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quarta-feira, 2 de julho de 2014

A Sina da Rússia: Máfia Banqueira Busca Vingança Contra Putin

Por Natalia Vitrenko

O Ocidente desencadeou uma guerra contra [o Presidente Russo Vladimir] Putin dentro da Rússia. Por enquanto, é uma guerra de informação, mas os insultos podem escalar até às ameaças. Totalmente de acordo com as técnicas das revoluções coloridas, o palco agora a ser preparado pode muito bem ser chamado de "o magma em aquecimento" da população, onde os descontentes são treinados para irem para as estradas e ouvir as ordens do "chefes".

Não há qualquer dúvida que a percentagem de agentes do Ocidente influentes, pessoas que vivem dos subsídios de Americanos, e aqueles que odeiam a Rússia como estado, era insignificante entre aqueles que se reuniram na Bolotnaya Square em Moscovo, no dia 4 de Fevereiro. Mas essas pessoas são levedura para o fermento. As pessoas são treinadas a ouvi-las, e centenas de milhares de pessoas crédulas e enganadas estão prontas a segui-las.

Eu sou uma economista, bem como mulher da política. Para além da minha predisposição genética em favor da unidade entre nós Ucranianos e os povos da Rússia e da Bielorrússia, bem como a minha experiência própria em lutar contra a psicose "alaranjada", sou também uma cientista que entende certos padrões fundamentais do desenvolvimento. Isto permite-me antecipar e prever resultados, e pelo menos avisar as pessoas de certos perigos. E isso é o que eu honestamente quero fazer aos cidadãos Russos que se encontram angustiados com o desafio de fazer a escolha certa, para além de estarem em busca de respostas para questões difíceis.

É impossível disponibilizar um quadro adequado para a totalidade de questões num só artigo. Irei-me focar num só tópico que revela um só aspecto - e talvez o mais importante - do ódio feroz que a máfia banqueira mundial tem por Vladimir Putin. O tópico do qual se vai falar não é levantado nos comícios de rua, e é algo que os recém-aparecidos treinadores de "democracia" não falam.

O que é um Banco "Independente"?

A economia é base da sociedade. O dinheiro é o "sangue" da economia. Um dos muitos atributos principais duma nação-estado independente é o monopólio da emissão de dinheiro (a impressão de dinheiro), que determina a quantidade de dinheiro em circulação. A emissão de dinheiro por parte do governo é um mecanismo básico para o avanço do crescimento económico. E se o dinheiro é emitido segundo as necessidades da economia, para o desenvolvimento da produção, então isso não é uma fonte de inflação.  Regular tal emissão de dinheiro pode até contribuir para a diminuição dos preços.

Na União Soviética, o dinheiro era emitido para financiar o crescimento da riqueza nacional. O estado lidava com os seus problemas financeiros, imprimindo ele mesmo o dinheiro. Nos pagamentos entre os países membros do "Council for Mutual Economic Assistance" (CMEA) era usado um rublo de "transferência" sem dinheiro, ao mesmo tempo que no mercado mundial a União Soviética usava o dólar bem como outras moedas estrangeiras. Os bancos estatais financiavam e providenciavam empréstimos para toda a economia nacional. Os bancos não especulavam mas serviam o sistema circular da economia, apoiando a troca de mercadoria, o empréstimo, e as poupanças.

A globalização da economia mundial, isto é, a mudança das económicas mundiais para o controlo de um núcleo único de capital [monetário], nas mãos do governo mundial, começou a ser implantada depois da Segunda Guerra Mundial, inicialmente via métodos económicos através da rede do FMI [Fundo Monetário Internacional] e od Banco Mundial. Eles operaram junto das elites políticas dos países, uma de cada vez, usando o suborno, a chantagem e a lavagem cerebral. Todo o tipo de "instituições da sociedade civil" foram criadas para este propósito.

Um papel importante foi atribuído às organizações não-governamentais (ONGs) financiadas por subsídios estrangeiros. Então, os políticos que foram seduzidos desta forma usaram a Constituição nacional para forçar a independência do sistema bancário do governo dum país, e fizeram com que o seu país ficasse agarrado aos empréstimos do FMI. Estamos cientes da forma como isto foi feito à Rússia de Boris Yeltsin e à Ucrânia de Leonid Kravchuk, entre outro exemplos [ed: Em Portugal isso aconteceu em 1977].

Os empréstimos do FMI eram sempre dados sob condições duras. Na tríade de reformas prescritas pelo FMI (desregulamentação, privatização e estabilização macroeconômica), o lugar mais importante era alocado para o sistema bancário. Era obrigatório que esse sistema bancário ficasse independente do Estado (!), para além  do facto de bancos comerciais (privados) terem que ser estabelecidos junto aos bancos que já existiam.

Pensem nisso! Era obrigatório que os bancos centrais ficassem independentes dos governos dos seus países!  Depois disto, como os únicos bancos emissores de dinheiro, eles começaram a emprestar dinheiro ao governo. Com juros. Estes juros bancários passaram a ser, ao mesmo tempo, uma fonte de enriquecimento para o sistema bancário, e uma fonte de inflação (aumento dos preços dos bens e dos serviços) para o resto do país.

Os interesses corporativistas dos donos dos bancos integraram-se na máfia bancária global. Este agrupamento promove bolhas financeiras especulativas (derivados), ao mesmo tempo que destrói a verdadeira economia (produção de bens). O resultado é desemprego em massa, empobrecimento, e aumento das taxas de morte entre a população. Ao mesmo tempo, o processo de enriquecimento da oligarquia global acelera, e o hiato entre os ricos e os pobres aumenta em todos os países.

O governo mundial olha para a independência dos bancos apenas em termos da sua independência dos governos nacionais. Mas todo o sistema bancário mundial depende (se depende!) dum único centro emissor da maior moeda do mundo: o dólar Americano. O dólar é emitido pelo "Federal Reserve System" (Fed), que é privado.

Há cem anos atrás o Fed foi criado por 12 bancos comerciais Americanos dos mais variados estados. Várias dezenas de banqueiros apoderaram-se, antes de tudo, do governo Americano. Então, e através de bancos centrais "independentes" de vários países vítimas, eles apoderaram-se da emissão de dinheiro desses países, o que significa, para todos os efeitos, que eles apoderaram-se da gestão económica desses países.

É o Fed que satura o mundo com toneladas de papel sem valor - o dólar, que não tem qualquer tipo de suporte genuíno, nem ouro nem bens. O Fed arrastou os Estados Unidos para um gigantesco endividamento nacional. No dia 1 de Janeiro de 2012, a dívida dos EUA já era de $16.39 triliões. Quase todos os países do mundo estão afectados por uma enorme escravidão resultante da dívida: o total da sua dívida externa já é de $54 triliões, incluindo um endividamento externo total na ordem dos $33.5 triliões.

Isto é o resultado natural das operações da máfia banqueira internacional. Defendendo os interesses do governo mundial, o FMI coloca os bancos centrais dos países vítimas sob condições impostas por um "conselho monetário". Dentro deste modelo, a emissão da moeda nacional é permitida apenas em quantidade igual ao aumento das reservas monetárias no banco central do país.

