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És a minha vida e agora tornaste-te, para todos nós, herói", diz à imprensa inglesa a mulher de Marco Araújo, português de 33 anos emigrado em Inglaterra, que "não hesitou" quando, a 26 de Julho, viu duas meninas, de quatro e dez anos, a afogarem-se junto ao porto de Portsmouth.
Lançou--se ao mar e salvou-as. Depois desapareceu e o seu corpo só deu à costa duas semanas mais tarde. Foi a enterrar neste fim-de--semana. A emoção apoderou-se de Tracey Hall, mulher de Marco Araújo, e da mãe e irmã da vítima, que só conseguiram viajar de Portugal até Inglaterra para assistir ao funeral após terem sido doados cerca de dois mil euros. Centenas de pessoas estiveram nos serviços fúnebres.
Marco Araújo, que no dia a seguir à tragédia ia começar a trabalhar como segurança nos Jogos Olímpicos de Londres, passeava com a mulher junto ao porto de Portsmouth quando viu as meninas em dificuldades. Atirou-se ao mar e, com um jovem de 17 anos, conseguiu colocar as vítimas a salvo. Mas acabou ele arrastado pela forte corrente. Apesar das buscas da polícia marítima, só a 8 de Agosto o corpo da vítima foi descoberto. O reconhecimento foi possível graças às impressões digitais.
Fonte
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Numa era onde a masculinidade está a ser alvo de críticas constantes - principalmente por parte das pessoas que mais beneficiam com ela - é sempre bom ler notícias destas.
« Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. »
João 15:13