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sábado, 27 de agosto de 2016

Red Symphony: O interrogatório dum comunista financiado pelos banqueiros

Por Daryush Valizadeh

Um documento com o nome de "Red Symphony" é tido como uma transcrição do interrogatório feito por um agente da KGB a um comunista Trotskista que tentou subverter Estaline. O mesmo é tido como autêntico mas, obviamente, não há forma de ter certezas absolutas. O comunista detalha uma conspiração levada a cabo pelos banqueiros com o propósito de controlar o mundo.

Texto integral: http://mailstar.net/red-symphony.html

O Comunismo irá obter a vitória graças às contradições do Capitalismo [...] ...uma maior concentração dos meios de produção corresponde a uma maior massa proletária, uma força mais numerosa para a construção do Comunismo. Não é assim?

Esta contradição declara que, com o passar do tempo, o capitalismo vai ficando mais centralizado no topo, onde cada vez menos homens detém os meios de produção. Isto aumento o número dos que nada têm, que, consequentemente, se movem em favor do comunismo porque não têm riqueza. Portanto, a longo prazo, o capitalismo irá gerar as condições que irão causar a que o comunismo se torne numa boa ideia para aqueles que se encontram na base da escala do poder económico.

Tal como sabemos, o propósito único de qualquer luta dentro da esfera económica é em favor de se ganhar mais e trabalhar menos. Tal é o absurdo económico, mas  segundo a nossa terminologia, tal é a contradição que não foi notada pelas massas, que ficam cegas quando, a dada altura, há um aumento de salários, que é rapidamente anulado pelo aumento dos preços.

E se os preços são limitados pela acção governamental, então a mesma coisa acontece, isto é, a contradição entre o desejo de gastar mais, produzir menos, é qualificada aqui pela inflação monetária. E devido a isto, entramos num ciclo vicioso: greve, fome, inflação, fome.

Controlar o dinheiro é apenas uma forma através da qual os banqueiros operam para atingir os seus objectivos: poder.

G. - Mas se, segundo você - e eu sou da mesma opinião - eles já têm poder político global, então qual é o poder que eles ainda querem obter?

R. -Já lhe disse: Poder total, tal como aquele que Estaline tem na URSS, mas a nível global.

As pessoas que nós vêmos em posições proeminentes parecem ter poder, mas essas pessoas não se encontram no topo da escala:

...nenhum "Deles" é a pessoa que ocupa uma posição política ou uma posição dentro do Banco Mundial. Tal como eu passei a entender depois do assassinato de Rathenau em Rapallo, eles dão posições politicas ou financeiras aos intermediários. Claro que são pessoas de confiança e leais, e pessoas que dão imensas garantias: logo, pode-se dizer que os banqueiros e os políticos nada mais são que homens-palha .... apesar destes ocuparem posições elevadas e parecerem ser os autores dos planos que são levados a cabo.

A ajuda da Maçonaria dentro desta conspiração:

Todas as organizações maçónicas tentam fomentar e gerar todos os pré-requisitos necessários para o triunfo da revolução Comunista; este é o propósito óbvio da maçonaria; é bem claro que tudo isto é feito sob vários pretextos; mas eles escondem-se sempre por trás do seu bem-conhecido triplo-slogan. (Liberdade, Igualdade, Fraternidade).

Hitler nada mais era que um peão dentro deste jogo, até que eles passou a ter a ideia de imprimir o seu próprio dinheiro (...)

Como forma de controlar Estaline, a finança internacional viu-e forçada a ajudar no crescimento de Hitler e do Partido Nacional Socialista. Rakowsky confirmou que financiadors Judeus ajudaram os Nazis embora Hitler não estivesse ciente disso.

O livro é intrigante, e parece confirmar o que sabemos sobre a forma como a elite opera.

http://bit.ly/2bOiRe

* * * * * * *

Isto confirma também o que já havia sido dito no passado: a "guerra" entre o comunismo e o capitalismo é uma fachada visto que a mesma Alta Finança controla ambas as ideologias. (Convém salientar que "capitalismo" e "livre mercado" podem ter pontos comuns mas uma não é idêntica à outra)

O motivo que levou a Alta Finança mundial (os assim-chamados globalistas) a tentar destruir Estaline prende-se com o facto deste último avançar com o Comunismo "Nacionalista" (se é que isso existe) enquanto que os banqueiros desejavam o Comunismo Internacionalista. Visto que Estaline aparentemente não estava a cooperar com quem havia financiado a Revolução "Russa", os banqueiros resolveram removê-lo do poder.

Quando Estaline se tornou uma ameaça demasiado grande para ser contida, os globalistas elevaram Hitler como forma de o usar contra Estaline.

Mas Hitler começou a imprimir o seu próprio dinheiro e a desenvolver um sistema económico que diminuía a dependência da banca internacional, o que, desde logo, fez dele uma ameaça económica ainda maior que Estaline, levando os internacionalistas a buscar formas de avançar com uma guerra para destruir a sua influência.