Não é o volume do mercado doméstico, mas apenas o volume das exportações do país (isto é, venda de bens e serviços no mercado mundial e, em regra geral, em troca por dólares) que permite o crescimento do ouro e das reservas monetárias e, em conformidade, permissão para emitir uma quantidade equivalente da moeda. Isto leva à  dolarização da economia duma nação supostamente soberana.

Poucas pessoas do mundo entendem este problema, e certamente que os participantes das revoluções coloridas não pensam nisto visto que são enganados por slogans sobre a liberdade, democracia e a luta contra a corrupção. As pessoas presentes nas manifestações de protesto falam da corrupção dos oficiais, mas nada dizem das fraudes bancárias e de outras actividades bancárias destrutivas, que têm atingido, duma forma muito mais dura, o país e todas as pessoas que lá vivem.

A Vingança da Máfia Banqueira

Todos os países do mundo sofrem com um sistema bancário que destrói a verdadeira economia, protegendo os interesses do capital financeiro especulativo. Os EUA não são excepção; o governo depende duma organização privada, o Fed, e dos interesses e apetites de duas dúzias de chefões banqueiros. Há quase meio século atrás, o Presidente John F. Kennedy entrou em rota de colisão com a política monetária da Reserva Federal e batalhou contra os donos das maiores empresas de aço de Wall Street. O seu assassinato seguiu-se a estes confrontos. Mais alguns exemplos:

* Depois da sua re-eleição em 1965, o Presidente Francês Charles De Gaulle pediu aos Estados Unidos para trocar 1,5 biliões por ouro, propondo a que se revertesse ao ouro físico nos acordos internacionais. Sendo firmemente oposto aos ditames dos EUA, ele retirou a França da NATO em 1966. Para evitar um escândalo internacional, os EUA tiveram que trocar o preferido dólar-lixo por ouro, tal como De Gaulle havia pedido. Passados que estavam dois anos, demonstrações e greves aconteceram por acaso, resultando na demissão forçada de Charles De Gaulle em 1969. No ano seguinte ele morreu subitamente.

* Eu mesma experimentei a vingança da máfia banqueira internacional. Durante a campanha Presidencial para a Ucrânia, em 1999, a minha popularidade estava mais elevada que a popularidade de qualquer outro candidato (32%) e eu tinha fortes possibilidades de derrotar Leonid Kuchma na segunda volta. Eu fiz a minha campanha de acordo com um programa onde apelava para que a Ucrânia saísse do FMI, colocasse o sistema bancário sob o controle estatal, des-dolarizasse economia, e fizesse uma maior integração com a Rússia. Nenhum dos outros candidatos tinha planos iguais a estes.

Uma gigantesca campanha de difamação foi lançada contra mim, seguido duma ataque terrorista. No dia 2 de Outubro de 1999 em Krivoi Rog, duas granadas RGD foram atiradas a mim durante um encontro com votantes. Fiquei ferida, e no total, 44 pessoas ficaram feridas com mazelas do mais variados graus de gravidade. Nenhum dos governos pró-Ocidente da Ucrânia (nem Kuchma, ou Yushchenko, ou Yanukovych) descobriram que ordenou tal crime, e as investigações foram abandonadas.

* Ou tomemos ainda outro exemplo: os eventos no Iraque. O Presidente Iraquiano Saddam Hussein deixou de aceitar dólares em troca de petróleo e mudou para o Euro. Sob o fabricado pretexto do Iraque ter armas de destruição em massa, em 2003 os EUA bombardearam e mutilaram este estado soberano, e depois disso, os carniceiros Americanos executaram o Presidente do Iraque, eleito de forma legitima.

* E temos também o exemplo da Líbia. O que foi que o líder Líbio Muammar Qaddafi fez que enfureceu os imperialistas Americanos e Europeus? Ele alcançou a prosperidade e a harmonia na Líbia multi-tribal, com base numa economia forte. Esta economia tornou-se forte através da nacionalização da produção de petróleo, regulamentação governamental do sistema bancário, e a proibição do empréstimo com juros. Mais ainda, Qaddafi começou a agir de modo activo em favor duma integração dos países do Norte de África.

Qaddafi planeou apresentar uma moeda comum - o dinar-ouro. Isto era uma coisa que o governo mundial não poderia perdoar! Foi por isso que eles fortaleceram bandidos locais, deram armas, e levaram-nos a atacar a autoridade legítima da Líbia. Os EUA e a União Europeia são responsáveis pela derrota da soberana nação da Líbia, e pela morte de Qaddadi, que foi despedaçado por uma turba.

* Vejam a forma como eles trataram a Hungria, onde o governo decidiu tomar conta do banco central. A UE, o FMI e, claro, os EUA, desencadearam uma tempestade de ultraje contra a liderança Húngara. Em Dezembro de 2011, Hillary Clinton chegou até a ter tempo para mandar uma carta pessoal furiosa ao Primeiro Ministro Húngaro Viktor Orban. O motivo para isto não foi a alegada violação de certos direitos e liberdades democráticos por parte das leis Húngaras recentemente adoptadas, nem a sua nova Constituição, que entrou em efeito no dia 1 de Janeiro de 2012.

Não, o exemplo da Ucrânia mostra que os "democratas" ocidentais preferem não ver coisas tais como essas. Na Ucrânia, o Presidente, o Parlamento e o Governo, sob o olhar do mundo inteiro, privam o nosso povo dos nossos direitos constitucionais, o neo-fascismo está a mostrar a sua cara feia, a Constituição da Ucrânia está a ser reconstruída e claramente ajustada para o próximo líder do país. O mundo olha para outro lado porque o governo Ucraniano não ameaça mudar as coisas que o Ocidente considera sagradas, tais como a "independência" do banco central.

A razão principal por trás das ameaças de expulsar a Hungria da União Europeia, cortar o seu acesso aos empréstimos do FMI, e levar o país à bancarrota, prende-se com a nova lei em torno do Banco Nacional (o MNB), aprovada pelo Parlamento Húngaro bem no final do ano passado. Esta lei coloca o MNB totalmente sob o controle do governo. O presidente do MNB será nomeado pelo Primeiro Ministro e aprovado pelo Presidente do país. Os nove membros do Conselho Monetário serão escolhidos pelo Parlamento. Orbán introduziu também taxas adicionais sobre o sector bancário, e implantou regulações governamentais nos ordenados e nas pensões dentro do sector bancário. Para além disso, a Constituição inclui medidas de protecção para o forint como a moeda nacional. Estas medidas foram uma verdadeira provocação ao governo mundial, bem como à máfia bancária. É por isso que a Hungria tem sido atingida.

