confiar nas mulheres (e com bons motivos para não o fazer, devido à guerra gerada pelo feminismo). O futuro está ameaçado, e o passado é uma memória cada vez mais distante.

Quem planeou, financiou e colocou em práctica o feminismo sabia que isto acabaria assim. Que pena que as mulheres só agora estejam a ver o mal que o feminismo gerou.



2 comentários:

  1. Assédios sexuais, segundo nos informa o Artigo 216 do CPB de 1940, são os atos que envolvem afetos (afagos, amplexos, cócegas, euquímanos e ósculos), elogios, escritos, músicas, poemas e outros que são constrangedores, impróprios e/ou insistentes. Eles não necessariamente ocorrem em ambiente de trabalho. Tanto homens quanto mulheres cometem estes crimes. Caso os constatemos, denunciemo-los às Autoridades para que eles sejam punidos draconianamente.

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  2. Muito bom! Tenho 18 anos e estudo em universidade pública e vejo o movimento feminista crescer assustadoramente! Meu pensamento é conservador e um pouco machista e por isso sou segregada e julgada pelo grupo das "modernas". Não mudarei meu pensamento e muito bom achar esse site para ajudar na construção da minha argumentacao na contramão dessa loucura toda

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