Resumidamente, "Red Symphony" revela a forma como os agentes activos das guerras e das "mudanças de regime" são os mesmos banqueiros que há já algum tempo escravizam as nações através da dívida.

Chaim Rakover ("Christian Rakovsky", o homem que revelou o que se leu em cima) diz que as cinco pontas da estrela comunista são os cinco irmãos Rothschild e os seus bancos. Para os idiotas úteis que olhavam para o comunismo como forma de "lutar contra os banqueiros", fica a revelação de que o comunismo sempre foi financiado pelos mesmos banqueiros que eles dizem ser contra.

Por fim, Chaim Rakover identifica o único verdadeiro inimigo do sistema comuno-globalista:
Na verdade, o Cristianismo é o nosso único inimigo real visto que todo o fenómeno político e económico dos Estados Burgueses emana dele. O Cristianismo, ao controlar o indivíduo, é capaz de anular a projecção revolucionária do neutral Estado Soviético ou Ateísta.
A ler: 1 e 2



terça-feira, 18 de novembro de 2014

Será que Wall Street financiou a Revolução Russa?

Sim, os banqueiros internacionais não só financiaram a Revolução Russa, mas financiaram os primeiros anos da União Soviética até bem para dentro do regime de Stalin.

Em 1917, em Nova York, Trotsky recebeu $20 milhões por parte de Jacob Schiff, e mais dinheiro por parte de Sir George Buchanan, da família Warburg, da família Rockefeller, dos parceiros da  J.P. Morgan (pelo menos $1 milhão), de Olaf Aschberg (do Nye Bank de Estocolmo, Suécia), de Rhine Westphalian Syndicate, dum financiador chamado Jovotovsky (cuja filha se casou com Trotsky), de William Boyce Thompson (director do Chase National Bank e que contribuiu com  $1 milhão), e de Albert H. Wiggin (Presidente do Chase National Bank).

Um relatório que se encontra com o Departamento de Estado dos Estados Unidos, revelou que  a “Kuhn Loeb & Co” financiou o primeiro Plano Quinquenal de Stalin, e  Schiff continuou a enviar dinheiro para a Rússia muito depois da verdadeira natureza dos Bolcheviques e de Stalin já ser amplamente conhecida no mundo. 

Schiff arranjou outros $10 milhões para a Rússia supostamente para ajuda humanitária de guerra para os Judeus, mas eventos posteriores revelaram que isso era uma fachada para um investimento financeiro.

Arsene de Goulevitch, um importante General Russo Branco , escreveu:

No entanto, os principais fornecedores de fundos para a revolução não foram os idióticos milionários Russos e nem os bandidos armados de Lenin. O "verdadeiro" dinheiro veio principalmente de certos círculos Britânicos e Americanos que há já muito tempo haviam dado o seu apoio à causa revolucionária Russa. O importante papel levado a cabo pelo abastado banqueiro Americano Jacob Schiff nos eventos que se desenrolaram na Rússia, embora parcialmente revelados, já não é segredo.

O financiamento da Revolução Russa por parte dos banqueiros Americanos não estava directamente relacionado com o seu desejo de propagar o comunismo, ou algum tipo de simpatia com a causa comunista. Eles financiaram os Bolcheviques por três motivos:

1. Os campos de petróleo Russos
2. O estabelecimento dum Banco Central
3. Eles queriam-se ver livres do Czar.

Tanto a Standard Oil, que pertencia à família Rockefeller, e a Royal Dutch Shell, cujos sócios maioritários eram os membros da família Rothschild, tinham interesse nos ricos campos de petróleo da Rússia, mas estes campos pertenciam ao Czar Nicolau II.

Os três últimos Czares da Rússia (Alexandre II, Alexandre III e Nicolau II) haviam-se oposto sempre à criação duma Banco Central na Rússia (sob a posse de banqueiros internacionais).

O Czar Nicolau II não só se encontrava no caminho das ambições dos banqueiros internacionais em relação aos campos de petróleo da Rússia e a criação dum Banco Central, mas estava bem ciente do plano dos banqueiros de se apoderarem de todo o mundo.

Os Bolcheviques não só mataram o Czar Nicolau II, mas mataram também toda a família Real Russa, incluindo as mulheres e as crianças.


Fonte: http://bit.ly/1DwW65qhttp://bit.ly/1wKvqJV



quinta-feira, 7 de julho de 2011

Grupos seculares inventaram o terrorismo que nos atormenta

John Gray* - O Estado de S.Paulo

No momento em que o terrorismo islâmico torna-se uma ameaça crescente, é fácil esquecer que ao longo do século 20 o terror foi usado, em vasta escala, por regimes seculares. Os ataques suicidas de hoje são automaticamente associados a uma crença no martírio, seguido pelo paraíso no além.

Mas, atentados suicidas do tipo que estamos enfrentando agora remetem-nos a uma técnica de coerção e entimidamento que foi desenvolvida por pessoas sem nenhuma crença do gênero. Embora afirmem rejeitar todas as coisas modernas e ocidentais, os terroristas islâmicos dão continuidade à tradição ocidental moderna de usar a violência sistemática para transformar a sociedade. As raízes do terrorismo contemporâneo estão muito mais na ideologia ocidental radical - especialmente no leninismo, como explico a seguir - do que na religião.