A Perda de Direitos Soberanos

Os líderes de nações ostensivamente soberanas, que, em nome de empréstimos em dólares e apoio político dos EUA e da União Europeia, obedecem a todas as exigências do governo mundial. estão, na verdade, a privar os seus próprios países do direito de determinar e regular eles mesmos a sua política monetária nacional. O exemplo da Ucrânia é bastante ilustrativo. O líder do Banco Nacional da Ucrânia Victor Yushchenko (que disfrutou duma ascenção meteórica na sua carreira profissional, ele que era um contabilista) tornou-se num favorito dos EUA e do mundo bancário mundial devido aos serviços prestados. Realmente!

O sistema bancário Ucraniano foi organizado de tal forma que os homens de negócios Ucranianos sufocavam com a falta de acesso ao crédito; a produção industrial teve uma queda, milhões de pessoas passaram a viver nas estradas devido à falta dos meios de subsistência, e a população foi atingida com o aumento dos preços. Ao mesmo tempo que isto ocorria, a oligarquia enriqueceu, graças à especulação em torno do ouro nacional e às reservas monetárias, graças às remessas provenientes de pessoas a trabalhar no estrangeiro e graças também à reforma monetária de 1996.

O Ocidente organizou e financiou a Revolução Laranja - a demonstração em Maidan ("Independence Square") - e todo o processo do golpe de 2004 como forma de colocar Yushchenko como Presidente. Devido a isso, a reforma do sistema bancário, com a obrigatória independência do banco central em relação ao governo nacional, é um rigoroso requerimento por parte do governo mundial. De modo a que isto possa ser levado a cabo, as constituições nacionais são alteradas e são introduzidas leis especiais. Foi assim na Rússia, na Ucrânia e em todos os países-alvo. O Artigo 2º da Lei Federal do Banco Central da Federação Russa (Banco da Rússia) declara:

O Banco da Rússia irá exercer os seus poderes de possuir, usar e gerir as suas propriedades, incluindo as reservas de ouro e moeda do Banco da Rússia. . . . O estado não será responsável pelas obrigações do Banco da Rússia, e o Banco da Rússia não será responsável pelas obrigações do estado.

A Lei Ucraniana em torno do Banco Nacional da Ucrânia é quase idêntica. O Artigo 4º diz:

O Banco Nacional será uma instituição economicamente independente. . . . . O Banco Nacional não será responsável pelas responsabilidades das agências governamentais; as agências governamentais não serão responsáveis pelas obrigações do Banco Nacional.

Esse é o propósito. Eles querem que os bancos, que formam o sistema circulatório da economia, sejam independentes dos governos - isto é, independentes das suas próprias nações. Eles não se importam com os problemas da sociedade ou se os seus objectivos são atingidos em prol da população e do desenvolvimento da produção! Tal sistema bancário, liderado por um banco central, torna-se numa massa cancerosa, devorando e matando todo o organismo em vez de sustentar a nação. Sem uma mudança radical, sem mudanças no papel do banco central, qualquer desenvolvimento económico e modernização da produção, qualquer transição para um modelo inovador, está fora de questão.

A Atitude de Putin em Relação a Sistema Bancário Russo

Putin visita um hospital
Putin sabe de todas estas coisas. Na verdade, ele apercebeu-se disto há já algum tempo, por altura em que ele se tornou presidente. Ele assumiu a posição em Maio, e alguns meses depois apresentou as suas reformas à lei ao DUMA, essencialmente nacionalizando o banco central. Claro que Putin contava com o apoio dos partidos do DUMA, que defendiam verbalmente o apoio a medidas que fomentassem a prosperidade nacional. Mas o que aconteceu foi que . . . . nenhum partido apoio a proposta de lei - nem mesmo o Partido Comunista.

Isto foi um banho de água fria para Putin, e isto gerou uma pergunta fundamental em relação aos partidos políticos do DUMA: a quem é que eles servem? Quais são os interesses que eles representam? Nesta situação, Putin fez o único gesto correcto possível. Deu ao "Foreign Economic Bank" (Vneshekonombank, ou VEB) funções semelhantes às funções do banco central.

Começando em 2001, este banco, que depois da destruição da União Soviética havia-se limitado a re-estruturar a dívida externa da antiga União Soviética, começou a executar instruções governamentais relativas ao financiamento de projectos sociais. Em 2003 este banco tornou-se na empresa governamental gestora dos investimentos dos fundos de pensões. Em 2007 o banco foi reorganizado como o "Development and Foreign Economic Bank" (VEB).

Já em 2008, o VEB financiou mais de 70% dos projectos de investimento, no valor de 750 biliões de Rublos (cerca de 25 biliões de dólares). Em 2009 o banco providenciou o crédito para a construção das instalações para os Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi. Este mesmo banco emite empréstimos a longo prazo com a duração de 5-10 anos. Isto é o que o Banco Central da Rússia não não poderia fazer. Ou melhor ainda, o que a máfia bancária não deixaria que o Banco Central Russo fizesse.

A execução de tais funções por parte de bancos "clones" - criados para passar por cima das exigências do governo mundial - foi habilmente delineada por Nikolai Starikov no seu livro "Nationalization of the Ruble: Pathway to Freedom for Russia" (Moscovo: Piter, 2011). Ele identificou um segundo clone, um duplo do Sberbank (o "Savings Bank of Russia" do estado), que era subsidiário do Banco Central. Um  pacote controlador das suas acções, mais de 60%, pertence ao Banco Central.

O Sberbank é o banco com cotação mais elevada em termos de activos. De forma a promover o investimento na economia, o governo deu um prazo final ao Sberbank em 2002, criando o VTB, um grupo bancário controlado em cerca de 85% pelo estado e que está em segundo na Rússia em termos de activos. O VTB começou a investir em negócios e na economia genuína. Chegou até a emprestar 2 bilhões de dólares à Ucrânia (sem qualquer tipo de exigências, tais como as que o FMI impõe sempre que faz um empréstimo). Os bancos centrais "independentes" estão proibidos de levar a cabo tais funções.

A máfia bancária mundial, olhando apenas para os seus interesses, e preocupando-se só em aumentar o seu capital, ignora por completo as necessidades das economias nacionais. Eventos recentes demonstraram mais uma vez. Bem no meio da crise financeira global, que se tem feito sentir de forma bem forte na Europa (a dívida externa está a estrangular os países da zona Euro, a produção está em queda, e a recessão está a tornar-se numa estagnação), o Banco Central Europeu começou, de repente, a disponibilizar quantidades ilimitadas de empréstimos (a 3 anos) aos bancos comerciais.

Em Janeiro de 2012, €489 bilhões foram bombeados para dentro do sistema bancário a taxas de juro bem moderadas. Ao fazer isto, o Banco Central Europeu (BCE) estava a proteger os bancos (!) de qualquer perda, na eventualidade da dívida de países problemáticos vir a ser amortizada. Bancos da Itália, Espanha, Irlanda, França, Grécia e Alemanha haviam já recebido em dobro, por parte do Banco Central Europeu, quantidades de dinheiro mais do que suficientes para cobrir os seus riscos. Apesar disso, eles não estão a investir nos sectores genuínos da economia (pelo contrário, eles apertam os seus termos de empréstimo).