Lenin via-se como parte de uma tradição revolucionária européia que começou com os jacobinos franceses, cujo uso do terror ele próprio só criticou por acreditar que não havia sido suficientemente impiedoso.

Para Lenin, como também para Robespierre, o terror era não só um meio de defender a revolução contra inimigos, mas também uma ferramenta fundamental de engenharia social. Juntamente com Trotsky, Lenin criou campos de concentração, instituiu um sistema de reféns para assegurar a obediência de grupos suspeitos e executou cerca de 200 mil pessoas entre 1917 e 1923. (Por comparação, durante o final do período czarista, de 1866 a 1917, houve cerca de 14 mil execuções.)

Embora uma parte do custo humano do início do período soviético possa ser atribuído às condições de um tempo de guerra, os líderes bolcheviques julgavam que o terror de Estado era indispensável para se alcançar uma sociedade comunista em que o Estado - juntamente com a guerra, pobreza e religião - não existiria mais. Foram Lenin e Trotsky, e não Stalin, os pioneiros do terror de Estado na Rússia, e eles o exerceram para realizar uma visão utópica.

Ao usar o terror para tentar alcançar objectivos utópicos, os líderes bolcheviques fizeram parte de uma longa tradição que continua até hoje. Na Rússia do final do século 19, havia os niilistas - intelectuais revolucionários para quem os atos espectaculares de terror individual podiam abalar a ordem existente em suas fundações e ajudar a inaugurar um novo mundo.

Uma figura seminal foi Sergei Netchaiev, autor de Catecismo de um Revolucionário (1869), no qual defendia a chantagem e o assassinato como estratégias políticas legítimas, e que matou um de seus camaradas por deixar de cumprir ordens. Costumamos pensar em um niilista como alguém que despreza todos os ideais humanos, mas Netchaiev e seus pares acreditavam apaixonadamente em ciência, progresso social e bondade humana.

Em termos de estratégia revolucionária, eles diferiam de Lenin, que condenava como ineficazes os atos de terror individuais; era o terror de Estado altamente organizado que ele privilegiava. Mas Lenin e os niilistas estavam juntos em sua fé de que o terror era necessário para avançar os ideais iluministas de progresso humano.

Seria de se pensar que com a ascensão do islamismo, o terrorismo secular morreu. Isso está longe da verdade. O atentado suicida pode ser a técnica islâmica do momento, contudo foram os Tigres de Tamil - um grupo marxista-leninista que recruta principalmente na população hindu de Sri Lanka, mas que, como outros grupos do mesmo gênero, é militantemente hostil a toda forma de religião - que o idealizaram.

Foram os Tigres de Tamil que desenvolveram o cinturão explosivo usado por terroristas suicidas do Hamas e da Jihad Islâmica, uma versão do qual o jornalista Alan Johnston, então seqüestrado, vestia quando foi mostrado num vídeo recente; e até a guerra do Iraque, os Tigres haviam cometido mais desses ataques do que qualquer outra organização do mundo. A primeira onda de ataques suicidas no Líbano nos anos 1980 também foi obra, em grande parte, de grupos seculares.

De 41 ataques entre 1982 e 1986, incluindo o ataque em 1983 que matou mais de uma centena de marines americanos e resultou na brusca retirada das forças americanas pelo presidente Reagan, 27 foram realizados por membros de grupos esquerdistas como o partido comunista libanês e a União Socialista Árabe. Somente oito eram islâmicos - e três eram cristãos (incluindo uma professora de colégio).

O terrorismo secular teve uma influência formativa na ameaça que enfrentamos hoje. Pensadores islâmicos retiraram de Lenin uma fé moderna que não é encontrada nem no Islã tradicional, nem no cristianismo - a ideia de que mediante o uso sistemático da violência um novo mundo, uma nova humanidade até, pode ser criado.

A Europa medieval foi um local de guerras e perseguições religiosas quase contínuas, enquanto o Islã tem se dividido, às vezes com violência, praticamente desde sua origem. Mesmo assim, antes dos tempos modernos, nunca se imaginou que o uso da violência poderia iniciar uma sociedade perfeita, ou livrar o mundo de males imemoriais.

Essa é uma bobagem que surgiu somente com os jacobinos, para ser herdada por Marx e expoentes posteriores da parte utópica radical no pensamento iluminista. É odiosamente desumano torturar e aterrorizar pessoas para salvar suas almas, mas fazê-lo para estabelecer a liberdade universal é um absurdo supremo.

A fé é perigosa, como não cansam de nos lembrar ateus evangélicos como Richard Dawkins e Christopher Hitchens. Mas o fanatismo surge sob muitos disfarces. Faríamos bem em lembrar que foi a fé secular que inspirou boa parte do terror no século passado.

A fantasia de que uma sociedade pode ser progressivamente transformada pela violência inspirou alguns dos piores crimes da humanidade. E ainda lança um feitiço venenoso nos dias actuais.

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