Eles têm estado a comprar os títulos Italianos, Espanhóis, e Irlandeses, esperando com isso aumentar o seu capital especulativo. E é disso que a máfia bancária está atrás! Putin atreveu-se a desafiar a máfia: ele fortaleceu o estado, usando o controle governamental sobre o capital bancário, colocando-o a trabalhar de forma a desenvolver a produção, e promover o crescimento económico e o bem estar da população Russa.

Putin, a propósito, foi capaz de pagar a dívida externa da Rússia, não através do ouro e das reservas monetárias do Banco Central, mas só através da criação dum Fundo Estabilização. Devido a isto, ao mesmo tempo que a dívida externa do Japão se encontra fixa em 220% do PIB, na Grécia a 142%, nos EUA a 91,6%, na França a 84,3% e na Alemanha a 80%, na Rússia este nível centra-se em apenas 9% do PIB.

Apercebendo-se que o Banco Central não iria usar o Fundo de Estabilização para suprir as necessidades da população, Putin dividiu-o em duas partes - o Fundo de Reserva (gerido pelo Banco Central) e o Fundo Nacional de Bem-Estar (controlado pelo governo). Isto tornou possível apoiar a produção nacional durante a crise global e fortalecer os programas sociais. Como resultado, enquanto que em 2011 o PIB nos EUA cresceu em 1,6%, e na zona Euro cresceu por 1,5%, na Rússia o PIB cresceu em 4,2%, bem acima da média mundial de 2,8%.

No meio da crise, os ordenados e as pensões na Rússia estavam em crescimento de forma bem notória, e o sistema de saúde, bem como a educação, estavam a receber um financiamento maior. O governo Russo não cedeu às exigências do FMI de elevar a idade de reforma (tal como foi feito na Ucrânia) e nem cedeu à pressão do FMI de aumentar a duração do dia de trabalho (que também se encontra em preparação na Ucrânia).

Se levarmos em conta que Putin tem militado de forma bem vincada por uma maior integração das antigas repúblicas Soviéticas (e não só numa União Aduaneira mas numa União Eurasiana!), e tem-se manifestado de forma bem frontal e inequívoca contra a NATO como a polícia do mundo, e contra a expansão do sistema de defesa anti-mísseis Americano, não se torna claro o porquê dos bandidos do governo mundial, os líderes do mafioso sistema bancário e a NATO se terem voltado contra Putin?

O Propósito do Ocidente é Destruir a Rússia

Não irei escrever sobre coisas que são amplamente conhecidas, tais como os repetidos planos do Ocidente de fragilizar e destruir a Russia. Para além de ter rodeado a Rússia com tropas da NATO e com sistemas de defesas anti-mísseis, o modelo económico e o sistema bancário representam uma ameaça interna à Rússia. Os magnatas bancários estão dispostos não apenas a gastar milhões mas biliões de dólares em subornos, chantagens, intimidação, e decepção, voltada a cidadãos Russos ingénuos e crédulos, bem como a organizar informação e guerra psicológica contra aqueles que não se ajustam ao que eles querem.


A ordem, a prosperidade e a protecção da soberania nacional da Rússia, bem como a criação duma união poderosa entre eles, não tem qualquer utilidade para estes magnatas bancários. Não; o que eles querem é a liberalização, o que significa a remoção total do estado como agente regulador do processo económico. Mas tal desregulamentação seria um suicídio para a Rússia. As suas duras condições climáticas (sendo o país mais a norte do mundo), o seu vasto território, um acumulado de problemas económicos, ambientais, sociais, demográficos e políticos, requerem uma gestão calibrada do governo.

A ideologia liberal e as condicionalidades do FMI, bem como a Organização Mundial do Comércio (OMC), colocaram a Rússia em desvantagem logo à partida. Teria sido mais apropriado estabelecer inicialmente uma economia competitiva, e então depois, lidar com o ponto de se afiliar à Organização Mundial do Comércio, e não o contrário. Vejam o que aconteceu à Ucrânia em 2008; o Presidente Yushchenko, tendo o apoio dos partidos "laranja", e do Partido das Regiões, assegurou a decisão por parte do "Supreme Rada" (Parlamento) de se unir à Organização Mundial do Comércio.

Em Setembro de 2011, líderes de 50 associações industriais (do sector agrícola, da indústria alimentar, da indústria leve, da construção de máquinas, da construção de mobília e o de outras áreas) apelaram ao Primeiro-Ministro da Ucrânia algum tipo de protecção contra a Organização Mundial do Comércio. A Ucrânia perdeu milhares de milhões de dólares desde que abriu o seu mercado doméstico. Por volta de 2011, o deficit comercial encontrava-se na marca dos $12 biliões.

Devido a isto, o liberalismo de Dimitri Medvedev [Presidente Russo], expresso na sua remoção dos membros do governo da gerência das companhias, o seu arrastamento da Rússia para dentro da Organização Mundial do Comércio, bem como a sua promoção de privatizações em larga escala e outras coisas que ocorreram durante a sua Presidência, travaram de forma significativa o desenvolvimento da Rússia. Estes e outros erros têm que ser corrigidos. Um homem que represente os interesses do Estado tem que substituir este liberal.

Claramente, não é isto que o governo mundial, a rede bancária internacional, quer. Eles precisam dum Presidente Russo que dê aos bancos acesso livre, garantindo uma contínua fuga de capitais, inflação, inacessibilidade ao crédito para desenvolvimento, servidão através da dívida, apropriação e exploração dos mais ricos recursos da Rússia, e o total empobrecimento de milhões de pessoas, ao mesmo tempo que alguns indivíduos se tornam bilionários.

Eles estão interessados em ver o crescimento do desemprego, o aumento do alcoolismo, a debilitação mental, e o aumento das taxas de morte entre a população Russa. Eles precisam desesperadamente que a Rússia fique fraca e em desintegração. Então, ajoelhando-se perante o Ocidente, cada entidade individual - Bashkortostão, Moscóvia, Tartaristão, Chechênia, Udmurtiya, e as outras, irão implorar por empréstimos, sacrificando a sua inteligência e a sua força de trabalho, os seus recursos naturais, a sua terra natal, e a sua dignidade humana em prol duns vazios dólares em papel. Este cenário seria letal para a Rússia e é absolutamente inaceitável para os seus cidadãos.

Os Objectivos da Rússia Deveriam Inspirar e Unir os Povos

Tendo o desejo de ver o renascimento duma Rússia forte e a sua transformação num altamente estável centro civilizador, acredito que o Presidente da Rússia está na obrigação de disponibilizar um programa de reformas que inspirem e unam as pessoas. Cada cidadão Russo quer viver num país que batalha para produzir as melhores aeronaves e as melhores máquinas de café, os melhores submarinos e as melhores televisões, os melhores carros e os melhores aviões. Ele quer que o seu país tenha o exército mais poderoso, um padrão de vida elevado para todas as pessoas, bem como a melhor ciência e a melhor medicina do mundo. As tradições e a cultura do país devem ser cuidadosamente preservadas e desenvolvidas. A paz e harmonia inter-étnica e inter-religiosa deve ser mantida, Para atingir estes objectivos, o Presidente tem que estabelecer uma equipa de pessoas com pensamento semelhante.

As revoluções coloridas têm propósitos bastante diferentes. Elas buscam dividir a sociedade; inflamar o conflito através de slogans em torno da democracia e liberdade; voltar as pessoas contra o governo; e como tal, afastar o governo do propósito de lidar com os objectivos com os quais se havia comprometido. Este é o que a implementação dos planos dos chefes bancários mundiais significa.

Isto é o que está em jogo nas eleições Presidenciais Russas do dia 4 de Março de 2012.


Fonte: "Russia’s Destiny: Banking Mafia Seeks Revenge against Putin"http://bit.ly/1ojnZGR (PDF).



terça-feira, 1 de outubro de 2013

O aumento do número de mulheres nos cargos de liderança aumenta a produtividade?

O que dizer desta manchete provocativa do Daily Mail:
Mais mulheres em posições de liderança significa mais lucro: empresas cujos conselhos administrativos são compostos com pelo menos 1/3 de mulheres têm um aumento de 42% nos lucros.
Isto parece muito pouco provável, como tal eu verifiquei. A fonte para a estatística é um grupo com o nome Catalyst. Uma das missões do grupo é aumentar o número de mulheres na liderança das empresas. Obviamente que isto não significa que a estatística é falsa, mas levanta a questão do potencial viés.

Depois de ter olhado para outras pesquisas em torno deste assunto, apurei que os dados não estão de acordo com as alegações da  Catalyst. Por exemplo, houve uma pesquisa levada a cabo aquando da altura em que o governo Norueguês forçou as companhias a ter conselhos directivos administrativos por 40% de mulheres:
Amy Dittmar, professora-adjunta de finanças na "Ross School of Bussness" da "University of Michigan" analisou recentemente o impacto da decisão Norueguesa .... O estudo de Dittmar e de Ahern apurou que quando um conselho directivo duma empresa tem um aumento de 10% no número de mulheres, o valor da companhia caia. Quanto maior fosse a mudança na estrutura dos conselhos administrativos, maior era a queda consequente.
Uma fonte de informação alternativa ainda melhor em torno deste assunto é o artigo escrito por dois sociólogos da Universidade de Harvard sumariando as pesquisas até hoje. Segundo o seu estudo, a maior parte das pesquisas apuraram que acrescentar mulheres nos conselhos administrativos não melhora a performance da companhia:
Os analistas exploraram os efeitos da diversidade nos conselhos, tanto nos lucros como na valorização das acções. O padrão geral do que foi apurado através de dezenas de artigos que foram já publicados até hoje suportam a tese de que a diversidade sexual inibe a  performance (p.10).
Os sociólogos de Harvard reconheceram o facto da pesquisa da empresa Catalyst fazer uma ligação entre as mulheres que estão nos conselhos administrativos e  rentabilidade:
Muito provavelmente, o estudo mais publicitado que faz a conexão entre a diversidade e a rentabilidade é a comparação levada a cabo pela Catalyst junto de 500 empresas americanas de topo, durante o período compreendido entre 2001 e 2004.
No entanto, os sociólogos criticam esta pesquisa por não considerar a possibilidade da causalidade reversa. Dito de outro modo, será que colocar mulheres nos lugares de topo aumenta os lucros da empresa, ou será que o aumento dos lucros da empresa levam a que mais mulheres sejam colocadas nos lugares de topo?

Segundo os sociólogos de Harvard, os projectos de pesquisa que examinam o tópico da causalidade reversa apuram que 1) ou não há qualquer diferença na rentabilidade quando as mulheres são nomeadas para os conselhos directivos, 2) ou há um declínio nos lucros. Eis aqui alguns dos projectos de pesquisa que eles listam:
  • Zahra e Stanton descobriram que, no geral, não há qualquer tipo de efeito, mas revelam alguns efeitos negativos entre algumas empresas americanas de dimensões consideráveis durante os anos 80.

  • Os países escandinavos eram os líderes na promoção da diversidade sexual nos conselhos administrativos. Estudos recentes não revelaram qualquer tipo de efeito na diversidade sexual na performance nos mercados de acções junto de 443 empresas Dinamarquesas.

  • Smith, Smith, e Verner usam dados recolhidos junto de 2500 empresas Dinamarquesas para explorar explorar várias medidas de desempenho. Directoras externas causam efeitos negativos, mas directoras internas causam efeitos positivos.

  • No seu estudo de 2009, Adams e Ferreira usam dados recolhidos entre 1996 e 2003 junto de 1939 grandes empresas Americanas. A sua análise é provavelmente a mais sofisticada e a mais transparente publicada até aos dias de hoje. Embora eles tenham apurado que os conselhos com mais mulheres têm um desempenho superior nas empresas de monitorização, eles apuraram também efeitos negativos junto das mulheres pertencentes aos conselhos tanto do q de Tobin q como da ROA (retorno sobre activos). 

    De modo particular, eles apuraram efeitos positivos como consequência da diversidade sexual nos modelos OLS [Método dos mínimos quadrados ou MQO], mas duas técnicas distintas para lidar com a endogeneidade (efeitos fixos e efeitos fixos com variáveis instrumentais) produziram significativos efeitos negativos (para os lucros e para o valor no mercado das acções) e uma terceira técnica produziu efeitos negativos insignificantes nos dois resultados (pp.11-12)
A conclusão é a seguinte:
Levando tudo em conjunto, estes estudos são consistentes em demonstrar que empresas que estão a ser bem sucedidas são mais susceptíveis de contratar mulher para os lugares de liderança, mas que por sua vez esta liderança feminina tem efeitos neutrais ou negativos na  performance da empresa.
Vários estudos lidam com este ponto de modo mais directo. Farrell e Hersch examinam uma amostra de 300 empresas (presentes na lista Fortune-500) durante o período 1990-1999, revelando que as firmas com lucros fortes (ROA) são as mais susceptíveis de nomear mulheres para cargos de directoria, mas que a directoria feminina não tem qualquer tipo de efeito na performance subsequente. 
A Adams e Ferreira apurou que através do valor do q de Tobin, mas não do valor do ROA, dava para prever a susceptibilidade duma empresa nomear uma mulher para o cargo de directora, mas, como notado, as mulheres directoras geram efeitos negativos subsequentes. 
Eles concluem: "Embora uma relação positiva entre a diversidade sexual nos conselhos administrativos e a performance da empresa seja frequentemente citada na imprensa popular, isso não está manifesto em qualquer dos nossos métodos de examinação da endogeneidade da diversidade sexual  (p.12)."
Esta última frase é a forma académica de dizer "não acreditem em tudo o que lêem nos jornais em torno deste assunto". O problema é que a estatística da  Catalyst é bastante útil para forçar as empresas a adoptar quotas para mulheres nos cargos de liderança, e como tal, é bem provável que esta mesma estatística sejam lida com frequência daqui para a frente.


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Aparentemente, as únicas empresas que se aventuram a nomear mulheres para cargos de liderança são, na sua maioria, empresas que já têm uma condição financeira estável. Ou seja, só aquelas que se podem dar ao luxo é que nomeiam mulheres para cargos de liderança.

Os estudos sérios levados a cabo por entidades competentes produzem uma imagem totalmente oposta àquela desejada pela Catalyst: não só a nomeação de mulheres para cargos de liderança não aumentam os lucros, como podem, sim, ter efeitos económicos negativos. Mas para quem tem uma agenda a seguir, isso é irrelevante; o que interessa é forçar as empresas a admitir pessoas com base na sua composição genética (XX) e não com base na sua capacidade, aptidão e conhecimento.

Via notificação por parte da editora do blogue "Tradicionalíssima".



terça-feira, 24 de setembro de 2013

Hungria pagou o que devia e quer FMI fora do país

A Hungria saldou a dívida de 25 mil milhões de euros com o FMI e o primeiro-ministro já afirmou que quer a instituição fora do país.
Em 2011, o primeiro-ministro húngaro, o conservador Viktor Orbán, prometia punir os seus antecessores socialistas, acusando-os de afundar o país em dívida. Agora, de acordo com o site em língua alemã National Journal, o primeiro-ministro nacionalista disse ao FMI que a Hungria não quer nem precisa de mais assistência financeira desta instituição.

Há cinco anos, a Hungria recebeu do FMI um empréstimo de 25 mil milhões de dólares. Depois de saldada a dívida, o primeiro-ministro já anunciou que o país não vai renovar a assistência financeira, para evitar mais escrutínio às suas políticas.

A Hungria quer, assim, assumir a soberania sobre a sua própria moeda, passando a emitir livremente a sua dívida pública, à medida que considerar necessário. Os resultados já são notórios: a economia do país, anteriormente pressionada por um profundo endividamento, recuperou rapidamente.

O ministro da Economia húngaro anunciou que, graças a uma “política orçamental disciplinada”, o país pagou os restantes 2,2 mil milhões de euros do empréstimo a 12 de agosto de 2013, muito antes do prazo definido, março de 2014. 

Orbán declarou que “a Hungria goza da confiança dos investidores”, pelo que não irá assumir mais compromissos com o FMI, a Fed “ou qualquer outro tentáculo do império financeiro Rothschild”. 

Pelo contrário, irá trabalhar com investidores que “produzam na Hungria, para os húngaros, e criem verdadeiro crescimento económico”.

Fonte

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Note-se mais uma vez que dependência financeira resulta em dependência ideológica. É (também) por isso que a União Europeia faz todos os possíveis para empobrecer as nações que caíram no seu laço económica. Isto também explica o porquê da Hungria, apesar dos seus muitos erros, continuar a ser atacada pelos média internacionais de modo incansável, ao mesmo tempo que países como Cuba e Coreia do Norte pouca atenção recebem.



sábado, 21 de setembro de 2013

O fim do estado-providência holandês?


Num discurso televisionado feito a partir do governo, o rei Willem-Alexander da Holanda entregou uma mensagem ao povo onde ele basicamente afirmava o seguinte: o estado-providência [ed: ou estado-social]  do século 20 é coisa do passado. Para o seu lugar, uma "sociedade de participação" está a emergir, uma onde as pessoas têm que assumir a responsabilidade pelo seu futuro e criar as suas próprias redes de segurança financeiras e sociais - uma com menos ajuda do governo nacional.

O rei viajou junto aos fãs, acenando a partir da sua carruagem ornamentada e puxada por cavalos, até chegar ao Salão dos Cavaleiros (construído no século 13) em Hague, lugar donde o monarca fez o tradicional discurso anual precisamente no dia em que o governo apresenta o orçamento para o ano seguinte. Esta foi a primeira aparência pública de Willem-Alexander a nível nacional depois da antiga Rainha Beatrix ter abdicado em Abril último, e ele ter ascendido ao trono.

Lendo um discurso para os legisladores, escrito para ele pelo governo do Primeiro Ministro Mark Rutte, o rei afirmou:

A mudança para uma "sociedade de participação" é especialmente visível na segurança social e a longo termo. ... O estado-providência clássico da segunda metade do século 20 nestas áreas em particular trouxe arranjos que são insustentáveis na sua forma actual.

Mais tarde no dia, Rutte revelou que nutria a esperança de que a pompa e a cerimónia em volta do rei e da sua popular esposa, a Rainha Maxima, providenciariam uma forma de diversão da realidade sombria de um orçamento cheio de cortes nos gastos.

Uma série de sondagens recentes mostraram que a confiança no governo de Rutte encontra-se em mínimos históricos e que a maior parte dos Holandeses - juntamente com os sindicatos, as associações patronais e muitos economistas - acreditam que a austeridade do Gabinete são parciamente responsáveis pelo facto da economia Holandesa ter piorado mesmo quando recuperações económicas estão-se a verificar na vizinha Alemanha, na França e na Grã-Bretanha.

Após vários anos consecutivos de cortes nos gastos governamentais, espera-se que a economia Holandesa tenha "encolhido" em mais do que 1% em 2013, e a agência prevê que no próximo o crescimento seja só de 0,5%.

O rei disse ainda que "As reformas necessárias demoram tempo e exigem perseverança" mas que elas irão "gerar as bases para a criação de empregos e de restauro da confiança." O rei disse ainda que, hoje em dia, as pessoas esperam e "querem fazer as suas próprias escolhas, organizar as suas próprias vidas e tomar conta uns dos outros.

A "sociedade de participação" tem estado em marcha há já algum tempo: os benefícios tais como compensações para os desempregados e os subsídios para a assistência médica têm sido regularmente aparados durante a última década. A idade de reforma foi aumentada para 67.

O rei disse na Terça-Feira que alguns dos custos envolvidos no cuidado com os idosos, nos serviços para os mais jovens, e no re-treinamento profissional após demissões irão ser empurrados para o nível local de modo a que eles sejam organizados segundo as circunstâncias locais.

Fonte.



quarta-feira, 10 de abril de 2013

Multiculturalismo e a destruição da confiança


Os Dinamarqueses são as pessoas fiáveis e que mais confiam do mundo. Os historiadores e os pesquisadores acreditam que a natureza dinamarquesa de confiar nos outros vem do tempo dos Vikings uma vez que a sua economia doméstica baseava-se simplesmente na confiança: se tu vives numa altura em que não existem polícias nem tribunais, e confias as tuas peles de animais a um comerciante, tens que ter a certeza de que ele te pagará quando voltar - regresso esse que pode ocorrer meses depois ou mesmo anos mais tarde.

A confiança é muito importante para o funcionamento duma economia. Segundo alguns pesquisadores, "uma mudança negativa na ordem dos 10 percento no nível de confiança junto da população causará uma mudança negativa de meio porcento no crescimento económico." Tanto os Vikings como qualquer outra pessoa que já emprestou ou pediu dinheiro emprestado sabe que a confiança é fundamental quando se fala em finanças. Sem a confiança, ou não haverá acordos ou muitos recursos serão investidos em seguradoras, advogados e burocratas.

Acredita-se também que a confiança é um pré-requisito para a felicidade (Trust Hormone Associated With Happiness, Happiness flows from trust - etc.). A confiança aumenta o sentimento de segurança, e a menos que estejas em busca de algum tipo de excitação, sentir-se seguro é fundamental para se sentir feliz. Não é de admirar que as pessoas que mais confiam são também as pessoas mais felizes.

A Confiança e os Valores Comuns

É mais fácil confiar nas pessoas se tu as conheces. É por isto que os homens de negócios fazem os possíveis para se deslocarem e se encontrarem com os clientes pessoalmente. Se sabes que a outra pessoa partilha dos mesmos valores básicos, tu já sabes muito sobre essa pessoa - porque tu sabes muito sobre ti próprio. A partilha de valores significa que as pessoas se conhecem umas as outras, e conhecer umas as outras aumenta a confiança. É por isto que os gangues criminosos - que se baseiam num elevado nível de confiança - são quase sempre monoculturais (e não multiculturais).

O que é que acontece, portanto, quando pessoas com raízes culturais distintas e valores religiosos díspares vivem lado a lado? Naturalmente que o nível de confiança desce. Como forma de preservar a confiança, e os muitos benefícios que chegam através deste sentimento e experiência, os grupos distintos vivem juntos em enclaves, separados dos demais. É importante as pessoas sentirem-se "em casa" - mas o que é que constitui "sentir-se em casa"? É o sentimento de viver rodeado por um ambiente e cultura reconhecíveis e onde não é preciso comunicar excessivamente para se chegar a um entendimento mútio e, desde logo, atingir um nível de confiança aceitável.

Um decréscimo na confiança leva a um decréscimo nos sentimentos de segurança e felicidade. Tal como o psicólogo Abraham Maslow mostrou na sua   hierarquia das necessidades, e tal como todos nós aprendemos com os altos e baixos da nossa própria vida, o facto de não termos as nossas necessidades básicas satisfeitas leva a que nos foquemos mais nas nossas necessidades primordiais e deixemos de lado o bem estar das pessoas em nosso redor. Portanto, um decréscimo na confiança significa um aumento do egoísmo. 

Os proponentes do multiculturalismo podem pensar que estão a trabalhar em favor de sociedades mais confluentes - com cidadãos mais tolerantes - ao desenvolverem esforços legais contra as fronteiras nacionais e, desde logo, forçando-nos a viver lado a lado com pessoas e culturas que desconhecemos. Mas os seus esforços são claramente contraproducentes uma vez que o resultado é a segregação cultural e pessoas mais focadas em si mesmas. O segmento multiculti claramente é deficiente no conhecimento da natureza humana, e as suas bonitas teorias deixam de lado as experiências diárias, as teorias psicológicas amplamente estabelecidas e os factos em si.

A Multicultura destrói a confiança

É perfeitamente compreensível que pessoas que chegam de culturas onde é necessário ser mais egoísta para sobreviver tenham menos motivos para confiar nos outros, e resolvam, em seu lugar, explorar a boa vontade e a confiança dos outros. O mesmo se aplica a pessoas que fazem parte de confissões religiosas que defendem que as pessoas com outras religiões não merecem o mesmo respeito.Uma amostra recente levada a cabo pelas autoridades fiscais dinamarquesas junto dos imigrantes somalis revelou que 92 porcento deles foge ao pagamento dos impostos. Em média, anualmente eles enganam a Dinamarca em cerca de 8,300 USD. Isto é possível devido ao sistema dinamarquês Tast-Selv ("digite você mesmo") que permite aos contribuintes inserir no sistema o seu rendimento. É um sistema construído com base na confiança e feito com o propósito de poupar tempo e dinheiro.

Para além disto, estamos também a observar um aumento alarmante dos assim-chamados roubos de engano, cometidos pelos estrangeiros e pelos imigrantes. Aqui os ladrões, normalmente disfarçados de policias ou auxiliares de enfermagem, enganam os donos duma casa e entram dentro das suas respectivas casas. Este tipo de crime explora a natureza de confiança dos Dinamarqueses/Ocidentais.

As elevadas e alarmantes taxas de evasão fiscal e fraudes sociais entre os imigrantes não-ocidentais, especialmente entre os muçulmanos, é bem conhecida mas o politicamente correcto impede as pessoas de falar.  Uma gigantesca investigação levada a cabo em Høje-Taastrup, Dinamarca, revelou que 75 percento de todas as fraudes sociais são feitas por imigrantes - os outros países têm problemas semelhantes.

Conclusão:

A confiança torna as pessoas mais felizes e os países mais ricos; deixar entrar no país pessoas provenientes de culturas sem a mesma base na confiança tornam esta força (a confiança) numa das nossas maiores fraquezas. O multiculturalismo corrói a confiança, a pedra angular da felicidade, do bem estar económico e da coesão social - e portanto, destrói todo o nosso estilo de vida.
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Experiência Socialista

Um professor de economia da universidade Texas Tech disse que raramente chumbava um aluno, mas tinha, uma vez, chumbado uma turma inteira. Esta turma em particular tinha insistido que o socialismo realmente funcionava: ninguém seria pobre e ninguém seria rico, tudo seria igualitário e "justo".

O professor então disse, "Ok, vamos fazer uma experiência socialista nesta classe. Ao invés de dinheiro, usaremos as vossas notas dos exames."

Todas as notas seriam concedidas com base na média da turma e, portanto seriam "justas". Isto quis dizer que todos receberiam as mesmas notas, o que significou que ninguém chumbaria. Isso também quis dizer, claro, que ninguém receberia 20 valores...

Logo que a média dos primeiros exames foi calculada, todos receberam 12 valores.

Quem estudou com dedicação ficou indignado, pois achou que merecia mais, mas os alunos que não se esforçaram ficaram muito felizes com o resultado!

Quando o segundo teste foi aplicado, os preguiçosos estudaram ainda menos - eles esperavam tirar notas boas de qualquer forma. Aqueles que tinham estudado bastante no início resolveram que também eles se deviam aproveitar da media das notas.

Portanto, agindo contra os seus princípios, eles copiaram os hábitos dos preguiçosos. O resultado, a segunda média dos testes foi 10. Ninguém gostou.

Depois do terceiro teste, a média geral foi um 5. As notas nunca mais voltaram a patamares mais altos, mas as desavenças entre os alunos, procura de culpados e palavrões passaram a fazer parte da atmosfera das aulas daquela turma.

A busca por 'justiça' dos alunos tinha sido a principal causa das reclamações, inimizades e senso de injustiça que passaram a fazer parte daquela turma. No fim de contas, ninguém queria mais estudar para beneficiar os outros.

Portanto, todos os alunos chumbaram... Para sua total surpresa.

O professor explicou que a experiência socialista tinha falhado porque ela era baseada no menor esforço possível da parte de seus participantes. Preguiça e mágoas foi o seu resultado. Sempre haveria fracasso na situação a partir da qual a experiência tinha começado.

Quando a recompensa é grande", disse, o professor, "o esforço pelo sucesso é grande, pelo menos para alguns de nós. Mas quando o governo elimina todas as recompensas ao tirar coisas dos outros sem o seu consentimento para dar a outros que não lutaram por elas, então o fracasso é inevitável."

O pensamento abaixo foi escrito em 1931.

É impossível levar o pobre à prosperidade através de leis que punem os ricos pela sua prosperidade. Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa tem de trabalhar recebendo menos.

O governo só pode dar a alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população descobre de que não precisa de trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação.

"É impossível multiplicar riqueza dividindo-a." Adrian Rogers, 1931

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Merkel "sugere" perda de soberania para países que não cumpram critérios de estabilidade


A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu o agravamento de sanções a países da zona euro que não cumpram os critérios de estabilidade, incluindo a perda de soberania, em entrevista no domingo à televisão pública ARD.

«Quem não cumprir, tem de ser obrigado a cumprir», afirmou a chefe do governo alemão, sugerindo ainda alterações aos tratados europeus para que os países prevaricadores possam ser processados no tribunal europeu de justiça, se necessário.

O Tratado de Maastricht impõe um limite de três por cento para o défice orçamental e um limite máximo de endividamento de 60 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) aos países da União Europeia.

Portugal por exemplo, teve um défice orçamental de 9,1 por cento em 2010, que tenciona baixar para 5,9 por cento este ano, e traçou a meta de voltar a cumprir o limite de três por cento em 2013.

Merkel disse ainda que a crise das dívidas soberanas «é muito séria», advogando a permanência da Grécia na zona euro, pelo menos enquanto a União Europeia e o FMI, através da chamada ‘troika’, atestarem que Atenas cumpre o programa de ajustamento económico.

A chanceler alemã alertou ainda para os riscos de contágio de outros países em dificuldades, como Portugal e a Irlanda, caso a Grécia entre em incumprimento, apesar de esta solução ser defendida por muitos economistas.

-Fonte-


Os reais propósitos da União Europeia começam a ser revelados.

sábado, 20 de agosto de 2011

O feminismo torna as mulheres mais burras

Tal como os restantes segmentos da sociedade, as universidades estão a passar por dificuldades económicas. Isto leva a que muitas delas busquem áreas onde elas possam de alguma forma reduzir os custos, efectuando cortes orçamentais.

Faria sentido que as mesmas cortassem (do seu orçamento) licenciaturas ou disciplinas inúteis como "estudos femininos", os variados estudos étnicos, programas em torno da "diversidade", programas para mulheres, acção afirmativa, etc, etc, e todas as despesas associadas a tais inutilidades.

A Universidade de Cincinnati não fez nada disto. Em vez disso, a Universidade de Cincinnati decidiu cortar nas disciplinas de ciência da computação.

Embora a universidade alegue que a graduação em ciência da computação está na verdade a ser inserida em outras graduações e como tal nada fica "perdido", isto é falso. A ciência da computação é uma disciplina independente. Ajustando a ciência da computação a outra graduação é análogo a tentar fundir a engenharia química na graduação em química. Apesar de haver zonas comuns, isto não faz sentido.

O que eles decidem cortar e o que eles decidem manter envia uma mensagem muito forte. Nesse sentido, podemos dizer que a Universidade do Cincinnati emitiu uma mensagem muito forte que mostra que, para eles, o mais importante é a indoutrinação em ideologias queridas da esquerda política e não verdadeiro conhecimento que possa ser útil aos formados.

Porquê a ciência da computação?

Mesmo sabendo que a Universidade de Cincinnati tomou a decisão de dar mais importância ao feminismo e à indoutrinação esquerdista do que o acesso a um emprego e o acrescento do conhecimento humano, porque é que a ciência da computação foi escolhida?

Quase de certeza que houve vários factores envolvidos, mas um deles teve que ser o difuso sentimento anti-homens que existe na maioria das universidades. A ciência da computação é uma temática que é seguida na sua maioria por homens, e estes homens costumam ser do tipo "politicamente incorrectos" tais como homens brancos ou asiáticos.

Se os esquerdistas que controlam a universidade decidem cortar em mais alguma disciplina ou licenciatura, de certeza que vai ser outra que é seguida na maioria por homens "politicamente incorrectos" tais como a engenharia ou outra ciência.

O pior é que esta decisão prejudica a própria universidade. Qualquer pessoa que queira tirar uma licenciatura em ciência computacional vai procurar outra universidade. Mesmo os homens que não tinham interesse na ciência computacional vão procurar outra universidade ao se apercebem do preconceito anti-homens existente.

Devido a isso, os donativos vão entrar em colapso à medida que os homens que têm empregos em ciência computacional começam a dirigir os seus donativos a universidades que eles frequentaram (e não para a universidade de Cincinnati).

Todos aqueles "estudos femininos" e estudos étnicos não serão capazes de cobrir a falta de donativos. Os graduados em "estudos femininos" (e outros estudos étnicos inúteis) só irão encontrar empregos em entidades governamentais, quase-governamentais, e outros empregos controlados pelo governo.

Um graduado sem emprego ou com um emprego onde tenha que dizer "vai querer batatas?" não vai ser capaz de fazer donativos. Os financiamentos escassearão e a universidade vai perder qualidade até se tornar radioactiva (isto é, todos vão querer ficar longe dela).

-Fonte-


As feministas promovem qualificações em "estudos femininos" entre as mulheres e depois queixam-se que "recebem menos que os homens". Que perda de tempo é que é um curso em "estudos femininos"? Que parvoíce de emprego é que se encontra com essa "licenciatura" ou com qualificações nela? Só se for como professora de "estudos femininos".

Que avanços é que os "estudos femininos" trouxeram à sociedade? De que forma é que esses "cursos" melhoraram a vida de todos nós?

Se elas fazem cursos inúteis, porque é que se admiram quando são pagas menos do que homens que se esforçam para terem cursos em engenharia, informática ou ciência?

Licenciada em "estudos femininos".

sábado, 28 de maio de 2011

Socialismo explicado com duas imagens

Eis como vive o ditador socialista Robert Mugabe:

Mugabe-house.jpg

E eis aqui como vive o povo - se se pode chamar a isto de "viver":

Zimbabwe-slum.jpg

Rodésia, o predecessor do Zimbábue, era um país razoavelmente abastado conhecido como o "Celeiro de África". Foi então que a justiça social chegou e as quintas foram confiscadas. O homem branco foi removido do poder abruptamente e as suas possessões agrícolas nacionalizadas.

Hoje em dia o país sofre de falta de alimentos e desemprego na ordem dos 95%, para além duma uma taxa de inflação envolvendo números demasiado grandes para se compreender. No entanto, o ditador socialista vive bem, muito graças à ajuda internacional que recebe dos mesmos "bem-feitores" que pressionaram a Rodésia a mergulhar no seu caixão.

Mais fotos podem ser vistas no blogue Reaganite Republican.

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